Mostrando postagens com marcador Vai na Fé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vai na Fé. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: os destaques do ano

 Após cinco retrospectivas relembrando os artistas que deixaram saudades, os piores do ano, os melhores casais, as cenas mais marcantes e as melhores atrizes e atores de 2023, chegou a hora de listar os destaques do ano que passou. A última retrô do blog é sobre o que mais marcou ao longo destes doze meses e foram vários trabalhos admiráveis que merecem menção. Vamos a eles.





"Vai na Fé": 

A melhor novela do ano. Rosane Svartman estreou como autora solo, após parcerias bem-sucedidas com Gloria Barreto e Paulo Halm, e o resultado foi o melhor possível. A novela elevou a média da faixa das sete em três pontos e o conjunto se mostrou um baita acerto. A história arrebatou o público logo no início e o interesse só foi aumentando ao longo dos meses. A trama teve uma mescla harmônica de dramas pesados envolvendo abuso com conflitos leves envolvendo o universo pop com direito a clipes que fizeram sucesso dentro e fora da ficção, vide as músicas de Lui Lorenzo (José Loreto) que viralizaram nas redes. Com um elenco diverso, onde os atores negros ganharam personagens de destaque e nada estereotipados, a produção emocionou e divertiu na mesma medida com a saga de Sol (Sheron Menezzes) e Ben (Samuel de Assis). O tema de abertura, cantado por Negra Li e MC Liro, fez um baita sucesso e foram muitos os intérpretes que brilharam no enredo, como Emilio Dantas na pele do asqueroso Theo e Clara Moneke, a maior revelação do ano como Kate. Um fenômeno que deixou saudades. 



"Terra e Paixão": 

Nunca duvide de Walcyr Carrasco. O autor emplaca mais um sucesso para chamar de seu, após vários problemas de saúde e um começo conturbado da atual novela das nove. A sua missão era reerguer o horário após o imenso fiasco de "Travessia", mas o início mais lento de seu enredo não agradou o público e a saga de Aline (Barbara Reis) com seus vários pretendentes amorosos acabou irritando a audiência. No entanto, o autor é conhecido por fazer várias mudanças com o intuito de atrair o telespectador e foi isso que fez. Antecipou a morte de Daniel (Johnny Massaro), deu mais destaque aos vilões Antônio e Irene, brilhantemente interpretados por Tony Ramos e Gloria Pires, e promoveu uma sequência de viradas na história que surtiu efeito. Durante o percurso, precisou operar a catarata, fraturou o fêmur e precisou ficar internado no hospital. Mas nada o abalou. Chamou a amiga Thelma Guedes para escrever a trama ao seu lado e a parceria, já vista em "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea", funcionou novamente. A dupla agora encaminha o enredo para seus momentos finais e com a audiência lá em cima, tendo alcançado 30 pontos várias vezes. Vale citar ainda a volta de Agatha (Eliane Giardini magistral), uma vilã carismática, que deixou a novela ainda melhor. Fora os outros êxitos, como a saga de Lucinda (Débora Falabella), a dupla Anely (Tatá Werneck) e Luigi (Rainer Cadete), o drama de Petra (Debora Ozório) e o casal Kelvin (Diego Martins) e Ramiro (Amaury Lorenzo). Uma produção que chegou ao capítulo 200 nesta semana e terminará em 2024 com 221 capítulos escritos. Um desafio que não é para qualquer escritor. 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: as melhores cenas do ano

 A teledramaturgia brasileira segue presenteando o público com grandes cenas. Embora muitos ainda insistam em menosprezar o gênero telenovela, as produções são o que de melhor há na cultura nacional. Foram 151 cenas selecionadas para a lista das melhores do ano. Vamos a elas. 




Zé Paulino espanca Tertulinho em "Mar do Sertão": 

A cena mais esperada da novela das seis de Mário Teixeira. O mocinho finalmente descobriu que o vilão tentou matá-lo no passado. E foi uma sequência de tirar o fôlego, muito bem dirigida pela equipe de Allan Fiterman. Sérgio Guizé e Renato Góes deram um show e impressionou a veracidade daquela briga. 


