Os indicados na categoria Melhor Ator de Novela foram Chay Suede, Juan Paiva e Marcos Palmeira. Chay está roubando a cena como Mavi e tem feito do seu carismático vilão o maior trunfo de "Mania de Você". Não por acaso, foi consagrado vencedor. Uma vitória merecida. Já Juan emocionou na pele de João Pedro, no remake de "Renascer", e mais uma vez mostrou seu talento na pele de um personagem sofredor.
domingo, 15 de dezembro de 2024
As justiças e as injustiças do "Melhores do Ano" de 2024
terça-feira, 23 de julho de 2024
Quinta e última temporada foi a melhor de "Sob Pressão"
A quinta e última temporada de "Sob Pressão" chega ao fim na Globo nesta terça-feira (23/07), após ter estreado no Globoplay em 2022. O autor Lucas Paraizo e o diretor Andrucha Waddington foram responsáveis por uma das séries mais bem-sucedidas da história da Globo, o que não é algo simples. Foram cinco temporadas que arrebataram público e crítica e havia fôlego para mais. Mas a produção realmente acabou e se despediu com uma leva de episódios emocionantes.
A história protagonizada por Evandro (Julio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) teve quatro temporadas repletas de dramas bem construídos em meio a choques de realidade que trouxeram reflexão e questionamento sobre a saúde pública do Brasil. A quarta temporada, exibida ano passado, foi a única que teve altos e baixos, mas ainda assim merecedora de muitos elogios. Só que a quinta conseguiu superar a expectativa dos mais ansiosos pelo 'último ano' da série. Foi quase uma volta às origens, onde os conflitos pessoais de cada médico dominaram a narrativa, tendo como complemento as questões de vários pacientes que ajudaram a engrandecer a o conjunto.
A trama focou nas feridas psicológicas dos médicos e foi uma avalanche de sofrimento ao longo dos episódios. Os momentos de leveza foram raros, mas não é uma crítica. A densidade dramática fez toda diferença para tornar a temporada inesquecível.
terça-feira, 28 de novembro de 2023
"Fim" é uma série de qualidades inquestionáveis
A nova série do Globoplay estreou cercada de expetativas porque é baseada no livro homônimo de imenso sucesso, escrito por Fernanda Torres, lançado em 2013. A autora sempre teve a intenção de adaptar para o audiovisual por achar sua obra um dramalhão típico de folhetim e conseguiu dez anos depois. A produção estreou dois episódios no dia 25 de outubro e disponibilizou mais dois a cada semana de um total de dez. A história é envolvente e captura a atenção do telespectador.
"Fim" é uma série sobre a vida e a certeza da finitude. Mesclando momentos solares com outros mais soturnos, a obra é uma tragicomédia que acompanha a jornada de nove protagonistas, um grupo de amigos do Rio de Janeiro que faz parte de uma geração que acreditava em um "felizes para sempre", mas foi atropelada pela revolução de costumes dos anos 1970. A trama se passa em um período entre 1968 e 2012 e é dividida em quatro fases que abrangem a juventude, a maturidade e a velhice dos personagens. Ao longo das décadas, eles compartilham amores, traições, mágoas, alegrias, manias, loucuras e frustrações.
A história começa com a partida de Ciro (Fábio Assunção), o mais admirado do grupo, que morre sozinho na cama de um hospital. Nos tempos dourados, se apaixonou perdidamente por Ruth (Marjorie Estiano), com quem se casou.
quarta-feira, 25 de outubro de 2023
Tudo sobre a coletiva de "Fim", nova série do Globoplay
A série "Fim", Original Globoplay baseado no best-seller homônimo de Fernanda Torres, teve sua pré-estreia na noite desta segunda-feira (23) com a exibição dos dois primeiros episódios para elenco, equipe, convidados e imprensa. Fui um dos convidados e nos reunimos no cinema Kinoplex Leblon Globoplay, no Rio de Janeiro, numa noite em que a milícia tinha provocado um dia de terror na população. A realidade do Estado foi pausada durante o evento para celebração da estreia da obra, marcada para esta quarta-feira, dia 25.
