quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Big Brother Brasil 13: saiu Aline, perdeu o público

O "BBB 13" começou bastante movimentado. Já teve uma briga logo no primeiro dia e durante a primeira prova. E o barraco foi protagonizado por Aline, Bambam e Eliéser. Dois 'veteranos' e uma novata. A partir daquele momento, o telespectador percebeu que Aline seria uma grande 'personagem' e carregaria o reality nas costas. Exagerada, explosiva e com um repertório de pérolas impagáveis, a participante mostrou que não seria apenas mais uma. Porém --- assim como ocorreu com Ariadna no BBB11, onde eliminaram logo no primeiro paredão uma pessoa que poderia render bons conflitos ---, o público mais uma vez se mostrou conservador e acabou tirando a barraqueira do jogo logo no início, que saiu com 77% de rejeição.


Mas se engana quem acha que Aline foi a maior prejudicada. O telespectador e o programa perderam muito mais. Ignorando os ex-BBBs, a escolha dos participantes novatos foi bastante equivocada. Com exceção da Fernanda ---  que apesar de irritar com sua obsessão por André, acaba fornecendo material para a edição ---, não há mais nenhum jogador que prometa grandes feitos. Ao menos por enquanto. Portanto, ficou claro que o maior acerto havia sido a escalação de Aline, uma barraqueira em potencial e uma 'frasista' nata. Não foi à toa que a cover da Penha de "Cheias de Charme" protagonizou a maioria das situações até o último minuto de sua participação.

É uma pena constatar que a maior parte do público de reality show não goste do tipo de pessoa que se entrega sem medos. Em meio a uma sociedade onde quase todos se veem obrigados a não se mostrar por inteiro, causa estranheza ver uma pessoa como Aline. Grosseira, sem papas na língua e que enfrenta quem bem entender em prol de

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ao fragmentar "Gonzaga - de pai pra filho", Globo repete o erro cometido em "Xingu"

Estreou nessa terça-feira (15/01), a versão televisiva do filme "Gonzaga - de pai pra filho". Com roteiro de Patrícia Andrade, colaboração de George Moura e dirigida por Breno Silveira, a produção fala da história do Rei do Baião, que por sua vez é contada através de gravações feitas por Gonzaguinha. O filme fez sucesso e alcançou mais de 2,5 milhões de telespectadores. Entretanto, ao optar novamente pela transformação de um filme em microssérie, a Globo acaba cometendo os mesmos erros de "Xingu".


Apesar de ter feito bem mais sucesso no cinema do que o filme dirigido por Cao Hamburguer, "Gonzaga - de pai pra filho" não é superior na qualidade. Afinal, há tanto capricho quanto na produção exibida e adaptada pela Globo no fim do ano passado. Elenco composto por grandes atores, direção e fotografia impecáveis, enfim, não há nada que mereça críticas. Mas da mesma forma que apresenta os mesmos acertos, a trama do Rei do Baião, assim como a história dos irmãos Villas Bôas, não é apropriada para ser dividida em quatro capítulos.

A produção, apesar de grandiosa, não prima pela agilidade e nem há grandes reviravoltas ou cenas impactantes, o que acaba dispersando o público. Até porque é exibida depois das 23h. Além desse fato, o filme foi exibido nos cinemas há pouquíssimo tempo. Como será que se sentiram as pessoas que pagaram ingresso para

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ataques, preconceito e falta de ética. Até quando, Record?

O ano de 2013 mal começou e janeiro ainda nem chegou na metade. Mas a Rede Record já mostrou que continua a mesma e parece não ter aprendido nada com os equívocos cometidos em 2012. Nesse domingo (13/01), a emissora apresentou uma matéria vergonhosa no seu principal jornalístico: o "Domingo Espetacular" --- que perdeu esse posto há tempos, virando apenas um objeto de ataque à concorrência. A reportagem citava a campanha de um pastor evangélico contra a microssérie "O Canto da Sereia" e para culminar ainda falaram mal do "Festival Promessas" e novamente de "Salve Jorge".