Tertulinho dispara conta Zé Paulino em "Mar do Sertão": 

Um dos melhores ganchos da novela das seis. A cena foi um clichê que nunca falha: os mocinhos acuados, enquanto o vilão aponta uma arma e dispara. No capítulo seguinte, porém, foi exposto que Tertulinho errou propositalmente. Uma sequência de forte carga dramática. Renato Góes, Sérgio Guizé e Isadora Cruz impecáveis. 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: os melhores casais do ano

 Após a lista das tristes perdas de 2023 e a retrospectiva de tudo o que teve de pior na televisão, chegou a hora de uma retrô mais alegre. A do amor. Vários casais da ficção caíram nas graças do público ao longo do ano e ressaltaram a química entre os atores em cena. Vamos a eles. 






Sol e Ben ("Vai na Fé"): 

O primeiro casal de mocinhos negros da teledramaturgia. É importante citar isso porque na primorosa "Lado a Lado", de 2013, o par formado por Camila Pitanga e Lázaro Ramos dividia o protagonismo com o par formado por Marjorie Estiano e Thiago Fragoso. Voltando ao folhetim das sete de sucesso de Rosane Svartman, os protagonistas conquistaram o público logo de cara através da ótima construção através de cenas de flashback, protagonizadas pelo novatos Jê Soares e Isacque Lopes. A demora em juntá-los ainda proporcionou uma expectativa cada vez maior na audiência, que refletiu na comemoração nas redes sociais quando o beijo finalmente aconteceu. Sheron Menezzes e Samuel de Assis foram perfeitos juntos. A música tema, "Garota Nota 100" (do saudoso MC Marcinho), só ajudou a melhorar o que já era ótimo. 



Rafa e Kate ("Vai na Fé"): 

O fenômeno das sete teve muitos casais apaixonantes e esse foi mais um deles. Inicialmente bastante improvável, o romance dos personagens foi acontecendo como nas comédias românticas do cinema, quando um rapaz tímido se envolve com uma garota bastante extrovertida. Os opostos se atraindo. Caio Manhente e Clara Moneke roubaram a cena juntos e viraram um dos trunfos da novela. 


sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Sucesso de público e crítica, "Vai na Fé" chega ao fim consagrando Rosane Svartman

 Rosane Svartman sempre foi uma autora corajosa e apaixonada pela arte. É uma profissional que ama o que faz e sua paixão é vista em todos os seus trabalhos. Não por acaso, está sempre produzindo e 2023 tem sido um ano recompensador. "Vai na Fé" estreou em janeiro e em julho foi a vez da série "Vicky e a Musa", exclusiva do Globoplay, e do seu livro "A Telenovela e o futuro da televisão brasileira". Três grandes sucessos, sendo que o maior deles chegou ao fim nesta sexta-feira (11/08), após 179 capítulos repletos de emoção, música e personagens carismáticos. 


A novela foi um fenômeno de repercussão e elevou a audiência da faixa das sete em três pontos, após quase três anos de dificuldades por conta da pandemia do coronavírus e de novelas inéditas que não emplacaram. A missão de Rosane não era nada fácil, mas até o momento a autora desconhece o significado de fracasso. Com uma respeitada carreira no cinema, a sua estreia como autora na Globo foi em 2012, ao lado de Glória Barreto, com a até hoje lembrada "Malhação Intensa". Dois anos depois, permaneceu na faixa do seriado adolescente e iniciou sua vitoriosa parceria com Paulo Halm. A dupla lançou "Malhação Sonhos", outro sucesso. Em 2015, migraram para o horário das sete e escreveram "Totalmente Demais", uma das melhores novelas das 19h. Os dois seguiram juntos na mesma faixa em 2018/2019 e emplacaram mais um fenômeno: "Bom Sucesso". 

"Vai na Fé" marcou a estreia de Rosane como autora solo. E foi um trabalho muito bem-sucedido. O folhetim conseguiu ser tão bom quanto os dois anteriores, tanto na potência do enredo quanto no desenvolvimento da história dos protagonistas, que formaram o primeiro casal de mocinhos negros na história da teledramaturgia ----- importante lembrar que nos poucos casos anteriores sempre havia um casal branco para dividir o protagonismo e eram sempre eles que ganhavam mais destaque.