Ciro (Fabio Assunção), Ruth (Marjorie Estiano), Álvaro (Thelmo Fernandes), Irene (Débora Falabella), Neto (David Junior), Célia (Heloísa Jorge), Silvio (Bruno Mazzeo), Norma (Laila Garin) e Ribeiro (Emilio Dantas) são amigos desde a juventude, com personalidades bem diferentes e formam os nove personagens centrais da trama. As doses de melancolia e resignação do grupo são intercaladas com momentos de graça, amor e festa, mostrando os contrastes da vida de cada um deles durante quatro décadas.
Criadora e roteirista da série, Fernanda Torres esteve na pré-estreia e se alegrou ao falar sobre o processo de adaptação de seu livro para as telas. "Não escrevi pensando em adaptar. Mas, achava que "Fim" tinha um DNA de folhetim.
domingo, 25 de dezembro de 2022
As justiças e as injustiças do "Melhores do Ano" de 2022
O "Melhores do Ano" foi ao ar neste domingo, dia 25, sob o comando de Luciano Huck, com direito a uma grata surpresa no final com o show maravilhoso de Milton Nascimento e Simone. Merecia até ter durado mais tempo. Como ocorre todo ano, inclusive na época de Faustão, foram muito premiados merecedores e algumas indicações controversas, além de esquecimentos injustos. Então vale analisar as justiças e as injustiças da edição de 2022.
Na categoria Melhor Atriz de Novela foram três nomes de "Pantanal" escolhidos: Alanis Guillen, Dira Paes e Isabel Teixeira. Três nomes mais do que merecidos. Alanis foi a melhor escolha possível para Juma Marruá, enquanto Dira Paes emocionou e divertiu com sua Filó. No entanto, Isabel deveria estar como Melhor Atriz Coadjuvante. A atriz foi um dos maiores trunfos do remake de Benedito Ruy Barbosa e fez de Maria Bruaca um fenômeno. Ganhou e merecia o troféu com larga vantagem, mas como coadjuvante e não principal porque era um perfil secundário. Uma pena que várias intérpretes tenham sido esquecidas, como Alinne Moraes, que deu um show como Bárbara em "Um Lugar ao Sol", ou Valentina Herszage e Giovanna Antonelli, que brilharam como Flávia e Paula Terrare em "Quanto Mais Vida, Melhor!". Larissa Manoela também fez bonito como Isadora e Elisa em "Além da Ilusão".
Na categoria Melhor Ator de Novela ao menos houve a lembrança da novela das seis de Alessandra Poggi. Antônio Calloni foi um dos indicados e seu desempenho como o esquizofrênico Matias foi extraordinário. Murilo Benício, que se destacou como Tenório, e Marcos Palmeira, que viveu seu melhor momento na televisão como Zé Leôncio, ambos em "Pantanal", também foram indicações justas.
quinta-feira, 2 de junho de 2022
Tudo sobre a coletiva da quinta e última temporada de "Sob Pressão", série exclusiva da Globoplay
A Globo promoveu nesta quarta-feira sua primeira coletiva presencial desde o início da pandemia do novo coronavírus. O local escolhido foi o cinema do shopping Fashion Mall, no Rio de Janeiro. A produção escolhida para tal feito foi sua série mais aclamada por público e crítica: "Sob Pressão". A série estreia sua quinta e (até segunda ordem) última temporada exclusivamente na Globoplay, no dia 2 de junho, com dois episódios semanais disponibilizados toda quinta-feira.
Uma sessão de cinema exclusiva reuniu elenco, autor, diretor e convidados para assistir ao primeiro episódio da quinta temporada. O autor Lucas Paraizo, o diretor Andrucha Waddington e os atores Júlio Andrade (Evandro), Pablo Sanábio (Charles), David Júnior (Mauro), Josie Antello (Rosa), Bruno Garcia (Décio), Julia Shimura (Keiko), Kelner Macedo (Kleber) e João Vitor Silva (Leonardo) estiveram presentes, além de Thassia Carvalho, que faz uma participação especial no primeiro episódio. Drica Moraes não conseguiu comparecer e Marjorie Estiano participou apenas via online porque positivou para a covid-19 nesta semana.
