sexta-feira, 11 de abril de 2014

Com Marcelo Adnet inspirado, "Tá no Ar: a TV na TV" diverte e mostra uma Globo que sabe rir de si mesma

A estreia de Marcelo Adnet na Globo foi frustrante. Após sair da MTV, o humorista foi para a principal emissora do país e acabou entrando em um projeto que não deu certo: "O Dentista Mascarado". A série escrita por Alexandre Machado e Fernanda Young foi um fracasso e Adnet recebeu inúmeras críticas. Muitos, inclusive, disseram que dificilmente ele conseguiria emplacar algum projeto com a sua identidade na empresa. Entretanto, alguns meses depois, a chegada de "Tá no Ar: a TV na TV" marcou um recomeço na carreira do marido de Dani Calabresa, que durante o intervalo chegou a fazer paródias de clipes no "Fantástico". A atração, que estreou nessa quinta-feira (10/04), surpreendeu e trouxe para o telespectador um humor afiado que foca no meio televisivo e não poupa ninguém.


O programa começou quebrando todos os paradigmas da Rede Globo. Conhecida por ignorar a concorrência, a emissora só permitia que seus humorísticos fizessem piadas com os programas da própria empresa. Mas a regra que parecia inquebrável foi finalmente deixada de lado na nova atração. O "Tá no Ar" fez piada com Record, Band, Rede TV!, SBT, mercado publicitário e até com a própria Globo. Não escapou ninguém. Nem mesmo as pessoas que odeiam a líder e a acusam de manipulação.

Marcelo Adnet, Marcius Melhem (ambos também roteiristas e redatores finais), Luana Martau (que recentemente participou de "Joia Rara"), Verônica Debom, Renata Gaspar, Márcio Vito, Welder Rodrigues, Carol Portes, Danton Mello e Georgiana Góes protagonizaram várias esquetes que ridicularizavam o meio televisivo e

quinta-feira, 10 de abril de 2014

"Questão de Família": mais uma interessante série do GNT

Para substituir "Amor Veríssimo" (que começou interessante, mas ficou tediosa e encerrou sem empolgar), o GNT lançou outra série em sua grade, que estreou nessa quarta-feira (09/04), às 22h30m. "Questão de Família" é protagonizada por Eduardo Moscovis e escrita por Rodrigo Lages e Sérgio Rezende (diretor de filmes como "Salve Geral" e "Zuzu Angel" ----- e que enfrenta seu primeiro trabalho de ficção na televisão).


Chamada anteriormente de "Assunto de Família" (e depois alterada devido a problemas com o registro do nome), a trama conta a história de Pedro Fernandes (Du Moscovis), um juiz de vara de família que tem que dar conta dos casos dos outros e dos próprios. Tem duas filhas, é separado e sua família está longe de ser 'tranquila'. O protagonista foi abandonado pela mãe (Márcia - Juliana Martins) ainda criança por causa das agressões que a mulher sofria do marido, seu pai (Coronel Fernandes - Eduardo Galvão) ficou internado à beira da morte e depois faleceu - com a suspeita de ter sido assassinado -, e seu irmão (Marcos - Iano Salomão) é viciado em drogas e está sendo tratado em uma clínica cara, paga por Pedro. Ou seja, a série, apesar de ter muitas cenas de tribunal, não prioriza os problemas dos julgados e sim do julgador. O juiz é o foco da trama.

Os episódios terão uma mesma estrutura: começam apresentando algum trecho da vida do juiz, exibem a abertura de um caso no tribunal, encerram com o veredito de Pedro sobre o caso em questão e mostram mais algum acontecimento envolvendo o protagonista fora de seu ambiente de trabalho. Na estreia,

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Apesar de alguns tropeços, "SuperStar" tem uma boa estreia

Mirando no sucesso do "The Voice Brasil", a Globo estreou no último domingo (06/04) mais um reality musical, onde o vencedor ganha um contrato com uma gravadora e um prêmio em dinheiro (no caso 500 mil reais). Após uma intensa divulgação na grade da emissora, o "SuperStar" entrou para ocupar a complicada faixa pós-Fantástico, que enfrenta uma pesada concorrência do "Programa Silvio Santos", no SBT, e do "Pânico na Band".


Apesar de alguns problemas iniciais, a atração teve uma boa estreia. A equipe escolhida para fazer parte do programa foi o maior acerto. Dinho Ouro Preto, Ivete Sangalo e Fábio Jr. formaram um ótimo trio de jurados e, embora um tenha atropelado o outro em alguns momentos, com o tempo o entrosamento ficará ainda mais evidente. Fernanda Lima atuou como apresentadora principal e novamente conseguiu mostrar a razão de ter virado uma das queridinhas da Globo. Já André Marques e Fernanda Paes Leme se saíram muito bem ao ajudar a apresentadora no comando do programa. Todos formaram um bom time.