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Clara proporcionou grandes momentos para Regiane Alves em "Vai na Fé"

 A complexidade, quando bem desenvolvida, sempre destaca o personagem e possibilita um arco de possibilidades para o ator que o interpreta. Claro que tipos maniqueístas também proporcionam para os intérpretes grandes momentos, basta ser bem escrito e desenvolvido. Mas quando um perfil aparentemente íntegro e sofredor toma atitudes controversas, há uma natural confusão de sentimentos no público. É para torcer ou detestar? Criticar ou enaltecer? As duas coisas? As dúvidas engrandecem a narrativa e expõem a densidade do papel. É exatamente o que ocorreu com Clara, em "Vai na Fé". 


Não é exagero afirmar que a personagem é a melhor da carreira de Regiane Alves desde a Dóris, de "Mulheres Apaixonadas", exibida em 2003. A atriz há muitos anos não ganhava um papel que a valorizasse, de fato. Ao longo dos vinte anos de seu último grande sucesso na carreira, a intérprete brilhou em todas as suas aparições, vide a doce Belinha, em "Cabocla" (2004); a patricinha Alice, de "Páginas da Vida" (2006); a íntegra Joana, em "Beleza Pura" (2008); e a fútil Cris, em "A Vida da Gente" (2011). Mas a atriz estava precisando de uma mulher que tivesse uma história rica e um destaque que fizesse jus ao seu talento, assim como teve no último grande folhetim de Manoel Carlos, atualmente reprisado no "Vale a Pena Ver de Novo". 

Rosane Svartman conseguiu dar um fim ao longo hiato e presenteou Regiane com um dos melhores papéis de sua novela de sucesso. Clara iniciou a história sem muito destaque e aparecendo em poucas cenas que mostravam o casamento desgastado de uma mulher rica, moradora da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Renata Sorrah foi um dos grandes destaques de "Vai na Fé"

 A atual novela das sete, escrita por Rosane Svartman e dirigida por Paulo Silvestrini, foi um sucesso e fez por merecer. Foram vários os acertos do folhetim da Globo e entre eles o bem escalado elenco, onde quase todos foram valorizados como mereciam. E um dos grandes destaques da produção foi a grandiosa Renata Sorrah. 


A veterana estava afastada das novelas desde 2015, quando viveu a problemática Nora, na controversa "A Regra do Jogo", de João Emanuel Carneiro. Três anos depois, a atriz fez uma breve participação em outra produção do mesmo autor: "Segundo Sol", que enfrentou muitos problemas de desenvolvimento. A intérprete esteve apenas nas semanas finais e brilhou ao lado de Adriana Esteves. Já em 2021, protagonizou "Filhas de Eva", ótima série do Globoplay, exibida pela Globo ano passado, onde viveu a elegante Stella Fontini. 

Após oito anos longe dos folhetins, Renata ganhou uma personagem que engrandece seu talento e ainda faz uma deliciosa homenagem a vários clássicos da teledramaturgia. Isso porque Wilma Campos é uma atriz decadente, apaixonada por teatro, que chegou a fazer sucesso no passado, mas foi se frustrando ao longo dos anos com a escassez de bons papeis para profissionais da sua idade. Em suma: uma pessoa que sofre do chamado etarismo, preconceito com os mais velhos.

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Irretocável como Theo, Emilio Dantas viveu seu melhor papel em "Vai na Fé"

 A faixa das sete da Globo não é conhecida por ter grandes vilões nas novelas. Como são histórias mais leves e quase sempre voltadas para a comicidade, a vilania acaba mergulhada no humor ou sem força na narrativa. Mas há exceções, como o caso de Rosane Svartman. A autora nunca teve medo de criar personagens densos e até assustadores. Foi assim em "Totalmente Demais" e "Bom Sucesso", ambas escritas com o talentoso Paulo Halm, e é em "Vai na Fé", já em plena reta final. 

