sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A Vida da Gente emociona sem fazer esforço

Após 45 capítulos, "A Vida da Gente" teve a sua tão esperada passagem de tempo. Antes desse fato acontecer, a novela teve uma clara diminuição de ritmo. Mesmo assim, ao contrário do que acontece com as fatídicas 'barrigas' da maioria das novelas, não vimos diálogos avulsos ou cenas desnecessárias. Tudo que era mostrado tinha um objetivo específico. Tanto para mostrar o início da linda relação de amor entre Manuela (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso); quanto pelos demais acontecimentos envolvendo Vitória (Gisele Fróes), Marcos (Ângelo Antônio), Dora (Malu Galli), o estado de coma de Ana (Fernanda Vasconcellos), o início do próspero negócio de Manu e Maria (Neusa Borges), enfim.


Lícia Manzo criou uma história tão linda e tocante que conquista facilmente o telespectador, e o 'mergulha' naquela gama de sentimentos em que os personagens estão envolvidos. Os atores, obviamente, também são grandes responsáveis por isso. Não há um só capítulo que não se tenha ao menos uma cena que emocione a todos que estão assistindo.

domingo, 13 de novembro de 2011

O problema do Zorra Total é a repetição

No dia 25 de março de 1999, estreou na Rede Globo um programa que tinha como objetivo ser uma espécie de "A Praça é Nossa" da emissora. Escolheram um nome que qualifica muito bem a atração : "Zorra Total". Vários humoristas da casa se reuniram e nos apresentavam pequenas cenas (esquetes) --- e normalmente com um bordão incluído para cada personagem. Apesar de ter sofrido algumas reformulações ao longo do tempo, essa característica permanece até hoje.

Desde a sua estreia, o "Zorra Total" vem nos apresentando um tipo de humor que é constantemente criticado. Apesar das duras críticas, a atração sempre foi um sucesso de audiência. Nunca se viu ameaçado pela concorrência (embora a mesma nunca tenha tido competência para enfrentá-lo de igual para igual), e é o programa humorístico que mais gera repercussão no país. Vários talentos já foram revelados ali.

domingo, 6 de novembro de 2011

Macho Man retorna com o mesmo fôlego de antes

A série, escrita pelos talentosos Alexandre Machado e Fernanda Young, sempre apresentou qualidade e, claro, o humor ácido característico dos autores desde a sua estreia. Não foi à toa que logo caiu nas graças do público e recebeu vários elogios da crítica especializada. Juntamente com "Divã", "Macho Man" obteve bons índices para a emissora. Outros produtos que estrearam na mesma época não tiveram a mesma 'sorte'. Basta se lembrar de "Lara com Z" e "Batendo Ponto".

Na segunda temporada, vimos Zuzu (Jorge Fernando) se casando com uma milionária excêntrica (Helô-Ingrid Guimarães) e largando o salão de beleza para virar uma espécie de cabeleireiro particular de sua esposa. A perua também acaba comprando uma parte do salão, para o desespero de todos. Valéria (Marisa Orth), indignada com a situação, fará de tudo para que seu melhor amigo, e amante nas horas vagas, largue a perua e volte para a sua vida de antes. Para isso contará com a ajuda de Nikita (Natália Klein), Fréderic(Roney Facchini), Tifany (Luanna Jimenes), Chérri (Rapha Veles) e Venetta (Rita Elmor); a patota que tanto nos diverte.

A Mulher Invisível procura sair do óbvio

Após uma primeira temporada de sucesso, obtendo ótimos números de audiência, "A Mulher Invisível" retornou à grade da Globo na última terça-feira. Pelo que foi observado, Pedro e Clarice continuam com seus problemas de convivência, mas dessa vez vimos um 'algo a mais'.

No primeiro episódio,pudemos notar que os roteiristas tiveram uma boa ideia em criar um homem invisível para Clarice. Agora a empresária certinha também idealizou a pessoa dos sonhos, assim como o Pedro fez ao 'criar' a Amanda. Dentro de um universo tão limitado quanto o da série,apareceu uma luz no fim do túnel. Em comparação com a primeira temporada(cuja crítica você pode ler aqui),observamos que a trama evoluiu bastante.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Força-Tarefa volta com a qualidade de sempre

Após duas temporadas de sucesso mais do que merecido, "Força-Tarefa" retorna à grade da Globo ocupando o horário de "O Astro"(cuja crítica você pode ler aqui ), que por sua vez havia entrado no lugar das já características séries da emissora.

Agora,a atual temporada irá abordar uma linha mais investigativa e focará nos problemas emocionais do Tenente Wilson, vivido por um impecável Murilo Benício. Pelo que observamos no primeiro episódio, o protagonista foi promovido e agora é Capitão, mas se encontra em um momento catastrófico em sua vida pessoal e também na profissional. Depois de prender um sargento que roubava eletrodomésticos das casas de moradores, em uma favela ocupada pela UPP, Wilson é ameaçado de morte e posteriormente vê seus amigos e companheiros de farda serem brutalmente assassinados. Com a morte de Irineu, Selma e Oberdan; Juliano Cazarré, Hermila Guedes e Henrique Neves deixaram a série. A saída da atriz é de se lamentar, já que era uma ótima personagem e Hermila sempre se destacava com sua boa atuação.

domingo, 30 de outubro de 2011

Fina Estampa: uma sucessão de equívocos

Com pouco mais de dois meses no ar, "Fina Estampa" já conseguiu um feito e tanto: ter uma audiência que há tempos a Globo não obtinha no horário desde o início de uma obra. É normal que todas as novelas apresentem dificuldades iniciais nos números do ibope até realmente emplacar e cair nas graças do público. Mas isso não ocorreu com a trama de Aguinaldo Silva, que não se cansa de elogiar seu imenso sucesso no Twitter. O autor tem todos os motivos para comemorar, mas nesse caso a audiência não reflete em nada a qualidade.


