O remake do sucesso de Benedito Ruy Barbosa, exibido na Rede Manchete, em 1990, vem sendo tratado pela Globo como o salvador do horário nobre. Isso porque a emissora vem em um processo de divulgação massiva há quase um ano, o que refletiu diretamente na campanha porca de "Um Lugar ao Sol", escrita por Lícia Manzo, que chegou ao fim com uma baixa audiência. A nova produção, que estreou nesta segunda-feira (28), é adaptada pelo neto de Benedito, Bruno Luperi, que escreveu junto com o avô a problemática "Velho Chico", exibida em 2016.
"Pantanal" é uma saga familiar que tem o amor como fio condutor e a natureza como protagonista. Fonte da maior concentração de fauna das Américas e maior planície alagada do mundo, o Pantanal foi inspiração para a obra escrita há mais de 30 anos por Benedito e dirigida na época por Jayme Monjardim ---- agora com direção artística de Rogério Gomes. No tronco central dessa jornada, repleta de dramas familiares e conflitos, está a história do velho Joventino (Irandhir Santos) e seu filho, José Leôncio (Renato Góes / Marcos Palmeira). A vida como peão de comitiva os levou para o Pantanal, onde Joventino aprendeu a lição mais importante de sua vida: que a natureza pode mais do que o homem. Ao confiar o seu destino nas mãos da natureza, o peão compreende que na lida - e na vida - nada se conquista através da força, ou no laço, como ele acreditava. Nascia, assim, a lenda do maior peão de toda aquela região. Velho Joventino ficou afamado por trazer os bois selvagens, os ditos marruás, no feitiço. Porém, foi logo após essa compreensão, que Joventino desapareceu sem deixar rastros, deixando o filho, José Leôncio, sozinho à espera de seu pai.
Cinco anos depois, em uma viagem ao Rio de Janeiro, José Leôncio se apaixona e casa com Madeleine (Bruna Linzmeyer / Karine Teles). Os dois se mudam para o Pantanal onde nasce Jove (Jesuíta Barbosa). A passagem de Madeleine pela fazenda, porém, é um caos. Com saudade da vida urbana e da mordomia da mansão de seus pais no Rio de Janeiro, a jovem não se acomoda àquela sina de solidão que é ser mulher de peão.