Theo é o grande vilão da atual novela das sete de sucesso e Emílio Dantas vem se destacando desde a primeira semana de trama. O personagem é um poderoso empresário que aumentou os recursos que tinha com o bom casamento que fez com a agora ex-esposa, Clara (Regiane Alves), e utilizou a Bastos Imports para sonegar impostos através de contrabandos realizados pelo parceiro, Orfeu (Jonathan Haagensen). Os crimes praticados no trabalho ainda são até poucos comparados aos cometidos em sua vida particular. Quando jovem, embebedou e abusou sexualmente de Sol (Jê Soares), por conta da obsessão que sempre nutriu por Benjamin (Samuel de Assis), seu amigo de infância. O abuso ainda resultou em uma filha, Jenifer (Bella Campos)

Aliás, a relação que nutre a amizade (agora rompida definitivamente) entre mocinho e vilão tem a essência do que ocorria com Flora (Patrícia Pillar) e Donatela (Cláudia Raia), em "A Favorita", de 2008, onde a vilã aterrorizante demonstrou que todo aquele ódio que sentia pela ex-dupla sertaneja na verdade era um misto de obsessão, inveja e amor. Theo sente tudo isso por Ben. Embora pareça absurdo ter o amor entre os sentimentos citados, em várias situações o personagem demonstrou profunda dor apenas com a possibilidade da perda do 'amigo'.

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Kate e Rafa formaram um casal apaixonante em "Vai na Fé"

 Rosane Svartman sempre teve facilidade na construção de casais em suas tramas. Não por acaso, vários ficaram na memória do público. E uma das maiores habilidades da autora é no desenvolvimento de romances adolescentes, vide o filme "Desenrola" (2011) e as duas temporadas de "Malhação" que escreveu ao lado de Glória Barreto ("Intensa", de 2012) e Paulo Halm ("Sonhos", de 2014), respectivamente. Em sua atual novela, "Vai na Fé", a escritora novamente acertou e conquistou o coração do publico com a relação de Kate (Clara Moneke) e Rafael (Caio Manhente). 

O casal é cercado de clichês que dificilmente falham na teledramaturgia. Os dois representam os completo opostos. Kate é uma menina extrovertida, provocativa, sarcástica e com uma autoestima na máxima potência. Todo ambiente se ilumina quando ela chega. Já Rafael é um jovem tímido, introspectivo, sem um pingo de amor próprio e que sofre de depressão por conta da péssima relação que sempre teve com seu pai, Theo (Emílio Dantas). Ainda acaba sendo 'vítima' da superproteção da mãe, Clara (Regiane Alves), que o trata como um bebê indefeso. 

A aproximação dos personagens era impensável no início da novela porque ambos pertenciam a núcleos distantes e Kate ainda era amante de Theo. O vilão ainda impedia qualquer chance da garota chegar perto de sua família. No entanto, o término do caso fez com que a personagem percebesse que estava em uma relação abusiva e que o empresário queria transformá-la em uma cópia da Sol (Sheron Menezzes).

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Na pele da complexa Lumiar, Carolina Dieckmann vive um de seus melhores momentos na carreira em "Vai na Fé"

 O sucesso de "Vai na Fé" é visível desde a primeira semana de exibição da novela de Rosane Svartman, dirigida por Paulo Silvestrini. São várias as qualidades da bem construída história e uma delas é a riqueza dos personagens. Todos têm peculiaridades e várias camadas, o que ajuda bastante o elenco tão repleto de talentos. E uma das maiores beneficiadas é Carolina Dieckmann, que ganhou o perfil mais complexo do enredo: a doutora Lumiar. 


Muito antes da novela estrear, vários sites noticiaram que a personagem seria a vilã do folhetim das sete. Mas quem conhece o estilo da autora já sabia que não era verdade. Isso porque Rosane é uma expert em tipos dúbios e que arrebatam o telespectador através de dilemas éticos, normalmente enfrentados por conta de sérias fragilidades emocionais. Basta lembrar de Carolina Castilho (Juliana Paes), em "Totalmente Demais" (2016), e Nana (Fabiula Nascimento), em "Bom Sucesso" (2019). Duas mulheres bem-sucedidas que escondiam suas fraquezas atrás do intenso trabalho.

Lumiar chegou para enriquecer o time de perfis bem construídos de Rosane Svartman. Advogada de sucesso e dona de um dos escritórios de advocacia mais respeitados do país, ao lado do agora ex-marido, Benjamin (Samuel de Assis), e professora de direito na faculdade ICAES, a personagem sempre foi respeitada por todos os clientes e admirada pelos alunos.

