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sábado, 27 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025: os piores do ano

 As retrospectivas de fim de ano são uma tradição neste blog e há o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de tristes perdas do meio artístico em 2025, chegou a hora das listas de piores, melhores casais, cenas, atores e destaques. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Vamos a eles. 



"Vale Tudo": 

Um dos piores remakes já feitos. Manuela Dias destruiu o fenômeno de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bressères. O público nas redes sociais e a imprensa tinham vários pés atrás com essa adaptação porque tinha tudo para dar errado e deu. A autora destruiu personagens icônicos, como Marco Aurélio e Eugênio, tirou o destaque da Raquel e criou inúmeros conflitos novos e todos com a profundidade de um pires, onde os arcos dramáticos eram resolvidos em no máximo uma semana. Foi tudo tão raso que pareceu uma novela vertical antes mesmo do formato ser lançado pela Globo em suas redes sociais. O irônico é que a escritora reclamou várias vezes da abordagem do alcoolismo de Heleninha e acusou falsamente a obra original de tratar o vício como piada. Mas o que Manuela fez? Uma trama panfletária, com a vilã chamando a filha de alcoolista, e no final Heleninha foi presa acusada de assassinar a mãe, um crime que nem existiu porque Odete Roitman apareceu viva no último bloco em uma sequência ridícula e repleta de absurdos. Ou seja, vai carregar uma culpa inexistente pro resto da vida. Isso citando apenas um dos vários equívocos do roteiro. Não por acaso, vários atores demonstraram insatisfação com a trama. Taís Araújo foi a única que expôs sua opinião com a novela ainda no ar, já outros preferiram esperar o término, como Luis Melo e Maeve Jinkings. A Globo forçou a narrativa do êxito da produção, mas a verdade é que patinou na audiência durante toda a sua exibição e só engrenou na véspera do assassinato de Odete, em plena reta final. O único sucesso foi o comercial porque a repercussão, embora alta, teve um massacre de críticas merecidas. 



"Mania de Você": 

A trama que antecedeu "Vale Tudo" foi um fiasco histórico. Após o sucesso de "Todas as Flores" no Globoplay, João Emanuel Carneiro voltou ao horário nobre da Globo e com a missão de elevar a audiência das nove, após o fracasso do remake de "Renascer". Mesmo diante de uma segunda parte muito mal desenvolvida de sua novela na plataforma de streaming, havia uma boa expectativa para sua nova história. E as chamadas eram convidativas. Porém, a produção se mostrou uma completa catástrofe. A primeira fase apresentou ótimos conflitos e personagens ambíguos, mas a correria dos acontecimentos prejudicou a construção do enredo e a compreensão do público. Para culminar, Amauri Soares ordenou o corte de várias cenas, a ponto de capítulos serem jogados no lixo. O todo poderoso do setor de teledramaturgia achou que aumentaria a audiência a antecipação do assassinato de Molina (Rodrigo Lombardi). Mas foi a partir daí que a trama mergulhou em um poço sem fundo. A segunda fase afastou ainda mais o público por conta de péssimos núcleos secundários e situações absurdas, que colocaram o telespectador como idiota. O que se viu foi um amontoado de reviravoltas sem impacto e qualquer lógica, além de um roteiro exaustivo que sempre voltou para o mesmo lugar. Os atores tiraram leite de pedra, mas não conseguiram milagres. Os personagens eram péssimos e com trajetórias constrangedoras. A cena em que Molina tentou afogar Mércia (Adriana Esteves) no mar entrou para a galeria das mais toscas da teledramaturgia diante dos efeitos especiais patéticos. O mocinho, Rudá (Nicolas Prattes), foi assassinato por causa da rejeição do público e o vilão transformado em bonzinho sem uma construção crível. A direção de Carlos Araújo resultou em algumas cenas dignas de um produto amador. A cada capítulo tudo ficava pior e o fim foi um alívio para público e elenco. O título de pior média de audiência da história do horário nobre é merecido.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: os piores do ano

 As retrospectivas de fim de ano são uma tradição neste blog e há o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de tristes perdas do meio artístico em 2023, chegou a hora das listas de piores, melhores casais, cenas, atores e destaques. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Vamos a eles. 





