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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Theresa Fonseca brilha como Virgínia e a transforma em um dos destaques de "A Nobreza do Amor"

 À medida que A Nobreza do Amor se aproxima de sua reta final, fica evidente que Theresa Fonseca encontrou em Virgínia uma personagem capaz de testar suas possibilidades como atriz e, ao mesmo tempo, demonstrar a força de seu talento. 


Racista, invejosa, possessiva e obcecada em destruir Alika (Duda Santos), a vilã passou boa parte da trama consumida pelo ciúme doentio de Mirinho (Nicolas Prattes) e pela necessidade de afastar a rival de seu caminho. Embora tenha ficado refém de situações repetitivas, com motivações que frequentemente giravam em torno dos mesmos conflitos, Theresa conseguiu imprimir personalidade à personagem e evitar que sua atuação se tornasse tão previsível quanto algumas das histórias que a envolviam.

O principal mérito da atriz está justamente em conseguir extrair nuances de uma figura tão desprezível. Virgínia é daquelas personagens que despertam pouca simpatia, sobretudo por seu comportamento racista e pela maneira como transforma suas frustrações em ataques contra Alika.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Duda Santos e Theresa Fonseca brilham no primeiro embate real entre vilã e mocinha de "A Nobreza do Amor"

 Em A Nobreza do Amor, atual novela das seis escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., aconteceu nesta quinta-feira (23) o primeiro embate de fato entre a vilã e a mocinha. A trama chegou ao capítulo 100 nesta semana e só agora as personagens tiveram um confronto direto, ainda que breve, mas suficiente para marcar uma mudança na dinâmica entre as duas. Pela primeira vez, Virginia (Theresa Fonseca) deixou de lado o comportamento dissimulado e o discurso cuidadosamente calculado para expor, sem qualquer máscara, o preconceito que sempre carregou.


A vilã se colocou completamente às claras diante de Alika (Duda Santos), ao confrontá-la em plena rua e na frente de diversas pessoas. Revoltada após ficar de castigo por decisão dos pais, consequência de ter sido desmascarada pela mocinha, Virginia responsabilizou a rival pelo pior momento de sua vida. Afinal, foi Alika quem revelou que ela havia trazido os cangaceiros para a cidade com o objetivo de destruir seu ateliê e acabar com seu trabalho.

Tomada pelo ódio, Virginia abandonou qualquer tentativa de manipular a situação e partiu para ataques racistas explícitos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

"Liberdade Liberdade" foi uma boa novela, mas poderia ter sido muito melhor

Apresentando uma estreia caprichada e um desenvolvimento morno, "Liberdade, Liberdade" ficou praticamente quatro meses no ar (67 capítulos) e fechou seu ciclo com uma reta final empolgante, presenteando o telespectador com cenas muito bem realizadas. O último capítulo, exibido excepcionalmente nesta quinta-feira (04) ---- por causa do início das Olimpíadas (a Globo fará uma transmissão intensiva do evento) ----, encerrou o folhetim com dignidade, após momentos finais de tirar o fôlego, principalmente em virtude do início da revolução comandada pela protagonista e o enforcamento de seu irmão.


A novela das onze viveu uma novela própria antes de entrar em produção. Márcia Prates estrearia como autora, mas Silvio de Abreu e sua equipe observaram vários erros históricos no texto da escritora, fazendo muitas modificações. Glória Perez e Alcides Nogueira chegaram a trabalhar como supervisores, mas abandonaram a função. Outros problemas foram detectados, até a responsável pela história ser desligada do projeto, sendo utilizado apenas o seu 'argumento' para o enredo. Mário Teixeira foi chamado às pressas para assumir o controle de um trem que parecia desgovernado e a partir de então finalizaram a escalação do elenco, iniciando de vez a elaboração do folhetim.

Portanto, em virtude de todas as questões mencionadas, a expectativa em torno da novela ---- baseada no livro "Joaquina, filha de Tiradentes", de Maria José de Queiroz ---- não era animadora. Afinal, tudo se encaminhava para um produto retalhado e equivocado. A estreia serviu para diminuir essa 'preocupação', pois a trama promissora, o contexto histórico atrativo, o figurino caprichado e o grande elenco agradaram bastante. Entretanto, as constantes mudanças nos bastidores acabaram refletindo na condução do enredo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Ótima em "Liberdade Liberdade", Lília Cabral mais uma vez mostrou o seu talento

"Liberdade, Liberdade" está perto de seu fim e um dos acertos da novela das 23h foi o seu elenco. Muito bem escalado, o time da produção esteve repleto de talentos e quase todos conseguiram brilhar em algum momento da história, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Vinícius Coimbra. Entre os intérpretes que mais se destacaram está a sempre grandiosa Lília Cabral, que ganhou a íntegra Virgínia, mulher responsável pelo cabaré da cidade de Vila Rica.


A personagem é uma das mais importantes do enredo, pois está ligada a todos os acontecimentos da novela. A cafetina cuida das suas meninas como se fosse uma mãe e é uma revolucionária disfarçada, sendo a responsável pelas maiores articulações do movimento contra a Coroa Portuguesa e tendo Xavier (Bruno Ferrari) como fiel escudeiro. Ela, aliás, sempre esperou a volta de Joaquina (Andreia Horta) desde que viu a menina ainda criança partir nos braços de Raposo (Dalton Vigh), seu grande amor.

Para culminar, Virgínia é mãe de Rubião (Mateus Solano), o grande vilão do folhetim, que sempre renegou cruelmente a mãe. Toda a teia que envolve o papel proporciona bons conflitos, destacando o conhecido talento de Lília.