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quarta-feira, 26 de março de 2025

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Vale Tudo", o novo remake das nove

 A Globo promoveu na terça-feira retrasada, dia 11, a segunda coletiva virtual de "Vale Tudo". Participaram os atores Cauã Reymond, Debora Bloch, Paolla Oliveira, Carolina Dieckmann, Pedro Waddington, Edvana Carvalho, Ramille, Ricardo Teodoro, Malu Galli, Luis Lobianco, Alice Wegmann, Humberto Carrão, Samuel Melo, Rhaisa Batista, Luis Melo e Bella Campos. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Cauã Reymond falou como enxerga o futuro romance de seu personagem com a Odete: "Nunca parei pra pensar nisso. Tive o cuidado de ver um pouco a versão anterior, mas não quis ver muito porque como a Débora falou muito bem estamos fazendo um clássico e é um novo texto e uma nova 'Vale Tudo'. Se a gente fizer a metade do sucesso que ela fez, ficarei mito feliz. Não fiz ainda cenas com a Odete e estou na fase do plano com a Maria de Fátima pra ela conquistar o Afonso. Estou torcendo pra encontrar com a Débora que admiro muito, mas nunca contracenamos".

Debora Bloch comentou se assistiu ao produto original, como é sua parceria com Malu Galli e como enxerga a Odete em 2025: "Eu na época eu vi a novela um pouco porque estava no teatro, mas não via todo dia. Depois comecei a rever e achei que aquilo não estava me ajudando e achei melhor concentrar no texto da nova versão e concentrar na minha Odete. A novela virou um clássico e sempre que se remonta um clássico os atores vão dar a sua leitura daquele clássico, acrescentar seu repertório. Eu já assistia Malu no teatro e depois a gente fez a minissérie 'Queridos Amigos', onde ficamos amigas, e depois 'Sete Vidas'. Fizemos duas amigas na série e depois irmãs na novela. A gente se dá bem em cena, temos um jogo bom juntas, mas agora é uma relação diferente dessas irmãs.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Humberto Carrão honrou a força de Zé Inocêncio em "Renascer"

 A primeira fase de "Renascer" chegou ao fim nesta segunda-feira (05/02), após 13 capítulos repletos de emoção, linda fotografia e cenas interpretadas por um elenco que transbordou talento. O remake de Bruno Luperi, baseado no sucesso de Benedito Ruy Barbosa, teve como maior acerto até então o aumento da duração do início da história, que em 1993 teve apenas 4 capítulos. E Humberto Carrão segurou o posto de protagonista com talento. 


O ator já é conhecido pelo seu bom desempenho em todas as produções que contam com sua presença em cena. Mocinho, vilão, personagens secundários, não importa o papel, Humberto sempre consegue despertar a atenção do telespectador. Apenas citando seus trabalhos mais recentes, o intérprete esteve muito bem na pele de Rafael, um mocinho que passou boa parte de "Todas as Flores" sendo enganado e apenas na segunda parte conseguiu agir. Também mereceu elogios na série "Betinho - no fio da navalha", onde viveu Henfil, irmão do protagonista da série baseada na vida do sociólogo.

A escolha de Humberto para viver Zé Inocêncio foi uma aposta certeira. O personagem, por mais controverso que pareça e com todo respeito ao trabalho do extraordinário Antônio Fagundes, marcou muito mais na primeira fase do que na segunda.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Elenco engrandeceu primeira fase de "Renascer"

 O remake do grande sucesso de Benedito Ruy Barbosa estreou na segunda-feira passada, dia 22, e vem impressionando pela qualidade artística da obra agora adaptada por Bruno Luperi e dirigida por Gustavo Fernandez. As imagens estão belíssimas, assim como a fotografia e a captação de cenas. No entanto, o que mais engrandeceu a primeira fase da história, que chega ao fim neste sábado (03/02), foi o elenco. 

