segunda-feira, 9 de novembro de 2015

"Jogo de Panelas": um ótimo quadro do "Mais Você"

Em 2012, o "Mais Você" estreou o que viria a ser um de seus melhores quadros: o "Jogo de Panelas". A competição culinária começou de forma despretensiosa e acabou virando um dos trunfos do programa matinal, comandado por Ana Maria Braga, e desde então não saiu mais do ar. Já está na sua décima sexta temporada e com fôlego para muitas outras ainda. Divide com o "Super Chef Celebridades" o posto de melhor reality da atração.


A disputa consiste em cinco jantares, promovidos por cinco participantes, que são competidores e jurados ao mesmo tempo. Cada um é responsável por um cardápio, contendo a entrada, o prato principal e a sobremesa. Os figurinos, sempre de acordo com a temática de cada jantar, proporcionam mais um atrativo. Ainda é necessário que haja uma 'atração', cujo conteúdo pode ser a gosto do candidato --- apresentação musical, brincadeiras, etc --- , mas dentro da proposta do tema escolhido pelo mesmo.

A ordem dos jantares é feita por sorteio e a casa de cada um se transforma no cenário para a 'confraternização'. Eles ainda precisam fazer a decoração do ambiente (pois também conta ponto) e enfrentam a dificuldade de inserir um 'elemento surpresa' em algum prato.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Esdrúxula e com trama sem fôlego, "I love Paraisópolis" chega ao fim como uma grande decepção

Foram praticamente seis meses no ar. Iniciada em maio e encerrada em novembro, nesta sexta-feira (06/11), "I love Paraisópolis" foi uma produção que obteve um retorno interessante da audiência, mas se mostrou um folhetim limitado e decepcionante. Escrita por Alcides Nogueira e Mário Teixeira, a novela, dirigida por Wolf Maya, chegou ao fim completamente desgastada e sem nada de atrativo para apresentar ao telespectador, após longos meses de história estagnada. A reta final, inclusive, foi arrastada, repleta de situações esdrúxulas, e só evidenciou a fragilidade do enredo.


O início foi bastante promissor e parecia que as aventuras de Mari (Bruna Marquezine) e Danda (Tatá Werneck) despertariam interesse. A dupla mostrou um ótimo entrosamento e as duas primeiras semanas foram voltadas para a atrativa viagem que a dupla fez para Nova York, com direito a belas imagens e ótimas cenas. O romance da mocinha com Benjamin (Maurício Destri) se mostrou acertado e a vilania de Grego (Caio Castro) prometia movimentar o enredo, assim como a de Soraya (Letícia Spiller). Entretanto, essa impressão não ficou por muito tempo, infelizmente.

À medida que os núcleos paralelos foram sendo 'apresentados', a trama central ia se diluindo, até se perder por completo, se mostrando rasa e sem estruturação. A história ficou focada no quarteto composto por Mari, Benjamin, Grego e Margot (Maria Casadevall), andando em círculos e deixando, por exemplo, a Danda (teoricamente uma das protagonistas) de lado.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A nova fase de "Além do Tempo"

A impecável primeira fase de "Além do Tempo" chegou ao fim no dia 21 de outubro, depois de dois adiamentos ---- um no começo da trama, com uma extensão de mais 20 capítulos (acabaria por volta do 65 e foi até o 87), e outro perto do desfecho, tendo o encerramento prolongado em um dia. Portanto, após uma longa e elogiada jornada, o século XIX saiu de cena, cedendo lugar ao ano de 2015, em pleno século XXI. E o que se vê, como já era de se esperar, é uma nova novela.


Elizabeth Jhin ousou ao produzir dois folhetins em um e a atitude corajosa da autora fica clara no começo da segunda fase, iniciada após um final trágico da primeira, onde Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso) morreram juntos e Melissa (Paolla Oliveira) acabou assassinada por Pedro (Emílio Dantas). A primeira imagem já despertou curiosidade pela nova saga, uma vez que mostrou os mocinhos se olhando em uma estação de metrô, como costuma ocorrer em filmes românticos, simbolizando ainda o amor além da vida.

E a estratégia de ir apresentando as demais tramas aos poucos, priorizando neste início as explicações para os novos arranjos familiares, foi inteligente. Até porque realmente a mudança brusca foi sentida e era inevitável. Difícil não sentir falta do requinte da trama de época, dos linguajares, dos figurinos, enfim...

terça-feira, 3 de novembro de 2015

As teorias sobre o enigmático teaser de "A Regra do Jogo"

O teaser de "A Regra do Jogo" despertou uma grande curiosidade assim que foi lançado. A imagem dos atores em cima de um tabuleiro de xadrez gigantesco serviu para evidenciar aquilo que seria a trama de João Emanuel Carneiro: um jogo, onde um tenta derrubar o outro, até a hora do aguardado xeque-mate ----- ataque decisivo ao Rei, peça mais importante do jogo de xadrez, em que não há chance de fuga ou defesa, implicando no término da partida e na derrota do jogador atacado.


