sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Apesar dos problemas na trama central, "Além da Ilusão" foi uma deliciosa novela das seis

 Alessandra Poggi não se saiu mal em sua primeira novela como autora solo. "Além da Ilusão" foi uma agradável trama das seis e cumpriu a missão de entreter o público com um enredo que mesclou bem drama e humor. A direção de Luiz Henrique Rios é um bônus para qualquer folhetim e novamente fez a diferença. E os índices de audiência foram melhores em comparação com a fracassada novela anterior ("Nos Tempos do Imperador"). O saldo da produção, que chegou ao fim nesta sexta-feira, é positivo. No entanto, os problemas da narrativa ficaram claros em vários momentos, o que prejudicaram o desenvolvimento do roteiro.

O maior erro da autora foi a condução do plot central. Poggi achou que o público logo esqueceria da primeira fase da trama e ficaria apenas focado na volta por cima de Davi (Rafael Vitti) e em seu amor por Isadora (Larissa Manoela). Só que não tinha como deixar de lado um crime tão bárbaro, ainda mais diante da forma irresponsável que tudo foi se desenvolvendo. Davi se apaixonou perdidamente por Elisa (Larissa Manoela), mas a menina acabou assassinada pelo pai, Matias (Antônio Calloni), que cometeu o crime por acidente, já que sua intenção era matar o futuro genro. O juiz conseguiu incriminar o rapaz, que foi condenado a 20 anos de cadeia, mas escapou da prisão após dez anos para provar sua inocência. Só que sofreu um acidente de trem, roubou a identidade de um passageiro aparentemente morto e começou a trabalhar na tecelagem de sua ex-sogra. Até que viu Isadora crescida, de quem era amigo dez anos atrás, e se apaixonou perdidamente assim que olhou pra cara da garota. Um contexto que precisava de um mínimo de cuidado. 

Não houve preocupação da autora para desenvolver o amor de uma forma sutil. Por mais que tenha repetido no texto que Davi se apaixonou pelo jeito de Isadora, não foi isso que aconteceu. Não é possível colocar em diálogos situações que não ocorreram e querer que o público compre. Daria tempo de sobra para o mocinho ir se apaixonando pela convivência com Dorinha e ainda se questionando a respeito de um sentimento que não deveria se repetir. Afinal, além de ter tirado a virgindade das duas irmãs, uma delas foi assassinada e ele foi incriminado injustamente.

A lógica seria o personagem ter um dilema ético em torno da situação incômoda. Assim, teria sido bem mais fácil para o telespectador digerir o casal e até aceitar o romance sem grandes julgamentos. Mas tudo foi feito de forma rasa. Davi nunca ligou para o fato de estar apaixonado pela irmã da morta e todos os personagens que descobriram seu segredo também encaravam tudo com normalidade. Era um show de absurdos. Somente quem via a novela tinha certeza da inocência do rapaz, nenhum personagem presenciou o crime. Todos só escutavam a versão dele. Mas bastava para confiarem cegamente. Isso tirou muito da credibilidade do roteiro. E ninguém estranhava vê-lo novamente envolvido amorosamente com uma menina que é fisicamente idêntica ao seu outro amor. 

Aliás, a paixão de Alessandra Poggi por Davi era perceptível a todo momento porque a autora modificava a personalidade de seus personagens quando se tratava do mocinho. Ninguém o questionava, ninguém desconfiava, ninguém colocava nem 1% de dúvida em nada do que ele afirmava. A tentativa de santificação era diária. Heloísa (Paloma Duarte) e Violeta (Malu Galli) eram as melhores personagens da novela. O arco dramático de ambas transbordava camadas. Não por acaso, levaram a história nas costas por muito tempo. Nunca que Heloísa, iludida e abusada pelo cunhado, teria uma fé tão cega em um rapaz que surgiu do nada com uma identidade falsa. E jamais que a mãe de Elisa e Dorinha entenderiam tão rapidamente o que Davi fez como aconteceu na reta final. Aliás, Violeta foi a última a descobrir e a única que fez questionamentos pertinentes sobre ele, incluindo a hipótese de ter seduzido Isadora por vingança. Mas não durou muito. E é uma pena que Poggi tenha jogado fora todas as falhas de caráter de seu protagonista. Porque ele tinha, ainda que a escritora se negue a aceitar. Nada mais chato e desinteressante para um folhetim do que um mocinho repleto de virtudes. Os crimes cometidos por Davi serviriam para humanizá-lo e renderiam ótimos conflitos com os demais, caso fossem trabalhados, o que resultaria em grandes cenas. Mas ninguém se importou com os delitos que ele cometeu. Afinal, eram para provar sua inocência. Então danem-se os princípios. 


