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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Por Você", a nova novela das sete

 A Globo promoveu na última segunda-feira de julho, dia 27, a primeira coletiva virtual de "Por Você", a nova novela das sete, escrita por Dino Cantelli e Juliana Peres, dirigida por André Câmara. Participaram os autores, o diretor e os atores Sheron Menezzes, Lucy Ramos, Laura Luz, Fabricio Assis, Cauê Campos, Noemia Oliveira, Milhem Cortaz, Livia Silva, Amaury Lorenzo, Diogo Almeida, José de Abreu, Antônio Pitanga, Rodrigo Lelis, Igor Jansen, Inês Peixoto, Regiane Alves, Adanilo, Ângelo Antônio e Bia Santana. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir.


Dino Cantelli sobre como surgiu a ideia da trama: "Se deu através de uma história real de uma policial civil que assume as crianças da amiga, acho que foi no Rio Grande do Norte, e da loucura que é isso. Assim nasce nossa história. A amiga pede do leito de morte que ela assuma seus filhos. A escalação do elenco traz um choque de gerações e eu e Juliana escrevemos uma 'Malhação' com o Emanuel Jacobina, então isso a gente gosta muito".

Juliana Peres complementou: "A gente sempre quis falar sobre mães solo e sobre mães que não esperavam ser mães. As duas amigas da nossa novela se apoiam nas diferenças e estão juntas em tudo o que fazem, elas não têm julgamento sobre a escolha da outra. E a gente queria falar de uma família grande e plural. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Tudo sobre a coletiva online de "Mar do Sertão", a nova novela das seis

 A Globo promoveu no dia 11 de agosto a coletiva virtual de "Mar do Sertão", a nova produção das 18h, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fiterman, que entra no lugar de "Além da Ilusão". Participaram do encontro online o autor, o diretor e os atores Sérgio Guizé, Isadora Cruz, Debora Bloch, José de Abreu, Renato Góes, Enrique Diaz, Welder Rodrigues, Érico Brás, Mariana Sena, Theresa Fonseca e Giovana Cordeiro. Fui um dos convidados e conto tudo sobre o bate-papo.


Mário Teixeira comentou sobre a ambientação de sua história: "Passei parte da minha infância no Ceará e sempre tive vontade contar uma história de lá. Canta Pedra é uma cidade fictícia com paisagens que nós inventamos, mas o regionalismo é vital. É uma história que está dentro de todos nós. Fico orgulhoso de ter escrito essa novela. Já tive a chance de ver o primeiro bloco da novela e está incrível. É um sopro de esperança no Brasil de hoje. Como o Brasil poderia ser. A realização do sonho das pessoas e do meu também". 

O diretor Allan Fiterman contou um pouco sobre a ideia da essência do folhetim: "Conseguimos lugares incríveis para fazer Canta Pedra existir. Fomos para Piranhas, Vale do Catimbau, enfim. Conseguimos fazer várias cenas até o capítulo 60. Tentamos trazer uma geografia que não existe e a cultura nordestina de uma forma linda.

sexta-feira, 11 de março de 2016

"A Regra do Jogo" elevou a audiência e teve bons momentos, mas prometeu muito e cumpriu pouco

Após o imenso fracasso de "Babilônia" e o sucesso de "Os Dez Mandamentos", a Globo decidiu antecipar a estreia de "A Regra do Jogo". A trama estreou no dia 31 de agosto e era vista como a salvação do horário nobre, em virtude do fenômeno "Avenida Brasil", escrita pelo autor em 2012. No entanto, a estratégia da emissora foi catastrófica. Iniciar uma nova história enquanto o folhetim bíblico da Record estava a pleno vapor foi um erro crasso e pagaram caro por isso ---- a novela da líder chegou a perder algumas vezes na audiência e demorou a reagir. Porém, pouco mais de seis meses depois, pode-se constatar que a trama chegou ao fim com bons momentos e conseguiu, apesar dos percalços iniciais, elevar o Ibope do horário nobre.


