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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

"APCA" premia ótimas produções e faz jus ao talento de Marjorie Estiano e Fábio Assunção

O Troféu APCA de 2018 cometeu várias injustiças, isso é fato. A Associação Paulista de Críticos de Artes ignorou a elogiada "Orgulho e Paixão", a melhor novela do ano, e não selecionou ninguém do elenco para o prêmio de Melhor Ator ou Melhor Atriz ---- Gabriela Duarte tinha que estar. Também ignorou a produção na categoria de Melhor Dramaturgia. Lamentável. No entanto, a premiação honrou o trabalho de grandes intérpretes e premiou ótimas produções.


Marjorie Estiano foi a vencedora da categoria de Melhor Atriz e sua entrega visceral em "Sob Pressão" merece todo o reconhecimento. A complexa Carolina é uma personagem fascinante e vem sendo defendida com uma dedicação impressionante. A médica da melhor série da Globo protagoniza uma sucessão de cenas intensas e pesadas. Troféu merecido para Marjorie, que concorreu com as igualmente talentosas Alice Wegmann ("Onde Nascem os Fortes"), Letícia Colin, Adriana Esteves (ambas por "Segundo Sol") e Patrícia Pillar ("Onde Nascem os Fortes").

Fábio Assunção venceu como Melhor Ator e a escolha foi muito justa. Seu trabalho em "Onde Nascem os Fortes" foi espetacular. O intérprete viveu um de seus melhores momentos na carreira na pele do implacável e monstruoso Ramiro, todo poderoso do Sertão. Dava até medo do olhar diabólico do vilão que matava qualquer um que atrapalhasse seu caminho.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Trama densa e entrega do elenco foram as marcas de "Onde Nascem os Fortes"

A supersérie da Globo (nomenclatura adotada pela emissora ano passado para classificar produções das onze) estreou no dia 23 de abril e marcou a volta da bem-sucedida parceria dos talentosos George Moura e Sérgio Goldenberg. Os autores das aclamadas minisséries "O Canto da Sereia" (2013) e "Amores Roubados" (2014) e do primoroso remake de "O Rebu" (2014) retornaram em grande estilo na faixa que os consagraram. "Onde Nascem os Fortes", dirigida brilhantemente por José Luiz Villamarim e Walter Carvalho (outros grandes parceiros dos escritores nos três trabalhos anteriores), esbanjou qualidades do início ao fim.


A história em torno do misterioso desaparecimento de Nonato (Marco Pigossi), irmão gêmeo da protagonista Maria (Alice Wegmann), na fictícia Sertão ----- local repleto de figuras obscuras e complexas ----- foi desmembrado habilmente ao longo dos meses e os escritores presentearam o público com uma produção refinada, onde a entrega do elenco e o enredo denso foram as principais marcas. Aos poucos, foi possível observar que o sumiço do rapaz que provocou uma briga com o poderoso Pedro Gouveia (Alexandre Nero) era apenas a ponta do fio de um novelo bem mais espesso e embaraçado.

Logo no primeiro capítulo ficou claro que o juiz Ramiro (Fábio Assunção) tinha relação no desaparecimento do rapaz em virtude da sua rivalidade com Pedro. No entanto, os escritores resolveram desenvolver a trama em etapas. A primeira foi voltada para a incansável saga de Maria em busca dos responsáveis pelo sumiço de Nonato, declarando guerra a Pedro e deixando a mãe, Cássia (Patrícia Pillar), desesperada.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Alice Wegmann vive seu melhor momento em "Onde Nascem os Fortes"

Que "Malhação" é um celeiro de talentos já é sabido há tempos. O seriado adolescente lançou muito ator talentoso no mercado e segue apresentando novos rostos que emplacam na carreira. A recém-terminada "Viva a Diferença", por exemplo, foi protagonizada por cinco meninas ótimas. Toda temporada revela bons nomes. Algumas mais e outras menos. Alice Wegmann é uma dessas gratas revelações e atualmente protagoniza com extremo brilhantismo "Onde Nascem os Fortes", trama das 23h, classificada pela Globo como supersérie.


A atriz é até um caso "atípico". Isso porque sua primeira aparição foi na fase de 2010, escrita por Emanuel Jacobina, onde interpretou a simpática Andréia, uma menina que entrou na metade da história e não teve muita importância. Em 2011, por sua vez, Alice conseguiu mostrar um pouco mais do seu talento na primorosa "A Vida da Gente", novela das seis de Lícia Manzo. Ela emocionou vivendo a tenista Sofia. Também era um perfil secundário, mas proporcionou bons momentos para a intérprete. Até que, em 2012, Alice voltou para "Malhação", interpretando Lia, uma das protagonistas do enredo de Rosane Svartman e Glória Barreto. Ou seja, esteve duas vezes no seriado adolescente.