Já os tropeços ficaram por conta dos competidores e do esquema de votação. O reality é uma competição de bandas, onde os candidatos se apresentam atrás de um telão e são aprovados caso esse telão suba, graças aos votos do público e da aprovação dos jurados. Porém, o telespectador tem um poder bem maior que o juri.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Com um tom lúdico e ousado, "Meu Pedacinho de Chão" tem uma estreia de encher os olhos

A estreia de "Meu pedacinho de Chão" cumpriu o que as chamadas do remake haviam prometido: uma história repleta de fantasia e cores começou a ser apresentada ao público, onde o universo lúdico é o grande protagonista. O primeiro capítulo ainda deixou bem claro que a trama tem muito mais características do diretor Luiz Fernando Carvalho do que do autor Benedito Ruy Barbosa. E foi perceptível a tentativa de ousar e arriscar uma nova forma de exibir um folhetim.


A história começou logo após um galo de latão cantar. E tudo é contado sob a ótica de duas crianças ----- Serelepe e Pituquinha (Tomás Sampaio e Geytsa Garcia, gratas surpresas) ----, o que justifica o tom infantil da trama. Os poucos personagens (ao todo serão cerca de 20, um elenco bastante enxuto) foram apresentados de forma bem didática no início do capítulo, para o enredo começar a ser desenvolvido de uma forma bastante poética.

O telespectador viu que a Vila de Santa Fé é comandada pelo tenebroso Coronel Epaminondas (Osmar Prado), que inicia um embate com Pedro Falcão (Rodrigo Lombardi) porque o caipira resolveu ceder parte de sua terra para a construção de uma escola. Escola essa onde a professora Juliana (Bruna Linzmeyer) dará aulas.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Morte de José Wilker choca e deixa o mundo das artes dramáticas mais pobre

Na madrugada do último sábado (05/04), José Wilker sofreu um infarto fulminante e faleceu enquanto dormia no apartamento da namorada. A morte do ator, que tinha 66 anos e faria 67 em agosto, chocou o país e entristeceu a todos. Após a morte do grande Paulo Goulart, o mundo das artes dramáticas ficou ainda mais pobre com mais essa perda. E uma perda muito precoce.


José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte e virou um dos mais respeitados atores do país. Com mais de 40 produções televisivas (novelas, minisséries e séries) no currículo, várias peças teatrais e mais de 60 filmes, o ator ficou marcado por vários personagens emblemáticos e sua presença engrandecia qualquer obra. Após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça 'O Arquiteto e o Imperador da Assíria', Zé foi convidado por Dias Gomes para participar de "Bandeira 2", sua primeira novela. A partir de então, não parou mais. Marcou presença em "O Bofe" (1972), "Cavalo de Aço" (1973), "Os Ossos do Barão" (1973), "Corrida do Ouro" (1974) e "A Cartomante" (1974), até ganhar um grande papel em "Gabriela" (1975), quando interpretou o Mundinho Falcão, um dos grandes personagens da trama de Jorge Amado.

Em 1976, brilhou na novela "Anjo Mau" vivendo o mocinho Rodrigo ---- iniciando uma longeva parceria com Susana Vieira, que interpretou a babá Nice, seu par romântico (que se repetiria em outras produções, como "A Próxima Vítima" e "Senhora do Destino") ---- e fez um estrondoso sucesso no cinema quando deu vida ao Vadinho, de "Dona Flor e seus dois maridos", uma das maiores bilheterias do cinema nacional.

sábado, 5 de abril de 2014

Após um início promissor, "Joia Rara" decepciona e termina sem grandes atrativos

A quarta novela de Duca Rachid e Thelma Guedes chegou ao fim nessa sexta-feira. "Joia Rara" Foi uma obra cercada de expectativas e sua estreia era muito aguardada, afinal, era o novo trabalho das autoras do sucesso "Cordel Encantado". E o início foi promissor. A história ---- passada entre 1930 e 1940 ---- colocava o budismo como pano de fundo e apresentou um cabaré para a realização de grandiosos shows, um lindo casal protagonista, vilões interessantes, grande elenco, figurinos caprichados, bons núcleos, belos cenários, enfim, um conjunto bastante atraente.


E os primeiros meses foram ótimos. A trama estava sendo muito bem desenvolvida e praticamente todas as histórias agradavam. Entretanto, alguns problemas começaram a aparecer, como a perda da importância do Cabaré Pacheco Leão. O núcleo, que era um dos melhores da novela, ficou muito tempo sem função e atores como Marcos Caruso, Rosi Campos e Nicette Bruno acabaram deslocados. Uma situação semelhante aconteceu com a Silvia. A personagem de Nathalia Dill era ótima e a atriz estava muito bem, porém, o papel foi sumindo aos poucos.

A vingança era o mote principal de Silvia e a ambiguidade a marca da mulher que queria destruir a vida de Ernest Hauser (José de Abreu). Porém, as autoras resolveram regenerá-la rápido demais e com isso prejudicaram o desenvolvimento da personagem, que ainda fazia um lindo casal com Viktor (Rafael Cardoso).

sexta-feira, 4 de abril de 2014

"Meu Pedacinho de Chão": o que esperar da próxima novela das seis?

