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terça-feira, 18 de março de 2014

Presença de Dani Calabresa na bancada foi o ponto alto da volta de um "CQC" sem grandes mudanças

A sétima temporada do "CQC" estreou nessa segunda-feira (17/03). Após o tradicional período de férias, a equipe voltou com algumas reformulações e novos quadros. Mas a grande surpresa desse novo ano foi a presença de Dani Calabresa na bancada, no lugar de Oscar Filho, que era o substituto de Rafinha Bastos. A hegemonia masculina foi quebrada e a humorista, apesar de inicialmente tensa, se saiu muito bem comentando as matérias da atração.


Dani foi o grande destaque, assim como aconteceu na estreia da sexta temporada, em 2013. Porém, na época, colocaram a humorista em um quadro muito aquém do seu talento. A verdade é que ela deveria ter sido inserida na bancada desde que entrou no "CQC". Mas antes tarde do que nunca. E a parceria com Marcelo Tas e Marco Luque funcionou perfeitamente.

Sem a talentosa Mônica Iozzi, agora no "BBB" da Globo", a Band contratou uma nova repórter para fazer parte da turma. E a equipe acertou na escolha. Naty Graciano começou sem aparentar nervosismo e ficou à vontade. Suas matérias (sobre futebol e política) foram ótimas e ela promete. Vale lembrar que

terça-feira, 19 de março de 2013

Apesar da estreia decepcionante, Dani Calabresa ofusca volta do CQC

Ontem (18/03), estreou mais uma temporada do "CQC". Após o já tradicional período de férias entre dezembro e início de março, a turma comandada por Marcelo Tas retornou apresentando Dani Calabresa como única novidade. Os tradicionais quadros e matérias sobre política e celebridades continuam  ---- inclusive a participação do polêmico deputado Jair Bolsonaro ---- e se não fosse a contratação da melhor comediante do país não haveria nada para ser comentado a respeito da volta da atração. Entretanto, pelo que foi visto, a presença da humorista não foi planejada pela produção.


Ficou claro que contrataram Dani Calabresa para gerar mídia e repercussão, afinal, o programa andava pra lá de desgastado. E a razão para tamanha clareza é uma só: ela parecia a penetra de uma festa. Praticamente uma avulsa na turma. Sua estreia foi decepcionante e demonstrou a falta de planejamento da equipe. A atriz ficou com a responsabilidade de comentar notícias que não sairão no "CQC". Explicando melhor: situações esdrúxulas ou que viraram febre na internet. Apesar desse tipo de quadro não ter absolutamente nada de novo, Dani fez o que pôde na função. Porém, sua principal qualidade não foi aproveitada: a arte de improvisar.

Dani Calabresa não se transformou em um dos principais nomes da Mtv por acaso. Sua dobradinha com Bento Ribeiro no "Furo Mtv" era impagável e as improvisações da dupla eram a graça do 'jornal'. Mas não era só nessa atração que ela se destacava. Em todas as produções da emissora a atriz mostrava o seu talento e se

segunda-feira, 16 de julho de 2012

"Conversa de Gente Grande" agrada mas não inova

Sendo mais um integrante do "CQC" a ganhar um programa na Band, Marcelo Tas estreou neste domingo, às 20h, o "Conversa de Gente Grande". A atração é destinada tanto para crianças quanto adultos e ampliará o leque de opções para os telespectadores, que lutam para encontrar algo 'assistível' aos domingos na televisão aberta.


Ao ver o formato do programa é praticamente impossível não se lembrar do extinto "Gente Inocente", exibido pela TV Tupi nas décadas de 60/70 e levado ao ar pela Rede Globo em 1999 e 2002, quando era apresentado por Márcio Garcia. Crianças entrevistam um convidado e Pelé participou da estreia. Dentre as perguntas, destaco "como se fazem os bebês?", onde o menino enfatizou que não colava a história da sementinha. É bom lembrar que Raul Gil (com o quadro 'Crianças Curiosas') e Moacyr Franco (com o programa 'Pequenos Brilhantes') também exploraram esse universo de crianças entrevistando famosos.

Marcelo Tas é um bom apresentador, participa ativamente interagindo com os pequenos e ainda entrevista, ou melhor, bate um papo, com alguns deles individualmente. No primeiro programa, conversou com uma menino que, dentre tantas coisas, disse

quarta-feira, 25 de abril de 2012

CQC: humor X jornalismo

Na semana passada, mas especificamente na terça-feira (17/04), o "CQC" se envolveu em mais uma polêmica, após alguns meses de aparente tranquilidade com o afastamento de Rafinha Bastos. Agora a confusão foi com os jornalistas. Isso porque durante o encontro --- transmitido ao vivo pela Globo News --- entre Hillary Clinton (secretária de Estado dos EUA) e o Ministro de relações exteriores do Brasil, Antonio Patriota, o repórter Maurício Meirelles gritou "I love you, Hillary" e ainda ofereceu uma máscara juntamente com um charuto, fazendo referência a uma festa em que a secretária participou e ao conhecido caso que Bill Clinton teve com Monica Lewisky há anos atrás.




