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quinta-feira, 2 de abril de 2026

"Rainha da Sucata" sempre será um clássico da teledramaturgia

 Exibida entre 2 de abril e 26 de outubro de 1990, "Rainha da Sucata" foi a estreia de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo. Com o objetivo de substituir o fenômeno "Tieta", a novela teve um início turbulento e sofreu com a repercussão de "Pantanal", estrondoso sucesso da Rede Manchete, escrito por Benedito Ruy Barbosa --- vale lembrar que as tramas não concorriam diretamente. A forte linguagem cômica não foi muito bem aceita e o enredo ganhou alguns elementos mais dramáticos. Aos poucos, a trama foi se acertando e conquistando o público.


Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1994, no Canal Viva em 2013 e novamente nas tardes da Globo desde 3 de novembro de 2025, a história abordava a ascensão dos novos ricos e a decadência da elite paulistana, através da rivalidade entre a emergente Maria do Carmo (interpretada pela sempre ótima Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueiroa (magistral Glória Menezes). A mocinha e a vilã, respectivamente, honraram o destaque que tinham e as atrizes até hoje são lembradas pelo grande desempenho neste folhetim.

Como acontece em todas as obras do autor, a trama tinha fortes elementos cômicos e uma boa dose de tensão. Maria do Carmo enriquece com os negócios do pai (Onofre - Lima Duarte -, vendedor de um ferro velho) e se torna uma rica empresária, apesar de manter os costumes e hábitos da época que era pobre.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

A segunda leva de homenagens na Calçada da Fama dos Estúdios Globo

 Nesta quarta-feira, dia 3 de dezembro, os Estúdios Globo realizaram mais uma homenagem na Calçada da Fama, consolidando o espaço como um marco permanente de reconhecimento aos talentos que ajudaram a escrever a história da televisão brasileira. Em clima de celebração e pertencimento, típico do encerramento do ano, a cerimônia reforça a Globo como “a casa” onde essas histórias se encontram. Mais que uma homenagem, a Calçada da Fama é um gesto de afeto e celebra quem fez e faz parte dessa história. A cerimônia foi aberta pelo diretor dos Estúdios Globo, Amauri Soares, e conduzida pela apresentadora Maria Beltrão.


“Esse evento entrou para o nosso calendário. É o momento de fazer um tributo para as pessoas que construíram a televisão que a gente conhece. Basta olhar para cada um destes talentos aqui e sentir o impacto que têm na nossa memória afetiva, na construção da nossa identidade, nas memórias dessa playlist incrível de conteúdos e personagens que a gente traz na cabeça. Nós inauguramos nossa calçada da fama em outubro deste ano e de tempos em tempos estaremos aqui, para colocar novos nomes e novas estrelas nessa constelação que vai se expandir para sempre”, conta Amauri Soares, diretor dos Estúdios Globo.

Nesta segunda edição, mais nomes icônicos tiveram suas trajetórias eternizadas com estrelas no local: Susana Vieira, Luiz Fernando Guimarães, Tony Tornado, Marcos Caruso, Nívea Maria, Zezé Motta, Daniel Filho, Dedé Santana, Osmar Prado, Arlete Salles, Regina Duarte, Walter Carvalho, Vera Fischer, Irene Ravache e Othon Bastos. Daniel Filho, Osmar Prado e Arlete Salles não puderam estar presentes na cerimônia.

terça-feira, 9 de setembro de 2025

"História de Amor" faz sucesso em todas as suas reprises

  Exibida entre 3 de julho de 1995 e 2 de março de 1996, "História de Amor" foi uma novela das seis marcante e mais um grande trabalho do autor Manoel Carlos, dirigido pelo competente Ricardo Waddington. Reprisada com êxito no "Vale a Pena Ver de Novo" entre 10 de dezembro de 2001 e 28 de junho de 2002, a novela repetiu o sucesso na reprise do Canal Viva entre 10 de março e 8 de novembro de 2014. Foi reprisada com êxito novamente pelo Viva em 2023 e entrou na faixa especial da Globo em fevereiro deste ano, o que resultou em mais um ótimo retorno do público. A produção chega ao fim nesta semana. 


