sexta-feira, 4 de abril de 2014

"Meu Pedacinho de Chão": o que esperar da próxima novela das seis?

De acordo com o que tem sido exibido nas chamadas, a substituta de "Joia Rara" terá a marca do diretor Luiz Fernando Carvalho. "Meu Pedacinho de Chão" é mais um remake de Benedito Ruy Barbosa, mas dessa vez a história será totalmente lúdica e claramente inspirada no filme "Alice no país das maravilhas", ao contrário da obra original exibida em 1971.


A ideia de ousar tanto foi obviamente do diretor, que costuma usar esse mesmo artifício em suas produções, vide "Hoje é dia de Maria", "A Pedra do Reino" e "Alexandre e outros Heróis", por exemplo. E é justamente essa peculiaridade que tem despertado interesse em cima da nova novela das seis.

Benedito Ruy Barbosa há muito tempo tem optado pelos remakes de suas próprias novelas, o que demonstra uma acomodação do autor. E suas obras sempre apresentam tramas centrais parecidas: o vilão é sempre um fazendeiro rico

quinta-feira, 3 de abril de 2014

"A Teia": uma série que esbanjou qualidade

A série de Bráulio Mantovani e Carolina Kotscho, dirigida por Rogério Gomes, apresentou seu último episódio nessa terça-feira (01/04). Prevista inicialmente para estrear em 2013, a produção só foi ao ar no início desse ano. E ao longo das semanas, uma história bem entrelaçada, com instigantes personagens, cenas eletrizantes, ótimos atores e repleta de tensão foi apresentada ao público.


Entretanto, apesar de todas as qualidades apresentadas, a história confundiu o telespectador com o excesso de informações e uma correria desnecessária nos primeiros episódios. A questão cronológica mais atrapalhou que ajudou, uma vez que os flashbacks eram inseridos com o objetivo de explicar o contexto de algumas situações, mas acabavam deixando vários fios soltos. E, para deixar o ritmo mais frenético, algumas cenas ficaram rápidas demais, impedindo uma maior compreensão dos fatos. 

Mas esses erros foram corrigidos com o tempo. Tanto que a série passou a exibir um resumo de tudo o que tinha acontecido nos episódios anteriores, lembrando as produções americanas, como "Revenge". Entretanto, apesar de terem se preocupado com essa questão e consertado para a boa compreensão do público,

quarta-feira, 2 de abril de 2014

"Big Brother Brasil 14" não disse a que veio

A décima-quarta edição do BBB chegou ao fim sem muitos motivos para comemorar. Embora a seleção dos participantes tenha causado uma boa impressão no início, com o tempo o público foi percebendo que vários deles não eram merecedores de torcida e pouco acrescentaram ao jogo. Para piorar a situação, ter colocado 20 pessoas dentro da casa foi um equívoco e o BBB Turbo, que eliminou vários no começo do programa com o intuito de deixar as primeiras semanas mais agitadas, não deu certo. A estratégia prejudicou o reality e o telespectador nem conseguiu conhecer direito os primeiros eliminados. Depois, o ritmo seguiu o mesmo de edições passadas, mas com várias pessoas que optaram por um jogo rasteiro, onde o se julgava o adversário sem olhar para suas próprias atitudes.


A final composta por três mulheres foi inédita na história do reality e contou com três pessoas que jogaram de todas as formas para alcançar esse objetivo, expondo a 'essência' dessa edição. Angela (a vice-colocada) usou o jogo da vitimização e conseguiu eliminar todos os seus inimigos, e Vanessa (a campeã) e Clara fizeram um casal e usaram a estratégia do oportunismo, onde ambas mudavam de opinião a respeito dos outros quando era conveniente. Três estrategistas natas.

O último programa dessa edição contou com um show de Gaby Amarantos que deixou a desejar e toda a retrospectiva apresentada serviu para reforçar o quanto que o "BBB 14" decepcionou. Foram poucos os grandes momentos exibidos, até porque nem tinha muito o que mostrar. O próprio Big Fone, um dos principais

terça-feira, 1 de abril de 2014

"Divertics" não conseguiu divertir

A Globo tentou apresentar uma nova proposta com o "Divertics", que se encerrou no último domingo (30/03), após 18 programas. A ideia era exibir esquetes de humor mescladas com apresentações circenses, interação da plateia e improvisos dos atores. Sem dúvida foi uma proposta promissora, entretanto, o resultado não foi o esperado.