De acordo com o que foi mostrado no teaser ---- que pode ser assistido aqui ----, os jogadores que estão de branco representam o bem e os que estão de preto representam o mal. Já a música de abertura, cantada por Alcione ("Juízo Final"), fala justamente da batalha entre o bem e o mal. Só que na trama do autor, não há ninguém (com algumas exceções) completamente bonzinho e nem completamente malvado. Ao menos até agora. 

E o próprio teaser evidencia as dúvidas em cima do caráter de cada um. A primeira imagem que surge é a de Romero Rômulo (Alexandre Nero), de branco, encarando Zé Maria (Tony Ramos), de preto. E logo depois é possível ver Nelita (Bárbara Paz), Merlô (Juliano Cazarré), Djanira (Cássia Kiss) e Ascânio de branco no tabuleiro.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

"Totalmente Demais": o que esperar da próxima novela das sete?

A próxima novela das sete herdará uma audiência interessante de "I love Paraisópolis", ainda que os índices da atual trama tenham diminuído na reta final. E a nova produção é escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, autores que vêm de duas temporadas de sucesso de "Malhação": a 'Intensa' e a 'Sonhos'. Ou seja, a chance da Globo continuar obtendo uma boa audiência na faixa das sete é alta. Entretanto, deixando a questão dos números de lado --- até porque isso nem sempre reflete em qualidade ---, a expectativa para a estreia de "Totalmente Demais" (cujo clipe pode ser assistido aqui) é bem alta.


A trama (dirigida por Luiz Henrique Rios) será uma comédia romântica, folhetim padrão da faixa das sete, e terá uma revista feminina como pano de fundo ----- cujo título é o mesmo da novela. O mundo do glamour servirá de base para a exibição de histórias de amor, redenção e sabotagens. A diretora dessa revista será Carolina, interpretada por Juliana Paes. A personagem é ambiciosa, arrogante e extremamente elegante; e esta situação tem um quê do filme "O Diabo Veste Prada". Será a primeira vez que a atriz viverá um tipo assim, com 'ares de vilã'.

O enredo em torno da mocinha é inspirado no clássico "My Fair Lady", filme (já baseado na peça teatral "Pigmaleão", de George Bernard Shaw) sobre uma mendiga que vendia flores pelas ruas de Londres e acaba conhecendo um professor de fonética que a transforma em uma dama da sociedade em seis meses --- após fazer uma aposta com um amigo. Até o nome da personagem é o mesmo: Eliza.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

"A Fazenda" e a falta de transparência de um reality desgastado

A oitava temporada de "A Fazenda" estreou no final de setembro e chegará ao fim em dezembro. A grande mudança do reality da Record foi o apresentador. Britto Jr. foi desligado da equipe (após vários desentendimentos) e Roberto Justus entrou em seu lugar. No mais, tudo segue na mesma, incluindo a falta de credibilidade do programa, que está totalmente desgastado.


Esta edição conseguiu ter ainda menos 'famosos' do que a exibida em 2014, que já se mostrou muito fraca. A figura mais conhecida é a Mara Maravilha, justamente única participante que tem movimentado o reality, através dos seus surtos e frequentes desentendimentos com todos os demais. A sua eliminação é a aniquilação da atual temporada, sem dúvida ---- ainda que agora tenha adotado um tom mais 'pacífico'. Depois dela, o mais relevante era o cantor Ovelha, já eliminado.

Além dos dois citados, o time de 2015 foi composto por Ana Paula Minerato, Marcelo Bimbi, Douglas Sampaio, Rayane Morais, Carla Prata, João Paulo Mantovani, Thiago Servo, Quelynah, Luka Ribeiro, Li Martins, Rebeca Gusmão, Veridiana Freitas, Edu K. e Amaral.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O sucesso de "Xica da Silva" e sua importância na teledramaturgia

Exibida entre setembro de 1996 e agosto de 1997, "Xica da Silva" foi um imenso sucesso da extinta Rede Manchete e se transformou em um marco na história da teledramaturgia. Escrita por Walcyr Carrasco (na época com o pseudônimo de Adamo Rangel) e dirigida pelo saudoso Walter Avancini, a novela teve 231 capítulos e foi baseada em fatos reais, assim como o filme dirigido por Cacá Diegues em 1976, de mesmo título ----- a história, vale ressaltar, ainda foi contada em livro ("Chica que manda"), que foi a base do folhetim.


A vida da escrava que virou rainha em pleno século XVIII foi transformada em um ótimo folhetim e fez de Taís Araújo (em sua segunda novela) a primeira protagonista negra da televisão brasileira. A trama ---- que mesclou com competência situações fictícias e fatos reais ---- era repleta de cenas pesadas, onde a nudez e a violência se faziam presentes em vários momentos. Hoje em dia, por exemplo, em meio a tantas restrições e censura disfarçada de 'Classificação Indicativa', a produção só poderia ser exibida depois das 23h.