A narrativa inicial com a inteligência dos mocinhos e a burrice dos vilões foi um dos trunfos da história. Era divertido. Joaquim (Danilo Mesquita) e Úrsula (Bárbara Paz) traçavam vários planos que nunca funcionavam em virtude da esperteza de Davi e Dorinha. Mas, como a trama central sempre foi o maior problema da novela, tudo começou a andar em círculos quando situações foram forçadas para emburrecer os protagonistas. Não fez qualquer sentido, por exemplo, Davi não ter denunciado Joaquim assim que descobriu que o rival desviava dinheiro da tecelagem com a mãe. Ele livraria Isadora do vilão, abriria o caminho com a mocinha e, de quebra, ainda ajudaria Eugênio (Marcello Novaes), que romperia o noivado com Úrsula e voltaria para Violeta. Tudo ficou repetitivo e deixou a trama cansativa. Sorte que os núcleos paralelos sempre foram o maior chamariz e sustentaram o conjunto com competência. 


A busca de Heloísa por sua filha perdida era o mais atrativo dramalhão do roteiro. Um clichê que raramente falha na dramaturgia, ainda mais com Paloma Duarte em cena. A atriz foi um dos maiores destaques e voltou aos folhetins em grande estilo. Nunca foi um grande mistério a identidade da menina. O público desconfiou desde o início que era Olívia (Debora Ozório). A ponto da revelação se transformar na mais aguardada da história. E a longa espera valeu a pena. Foram cenas emocionantes e brilhantemente interpretadas. Destaque também para Patricia Pinho e Claudio Jaborandy, intérpretes de Fátima e Benê, pais adotivos da filha de Heloísa. Por sinal, todo o núcleo tinha situações que envolviam o telespectador. O casal formado por Olívia e Tenório (Jayme Matarazzo) funcionou e o drama do padre que largou a batina por amor despertou torcida, assim como a relação de gato e rato entre Eugênio e Violeta. Marcello Novaes e Malu Galli transbordaram química e a música tema, 'Easy' (Adele), era uma das mais tocadas da trama. Até o romance de Heloísa com Leônidas (Eriberto Leão) deu certo. Todos os pares renderam lindas sequências e conflitos que despertaram atenção. 


Outro núcleo delicioso era o protagonizado por Alexandra Richter, Paulo Betti e Caroline Dallarosa. Inicialmente, os conflitos eram voltados para o vício em jogo de Julinha e o desespero de Constantino, até migrar para as aventuras amorosas de Arminda com Inácio (Ricky Tavares). A chegada da impagável Mariana (Carol Romano), uma vilã cômica, deixou o conjunto ainda melhor, principalmente quando Arminda ganhou de presente o comando de uma rádio da avó, Santa (Arlete Salles sempre ótima). A rivalidade das duas foi muito bem defendida por duas atrizes que têm um 'timing' para comédia. Ainda dentro do universo cômico, mas na trama central, é preciso citar Mariah da Penha, que brilhou como Manuela, a única personagem que tinha um bordão: 'Comigo não tem lorota'. 


Vale destacar mais um conflito da novela que provocou discussões e boas atuações: o triângulo amoroso protagonizado por Bento (Matheus Dias), Letícia (Larissa Nunes) e Lorenzo (Guilherme Prattes). O filho de Giovanna (Roberta Gualda) era apaixonado por Letícia desde a infância e nunca se conformou com a relação da amada com Bento, seu melhor amigo. Se alistou no exército para curar sua fossa e acabou provocando o alistamento de Bento, que não quis deixá-lo sozinho. Bento acabou ficando paraplégico na guerra e mandou o amigo dizer para todos que tinha morrido. O pedido foi cumprido e Lorenzo se casou com Letícia, mas no dia do casamento o amigo voltou e um caos se instaurou. Um clássico dramalhão. Os dois foram egoístas em suas decisões. Lorenzo porque só pensou em si quando se alistou e ignorou o sofrimento da mãe. Nem contou a verdade a Bento. Já Bento também só pensou nele quando decidiu se fingir de morto por não suportar uma invalidez. Porém, Lorenzo foi santificado pela autora quando a personalidade de Giovana foi mudada no instante em que recebeu uma carta de Bento (com a declaração do rapaz se arrependendo do que tinha feito) e não contou a ninguém. Letícia acabou voltando para o Bento no final, mas o justo seria um desfecho da menina sozinha e feliz. Nenhum dos dois a merecia. 