Até agora a novela não mostrou a que veio e nos apresenta um festival de histórias desconexas e nada atraentes. São poucos os personagens que se salvam e que têm algo de interessante a mostrar. Muitos atribuem isso ao fato da trama ter um grande apelo popular. Não é verdade. "Senhora do Destino", "A Indomada", e "Tieta", só para citar algumas, eram imensamente populares e tinham qualidade. Em "Porto dos Milagres" e "Duas Caras", o autor já tinha errado a mão e o que vimos não foi nada interessante. Mas a atual novela das 21h conseguiu superá-las em todos os sentidos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Astro: missão cumprida

Na próxima sexta-feira se encerrará o remake de "O Astro", que marcou a estreia do novo horário de novelas da Rede Globo. No início sendo chamada de macrossérie, a obra de Janete Clair, adaptada por Geraldo Carneiro e Alcides Nogueira, acabou se transformando na nova novela das onze. Com os bons resultados obtidos, ano que vem a emissora já decidiu que fará uma nova versão de "Gabriela" adaptada pelo autor Walcyr Carrasco, responsável pelo recente sucesso de "Morde & Assopra".

A nova versão desse clássico de Janete Clair ficará marcada pelo excelente elenco que,em sua maioria, deu conta do recado com maestria. Tato Gabus Mendes, José Rubens Chachá e Marco Ricca fizeram um grande trabalho dando vida a três irmãos nada confiáveis e que sempre invejavam o mais velho, Salomão Hayalla, vivido por Daniel Filho. Marco, aliás, estava precisando de um bom papel há anos. Após tantos personagens submissos e apagados, ele deu um show como o frio Samir Hayalla (cuja crítica sobre sua atuação você pode ver aqui).

sábado, 22 de outubro de 2011

Miguel Falabella manda Aquele Beijo e é correspondido

Estreou nessa semana a nova novela das sete escrita pelo talentoso Miguel Falabella: "Aquele Beijo". A missão do autor não é fácil. Substituir um sucesso como foi "Morde & Assopra" é de uma grande responsabilidade. Mas pelo que vimos até agora, o público correspondeu e se interessou pela nova história que foi apresentada.

Após a fracassada e má compreendida "Negócio da China", o autor resolveu não se arriscar em absolutamente nada. Provavelmente, a dificuldade inicial da trama do Walcyr Carrasco, com os dinossauros e robôs, também acabou assustando Miguel Falabella. Optou-se pelo 'mais do mesmo' em todos os núcleos e situações. O que não é necessariamente ruim. A única ousadia é a narração, com a voz do autor, em alguns momentos. E ainda assim não é uma inovação porque já vimos um recurso semelhante em "As Filhas da Mãe", novela mal-sucedida de Silvio de Abreu.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O poder das 'tias'

Elas não fazem parte do elenco principal. Não são protagonistas e nem antagonistas. Começam suas participações com pequenas cenas e falas quase sem importância, mas com seus respectivos talentos vão se destacando cada vez mais até virarem grandes 'sensações'. Estou me referindo às tias mais recentes da teledramaturgia: Tia Neném, Tia Magda e Tia Íris.

Em "Insensato Coração", Tia Neném só duraria até a metade da trama. Em uma novela onde tivemos uma verdadeira carnificina e vários personagens eram assassinados, a personagem da grande Ana Lucia Torre teria o mesmo trágico desfecho. Mas graças ao talento dessa excelente atriz, a eterna pinguça foi tendo cada mais mais repercussão e o público, quando soube o que aconteceria com ela,passou a exigir uma mudança na história.Foram atendidos. Tia Neném ficou até o fim com suas ótimas tiradas venenosas. Uma pena que mal apareceu no último capítulo e sua apreensão pela morte de Norma (Glória Pires) não foi explicada, mas isso são águas passadas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Morde & Assopra fecha seu ciclo e Walcyr Carrasco emplaca mais um grande sucesso

"Morde & Assopra" poderia ter a superação como tema principal. Após sua estreia,a novela foi totalmente desacreditada por parte da crítica e houve uma rejeição do público em relação às temáticas sobre robôs e dinossauros.

O autor, experiente, sabia que poderia correr esse risco e não foi à toa que mesclou novidades com temas já batidos, mas que sempre costumam dar certo em suas obras. A sogra avarenta que atormenta a todos que estão ao seu redor, e humilha sua fiel empregada, é um exemplo. Jandira Martini (Salomé) e Vera Mancini (Cleonice)formaram uma dupla perfeita. A aceitação foi imediata e ambas protagonizarm cenas hilárias,principalmente quando Cleo se 'apropria' dos bens da patroa e fica rica.

O prefeito e a primeira-dama, corruptos descarados, também faziam parte do time reserva que seguraria a novela, enquanto os principais apresentavam dificuldades. Ary Fontoura (Isaías) e Elizabeth Savalla (Minerva) tinham um entrosamento incontestável. As armações da dupla renderam, e, posteriormente, com a briga do casal, vimos uma rivalidade política que tornou as cenas ainda melhores.