A quinta temporada vai mostrar que a equipe do Hospital Edith de Magalhães passa a manifestar as sequelas de uma rotina de trabalho exaustiva e as marcas do seu sofrimento, tantas vezes velado. O diretor de Produtos Digitais e Canais Pagos da Globo, Erick Brêtas, abriu a sessão especial animado: "É um imenso orgulho apresentar essa série como um Original Globoplay. É uma das séries mais premiadas que temos.
domingo, 2 de janeiro de 2022
Quem mereceu e quem não mereceu o troféu no primeiro "Melhores do Ano" comandado por Luciano Huck
O "Melhores do Ano" foi ao ar neste domingo, dia 2 de janeiro, após um hiato de um ano por conta da pandemia do novo coronavírus. Porém, a volta da premiação das Globo também marca a primeira edição sem a apresentação de Faustão, após 24 edições, que saiu no meio do ano passado de uma forma nada amistosa da emissora. Luciano Huck, que assumiu o "Domingão", ficou com a função que era de Fausto. Novas categorias também foram criadas, mas o conjunto basicamente permaneceu o mesmo.
Entre as novidades da premiação, está uma homenagem que Huck prestou a três brasileiros que fazem diferença em suas comunidades ajudando os outros através de iniciativas e projetos inclusivos. O momento é chamado de "Inspiração". Os agraciados foram Maria Odila, Dona Cida e Ricardo Ferreira. É aquele DNA de político que Huck insiste em ter, mesmo após a desistência de sua candidatura para a Presidência da República, ao menos até cogitar a hipótese novamente. Ainda assim, foram bonitas homenagens.
Mas voltando ao que realmente interessa, os vencedores das categorias, é preciso elogiar a criação do "Troféu Paulo Gustavo". O nome foi dado na categoria Humor, que já existia, mas agora presta uma justa homenagem a um dos maiores humoristas do país, que faleceu ano passado, vítima da covid-19 e consequentemente do atraso das vacinas.
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
Apesar da temporada irregular, "Sob Pressão" fecha mais um ciclo com emoção e esperançosas cenas
A quarta temporada de "Sob Pressão", co-produção da Globo com a Conspiração, chegou ao fim nesta quinta-feira (21/10) com apenas 11 episódios. Claro que ficou um gostinho de quero mais; afinal, a série, escrita por Lucas Paraizo e dirigida por Andrucha Waddington, manteve todas as qualidades já conhecidas desde seu lançamento, em 2017. A boa mescla de ficção com realidade mais uma vez se mostrou um dos maiores trunfos da produção, que optou pela não abordagem da covid-19, após os dois impactantes especiais produzidos ano passado.
A estratégia de deixar a pandemia apenas como pano de fundo, através de personagens com máscaras ---- que retiravam em alguns momentos para a focalização da expressão dos atores em cena ---- se mostrou acertada. Havia um medo de deixar a série repetitiva e o risco era real. Sem a necessidade da abordagem da covid, o autor teve a possibilidade de explorar casos reais de grande repercussão em episódios de grande carga dramática, como o incêndio no fictício hospital Edith de Magalhães ---- nomeado para homenagear a enfermeira Edith de Magalhães Fraenkel, pioneira da saúde e enfermagem, que ajudou a combater a gripe espanhola no Brasil.