Antes da microssérie da Globo ir ao ar, manifestações lideradas por um pastor chamado Divino Aleixo Marinho começaram a se espalhar na internet contra a trama. E tudo porque a história mostrava bissexualismo e Iemanjá. Além de demonstrar um gritante e deprimente preconceito, o tal pastor ainda dizia que as mídias estavam tentando acabar com o cristianismo por causa de escândalos de falsos pastores. A verdade é que um sujeito como esse não deveria ter espaço na televisão para vomitar suas intolerâncias, mas a Record fez questão de exibir uma entrevista com ele e ainda aproveitou para atacar a concorrente.

Na matéria, além das barbaridades já mencionadas, o pastor diz que as atitudes da microssérie iriam contra à bíblia. E a emissora ainda aproveitou a situação para criticar, de novo, "Salve Jorge". Uma antropóloga, enquanto era entrevistada, disse que o título da novela faz menção a Ogum, símbolo do Candomblé, ficando claro a intenção

sábado, 12 de janeiro de 2013

Com capricho e atuações marcantes, O Canto da Sereia surpreende e se despede do público em grande estilo

Nada mais apropriado do que um grandioso capítulo para encerrar uma microssérie de qualidade ímpar com chave de ouro. E foi exatamente isso o que aconteceu. "O Canto da Sereia" --- trama baseada na obra homônima de Nelson Motta e exibida pela Globo em quatro capítulos --- se despediu dos telespectadores nessa sexta-feira (11/01), apresentando cenas extraordinárias e atuações marcantes.


Sempre foi dito que o final não seria o mesmo do livro, afinal, os que já tinham lido saberiam e todo o mistério se perderia. Mas como seria possível alterar o desfecho sem fazer a história perder o sentido? Como manter a identidade do produto ao alterar justamente o enigma principal? Pois os autores tiveram uma sacada genial e cumpriram a promessa com louvor. Conseguiram manter todo o contexto da trama e ainda mudar a identidade do assassino, fato que muitos consideravam quase impossível. E a execução da sequência não poderia ter sido melhor.

Na obra literária, Sereia contrata um atirador para matá-la porque se desespera ao descobrir um tumor. Na microssérie, o contexto foi mantido, ou seja, a protagonista encomenda a sua morte. Mas ao contrário do livro, o assassino tem

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Tentativa de estupro em Lado a Lado mostra a coragem dos autores e o talento de Marjorie Estiano

Nesta quinta-feira (10/01), o telespectador de "Lado a Lado" foi surpreendido com uma grande sequência. A cena da tentativa de estupro, onde Laura era agarrada pelo senador Laranjeiras, gerou um grande impacto e já deve ser considerada uma das melhores cenas da teledramaturgia, sem nenhum tipo de exagero. A sequência foi extremamente ousada, levando em consideração o insuportável período do 'politicamente correto' que se instaurou no país.


Quem lê os resumos dos capítulos já sabia que o assédio iria acontecer, entretanto, a surpresa foi geral tanto para os que gostam de se inteirar quanto para os que ignoram qualquer tipo de 'spoiler'. A cena foi tensa do início ao fim. A música incidental foi totalmente apropriada e despertou ainda mais o nervosismo do público, intensificando o 'terror' da sequência. Aliás, a trilha escolhida foi a mesma amplamente utilizada em "Insensato Coração" e esse fato é explicado pela presença do grande Denis Carvalho na direção. O diretor também dirigia a novela das nove e acertou ao repetir a trilha, que foi um dos poucos acertos da trama passada.