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Morte de Dora resulta na sequência mais emocionante de "Vai na Fé"

 A menos de um mês de seu fim, "Vai na Fé" já começa a deixar saudades e a fechar o ciclo de alguns personagens. Um dos desfechos mais esperados era o de Dora (Cláudia Ohana), justamente porque a morte da mãe de Lumiar (Carolina Dieckmann) não tinha como ser evitada e a curiosidade sobre como Rosane Svartman desenharia a despedida era muito grande. A cena foi ao ar nesta quinta-feira (20/07) e promoveu um espetáculo de beleza, sensibilidade e emoção. 

A personagem era a mais de bem com a vida da história. Dora procurava ver sempre o lado bom de tudo e tinha uma frase motivacional para qualquer pessoa que conhecia. Um perfil que corria o risco de ser insuportavelmente chato, o chamado 'good vibes'. Mas Claudia Ohana driblou todas as armadilhas do papel e fez daquela mulher um poço de carisma e afetividade. Até porque a química com Zecarlos Machado funcionou desde o início e dava gosto de ver a relação bem resolvida entre Dora e Fábio. 

A descoberta de um câncer em estágio avançado ocorreu perto da metade da trama e iniciou um importante debate a respeito dos cuidados paliativos, tema bem pouco abordado na teledramaturgia. Ao invés de iniciar uma quimioterapia somada a uma radioterapia para tentar uma cura impossível, o médico sugeriu o tratamento para proporcionar uma qualidade de vida nos últimos meses da personagem.

terça-feira, 4 de julho de 2023

"Vai na Fé" apresenta capítulo de tirar o fôlego

 Nesta terça-feira, dia 4, "Vai na Fé" apresentou um capítulo de tirar o fôlego. Não que nos outros dias a história de Rosane Svartman esteja morna ou desinteressante, longe disso. A novela das sete até hoje fugiu da famigerada barriga (período onde nada de relevante acontece) e consegue prender o público desde o início. Não é um sucesso à toa. Mas várias cenas importantes foram ao ar em um só dia e com direito a um gancho muito aguardado. 


Após um longo tempo acreditando cegamente em Theo (Emilio Dantas), Lumiar (Carolina Dieckmann) caiu em si e se deu conta que todas as acusações contra seu agora ex-cliente eram verdadeiras. Isso o vídeo que Orfeu (Jhonatan Haagensen) mandou para a advogada de Hugo (MC Cabelinho) ameaçando uma das vítimas do empresário ecoou em sua cabeça até ser confrontada por Benjamin (Samuel de Assis) e Bia (Flora Camolese). A visita da personagem a Orfeu resultou na confirmação do bandido a respeito da índole do abusador, mas nem assim se deu por satisfeita. Foi preciso ele contar sobre o caso que Kate (Clara Moneke) teve com seu cúmplice para a ficha cair de vez 

A conversa séria que Kate teve com Lumiar desenhou a conduta obsessiva do vilão e o que fez a diferença para a pragmática advogada acreditar em tudo foi a foto que a amiga de Jenifer (Bella Campos) tinha para provar como foi transformada por Theo em uma cópia de Sol (Sheron Menezzes). A cena destacou Clara Moneke e Carolina Dieckmann, mas Carolina ainda teve outros grandes momentos no capítulo que estava apenas no começo.

sexta-feira, 23 de junho de 2023

"Vai na Fé" prova que a pressão popular sempre será o maior antídoto contra o retrocesso

 Nesta quarta-feira, dia 21, foi ao ar o beijo entre Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman) em "Vai na Fé". Após longos meses de inúmeros cortes que desrespeitaram a autora Rosane Svartman, as atrizes, a equipe de roteiristas e principalmente o público. Três dias depois de outro beijo que sofreu uma sucessão de cortes na novela das sete ter ido ao ar: o de Vini (Guthierry Sotero) e Yuri (Jean Paulo Campos). Então, o retrocesso na maior emissora do país chegou ao fim? 


A pergunta ficará no ar ainda por um bom tempo porque nada está muito claro. A verdade é que os dois beijos só foram ao ar após uma avalanche de críticas da imprensa e dos telespectadores. Tudo foi ficando pior com a chegada de junho, mês do orgulho LGBTQIAP+. Isso porque a Globo vem prestando merecidas homenagens nos últimos anos através de reportagens em seus telejornais, nos programas de entretenimento e com especiais exibidos na grade. Porém, em 2023, toda a campanha da emissora em levantar a importância do respeito às várias formas de amor estava (e ainda está) sendo alvo de constantes revoltas nas redes sociais. As várias censuras aos beijos em "Vai na Fé" eram a todo instante lembradas para expor a hipocrisia da empresa. Para culminar, até em "Aruanas", série exibida depois das onze da noite, houve corte do beijo entre duas mulheres. 

