quarta-feira, 13 de junho de 2018

Letícia Colin rouba a cena em "Segundo Sol"

"Segundo Sol" está apenas no começo, mas João Emanuel Carneiro não vem guardando trama. O autor vem proporcionando vários acontecimentos e muitos perfis já demonstram um ótimo potencial. Um deles é Rosa, prostituta interpretada por Letícia Colin. A personagem entrou na segunda fase da história, dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médicis, e está sendo defendida com imenso brilhantismo pela intérprete, cujo último papel foi um verdadeiro divisor de águas na carreira.


Afinal, "Novo Mundo" foi exibida ano passado e ainda está fresca na memória do público. A excelente novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão proporcionou para atriz seu melhor momento na carreira. Ela simplesmente ganhou de presente dos autores a Princesa Leopoldina, esposa de Dom Pedro I (Caio Castro) teve um grande destaque no enredo, crescendo ainda mais graças ao talento de Letícia, que imprimiu um tom doce e até cômico para a imperatriz. Um perfil importante da história do Brasil que ficou bem mais conhecido graças a esse caprichado folhetim.

Um dos maiores acertos da composição da atriz foi o sotaque da princesa austríaca. O que poderia se tornar uma caricatura virou a característica mais cativante da personagem, que todas as vezes se preocupava em falar um bom português, mesmo tropeçando nas palavras em algumas situações.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

"Mister Brau" não tinha mais história para contar

A série escrita por Jorge Furtado tinha a difícil missão de substituir o sucesso "Tapas & Beijos", que ficou no ar por cinco anos. Mas "Mister Brau", dirigida por Maurício Farias, conseguiu manter os índices de audiência da faixa, presenteando o público com um texto repleto de bom humor e crítica social. A história de um casal de astros que sai de Madureira e se muda para um condomínio de luxo da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, rendeu ótimos momentos e a série ainda merece reconhecimento por ter colocado dois negros como protagonistas, principalmente em meio ao polêmico elenco de "Segundo Sol", repleto de brancos em uma trama que se passa na Bahia.


Lázaro Ramos e Taís Araújo emprestaram o carisma deles para os personagens, honrando o protagonismo e sendo valorizados como merecem. A primeira temporada, exibida em 2015, esteve focada no preconceito dos vizinhos com os 'suburbanos' que subiram de vida, rendendo muitos conflitos hilários, mas também cheios de mensagens indiretas no texto a respeito de intolerância e racismo. Andreia (Fernanda de Freitas) era a maior representante do ódio ao casal, sempre brigando com o marido (Henrique - George Sauma), que ironicamente virou advogado de Brau, participando ativamente dos contratos de shows e afins.

O êxito da série implicou na segunda temporada em 2016, mantendo o foco nas trapalhadas protagonizadas por Brau e Michele, agora mais próximos dos vizinhos e precisando lidar com as consequências do sucesso. Outros personagens já presentes no enredo ganharam mais destaque, como Lima (Luís Miranda), Gomes (Kiko Mascarenhas) e a empregada Catarina (Cláudia Missura).

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Briga de Catarina e Amália destaca atrizes em "Deus Salve o Rei"

A melhora de "Deus Salve o Rei" é evidente desde que Afonso (Rômulo Estrela) assumiu o trono de Montemor. Mais dinâmica e com conflitos bem amarrados, a novela de Daniel Adjafre deixou para trás o período de marasmo, expondo a intervenção acertada de Ricardo Linhares. E nesta quinta-feira (07/06), a trama, dirigida por Fabrício Mamberti, exibiu a aguardada briga de Catarina (Bruna Marquezine) e Amália (Marina Ruy Barbosa).


Após um longo tempo de troca de ironias e provocações, as rivais finalmente partiram para o confronto direto. Afonso não conseguiu um empréstimo de Conselho de Cália porque os reis não aceitam seu casamento com uma plebeia e exigem que a majestade se case com Catarina. Como Montemor sofre uma grave crise financeira, o rapaz chegou a considerar essa possibilidade, mas Amália flagrou sua dúvida no exato momento em que conversava com seu conselheiro. Foi o bastante para dar um basta naquela situação, expulsando a rival do castelo.

