quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Com uma história que foge do comum, "Animal" desperta interesse e mostra ousadia do GNT

O Canal GNT apostou em uma nova série, após o começo da terceira temporada de "Sessão de Terapia". No dia 6 de agosto, às 23h, estreou "Animal", superprodução do canal pago, em uma inédita parceria com a Globo ---- a emissora era detentora do projeto, mas como não tinha espaço em sua grade, optou em ceder para a Globosat. Desenvolvida pelo diretor Paulo Nascimento e protagonizada por Edson Celulari, a trama de suspense é recheada de mistérios, que começam a ser desvendados a partir do primeiro capítulo, com a volta de Dr. João Paulo Gil à sua cidade natal, após 50 anos.


Biólogo, Gil retorna à fictícia Monte Alegre com um objetivo: encontrar a cura da sua doença rara, a teriantropia ---- que existe de fato. A enfermidade é uma espécie de esquizofrenia, onde a pessoa acredita que tem características de um puma, chegando a desenvolver o olfato e a visão como se fosse mesmo o animal. E o problema também acaba deixando o doente com momentos de descontrole, onde a agressividade predomina, o transformando em um bicho. 

Gravada em Minas de Camaquã, interior do Rio Grande do Sul, a série começou de forma equivocada, com uma câmera de mão que tremia demais, provocando até um mal-estar em que estava assistindo. Claro que a situação foi proposital, mas o efeito causado não funcionou, pelo contrário, prejudicou o começo da trama.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Terceira temporada manteve as qualidades e os defeitos do "Na Moral"

A terceira temporada do "Na Moral" estreou no dia 3 de julho, quando o país ainda estava no clima de Copa do Mundo. O programa apresentado por Pedro Bial e dirigido por José Lavigne, claro, aproveitou o tema propício e logo começou falando sobre a 'Identidade Nacional', chamando, entre os convidados, o grande Tony Ramos, que deu uma aula de sabedoria. Ou seja, o começo do terceiro ano da atração foi promissor.


E as qualidades dos debates se mantiveram ao longo desta temporada, da mesma forma que nas duas anteriores. O "Na Moral" mostrou que continua com fôlego e as conversas ainda rendem bastante. Vale destacar a edição do dia 17 de julho, que foi exibida 'ao vivo', cujo tema era 'O Homem Digital'. O objetivo era debater sobre a internet e o quanto que as redes sociais tomam o tempo de cada pessoa. A conversa rendeu e o melhor momento foi quando Pedro Bial leu no ar as críticas que faziam a ele, aos convidados (o jornalista Arnaldo Jabor entre eles) e ao programa.

A situação foi inesperada e fez valer a interatividade 'verdadeira', ou seja, aquela onde se lê comentários aleatórios e não só os que elogiam. Foi um dos bons momentos desta temporada. Ainda foram exibidos ótimos debates sobre consumismo, maioridade penal (que sempre provoca polêmica),

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Após uma primeira fase impecável, história central segue sendo o grande atrativo de "Império"

A primeira fase de "Império" foi impecável. Marjorie Estiano, Vanessa Giácomo, Chay Suede e Regina Duarte foram os grandes destaques e engrandeceram os quatro primeiros capítulos. A história também prendeu a atenção. Entretanto, as dúvidas sobre o que viria na segunda fase se faziam presentes. A chance de provocar uma decepção, como ocorreu com "Em Família", era grande. Mas, passadas algumas semanas, é incontestável que a nova novela de Aguinaldo Silva continua bastante atrativa, principalmente em cima da trama central.


Toda a história que envolve o protagonista José Alfredo (Alexandre Nero) desperta interesse e os desdobramentos têm sido o grande ponto alto de "Império". Isso porque as duas grandes vilãs estão nele, assim como o ambíguo comendador e sua família milionária. Cora (Drica Moraes) e Maria Marta (Lilia Cabral) são as melhores personagens de longe, representando a maldade na pobreza e na riqueza, respectivamente. E as atrizes estão em estado de graça. Já o arrogante, grosseiro, infeliz e ambíguo personagem central está sendo brilhantemente interpretado pelo ator, que ganhou um papel grandioso.

A trama que ficou encaminhada na primeira fase, está sendo bem desenvolvida e ficou ainda melhor com o falecimento de Eliane (Malu Galli). Primeiramente, porque a cena proporcionou um momento extraordinário de Drica Moraes, que impressionou no momento que Cora constatou que sua irmã morreu e misturou alegria com tristeza, soltando um grito de choro, logo seguido de uma gargalhada diabólica.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

"Sessão de Terapia" estreia terceira temporada com mesma qualidade e fôlego renovado

Com duas temporadas de sucesso, se firmando como a melhor série do Canal GNT e uma das melhores séries nacionais, "Sessão de Terapia" estreou sua terceira temporada no dia 4 de agosto, uma segunda-feira. Adaptada da produção israelense "Be Tipul", esta nova fase da trama seguirá um caminho independente, ao contrário do que ocorreu com as duas anteriores, já que a história original só teve duas temporadas.