Embora Hillary não tenha se sentido nem um pouco ofendida pela brincadeira, os jornalistas presentes se aborreceram e iniciaram uma discussão com o repórter, onde teve gritaria e até tentativas de agressão física. O fato foi publicado no blog do jornalista Maurício Stycer, colunista do Uol. Fotógrafos e cinegrafistas endossaram as reclamações dos jornalistas, alegando que Maurício atrapalhou o trabalho deles. Um detalhe importe a ser destacado: o repórter do CQC estava autorizado a cobrir o evento, portanto, não foi nenhum penetra.

A grande questão é: humor e jornalismo podem caminhar juntos? O integrante de um programa humorístico pode participar de um evento onde só há a presença de jornalistas? Durante uma coletiva de imprensa onde se discute assuntos importantes para o país, cabe uma piadinha ou

domingo, 31 de julho de 2011

CQC se desgasta e perde sua suposta credibilidade

O "Custe o Que Custar" sempre foi muito elogiado pelos críticos por usar um humor "inteligente". Nunca soube muito bem identificar essa grande diferença em relação aos demais humorísticos,como o "Pânico na Tv", por exemplo. Mas isso não vem ao caso, já que o objetivo desse texto é falar da fórmula um tanto quanto gasta da atração comandada por Marcelo Tas e seus escudeiros Rafinha Bastos e Marco Luque,  tendo ainda Monica Iozzi, Danilo Gentili, Oscar Filho, Rafael Cortez e Felipe Andreoli como integrantes da trupe.

Quando estreou em 2008, no dia 17 de março, o programa foi uma grata surpresa e uma boa opção para a televisão aberta em plena segunda-feira. O formato é da Argentina e veio para o Brasil através da parceria da emissora com a "Eyeworks-Quatro Cabezas". A Band, aliás, tem muito que agradecer a esse acordo,uma vez que as maiores audiências da programação são justamente vindas dos produtos internacionais. O próprio "CQC", "A Liga", tendo Rafinha Bastos como apresentador principal, "Polícia 24 horas" e o "Agora é tarde", apresentado  pelo Danilo Gentili e que estreou a pouco tempo, são exemplos de compras que deram certo.

O tempo não fez muito bem ao "CQC". Os quadros são praticamente os mesmos ao longo desses anos e as poucas situações que eles resolveram variar não deram muito certo,como por exemplo,o finado "Mas que boa pergunta, Marcelo Tas', onde o apresentador respondia a questionamentos de crianças sobre política e situações do Brasil,'CQC no Congresso', 'Top Five', 'O povo quer saber', 'CQTeste', 'Proteste já' e as entrevistas com as celebridades continuam sendo a base do programa.Além dessas opções,também tínhamos 'Luque Responde', 'Palavras Cruzadas', 'Repórter Inexperiente', 'Trabalho Forçado' e mais alguns que foram extintos. Merecidamente, diga-se.

A tal credibilidade que a atração sempre tentou mostrar, caiu por terra com os cortes,ou censura,melhor dizendo, que fizeram na entrevista com o sempre polêmico Jorge Kajuru. Segundo o próprio,não exibiram praticamente nada do que ele falou durante o quadro 'Resta Um'. Isso incluia sua crítica ao Ricardo Teixeira, Luciana Gimenez e mais uma penca de gente,já que o jornalista não perdoa ninguém. A Globo tem um acordo financeiro com a CBF para exibir campeonatos como o Brasileirão e os estaduais,e os compartilha com a Band em troca de dividirem os gastos com essa compra, então é óbvio que haja receio em qualquer situação que vá contra o todo-poderoso do futebol. Sabemos que há uma espécie de 'troca de favores', mesmo que as duas empresas neguem isso. Mas então a pergunta é: por que convidaram o Kajuru para participar do quadro? Isso acabou expondo o programa. Como cobrar dos deputados transparência se eles mesmos não se utilizam dela?

Os pontos positivos continuam sendo a entrevista com os políticos em Brasília, que ficou bem melhor com a Monica Iozzi no lugar do Danilo Gentili e o 'Top Five'. É vergonhoso vermos como nossas "autoridades" não têm o mínimo de preparo para ocupar o cargo a que se propõem. E sempre é divertido observarmos as situações patéticas apresentadas por alguns programas da nossa televisão. Mas o elevado número de propagandas, os chamados 'merchans', irrita qualquer um.Para assistir ao "Top Five", por exemplo,você precisa ver cinco vezes a propaganda da Pepsi.

A audiência continua muito boa para os padrões da Band(por volta dos 5/6 pontos, ficando quase sempre em terceiro lugar) e o "CQC" persiste sendo a melhor opção para se assistir nas emissoras abertas numa segunda-feira, caso não haja interesse no filme da "Tela Quente". Mas é notório que a boa repercussão que o programa tinha foi se dissipando com o tempo.