É preciso ainda citar mais uma história secundária que despertou bons conflitos: a dubiedade de Onofre. Guilherme Silva teve um bom destaque na pele do personagem, que começou como vilão e terminou com redenção. Alcoólatra, o homem maltratava a esposa, Felicidade (Carla Cristina Cardoso), e não aceitava ser chefiado por uma mulher no trabalho. Foi cúmplice de Joaquim por algum tempo e fez vários comentários venenosos sobre a relação de Olívia e Tenório. Mas, aos poucos, foi mudando e o nascimento da filha (após uma gravidez interminável da esposa) o fez ver o mundo de outra maneira. Ainda acabou preso injustamente na reta final. 


Já a saga de Emília (Gaby Amarantos) foi o ponto fora da curva em meio a tantos núcleos paralelos bem escritos. Não deu para entender a intenção da autora. Era para torcer ou detestar a personagem? As duas coisas? É sempre bom fugir do maniqueísmo do bem contra mal, mas também é preciso pensar um pouco na mensagem que vai passar para quem assiste. A personagem tinha um talento vocal impressionante e nunca se conformava com a vida humilde que levava. O marido, Cipriano (Claudio Gabriel), nunca acreditou na vocação da esposa. Ela, então, começou a aplicar golpes com Enrico (Marcus Veras) para poder atingir seu sonho. Para culminar, teve um caso com o 171. Acabou presa. Ok, se deixou levar pela ambição. Mas e daí? Qual foi o objetivo do núcleo? Mostrar que o marido que nunca incentivou os sonhos da esposa estava certo e o melhor era se conformar com a vida miserável que tinham? Não deu para entender muito bem. Vale criticar ainda a perda da importância de Augusta ao longo dos meses. Olívia Araújo é uma baita atriz e tinha várias cenas no início da novela, mas aos poucos a personagem foi virando apenas a cúmplice de Davi que ouvia seus desabafos. O romance da governanta com Abílio (Luciano Quirino) encantou, só que pouco foi desenvolvido. Merecia mais. E é impossível ignorar o retrocesso em torno do romance entre Leopoldo (Michel Blois) e Plínio (Nikolas Antunes). Não houve construção alguma do amor, a fala colocada na boca da personagem Arminda a respeito de um beijo entre eles ser 'impróprio para o horário' se mostrou infeliz e os dois saíram da história parecendo dois amigos. A repercussão foi tão negativa nas redes sociais que a autora se viu obrigada a trazê-los de volta no final para um beijo. 


O elenco foi o maior êxito do folhetim. Quantos talentos. Larissa Manoela estreou na Globo com o pé direito. Viveu duas personagens, se entregou em cada cena e convenceu em uma obra adulta, após ter feito muito sucesso emendando trabalhos voltados para o público infantil e adolescente. Rafael Vitti esteve muito bem na pele de Davi; Débora Ozório teve um ótimo destaque como Olívia e sua química com Jayme Matarazzo funcionou; Alexandra Richter, Paulo Betti e Caroline Dallarosa formaram um trio imbatível; Malu Galli e Marcello Novaes fizeram de 'Euleta' o par mais amado nas redes sociais; Paloma Duarte só teve momentos de intensa carga dramática e emocionou em todos; Antônio Calloni foi um gigante e fez de Matias um sujeito que despertou ódio e piedade; Roberta Gualda conseguiu boas cenas mesmo com o pequeno papel da italiana Giovana; Carla Cristina Cardoso mostrou uma outra faceta com a triste Felicidade; Matheus Dias e Larissa Nunes foram gratas surpresas; Patricia Pinho mostrou na pele da sofrida Fátima que merece melhores oportunidades na Globo; e Danilo Mesquita e Bárbara Paz fizeram uma dupla de vilões deliciosa, assim como Marisa Orth com Duda Brack na pele das interesseiras Margot e Iolanda, respectivamente. 