Aliás, o episódio do incêndio foi o melhor da quarta temporada. O trabalho irretocável da direção ficou exposto em cada detalhe e a quantidade de cenas, incluindo planos-sequência de maior dificuldade, impressionou. Afinal, as gravações foram feitas em plena pandemia do novo coronavírus e na época em que as vacinas ainda não estavam com grande disponibilidade.
sexta-feira, 13 de agosto de 2021
"Sob Pressão" volta com a mesma qualidade e tocando em várias feridas da sociedade
A terceira temporada de "Sob Pressão" foi ao ar em 2019 e seria o fim da série. Mas o sucesso era tanto que público e crítica se uniram em um clima de indignação pela decisão da Globo. Deu certo. A emissora garantiu a quarta temporada para 2021, bem antes de surgir a pandemia do novo coronavírus ---- parecia até uma premonição o hiato em 2020. Mas foi justamente a covid-19 que fez a série ter dois episódios especiais exibidos no ano passado. E novamente recebeu uma avalanche de elogios. Agora, com a pandemia ainda em curso, a quarta temporada estreia com 11 episódios já prontos.
O primeiro episódio foi exibido nesta quinta-feira (12/08) e a decisão dos roteiristas foi seguir apresentando o enredo com várias temáticas importantes sobre a saúde pública e os dramas já conhecidos dos personagens. A pandemia não foi deixada de lado. A trama não está em um mundo pós-covid. Ela ainda existe, mas não é o foco central. Tanto que todos estão com máscaras quase o tempo inteiro. Todavia, algumas mudanças no conjunto ocorreram, como a efetivação no elenco fixo de David Júnior, que viveu o doutor Mauro no especial de 2020, a entrada de Bárbara Reis (na pele da enfermeira Lívia) e o ambiente do trabalho dos médicos e enfermeiros.
Todos passam a trabalhar no grandioso Hospital Edith de Magalhães, cujo nome é uma homenagem à enfermeira Edith de Magalhães Fraenkel, pioneira da saúde e enfermagem, que ajudou a combater a gripe espanhola no Brasil.
sexta-feira, 6 de agosto de 2021
Reprise de "A Vida da Gente" endossou cada elogio já dado ao delicado e arrebatador enredo de Lícia Manzo
A reprise de "A Vida da Gente" chegou ao fim nesta sexta-feira (06/08) e todas as qualidades do folhetim de Lícia Manzo se mantiveram intactas. É normal a memória afetiva enganar em alguns casos ou a história elogiada anos atrás envelhecer mal em uma reexibição. Não foi o caso da trama que contou a história de amor entre duas irmãs e como a vida pode ser traiçoeira ao mesmo tempo que benevolente.
O trio protagonista composto por Marjorie Estiano, Fernanda Vasconcellos e Rafael Cardoso foi muito bem interpretado e o triângulo amoroso despertou torcidas fanáticas que se mantiveram até hoje forte nas redes sociais. Foram inúmeras cenas marcantes ao longo da trama. Manu e Ana eram irmãs que se amavam e se respeitavam, apesar da mãe Eva (Ana Beatriz Nogueira), que não escondia sua predileção por Ana e seu imenso desprezo por Manu. Ana, por sua vez, era apaixonada por Rodrigo e da relação nasceu Júlia (Jesuela Moro, na fase crescida). Após muitos dramas e conflitos, as irmãs resolveram fugir com a criança para iniciar uma nova fase e deixar os problemas para trás.
Porém, um grave acidente de carro ---- a melhor cena de acidente da história da teledramaturgia ---- faz com que Ana entre em coma e Manu se depare sozinha com a sobrinha em meio aos julgamentos de Eva e ao sofrimento de ver a irmã entre a vida e a morte.quinta-feira, 5 de agosto de 2021
Tudo sobre a coletiva online da quarta temporada de "Sob Pressão"
A Globo promoveu nesta quarta-feira (04/08) a coletiva online da quarta temporada de "Sob Pressão". O roteirista Lucas Paraizo, o diretor Andrucha Waddington, o médico Márcio Maranhão e os atores Marjorie Estiano, Julio Andrade, David Jr., Drica Moraes, Julia Shimura, Bárbara Reis, Marcelo Batista, Josie Antello, Bruno Garcia e Pablo Sanábio, além das diretoras Mini Kerti e Rebeca Diniz, estiveram presentes e fui um dos convidados. Conto um pouco como foi o ótimo bate-papo sobre a melhor série já produzida pela emissora.