"BBB 23": 

Quem achou que nada seria pior que o "BBB 22" teve que rever seus conceitos... Um fracasso de audiência, a pior de toda a história do reality, e um jogo que foi tomando um rumo repleto de preconceito e atitudes bastante controversas que não tiveram uma resposta merecida da produção. Para culminar, duas expulsões por assédio sexual, mas com os expulsos tendo seus contratos mantidos com a emissora, assim como seus privilégios dos prêmios que ganharam. Até os discursos de Tadeu Schmidt decepcionaram. O apresentador resolveu bancar o 'isentão' e elogiou todo mundo que foi eliminado, não houve crítica alguma a qualquer comportamento. Pareceu um conto de fadas. E o pior de tudo foi o público elegendo uma vencedora que pouco fez para ter honrado os quase três milhões de reais que faturou, a maior premiação da história do formato. 


"Travessia": 

A novela foi uma avalanche de problemas que dominaram o enredo do primeiro ao último capítulo. A trama derrubou os índices do bem-sucedido remake de "Pantanal" e se mostrou um grande fracasso. Mas teve motivos de sobra para tamanha rejeição do público. Não havia uma história consistente sendo contada e a ideia de abordar os avanços da tecnologia através da chamadas fake news não se sustentou nem por dois meses, o que naufragou a narrativa da protagonista, que ficou avulsa boa parte do enredo. A imensa maioria dos personagens não despertou atenção do telespectador e nem havia uma boa construção dos conflitos. Aliás, quais conflitos? Até mesmo Drica Moraes comentou, após o término da trama, que não entendeu a proposta de sua personagem. E Cássia Kiss? A atriz mal conversava com seus colegas por conta de seus pensamentos conservadores, o que deixava o clima das gravações nada agradável. Vale citar ainda a direção equivocada de Mauro Mendonça Filho, que prejudicou várias cenas, sendo criticado até pela autora no X, antigo Twitter. Chegou ao fim como o pior folhetim da carreira de Gloria Perez. 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

"The Voice Brasil" chega ao fim em clima de já vai tarde

 A décima segunda temporada do "The Voice Brasil" estreou no dia 28 de novembro e chega ao fim no dia 28 de dezembro. Apenas um mês no ar. É assim que o reality musical que já foi um estrondoso sucesso fecha seu ciclo na televisão brasileira. Após várias temporadas fracassadas sem sequência, cuja queda de audiência e repercussão se acentuava ano a ano, a Globo finalmente decidiu dar um basta no formato para lá de desgastado. 


A primeira temporada do "The Voice Brasil" estreou em setembro de 2012 e foi um baita sucesso. O êxito de audiência, crítica e público fez o formato ingressar de vez na grade da Globo. Porém, onze anos se passaram e tudo foi ficando repetitivo, maçante e desinteressante. Ainda que a emissora tenha se recusado a encarar de frente o desgaste da produção, era visível que não acreditavam mais no produto. Tanto que as temporadas tinham cerca de três meses de duração e desde a nona que houve uma redução do tempo. A 9ª estreou no dia 15 de outubro de 2020; a 10ª no dia 26 de outubro de 2021; a 11ª no dia 15 de novembro de 2022; e agora a última no dia 28 de novembro. 

As reformulações sempre foram mínimas em virtude do formato ser baseado no original holandês, o que já prejudicava qualquer tentativa de maiores novidades a cada ano. Lulu Santos está desde a primeira temporada, de 2012. Michel Teló está desde 2015 na atração e vencendo as disputas todo ano.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Quem ainda aguenta "The Voice Brasil" ?