A última semana da novela apenas comprovou como os núcleos secundários levaram o roteiro nas costas. O sequestro do filho de Heloísa promoveu a cena mais engraçada da novela, por mais contraditório que pareça. Isso porque Matias viu Úrsula vestida de faxineira no hospital e logo associou ao crime. Para resolver a situação, foi até a casa da vilã e pegou o bebê de volta. O momento em que o personagem chegou, deu boa noite a todos e entregou a criança para sua verdadeira mãe foi impagável graças ao show de Antônio Calloni e ao texto inspirado da autora. Outro excelente desfecho foi a queda de Úrsula, que teve seus crimes expostos, incluindo o roubo de Joaquim no passado. A revelação resultou em uma grandiosa cena protagonizada por Bárbara Paz e Danilo Mesquita. O choque do então vilão também serviu para iniciar seu processo de redenção. Já o enredo em torno de Davi se mostrou desgastado. A cena em que o mocinho finalmente acabou inocentado não teve emoção alguma. Não por culpa dos atores, mas pelo contexto. Todos os personagens sempre acreditaram na palavra do rapaz, não havia qualquer dúvida de sua índole. O fato impediu o público de sentir empatia por ele, então pouco importava o instante da decretação de sua inocência. Se o protagonista tivesse sido desacreditado por pelo menos a maioria dos personagens, aí sim haveria uma catarse aguardada. Não foi o caso. Então, as sequências que roubaram a atenção do telespectador foram as paralelas. 


O último capítulo foi excelente. Todos tiveram seus desfechos e não houve correria. Destaque para a cena em que Matias tenta cometer suicídio e se joga no rio para ficar ao lado de sua amada filha, Elisa. No entanto, a penúltima sequência mostra o personagem vivo, como mendigo, lembrando da filha e dançando em cima do túmulo. Antônio Calloni merece todos prêmios possíveis por sua atuação irretocável. Destaque também para o bonito final de Emília finalmente realizando seu sonho de ser cantora; o casamento lindo de Eugênio e Violeta; o plot twist de Joaquim salvando a vida de Davi; e a hilária revelação a respeito da identidade da avó de Mariana: um esqueleto. Outro momento que merece menção foi o encontro de Joaquim com seu pai biológico. O arco de redenção do vilão foi bem realizado. E a morte de Úrsula, engasgada com uma pipoca, foi bizarra, mas genial. Bárbara Paz foi devorada por dinossauros em "Morde & Assopra", de 2011, e agora protagonizou outro desfecho diferenciado para uma vilã vivida por ela. Já a última cena se mostrou delicada com o show de máagica de Davi e as imagens dos casais se beijando. Um clichê irresistível. A ideia de Luiz Henrique Rios em botar as cenas atrás dos créditos também foi um acerto. 

"Além da Ilusão" errou no desenvolvimento de seu drama central. Em vários momentos o assassinato da Elisa se mostrou uma lembrança incômoda. Tudo para não estragar o clima de conto de fadas entre Isadora e Davi. Essa preocupação prejudicou a novela, que teve um enredo convidativo e potente. A história não perderia nada se o crime de Matias não tivesse sido tão amenizado, assim como a incômoda relação que cercava os protagonistas. Pelo contrário, o arco dramático teria a densidade e a credibilidade que merecia. Não era um contexto banal. Um crime bárbaro marcou o início da produção e muitas vezes parecia algo sem grande importância de acordo como tudo era encaminhado. Mas o saldo geral da primeira trama de Alessandra Poggi como autora solo merece elogios. Os personagens foram carismáticos, os conflitos tiveram excelentes catarses e o enredo prendeu a atenção do público. Mas fica a sensação de que havia potencial para ter sido uma obra ainda melhor.


28 comentários:

Chaconerrilla disse...

Zamenzito, pq a Poggi odeia as Tenóvias? Eles não tiveram a cena da primeira vez e, depois do casamento, simplesmente desapareceram. Eu to tão decepcionada, principalmente, porque acompanhar o romance deles me deu uma dose de alegria em um ano pessoalmente muito difícil. Enfim...