A novela foi, sem dúvida, a pior de João Emanuel Carneiro. Prometeu bastante e não cumpriu nem a metade. Entretanto, não pode ser considerada ruim. Foi um folhetim mediano, que conseguiu fechar seu ciclo com dignidade. A trama parecia promissora na primeira semana, quando começou a exibir a história de uma misteriosa facção criminosa, que tinha como um dos integrantes um ex-vereador defensor dos direitos humanos. A história instigante despertou atenção e o teaser de lançamento da produção provocou várias teorias a respeito do caráter de cada personagem. Ainda havia a promessa de um novo método de direção, apelidado pela diretora Amora Mautner de "Caixa Cênica". E, claro, a expectativa de acompanhar um novo folhetim do autor de quatro sucessos ("Da Cor do Pecado", "Cobras & Lagartos", "A Favorita" e "Avenida Brasil") era imensa.

Mas, ao longo do desenrolar do enredo, pouca coisa se mostrou realmente atraente de fato. O núcleo central sempre teve a sua força, mas a demora em desdobrar os acontecimentos prejudicou a novela. E o destaque cada vez maior de vários núcleos paralelos completamente avulsos e repetitivos deixou o conjunto ainda mais desanimador.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Grandes cenas e momentos eletrizantes marcam reta final de "A Regra do Jogo"

João Emanuel Carneiro guardou os melhores momentos de sua novela para a reta final e tem tirado o fôlego do telespectador nas duas últimas semanas de trama. O autor tem focado praticamente no núcleo central, deixando os paralelos repetitivos de lado, proporcionando uma sucessão de grandes cenas e sequências eletrizantes. O folhetim já tinha apresentado uma ótima guinada com a falsa morte de Romero (Alexandre Nero) e conseguiu ficar ainda melhor com a queda de Gibson (José de Abreu).


O descontrole do grande vilão da história deixou o principal núcleo mais movimentado e o autor foi muito preciso ao retratar a corrupção em todos os setores da sociedade, expondo a presença de integrantes da facção em vários locais do país, incluindo instituições aparentemente 'incorruptíveis'. O início da derrocada de Gibson se deu quando Kiki (Deborah Evelyn) finalmente contou a Dante (Marco Pigossi) toda a verdade sobre seu sequestro. A cena primou pela emoção e os dois deram um show.

A partir de então, foi iniciada uma verdade caçada ao gangster e toda a sua família descobriu a verdadeira índole do todo poderoso. Belisa (Bruna Linzmeyer), Cesário (Johnny Massaro) e Nora (Renata Sorrah) entraram em desespero e o patriarca ainda tentou dissuadi-los, quando os flagrou escondidos na casa de Nonato (Ilya São Paulo) e Conceição (Séfora Rangel), sem sucesso.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Nova fase de Tóia evidencia talento de Vanessa Giácomo e proporciona ótimas cenas em "A Regra do Jogo"

Ao contrário do que muito se imaginava, a maior reviravolta de "A Regra do Jogo" não se deu com a aguardada revelação da identidade do Pai (Gibson - José de Abreu), o todo poderoso da facção que move a trama. Após o ótimo momento em que Dante (Marco Pigossi) descobriu que seu pai era um canalha, a grande virada do folhetim de João Emanuel Carneiro ocorreu com o 'despertar' de Tóia (Vanessa Giácomo), que finalmente soube que Romero Rômulo (Alexandre Nero) sempre a enganou.


O capítulo 135 (cujo título foi "Dormindo com o inimigo") pode ser considerado um dos melhores (senão o melhor) da novela até agora. As cenas foram de tirar o fôlego, destacando grande parte do elenco e movimentando o atrativo enredo central, que sempre foi o maior acerto da produção. A aguardada cena em que Tóia descobre que o homem com quem ela se casou é um canalha da pior espécie foi brilhantemente interpretada por uma entregue Vanessa Giácomo. Ela foi visceral e honrou a importância daquele momento.

Todo o desespero da mocinha foi aumentado em virtude da sua gravidez, uma vez que ela está esperando um filho do homem que arruinou sua vida, direta ou indiretamente. O ódio que a personagem passou a sentir por Romero pôde ser constatado através do olhar da atriz, que também mostrar a dor da decepção.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Revelação do Pai não surpreende, mas provoca uma boa guinada em "A Regra do Jogo"

Nesta quarta-feira (16/12), foi revelada a identidade do grande líder da facção criminosa, o maior segredo de "A Regra do Jogo". Apelidado de Pai, o poderoso chefão era uma incógnita desde a estreia da novela e o mistério foi mantido até o capítulo 93. A revelação não surpreendeu em nada, uma vez que vazaram várias informações nos jornais e na imprensa semanas antes e a própria história já estava deixando claro que Gibson (José de Abreu) era o grande vilão. Porém, apesar da obviedade, a revelação deu uma boa guinada na história.


