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sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Tudo sobre a coletiva de "Let Love", novo reality do Globoplay e Multishow

 Já imaginou morar a dois no instante em que você conhece uma pessoa? Na intimidade, sem filtros, em busca de criar conexões reais. Essa é uma das experiências inusitadas proposta em "Let Love", novo reality de relacionamento que estreou no Globoplay e no Multishow nesta segunda- dia 13, o mesmo dia em que foi realizada a coletiva da produção. 


Inédita no país, a atração conta com apresentação de Sabrina Sato e João Vicente de Castro, um ex-casal que vem despertando burburinho desde que Sabrina se separou de Duda Nagle. O formato ITV Studios originalmente holandês é sucesso pelo mundo e, por aqui, ganhou uma adaptação com o jeitinho brasileiro, incluindo uma preocupação em escalar pessoas diversas e reais. Por incrível que pareça não há muitos 'padrões', como costuma ser visto em qualquer reality, principalmente de casais, o que já é um bom diferencial. 

"'Let Love' traz a busca pelo amor, o relacionamento com o novo, com as descobertas. É um reality que te faz aprender a amar além das aparências e do que você idealiza. Amor o outro, amar você. Um reality de sentimentos e descobertas que vão abrindo espaço a esse sentimento tão único", contou Sabrina Sato, que celebrou a parceria com João Vicente: "Foi bom mostrar um pouco da nossa relação de amizade, temos carinho e admiração um pelo outro".

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Ousada e emocionante, "Espelho da Vida" consagrou o estilo de Elizabeth Jhin

Elizabeth Jhin deixou a melhor das impressões com sua última novela. Após duas tramas baseadas no espiritismo e em reencarnações ---- a ótima "Escrito nas Estrelas" (2010) e a fraca "Amor Eterno Amor" (2012) ----, "Além do Tempo" (2015) arrebatou o público com uma corajosa história de época que apresentou uma passagem de tempo de cerca de 150 anos, com todos os personagens reencarnados nos dias atuais e se 'reencontrando' séculos depois, reescrevendo seus destinos. Portanto, o desafio da autora era complicado em seu próximo trabalho: como surpreender o telespectador depois de um enredo tão ousado? Mas a sensível escritora conseguiu. "Espelho da Vida", que chegou ao fim nesta segunda (01/04), foi um novelão inovador da melhor qualidade.


A trama, muito bem dirigida por Pedro Vasconcelos (que estreou com o pé direito na direção geral sem a parceria com Rogério Gomes), teve uma premissa comum em algumas séries ou filmes estrangeiros, mas não em folhetins: uma viagem no tempo. A mocinha Cris Valência (Vitória Strada) teve como missão voltar ao passado para descobrir quem matou Júlia Castelo, sua vida anterior, e inocentar Danilo Breton (Rafael Cardoso), acusado e condenado pelo assassinato da mulher que tanto amava. A trágica história de um amor infinito que nunca tinha um final feliz precisava ser alterada. Não no passado e, sim, no presente. Mas, obviamente, no início ninguém sabia ainda quem havia cometido o crime e nem se o rapaz era mesmo inocente. Essa curiosidade mexeu com a protagonista e o público.

A forma como o enredo foi sendo desencadeado primou pela preciosa amarração de conflitos e personagens. Aos poucos, tudo foi se encaixando perfeitamente. A grande habilidade da autora de apresentar cada peça do quebra-cabeça impressionou, tanto pelo impacto das cenas quanto pela estruturação do roteiro. Ficou evidente que Jhin já tinha plena consciência da história que iria contar e que não promoveu qualquer tipo de mudança na novela, mesmo diante dos baixos índices de audiência.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

"Espelho da Vida" tem estreia correta e elegante

"Sabe a sensação de já ter estado ali? De já ter conhecido alguém? De já ter vivido aquele momento? Vivido uma outra vida? E se não for apenas uma sensação?" Essa é a premissa de "Espelho da Vida", nova novela das seis, que estreou nesta terça-feira (25/09), com a difícil missão de substituir "Orgulho e Paixão", trama que foi merecidamente um sucesso de público e crítica. A trama de Elizabeth Jhin, dirigida por Pedro Vasconcelos (em sua primeira produção como diretor geral), tem a reencarnação como mote central, um tema que virou especialidade da autora ---- vide suas últimas novelas, como "Escrito nas Estrelas" (2010), "Amor Eterno Amor" (2012) e "Além do Tempo" (2015).


A história tem um mote totalmente diferente da produção passada. Saiu de cena um enredo leve, cômico e romântico, e entrou no lugar um roteiro repleto de mistério em torno da doce Cris Valência (Vitória Strada), talentosa atriz de teatro que se vê diante de seu enigmático passado quando começa a pesquisar sobre Júlia Castelo, uma mulher que foi assassinada em 1930, para interpretá-la em um filme. A personagem sente uma estranha sensação de já ter estado em vários locais por onde a falecida passou (a fictícia cidade de Rosa Branca, em Minas Gerais) e acaba descobrindo muito mais do que previa, precisando lidar com uma drástica mudança em sua vida.

A mocinha já começa o enredo namorando o cineasta Alain Dutra (João Vicente de Castro) e a situação foge do comum, pois o ''padrão" é justamente exibir o primeiro encontro, o nascimento do amor, enfim... Os dois chegam em Rosa Branca por causa do estado terminal de Vicente (Reginaldo Faria), avô do rapaz, que pede para vê-lo pela última vez.