terça-feira, 27 de maio de 2014

O talento de Vanessa Gerbelli

Ela tem 40 anos, mas aparenta ter 30. É discreta na sua vida pessoal e bastante tímida. Uma atriz que se dedica aos seus personagens, mas que também sabe pintar belos quadros e ainda canta. Esta é Vanessa Gerbelli, que se destacou logo na sua primeira cena de "Em Família e vem brilhando na pele da obcecada Juliana, personagem criada especialmente para ela por Manoel Carlos.


Sua estreia na teledramaturgia foi na Globo, no ano de 2000, quando ganhou a caipira Lindinha, do sucesso "O Cravo e a Rosa", de Walcyr Carrasco. A invejosa personagem começou sem muita importância e foi crescendo a cada capítulo, mostrando que sua intérprete tinha vindo para ficar. Apesar de ter sido uma vilã, ganhou a simpatia do público e terminou a trama regenerada, ao lado de Januário (Taumaturgo Ferreira).

Após esta sua bem-sucedida estreia, participou de "Desejos de Mulher" em 2002 e em 2003 ganhou de Manoel Carlos a sua melhor personagem da carreira até agora: a Fernanda, de "Mulheres Apaixonadas". Até hoje os telespectadores se lembram da trágica morte da mãe de Salete (Bruna Marquezine),

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Segunda temporada de "As Canalhas" mostra uma nítida evolução da série do GNT

A estreia de "As Canalhas" no GNT, em 2013, foi promissora. Os primeiros episódios mostraram que a série teria boas histórias para contar, a respeito de mulheres que deixam o caráter de lado em busca dos seus objetivos. Porém, a produção foi de altos e baixos. Algumas tramas não empolgaram e a forma de apresentar o enredo cansou rapidamente. Mas, a segunda temporada, que começou a ser exibida no começo de abril deste ano, evoluiu bastante.


O principal acerto foi a mudança do formato. A fofoca feita no salão de beleza (cenário presente em todos os episódios que servia como pretexto para a protagonista contar sua história) saiu de cena e a narrativa mudou. Agora, a trama da canalha em questão já começa a ser exibida logo no início no episódio, sem maiores enrolações. E os detalhes do contexto são explicados pela própria personagem central para o telespectador, em rápidas sequências, onde ela fala com a câmera no meio de alguma cena ----- na primeira temporada isso era feito da mesma forma, só que no salão, interrompendo várias vezes a narrativa.

Esta alteração foi muito benéfica para a série, que agora flui com maior naturalidade e dinamismo. E as tramas estão bem mais interessantes, além de ter um elenco melhor escalado também. Em 2013, embora tenha apresentado alguns bons episódios, muitas histórias eram bobas demais e o desenvolvimento deixava

sexta-feira, 23 de maio de 2014

"Em Família": uma novela sem rumo

Assim como é aceitável que uma obra não mude sua essência e prejudique seu enredo para satisfazer o telespectador, também é perfeitamente compreensível que uma novela sofra modificações em prol da aceitação do público, e consequentemente do aumento dos índices de audiência. Várias tramas já sofreram deste problema e algumas conseguiram acertar com as mudanças, enquanto que outras só se prejudicaram ainda mais. O segundo caso, por exemplo, pode ser aplicado ao atual folhetim das nove da Globo: "Em Família" está sem rumo.


A última novela de Manoel Carlos vem sofrendo constantes modificações desde a sua estreia, incluindo a intervenção da Globo na aceleração da história, que implicou no encurtamento da segunda fase da trama. Tudo para tentar salvar o folhetim dos péssimos índices de audiência e da baixa repercussão. Entretanto, nada tem surtido efeito e as alterações acabaram deixando a história aparentemente sem direção e muitos personagens perdidos.

O foco principal de "Em Família" passou a ser o romance entre Luiza (Bruna Marquezine, ótima) e Laerte (Gabriel Braga Nunes, apático e inexpressivo), já previsto na sinopse. Entretanto, Maneco parece não saber o que Laerte é. Ele não é mocinho, nem vilão e nem um tipo dúbio, é apenas um sujeito obsessivo e egoísta. Parece psicótico.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Canal Viva acerta com a reprise da instigante série "A Cura"

No dia 10 de agosto de 2010, estreou na Globo uma série que viria a ser uma das melhores produzidas pela emissora: "A Cura". Escrita por João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein, e dirigida por Ricardo Waddingon, a trama presenteou o telespectador com uma instigante história que mesclava espiritismo, drama psicológico e suspense com precisão. E quem perdeu esta primorosa produção, tem a oportunidade de assisti-la no Canal Viva, que começou a reprisá-la às quintas-feiras, às 23h10 (horários alternativos: madrugada de quinta para sexta: 2h45 e sábado: 14h30).