Andrucha Waddington contou sobre a temática geral da nova temporada: "Evandro quase morreu de covid na temporada passada. Foi uma decisão conjunta focar na saúde como um todo agora. A covid está presente, mas não vamos falar da pandemia e sim mostrar que a saúde pública continua. E Sob Pressão sempre foi muito ligada a uma crônica cotidiana, né". "Temíamos ficar um pouco repetitivo falar mais de covid depois do especial ano passado. A gente tenta colocar temas relevantes em todas as temporadas. Na temporada falamos de HIV na terceira idade, de racismo, homofobia, enfim, mas não é a primeira vez que falamos desses temas. Já sobre HIV na terceira idade é realmente a primeira vez ----- Arlete Salles e Ary Fontoura interpretaram o casal. E estamos sempre tentando abordar essas questões. Essa fase fala muito de esperança. Pensamos nisso quando criamos a quarta temporada. A esperança pela vida e pela melhora da saúde pública no país", complementou o autor Lucas Paraizo.
David Jr. falou sobre seu personagem, que passa a integrar o elenco fixo da série: "O Mauro, como neurocirurgião, redobra a atenção dele para cada paciente que consegue salvar. Eu sou novo no elenco, né. Pra mim foi um momento de tensão diário tendo que lidar com as demandas de testar diariamente e também manter o distanciamento.
terça-feira, 3 de agosto de 2021
Marjorie Estiano substituiu Drica Moraes à altura, mas Cora decepcionou como vilã de "Império"
A equipe de "Império" passou por um momento tenso na época em que foi exibida, em 2014. O terror de todo novelista aconteceu com Aguinaldo Silva: uma de suas principais atrizes precisou se afastar da novela por problemas de saúde. A grande Drica Moraes precisou ser afastada após apresentar um quadro de labirintite e quando voltou a trabalhar estava afônica, sem poder gravar. O médico, então, recomendou o seu afastamento e todos, obviamente, concordaram. Mas para evitar um desastre na novela, o autor resolveu rapidamente o problema trazendo Marjorie Estiano de volta. O momento foi reexibido nesta terça-feira (03/08), sete anos depois.
A intérprete da Cora na primeira fase de "Império" foi chamada às pressas pela produção e topou na hora. Só pediu para enviarem os capítulos. O resultado de todo este imbróglio foi a gravação de uma cena em tempo recorde, onde a atriz conseguiu decorar o texto em menos de 24h e ainda incorporou a vilã com todos os trejeitos de Drica Moraes. Marjorie conseguiu o que parecia impossível: apagar completamente a personagem que viveu nos primeiros capítulos da trama e imprimir um novo tom interpretativo, muito mais condizente com o que a sua parceira estava fazendo até se afastar das gravações.
O resultado ficou impecável e a cena onde Cora se humilha pelo amor de José Alfredo (Alexandre Nero) foi brilhantemente defendida pela atriz. Suas expressões faciais e corporais, tanto na hora que Cora tira o véu que cobria seu rosto, quanto no momento que bebe e se insinua para o comendador, foram precisas e evidenciaram o imenso talento da profissional, que foi elogiada por Aguinaldo e Rogério Gomes na época.
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
Manuela, de "A Vida da Gente", foi um divisor de águas na carreira de Marjorie Estiano
É inegável o quanto Marjorie Estiano cresceu na carreira. Virou uma das atrizes mais respeitadas e admiradas do país e a melhor da sua geração. Quando ganhou a Manuela, de "A Vida da Gente", em 2011, já tinha marcado presença em várias produções, incluindo até protagonista de novela das 21h. No entanto, a personagem brilhantemente construída por Lícia Manzo foi um divisor de águas na vida da atriz.