Dirigido novamente por Selton Mello, o novo ciclo de episódios é 100% brasileiro, com personagens desenvolvidos pela roteirista Jaqueline Vargas. E de acordo com o que foi visto na primeira semana de exibição, a identidade nacional se faz presente, já que muitos clichês novelísticos passaram a fazer parte da trama. Isso porque há temas clássicos de novelas como alcoolismo, violência contra a mulher, drogas, um homossexual reprimido, enfim. No entanto, a qualidade da produção não é afetada.

A série continua intensa e com histórias bem envolventes, onde os conflitos do protagonista Theo (Zécarlos Machado) seguem sendo o foco principal. Aliás, a segunda temporada, embora tenha sido baseada no formato israelense, foi bastante modificada em virtude do psicólogo, que teve os dramas bem aprofundados, como a morte do pai e o suicídio de um de seus pacientes.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Marco Nanini e Marieta Severo: uma dupla de talento

Eles têm uma amizade de 41 anos, são grandes atores, têm diversas peças de teatro, filmes e novelas no currículo, e ambos terminam em 2014 uma parceria iniciada em 2001 na série "A Grande Família". Marco Nanini e Marieta Severo são duas figuras queridas pelo público e amplamente elogiadas pela crítica. É sempre um prazer vê-los em cena, juntos ou separados. Portanto, não há dúvidas de que eles formam uma dupla que transborda talento.


Marco Nanini é um dos grandes atores do país e Marieta Severo uma das mais respeitadas atrizes brasileiras. Os dois, além de terem esta qualidade em comum, também são apaixonados pelo mundo das artes dramáticas. Os dois são multifacetados e investem muito no teatro. Ele é diretor teatral, dramaturgo, produtor teatral e fundou o Galpão Gamboa (junto com Fernando Libonati) ---- instituição que trabalha com inserção social através de distribuição de ingressos para espetáculos e contratação de jovens para área de figurino, cenografia e afins ----, enquanto que ela criou o Teatro Poeira, em parceria com sua grande amiga Andreia Beltrão.

Nanini atuou em mais de 35 peças teatrais e tem mais de 20 filmes no currículo. Marieta tem mais de 25 peças e mais de 30 filmes. Na televisão, ambos também têm uma carreira extensa. São muitas novelas e vários personagens bem interpretados.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"O Rebu": uma produção de qualidade inquestionável

A estreia de "O Rebu" foi empolgante. Repleta de luxo, com um grande elenco, personagens ambíguos, trilha sonora impecável, trama instigante e fotografia lindíssima, a novela causou uma ótima primeira impressão em seu primeiro capítulo. E, após algumas semanas no ar, pode-se constatar com bastante tranquilidade que o remake escrito por George Moura e Sérgio Goldenberg é um produto de qualidade inquestionável.


Dirigida por José Luiz Villamarim, a novela tem apresentado uma sucessão de cenas tensas e muito bem interpretadas, onde se observa claramente a competência do diretor extraindo tudo o que pode deste tão bem escalado elenco. Passada em 24 horas ----- a noite da festa e a manhã seguinte ----- e repleta de flashbacks reveladores, a história é muito mais do que o mistério que cerca o assassinato de Bruno (Daniel de Oliveira). E todos os seus meandros vão sendo apresentados ao público aos poucos, através dos podres dos convidados.

Isso porque todos os personagens têm falhas de caráter e telhado de vidro. Não há ninguém confiável. A novela é engrandecida com vários tipos complexos e ambíguos, onde não se sabe quem tem mais ou menos motivos para temer as investigações da polícia. O único fato concreto é que não há santo na história e nem aquele típico mocinho ou mocinha de folhetim.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Mussum: 20 anos sem um dos melhores humoristas do país

Na última terça-feira de julho (29/07), completou-se 20 anos da morte de Mussum em decorrência de complicações após um transplante de coração, em São Paulo. O mais querido dos trapalhões ainda é muito lembrado nas redes sociais graças aos memes (imagens, frases e vídeos que ganham grande popularidade) multiplicados constantemente na internet.


Nascido no dia 7 de abril de 1941, Antônio Carlos Bernardes Gomes teve origem humilde ---- nasceu no Morro da Cachoeirinha, no Lins de Vasconcellos, zona norte do Rio de Janeiro ----, trabalhou como mecânico, serviu o exército por oito anos e integrou o grupo musical "Os Originais do Samba" antes de se aventurar no humor, onde ficou imortalizado. Estreou no humorístico "Bairro Feliz" (Globo - 1965) para substituir um humorista que não havia comparecido e ganhou o apelido de Muçum (peixe preto) do saudoso Grande Otelo. Somente em 1973 entrou para "Os Trapalhões", que na época era um trio, já que o também saudoso Zacarias só entrou em 1974. E não demorou muito para o grupo virar mania nacional.