Logo no primeiro capítulo, o público foi presenteado com a volta de Maria Fernanda Cândido aos folhetins, ainda que em uma participação relâmpago. A atriz estava afastada da teledramaturgia desde "A Força do Querer", exibida em 2017, e ganhou uma personagem que não existia na versão original e foi escrita especialmente para ela: Cândida. A viúva protagonizou um ótimo embate com outro personagem que também foi criado apenas para a primeira fase do remake: Firmino. Interpretado por Enrique Diaz, o coronel tinha um quê de breguice em seu visual, mas metia medo. 

A dona da fazenda enfrentava um período de quase falência e ainda assim não aceitou vender suas terras ao rival, responsável pela morte de seu marido. Pouco tempo depois, a personagem encontrou José Inocêncio (Humberto Carrão) jogado em sua fazenda e muito ferido.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

Tudo sobre a coletiva online da primeira fase de "Renascer", próxima novela das nove

 A Globo promoveu no dia 12 de dezembro, uma terça-feira, a coletiva online da primeira fase do remake de "Renascer", próxima novela das nove que estreia no final de janeiro de 2024. Participaram o autor Bruno Luperi, o diretor Gustavo Fernandez e os atores Gabriel Sater, Antônio Calloni, Juliana Paes, Duda Santos, Adanilo, Uiliana Lima, Belize Pombal, Julia Lemos, Evaldo Macarrão, Fábio Lago, Edvana Carvalho, Quitéria Kelly, Enrique Diaz e Humberto Carrão. Fui um dos convidados e conto sobre o que rolou no bate-papo. 


Gustavo Fernandez começou falando sobre o desafio de dirigir o remake: "Desde que fui convidado foi muito impressionante ver que Renascer foi a novela da vida de muitas pessoas. E quando souberam que eu ia dirigir muitos atores me ligaram querendo participar. O convite de José Luiz Villamarim abriu a garrafinha do cramulhão pra mim. Eu fiz 'Pantanal', 'Justiça 2' e recebi o convite para 'Renascer'. O certo era eu dar uma parada, mas tinha que fazer. Minha parceria com o Luperi vem desde 'Velho Chico'", relembrou.

Bruno Luperi comentou sobre fazer mais um remake: "Cada novela é diferente e é como um filho. Se compara a 'Pantanal', mas é outro sentimento. É a novela que mais me toca porque tinha 5 anos quando ela foi ao ar e a gente via as coisas saindo do papel e ganhando vida. As duas novelas que são o maior marco na carreira do meu avô.

terça-feira, 28 de março de 2023

Tudo sobre a coletiva online da segunda parte de "Todas as Flores"

 A Globo promoveu na quarta-feira passada (22/03) a coletiva online da segunda parte de "Todas as Flores", novela de João Emanuel Carneiro, cuja primeira parte, exibida ano passado, está toda disponível exclusivamente no Globoplay. Participaram o autor e os atores Fábio Assunção, Regina Casé, Mariana Nunes, Letícia Colin, Humberto Carrão, Camila Alves, Nicolas Prattes e Sophie Charlotte. Fui um dos convidados e conte sobre o bate-papo. 

João Emanuel Carneiro falou brevemente sobre o seu processo de trabalho na produção e se haverá um 'quem matou?' na reta final: "A novela já estava toda gravada, então não mudei nada por conta do sucesso da trama. Eu mudei bastante quando a história saiu da tevê aberta e foi para a fechada. Aí mexi em muita coisa. Não terá um 'quem matou?' nessa segunda parte. Usei um recurso na última semana que não vou falar qual é!", encerrou o autor deixando a curiosidade no ar. 

Mariana Nunes se divertiu quando falou sobre Judite: "Tenho o dom de esquecer as coisas que eu gravei, então para mim vai ser muito revelador ver essa segunda parte. E sou muito noveleira. Estou junto com as pessoas esperando ansiosamente a continuação e ver o rumo dos personagens. Todo mundo fica me falando que tem o dedo da Zoé nisso.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Todas as Flores", a nova novela do Globoplay