 A primeira temporada do "The Voice Brasil" estreou em setembro de 2012 e foi um baita sucesso. O êxito de audiência, crítica e público fez o formato ingressar de vez na grade da Globo. Porém, dez anos se passaram e a décima primeira temporada, que estreou em novembro deste ano, já não tem nem um terço da repercussão que o programa teve um dia. Não por acaso, a atual edição começou bem mais tarde (em novembro ao invés de setembro ou outubro) porque o número de episódios diminuiu. E não é difícil entender as razões para tamanho desgaste. 


As reformulações são mínimas em virtude do formato ser baseado no original holandês, o que já prejudica qualquer tentativa de maiores novidades a cada ano. Lulu Santos está desde a primeira temporada, de 2012. Nada contra o cantor, um dos mais queridos do país, mas não há criatividade que salve qualquer originalidade em suas análises. São sempre as mesmas observações. Michel Teló está desde 2015 na atração e vencendo as disputas todo ano, vale lembrar. Iza foi um sopro de novidade em 2019, mas também já nem tem muito o que acrescentar de diferente. Gaby Amarantos saiu do Kids e foi para o adulto, ou seja, nem pode ser considerada algo novo. Mas a verdade é que o formato já se esgotou. Mesmo que o júri fosse 100% renovado, não haveria impacto. 

O público está cansado da mesmice das dinâmicas. A fase mais empolgante é a das batalhas, mas as demais não despertam interesse e ainda há o fato do vencedor(a) não emplacar. O termo "A voz do Brasil" virou uma piada. Quem ganha some da mídia assim como os perdedores. Não emplaca músicas, não faz sucesso, enfim.

domingo, 27 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020: os piores do ano

 A pandemia do novo coronavírus impediu a produção de muitas atrações. As emissoras precisaram apelar para muitas reprises para preencher suas grades. Ainda assim, alguns formatos permaneceram inéditos e vários deles merecem entrar na lista de piores de 2020. E todos os canais sofreram deste mal, assim como costuma ocorrer nos anos sem pandemia. Vamos a eles. 



"Triturando":
O programa de fofocas do SBT sempre foi uma bagunça generalizada, mas em 2020 se superou nos próprios erros. Chamado inicialmente de "Fococando", depois mudou para "Fofocalizando", até virar, do nada, "Triturando". Isso porque Silvio Santos adorava o quadro que triturava a foto de figuras criticadas pelos apresentadores. Porém, a mudança de nome gerou uma rejeição maior do público e a audiência, que já era baixa, despencou. Cris Flores foi contratada para o lugar de Leão Lobo, dispensado por conta da pandemia, e a jornalista é ótima. Ana Paula Renault também foi uma boa aquisição, mas elas não fazem milagre diante dos temas debatidos. Já fizeram até uma enquete perguntando  como o telespectador preferia morrer (esfaqueado, com um tiro ou envenenado). Vergonha. 


"Se Joga":
O programa criado para ficar no lugar do "Vídeo Show" nunca deu certo. Nem um dia sequer. A Globo criou um formato vazio, cansativo e que misturava tudo e não apresentava nada. Érico Brás, Fabiana Karla e Fernanda Gentil nunca conseguiram um bom entrosamento e a artificialidade na apresentação predominava. A pandemia do novo coronavírus fez a emissora priorizar o jornalismo em sua programação e vários programas saíram do ar momentaneamente. O "Se Joga" entrou na lista. Porém, a emissora aproveitou a "oportunidade" para esquecer do programa. Mesmo com a volta da programação normal, aos poucos, o formato do trio de apresentadores não retornou. E ainda bem. Todavia, segundo vários sites, em 2021 a atração retornará aos sábados e somente com Fernanda no comando. Resta saber como será...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Constantes derrotas para "A Fazenda 12" expõem o desgaste do "The Voice Brasil"

 A nona temporada do "The Voice Brasil" estreou no dia 15 de outubro e está em plena reta final. É uma das poucas produções inéditas que a Globo tem atualmente em sua grade, com presença física de pessoas em um palco. Os outros programas inéditos vêm sobrevivendo das já tradicionais vídeo-chamadas de entrevistados. Em um ano atípico como 2020, em plena pandemia do novo coronavírus, o formato tinha tudo para fazer ainda mais sucesso. Porém, o efeito foi contrário: a edição vem fracassando em todos os aspectos. 


