Após muitas especulações, a Globo anunciou "Avenida Brasil 2" e sendo esse o título. Nada de "Filhos do Divino" ou alguma derivação. A emissora vai assumir mesmo a continuação e divulgou a sinopse nesta terça-feira (15/09).
No Divino, o passado nunca vai embora. Só espera a hora certa de voltar. Quatorze anos depois dos acontecimentos que marcaram o bairro, a vida parece finalmente ter encontrado seu rumo: Tufão (Murilo Benício) se tornou um empresário ainda mais bem-sucedido, a família segue unida, e antigas feridas parecem adormecidas. Carminha (Adriana Esteves), afastada do convívio dos moradores da mansão após cumprir pena na prisão, retorna aos olhos de todos como uma mulher transformada.
Admirada por seu trabalho social junto a famílias em situação de vulnerabilidade após a desativação do lixão, se torna símbolo de superação e redenção.
Reconhecida pela comunidade e celebrada pela mídia, Carmen Lúcia Araújo procura formas de conquistar o perdão de pessoas a quem fez tanto mal. Principalmente da filha, Agatha (Karol Lannes), cuja fragilidade acaba abrindo caminho para uma reaproximação com a família de Tufão. Acolhida por parte do clã, Carminha parece empenhada em reconstruir os laços rompidos. Mas sua volta reacende uma dúvida capaz de mexer com antigas cicatrizes: até onde vai a verdade dessa transformação?Esse é o ponto de partida de ‘Avenida Brasil 2’, próxima novela das nove da TV Globo. “A trama gira em torno de Carminha, que reaparece anos depois com um discurso de redenção, admirada por todos e tratada como exemplo de superação. O público será instigado a acompanhar como essa volta vai mexer com a vida da família de Tufão e dos demais personagens, sobretudo, de Nina (Débora Falabella). Essa também é uma oportunidade de voltar ao Divino, descobrir novos rostos, rever figuras queridas e saber o que aconteceu com cada uma delas ao longo desse tempo”, adianta João Emanuel Carneiro.
A obra marca a retomada da parceria entre o autor e o diretor artístico Ricardo Waddington após 14 anos. "'Avenida Brasil 2’ é uma continuação e mantém a marca que sempre definiu a obra: velocidade de trama, acontecimento a cada capítulo, uma história que não para de andar. Essa é uma de suas maiores forças, agora, a serviço de novos conflitos. Carminha e Nina juntamente com a família de Tufão seguem no centro, mas em dinâmicas inéditas, provocadas pela chegada de novos personagens ao Divino", destaca Ricardo Waddington.
Na nova história, o retorno de Carminha não passa despercebido por ninguém que mora no Divino. Entre aqueles que se intrigam com suas atitudes, está Renan Vitória (Thomás Aquino), uma liderança ascendente do bairro. A aproximação entre os dois dá origem a uma relação complexa, marcada por disputas de influência e uma constante dúvida sobre quem está conduzindo o jogo.
Paralelamente à trama central, a novela mergulha no cotidiano do subúrbio carioca. Entre personagens já conhecidos e novos moradores que chegam para movimentar o Divino, destaca-se Salomé (Thalita Carauta), figura carismática que leva comédia e irreverência à trama. Já Jade (Jéssica Ellen) sonha em estudar engenharia genética nos Estados Unidos e construir um novo futuro longe de um relacionamento tóxico. Determinada a alcançar esse objetivo, ela dá início a uma jornada marcada por desafios, descobertas e emoções. Em meio a romances improváveis, ciúmes, fofocas e convivências inusitadas, elas ajudam a dar diferentes nuances à narrativa, onde os conflitos do dia a dia se misturam a encontros, desencontros e situações tão apaixonadas quanto envolventes.
Além de Adriana Esteves, Murilo Benício, Débora Falabella, Karol Lannes, Thomás Aquino, Thalita Carauta e Jéssica Ellen, o elenco conta ainda com Cauã Reymond, Eliane Giardini, Marcos Caruso, Karine Teles, Juliano Cazarré, Leticia Isnard, Roberto Bomfim, Ravel Andrade, Cris Vianna, Ernani Moraes, Drico Alves, Thiago Rodrigues, Fábio Scalon, entre outros nomes. "A família do Tufão sempre foi o coração de ‘Avenida Brasil’. Trazer de volta esse núcleo foi uma forma de retomar histórias que ainda tinham muito potencial e, ao mesmo tempo, abrir espaço para novos personagens e novas tramas. É um reencontro com um universo muito querido pelo público, mas com um olhar renovado, sem perder a essência que tornou a novela tão especial”, completa João.
Com suspense, comédia, reviravoltas surpreendentes e personagens capazes de despertar amor e rejeição na mesma medida, ‘Avenida Brasil 2’ constrói uma jornada sobre perdão, ambição, família e vingança. Entre disputas futebolísticas e familiares, os conflitos cotidianos compõem uma divertida crônica suburbana, atravessada por uma pergunta: a nova Carminha (Adriana Esteves) é real ou todos estão prestes a cair em um golpe outra vez?