 A Globo promoveu na primeira segunda-feira de outubro, dia 3, a segunda coletiva online de "Todas as Flores", novela de João Emanuel Carneiro, exclusiva do Globoplay. Participaram os atores do núcleo da empresa Rhodes: Fábio Assunção, Humberto Carrão, Yara Charry, Camila Alves, Thalita Carauta e Nicolas Prattes. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Fábio Assunção analisou o comportamento de seu vilão: "O Humberto teve uma infância e adolescência na rua, na Gamboa. Através do convívio com Zoé (Regina Casé) acaba aprendendo a sobreviver a essa situação de abandono. E vai ascendendo financeiramente com golpes de uma maneira não muito correta. Apesar da paixão que tem pela vida, é contraditório, dúbio, vulnerável e tem fraqueza de caráter. Tem um casamento com a Guelmar, vivida pela Ana Beatriz Nogueira. Casa para ter uma melhor condição de vida. Ele tem um amor pelo filho, vivido pelo Humberto Carrão, mas tem o desejo de alcançar o poder dentro de uma empresa que é a Rhodes. Não é um personagem fácil de explicar. Ele vive em um mundo elitizado que não se identifica, mas é muito ressentido. Não é um cara de bem com a vida. É bastante bifurcado. Estou apaixonado pelo Carrão. A gente divide muitas afinidades em relação ao Brasil e ao trabalho. É uma sorte estar nesse trabalho com ele. A nossa afetividade é atropelada pela trama porque temos muitas cenas e nenhum são de papos sinceros entre pai e filho. É uma paternidade atravessada", observou o ator.

Humberto Carrão comentou sobre a trajetória de seu perfil: "Meu personagem é o Rafael. Sou filho dos personagens do Fábio Assunção e Ana Beatriz Nogueira. Gravo quase tudo na Rhodes, empresa criada pelo bisavô do meu personagem. É a razão da vida do trabalho da família. Há um peso em cima do Rafael pela mãe para herdar aquilo tudo, mas nunca foi o objetivo dele.

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Tudo sobre a coletiva online de "Rota 66 - A Polícia que Mata", nova série do Globoplay

 A Globo promoveu nesta segunda-feira, dia 19, a coletiva online da nova série do Globoplay: "Rota 66 - A Polícia que Mata", baseada no livro homônimo de Caco Barcellos, lançado há 30 anos e vencedor do Prêmio Jabuti. Protagonizada por Humberto Carrão, que interpreta o jornalista que passou oito anos investigando os assassinatos cometidos pelo batalhão especial de São Paulo, a trama tem oito episódios e os dois primeiros estreiam na plataforma de streaming nesta quinta-feira, dia 22. Participaram da coletiva Humberto Carrão, a atriz Naruna Costa e Caco Barcellos. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo.


Caco Barcellos expôs sua animação com a estreia e emoção que sentiu com a atuação de Humberto, que o representa na série: "É uma grande expectativa. Quando escrevi esse livro, um pouco antes do lançamento, trabalhei oito anos na investigação. Eu imaginava fazendo um roteiro para o cinema. Sempre que encontrava alguma vítima da rota, tentava captar algum diálogo das pessoas. Da narrativa, dos momentos de episódios violentos pensando em construir diálogos para o futuro roteiro. Mas o tempo me absorveu para o trabalho na televisão. E agora ver realizado visualmente tudo o que apurei é muito especial, emocionante. Fiquei muito sensibilizado com a atuação dele. O Humberto é incrível, que cara maravilhoso", observou o jornalista. 

Humberto Carrão não escondeu a sua satisfação com o trabalho: "Fico muito emocionado com esse momento. Não é sempre que aparecem projetos assim. Percebi a força do que a gente tinha em mãos. Sou doido pelo Caco, ele é uma pessoa muito admirável. Acho que a construção do personagem Caco foi a partir da pesquisa do roteiro.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Sandro perdeu a relevância em "Amor de Mãe", mas Humberto Carrão mostrou seu conhecido talento

Não é fácil interpretar um personagem controverso que vai se regenerando aos poucos. Esse tipo de papel tem nuances que exigem mais do ator. Convencer o público fica mais difícil, até porque o perfil normalmente inicia a novela na postura de quase vilão ou vilã. É a típica pessoa que se acha injustiçada pela vida. Mas se tem um intérprete que tem facilidade na composição de 'revoltados' é Humberto Carrão.


