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sexta-feira, 6 de março de 2020

Revelação sobre trauma de Justina destaca atrizes em "Éramos Seis"

Uma das qualidades de "Éramos Seis" é a valorização de todos os núcleos. Não existe trama desnecessária. Todas acrescentam algo no enredo do remake do  romance de Maria José Dupré, adaptado por Angela Chaves e dirigido por Carlos Araújo. Até a aparentemente mais deslocada história resultou em uma forte virada na reta final da novela: o mistério envolvendo o passado de Justina (Júlia Stockler) e Emília (Susana Vieira).


O traumático passado da filha mentalmente perturbada da ricaça não existe no livro, mas o público que acompanhou as versões anteriores do folhetim, tendo a do SBT, em 1994, como a mais lembrada, já sabia do enigma. Mas a atual produção conseguiu manter bem o segredo e a revelação implicou em ótimas cenas protagonizadas por Susana Vieira com as revelações Júlia Stockler e Joana de Verona (Adelaide). Era um momento bastante aguardado.

O roteiro sempre induziu o telespectador a pensar que Emília era uma mulher cruel e fria. Sempre isolada em sua luxuosa mansão, a milionária nunca ligou muito para a sobrinha Lola (Gloria Pires) e evitava uma maior intimidade com qualquer um.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Núcleo de Itapetininga emociona e diverte em "Éramos Seis"

O núcleo cômico em novela sempre provoca controvérsia. Há os que defendem a obrigatoriedade em qualquer folhetim e os que acham uma inutilidade criada apenas para preencher o tempo dos capítulos. Não existe consenso. O fato é que esse tipo de núcleo às vezes funciona e outras não. Há escritor que simplesmente não se dá bem com comédia. Depende da inspiração de cada autor. Já o caso de "Éramos Seis", atual novela das seis da Globo, é de total êxito.


O núcleo de Itapetininga virou um dos trunfos da trama de Angela Chaves, baseado no romance de Maria José Dupré e no remake exibido pelo SBT em 1994. Assim como na maioria dos núcleos cômicos de qualquer novela, a história dos personagens fica quase totalmente deslocada do enredo central. É praticamente um folhetim paralelo. Mas, no caso, não há demérito porque a narrativa não é quebrada e nem prejudica o andamento dos conflitos. Até ajuda a imprimir um clima um pouco mais leve em uma produção marcada pela tristeza.

No início da história, a casa de Maria (Denise Weinberg) mal aparecia e servia apenas de pano de fundo para Olga (Maria Eduarda de Carvalho) e Clotilde (Simone Spoladore). Quando as duas foram para São Paulo morar com a irmã Lola (Glória Pires), então, o núcleo praticamente desapareceu. Mas, aos poucos, o enredo foi enriquecendo e ganhando importância.