O principal reality musical da Globo, exibido às terças e quintas, vem perdendo semanalmente para "A Fazenda 12". E desde a sua estreia. Isso porque o reality da Record tem feito um grande sucesso e o "The Voice Brasil" iniciou sua temporada com o programa da concorrente já embalado pela boa audiência. A estratégia da líder tem sido a exibição cada vez mais tardia de "A Força do Querer". Até funciona para manter os índices, mas basta a reprise da novela de Glória Perez acabar para a emissora dos bispos liderar. 

Obviamente, o êxito da décima segunda edição de "A Fazenda" tem contribuído bastante para o fracasso do "The Voice Brasil". Mas a verdade é que o formato já apresentava sinais claros de desgaste há pelo menos três temporadas. Nunca teve problemas com a audiência porque não tinha um bom concorrente.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Iza no "The Voice Brasil" foi um sopro de novidade em um desgastado formato

Até os maiores fãs do "The Voice Brasil" hão de concordar que o reality musical da Globo não repercute como antigamente. Há pelo menos uns três anos que o programa vem deixando a desejar e as razões são de conhecimento geral: o natural desgaste do formato, a falta de renovação total dos técnicos e participantes que não ficarão marcados no mercado musical, por mais talentosos que sejam. Todavia, a entrada de Iza na oitava temporada representou um sopro de novidade.


Muitos questionaram a entrada da cantora em virtude de sua curta carreira --- foi lançada oficialmente pela Warner Music no mercado em 2016 e estourou de fato em 2017. Então como colocar como "técnica" uma cantora que ainda nem tem cinco anos trajetória? Afinal, Ivete Sangalo, Lulu Santos e Carlinhos Brown apresentam um vasto currículo musical, além de Michel Teló, que, embora seja mais novo, também começou cedo no grupo Tradição. Porém, essa questão se mostra insignificante.

Primeiramente, a experiência dos técnicos pouco conta na hora das avaliações e o medo do diretor Boninho em renovar o time implicou na repetição das análises dos cantores. Muitas vezes são redundantes e acabam dizendo a mesma coisa para vários candidatos ---- "Sua voz é linda" ou "Como é afinada" são apenas alguns exemplos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: os piores do ano

As retrospectivas de fim de ano viraram uma tradição e esse blog tem o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de triste perdas do meio artístico em 2018, chegou a hora de das listas de piores, melhores casais, atores e cenas. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Em comparação com 2017, tivemos até menos produções citadas. Todavia, isso se deve ao fato do ano ter sido marcado pela Copa do Mundo e Eleições, o que implicou em menos produtos levados ao ar em virtude das respectivas coberturas. Mas, ainda assim, vamos aos selecionados.




"Malhação - Vidas Brasileiras":
Patrícia Moretzohn resolveu adaptar o formato da série canadense "30 Vies", mudando o protagonismo do enredo a cada 15 dias, mas não funcionou. O esquema adotado pela autora deixou todos os dramas superficiais e aniquilou qualquer possibilidade do público se envolver com os enredos, ainda mais exibindo conflitos que eram solucionados magicamente em menos de dez dias. O elenco escalado também deixa a desejar e vale lamentar uma atriz talentosa como Camila Morgado em um perfil central tão desinteressante quanto a professora Gabriela. A péssima audiência reflete o que vem sendo apresentado para os telespectadores. Várias vezes já perdeu a liderança para o sensacionalista "Cidade Alerta", da Record, fato que nunca havia ocorrido antes.