O ator se destacou em "Amor de Mãe", novela das nove da Globo, escrita por Manuela Dias e dirigida por José Luiz Villamarim. Sandro entrou com a trama já em andamento e tinha poucas aparições, mas cresceu quando Kátia (Vera Holtz) afirmou para Lurdes (Regina Casé) que o rapaz, então preso, era seu filho desaparecido. A melhor protagonista da história iniciou uma saga para tirá-lo da cadeia e até cometeu crimes, como ter levado um celular para o bandido em um dia de visitação.

O vínculo entre Sandro e Lurdes foi iniciado quando a batalhadora mulher trouxe o ''filho" para morar com sua família. A rejeição de Erica (Nanda Costa), Magno (Juliano Cazarré), Ryan (Thiago Martins) e Camila (Jéssica Ellen) era compreensível, até porque o rapaz voltou para o crime dias depois e levou relógios roubados para casa como depósito.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Tudo sobre a coletiva online da volta de "Amor de Mãe"

 A Globo realizou nesta segunda-feira (22/02) uma coletiva online sobre o retorno de "Amor de Mãe", novela de Manuela Dias, dirigida por José Luiz Villamarim, após um ano de paralização por conta da pandemia do novo coronavírus, que interrompeu as gravações em março de 2020. Participaram todos os atores da família de Lurdes: Regina Casé, Jéssica Ellen, Juliano Cazarré, Humberto Carrão, Thiago Martins e Nanda Costa, além da autora. Fui um dos convidados e conto um pouco como foi o bate-papo.

Perguntados sobre as cenas mais marcantes da primeira parte do folhetim, os intérpretes fizeram questão de relembrar algumas. "Uma das cenas mais bonitas que vi na novela é uma da Vitória (Taís Araújo) quando adota o filho. Me marcou muito. Lembro que estava vendo em casa e fiquei muito emocionado. Até liguei para Taís", disse Thiago Martins. "Tem muitas cenas lindas nessa novela. Uma das muitas cenas fortes é quando Lurdes, no presídio, descobre que não é mãe de Sandro. E a minha cena no hospital foi muito forte também", acrescentou Jéssica Ellen. "Eu gostaria de lembrar de duas cenas. A diplomação da Camila. Vejo ali um esforço familiar. Não é só o personagem da Regina que está sendo recompensado. Todo mundo ali está diplomando a irmã mais nova. A família precisou se estruturar. E a cena do primeiro capítulo quando um irmão corre atrás do outro e vê o irmão ser levado", contou Juliano Cazarré. "A cena que a Lurdes fala para o filho, ainda criança, 'Tua mãe está aqui' também foi incrível", declarou Nanda Costa. 

Humberto Carrão lembrou: "Minhas lembranças mais marcantes são as cenas da Jéssica na escola. A invasão da polícia, os tiros, a forma como se relaciona com seus alunos. E todas da Lurdes, um dos personagens mais lindos que já vi. Mas a melhor foi minha cena com ela na praia quando a personagem conta que não é mãe do Sandro".

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Machismo permeia irritante triângulo formado por Tiago, Marina e Letícia em "A Lei do Amor"

Que "A Lei do Amor" se perdeu depois das mutilações em virtude da baixa audiência todos já estão cansados de saber. Porém, uma situação que se mostrou equivocada desde o início da trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari foi o triângulo amoroso composto por Tiago (Humberto Carrão), Isabela (Alice Wegmann) --- agora Marina --- e Letícia (Isabella Santoni), a partir da segunda fase. O machismo sempre esteve presente nessa trama, provocando um sério incômodo que foi aumentando com o tempo.


A filha de Helô começou a história se recuperando de um câncer e os autores já colocaram o namorado Tiago cansado da relação, demonstrando claramente que não a amava mais. Pouco tempo depois, ele se apaixonou perdidamente por Isabela e ela, apesar de uma resistência inicial, retribuiu o sentimento. O rapaz ficou em cima da garçonete, sem demonstrar qualquer remorso em virtude do seu relacionamento com Letícia. Não demorou para os dois iniciarem um caso. E toda essa construção foi feita de forma equivocada por Maria Adelaide e Vincent.