"História de Amor" traz a terceira Helena criada pelo autor e a primeira vivida por Regina Duarte, que interpretou mais duas, em 'Por Amor' e 'Páginas Vida'. Na trama, Helena é uma mulher batalhadora e enfrenta a gravidez prematura de sua filha Joyce (Carla Marins), abandonada pelo namorado Caio (Angelo Paes Leme). Pai da moça e ex-marido de Helena, Assunção (Nuno Leal Maia), homem conservador e moralista, não se conforma com a situação da filha. Sentindo-se solitária, Helena se apaixona pelo famoso endocrinologista Carlos Alberto Moretti (José Mayer), que também se encanta por ela imediatamente. Carlos, contudo, é casado com a possessiva Paula (Carolina Ferraz) e teve um relacionamento de dez anos com Sheila (Lilia Cabral), sua sócia na clínica. Ela investe, a qualquer custo, em uma reaproximação. Esse quadrilátero amoroso movimenta a história, especialmente quando o médico se envolve com Helena, o que não impede Sheila e Paula de continuarem a disputá-lo.
 
Ambientada no Rio de Janeiro, a novela mostra o cotidiano da Zona Sul da cidade, especialmente do bairro Jardim Botânico, onde teve muitas externas gravadas, e também se passa na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. A abordagem de temas sociais, outra marca do trabalho de Manoel Carlos, está bastante presente em 'História de Amor'.

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

"História de Amor" foi um dos trabalhos mais marcantes de Manoel Carlos

 Exibida entre 3 de julho de 1995 e 2 de março de 1996, "História de Amor" foi uma novela das seis marcante e mais um grande trabalho do autor Manoel Carlos, dirigido com maestria pelo competente Ricardo Waddington. Reprisada com êxito no "Vale a Pena Ver de Novo" entre 10 de dezembro de 2001 e 28 de junho de 2002, a novela repetiu o sucesso na reprise do Canal Viva entre 10 de março e 8 de novembro de 2014. Em junho deste ano foi disponibilizada na íntegra no Globoplay e passou a ser reprisada novamente pelo Viva desde o dia 21 de agosto. 


A trama, como não poderia deixar de ser, gira em torno de Helena (Regina Duarte), uma mulher batalhadora que enfrenta a gravidez prematura de sua filha Joyce (Carla Marins), uma garota mimada, prepotente e voluntariosa, que engravida de um playboy de caráter duvidoso (Caio - Angelo Paes Leme), que a abandona sem sentir remorso. Helena é separada do pai da garota, o machista Assunção (Nuno Leal Maia), que não consegue aceitar a situação da filha.


Em meio a todos os problemas familiares, a protagonista muito bem escrita por Maneco acaba se apaixonando e sendo correspondida pelo endocrinologista Carlos Alberto (José Mayer), homem que está prestes a se casar com Paula (Carolina Feraz),

sábado, 9 de maio de 2020

Regina Duarte nunca entendeu as personagens mais marcantes de sua carreira

A entrevista que Regina Duarte, atual secretária de Cultura do atual governo, deu à CNN, exibida nesta quinta-feira (07/05), foi a última pá de cal em sua imagem. As declarações desastrosas de uma das atrizes mais conhecidas do país provocaram uma reação de choque e repúdio, não só da classe artística, como de grande parte do público, com exceção dos fiéis seguidores do presidente. Ainda encerrou a entrevista com Daniel Adjuto, Reinaldo Gottino e Daniela Lima dando um ataque de falta de educação, se recusando a ouvir um depoimento de Maitê Proença cobrando melhorias no setor em plena crise.