Guilherme disse...

Novela boa no geral, mas com problemas de desenvolvimento e construção em alguns personagens/núcleos. O núcleo central acabou sendo aquele gato e rato típico das novelas, mas que cansou. A Isadora não foi uma protagonista das melhores, muito instável e que mudava de personalidade conforme o roteiro pedia. E o Davi tinha tudo para ser o melhor mocinho em anos, mas a Poggi deu umas vaciladas na construção do amor dele pela Isadora. O perfil do personagem era excelente, mas ela acabou simplificando demais e deixou tudo meio superficial.
Por outro lado, os núcleos paralelos foram o destaque da novela, principalmente a parceria brilhante entre Malu Galli e Paloma Duarte. Foram as grandes personagens femininas da trama e que tiveram os melhores casais românticos. Ambas sofreram até o final, mas conseguiram ser felizes e tiveram ótima química com seus parceiros de cena. Aliás, destaco as firmes interpretações de Marcelo Novaes e Eriberto Leão.
Ainda destaco o humor nos núcleos paralelos. Não costumo gostar de núcleos paralelos de humor nas tramas, principalmente, às nove. Entretanto, em Além da ilusão, tudo fluiu muito bem e foi gostoso de acompanhar. Adorei a família do Costantino, com destaque para Arlete Salles que sempre brilha nesse tipo de personagem. Os jovens também foram muito bem e tiveram química.
Alguns núcleos paralelos poderiam ter sido melhores como o triângulo amoroso Bento, Lorenzo e Letícia. O núcleo da Emília também não foi bem desenvolvido e ficou no meio termo ali. Ela queria ter uma vida melhor e o marido não. Aí a autora fez com que ela cometesse um crime, se deslumbrasse e se arrependesse, mas tudo isso em prol de uma vida melhor. Ficou tudo meio mal explorado.
Gostaria também de fazer uma crítica à abordagem homossexual dessa novela. Foi um belo desserviço e não acrescentou em nada para a causa. Aliás, aquele beijinho sem vergonha no final não aliviou em nada. Continua sendo uma das piores abordagens homossexuais já feitas em uma novela. Um casal mal construído, que se juntou do nada e desapareceu da trama.
Por fim, esse ator merece um parágrafo único. Que atuação monstruosa de Antônio Calloni. Foi a maior atuação masculina em uma novela das seis nos últimos anos. Eu chorei por causa do Matias, um personagem tão errado, culpado e que só poderia terminar da forma que terminou. Só um ator do nível do Calloni para fazer com que nós chorássemos depois de tudo que o personagem aprontou durante a novela. Merece todos os prêmios do ano e espero que assim seja.
Ficou grande demais kkkkkkkkk mas parabéns Sérgio pela ótima análise e que venha Mar do Sertão.

Anônimo disse...

Lá vou eu novamente com trocadilhos, risos (ao ler sobre os finais inusitados de alguns personagens). Embora o desenvolvimento de certos plots se mostrasse uma desilusão com o passar dos capítulos (principalmente o de Davi (Rafael Vitti), que nem mesmo com truques de mágica fez os telespectadores sentirem empatia por ele), Alessandra Poggi se saiu bem na sua estreia como autora solo em "Além Da Ilusão" (2022), trazendo os ingredientes que raramente falham em folhetins de época, e um brilhante elenco preciosamente dirigido por Luiz Henrique Rios. Os frutos colhidos pela realização deste projeto foram bons, mas se ajustes tivessem sido feitos na novela, eles seriam bem mais apetitosos.

Guilherme

Chaconerrilla disse...

Depois do comentário desabafo, venho dizer mais algumas palavrinhas. O Antonio Calloni me impressionou de uma forma que eu me vi, em certos momentos, torcendo pela redenção do Matias. Eu me emocionei de verdade nas cenas em que o Matias se mostrava humanizado. Ele também me fez rir em algumas cenas, quando Matias ficava fazendo careta, agindo como "criança". Merece todos os prêmios que estiverem disponíveis. Com relação aos demais personagens, sentirei falta de Manuelinha, Geraldinho e Onofrinho e claro de Tenório e Olívia. Uma coisa que me incomodou foram as poucas cenas de mãe e filha de Heloísa e Olívia. Além disso, sinto que merecíamos uma cena de Isadora e Olívia se reconhecendo como irmãs. Foi meio decepcionante depois da revelação que Clara sempre esteve ao lado da mãe.