A paixão de Tiago e Isabela ficou rasa e a relação aconteceu rápido demais. Já o fato do personagem ter traído a namorada e adiado ao máximo o término do noivado também prejudicou a empatia do par. A intenção era expor um Tiago humano, longe da perfeição dos certinhos (perfis muitas vezes cansativos). Mas não funcionou. Pelo contrário.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Elenco subaproveitado, história equivocada e perda de rumo marcaram "Geração Brasil"

Após o sucesso de "Cheias de Charme", Filipe Miguez e Izabel de Oliveira amargaram um grande fracasso com "Geração Brasil", novela que chegou ao fim nesta sexta-feira (31/10) de forma decepcionante e sem cumprir tudo o que havia prometido em seu primeiro mês de exibição. Cercada de expectativas, a trama decepcionou, entrou para a lista das piores do horário das sete e impressionou a forma como a história foi se perdendo ao longo dos meses.


A segunda novela da dupla de autores parecia promissora e a estreia foi em grande estilo, com um capítulo engraçado, história interessante, grande elenco e repleta de personagens populares. E esta boa primeira impressão foi mantida nas primeiras semanas. A ideia de apresentar um enredo que tinha tecnologia como tema central era arriscada (vide o fracasso de "Tempos Modernos"), mas os núcleos cômicos atraentes e o drama central convincente faziam uma boa mescla com o mundo dos computadores.

No entanto, Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, mirando no êxito da mistura de ficção com internet de "Cheias de Charme", se preocuparam mais em focar na interação com o público do que com a história. O concurso feito logo no começo da trama para a escolha do novo Jonas Marra tinha o objetivo de mesclar reality show com teledramaturgia e inicialmente funcionou.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Megan, Davi e Manu de "Geração Brasil": um triângulo amoroso bastante equivocado

Triângulos amorosos fazem parte da teledramaturgia e são situações frequentes em todo folhetim. É praticamente impossível alguma novela não ter ao menos um. E as chances destes imbróglios amorosos ajudarem na movimentação história são grandes, tanto que os autores costumam recorrer a rompimentos, idas, vindas e troca de casais ao longo do desenvolvimento da trama. Mas é primordial que todo o conjunto esteja em harmonia para a estratégia dar certo, o que não tem acontecido em "Geração Brasil".


O triângulo Megan (Isabelle Drummond) - Davi (Humberto Carrão) - Manu (Chandelly Braz) começou de forma promissora, assim como toda a novela, vale ressaltar. Mas, à medida que os capítulos da novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira foram passando, ficou claro que os desdobramentos em cima desta história não foram acertados. O que poderia render ótimos conflitos, bons dramas e interessantes questionamentos, acabou virando uma mera superficialidade.

Davi é um típico nerd e iniciou a história tentando lançar seu projeto, um computador próprio chamado Júnior, que tem o objetivo de incluir digitalmente crianças carentes. Manu é uma nerd apaixonada por tecnologia que sabe tudo de computação, enquanto Megan é uma patricinha fútil e mimada.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O que há de errado em "Geração Brasil" ?

As chamadas de "Geração Brasil" prometiam uma ótima novela das sete. Os autores de "Cheias de Charme" pareciam inspirados com a nova trama e a expectativa para a estreia era alta. O primeiro capítulo honrou toda a espera: repleta de personagens populares, mostrando o mundo da tecnologia e se aproveitando do mundo digital que está em voga, o folhetim parecia promissor. Mas após umas duas semanas, os problemas já começaram a surgir.


Prejudicada pela Copa do Mundo, a novela precisou ficar uns dias fora do ar. Para resolver a questão, os autores foram muito criativos: criaram o reality Geração Brasil, para promover o sucessor do grande empresário Jonas Marra (Murilo Benício). Entretanto, até o reality começar, a novela ficou claramente enrolando a história. Mas quando a competição se iniciou, a impressão era de que a trama ia começar de fato, até porque o folhetim começou sendo contado no tempo passado e a partir de então tinha chegado no presente.

