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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Os vencedores da 59ª edição do ultrapassado "Troféu Imprensa"

Foi ao ar na noite deste domingo (09/04), a quinquagésima nona edição do "Troféu Imprensa". Comandada por Silvio Santos, a premiação contou com Márcia Piovesan (Revista "Tititi"), Sônia Abrão ("A Tarde é Sua" - Rede TV!), Nelson Rubens ("TV Fama" - Rede TV!), Flávio Ricco (Portal Uol e Diário de São Paulo), Ricardo Feltrin (Portal Uol), Ligia Mesquita (Folha de São Paulo), Marcelo Bartolomei (Revista Caras e Contigo) e duas novidades: o blogueiro Hugo Gloss e Jorge Luiz Brasil, da Revista Minha Novela. Como ocorre em todos os anos, várias injustiças foram cometidas na seleção dos finalistas de cada categoria, resultando em algumas vitórias questionáveis, embora alguns vencedores tenham sido merecedores.


O maior absurdo segue sendo a escolha dos três finalistas para o juri selecionar o vencedor. Todos são definidos por votação popular (170 mil pessoas votaram pelo site do SBT e pelo Portal MSN) e isso resulta em situações inacreditáveis, como Bruno Gagliasso e Malvino Salvador concorrerem como Melhor Ator, por exemplo, ao lado do ótimo Sérgio Guizé, que deu show como Candinho em "Êta Mundo Bom!". Bruno é talentoso, mas seu mocinho em "Sol Nascente" foi totalmente insosso. Já Malvino Salvador nem deveria estar ali. Ao menos venceu merecidamente o Sérgio, incluindo o Troféu Internet. O esquecimento de nomes como Marco Nanini ("Êta Mundo Bom!"), Mateus Solano, Marco Ricca (ambos por "Liberdade, Liberdade") e o saudoso Domingos Montagner ("Velho Chico") foi surreal.

O próprio sistema de votação do juri também continua injusto, pois só cinco são escolhidos aleatoriamente em cada categoria. Ou seja, não são todos que votam em cada rodada. Se a questão é o tempo, bastaria selecionar os votos com comentários e os sem. Simples assim. Mas, infelizmente, esse tipo de reclamação é algo recorrente e nunca mudarão.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Os vencedores da 58ª edição de um obsoleto "Troféu Imprensa"

A 58ª edição do "Troféu Imprensa" foi ao ar neste domingo (22/05), tendo Silvio Santos como o grande protagonista, fazendo jus aos anos anteriores da premiação, que contou com praticamente o mesmo time de jurados já conhecidos das outras edições: Sônia Abrão, Leão Lobo, Décio Piccinini, Flávio Ricco, Ricardo Feltrin, José Armando Vanucci, Cristina Padiglioni, Nelson Rubens, entre outros. O esquema de votação seguiu da mesma forma equivocada (selecionando apenas cinco jurados por categoria) e a escolha dos finalistas se mostra a cada ano mais absurda por conta do método utilizado (votos pela internet).


Portanto, fica claro o quanto que a premiação perdeu a sua relevância ao longo do tempo, não conseguindo evoluir e ficando estagnada. Até porque uma das poucas mudanças feitas durante os últimos dez anos, por exemplo, foi justamente a seleção dos finalistas por escolha popular, conseguindo deixar o conjunto ainda pior e mais injusto. Afinal, é natural que o produto ou o artista que tenha fãs mais dedicados seja beneficiado com larga vantagem. E é exatamente isso que acontece. Vide, por exemplo, Alexandre Nero ter como concorrentes na categoria de Melhor Ator Caio Castro e Guilherme Winter (cujos desempenhos foram apenas medianos).

Ou seja, embora costume ser considerado mais justo por abranger todas as emissoras, o "Troféu Imprensa" insiste em manter falhas nas votações que já deveriam ter sido corrigidas há tempos. E outro fato que comprova a obsolescência da premiação é a categoria Melhor Programa Infantil. Todas as emissoras abertas já extinguiram seus eventos infantis e a única emissora que ainda mantém é justamente o SBT. Não por acaso o "Bom Dia e Cia" ganhou a estatueta mais uma vez, pois seus concorrentes eram de bem menos relevância ---- "Mundo Disney" (formato comprado de fora pelo mesmo SBT) e o ótimo "Cocoricó" (que deixou de ser produzido há um bom tempo) .

sexta-feira, 8 de abril de 2016

"Tá no Ar: a TV na TV" se supera ao homenagear Carlos Alberto de Nóbrega

A terceira temporada do "Tá no Ar: a TV na TV" chegou ao fim na última terça (05/04), mesmo dia da final do "Big Brother Brasil 16". E o melhor humorístico do país mais uma vez apresentou uma sucessão de esquetes geniais, conseguindo fechar o terceiro ano com bastante fôlego para várias outras temporadas. O programa roteirizado por Marcius Melhem, Maurício Farias, Marcelo Adnet e equipe ainda se superou ao homenagear Carlos Alberto de Nóbrega, em uma esquete relembrando o sucesso da Velha Surda.