A intérprete protagonizou um show de constrangimento ao vivo. Não respondeu aos questionamentos feitos e chegou a menosprezar a tortura cantando aos risos "Pra frente, Brasil! Salve a seleção", tema da Copa do Mundo de 70 e um dos símbolos da Ditadura Militar. Não conseguiu explicar a razão da falta de homenagens aos artistas mortos recentemente, como Aldir Blanc e Flávio Migliaccio. Chegou a declarar que a secretaria de cultura não era um obituário. Para culminar, inseriu o tema da COVID-19 ao falar da "morbidez que as pessoas estão trazendo" por conta da pandemia. Ou seja, também menosprezou as inúmeras vítimas do Brasil e do mundo. Enfim, uma entrevista desastrosa e indefensável.

Nada contra a ideologia de Regina, afinal, cada um com a sua. Não há certo ou errado na esquerda ou na direita. Mas há opiniões que são e devem ser universais. Ser contra a tortura e sentir empatia por vítimas de uma pandemia letal, por exemplo. Ou se preocupar em defender a sua classe durante o período mais caótico do setor.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

As Helenas de Manoel Carlos

Uma das marcas de Manoel Carlos é, sem dúvida, a presença de uma personagem chamada Helena em suas obras. A primeira novela do autor, curiosamente, se chamava "Helena" (1952 - TV Paulista) e era baseada no romance homônimo de Machado de Assis. Mas ainda não tinha relação alguma com as nove mulheres que viriam a marcar presença em seus futuros folhetins. Atualmente a reprise de "Por Amor", em exibição no "Vale a Pena Ver de Novo", tem feito um imenso sucesso com a história da complexa Helena vivida por Regina Duarte. Mas esse mundo das personagens de mesmo nome do escritor deixou sua marca da teledramaturgia.


A primeira Helena foi em "Baila Comigo" (1981). Vivida brilhantemente pela grande Lilian Lemmertz, a personagem deu à luz gêmeos (vividos por Tony Ramos), mas não pôde criá-los ao lado do pai (Joaquim Gama - Raul Cortez). Para 'resolver' a dura questão, entregou um deles a Joaquim e o outro criou com seu marido, Plínio Miranda (Fernando Torres). O forte enredo dramático proporcionou grandes cenas para todos os atores envolvidos, incluindo, claro, a saudosa Lilian. Não por acaso, o forte papel presenteou a atriz com inúmeros elogios à sua atuação.

Após este seu bem-sucedido trabalho, Maneco escreveu duas novelas que não contaram com uma Helena: a conturbada "Sol de Verão" (1982) e "Novo Amor" (1986 - Rede Manchete). Mas foi a partir de "Felicidade" que o autor passou a inserir a sua controversa protagonista em todas as suas histórias.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Canal Viva acerta ao homenagear os 30 anos de "Vale Tudo"

Recentemente, o Viva gerou a indignação dos telespectadores quando retalhou "Bebê a Bordo" por causa da baixa audiência. A maior identidade do canal a cabo era a reprise na íntegra de todas as novelas. A promessa foi quebrada na trama de Carlos Lombardi. Com o claro objetivo de "compensar" essa atitude lamentável, a emissora resolveu reprisar pela segunda vez o fenômeno "Vale Tudo", um dos folhetins mais aclamados da teledramaturgia, em comemoração aos 30 anos da produção.


Não por acaso, a trama de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brasseres fez um grande sucesso no Viva em 2010, época da primeira reexibição. O intuito é reerguer a audiência e tentar se redimir com o público, prometendo nunca mais cortar a reprise de qualquer folhetim. O telespectador, claro, segue desconfiado, mas a missão de elevar os índices já foi realizada. Desde 18 de junho, dia da estreia, a novela é líder entre os canais a cabo na faixa de 00h30, conseguindo atingir bem mais pessoas, uma vez que a quantidade de assinantes atualmente é muito maior. E o êxito não surpreende em nada.