João Emanuel Carneiro guardou uma boa gama de explicações para toda esta questão e ainda conseguiu tocar em uma ferida que continua aberta na sociedade: a justiça com as próprias mãos. Isso porque Gibson resolveu criar a facção depois de sofrer um grande trauma, durante um assalto, quando sua casa foi invadida por marginais e sua família foi cruelmente torturada pelos criminosos. Após presenciar o momento de terror, ele constatou a ineficiência da justiça brasileira e resolveu sentenciar os bandidos. Assim, contratou Zé Maria (Tony Ramos) para assassiná-los, que por sua vez arrumou mais capangas para o 'serviço'. Foi o início da organização mais temida da novela.

A cena em que Gibson se revela para Orlando (Eduardo Moscovis) --- surgindo no meio da escuridão ---, deixando claro que sempre soube das armações do canalha e que estava apenas testando sua competência o tempo todo, foi ótima e brilhantemente interpretada por José de Abreu e Du Moscovis. O empresário explicou todo o seu objetivo para o subordinado e ainda fez questão de enfatizar que criou um exército para tirar toda a corja que está no poder.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

João Emanuel Carneiro e o assassinato dos personagens queridos de suas histórias

Todo autor tem a sua marca ou ao menos uma identidade. Isso no cinema, no teatro e na televisão. Quem começa a acompanhar a carreira de vários deles consegue captar tranquilamente isso. E não é diferente com João Emanuel Carneiro. Embora seja considerado ainda um 'novato' como escritor solo ("A Regra do Jogo" é apenas a sua quinta novela na carreira), ele já apresenta algumas características peculiares, como o assassinato de perfis queridos do público, por exemplo.


Claro que a sua maior identidade é a mescla entre suspense e humor popularesco, entretanto, esse pequeno detalhe em torno da morte de personagens cativantes tem se sobressaído nos seus trabalhos. O seu primeiro folhetim foi "Da Cor do Pecado", em 2004, supervisionado por Silvio de Abreu. E essa produção marcou não só o início de sua carreira solo, como também o começo da 'saga' de fins trágicos de tipos que caem no gosto popular.

Afinal, é impossível não se lembrar o triste assassinato de Afonso Lambertini (Lima Duarte em um de seus melhores desempenhos). O personagem, inicialmente, se mostrou um empresário frio e calculista, que só se preocupava com os negócios e fazia questão de controlar o seu filho Paco (Reynaldo Gianecchini).

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Elenco impecável engrandece "O Rebu"

As qualidades de "O Rebu" são inúmeras e quem acompanha a novela pode constatar isso em todos os capítulos. A trilha sonora é escolhida a dedo, os personagens transbordam ambiguidade, a direção é precisa, a fotografia escurecida é adequada, enfim, o que não falta é ponto positivo. Mas entre tantos acertos, é necessário fazer uma sucessão de elogios ao elenco que foi escalado para este remake.


Os autores George Moura e Sérgio Goldenberg, e o diretor José Luiz Villamarim, conseguiram selecionar um time de ouro para esta tão primorosa obra. Os atores, incluindo os mais jovens e os mais experientes, são grandes profissionais e todos estão em estado de graça no remake. Além de ser fisgado pela história bem amarrada e que se passa em 24 horas, o telespectador se encontra hipnotizado pelas atuações desta respeitada seleção de apaixonados pelas artes dramáticas.