Manu é uma das protagonistas da novela das seis que conta a história do amor entre duas irmãs. O folhetim é diferenciado por isso. Não é sobre um casal, um amor proibido ou algo do tipo. É a trajetória de irmãs que se amam incondicionalmente e acabam se magoando por conta de armadilhas do destino. E a personagem interpretada por Marjorie é a mais densa do enredo. Também a mais difícil de ser interpretada. Todas as camadas desenhadas com precisão pela autora não valeriam de nada nas mãos de uma atriz limitada. A chance do perfil ter uma forte rejeição do público não era baixa. Mas a força cênica de Marjorie, somada ao talento de Lícia, a transformou em um dos tipos mais amados e lembrados de "A Vida da Gente".
A autora foi hábil na construção de Manuela. A personagem nasceu com uma deficiência na perna e sempre foi humilhada pela mãe. Enquanto era tratada feito um lixo, Ana (Fernanda Vasconcelos) recebia todos os mimos e privilégios. Algo que também acabou sendo sufocante, mas como a própria disse em uma cena, com um peso menor. Afinal, o excesso se apara. Já lidar com a falta é mais difícil. Manu tinha tudo para odiar Ana e ser a clássica irmã invejosa e amargurada, um clichê dramatúrgico. Mas nunca foi. Sempre teve um amor incomensurável por Ana e era sua cúmplice.
sexta-feira, 23 de julho de 2021
Após dez anos, reprise de "A Vida da Gente" mostra que Manu, Rodrigo e Ana deveriam ter terminado sozinhos
A primeira exibição de "A Vida da Gente" ocorreu entre 2011 e início de 2012. A novela preciosa de Lícia Manzo sempre foi uma das mais elogiadas da Globo e se tornou a segunda mais vendida no mercado internacional. A reprise, dez anos depois, por conta da pandemia do novo coronavírus, comprovou todas as qualidades já observadas na época. Foi um novelão inesquecível. Mas o olhar do público muda ao longo do tempo. É natural. E revendo a história é possível constatar que o final deveria ter sido outro.
A autora criou um enredo fascinante e envolvente, onde o vilão era a vida e todos os personagens tinham qualidades e defeitos. Era possível entender o lado de todos, dependendo da perspectiva de cada um. Por isso o público se torna tão passional quando acompanha a história e sente uma intimidade com aquelas pessoas que parecem tão reais. O triângulo amoroso envolvendo Manu (Marjorie Estiano), Rodrigo (Rafael Cardoso) e Ana (Fernanda Vasconcellos) é o que mais desperta sentimentos no telespectador. Muito pela forma como tudo aconteceu. Mas a novela nunca foi sobre casais. A autora contou uma história de amor entre irmãs. O resto era consequência.
E observando com maior atenção todo o novelo tão bem criado por Lícia, já com alguns pensamentos diferentes dos de dez anos atrás, não é absurdo achar que os três personagens deveriam ter terminado sozinhos. Um final infeliz, então? Um desfecho sofrido? Muito pelo contrário.
terça-feira, 20 de julho de 2021
Embate entre Ana e Manu resultou na cena mais memorável de "A Vida da Gente"
Nesta terça-feira, foi reprisada a cena mais aguardada de "A Vida da Gente", exibida originalmente no dia 14 de fevereiro de 2012, também uma terça: a briga entre Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano). Ao saber através de Júlia (Jesuela Móro) que sua irmã não iria em seu casamento com Lúcio (Thiago Lacerda), Ana resolve ir ao encontro de Manu para entregar o convite pessoalmente e, quem sabe, fazer as pazes. Mas acontece justamente o contrário: uma explosão de mágoas e feridas expostas, que resultaram em uma das melhores cenas da história da teledramaturgia.
A sequência tem oito minutos de duração. Uma eternidade já na época em que a novela foi exibida, em virtude da mudança da linguagem dos folhetins, que precisaram de um maior dinamismo para não afugentar a atenção do público. Mas, ainda assim, Lícia Manzo é uma autora que costuma desafiar essa 'regra' em suas obras, sempre valorizando os diálogos. A sua primeira novela já tinha deixado bem explícita a sua forma de trabalhar. E a cena se tornou a maior lembrança que o telespectador tem da saga sobre o amor de duas irmãs. De fato, entrou para a história.quarta-feira, 17 de março de 2021
Acidente de Ana e Manu foi a cena mais bem realizada de "A Vida da Gente"
A reprise de "A Vida da Gente" tem sido um presente para o público. Com o perdão do clichê, a novela de Lícia Manzo é um primor e os pedidos para uma reexibição eram constantes. Desde o dia 1º de março que o telespectador tem acompanhado mais uma vez essa história tão envolvente. E nesta quarta-feira (17/03) foi ao ar a cena mais impactante da trama e uma das mais emblemáticas da teledramaturgia: o acidente de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manuela (Marjorie Estiano).