Com estreia prevista para janeiro de 2027, ‘Avenida Brasil 2’, é uma produção dos Estúdios Globo, criada e escrita por João Emanuel Carneiro, com colaboração de Marcia Prates, Eliane Garcia, Marta Rangel, Paula Amaral e Vicent Villari. A novela tem direção artística de Ricardo Waddington, direção geral de Henrique Sauer e direção de André Barros, Isabella Teixeira, Mayara Aguiar e Ricardo França. A produção é de Gustavo Rebelo e Bruna Ferreira; a produção executiva, de Lucas Zardo; e a direção de gênero, de José Luiz Villamarim.
O risco, porém, é alto e a Globo sabe disso. Transformar um dos maiores fenômenos de sua história em uma continuação direta, 14 anos depois, significa lidar não apenas com a expectativa de quem acompanhou a novela original, mas também com a comparação inevitável com um clássico que permanece muito presente na memória do público. A decisão acontece ainda depois da repercussão extremamente negativa em torno do remake de Vale Tudo, que enfrentou forte rejeição de parte do público e da crítica. Nesse cenário, ‘Avenida Brasil 2’ chega cercada por uma cobrança ainda maior: não basta recuperar personagens conhecidos ou reproduzir elementos que funcionaram no passado. A Globo terá de convencer o público de que existe uma história nova que justifique o retorno ao Divino — sem transformar a continuação em uma tentativa de repetir, a qualquer custo, o sucesso de 2012. O desafio é justamente esse: mexer em um universo consagrado sem destruir aquilo que fez dele um fenômeno.
20 comentários:
Agora vamos esperar pra ver o que vai acontecer, Sérgio ótima quarta-feira abraços.
Pessoalmente nunca botei fé nesse projeto, mas eu não sou fã da obra original. Mexer em um clássico é arriscado. Deixa ele lá, intocado, já lucraram muito.
A Globo precisava é deixar essa novela descansar em paz. A mídia, o público e a emissora celebraram muito ela. Parece que é a única novela boa que a Globo já fez!
Sempre tive a impressão que só eu enxergava os defeitos dela. O autor foi sagaz. A trama girava em círculos, muita coisa acontecia mas nada de fato mudava. O tempo que os personagens irrelevantes ocupavam nos capítulos também me incomodava.
Gostei mais das novelas das 7 do JEC.
Se ao menos criassem uma espécie de spin off da Carminha sem Nina e Tufão. O Tufao era um panaca. Já me estendi demais, perdão
Alguém no YouTube disse algo interessante:
Bem que o Pedro Novais poderia fazer um filho do Max que se aproxima da Carminha pra se vingar.
Outra coisa que sempre me incomodou foi a Adriana Esteves só receber o reconhecimento que merecia como atriz nessa novela. E desde então ela foi escalada para mais QUATRO vilas as nove. Prenderam ela pra sempre nesse papel. Foi uma estratégia boba da Globo. Ela poderia ter feito a Carolina de Verdades Secretas e a Dona Lola de Eramos Seis por exemplo.
Já me estendi demais perdão
(Marcos)
Olá, Sérgio. Acho complicado usar um grande sucesso do passado para uma nova produção, mas acho que depois do fracasso da nova versão de vale tudo pode ser que dê certo...abraços!
Confesso que nunca vi a novela, mas já percebi que está a ser muito aguardada!
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Bjxxx,
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Gracias por la recomendación. Te mando un beso.
Olha, eu estou é tentada a assistir essa obra. Isso porque acho que farão, de novo, uma espécie de paralelismo entre os acontecimentos da novela e os do Brasil real.
Beijão
Mais algumas observações:
1. Tô curioso pra ver o Ricardo dirigindo uma novela depois de tanto tempo. A favorita foi o acontecimento que foi por causa dele
2. Essa parceria do JEC com a Thalita Carauta tá rendendo. Que ela tenha o destaque que merece. Essa mulher é INCRÍVEL
3. O Nilo poderia ressuscitar...
4. Uma vantagem dessa continuação é que ela será escrita pelo próprio JEC. Ninguém conhece esses personagens melhor que ele, embora eu achei que ele não precisa se revisitar mas sim se reinventar
(Marcos)
Tenho receio dessa continuação por Avenida Brasil ser, na minha opinião, a melhor novela já feita. Ao mesmo tempo, gostei da sinopse e acho que existe bastante coisa interessante que pode ser explorada.
Uma decisão que considero um erro seria a morte da Monalisa. Na minha visão, ela precisa estar até o final da história. Outra coisa que me preocupa é uma possível transformação da Carminha novamente em vilã. O final da novela deixou claro que ela se redimiu e percebeu muitos dos erros que cometeu. Isso não significa mudar completamente a personagem: a arrogância, o nariz em pé e aquele jeito característico da Carminha continuaram presentes até o último capítulo. Acho muito mais interessante trabalhar essa personalidade sem apagar a evolução que ela teve.