A série conta a história de Dimas (Selton Mello), um jovem inseguro que cresceu sendo acusado pela morte de um amigo e que volta à sua cidade (Diamantina - MG) 20 anos depois, formado em medicina, e tentando provar que é um profissional competente e uma pessoa boa. Obviamente, enfrenta a ira dos moradores locais. E até mesmo seus familiares temem pelo rapaz, uma vez que a acusação sofrida por ele ainda está viva na memória de todos os habitantes. Somado a isso, o protagonista ainda tem um sério conflito consigo mesmo, devido ao dom que tem: sua capacidade curativa que foge à ciência. Conhecido pelos seus diagnósticos difíceis, o cirurgião tenta a todo custo esconder seu inexplicável poder; que já foi visto na cidade anos atrás através de Dr. Otto (Juca de Oliveira), causando uma grande polêmica, criando rixas entre os que achavam o médico um curandeiro e os que o chamavam de assassino.

Além de apresentar esta riquíssima trama central, a série tem uma narrativa entre o presente e o passado, que ajuda a explicar toda a história ao longo dos episódios. Isso porque Silvério (Carmo Dalla Vechia) é antepassado de Oto. O monstruoso homem explora escravos no século XVIII, usando de todo tipo de crueldade para encontrar diamantes e ouro. Entretanto, recebe o castigo que merece

quarta-feira, 21 de maio de 2014

"Me Leva Contigo": um mais do mesmo que entretém

A nova aposta da Record para aumentar a audiência das noites de sexta-feira da emissora não tem nada de nova. Apesar de Rafael Cortez, o apresentador da atração, ter dito na estreia que 'o programa era diferente de tudo o que o telespectador já tinha visto', foi possível perceber com facilidade as inúmeras semelhanças que o formato ---- de arrumar namorados para solteiras em busca de um amor ---- tem com outros produtos já vistos na televisão.


Só para citar alguns exemplos, há o quadro 'Rola ou enrola' do "Programa da Eliana" no SBT, o 'Vai dar Namoro' comandado por Rodrigo Faro na própria Record e, o programa mais lembrado e famoso do gênero: "Em Nome do Amor", apresentado por Silvio Santos na década de 90. Ou seja, não há absolutamente nada de novo no "Me Leva Contigo".

Trinta solteiras ficam no palco e cada uma tem um botão para apertar. O botão em questão serve para analisar o candidato a namorado. Se a mulher não gostar do pretendente, aperta o botão que acende a luz vermelha, que significa um 'blackout'. Tanto que o apresentador sempre fala "Se não gostar...", frase prontamente

terça-feira, 20 de maio de 2014

Irandhir Santos esbanja talento e transforma Zelão no grande destaque de "Meu Pedacinho de Chão"

O mundo dos sonhos de "Meu Pedacinho de Chão" não tem muitos personagens. O elenco da novela é bem enxuto e tem pouco mais de 20 atores. Com isso, quase todos conseguem um bom destaque, ainda que alguns não tenham a importância que merecem ---- caso de Antônio Fagundes e Emiliano Queiroz, por exemplo. Mas entre todos os personagens da novela, há um que tem se destacado muito e roubado a cena em todos os capítulos: o Zelão, interpretado pelo ótimo Irandhir Santos.


Com aparência de durão e cara de malvado, o rapaz sempre trabalhou para o Coronel Epaminondas (Osmar Prado) e fazia questão de não demonstrar nenhum tipo de sentimento por ninguém, com exceção de sua mãe Benta (Teuda Bara). Mas Zelão começou a mostrar sua essência assim que viu Juliana (Bruna Linzmeyer), professora que chegou para alfabetizar as crianças da Vila de Santa Fé. Ele se apaixonou perdidamente e não conseguiu mais disfarçar a bondade que sempre esteve presente em seu coração, que muitos achavam de pedra.

O personagem já é um tipo cativante por natureza, mas a caracterização e a interpretação do ator ajudam a chamar ainda mais a atenção do telespectador. O figurino, que mistura amarelo, vermelho e azul, é um dos mais chamativos da novela, embora as cores fortes estejam presentes em todos os perfis.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Há quatro anos, estreava "Passione": mais uma grande novela de Silvio de Abreu

No dia 17 de maio de 2010, estreava "Passione", até agora a última novela de Silvio de Abreu no horário nobre. A novela tinha como principal qualidade seu esplendoroso elenco, que apresentava grandes nomes do teatro e da televisão com personagens de destaque. A trama, dirigida por Denise Saraceni, substituiu a criticada e fracassada "Viver a Vida", de Manoel Carlos, e presenteou o publico com uma excelente história, contada ao longo de 209 capítulos.


Com o núcleo principal encabeçado por ninguém menos que Fernanda Montenegro, a novela apresentou vários núcleos, onde todos eram intercalados e repleto de dramas fortes. A empresária Bete Gouveia (Fernandona) começou a história já sabendo que seu filho não havia morrido, iniciando uma saga em busca do ente querido. E a partir desta revelação, a grande vilã Clara Medeiros (Mariana Ximenes) arquitetou um plano, com a ajuda de seu parceiro e amante Fred (Reynaldo Gianecchini), para encontrar este rapaz antes da milionária e se casar com ele, com o objetivo de herdar automaticamente toda a fortuna da Família Gouveia.