Foram muitos anos de sucesso e Mussum sempre foi o trapalhão mais querido. O humor politicamente incorreto que cercava o personagem divertia sem provocar polêmicas inúteis e todos os quadros abusavam do escracho, onde quase sempre a bebida alcoólica era usada como 'fiel escudeira' do amigo de Didi, Dedé e Zacarias.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Com uma trilha sonora memorável, "Boogie Oogie" estreia com muitos clichês e uma boa dose de saudosismo

Saiu de cena o mundo lúdico de "Meu Pedacinho de Chão" e entrou no lugar a discoteca, febre nos anos 70. Dirigida por Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez, "Boogie Oogie" estreou, nesta segunda (04/08), trazendo um clima de muito saudosismo ao horário das seis e exibindo um amaranhado de típicos clichês folhetinescos. Ao contrário da antecessora, que era marcada pela contemplação, a nova novela começou com um ritmo ágil, com o intuito de apresentar a trama principal e as secundárias para o telespectador, sem maiores enrolações.


O primeiro capítulo iniciou exibindo a cena do acidente de avião sofrido por Rafael (Marco Pigossi), no Rio de Janeiro, que perde o controle do monomotor e acaba caindo em pleno Elevado da Perimetral (demolido recentemente). A tragédia é o ponto de união da trama central, já que o noivo da mocinha Sandra (Isis Valverde) ---- que estava indo se casar ---- socorre o rapaz, o salva, mas acaba morrendo. Ao contar a triste notícia na igreja, o rapaz se sentirá culpado e balançado emocionalmente. A partir desta ironia do destino, o casal protagonista será formado e o enredo principal desvendado. A sequência da queda da aeronave foi primorosa e os efeitos especiais da explosão impressionaram.

Porém, foi equivocado começar o capítulo com uma cena do futuro, para depois voltar ao passado e contar o que havia ocorrido um dia antes. Parece que virou uma regra a utilização deste recurso em folhetins. Todos agora usam esta fórmula, que já está ficando batida.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

"Altas Horas" homenageia os anos 90 e proporciona uma gostosa nostalgia ao telespectador

O "Altas Horas" deste sábado (04/08) foi temático. O programa comandado por Serginho Groisman foi dedicado aos anos 90, lembrando de tudo o que marcou aquela época, nem tão distante e nem tão próxima. Para isso, Maitê Proença, Tande, Bianca Rinaldi e Fábio Assunção foram convidados para uma compacta retrospectiva a respeito de suas carreiras e vários cantores que fizeram sucesso na época também marcaram presença.


Foi um ótimo programa. Maitê relembrou do tempo que era considerada a musa do momento, Tande da conquista história das olimpíadas de Barcelona em 1992, Bianca do fenômeno das paquitas da Xuxa e Fábio do início de sua carreira, marcada pelo sucesso da novela "Vamp". O clima de nostalgia, obviamente, esteve presente do início ao fim da atração, que ainda contou com a presença de vários músicos.

Sidney Magal cantou o clássico 'Me chama que eu vou', tema de abertura de "Rainha da Sucata", e Gabriel - o pensador falou de suas músicas que eram febre. Já Buchecha (que fazia dupla com o falecido Claudinho) relembrou os bons tempos com seu funk que continua agradando.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

"Meu Pedacinho de Chão": chegou ao fim um mundo mágico em forma de novela

O mundo encantado de "Meu Pedacinho de Chão" se despediu do telespectador nesta sexta-feira (01/08). O remake de Benedito Ruy Barbosa (a obra original é de 1972) foi transformado em uma linda fábula pelo diretor Luiz Fernando Carvalho, que se 'apossou' do folhetim, ousou ao apostar no tom lúdico e conseguiu deixar esta produção impecável esteticamente. Assim que estreou, a novela impressionou pelo capricho dos cenários e das cenas poéticas, que foram alguns dos pontos altos da história.


O diretor acertou em cheio ao apostar em uma linguagem mais teatral, fazendo jus ao colorido do figurino e aos naturais exageros fantasiosos da cidade cenográfica, onde os troncos das árvores eram de várias cores e os animais de brinquedo. Luiz Fernando Carvalho sempre foi ousado em seus trabalhos, mas muitas vezes esta sua ousadia prejudicava a produção em virtude dos excessos. As séries "A Pedra do Reino" e "Capitu" são alguns exemplos. Porém, neste remake, sua interferência funcionou como um atrativo e tanto dentro de um folhetim que pecou por não ter apresentado conflitos que despertassem interesse e movimentassem a história.

A novela tinha uma trama simples, poucos acontecimentos relevantes e várias situações já vistas em obras de Benedito: um padre simpático e comilão, dois fazendeiros poderosos que se detestam e acabam tendo que se entender porque seus respectivos filhos se apaixonam, um capataz que serve cegamente ao vilão,