"Segundo Sol":
Após a equivocada "A Regra do Jogo", João Emanuel Carneiro tinha a missão de reverter a má impressão da sua novela exibida em 2015 e trazer de volta a empolgação do público, vista em seus folhetins anteriores, como "Da Cor do Pecado", "A Favorita" e "Avenida Brasil". Porém, o autor conseguiu o efeito contrário: escreveu sua pior trama. A ideia era contar a vida de um cantor de axé decadente, Beto Falcão, mas o enredo se voltou para o drama repetitivo de Luzia, uma das mocinhas mais imbecis e passivas dos últimos anos. A história andou em círculos e apenas a primeira fase despertou atenção. A segunda se mostrou um erro do início ao fim e a audiência foi apenas morna (33 pontos de média, seis a menos que "O Outro Lado do Paraíso" e igual a de "Império", de 2014). Nem mesmo a reta final empolgou. Destaque apenas para o bom desempenho do elenco, entre eles Adriana Esteves, Kelzy Ecard, Claudia Di Moura, Giovanna Lancellotti, Letícia Colin, Chay Suede, Deborah Secco, Vladimir Brichta, entre outros.


quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Laís Yasmin foi a grande injustiçada da sétima temporada do "The Voice Brasil"

O "The Voice Brasil" chegou ao fim nesta quinta-feira (27/09) e o reality musical da Globo até tentou sair do desgaste através de algumas novidades, como o botão do bloqueio e a agilidade na competição que foi ao ar duas vezes na semana, chegando ao fim mais cedo que as temporadas anteriores. Porém, o formato precisa da renovação do juri urgentemente. E deixando essas observações a respeito do programa de lado, é preciso enfatizar a injustiça feita com Laís Yasmin, uma das melhores vozes da edição.


A verdade é que em todas as temporadas há um festival de injustiças, tanto em algumas escolhas questionáveis dos técnicos quanto na votação popular, sempre preferindo o ''mais do mesmo" e ignorando artistas completos. Ou seja, não foi uma novidade da sétima temporada. Todavia, ainda assim, surpreendeu negativamente ver uma voz como a de Laís eliminada em plena semifinal. O curioso é que o choque maior foi a eliminação de Priscila Tossan, que realmente era uma cantora diferenciada e franca favorita.

Mas Priscila se deixou levar pelo clima de "já ganhou", infelizmente. A candidata ter escolhido "O Sapo", cantiga infantil que mal tem letra, para sua apresentação em plena reta final de programa expôs isso. Para culminar, sua performance foi morna e o problema na dicção ficou mais evidente.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

"The Voice Brasil" estreia sétima temporada tentando fugir do evidente desgaste

O "The Voice Brasil" já apresenta um inevitável esgotamento há alguns anos. A partir da terceira temporada, a percepção em torno do desgaste do formato começou a surgir. E desde então há uma decrescente desanimadora. Tanto no nível dos candidatos, quanto na mesmice do juri. Nem mesmo a entrada da carismática Ivete Sangalo ano passado conseguiu uma reformulação atrativa. No entanto, a estreia da sétima temporada nesta terça-feira (17/07) provocou uma boa impressão.


Uma novidade foi apresentada ao público: agora há o botão do bloqueio na fase da Audição às Cegas. Ou seja, um jurado pode impedir que algum colega escolha um determinado participante assim que ele vira a cadeira. A medida apimenta a disputa e Lulu Santos já usou a estratégia ao impedir Carlinhos Brown de 'querer' um candidato. Porém, nem adiantou, pois o mesmo preferiu Ivete. Mas serviu para 'estrear' a funcionalidade. Tomara que ao menos renda alguns bons momentos durante as audições.

Outra tentativa de sair da mesmice é o aumento da quantidade de cantores em cada time. Agora são 18 nomes para cada jurado ---- antes eram 12. Essa elevação significativa é resultado de mais uma alteração: o "The Voice Brasil" passa a ser exibido duas vezes por semana. Além das quintas, o reality também ganhou as terças. As versões transmitidas em outros países, aliás, sempre tiveram dois programas por semana.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017: os piores do ano

A retrospectivas no fim de cada ano são comuns e esse blog já tem a tradição de apresentá-las em partes. Após a triste lista de grandes perdas do meio artístico em 2017, chegou a hora das listas de melhores, piores, casais, atores e cenas.  Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Infelizmente, muitas produções deixaram a desejar e decepcionaram, enquanto outras já eram problemas anunciados... Então, vamos a eles.