"Vale Tudo" é uma produção atemporal, infelizmente, e repetirá o sucesso sempre que for reprisada. Poucas novelas conseguem esse feito. A história retrata com maestria a corrupção do Brasil e a hipocrisia da sociedade diante de um mal que parece imortal. A própria música de abertura ---- "Brasil" ---- virou um marco na voz de Gal Costa, embora a versão original de Cazuza também seja lembrada.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Reprise de "Por Amor" no Viva relembra a essência de Manoel Carlos

"Por Amor" foi um dos maiores sucessos do consagrado Manoel Carlos e deixou sua marca na história da teledramaturgia. Qualquer telespectador que ama novelas lembra o enredo desse folhetim tão envolvente do autor. A trama foi reprisada no "Vale A Pena Ver De Novo" entre julho de 2002 e janeiro de 2003, repetindo o êxito com o público. Já em 2010, pouco tempo depois da inauguração do Viva, foi a vez de ser reexibida no canal a cabo. Agora, passados sete anos, a produção vem sendo reprisada novamente pelo mesmo Viva.


Inicialmente, essa re-reprise foi bastante questionada pelos telespectadores do canal, que acharam um absurdo passar mais uma vez uma obra que já tinha ido ao ar anos antes, tendo tantos outros folhetins antigos disponíveis. De fato, a decisão do Viva surpreendeu. Porém, embora realmente reprisar uma trama já reexibida seja discutível, "Por Amor" é um produto que nunca se esgota. Maneco esteve inspiradíssimo e esse foi um de seus melhores e mais aclamados trabalhos. Tanto que a qualidade do conjunto pode ser mais uma vez observada com clareza.

A Helena vivida por Regina Duarte foi uma das melhores do escritor, levando em consideração que a grande atriz já havia interpretado outra Helena em "História de Amor", do mesmo Maneco, tão bem construída quanto ---- e outra em "Páginas da Vida". O título da obra, inclusive, foi claramente referente ao ato assustador da protagonista, que não titubeou em trocar o neto morto pelo seu filho vivo em uma das cenas mais marcantes e densas da teledramaturgia.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Segunda fase de "A Lei do Amor" começa movimentada e com ótimas cenas

A nova novela das nove entrou em sua segunda semana, após a segunda fase do enredo escrito por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari ter sido iniciada no final do capítulo de sexta-feira (07/10). A trama, contada inicialmente em 1995, teve uma passagem de 20 anos e praticamente apresentou um novo começo, tendo como base o amor interrompido de Pedro (Reynaldo Gianecchini) e Helô (Cláudia Abreu). E esse início não poupou acontecimentos, se mostrando ainda melhor que a primeira fase.


O capítulo desta segunda-feira (10/10) foi digno de uma reta final ou então de uma metade de novela, quando costuma acontecer alguma grande virada para movimentar o enredo. Mas foi apenas o sétimo capítulo, mostrando a coragem dos autores em resolver o motivo da separação do casal de mocinhos logo no começo, não poupando história e comprovando que há ainda muitas cartas na manga. Foram muitas cenas dignas de elogios, destacando não só o elenco como também a direção de Denise Saraceni, principalmente no forte momento do atentado sofrido por Fausto (Tarcísio Meira) e Suzana (Regina Duarte).

O remorso do poderoso empresário acabou sendo o responsável por todos os grandes acontecimentos do início da agitada segunda fase. Ele contou para o filho sobre a armação que provocou a sua separação de Helô, despertando a ira de Pedro e uma quase imediata reconciliação dele com a agora esposa de Tião Bezerra (José Mayer).

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Os 30 anos de "Roque Santeiro", uma das novelas mais significativas da teledramaturgia

Escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, com base no original do próprio Dias (a peça "O Berço do Herói"), "Roque Santeiro" foi uma novela que entrou para a história da teledramaturgia e também da televisão. A primeira versão da produção estava prevista para estrear em agosto de 1975, sendo protagonizada por Betty Faria (Viúva Porcina), Francisco Cuoco (Roque Santeiro) e Lima Duarte (Sinhozinho Malta). Porém, em virtude da Ditadura Militar, que censurou o produto, o folhetim foi cancelado e todo o material perdido.