Entretanto, o reality show, que começou divertido, ficou cansativo e desinteressante. Já com esta fase fraca, a história precisou de uma pausa para a Copa e novamente Filipe Miguez e Izabel de Oliveira mostraram criatividade para o período de ausência da obra: fizeram Manu (Chandelly Braz) e Davi (Humberto Carrão) lançarem um desafio diário para o público através do aplicativo 'Filma-e', onde o telespectador

sábado, 31 de maio de 2014

Reality marca o verdadeiro início da história de "Geração Brasil"

A estreia de "Geração Brasil" foi promissora e até agora a novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira tem seguido um caminho interessante. Os capítulos começaram exibindo para o telespectador tudo o que aconteceu antes do concurso 'Geração Brasil'. Ou seja, os autores resolveram apresentar o prólogo da história 'voltando ao passado', aproveitando uma característica cada vez mais comum em produções da Globo. E a novela iniciou de fato quando Jonas Marra (Murilo Benício) anunciou os selecionados para o reality que escolherá seu sucessor na Marra Brasil.


A seleção foi feita justamente através de um desafio, onde os hackers teriam que quebrar um sistema de segurança e invadir o site do empresário, provando que entendem tudo de computação e tecnologia. Os dez primeiros que conseguiram foram selecionados para um reality show, onde terão que passar por provas, até restar um, que será o vencedor, assumindo uma posição de destaque na empresa. Toda esta situação serviu para centralizar o tema da novela e ainda inserir Davi (Humberto Carrão) no núcleo principal, provocando um encontro com o poderoso Jonas, além de causar uma aproximação com seus dois pares românticos: Manu (Chandelly Braz) e Megan (Isabelle Drummond). 

Os autores acertaram na condução da trama e ainda usaram com criatividade o artifício do reality dentro da teledramaturgia. Vale lembrar que "Sangue Bom" fez isso no último capítulo com a entrada da Tina (Ingrid Guimarães) no hilário "AQCP - A Que Ponto Chegamos", e "Amor à Vida" mesclou com competência ficção e realidade com a presença de Valdirene (Tatá Werneck) no "Big Brother Brasil 14".

terça-feira, 6 de maio de 2014

Repleta de personagens populares, "Geração Brasil" faz boa estreia e aposta na tecnologia para conquistar o público

Com a árdua missão de reerguer os baixos índices de audiência do horário das sete da Globo (ainda que os números das seis e das nove também estejam ruins), estreou nesta segunda-feira (05/05) "Geração Brasil", substituta da fracassada "Além do Horizonte". Dos mesmos autores do sucesso "Cheias de Charme", a nova novela, dirigida por Denise Saraceni, tem a tecnologia como foco e usará este tema bastante atual para ajudar a contar a trama, que apresentou um primeiro capítulo muito atrativo.


Filipe Miguez e Izabel de Oliveira começaram contando a história de uma forma ágil e bem-humorada, dando o pontapé inicial através do núcleo de maior importância da trama, composto pela Família Marra. E o início teve a já conhecida fórmula da 'volta do tempo'. Primeiramente foi exibida uma situação do 'futuro', para depois exibirem momentos do passado (no caso, três meses antes). Jonas Marra (Murilo Benício) e sua esposa Pamela Parker (Cláudia Abreu) apresentaram os dez finalistas de uma competição lançada pela empresa do gênio da tecnologia. Gênio este que conseguiu fama, muito dinheiro e construiu um império graças ao computador popular, prático e de fácil manuseio que ele criou.

A trama gira em torno justamente do 'mito' Jonas, espécie de Steve Jobs brasileiro, cuja primeira aparição lembrou muito a de Tony Stark, do ótimo filme "Homem de Ferro". E graças ao esquema da 'volta no tempo', o público foi apresentado com mais detalhes aos personagens diretamente ligados a Jonas. Afinal, a sequência do passado mostrou uma renovação dos votos de casamento dele com a extravagante

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"Sangue Bom": seis personagens, três casais e várias torcidas

"Sangue Bom" não emplacou na audiência. A novela das sete, infelizmente, nunca conseguiu atingir índices satisfatórios no ibope. Porém, apesar dessa grande injustiça nos números (afinal, a trama é excelente), a obra de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari despertou torcidas fervorosas na internet. Tudo por causa dos três casais centrais da história, composto pelos seis protagonistas.