"A Lei do Amor":
A primeira novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari no horário nobre da Globo estava cercada de expectativas. Afinal, a dupla vinha das bem-sucedidas "Ti Ti Ti" e "Sangue Bom", excelentes novelas das sete. Só que o resultado foi o pior possível. A primeira fase foi ótima e o início da segunda despertou interesse, mas, em virtude da baixa audiência, a trama começou a ser retalhada, matando personagens e inserindo outros, expondo ainda a fragilidade do roteiro, que não tinha estrutura para durar tantos meses. O elenco era maravilhoso e merece elogios, destacando Vera Holtz, Cláudia Abreu, Gianecchini, Cláudia Raia, Grazi Massafera, Tarcísio Meira, entre outros. Entretanto, os conflitos se mostraram frágeis e o desenvolvimento foi catastrófico, incluindo a equivocada direção de Denise Saraceni. O saldo final foi uma média de audiência baixa e uma história mutilada. Pena.




"Malhação - Pro Dia Nascer Feliz":
Era a chance de Emanuel Jacobina se redimir, após a totalmente equivocada "Malhação - Seu Lugar no Mundo". Afinal, o autor ganhou de presente da Globo o poder de escrever duas temporadas seguidas. E nem assim aproveitou. A trama foi um pouco melhor que a anterior, mas repetiu todos os problemas vistos antes, como personagens rasos, conflitos forçados e mudança súbita de personalidades em prol supostos novos dramas. Até os casais foram insossos, não salvando um sequer. A rivalidade entre Bárbara (Bárbara França) e Joana (Aline Dias) era um dos poucos atrativos, mas nem isso foi conduzido bem. A repetição das brigas cansou e no final, do nada, elas viraram melhores amigas. Decepcionante.


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Desgastado, "The Voice Brasil" apresentou sua pior temporada em 2017

A sexta temporada no "The Voice Brasil" estreou no final de setembro. O reality musical já virou um sucesso consagrado da Globo, firmando sua presença na grade sempre a partir do segundo semestre. A emissora trouxe o formato original holandês para o país em 2012 e desde então a audiência realmente costuma corresponder. Entretanto, é inegável o claro sinal de desgaste da atração, principalmente na atual temporada, que é a pior de todas até agora, lamentavelmente.


Na tentativa de sair da mesmice (e também porque o formato original impõe mudança pelo menos a cada dois anos nos técnicos), Boninho transferiu Cláudia Leitte para o "The Voice Kids" e trouxe Ivete Sangalo da versão infantil para substitui-la. Michel Teló, Lulu Santos e Carlinhos Brown seguiram no programa. A troca não surtiu efeito algum e ainda acabou prejudicando o "Kids", pois Ivete era um dos grandes atrativos, sempre protagonizando momentos deliciosos com as crianças.

Na versão adulta, Ivete se mostrou mais técnica e fez observações pertinentes. No entanto, a mudança deveria ser sido total ou então de pelo menos três. Mas não trazendo técnico da versão infantil e, sim, convidando novos cantores. É necessária uma reformulação de verdade. Afinal, já são seis temporadas. Lulu e Carlinhos, por exemplo, nem têm mais o que dizer sobre as apresentações. Todos os comentários parecem repetitivos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Mudanças no "The Voice Brasil" foram válidas, mas não surtiram efeito

A quinta temporada do "The Voice Brasil" estreou excepcionalmente em uma quarta-feira (05/10), a primeira de outubro, iniciando mais um ciclo de apresentações de novos talentos da música. O conjunto, após cinco anos, precisava urgentemente de novidades. E ficou perceptível a tentativa de alterações nesta edição. Os técnicos continuaram os mesmos ---- Cláudia Leitte, Lulu Santos e Carlinhos Brown seguem no time, além de Michel Teló que estreou na função em 2015 ----, mas as mudanças em relação aos anos anteriores ocorreram a partir da segunda fase da atração, que é justamente a mais atrativa: a das batalhas.