A atração fez história homenageando um dos formatos mais antigos do SBT ---- está no ar há 29 anos na emissora, desde que Silvio Santos comprou a produção em 1987 (antes já havia passado pela TV Paulista, TV Rio, Record, Band e Globo) ---- e celebrando a importância de uma figura tão querida pelos brasileiros. Foi uma das muitas ótimas ideias da produção do humorístico, que tem liberdade total para fazer o que quiser. Tanto que a Globo liberou o convite e o SBT concordou, expondo ainda um gesto de amizade e respeito entre os canais.

O quadro foi impagável. Marcius Melhem interpretou a Velha Surda com uma perfeição impressionante e por vários momentos houve a impressão de volta no tempo. A icônica personagem foi vivida com maestria pelo saudoso Roni Rios (falecido em 2001) e era uma das figuras mais conhecidas da praça. Ele com certeza ficaria orgulhoso do colega.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Os vencedores da 57ª edição do "Troféu Imprensa"

A 57ª edição do "Troféu Imprensa" foi ao ar neste domingo (12/04) e mais uma vez teve a espontaneidade de Silvio Santos como ponto alto. Apesar de muito gripado, o melhor apresentador do país fez seus deboches e conduziu a premiação com a sua conhecida competência, proferindo uma sucessão de pérolas. Não estava tão inspirado como nos outros anos (por questões óbvias), mas valeu mesmo assim. Já o time de jurados mais uma vez foi composto por figuras que sempre marcam presença, como Sônia Abrão, Leão Lobo, Décio Piccinini, Flávio Ricco, Ricardo Feltrin, entre outros.


Infelizmente, as injustiças viraram rotina no "Troféu Imprensa", uma vez que o esquema de votação para a classificação dos três finalistas é feita exclusivamente pela internet e o vitorioso de cada categoria é escolhido por cinco jurados, selecionados aleatoriamente. Esta soma de fatores acaba implicando em um festival de erros que já deveria ter sido solucionado. Mas em todo ano as mesmas situações são repetidas e nada é feito para mudar, o que deixa a premiação cada vez mais enfraquecida.

Porém, apesar do equívoco em várias indicações, alguns vencedores mereceram ganhar o troféu e, como programa de entretenimento, o formato ainda consegue prender a atenção. As gratas surpresas deste ano foram Marcos Caruso e Mariana Ximenes, que estiveram no palco com Silvio.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A respeitável longevidade de "A Praça é Nossa"

Manuel da Nóbrega criou algo teoricamente simplório em 1956: um programa humorístico, cujo único cenário era um banco de uma praça, por onde passariam inúmeros personagens, que conversariam com um senhor que estava diariamente sentado ali, lendo seu jornal. Inicialmente chamado de "A Praça da Alegria", o humorístico foi tão bem recebido pelo público que passou por várias emissoras ---- incluindo TV Paulista (onde estreou, em 1957), Record e Globo (ficando entre 1977 e 1978, comandado por Miele) -----, até ser remontado na Band em 1987, sendo denominado de "Praça Brasil", e comandado pelo 'herdeiro' Carlos Alberto de Nóbrega.


Mas logo depois, o filho de Manuel de Nóbrega foi para o SBT, levou a atração com ele, mudou o nome para "A Praça é Nossa" e de lá não saiu mais. O humorístico estreou na emissora de Silvio Santos em maio de 1987 e está até hoje no ar, comprovando o êxito do formato criado há 58 anos. Apesar das trocas de horário que o programa sofreu ao longo destes anos, sendo a principal e mais traumática delas a saída dos sábados à noite, migrando para os domingos à tarde, sua longevidade mostra que o simples, às vezes, dá mais certo do que uma série de inovações.

E o formato expõe a generosidade de Carlos Alberto de Nóbrega, que funciona como um mero coadjuvante, cujo objetivo é fazer 'escada' para os humoristas brilharem. Situação semelhante vivida pelo saudoso Chico Anysio, na "Escolinha do Professor Raimundo", onde os alunos eram os protagonistas.