Como se não bastasse o clima pesado que se instaurou, o telespectador ainda foi presenteado com um show de atuações. Marjorie Estiano demonstrou todo o desespero de Laura enquanto que Dudu Sandroni se entregou totalmente em cena, fazendo o público sentir asco pelo senador Laranjeiras. Camila Pitanga e Isabela Garcia também

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Big Brother Brasil 13 estreia com o pé direito e acerta ao apostar na volta de participantes polêmicos

Para a alegria dos fãs e para o ódio dos intelectuais, o reality show mais importante e longevo do país estreou sua décima-terceira edição na última terça-feira (08/01). O "Big Brother Brasil", como acontece em todos os anos, já estava despertando polêmica e repercussão antes mesmo de ter estreado. Especulação a respeito de ex-participantes que voltariam, casa de vidro, divulgação de novos selecionados, enfim, não faltou assunto nas redes sociais desde que as chamadas do programa começaram a ir ao ar. E pelo que foi visto até agora, Boninho resolveu apostar na reunião de tipos polêmicos e com personalidade forte para despertar o interesse do público.


Após uma edição marcada por um suposto estupro, ocasionando uma forte campanha negativa na mídia e consequentemente uma queda do número de anunciantes, o "Big Brother Brasil" voltou prometendo muito para quem é fã do reality. Boninho apostou logo de cara na casa de vidro, dando a opção para o público escolher um homem e uma mulher para entrar na casa. Outra jogada de mestre foi trazer de volta seis ex-BBBs para a décima-terceira edição. Todas essas medidas aumentaram o interesse pela atração e o próprio Pedro Bial --- que continua apresentando com competência e desenvoltura --- não escondia a empolgação pelas 'novidades'.

O diretor optou pelos mais polêmicos, o que já despertou ódio e torcida dos telespectadores e incômodo dos novos BBBs. Ao escolher Bambam, Dhomini, Ana Mara, Fani, Natália e Eliéser, fica claro que a intenção é causar barracos, intensificar a rivalidade e ocasionar fortes discussões entre os grupos. Todos os ex-participantes

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Canto da Sereia confirma a boa impressão inicial e estreia com qualidade de sobra

Finalmente estreou a produção mais aguardada pela crítica e pelos telespectadores. Baseada na obra homônima de Nelson Motta, "O Canto da Sereia" foi ao ar nessa terça-feira (08/01) e apresentou uma história recheada de suspense e drama, onde uma cantora de axé é assassinada na frente de seus fãs em cima de um trio elétrico. Ao exibir uma produção caprichada e uma trama instigante, não demorou muito para que as boas impressões causadas nas chamadas se confirmassem.


A microssérie representou muito bem a rede de interesses que rodeia uma cantora famosa. Era fã de um lado, assessor de outro, seguranças em volta, governador tentando se dar bem, enfim, a vida de Sereia se resumia a uma verdadeira aglomeração de pessoas. E curiosamente, a protagonista demonstrava uma tristeza profunda nos momentos em que conseguia ficar só.

Dirigida por José Luiz Villamarim e com texto de Sérgio Gondenberg, Patrícia Andrade e George Moura --- tendo a supervisão de Glória Perez e direção de núcleo de Ricardo Waddington ---, a obra de Nelson Motta foi muito bem adaptada para a televisão. Além do bom texto, ficou perceptível que a direção afiada, atores bem escalados e uma fotografia impecável completaram o conjunto de acertos. Isis Valverde conseguiu deixar Suelen, a periguete marcante de "Avenida Brasil", totalmente de lado e incorporou uma cantora baiana com

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Segunda temporada de Mulheres Ricas comprova que o reality não deve ser levado a sério

Primeiramente, o formato havia sido  adquirido apenas para tapar o buraco da programação, enquanto o "CQC" ficava de férias. Não havia maiores pretensões para a atração. No entanto, o famigerado "Mulheres Ricas" acabou gerando uma repercussão totalmente acima do que era esperado pela emissora. Além desse fato, e apesar de não ter sido um fenômeno de audiência, os números obtidos no ibope eram bem satisfatórios para os padrões da Band. Com tantos fatores favoráveis, é claro que o reality acabou ganhando um fôlego extra. E o resultado foi a estreia, nessa segunda-feira (07/01), da segunda temporada.