A marrenta roqueira foi defendida com muita competência pela atriz, que ainda fez uma deliciosa parceria com Agatha Moreira, intérprete da doce Ju, outra boa revelação da fase e que atualmente se destaca como Ema em "Orgulho e Paixão". Lia foi o divisor de águas na carreira de Alice. A personagem era um dos trunfos da "Malhação Intensa" e o sucesso dessa temporada ajudou a projetá-la para voos mais altos.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Jesuíta Barbosa e Fábio Assunção brilham em "Onde Nascem os Fortes"

A atual produção das onze prima pela total entrega de seu elenco, dirigido brilhantemente por José Luiz Villamarim. Como há poucos atores escalados, todos conseguem se destacar em algum momento do enredo, ainda que uns mais que outros. "Onde Nascem os Fortes" tem uma história pesada, perceptível até na fotografia de Walter Carvalho, explorando sempre imagens mais empoeiradas, refletindo o estado de espírito sombrio daquelas pessoas. E dois atores têm ganhado mais importância à medida que o enredo avança: Jesuíta Barbosa e Fábio Assunção.


Ramirinho e Ramiro apareciam menos no início da trama, mais focada na rixa entre Maria (Alice Wegmann) e Pedro Gouveia (Alexandre Nero). Porém, os perfis eram promissores e já despertavam atenção. O reprimido menino que se transforma na misteriosa Shakira do Sertão à noite, protagonizando shows repletos de sensualidade, e o poderoso juiz que se interessou imediatamente por Cássia (Patrícia Pillar) e rivaliza com seu primo Pedro, foram muito bem construídos pelos autores George Moura e Sérgio Goldenberg.

A relação de pai e filho nunca foi boa. O rapaz não concordava em ser um empresário e era obrigado a aceitar as imposições de Ramiro, cujo plano sempre foi torná-lo um concorrente de Pedro Gouveia no mercado de Bentonita. Na última semana, Ramirinho finalmente teve coragem de se mostrar ao juiz. Isso porque acabou desmascarado pelo pai dias antes, que descobriu as suas constantes faltas no curso onde estava matriculado.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Trama de "Onde Nascem os Fortes" é ótima, mas não se sustenta em 53 capítulos

A atual produção das onze estreou no dia 23 de abril. Ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. George Moura e Sérgio Goldenberg criaram um enredo instigante, cujo capricho é observado na fotografia, tomadas de câmera, construção de personagens, direção de José Luiz Villamarim e escalação do elenco. Um conjunto primoroso, sem qualquer dúvida. Entretanto, já está bastante claro que o roteiro não se sustenta em 53 capítulos (número estipulado pela emissora antes mesmo da estreia).


A saga de Maria (Alice Wegmann, totalmente entregue) na fictícia Sertão, iniciada após o sumiço de seu irmão gêmeo (Nonato - Marco Pigossi), despertou logo o interesse de quem assistia. O desespero daquela menina em achar seu grande parceiro de vida envolveu e resultou em intensas cenas na primeira semana de história. A sua relação com Hermano (Gabriel Leone) transbordou química, enquanto a parceria com Cássia (Patrícia Pillar) expôs um genuíno amor entre mãe e filha.

Já o ódio entre a protagonista e o poderoso Pedro Gouveia (Alexandre Nero) --- principal suspeito da morte do rapaz ---- é o grande elemento de tensão da trama, até porque a menina se apaixonou pelo filho do algoz, sendo correspondida.

terça-feira, 24 de abril de 2018

"Onde Nascem os Fortes" tem tudo para honrar a faixa das onze

"Amar, odiar, perdoar. Até onde vai a sua força?". A pergunta sempre presente nas chamadas de "Onde Nascem os Fortes" já deixava clara a intenção da nova trama das onze da Globo: provocar o público através de uma premissa irresistível. Afinal, o ser humano é repleto de camadas muitas vezes difíceis de decifrar, principalmente diante de adversidades. A história que começa a ser contada explora a saga da corajosa Maria (Alice Wegmann), que não mede esforços para encontrar seu irmão gêmeo, o provocador Nonato (Marco Pigossi). E o primeiro capítulo conseguiu apresentar essa intenção com louvor.