Patrícia Pillar e Sophie Charlotte honram a posição de protagonistas e estão fazendo uma ótima dupla. Os trabalhos mais recentes de Patrícia consistem em três grandiosas atuações: a inesquecível e demoníaca Flora, de "A Favorita"; a arrogante Constância, de "Lado a Lado"; e a problemática Isabel Favais, em "Amores Roubados".

terça-feira, 15 de julho de 2014

"O Rebu" estreia esbanjando luxo e qualidade no horário das onze

Após muita expectativa provocada pelas instigantes e impecáveis chamadas, estreou, nesta segunda-feira (14/07), "O Rebu". Escrito por George Moura e Sérgio Goldenberg, dirigido por José Luiz Villamarim e com fotografia de Walter Carvalho (a mesma equipe dos sucessos "O Canto da Sereia" e "Amores Roubados"), o remake de Bráulio Pedroso apresentou um primeiro capítulo grandioso, repleto de conflitos instigantes e que prendeu a atenção do início ao fim.


Esta primorosa trama foi uma verdadeira revolução na teledramaturgia há 40 anos e pôde-se constatar que continua sendo uma inovação e tanto. Passada em 24 horas, em sequência não cronológica, com conflitos se desenrolando em três tempos (as investigações da polícia, flashbacks de eventos ocorridos durante a festa, e acontecimentos em cima do passado dos personagens), a história de suspense exige atenção máxima do telespectador, especialmente neste remake de luxo, que terá bem menos capítulos do que a obra original ---- 36 ao invés de 112. E obviamente que várias alterações foram feitas, além da escolha da vítima e do assassino.

Logo no primeiro capítulo foi possível observar que os protagonistas mudaram de gênero. Isso porque em 1974, o anfitrião da grande festa, único pano de fundo para a trama, era Conrad Mahler (Ziembiski), que tinha uma relação aparentemente amorosa --- não havia nada claro devido ao período da Ditadura Militar e aos próprios tabus da época --- com seu protegido (Cauê - Buza Ferraz). Agora, a grande anfitriã é Angela Mahler (Patrícia Pillar), que tem uma relação forte e intensa com Duda (Sophie Charlotte), sua filha adotiva, embora nada envolvendo romance homossexual.

sábado, 5 de abril de 2014

Após um início promissor, "Joia Rara" decepciona e termina sem grandes atrativos

A quarta novela de Duca Rachid e Thelma Guedes chegou ao fim nessa sexta-feira. "Joia Rara" Foi uma obra cercada de expectativas e sua estreia era muito aguardada, afinal, era o novo trabalho das autoras do sucesso "Cordel Encantado". E o início foi promissor. A história ---- passada entre 1930 e 1940 ---- colocava o budismo como pano de fundo e apresentou um cabaré para a realização de grandiosos shows, um lindo casal protagonista, vilões interessantes, grande elenco, figurinos caprichados, bons núcleos, belos cenários, enfim, um conjunto bastante atraente.


E os primeiros meses foram ótimos. A trama estava sendo muito bem desenvolvida e praticamente todas as histórias agradavam. Entretanto, alguns problemas começaram a aparecer, como a perda da importância do Cabaré Pacheco Leão. O núcleo, que era um dos melhores da novela, ficou muito tempo sem função e atores como Marcos Caruso, Rosi Campos e Nicette Bruno acabaram deslocados. Uma situação semelhante aconteceu com a Silvia. A personagem de Nathalia Dill era ótima e a atriz estava muito bem, porém, o papel foi sumindo aos poucos.

A vingança era o mote principal de Silvia e a ambiguidade a marca da mulher que queria destruir a vida de Ernest Hauser (José de Abreu). Porém, as autoras resolveram regenerá-la rápido demais e com isso prejudicaram o desenvolvimento da personagem, que ainda fazia um lindo casal com Viktor (Rafael Cardoso).

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Com mais um vilão em seu currículo, José de Abreu brilha em "Joia Rara"

Após o sucesso estrondoso em "Avenida Brasil" (2012), onde viveu o sarcástico Nilo, José de Abreu ganhou um outro vilão em "Joia Rara". E interpretar dois vilões seguidamente é um risco para qualquer profissional, que fica muito mais suscetível a repetições e ainda pode ficar estigmatizado como intérprete de um tipo só. Entretanto, o ator conseguiu driblar todas as armadilhas e vem se destacando na pele do poderoso Ernest Hauser.