Ivete Sangalo virou a supertécnica, a novidade da edição. Ao invés de quatro assistentes (um para cada técnico), a etapa das batalhas teve a cantora como auxiliar geral. Ela foi a conselheira de todos, participando do 'treinamento' dos cantores. Essa alteração se deve, com toda certeza, ao imenso sucesso do "The Voice Kids", onde Ivete se destacou como técnica ao lado de Carlinhos, Victor e Leo. A novidade foi mais do que bem-vinda, até porque o formato está desgastado, principalmente pela permanência dos mesmos jurados por tanto tempo. Porém, não surtiu efeito.

Ao contrário do que se esperava, Ivete não esteve no palco junto dos técnicos participando das avaliações. Ela apenas aparecia rapidamente na hora em que os candidatos ensaiavam. E foi só. Ou seja, além de ter sido uma espécie de propaganda enganosa, a cantora de 'supertécnica' não tinha nada.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015: os piores do ano

Como tem acontecido nos últimos anos, este blog fará uma retrospectiva de 2015, abordando os piores produtos, os melhores atores e atrizes, as cenas mais marcantes e, claro, os destaques do ano que passou. A seleção é feita exclusivamente por mim e os leitores, como sempre, estão livres para concordâncias e discordâncias. A primeira lista é sempre a dos piores, justamente para que as próximas sejam apenas ressaltando as coisas boas que aconteceram na televisão brasileira. Portanto, está oficialmente aberta a temporada retrô do "De Olho nos Detalhes", começando pelo que houve de ruim na TV.






"Babilônia": A novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, dirigida por Dennis Carvalho, foi o maior fracasso do horário nobre da Globo. Após chamadas promissoras e um primeiro capítulo excelente, a novela foi se mostrando limitada e ainda sofreu várias modificações em virtude da forte rejeição do telespectador, que não gostou de ver logo na estreia um beijo protagonizado por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg. Mas o problema do folhetim não estava no casal homossexual, e, sim, em toda a sua estrutura, que não conseguiu se sustentar nem por um mês. A história era fraca, a protagonista (Regina - Camila Pitanga) irritante e o duelo das vilãs (Beatriz e Inês), que parecia promissor no início, ficou repetitivo, apesar do ótimo desempenho de Glória Pires e Adriana Esteves. Ainda teve personagem gay que virou hétero e um desinteressante "quem matou?" na reta final. O problemático folhetim foi tão equivocado que afundou a principal faixa da líder, que viu sua audiência migrar para "Os Dez Mandamentos", da Record. Pra esquecer.




"I love Paraisópolis": A trama de Alcides Nogueira e Mário Teixeira começou agradável e parecia uma ótima história. Entretanto, depois do primeiro mês, o enredo se mostrou raso e repleto de esquetes avulsas, que ficaram cansativas com o tempo. O romance de Mari (Bruna Marquezine) e Benjamin (Maurício Destri), que também iniciou atrativo, logo cansou, assim como toda a história da novela (ou a falta dela). O excesso de personagens foi outro incômodo, implicando em muitos atores subaproveitados. Situações que poderiam ter sido abordadas com sensibilidade, como o Mal de Alzheimer de Izabelita (Nicette Bruno), foi deixado de lado e a novela passou a focar em situações esdrúxulas envolvendo mafiosos e cenas toscas, como mortos ressuscitando e fantasmas beijando peixes no mar. A trama não teve problemas de audiência na média geral, mas os índices tiveram uma boa queda nos últimos meses, o que acabou refletindo a reação do público diante da ausência de bons conflitos na história.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Desgastado, "The Voice Brasil" precisa urgentemente de uma reformulação

A quarta temporada do "The Voice Brasil" estreou no dia 1º de outubro e fica no ar até dia 25 de dezembro. A atração musical manteve Thiago Leifert na apresentação e mais uma vez vários cantores se candidataram para a disputa, norteada por quatro cantores que exercem a função de técnicos e avaliadores. Mas, o reality, que era um dos melhores do país, não tem conseguido mais evitar o cada vez mais implacável desgaste do formato brasileiro.