No entanto, ao segurar Catarina pelo braço e arrastá-la para fora do palácio, diante do povo, a mocinha deu toda a munição que a vilã precisava. A rainha de Artena bancou a vítima e não revidou os ataques de Amália. Ainda fez questão de provocá-la em voz baixa, dizendo que Afonso seria dela, implicando em uma bofetada da inimiga, que partiu para cima a enchendo de tapas e puxões. Um barraco que mancharia a imagem de qualquer reino.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

"Mais Você" sabe prender o público com ótimos quadros

O "Mais Você" estreou em 1999 e marcou a transferência de Ana Maria Braga da Record para a Globo. O programa matinal chegou a mudar de horário algumas vezes ao longo de seus quase 19 anos de emissora (incluindo até um período na grade vespertina), mas se estabilizou e hoje é a maior audiência das manhãs da líder. A apresentadora e seu inseparável Louro José (Tom Veiga) têm um público fiel e a equipe da atração em nenhum momento se acomoda com isso, sempre procurando novidades para o formato.


Tanto que a produção conseguiu criar vários quadros ótimos que entram em esquema de rodízio, evitando maiores desgastes e preenchendo muito bem o tempo do programa. Não existe uma regra para a exibição de cada um, mas todos estão sempre lá, despertando a atenção do telespectador e divertindo Ana Maria. O curioso é que não foram criados ao mesmo tempo. As ideias é que funcionaram tão bem que acabaram se firmando na atração, sem haver a necessidade da extinção de um para a entrada de outro.

Um dos primeiros foi o "Super Chef", em 2008, com três temporadas. Em 2012, o formato começou a contar com artistas disputando o posto de melhor cozinheiro e passou a se chamar "Super Chef Celebridades". Até hoje o reality faz sucesso, ficando três semanas no ar. A sétima temporada estreia no segundo semestre desse ano.

terça-feira, 5 de junho de 2018

"Senhora do Destino" e "Celebridade" tiveram similaridades expostas no "Vale a Pena Ver de Novo"

A Globo resolveu reprisar dois sucessos do horário nobre em sequência no "Vale A Pena Ver de Novo": "Senhora do Destino" e "Celebridade" (na verdade três, pois agora ainda estreou "Belíssima"). A reapresentação da trama de Aguinaldo Silva rendeu ótimos índices de audiência em 2017, mas o mesmo não pode ser dito da reprise do enredo de Gilberto Braga em 2018. Porém, esse texto não é sobre números e, sim, sobre enredos de produções que viraram clássicos da teledramaturgia. A verdade é que essas duas reexibições ajudaram a comprovar uma situação observada em vários êxitos recentes da faixa nobre da emissora.


Que situação seria essa? Vilãs marcantes como Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) e Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu)? Protagonistas fortes como Maria do Carmo (Susana Vieira) e Maria Clara Diniz (Malu Mader)? Não, nada disso. As reprises deixaram evidente uma similaridade negativa entre elas: os fracos núcleos paralelos. Quando se lembra de um grande sucesso ou de um folhetim muito querido, é normal ressaltar as qualidades e minimizar (ou até apagar) os defeitos. Tanto que não faltam casos de novelas que perderam o encanto quando foram reexibidas pelo Viva --- canal a cabo da Globosat ---, por exemplo.