Na estrada para a Serra, as irmãs sofrem um acidente de carro. O capricho da cena impressiona. A direção da equipe de Jayme Monjardim deu uma verdadeira aula de como fazer um momento de pura ficção parecer muito real. O capotamento do veículo e o grito das personagens já seriam suficientes para marcar uma sequência como essa.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
Tudo sobre a coletiva online da reprise de "A Vida da Gente"
A Globo promoveu nesta sexta-feira (19/02) uma coletiva online sobre a reprise de "A Vida da Gente", novela primorosa de Lícia Manzo, exibida em 2011, e a terceira mais vendida da Globo, que reestreia dia 1º de março. O diretor Jayme Monjardim não conseguiu participar, mas fez questão de deixar um recado carinhoso a todos. Estiveram na entrevista Marjorie Estiano, Fernanda Vasconcellos, Alice Wegmann, Paulo Betti, Gisele Fróes e a autora. Foi um bate-papo delicioso e com muitas boas lembranças. Fui um dos convidados e conto um pouco como foi neste texto.
"Sempre fui uma menina de observar o ambiente e observar o subjetivo. Vendo hoje em dia as pessoas com dificuldade de ficar em casa e pensar no coletivo tem muito disso. A novela, mais do que o fato do coma da Ana (Fernanda Vasconcellos), mostra a repercussão do fato em volta das pessoas. As pessoas sempre procuram entender seus sentimentos sobre o que está acontecendo. E a novela faz esse convite a reflexão. E a cena que mais me marcou foi a da discussão das irmãs. Tinha oito páginas e lembro que não foi ensaiada. Acho que ali há um casamento muito bonito que mais busco e mais prezo, que o texto bota ressonância nos atores. Mas às vezes a gente investe tanto na palavra e a imagem é soberana", disse Lícia Manzo.
Ainda sobre as cenas que mais marcaram, Fernanda Vasconcellos concordou com a autora. "É também minha cena preferida. E lembro até hoje da minha mão suando e não sei se terei outra oportunidade de viver um texto desse. Com as irmãs às vezes se escutando, às vezes querendo se machucar. Depois de ter trabalhado em algo tão marcante é inevitável você não se frustrar com seus trabalhos posteriores. Parece que fica faltando algo.
quarta-feira, 14 de outubro de 2020
"Sob Pressão - Plantão Covid" foi um especial necessário, impactante e esperançoso
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
Marjorie Estiano protagonizou a cena mais emblemática de 2020 em "Sob Pressão - Plantão Covid"
O primeiro episódio do especial "Sob Pressão - Plantão Covid" se mostrou uma grata surpresa e fez jus ao conjunto da melhor série já produzida no Brasil. Mesclou drama, realidade, poesia e esperança sobre uma pandemia que vem provocando um caos mundial. Mas também valorizou o conhecido talento de Marjorie Estiano, uma das mais elogiadas atrizes do país.
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
"Sob Pressão - Plantão Covid" tem estreia arrebatadora e emocionante
Após um período em missão humanitária no interior do Brasil ---- foi assim que a terceira temporada se encerrou ----, Carolina (Marjorie Estiano) e Evandro (Júlio Andrade) são convocados para voltar ao Rio de Janeiro. É urgente. A dupla de médicos é chamada às pressas pelo doutor Décio (Bruno Garcia) para trabalhar em um hospital de campanha montado para atender aos pacientes infectados pela Covid-19.