Inteligente, atrevida e convencida, Xica conseguiu dar a volta por cima, após muitas humilhações, se casando com um marido rico, para o choque de toda a sociedade. Tudo começa quando o homem mais poderoso da época ----- o comendador Felisberto Caldeira D`Abrantes (Reynaldo Gonzaga), responsável pelo manejo das minas de diamantes ----- resolve vender a sua filha, Xica, a um bordel. A garota se vinga roubando toda a fortuna em diamantes do 'pai' (ele sempre a renegou) guardada em um baú.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

"I love Paraisópolis": a "Fina Estampa" das sete

A novela das sete da Globo, escrita por Alcides Nogueira e Mário Teixeira (dirigida por Wolf Maya), está em plena reta final e não lembra mais em nada aquele folhetim apresentado nas primeiras semanas, quando estreou em maio. A produção descambou de vez para o besteirol, repleto de cenas soltas e um tanto quanto grotescas. Assim sendo, levando em consideração os fatores externos, inclusive --- como os bons números no Ibope (ainda que tenha apresentado uma queda nas últimas semanas) ---, é possível observar com mais clareza várias semelhanças com "Fina Estampa", exibida entre 2011 e 2012.


A trama de Aguinaldo Silva começou de uma forma 'contida', apresentando o enredo central e focando nas relações dos perfis principais. O contexto em torno de Griselda (Lília Cabral) e Tereza Cristina (Christiane Torloni) era um déjà vu, mas parecia promissor. Porém, ao longo dos meses, a novela se mostrou limitada, com um excesso de personagens sem função e núcleo central que não saía do lugar. Para culminar, o autor optou por um tom de escárnio em várias sequências, deixando o conjunto muitas vezes sem o menor sentido.

Todas as situações mencionadas vêm sendo repetidas em "I love Paraisópolis", que, no quesito escárnio, ainda tem o atenuante de ser uma obra das sete, faixa mais propícia para tal. A trama principal se mostrou sem sustentação, o número de personagens ultrapassou todos os limites do tolerável e vários acontecimentos vêm se mostrando sem lógica ou propósito.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Participação de Monica Iozzi expôs com mais clareza todos os problemas do "Tomara que Caia"

O "Tomara que Caia" foi um dos grandes equívocos da Globo em 2015. O programa estreou no dia 19 de julho e chegaria ao fim no dia 4 de outubro, mas ganhou uma sobrevida e foi estendido até o dia 1º de novembro. A ideia de mesclar interatividade do telespectador, e da plateia, com a história contada em um palco era válida, mas foi muito mal executada. O erro foi tanto na escalação de parte do elenco, quanto nas tentativas de improvisação, entre tantos mais. E a participação de Monica Iozzi comprovou que não era necessário muita coisa para divertir, expondo todos os problemas da atração.


A atriz, e atual apresentadora do "Vídeo Show", roubou a cena quando participou e não se preocupou em se levar a sério. Ela interrompia as cenas várias vezes e chegou até a chamar a Agatha (assistente de produção do programa vespertino) para interagir durante uma sequência, fingindo ter esquecido o texto. Monica debochou de todos ao vivo e riu de si mesma. Não foi necessária a utilização das 'trollagens' armadas e muito menos das sugestões da plateia para que os atores continuassem a história fazendo isso ou aquilo.

A capacidade de improvisação da atriz foi seu maior trunfo, que conseguiu transformar uma história boba em algo engraçado. Monica fez o que Miguel Falabella fazia inúmeras vezes no extinto "Sai de Baixo": provocava os colegas de elenco o tempo todo e ridicularizava o próprio roteiro. Um dos grandes problemas do "Tomara que Caia" foi ter se levado a sério demais. Tudo era seguido à risca, até mesmo o que deveria ser algo improvisado.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O adeus a Yoná Magalhães, uma das mais queridas atrizes brasileiras

Em um curto espaço de tempo o Brasil perdeu três grandes figuras: Betty Lago, Luís Carlos Miele e, agora, Yoná Magalhães. A atriz estava internada há mais de um mês na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, em virtude de problemas cardiológicos e teve complicações após uma cirurgia. Ela havia completado 80 anos no dia 7 de agosto e era uma das profissionais mais respeitadas e queridas da teledramaturgia brasileira.


Com algumas peças, filmes e inúmeras novelas no currículo, Yoná começou sua carreira na década de 50 na rádio e na TV Tupi. Em 1965, foi contratada pela TV Globo, sendo a primeira mocinha do recém-criado canal, que viria a se tornar o principal do país. Atuou em produções como "Eu Compro Esta Mulher" (1966) ---- formando um casal com Carlos Alberto (com quem veio a se casar, inclusive), o primeiro par romântico da emissora ----, "O Sheik de Agadir" (1966), "A Sombra de Rebecca" (1967), "O Homem Proibido" (1968) e "A Gata de Vison" (1969).

Na década de 70 foi para a Tv Tupi com Carlos Alberto, onde atuaram em "Simplesmente Maria". Voltou à Globo em 1972, participando de "Uma Rosa com Amor", ao lado de Marília Pêra e Paulo Goulart. Ainda esteve em ""O Semideus" (1973), "Corrida do Ouro" (1974), "O Grito" (1975) e a emblemática "Saramandaia" (1976) ---- interpretando a revolucionária Zélia Tavares, que ficou com Leandra Leal no remake. Brilhou também em "Espelho Mágico", no ano de 1978.