A situação ficou insustentável quando a Globo começou a anunciar o especial "Histórias Impossíveis - Falas de Orgulho", realizado pela mesma talentosa equipe que produziu os excelentes "Falas Femininas" e "Falas da Terra".

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Com química de sobra, Sheron Menezzes e Samuel de Assis honram o protagonismo de "Vai na Fé"

 O folhetim tem uma estrutura que não pode sofrer muitas modificações. E mesmo com a 'fórmula' conhecida por todos, não é fácil conquistar o público. Não por acaso, não existe uma receita exata para o sucesso. E uma das maiores dificuldades que os autores têm é a criação de um atrativo casal principal. Os chamados mocinhos viraram dor de cabeça para grande parte dos escritores. É bem mais simples criar vilões que roubam a cena do que um par romântico que empolgue. Mas Rosane Svartman não enfrentou esse problema em nenhuma novela sua e não é diferente com "Vai na Fé". 


 Sol (Sheron Menezzes) e Ben (Samuel de Assis) formam um casal que reúne tudo o que bons protagonistas necessitam: sintonia, química, conflitos e construção. A autora ousou na apresentação do relacionamento dos personagens quando optou pela narrativa de passado e presente caminhando juntos. Não é uma novidade na teledramaturgia, mas o grande público está mais acostumado a acompanhar o estilo em séries, como a aclamada "This is Us". 

 A história dos mocinhos de "Vai na Fé" não se deu com um amor súbito no primeiro capítulo, como vem ocorrendo nas novelas recentes, o tem prejudicado tanto a aceitação dos casais. Os personagens foram separados no passado por conta de armações e de um crime praticado por Theo (Matheus Polis/Emílio Dantas). Sol achou que tinha sido abandonada por Ben e acabou vítima de um estupro cometido pelo vilão, que a embebedou e se aproveitou daquele momento de fragilidade emocional.

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Virada em "Vai na Fé" destaca talento dos atores e potência do enredo

 Há várias razões para explicar o sucesso de "Vai na Fé" e muitas delas já foram expostas aqui. A trama de Rosane Svartman, dirigida por Paulo Silvestrini, conquistou o público através de conflitos críveis e muito bem construídos, somados a personagens repletos de camadas e bem interpretados. O capítulo desta sexta-feira (09/06) marcou uma das mais aguardadas viradas da novela, o que ressaltou a potência do enredo e o talento dos atores. 


Após longos meses, Clara (Regiane Alves) descobriu o caso que Theo (Emílio Dantas) teve com Kate (Clara Moneke) graças ao flagra que deu no marido encurralando a atual namorada do filho em seu quarto, durante um breve intervalo do jantar que estavam realizando com a família. O flagrante resultou em uma sucessão de cenas de intensa carga dramática. Foram vários momentos que impactaram o público e já configuram como alguns dos mais marcantes da atual novela das sete. 

Ao contrário do que se previa, Clara não caiu na conversa de Theo e enfrentou o marido pela primeira vez. A personagem não escondeu o horror com o fato do esposo estar com a namorada do filho. O vilão mais uma vez tentou menosprezar a mulher insinuando um delírio, prontamente rebatido aos berros e com um grito final que estava engasgado em sua garganta há muitos anos.

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Com "Vai na Fé", Rosane Svartman trouxe de volta a essência de um bom folhetim

 A atual novela das sete da Globo não para de receber elogios desde que estreou, em janeiro. Já são cinco meses no ar e não há qualquer sinal de esgotamento do enredo. Pelo contrário, não falta conflito. Todos os capítulos são dinâmicos e com acontecimentos que mexem na narrativa. "Vai na Fé", dirigida por Paulo Silvestrini, reúne todas as qualidades de uma boa história e uma das principais é a essência do folhetim. Rosane Svartman trouxe de volta características que andaram (e andam) em falta na teledramaturgia da emissora.