Muitas vezes o público (e até a crítica especializada) esquece a barriga --- período em que nada de relevante acontece --- na história, os conflitos chatos ou então os personagens desinteressantes do roteiro. É algo normal, diga-se. A memória em cima de um produto querido só detém os pontos positivos do mesmo. Isso vale até para situações vividas por cada um ----- todo mundo costuma dizer que "nos velhos tempos tal rotina era melhor", etc.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Ótima em "Orgulho e Paixão", Agatha Moreira evolui a cada trabalho

"Orgulho e Paixão" é apenas a quinta novela de Agatha Moreira. Porém, mesmo com poucos trabalhos em seu currículo, a atriz já virou uma das mais disputadas da Globo e faz por merecer tal honraria. Revelada em "Malhação", na temporada de subtítulo "Intensa", exibida em 2012, a intérprete vem emocionando e divertindo com sua doce Ema, sendo um dos trunfos do delicioso folhetim das seis.


A personagem é baseada no romance "Emma", de Jane Austen, e na trama está presente com outros vários perfis de muitos livros da escritora inglesa. Afinal, a proposta do enredo é justamente essa: mesclar os conflitos e misturar alguns tipos de sucesso da autora. Embora não faça parte da família central do enredo (o clã Benedito), a menina que sempre se preocupou em casar as amigas, se esquecendo da sua própria vida, acabou virando um dos destaques da história e muito por mérito da atriz.

Sua interpretação mais afetada condiz com o papel, representando uma espécie de patricinha ingênua de 1910. E Agatha consegue se destacar tanto no drama quanto na comédia. Isso porque a intérprete emociona com seus dilemas amorosos, principalmente agora que se viu dividida entre o amor que diz sentir pelo passivo Jorge (Murilo Rosa) e a paixão por Ernesto (Rodrigo Simas).

terça-feira, 29 de maio de 2018

Melhor aproveitamento das bruxas movimenta "Deus Salve o Rei"

A atual novela das sete da Globo deu uma boa guinada com a volta de Afonso (Rômulo Estrela) ao trono de Montemor e desde então "Deus Salve o Rei" vem apresentando um bom ritmo, além de convidativos desdobramentos. A trama de Daniel Adjafre, dirigida por Fabrício Mamberti, deixou de andar em círculos e agora parece que finalmente engrenou de vez. A intervenção de Ricardo Linhares surtiu efeito positivo. Após as ótimas cenas da expulsão de Rodolfo (Johnny Massaro) do poder e do povo aclamando o novo rei, o enredo passou a focar na bruxaria e novamente empolgou.


A chegada da peste provocou algumas mortes ----- desligando Saulo (João Vitor Oliveira) e Martinho (Giulio Lopes) da novela ---- e amedrontou a população. Até mesmo Catarina (Bruna Marquezine) e Ulisses (Giovanne De Lorenze) pegaram a doença, embora tenham sobrevivido. É verdade que ficou inverossímil os sadios entrarem em contato com os doentes o tempo todo e não serem contaminados, mas essa situação funcionou como o trampolim para o destaques das três bruxas da história: Brice (Bia Arantes), Selena (Marina Moschen) e Agnes (Mel Maia).

Ainda serviu para aumentar a rivalidade entre Amália (Marina Ruy Barbosa) e Catarina, uma vez que a vilã, mesmo doente, pediu para sua fiel escudeira Lucíola (Carolina Ferman) espalhar pelo reino que a mocinha tinha trazido a peste para Montemor.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Trama de "Onde Nascem os Fortes" é ótima, mas não se sustenta em 53 capítulos

A atual produção das onze estreou no dia 23 de abril. Ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. George Moura e Sérgio Goldenberg criaram um enredo instigante, cujo capricho é observado na fotografia, tomadas de câmera, construção de personagens, direção de José Luiz Villamarim e escalação do elenco. Um conjunto primoroso, sem qualquer dúvida. Entretanto, já está bastante claro que o roteiro não se sustenta em 53 capítulos (número estipulado pela emissora antes mesmo da estreia).


A saga de Maria (Alice Wegmann, totalmente entregue) na fictícia Sertão, iniciada após o sumiço de seu irmão gêmeo (Nonato - Marco Pigossi), despertou logo o interesse de quem assistia. O desespero daquela menina em achar seu grande parceiro de vida envolveu e resultou em intensas cenas na primeira semana de história. A sua relação com Hermano (Gabriel Leone) transbordou química, enquanto a parceria com Cássia (Patrícia Pillar) expôs um genuíno amor entre mãe e filha.