Chaconerrilla disse...

Ah, esqueci de comentar a relação de Matias e Leônidas rendia cada cena linda. Impossível não me emocionar. A cena que Leônidas agradece ao Matias por ter devolvido o filho foi tão linda. Um vínculo forte e indestrutível.

Vinicius disse...

Os veteranos roubaram a cena nessa novela principalmente Malu galli,paloma duarte e antonoo calloni

Vinicius disse...

Antonio

Anônimo disse...

Quanto mimimi nesse texto. É só uma novela, ficção, e o título já demonstrava tudo, "Além da Ilusão".

Lívia disse...

Zamenza, você sabe se houve algum problema nos bastidores para autora simplesmente ignorar o desfecho de Tenório e Olívia? Todos os finais foram narrados menos o final deles... To muito chateada!

FABIOTV disse...

Olá, tudo bem? Confesso que Além da Ilusão não me envolveu tanto assim... Preferi a antecessora Nos Tempos do Imperador... Mas cumpriu sua missão com índices melhores de audiência. Abs, Fabio www.blogfabiotv.blogspot.com.br

Anônimo disse...

Também gostei. Assistia uma ou duas vezes por semana devido ao fato de, como todas as novelas da Globo, o destaque é SEMPRE para os vilões. E estes só caem no último capítulo. Td sempre igual. Parece cópia. Mas foi boa.

Anônimo disse...

Fugindo dos personsges vamos aos usos e costumes. Missas eram em latim, com o padre de costas para o público. Calças jeans para a Elisa - só faltou a etiqueta da Lee, nem nos filmes com James Dean as garotas usavam calças. A Violeta com pantalonas, parecia apresentadora do Fantástico. Diálogos com palavras atuais? Stress, checar, porreta cabrs da peste no RJ... Ligações telefônicas com discagem direta em algumas cenas. Camisas com botões na gola e gravata de crochê? Alem dos sussurros. Ninguém fala, so sussura. Tadinho do pessoal de terceira idade. Tem mais, mad paro por aqui.

lilian nikky disse...
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Pedrita disse...

eu amei além da ilusão. sim a sensação q deu foi q pra passar no crivo dos conservadores da emissora q barram autores novos foi criar uma trama clássica chata e pouco original. a trama da heloísa foi tradicional mas muito bem construída. eu adorava q cada personagem tinha o seu momento de história. onofre, emilia, bento, letícia. letícia inclusive não era só a mulher disputada por dois homens, era a professora q foi barrada por ser preta. eu tb falei da novela no meu blog. beijos, pedrita

Anônimo disse...

Achei a novela muito boa, mas concordo que Malu Galli é Paloma Duarte foram os diferenciais da novamente. As cenas dramáticas foram lindas de assistir. Que atrizes! Quanto ao final, acho que deveria ser melhor trabalhado, eu tive a impressão que alguns personagens não foram tão bem trabalhados. Quanto ao núcleo central, realmente no final já estava cansativo.

Marly disse...

Confesso que não cheguei a ver esta novela, mas no geral só tenho lido críticas positivas.

Sérgio Santos disse...

Bom questionamento, chaconerrilla.

Sérgio Santos disse...

Guilherme, nao ficou grande nao. Ficou excelente.

Sérgio Santos disse...

Sem duvida, Guilherme!!!!

Sérgio Santos disse...

Que show do Calloni, chaconerrilla!

Sérgio Santos disse...

O trio de ouro da novela, Vinicius.

Sérgio Santos disse...

Nao soube, Livia, mas também achei péssimo.

Sérgio Santos disse...

Tudo bem, Fabio.

Sérgio Santos disse...

Entendo, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Isso foi verdade, anonimo...

Sérgio Santos disse...

Realmente não foram, anonimo. E Paloma e Malu muitas vezes carregaram a narrativa nas costas.

Sérgio Santos disse...

Foi uma novela gostosa, Pedrita!

Sérgio Santos disse...

É verdade, Marly!