A plateia, por vezes, soava forçada, várias esquetes deixaram a desejar e, apesar do grande elenco escalado, o riso não vinha fácil. Era perceptível que algumas situações apresentavam um humor mais característico de internet (vide o canal "Porta dos Fundos") e outras apelavam para o estilo mais popularesco. Ou seja, tentaram unir todos os tipos de público em uma só atração; atitude mais do que válida, só que infelizmente sem causar o efeito desejado.

Rafael Infante, Maria Clara Gueiros, Roberta Rodrigues, Nando Cunha, Luis Fernando Guimarães, Ellen Roche, David Lucas e Marianna Armellini são ótimos e fizeram bem o que era proposto, ainda que várias esquetes não tenham funcionado. Mas quem se destacou mesmo foi Leandro Hassum. O humorista conseguiu divertir até mesmo em situações sem um pingo de comicidade graças ao seu talento

sexta-feira, 28 de março de 2014

"Malhação", "Joia Rara", "Além do Horizonte", "Em Família" e a fraca atual fase da Globo

A atual fase da Globo não anda nada boa. Seus quatro principais produtos de teledramaturgia estão com os números de audiência abaixo do esperado e as produções têm deixado muito a desejar. Nem sempre Ibope alto significa qualidade, tanto que "Lado a Lado", "Guerra dos Sexos" e "Sangue Bom" ---- três fracassos que não mereceram os índices baixos --- são exemplos relativamente recentes que comprovam esse fato. Porém, a novelinha adolescente e as três novelas atuais têm pecado em vários pontos, diminuindo qualquer chance da situação ser revertida e fazendo por merecer os números indesejados.


"Malhação" já começou equivocada ao priorizar uma história infantilizada, onde o colégio ficava em segundo plano. Os adolescentes não apresentaram conflitos atraentes e o foco era somente os dilemas amorosos dos personagens. Após uma temporada muito bem escrita, onde vários tipos emplacaram, como a periguete Fatinha (Juliana Paiva), foi impossível não fazer uma comparação e perceber que o nível caiu muito. Embora a audiência da atual fase tenha melhorado em virtude do término do horário de verão, a trama em si continua fraca e desinteressante.

"Joia Rara" está em plena reta final, mas lamentavelmente a história não foi bem conduzida e Duca Rachid e Thelma Guedes acabaram deixando vários personagens sem função e a trama ficou voltada para as fugas de Manfred (Carmo Dalla Vechia) e os constantes sequestros praticados pelo vilão. O resultado

quinta-feira, 27 de março de 2014

Manfred de "Joia Rara": um vilão cansativo em uma novela repetitiva

"Joia Rara" está em plena reta final e todos os equívocos na condução do Manfred (Carmo Dalla Vechia) ficaram ainda mais evidentes nas últimas semanas de novela. O vilão é o único responsável pela aparente movimentação da história, que na verdade tem andado em círculos há meses. E essa sensação de que a trama não sai do lugar é reforçada pela repetição de fórmulas já usadas pelas autoras em "Cordel Encantado".


Manfred inicialmente era um sujeito frio, que tinha inveja de Franz (Bruno Gagliasso), e acatava todas as ordens de Ernest Hauser (José de Abreu), o até então grande vilão da história. Mas com o passar do tempo, Thelma Guedes e Duca Rachid resolveram transformá-lo em um lunático obcecado pela Amélia (Bianca Bin) e pelo suposto pai que o renegava. A partir dessa mudança, o personagem virou um novo Timóteo (Bruno Gagliasso), o grande vilão de "Cordel Encantado" que também havia ficado louco.

E para culminar, os demais núcleos foram perdendo a importância e a obra acabou voltada exclusivamente para as grandes maldades de Manfred, que eram quase todas sequestros. Outra similaridade com a história de sucesso das autoras exibida em 2011 ----- Timóteo sequestrou Açucena várias vezes e

quarta-feira, 26 de março de 2014

Mariana Xavier e Luciana Paes divertem e Yanna Lavigne emociona em "Além do Horizonte"

A novela das sete apresentou muitos equívocos, mas foi acertando alguns pontos ao longo dos meses. Nem todos ficaram bons, mas entre as mudanças positivas feitas na história, há as três irmãs de Tapiré. Ana Rita (Mariana Xavier), Ana Fátima (Yanna Lavigne) e Ana Selma (Luciana Paes) ganharam um bom destaque em "Além do Horizonte e enquanto uma emociona, as outras duas divertem quem assiste.


Inicialmente, o trio não era valorizado e ficava avulso no núcleo de Tapiré. Apareciam pouco e nas poucas cenas que tinham não conseguiam se destacar devido aos diálogos repetitivos, além das situações desinteressantes. Mas a ida das irmãs para o Rio de Janeiro provocou uma agradável virada na história delas. 