Já o ódio entre a protagonista e o poderoso Pedro Gouveia (Alexandre Nero) --- principal suspeito da morte do rapaz ---- é o grande elemento de tensão da trama, até porque a menina se apaixonou pelo filho do algoz, sendo correspondida.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

"Segundo Sol" apresentou primeira fase repleta de acontecimentos e com ótimas viradas

A nova novela de João Emanuel Carneiro tem a missão de manter os altíssimos índices de audiência de "O Outro Lado do Paraíso" e já começou corrigindo o erro da trama anterior, escrita por Walcyr Carrasco: uma primeira fase longa e lenta demais. O autor resolveu condensar a primeira fase de sua história em nove capítulos, ao contrário dos 30 da antecessora. Porém, resolveu apostar em uma avalanche de clichês, repetindo a estratégia de seu colega, que se saiu muito bem (vários elementos, por sinal, lembram a história passada). E todos foram expostos em ritmo ágil, não poupando trama e nem ganchos.


A trama abordou muito bem o drama de Luzia (Giovanna Antonelli) e a bagunça que Beto Falcão (Emílio Dantas) 'provocou' na vida de todo mundo, incluindo a sua. O curioso é que as chamadas da novela focavam no protagonismo do cantor de axé em decadência e mal citavam a mocinha --- provavelmente pelo receio de parecer com a saga de desgraças iniciais da Clara (Bianca Bin) do folhetim recém-terminado. Nessa primeira fase, entretanto, ela é a grande personagem central em virtude da avalanche de tragédias que despencaram na sua cabeça desde que conheceu Miguel ---- nome falso do rapaz, que se fingiu de morto, induzido pelos picaretas Remy (Vladimir Brichta) e Karola (Deborah Secco).

Foram várias situações que movimentaram esse início de enredo, incluindo falsa morte, gravidez relâmpago, assassinato, roubo de bebê, embate de mocinha e vilã, briga entre irmãos, prisão, armações, fim de um coma, fuga de presídio, entre outros mais.

terça-feira, 22 de maio de 2018

"Orgulho e Paixão" vem se mostrando uma encantadora novela das seis

No ar há pouco mais de dois meses, "Orgulho e Paixão" vem cumprindo tudo o que havia prometido em suas chamadas: uma novela leve, agradável e repleta de personagens cativantes. Marcos Berstein, após ter fracassado ao lado de Carlos Gregório com a problemática e ousada "Além do Horizonte" (2013) na faixa das sete, resolveu apostar em todas as fórmulas que costumam funcionar no horário das seis, preferindo não arriscar em nada. Não trocou o certo pelo duvidoso e para um escritor que encara seu primeiro folhetim como autor solo é uma atitude bastante sensata.


A história, dirigida por Fred Mayrink, é uma adaptação de vários sucessos da escritora Jane Austen ---- entre eles "Orgulho e Preconceito", "Emma", "Razão e Sensibilidade", "A Abadia de Northager" e "Lady Susan" ---- e Marcos foi muito feliz na ideia de juntar vários livros da autora, podendo, assim, rechear seu roteiro de bons conflitos e personagens ricos, aumentando a chance de evitar a popular barriga (período onde nada de relevante acontece) ao longo dos meses. É verdade que ainda é cedo para afirmar se a enrolação será evitada de fato, mas não deixa de ser uma boa saída.

Até porque a trama vem apresentando um ritmo ágil, prendendo a atenção do telespectador sempre com bons ganchos e vários acontecimentos. Isso prova que o autor tem muitas cartas na manga. E fica difícil não comparar com a antecessora, "Tempo de Amar", que se arrastava ao longo dos capítulos, adiando os conflitos ao máximo.