A novela só conseguiu ser produzida em 1985, ou seja, dez anos depois, mantendo Lima Duarte como um dos protagonistas, mas com duas mudanças nas outras pontas do triângulo central. Betty e Francisco não voltaram, sendo substituídos por Regina Duarte e José Wilker. Após este período um tanto quanto turbulento, a história ambientada na fictícia cidade de Asa Branca (tratada como um microcosmo do Brasil) foi finalmente exibida, fez um imenso sucesso e ficou eternizada na memória dos telespectadores. O folhetim ainda foi reprisado três vezes: duas na própria Globo e uma no Canal Viva.

Os autores fizeram uma ótima sátira à exploração política e comercial da fé popular através de personagens carismáticos e bem exagerados. Os moradores de Asa Branca vivem em função dos supostos milagres atribuídos a Roque Santeiro, um coroinha e artesão de imagens sacras que morreu defendendo a cidade do perigoso bandido Navalhada (Oswaldo Loureiro) ----- boato que se espalhou no local, virando uma grande verdade ----- e todos veneram aquela figura.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Na pele da íntegra e cativante Esther, Regina Duarte brilha em "Sete Vidas"

Tecer elogios ao primoroso conjunto de "Sete Vidas" implica em cair na repetição. Afinal, a novela de Lícia Manzo coleciona congratulações desde que estreou. As qualidades são inúmeras mesmo e uma delas está no talentoso elenco escalado. São muitos destaques e vários desempenhos excelentes. E entre os grandes nomes presentes neste time, está a maravilhosa Regina Duarte, que não participava de uma novela inteira desde 2011, quando viveu a Clô Hayalla de "O Astro", e está completando 50 anos de televisão em 2015.


A atriz havia sido escalada para "Boogie Oogie", fraca trama anterior, mas recusou o papel, que acabou nas mãos de Betty Faria ---- curiosamente invertendo uma situação clássica do passado, quando assumiu o lugar de Betty para viver a Viúva Porcina em "Roque Santeiro". E Regina pediu para entrar na novela de Lícia porque assistiu a impecável "A Vida da Gente", virando, assim como muitos telespectadores, fã da autora. O pedido, claro, foi prontamente aceito e ela ganhou a Esther, uma mulher de personalidade forte que faz jus ao talento da intérprete.

A personagem teve um longevo relacionamento homossexual (com Vivian) e as duas optaram pela inseminação artificial, onde Esther foi a escolhida para engravidar. Ela acabou engravidando de gêmeos ----- Laila (Maria Eduarda de Carvalho) e Luis (Thiago Rodrigues) ----- e o sêmen utilizado foi o de Miguel (Domingos Montagner), protagonista da história. A sua parceira veio a falecer, deixando a companheira encarregada da criação dos filhos sozinha.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Com merecidas homenagens e emocionantes lembranças, show dos 50 anos da Globo foi um belo espetáculo

Inaugurada no dia 26 de abril de 1965, às 11 horas, a Globo começou 2015 comemorando seu respeitável aniversário de 50 anos com o especial "Luz, Câmera, 50 Anos". Mas as grandes homenagens foram exibidas mesmo na penúltima semana de abril. Incluindo o show especial, gravado em dois dias (na quarta e na quinta) no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, que foi exibido na noite deste sábado (25/04), um dia antes da data comemorativa 'oficial'.


Resumir 50 anos de história em 90 minutos é humanamente impossível, portanto, é óbvio que muita coisa ficou de fora, tendo a ausência sentida pelo público. Vide os 20 anos de "Malhação", que merecia ter sido citado, assim como o marco da "TV Pirata", além de novelões como "A Próxima Vítima", "Escrava Isaura", "Mulheres de Areia", "Irmãos Coragem", "A Viagem", "Tieta", entre tantos outros estrondosos sucessos. Porém, apesar de vários programas, séries e folhetins terem ficado de fora (o que é compreensível, apesar de triste), o show foi muito caprichado e conseguiu homenagear a trajetória da emissora com competência.