E o filho de Bete Gouveia era Totó (Tony Ramos), que vivia com sua família na Itália. Todos eram característicos italianos, abusavam do sotaque e eram muito unidos. Ele tinha uma forte ligação com os quatro filhos ---- Adamo (Germano Pereira), Agostina (Leandra Leal), Agnello (Daniel de Oliveira) e Alfredo (Miguel Roncato) ---- e com a irmã, Gemma, interpretada brilhantemente por Aracy Balabanian.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Apesar do excesso de clichês, "Segunda Dama" desperta interesse

Substituindo a impecável "Doce de Mãe" na Globo, estreou nesta quinta-feira (15/05) "Segunda Dama", série protagonizada por Heloísa Périssé, que também escreve a história, em parceria com Paula Amaral e Isabel Muniz. Com supervisão de texto de João Emanuel Carneiro e dirigida por Rogério Gomes, a trama conta a história das gêmeas Analu e Marali (Heloísa), que foram separadas ainda na infância e ao se reencontrarem, anos depois, resolvem mudar de lugar.


Logo no início do episódio, já foi possível perceber que a série aproveitará todos os clichês do gênero. Há uma gêmea rica e uma gêmea pobre, onde a rica é infeliz e a pobre é alegre, mesmo diante das dificuldades da vida. Analu é casada com Paulo Hélio (Dan Stulbach), herdeiro de um império, que sofre de TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo. O homem tem fixação com limpeza e morre de medo de pegar infecções --- a doença também é mostrada de forma exagerada. Morando em uma luxuosa mansão, a gêmea rica ---- que tem um filho (Gregório - João Pedro Zappa) ---- prima pela elegância e transmite frieza.

Já Marali mora em um lugar humilde, em Marechal Hermes, subúrbio do Rio de Janeiro, e transborda alegria. Desbocada e espontânea, vende sacolé na praia ao lado de sua melhor amiga, Edineia (Elizângela). As irmãs se reencontram após anos graças a Analu, que procura Marali e propõe que uma fique

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Novas reformulações amenizam erros, mas não consertam o "Vídeo Show"

Logo na estreia do novo "Vídeo Show", já foi possível perceber que as mudanças não foram nada positivas. Os bastidores da televisão ficaram em segundo plano e o programa virou quase um talk-show de um exagerado Zeca Camargo. O resultado foi a diminuição dos índices de audiência que já não estavam bons. Como do jeito que estava não dava para continuar, o diretor Ricardo Waddington começou a fazer mais mudanças, e que ainda continuam sendo feitas.


As matérias sobre os bastidores da programação da Globo voltaram a ter bem mais destaque e, por sua vez, Zeca Camargo perdeu muito espaço. Quando entrou na atração, o apresentador entrevistava artistas no palco, fazia brincadeiras e ainda tinha tempo para falar até sobre 'futilidades' com os convidados. Mas agora ele faz as chamadas de alguns quadros e aparece, de fato, apenas no terceiro e último bloco, com algum ator/atriz para uma rápida entrevista, que não dura nem 10 minutos. Até a calçada da fama --- uma das recentes novidades, onde o artista assina no cimento e deixa a marca de suas mãos --- perdeu importância. Virou 'pano de fundo' para a subida dos créditos, na hora do término do programa.

Além das alterações citadas, o "Vídeo Show" apresentou uma nova versão do 'Vídeo Game', antigo quadro comandado por Angélica. Sob o pretexto de voltar com o "8 ou 800", jogo de perguntas e respostas comandado pelo saudoso Paulo Gracindo em 1976, o programa trouxe de volta o esquema de 'game' para

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Os 20 anos da estreia de "Éramos Seis": a melhor novela produzida pelo SBT

No dia 9 de maio de 1994, estreava no SBT o remake de "Éramos Seis", dirigido por Nilton Travesso, Del Rangel e Henrique Martins, e escrito por Silvio de Abreu e Rubens Edwald Filho. Baseada na obra original, exibida pela TV Tupi em 1977, a história, adaptada do romance de Maria José Dupré, novamente fez um grande sucesso e foi a melhor novela produzida pela emissora de Silvio Santos até hoje. Recentemente, a estreia completou 20 anos e o folhetim ainda é muito lembrado pelos telespectadores saudosos.


A história era muito triste e repleta de situações emocionantes. O drama era o grande protagonista e a vida de Dona Lola, interpretada magistralmente por Irene Ravache, foi acompanhada de perto pelo público, que sofria com ela e via a luta daquela brava mulher para criar os quatro filhos, desde quando eram pequenos até a idade adulta. Entre as muitas dificuldades da principal personagem, a morte do marido (Júlio - grande Othon Bastos), o falecimento prematuro do filho mais velho (Carlos - Jandir Ferrari) --- morto na Revolução de 1932 --- e seu triste fim em um asilo foram as mais dolorosas para a guerreira Lola.

Um típico novelão. Assim era o remake, que contou com um elenco grandioso e uma produção caprichada, cujo resultado foi o ótimo retorno no Ibope. O folhetim chegava a marcar 20 pontos de audiência, incomodando a Globo e a enfrentando de igual para igual. Os capítulos iam ao ar assim que terminava