À medida que os pares foram se formando, se separando e voltando, o público foi se envolvendo e torcendo pelos casais. E alguns torcedores levam a novela tão a sério que entram em discussões, com direito a xingamentos e ameaças, para defender seu personagem preferido e atacar tanto o perfil que detesta quanto o que gosta. Esse tipo de reação e envolvimento do telespectador costuma ocorrer quando não há vilões presentes nos imbróglios amorosos. "A Vida da Gente" e "Guerra dos Sexos" foram novelas relativamente recentes que apresentaram essa mesma situação.

Na trama de Lícia Manzo, havia o time torcedor da Manu (Marjorie Estiano) e o time torcedor da Ana (Fernanda Vasconcellos). E as torcidas queriam que suas personagens prediletas ficassem com Rodrigo (Rafael Cardoso) no final. A autora optou por seguir a sinopse e colocou Manu com Rodrigo, o que agradou o

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Fabinho e Amora de "Sangue Bom": dois personagens, duas histórias e muitas semelhanças

Eles apresentaram atitudes de vilões, mas nunca passaram perto disso. São personagens complexos, controversos, com um passado em comum a respeito do abandono, e que fizeram de tudo para alcançar seus objetivos, incluindo passar por cima dos outros sem se importar com as consequências futuras. E ainda são interpretados por dois excelentes atores, que se entregaram completamente desde o início da novela. Sim, Fabinho e Amora, interpretados brilhantemente por Humberto Carrão e Sophie Charlotte, têm muito mais semelhanças do que diferenças.


Fabinho foi abandonado por sua mãe (Irene - Débora Evelyn) e sempre guardou essa mágoa. Quando foi adotado por um casal rico, achou que teria a vida que sempre mereceu, porém, quando a 'nova' família perdeu tudo, o 'bad boy' se revoltou e passou a descontar toda sua raiva na mãe (Margot - Noemi Marinho), que sempre lhe tratou com muito carinho, aguentando todas as humilhações calada. Já Amora teve um agravante, pois foi abandonada duas vezes: na primeira, ela e a irmã (Simone - Andreia Horta) foram parar na rua. Na segunda, a sua própria irmã foi embora, a deixando sozinha sem ter para onde ir. Ela acabou indo parar no 'abrigo' de Gilson e Salma (Daniel Dantas e Louise Cardoso) até ser adotada por Bárbara Ellen (Giulia Gam), que lhe ensinou tudo o que havia de mais desprezível para conseguir 'vencer' na vida.

O 'bad boy' demonstrava uma frieza assustadora e sempre fazia questão de humilhar todos que apareciam na sua frente. Porém, na frente de quem tinha influência ou era rico, ele se transformava e fingia ser uma pessoa atenciosa e eficiente. Foi assim na agência de Natan (Bruno Garcia), onde bajulou

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Giane e Fabinho se beijam, Isabelle Drummond e Humberto Carrão transbordam química e casal se sobressai em "Sangue Bom"

O capítulo de "Sangue Bom" exibido no último sábado (28/09) exibiu o aguardado primeiro beijo de Giane e Fabinho, um casal cuja implicância mútua é a principal característica. A cena foi linda e o que já havia ficado evidente desde o início da novela, e se intensificado nas últimas semanas, apenas se confirmou: a imensa química entre Isabelle Drummond e Humberto Carrão.


Os atores já haviam se destacado em "Cheias de Charme" quando encantaram o público com o bonito romance vivido por Cida e Elano. A doce empreguete e o íntegro advogado formaram um lindo par e eram um dos pontos altos da trama de sucesso de Filipe Miguez e Isabel de Oliveira. Agora, na história de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, os dois novamente repetem a perfeita sintonia que tiveram na novela anterior e ainda mostram para o público o quanto que são versáteis.