O espetáculo foi dirigido por LP Simonetti e contou com cerca de 800 pessoas, entre artistas e equipe técnica. A plateia toda foi formada por funcionários da empresa escolhidos por sorteio, incluindo os atores/atrizes da casa, obviamente. Fátima Bernardes e Pedro Bial foram os encarregados para a apresentação e narração dos shows, que exibiram uma verdadeira viagem no tempo.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

"Rainha da Sucata": o primeiro sucesso de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo

Exibida entre 2 de abril e 26 de outubro de 1990, "Rainha da Sucata" foi a estreia de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo. Com o objetivo de substituir o fenômeno "Tieta", a novela teve um início turbulento e sofreu com a repercussão de "Pantanal", estrondoso sucesso da Rede Manchete, escrito por Benedito Ruy Barbosa --- vale lembrar que as tramas não concorriam diretamente. A forte linguagem cômica não foi muito bem aceita e o enredo ganhou alguns elementos mais dramáticos. Aos poucos, a trama foi se acertando e conquistando o público.


Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1994 e no Canal Viva em 2013, a história abordava a ascensão dos novos ricos e a decadência da elite paulistana, através da rivalidade entre a emergente Maria do Carmo (interpretada pela sempre ótima Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueiroa (magistral Glória Menezes). A mocinha e a vilã, respectivamente, honraram o destaque que tinham e as atrizes até hoje são lembradas pelo grande desempenho neste folhetim.

Como acontece em todas as obras do autor, a trama tinha fortes elementos cômicos e uma boa dose de tensão. Maria do Carmo enriquece com os negócios do pai (Onofre - Lima Duarte -, vendedor de um ferro velho) e se torna uma rica empresária, apesar de manter os costumes e hábitos da época que era pobre.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

"Vale Tudo": uma novela que entrou para a história da teledramaturgia

Dirigida por Dennis Carvalho e escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères, "Vale Tudo" estreou no dia 16 de maio de 1988 e foi ao ar até 6 de janeiro de 1989. A novela substituiu "Mandala" e foi substituída por "O Salvador da Pátria", duas tramas que ainda são lembradas. Mas este folhetim escrito pelos três autores citados foi um verdadeiro fenômeno de popularidade e um marco na história da teledramaturgia ----- reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1992.


A história abordou vários assuntos interessantes e ainda colocou o dedo nas questões morais do Brasil, expondo esta ferida para todos os telespectadores. A conturbada relação de Raquel Accioli (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires) era um dos principais focos da trama, que começou a se desenrolar a partir de um golpe que a filha mau-caráter deu na própria mãe. O único bem das duas era a casa do pai de Raquel (deixada por ele no nome da neta), localizada em Foz do Iguaçu, no Paraná. Mas Maria de Fátima vende o imóvel para tentar a vida como modelo no Rio de Janeiro.

Ao se estabelecer no RJ, a vilã se envolve com César Ribeiro (Carlos Alberto Ricceli), um ex-modelo que atua como garoto de programa e tão ambicioso quanto ela. Já Raquel, após descobrir que foi enganada pela filha, chega ao Rio para ir atrás dela.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

"Por Amor": um grande sucesso de Manoel Carlos no horário nobre

No dia 13 de outubro de 1997, Manoel Carlos emplacava na Globo sua segunda novela de grande sucesso no horário nobre, dezesseis anos depois de "Baila Comigo" (1981). Era "Por Amor", folhetim que entrou para a galeria de grandes sucessos do autor e apresentou uma história que conquistou o público, provocando polêmica em cima do amor incondicional e inconsequente que uma mãe tem por sua filha.


Helena (Regina Duarte) é mãe de Maria Eduarda (Gabriela Duarte) e as duas têm uma relação de muita amizade. Mimada e arrogante, a garota é perdidamente apaixonada pelo mauricinho Marcelo (Fábio Assunção), o filho predileto da esnobe Branca Letícia de Barros Motta (Susana Vieira), que trocou a mau-caráter Laura (Vivianne Pasmanter) pela filha da protagonista da história de Maneco.