De acordo com o que tem sido exibido nas chamadas, a substituta de "Joia Rara" terá a marca do diretor Luiz Fernando Carvalho. "Meu Pedacinho de Chão" é mais um remake de Benedito Ruy Barbosa, mas dessa vez a história será totalmente lúdica e claramente inspirada no filme "Alice no país das maravilhas", ao contrário da obra original exibida em 1971.


A ideia de ousar tanto foi obviamente do diretor, que costuma usar esse mesmo artifício em suas produções, vide "Hoje é dia de Maria", "A Pedra do Reino" e "Alexandre e outros Heróis", por exemplo. E é justamente essa peculiaridade que tem despertado interesse em cima da nova novela das seis.

Benedito Ruy Barbosa há muito tempo tem optado pelos remakes de suas próprias novelas, o que demonstra uma acomodação do autor. E suas obras sempre apresentam tramas centrais parecidas: o vilão é sempre um fazendeiro rico

quinta-feira, 3 de abril de 2014

"A Teia": uma série que esbanjou qualidade

A série de Bráulio Mantovani e Carolina Kotscho, dirigida por Rogério Gomes, apresentou seu último episódio nessa terça-feira (01/04). Prevista inicialmente para estrear em 2013, a produção só foi ao ar no início desse ano. E ao longo das semanas, uma história bem entrelaçada, com instigantes personagens, cenas eletrizantes, ótimos atores e repleta de tensão foi apresentada ao público.


Entretanto, apesar de todas as qualidades apresentadas, a história confundiu o telespectador com o excesso de informações e uma correria desnecessária nos primeiros episódios. A questão cronológica mais atrapalhou que ajudou, uma vez que os flashbacks eram inseridos com o objetivo de explicar o contexto de algumas situações, mas acabavam deixando vários fios soltos. E, para deixar o ritmo mais frenético, algumas cenas ficaram rápidas demais, impedindo uma maior compreensão dos fatos. 

Mas esses erros foram corrigidos com o tempo. Tanto que a série passou a exibir um resumo de tudo o que tinha acontecido nos episódios anteriores, lembrando as produções americanas, como "Revenge". Entretanto, apesar de terem se preocupado com essa questão e consertado para a boa compreensão do público,

quarta-feira, 2 de abril de 2014

"Big Brother Brasil 14" não disse a que veio

A décima-quarta edição do BBB chegou ao fim sem muitos motivos para comemorar. Embora a seleção dos participantes tenha causado uma boa impressão no início, com o tempo o público foi percebendo que vários deles não eram merecedores de torcida e pouco acrescentaram ao jogo. Para piorar a situação, ter colocado 20 pessoas dentro da casa foi um equívoco e o BBB Turbo, que eliminou vários no começo do programa com o intuito de deixar as primeiras semanas mais agitadas, não deu certo. A estratégia prejudicou o reality e o telespectador nem conseguiu conhecer direito os primeiros eliminados. Depois, o ritmo seguiu o mesmo de edições passadas, mas com várias pessoas que optaram por um jogo rasteiro, onde o se julgava o adversário sem olhar para suas próprias atitudes.


A final composta por três mulheres foi inédita na história do reality e contou com três pessoas que jogaram de todas as formas para alcançar esse objetivo, expondo a 'essência' dessa edição. Angela (a vice-colocada) usou o jogo da vitimização e conseguiu eliminar todos os seus inimigos, e Vanessa (a campeã) e Clara fizeram um casal e usaram a estratégia do oportunismo, onde ambas mudavam de opinião a respeito dos outros quando era conveniente. Três estrategistas natas.

O último programa dessa edição contou com um show de Gaby Amarantos que deixou a desejar e toda a retrospectiva apresentada serviu para reforçar o quanto que o "BBB 14" decepcionou. Foram poucos os grandes momentos exibidos, até porque nem tinha muito o que mostrar. O próprio Big Fone, um dos principais

terça-feira, 1 de abril de 2014

"Divertics" não conseguiu divertir

A Globo tentou apresentar uma nova proposta com o "Divertics", que se encerrou no último domingo (30/03), após 18 programas. A ideia era exibir esquetes de humor mescladas com apresentações circenses, interação da plateia e improvisos dos atores. Sem dúvida foi uma proposta promissora, entretanto, o resultado não foi o esperado.


A plateia, por vezes, soava forçada, várias esquetes deixaram a desejar e, apesar do grande elenco escalado, o riso não vinha fácil. Era perceptível que algumas situações apresentavam um humor mais característico de internet (vide o canal "Porta dos Fundos") e outras apelavam para o estilo mais popularesco. Ou seja, tentaram unir todos os tipos de público em uma só atração; atitude mais do que válida, só que infelizmente sem causar o efeito desejado.

Rafael Infante, Maria Clara Gueiros, Roberta Rodrigues, Nando Cunha, Luis Fernando Guimarães, Ellen Roche, David Lucas e Marianna Armellini são ótimos e fizeram bem o que era proposto, ainda que várias esquetes não tenham funcionado. Mas quem se destacou mesmo foi Leandro Hassum. O humorista conseguiu divertir até mesmo em situações sem um pingo de comicidade graças ao seu talento