Também tenho curiosidade para saber como será construída a história de Nina e Jorginho. Os dois terminaram bem e juntos, então qual seria o conflito deles nessa continuação? Em novela, dificilmente os mocinhos ficam juntos e felizes do início ao fim, então alguma trama terá que movimentar esse casal.
Outros personagens também deveriam voltar. Para mim, Silas, interpretado por Ailton Graça, precisa estar presente, já que terminou a novela com Ivana. O mesmo vale para Olenka, interpretada por Fabíula Nascimento, que terminou a história com Adauto.
Como Avenida Brasil fez história e tinha um núcleo de personagens muito marcante, acho importante que a continuação explique o que aconteceu com aqueles que não retornarem. Não precisa trazer todo mundo de volta, mas é possível dar destinos coerentes. Suellen, Leandro e Roni, por exemplo, poderiam ter conseguido uma oportunidade em um time da Europa e se mudado para lá junto com Diógenes — ou até explicar que Diógenes faleceu durante esse período. Iran poderia ter ido jogar em um clube de São Paulo e Débora ter ido com ele. Cadinho poderia ter voltado para a Zona Sul com suas três mulheres, enquanto Darkson e Tessália poderiam ter se mudado para a cidade dela.
Voltando à família Tufão, se existir alguém que confie na Carminha no começo dessa nova história, acho que deveriam ser justamente Jorginho e Nina. No final de Avenida Brasil, os dois foram visitar Carminha no lixão e levaram o filho para conhecê-la. É perfeitamente possível imaginar que eles tenham acompanhado a vida dela e de Lucinda durante todos esses anos, até a desativação do lixão.
Uma possibilidade que pensei para movimentar a história de Nina e Jorginho seria algo parecido com o que aconteceu em A Favorita: o sequestro do filho do casal. Carminha conheceu essa criança ainda no lixão, no último capítulo. Anos depois, o filho poderia desaparecer, criando um mistério que envolvesse Nina, Jorginho e Carminha. Eles poderiam estar atrás dele há anos, e essa busca seria uma maneira de colocar os três novamente no centro da história sem simplesmente repetir os conflitos da primeira novela.
Meu problema com as sequências é um pouco o que os outros têm com os remakes, tipo o de Vale Tudo. Muitos falam "Manu você arruinou um clássico, bla bla bla" mas na verdade, os dois Vale Todos são duas novelas diferentes, com elencos diferentes em períodos diferentes, etc. Agora uma sequência é outro patamar e a mesma história, é bem o Poderoso Chefão ou Curinga 2, é mesmo na sequência em que você pode ampliar ou perder os personagens e todas as construções de uma história podem ser feitas bem ou mal. Olha só, Verdades Secretas 2. Na primeira, a Angel se construiu para acabar com o edófilo que tinha arruinado a sua vida e a da sua mãe; ela virou um anjo caído, mas, na verdade, foi uma vítima de um monstro. Na segunda, foi à toa, quando o cara, o Alex, estava vivo. Então é possível aceitar o remake agora, a sequência?
Gabriel
Difícil se empolgar porque Avenida Brasil funcionou perfeitamente bem em todos os aspectos e foi uma história redonda, muito bem acabada. Não teve brecha para continuação e o próprio João Emanuel Carneiro já não é o mesmo autor inspirado que escreveu esse trabalho tão espetacular em 2012. A própria Globo também já não é a mesma e Avenida Brasil foi um feito raro onde a agilidade não atrapalhou a construção das catarses e nem quebrou o impacto das viradas. Depois de Avenida Brasil, a agilidade virou pressa e ninguém mais conseguiu repetir esse feito. Nem o próprio João Emanuel Carneiro conseguiu repetir a fórmula, e decepcionou muitas vezes até aqui. A horrenda Mania de Você foi seu último trabalho até então. Em suma, Avenida Brasil é um caso isolado do autor e da própria Dramaturgia. Foi um oásis no deserto e um ponto fora de curva em um folhetim que reuniu muitos estilos em um só produto e que funcionou perfeitamente. Tinha cara do mais puro folhetim, mas também tinha estética próxima do cinema e uma linguagem narrativa de seriados de suspense com muita agilidade e reviravoltas sensacionais. Inclusive, esse padrão de qualidade é algo que a própria Globo aparentemente já não possui mais. Não foi a fórmula encontrada para reiventar as novelas. Foi um momento único do autor e que nenhuma outra novela conseguiu repetir. E já tem várias continuações que resultaram em erro. Mexer com uma novela que é uma relíquia e que tem uma história redonda me parece um erro grotesco e muito banal.
Poxa, como desejo que uma campanhas anti-sequencia empece. Faz alguma coisa Zamenza, todos nossos clássicos estão em perigo.
medo
tem isso mesmo
Marcos, desculpa a demora em te responder. Fico honrado com seu carinho e somos da mesma geraçao sim, tenho 39. Vou ver isso!
abs
vdd kkkk
sim
sei nao...
nao dá
virou maldiçao pra ele
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