Por ironia do destino, Helena se apaixona por Atílio (Antônio Fagundes), homem íntegro, que tem um caso com Isabel (Cássia Kiss), melhor amiga de Branca, que por sua vez sente uma paixão platônica por ele há anos.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

"História de Amor": uma das marcantes novelas de Manoel Carlos

Exibida entre 3 de julho de 1995 e 2 de março de 1996, "História de Amor" foi uma novela das seis marcante e mais uma grande trabalho do autor Manoel Carlos, dirigido com maestria pelo competente Ricardo Waddington. Reprisada com êxito no "Vale a Pena Ver de Novo" entre 10 de dezembro de 2001 e 28 de junho de 2002, a novela vem fazendo novamente sucesso na reprise do Canal Viva, de segunda a sábado, às 15h30.


A trama, como não poderia deixar de ser, gira em torno de Helena (Regina Duarte), uma mulher batalhadora que enfrenta a gravidez prematura de sua filha Joyce (Carla Marins), uma garota mimada, prepotente e voluntariosa, que engravida de um playboy de caráter duvidoso (Caio - Angelo Paes Leme), que a abandona sem sentir remorso. Helena é separada do pai da garota, o machista Assunção (Nuno Leal Maia), que não consegue aceitar a situação da filha.

Em meio a todos estes problemas familiares, a protagonista muito bem escrita por Maneco acaba se apaixonando e sendo correspondida pelo endocrinologista Carlos Alberto (José Mayer), homem que está prestes a se casar com Paula (Carolina Feraz),

terça-feira, 22 de julho de 2014

Com trama central atraente e todos os ingredientes de uma boa novela, "Império" tem ótima estreia

A missão não é simples: elevar os baixos índices de audiência obtidos durante a exibição da problemática "Em Família" no horário nobre da Rede Globo. Porém, o primeiro capítulo de "Império", que estreou nesta segunda-feira (21/07), foi bastante animador e a história mostrou potencial para alcançar este árduo objetivo. A primeira fase (que terá quatro capítulos), passada na década de 80, começou a ser contada e todos os clichês de um bom folhetim estão presentes.


A novela começou com uma cena no Monte Roraima (localizada na América do Sul, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana), com José Alfredo (Alexandre Nero) mostrando para sua filha favorita (Maria Clara - Andreia Horta) um local que é sagrado para ele ---- pois lá está uma cruz com o nome de Sebastião Ferreira (Reginaldo Faria), o homem que lhe deu tudo na vida. Depois desta sequência, há uma ida ao passado ---- recurso que já virou um dos maiores clichês das novelas e minisséries da Globo ----, onde toda a trama do protagonista, que enriqueceu e virou o dono de uma grande rede de joalherias --- chamada Império ---, se inicia.

José Alfredo procura abrigo na casa do irmão Evaldo (Thiago Martins) e da cunhada Eliane (Vanessa Giácomo), no Rio de Janeiro, em busca de uma oportunidade na cidade grande. Mas ao invés de arrumar um emprego, ele acaba encontrando um amor. E a mulher amada é justamente a esposa de seu irmão, que corresponde ao sentimento.

terça-feira, 8 de julho de 2014

As Helenas de Manoel Carlos

Uma das marcas de Manoel Carlos é, sem dúvida, a presença de uma personagem chamada Helena em suas obras. A primeira novela do autor, curiosamente, se chamava "Helena" (1952 - TV Paulista) e era baseada no romance homônimo de Machado de Assis. Mas ainda não tinha relação alguma com as nove mulheres que viriam a marcar presença em seus futuros folhetins.


A primeira Helena foi em "Baila Comigo" (1981). Vivida brilhantemente pela grande Lilian Lemmertz, a personagem deu à luz gêmeos (vividos por Tony Ramos), mas não pôde criá-los ao lado do pai (Joaquim Gama - Raul Cortez). Para 'resolver' a dura questão, entregou um deles a Joaquim e o outro criou com seu marido, Plínio Miranda (Fernando Torres). O forte enredo dramático proporcionou grandes cenas para todos os atores envolvidos, incluindo, claro, a saudosa Lilian. Não por acaso, o forte papel presenteou a atriz com inúmeros elogios à sua atuação.