George Moura e Sérgio Goldenberg são autores que já viraram "experts" na faixa das 23h. Responsáveis pelas irretocáveis "O Canto da Sereia" (2013), "Amores Roubados" (2014) e "O Rebu" (2014), os dois sabem aproveitar toda a liberdade do horário mais tardio e a dupla ainda segue com a competente direção de José Luiz Villamarim e fotografia de Walter Carvalho, outros profissionais que também fizeram parte das produções mencionadas. Tendo como base o "currículo recente" deles, portanto, a chance da atual trama ser ótima é bastante alta.

Gravada no sertão da Paraíba, a "supersérie" tem o sertão como um dos seus alicerces. Segundo os escritores, é o protagonista do enredo que contracena sem ser filmado. E pela primeira vez a Globo exibirá uma novela (embora insista em não chamar mais assim na faixa das onze) já quase finalizada.

terça-feira, 10 de abril de 2018

"Onde Nascem os Fortes": o que esperar da próxima trama das onze?

Em 2017, a Globo decidiu parar de chamar as produções das 23h de novela, adotando o termo "supersérie". O objetivo é vender melhor no mercado internacional, pois, algumas novelas da faixa, que já são curtas (cerca de 60 capítulos), foram condensadas ainda mais para o exterior. Porém, não poderia ter escolhido o momento pior. Afinal, "Os Dias Eram Assim" foi uma decepção e se arrastou ao longo dos meses com um enredo limitado e repetitivo. Não teve nada de super e nem de série. Todavia, em 2018, isso parece ter mudado. "Onde Nascem os Fortes" tem potencial.


Os autores que escrevem a trama têm um excelente currículo e justamente com enredos destinados a faixas mais tardias. George Moura e Sérgio Goldenberg produziram a elogiada "O Canto da Sereia" em 2013 e a primorosa "Amores Roubados" em 2014, duas minisséries que prenderam a atenção do público mesclando suspense e drama. A dupla ainda escreveu o excelente remake de "O Rebu", em 2014, resultando em uma novela repleta de empolgantes enigmas e personagens sombrios. Três produções irretocáveis. Eles também repetem a parceria com o ótimo José Luiz Villamarim e o competente Walter Carvalho como diretores. Ou seja, a possibilidade de um novo acerto é bem grande.

E o enredo é dos mais interessantes. Uma história cheia de amores impossíveis, ódio e perdão, que se passa no sertão nordestino, em um território onde, às vezes, quem vence é o mais forte e não a lei. A saga de Maria (Alice Wegmann) norteia a trama.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O que a televisão reserva para o telespectador em 2018?

Embora todo mundo espere e torça, o ano de 2018 não será muito diferente de 2017 em relação ao momento que o país vive. Portanto, a televisão terá que manter cautela e não abusar muito dos gastos excessivos. Porém, apesar das dificuldades, todas as emissoras conseguiram apresentar produtos de qualidade no ano que passou. E, por tudo o que vem sendo anunciado e noticiado, a Globo seguirá como a maior investidora, por razões óbvias, e as demais economizarão bastante nos próximos doze meses. Ou seja, é provável que a líder domine ainda mais em 2018, principalmente por estar ousando em produções exclusivas da Globo Play. Vejamos o que o público pode esperar.






"Deus Salve o Rei":
A novela de Daniel Adjafre (estreando como autor solo), dirigida por Fabrício Mamberti, terá um clima medieval e as chamadas impressionam. A produção caprichada se evidencia em cada cena e a proposta é bem ousada para a faixa das sete, após tantas novelas leves e contemporâneas. Protagonizada por Marina Ruy Barbosa, Rômulo Estrela e Bruna Marquezine, a trama parece promissora e tem clima de superprodução. Estreia dia 9 de janeiro.



"Treze Dias Longe do Sol":
A minissérie de dez capítulos, escrita por Luciano Moura e Elena Soarez, já está toda disponibilizada na Globo Play e a trama é excelente. Tendo como inspiração a queda de construções aparentemente bem-sucedidas, como o Edifício Palace II, por exemplo, o enredo se desenvolve em três ângulos angustiantes e explora o melhor e o pior do ser humano. O que fazer quando tudo o que você tem desmorona? Selton Mello, Carolina Dieckmann, Débora Bloch e Fabrício Boliveira estão perfeitos, assim como quase todo o elenco escalado.