É bem verdade que esse vilão é bem diferente do Nilo. O antigo personagem era um homem sofrido, que virou catador de lixo e passou a explorar crianças após sofrer inúmeras decepções na vida. O ex de Lucinda (Vera Holtz) ainda tinha uma gargalhada clássica, era covarde e abusava do sarcasmo para debochar dos outros. Já o dono da Fundição e da joalheria Hauser é um rico empresário, tem forte influência, não tolera comunistas, abusa do preconceito e faz o que for necessário para atingir seus objetivos.

Porém, mesmo sendo perfis tão diferentes, José de Abreu corria o risco de não conseguir se livrar (em tão pouco tempo) de alguns trejeitos do marcante Nilo e prejudicar a composição do seu atual personagem.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Na primeira grande premiação do ano, Avenida Brasil sai consagrada e colhe os frutos do sucesso alcançado

A televisão sempre foi a grande paixão do brasileiro. E quando o ano vai chegando ao fim, vários veículos da imprensa promovem premiações, consagrando o bom trabalho de apresentadores, atores, autores, diretores e novelas e produções que mais se destacaram no ano que passou. A primeira grande premiação de 2012 --- o Prêmio Extra --- mostrou o que todos já previam: "Avenida Brasil" foi a grande vencedora da noite, triunfando em seis categorias, das nove que concorreu. A festa (ocorrida ontem, 27/11) foi transmitida pela internet e quem assistiu pôde acompanhar toda a cerimônia, esta muito bem apresentada por Marcos Caruso e Eliane Giardini.


Ao longo desse ano, os telespectadores se apaixonaram por duas novelas que foram um verdadeiro sucesso de público e crítica: "Cheias de Charme" e "Avenida Brasil". Não por acaso, as duas produções ganharam vários prêmios e foram ovacionadas pela plateia, que reagia empolgada a cada vitória das respectivas tramas. Em meio a tantas comemorações, ainda houve espaço para homenagear Glória Menezes e Tarcísio Meira, que ganharam o Troféu Extraordinário, categoria mais importante da premiação do jornal Extra. Os grandes atores se emocionaram e mostraram que o amor entre eles, e pela profissão, continua forte.

Mas voltando aos indicados, ficou bem claro que será muito difícil competir com a novela das sete e das nove que mais fizeram sucesso em seus respectivos horários nos últimos anos. "Cheias de Charme" e "Avenida Brasil" são produções que irão faturar quase todas as categorias que vierem a concorrer, e caso se enfrentem, como ocorreu no

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Vera Holtz e José de Abreu: a dupla dinâmica de Avenida Brasil

A novela das oito que é exibida às nove continua com um ritmo alucinante e empolga cada vez mais o público. Nos últimos capítulos, houve um quase assalto na casa de Tufão (Murilo Benício), o sequestro da Suelen (Ísis Valverde), o resgate da periguete e de seu agora parceiro Roni (Daniel Rocha), a falsa união de Max (Marcello Novaes) e Nina (Débora Falabella), a descoberta de Jorginho (Cauã Reymond) a respeito da 'união' destes dois e agora a descoberta que Max e Lúcio (Emiliano D`Ávila) foram os responsáveis pelo assalto na mansão. Em meio a tantos acontecimentos, vimos dois atores que estavam fazendo falta voltarem com tudo: Vera Holtz e José de Abreu.


João Emanuel Carneiro é um autor que tem procurado valorizar todos os atores que escalou para "Avenida Brasil". A prova disto é a espécie de 'rodízio' que tem ocorrido na trama: enquanto uns personagens vão tendo um imenso destaque, outros acabam aparecendo bem menos, e depois a situação se inverte. Fato que já ocorreu com vários atores, como: Bianca Comparato (Betânia), Nathalia Dill (Débora), Ailton Graça (Silas), Heloísa Périssé (Monalisa), enfim, só é possível excluir desta regra o time principal. Após Mãe Lucinda e Nilo terem milhares de cenas grandiosas, nas últimas semanas, Vera aparecia muito pouco e José tinha sumido. Mas nos últimos capítulos eles voltaram e mostraram o porquê de terem provocado tantas saudades nos telespectadores.

Mãe Lucinda e Nilo são personagens complexos e misteriosos (assim como tantos na trama), que se odeiam ao mesmo tempo que demonstram preocupação e cuidado um com o outro, e estão sendo brilhantemente defendidos pelos atores. Se no início