A boa sintonia entre as atrizes pôde ser vista com mais clareza, longe de um núcleo que nunca chegou a empolgar, e as três fizeram boas cenas. Mas Ana Fátima não ficou muito tempo longe de casa e acabou voltando para Tapiré. No entanto, o retorno não atrapalhou Yanna Lavigne, que conseguiu mostrar seu talento

terça-feira, 25 de março de 2014

Andreia Horta, Paulo Vilhena e João Miguel se destacam em "A Teia"

Antes mesmo de estrear, já era possível perceber que "A Teia" teria um ótimo elenco. Os nomes divulgados pela emissora nas chamadas despertaram interesse e a única dúvida mesmo ficava por conta da escalação de Paulo Vilhena. Mas depois de alguns episódios, ficou claro que o ator se entregou mesmo ao papel. E além dele, Andreia Horta e João Miguel completam a lista dos destaques da série.


O trio protagonista tem brilhado em todas as cenas. Cenas essas marcadas pelo drama e pela ação. Marco Aurélio Baroni é um bandido extremamente frio e é apaixonado por Celeste, uma ex-prostitua que tem uma filha com outro marginal. Já Jorge Macedo é um delegado federal que sempre foca em suas missões e tenta prender Baroni e sua quadrilha a qualquer custo. Os três personagens movem toda a história e os atores têm honrado a confiança dos autores Carolina Kotscho e Bráulio Mantovani.

Após uma sucessão de atuações fracas ao longo da carreira, Paulo Vilhena acertou na composição do bandido que transborda agressividade. Baroni é um ciumento possessivo, passa por cima de quem for preciso para atingir seus objetivos e não demonstra um pingo de remorso. Um personagem engrandecedor

sexta-feira, 21 de março de 2014

Na pele do sofrido Virgílio, Humberto Martins convence em "Em Família"

"Em Família" continua com um ritmo lento e com poucos acontecimentos relevantes. Entretanto, a novela de Manoel Carlos tem conseguido destacar alguns atores. E um deles é Humberto Martins, que ganhou um personagem muito difícil e está lidando muito bem com as dificuldades do papel, aproveitando a oportunidade dada pelo autor para se sobressair.


Virgílio sempre foi apaixonado por Helena (Júlia Lemmertz) e aguentava o namoro dela com seu amigo Laerte (Gabriel Braga Nunes) calado, já que a submissão sempre foi uma de suas características. Esse triângulo foi mantido por anos, até que uma briga feia entre os dois provoca uma tragédia: Laerte quase mata Virgílio e ainda o enterra vivo. Depois desse crime, ele vai preso e o ex-amigo --- que fica com uma cicatriz no rosto devido ao ferimento causado por uma espora --- se casa com Helena. Anos se passam e a volta do ex-amigo causa uma crise na família.

Humberto ganhou o personagem mais complicado: um sujeito naturalmente apático, passivo e bonzinho até demais. A chance de ser visto como um completo idiota pelo público era alta e o ator não tinha uma missão fácil.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Rosi Campos e Nicette Bruno: duas grandes atrizes que não têm recebido o devido valor

As duas têm currículos respeitáveis e inúmeros trabalhos na televisão, no cinema e no teatro. Entretanto, Rosi Campos e Nicette Bruno não tiveram sorte em seus últimos papéis. Ambas foram desperdiçadas em "Salve Jorge" (2012), de Glória Perez, quando viveram respectivamente Cacilda e Leonor. As personagens não tinham importância na história ---- principalmente a de Rosi, que era apenas uma vizinha que mal falava ---- e terminaram a trama sem destaque algum. Coincidentemente, agora, elas enfrentam novamente o mesmo problema em "Joia Rara".


Rosi Campos vive Miquelina, esposa de Arlindo (Marcos Caruso), dono do Cabaré Pacheco Leão. Já Nicette Bruno interpreta Santinha, mãe de Miquelina, que inferniza a vida do genro. Inicialmente, a trama parecia promissora e tinha tudo para ser uma das melhores da novela. Afinal, o núcleo seria responsável pela comicidade da história e também pelos belos shows das vedetes. Mas, infelizmente, as autoras seguiram outros rumos em virtude dos baixos índices de audiência e transformaram a pensão de Dona Conceição (ótima Cláudia Missura) no principal núcleo cômico, diminuindo a importância do Cabaré.

Com isso, a história dessa família não foi desenvolvida como deveria e os personagens ficaram sem função por muito tempo. Rosi, Nicette e o próprio Caruso viraram meros figurantes que tinham apenas algumas falas e todas repetitivas, já que envolvia a constante discussão do trio. Recentemente, Duca Rachid e Thelma