As quatro novelas recentes da Globo ("Cara e Coragem", "Mar do Sertão", "Amor Perfeito" e "Travessia) fracassaram no desenvolvimento e na estruturação do roteiro. E, ironicamente, as quatro apresentaram problemas semelhantes: história que não tem fôlego para ficar no ar por seis meses e um início corrido para causar uma falsa impressão de agilidade. "Cara e Coragem", de Cláudia Souto, teve quase 200 capítulos com um enredo que não duraria nem cinco semanas. Para culminar, a autora 'matou' Clarice (Taís Araújo) no terceiro capítulo da novela, o que impediu que o público criasse qualquer vínculo com ela. Ainda foi um equívoco a obra ter ficado voltada apenas para a resolução de um crime que ninguém se importava porque mal conhecia a vítima. E a pressa nem se justificou porque foi uma falsa morte e a história ficou andando em círculos o tempo todo. Os três vilões ainda se mostraram desinteressantes e até inofensivos. 

"Travessia" apresentou um conjunto de erros praticamente igual. Débora (Grazi Massafera) vivia uma relação infeliz com Guerra (Humberto Martins), engravidou do amante, foi descoberta pelo marido, meses se passaram, sofreu um acidente de carro e morreu. Isso tudo na estreia da novela de Glória Perez. O telespectador não teve tempo de criar empatia e muito menos ódio por ninguém. Foi tudo jogado de qualquer maneira para provocar a sensação de um capítulo ágil e dinâmico.

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Transbordando caretice e covardia, Globo segue censurando beijos de Clara e Helena em "Vai na Fé"

 A novela das sete da Globo é o maior sucesso da emissora atualmente. "Vai na Fé" vem reunindo uma avalanche de elogios merecidos. Rosane Svartman novamente vem acertando em cheio com uma história envolvente e bem desenvolvida. Mas a censura do canal em cima dos beijos de Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman) virou quase uma novela paralela e por culpa da própria empresa. 


A relação das personagens vem sendo construída com habilidade pela autora através da amizade que surgiu entre a aluna e a sua personal trainer. Clara vive um casamento abusivo com o vilão Theo (Emílio Dantas) e descobriu na amiga uma espécie de porto seguro. É através dos diálogos das duas que as fragilidades da personagem acabam expostas com muita sensibilidade. 

A primeira censura da cúpula da emissora aconteceu no dia 10 de maio, quando a professora orientou os exercícios da aluna na casa de Clara porque a academia estava interditada. Uma tensão sexual no momento em que a personal segurou a cabeça de Clara ficou explícita e as duas se olharam (em uma clara alusão ao icônico momento do beijo protagonizado por Peter Parker e Mary Jane, no filme "Homem-Aranha", de 2002).

sexta-feira, 19 de maio de 2023

Brilhante em "Vai na Fé", Sheron Menezzes merecia uma protagonista há tempos

 O capítulo desta quinta-feira (18/05) de "Vai na Fé" foi um dos melhores da novela das sete de sucesso de Rosane Svartman. E só não pode ser classificado como o melhor porque a história fica no ar até agosto, então muitos outros tão bons quanto ainda certamente virão. Mas o capítulo marcou uma das revelações mais esperadas do enredo: a identidade do pai biológico de Jenifer (Bella Campos). O impacto dramático da notícia colocou Sheron Menezzes diante de uma sucessão de cenas difíceis, todas defendidas com uma entrega visceral. 


A sequência em que a protagonista descobriu através de Ben (Samuel de Assis) que tinha sido abusada no passado por Theo (Emílio Dantas) foi a mais impactante e emocionante da produção até agora. Começou com a incredulidade da personagem, depois passou pelo horror do choque e finalizou com um choro dilacerante de desespero. Quase cinco minutos de intensa carga dramática. Todos os momentos interpretados brilhantemente por Sheron Menezzes. Deu para sentir a dor daquela mulher e foi impossível não ter se emocionado junto com ela. Vale também elogiar Samuel de Assis, um ótimo ator que tem honrado o protagonismo ao lado de sua parceira. 

Sol é uma mocinha que nunca teve medo dos obstáculos da vida e, mesmo diante de vários dramas que a assolam, procura manter a fé em sua religião e no amor pela família. No entanto, um trauma no passado se manteve presente em lembranças dolorosas: o término com o seu grande amor e uma relação sexual que virou a sombra de uma culpa devastadora.