Na primeira edição, era impossível o telespectador não ficar constrangido com o festival de cafonice que predominou do início ao fim do reality. Roupas exageradas, festas bregas, enfim, era um grande conjunto de tosquices. As quatro participantes --- Lydia, Brunete, Val e Narcisa --- protagonizaram cenas totalmente artificiais e faziam questão de pronunciar frases de efeito. Até mesmo as brigas pareciam falsas. E pelo que se viu na segunda edição, com exceção das quatro participantes, nada mudou.

Os exageros, as frases nada naturais e os diálogos claramente forçados continuam. Até Narcisa Tamborindeguy e Val Marchiori permanecem. A primeira se juntou ao novo quarteto (agora composto por: Cozete Gomes, Aileen Varejão, Mariana Mesquita e Andrea Nóbrega) e a segunda fará apenas uma participação e pouco disse na estreia. Já Narcisa fez questão de

sábado, 5 de janeiro de 2013

O que a televisão reserva para o telespectador em 2013

O ano de 2013 está começando. E o telespectador será presenteado com muitos produtos novos na programação televisiva ao longo dos meses. Apesar de ainda não ter sido divulgado muitos detalhes a respeito de várias estreias, pelo pouco que se sabe, vem coisa boa por aí. Mas claro, também percebe-se que produtos nada empolgantes virão no pacote, como ocorre em todos os anos. Afinal, a perfeição não existe nem na tevê. Então, é hora de observar todas as futuras estreias e analisar o que cada produção  poderá proporcionar ao público.



O Canto da Sereia: A estreia vem sendo muito aguardada desde que as chamadas começaram a ser exibidas pela Globo. Protagonizada por Isis Valverde, a  microssérie de quatro capítulos é baseada na obra homônima de Nelson Motta e tem texto de Sérgio Gondenberg, George Moura e Patrícia Andrade. Misturando drama e suspense, a trama conta a história de Sereia, cantora de sucesso e rainha do axé, que é misteriosamente assassinada em cima de um trio elétrico. A julgar pelo que já foi mostrado, tem tudo para ser uma grande produção.


Big Brother Brasil 13: O reality mais amado e odiado do país vai começar na próxima terça-feira (08/01) e já desperta curiosidade. A identidade dos participantes foi divulgada no site da Globo e ainda haverá a presença de ex-BBBs. Boninho prometeu surpresas na décima-terceira edição e os fãs do programa estão ansiosos pelo início da tão esperada espiadinha. É um bom entretenimento para quem gosta do formato.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Carolina Dieckmann e Nanda Costa convencem e formam uma boa dupla em Salve Jorge

Infelizmente, quase nada mudou em "Salve Jorge". A trama de Glória Perez continua sem ritmo e com uma quantidade absurda de atores subaproveitados. Praticamente impossível se empolgar diante do que está sendo apresentado até agora. Entretanto, duas personagens têm tido um bom destaque. Jéssica e Morena. A primeira sempre despertou a simpatia do telespectador, já a segunda, protagonista,  enfrentou uma forte rejeição inicial, mas conseguiu reverter a situação assim que foi traficada. É fato que as duas 'mocinhas' representam o que há de menos pior na novela das nove.


Jéssica era a única mulher do prostíbulo de Lívia (Cláudia Raia) que realmente se mostrava indignada e tentava a todo custo fugir do lugar. Com a chegada de Morena, a coitada ganhou uma aliada. E se a protagonista enfrentava uma grande rejeição ao protagonizar inúmeros barracos desnecessários no Complexo do Alemão e vivendo cenas românticas ao lado de Théo (Rodrigo Lombardi), ao ser traficada passou a despertar simpatia e torcida pela Morena. Glória Perez acertou ao unir as duas em um mesmo núcleo.

Após apresentar um péssimo desempenho em "Passione" e ter exagerado em "Fina Estampa", Carolina Dieckmann acertou na composição de sua personagem desde que apareceu na trama. Percebe-se que a atriz está totalmente entregue e faz de Jéssica uma espécie de mocinha sofredora, mas sem par romântico. Já Nanda Costa,