Após este seu bem-sucedido trabalho, Maneco escreveu duas novelas que não contaram com uma Helena: a conturbada "Sol de Verão" (1982) e "Novo Amor" (1986 - Rede Manchete). Mas foi a partir de "Felicidade" que o autor passou a inserir a sua controversa protagonista em todas as suas histórias. No folhetim exibido em 1991, Maitê Proença foi a atriz escolhida para interpretá-la e convenceu na pele de

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

"Altas Horas" completa 13 anos e acerta ao homenagear novelas da Globo

O "Altas Horas" sempre festejou seus aniversários fazendo surpresas para Serginho Groisman e relembrando momentos marcantes do programa. O apresentador ainda costuma convidar vários atores e músicos para uma grande confraternização. Porém, em 2013, o programa ---- exibido nesse último sábado (14/12) ---- resolveu inovar e comemorou o aniversário de 13 anos de uma forma completamente diferente: homenageando as novelas da Globo.


Para falar de "Água Viva"; "Corpo a Corpo"; "Roque Santeiro"; "Top Model"; "Meu bem, Meu mal"; "Alma Gêmea"; "Cheias de Charme"; "Salve Jorge"; e "Amor à Vida", foram convidados Lucélia Santos, Isabela Garcia, Regina Duarte, Malu Mader, Lima Duarte, Priscila Fantin, Flávia Alessandra, Isabelle Drummond, Nanda Costa e Tatá Werneck. A atração também contou com Fábio Jr., Marina Lima (ambos responsáveis por músicas que fizeram parte de várias novelas, incluindo as aberturas), Fernanda Abreu, Gaby Amarantos, Sandy, Zeca Pagodinho, Gabriel Vallim, César Menotti e Fabiano e o onipresente Thiaguinho.

O programa foi de pura nostalgia e os noveleiros não tiveram do que reclamar. Foi um presente e tanto. Todos os atores tiveram a oportunidade de falar das tramas e algumas imagens dos folhetins foram exibidas, assim como as músicas que marcaram as produções foram cantadas pelos intérpretes convidados.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Canal Viva homenageia atrizes e presenteia o público com a criação da série "Damas da TV"

A televisão foi criada para ser um objeto de entretenimento e informação. Mas a verdade é que esse inanimado objeto acabou virando muito mais que isso: se transformou em um grande companheiro e acabou se tornando parte da família. Com certeza é um dos eletrodomésticos que ficam mais tempo ligados. E após o surgimento da tevê, o público pôde conhecer inúmeros talentos através de seriados, programas e claro, novelas, a paixão do brasileiro. E a teledramaturgia foi o produto que mais revelou (e ainda revela) profissionais (autores, diretores, atrizes e atores) que são admirados e reverenciados até hoje. Portanto, nada mais justo do que criar um programa para homenagear algumas dessas pessoas; no caso, as atrizes foram as escolhidas da vez. E foi exatamente o que o canal Viva fez ao lançar o "Damas da TV".


Idealizado pelo produtor cultural e diretor da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras, que fica no Rio de Janeiro), Hermes Frederico, o programa de entrevistas teve como objetivo celebrar os 50 anos de telenovela brasileira através de homenagens a grandiosas mulheres que engrandeceram o gênero e ainda ajudaram a estabelecê-lo como o mais querido do país com suas magníficas atuações. Cada episódio (serão 23 entrevistadas) terá 25 minutos de duração e irá ao ar todas as quartas-feiras, às 21h. O critério para a escolha das convidadas foi que tivessem mais de 40 anos de novelas e fossem atuantes até hoje.

O Brasil, para a sorte do público, está repleto de extraordinárias atrizes. Mas conseguir entrevistá-las nem sempre é uma tarefa fácil. Entretanto, o canal a cabo da Globosat atingiu esse complicado objetivo em prol dessa excelente produção, que estreou nessa quarta (28/08). Glória Menezes ---- a protagonista da primeira novela diária da história ("2-5499 ocupado", na extinta TV Excelsior) ---- abriu a temporada com uma deliciosa entrevista,