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Em pleno 2023, Globo censura beijo de Clara e Helena em "Vai na Fé"

 O título desta crítica é bastante desanimador. É incontestável que a única emissora do país que se preocupa, de verdade, com a diversidade é a Globo. Todas as demais ignoram o tema e parece que praticamente nada mudou nos últimos 20 anos. Já na líder é visível a mudança ao longo dos anos, tanto na questão dos elencos das novelas quanto nos programas de entretenimento e esporte. Mas de nada adianta tais práticas e tais discursos, se há corte de um beijo entre duas mulheres em uma novela das sete. 


Aconteceu nesta quarta-feira, dia 10, em "Vai na Fé", justamente o folhetim atual de maior sucesso da Globo. Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman) formam um dos vários excelentes casais da história de Rosane Svartman. Na verdade, as duas ainda não são um par. A relação vem sendo construída com o maior cuidado através da amizade que surgiu entre a aluna e a sua personal trainer. Clara vive um casamento abusivo com o vilão Theo (Emílio Dantas) e descobriu na amiga uma espécie de porto seguro. É através dos diálogos das duas que as fragilidades da personagem acabam expostas com muita sensibilidade. 

Rosane é uma autora que não faz nada superficial. Há sempre uma boa construção para os pares serem formados e não por acaso emplaca vários em suas novelas, incluindo as duas bem-sucedidas temporadas de "Malhação" ---- "Intensa" e "Sonhos". Com Clara e Helena, não tem sido diferente. E o início da mudança de 'chave' no relacionamento se deu semana passada, quando as amigas saíram para jantar fora. Dois rapazes debocharam e passaram cantadas baratas na dupla.

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Maior revelação do ano, Clara Moneke rouba a cena em "Vai na Fé"

 Rosane Svartman é uma lançadora de talentos. Em todas as suas produções há vários atores que estreiam com o pé direito e não tem sido diferente com "Vai na Fé". No caso da atual novela das sete, a maioria das gratas revelações só aparece em flashbacks, como Je Soares (Sol), Isacque Lopes (Ben) e Matheus Polis (Theo). Mas na fase atual quem tem roubado a cena atende pelo nome de Clara Moneke. 


A atriz interpreta uma das melhores personagens da trama. Kate é a filha única de Bruna (Carla Cristina Cardoso) e melhor amiga de Jenifer (Bella Campos). A garota sonha em ter uma vida de luxo, mas não estuda e nem trabalha. Chegou a ajudar a mãe a vender quentinhas e se aventurou como garçonete de uma cafeteria, mas não durou muito em nenhuma das ocupações. Tem um caso com o traficante Hugo (MC Cabelinho), mas se envolveu com Theo (Emílio Dantas) e chegou a morar em um apartamento bancado pelo vilão, que a tinha como amante. 

A personagem começou na história com poucas cenas, mas mesmo não aparecendo muito despertava a atenção do público nas redes sociais graças ao carisma da atriz e ao ótimo texto da autora e sua equipe de roteiristas. Kate é debochada e não leva desaforo para casa.

quinta-feira, 6 de abril de 2023

"Vai na Fé": uma novela abençoada

 A atual novela das sete da Globo está a cada dia melhor. Rosane Svartman e sua equipe de roteiristas estão conseguindo contar uma história sem correria, ao mesmo tempo que nada arrastada. "Vai na Fé" vem angariando elogios desde a estreia e virou rotina enaltecer a trama dirigida por Paulo Silvestrini. Porém, há um outro fator que tem deixado o conjunto ainda melhor: situações na ficção iguais a acontecimentos que vêm sendo notícia na vida real. 


Claro que toda obra aberta é desenvolvida de acordo com a resposta do público e não por acaso todos os folhetins que foram ao ar inteiramente gravados, na época da pandemia, enfrentaram dificuldades. Mas em "Vai na Fé" não tem sido necessário mexer no desenvolvimento do enredo por conta de possíveis rejeições do telespectador. Tudo vem sendo bem aceito e os personagens caíram na boca do povo. E por isso mesmo o excesso de 'coincidências' entre ficção e realidade tem despertado atenção. 

Por ironia do destino, a história exibiu uma de suas sequências mais emocionantes na mesma semana em que houve um caso escandaloso de intolerância religiosa no "BBB 23". Cristian, Key e Gustavo transbordaram preconceito e ignorância por conta da fé de Fred Nicácio.