Isabelle Drummond e Humberto Carrão ganharam personagens irônicos, agressivos e marrentos, ou seja, perfis completamente diferentes dos vividos por eles na novela das 'empreguetes'. Cida era meiga, tímica e inocente, enquanto que Giane é irônica, introspectiva e, antes de entrar no mundo da moda, masculinizada. Já Fabinho apresentou sérios desvios de caráter, deixou a mãe pagar por um crime que ele

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Destaque de Fabinho expõe o talento de Humberto Carrão em "Sangue Bom"

Muitos questionam a longevidade da "Malhação". Porém, apesar de apresentar algumas temporadas fracas, a novelinha adolescente da Rede Globo ainda consegue contar boas histórias, dependendo da criatividade do autor (a) escolhido (a) ---- embora não seja o caso da atual temporada. E além disso, é inegável que a produção é a principal vitrine de lançamentos da emissora. Vários atores foram e ainda são lançados lá. É quase uma pós-graduação em artes dramáticas, onde o público integra o time dos avaliadores. Todo esse preâmbulo é para destacar mais um profissional que começou ali e hoje brilha em "Sangue Bom": Humberto Carrão.


Apesar de ter participado do seriado infantil "Bambuluá", em 2001, a carreira de Humberto só foi de fato iniciada na temporada de "Malhação" exibida em 2004 ---- que revelou também a talentosa Marjorie Estiano ----, vivendo Diogo, irmão do protagonista. Depois o ator participou da fracassada "Bang Bang" (2005), até voltar para "Malhação", em 2009, mas para viver o antagonista da fase, que acabou virando protagonista devido ao talento do intérprete e à falta de química de Bianca Bin com Micael Borges. No remake de "Ti ti ti", deu vida ao carismático Luti, filho de Ariclenes (Murilo Benício). Seu último personagem de destaque foi o bom-caráter Elano, de "Cheias de Charme". Agora, vivendo um grande momento na carreira, ele tem brilhado na pele do 'bad boy' Fabinho em "Sangue Bom".

O personagem, que iniciou a novela apagado e sem muitas cenas, começou a receber um merecido destaque nas últimas semanas. E os capítulos mais recentes exigiram muito do ator, que correspondeu plenamente em todas as sequências. O filho de Irene (Debora Evelyn) e Plínio (Herson Capri) aguardou o resultado do exame de DNA triunfante, humilhando todas as pessoas que via pela frente. Afinal, Fabinho nunca

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A hora e a vez dos vilões

A novela é a paixão do brasileiro. Por mais que as tramas não estejam com a mesma audiência de 20 anos atrás, é fato que a teledramaturgia ainda tem sua força. E as tramas brasileiras são conhecidas no mundo todo graças ao mercado, onde a Globo figura como a principal 'exportadora' do país. No mundo da ficção, pode-se dizer com certa tranquilidade que, entre as muitas paixões do telespectador, a vilã está no topo da lista. Afinal, é ela quem movimenta a história e faz as situações acontecerem. E por muitos anos foram as víboras as grandes 'protagonistas' das novelas. Odete Roitman ("Vale Tudo"), Branca Letícia de Barros Motta ("Por Amor"), Cristina ("Alma Gêmea"), Laura ("Celebridade"), Nazaré Tedesco ("Senhora do Destino"), Bia Falcão ("Belíssima"), Flora ("A Favorita") e, claro, Carminha ("Avenida Brasil") são apenas alguns exemplos dessa soberania. Porém, atualmente, por incrível que pareça, a Globo está sem nenhuma grande vilã no ar. Agora, a maldade está sendo exercida por um time masculino.


Em "Malhação", por exemplo, é Sal o responsável pelas vilanias da novelinha. O rapaz atormentou a vida de Lia (Alice Wegmann), uma das mocinhas da atual temporada, até ser finalmente preso pela polícia. Pedro Cassiano tem se mostrado uma boa surpresa e convence na pele do irresponsável sujeito que acabou se perdendo ao se meter com traficantes.

Já em "Flor do Caribe", o vilão da vez é Alberto. O homem é um psicopata obcecado por Ester (Grazi Massafera) e está ficando cada vez mais surtado. Não tem medido esforços para destruir a vida de sua ex e acabar com Cassiano (Henri Castelli). Igor Rickli é um ator muito inexperiente e infelizmente começou muito mal na pele do antagonista, transbordando inexpressividade; no entanto, tem sido visível a sua