E a culpa recai na produção do programa, que não procurou renovar os jurados e nem conseguiu melhorar, ou ao menos manter, o nível dos participantes selecionados para se apresentarem no palco na primeira fase. A competição ainda é relativamente atrativa, assim como todas as etapas que os candidatos precisam passar até a grande final. Porém, todos os problemas citados ficaram mais explícitos nesta edição e, ainda por cima, encurtaram a fase das batalhas (a melhor da atração), piorando o que já não estava bom. Ou seja, será necessário um novo olhar na temporada de 2016.

Entre todas as situações que precisam ser reformuladas, ou aperfeiçoadas, a principal segue sendo a questão dos técnicos. É um grande erro mudar apenas um jurado, após três anos com as mesmas pessoas. Se ao menos o juri estivesse tão interessante quanto antes, valeria até a pena, mas não é o caso. Carlinhos Brown, Lulu Santos e Cláudia Leitte, infelizmente, se perderam e têm se equivocado cada vez mais nas avaliações.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

"The Voice Brasil" não empolgou e terceira temporada deixou muito a desejar

Após um início promissor, a terceira temporada do "The Voice Brasil" chegou ao fim sendo considerada a mais fraca, em comparação com as ótimas duas anteriores. A competição iniciou apresentando novidades interessantes, como a 'Segunda Chance' (quando um candidato reprovado anteriormente volta) e a 'Audição às cegas' (quando uma cortina impedia o público de ver o participante se apresentando), mas ao longo das semanas o baixo nível da disputa enfraqueceu a atração.


Foram poucos os candidatos que conseguiram atrair alguma atenção por causa do talento vocal ou da performance no palco. A grande maioria representava um 'mais do mesmo' que deixava a competição entediante e pouco atrativa. Tanto que pela primeira vez não houve o surgimento de favoritos. E poderia ser até um ponto a favor, afinal, não ter ideia de quem vai ganhar é sempre bom. Porém, isso só ocorreu por causa dos vários candidatos que não conseguiram cativar. Foi uma grande quantidade.

Claro que muitos cantores talentosos fizeram parte desta edição, porém, os que se sobressaíram perante dos demais foram poucos. Em meio a tantos perfis parecidos e sem maiores atrativos, pode-se dizer que a drag queen Deena Love, a adolescente Nonô Lellis, o talentoso Lui Medeiros e o deficiente visual Edu Camargo se destacaram e foram as gratas surpresas da temporada.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

"The Voice Brasil" estreia terceira temporada mantendo as qualidades e apresentando boas novidades

A terceira temporada do "The Voice Brasil" estreou nesta quinta-feira (18/09), no lugar de "A Grande Família", que chegou ao fim em definitivo. Após duas temporadas de sucesso, o programa, dirigido por Boninho, iniciou a terceira mantendo todas as qualidades vistas nas edições anteriores e com algumas boas novidades também.


Entre as novas ideias, está a 'Segunda Chance', que como o próprio nome diz, abre novamente uma oportunidade de um candidato reprovado nas audições anteriores ser escolhido por algum dos jurados. Outra novidade da edição é a 'Audição às cegas' para o público. Ou seja, o telespectador não conhece o participante e nem sabe da história de vida dele. A pessoa se apresenta escondida por uma cortina vermelha e quem está em casa tem a mesma sensação do juri: apenas ouvir e julgar a voz. Sem dúvida, foram duas novidades acertadas.

A entrada de Fernanda Souza como repórter, substituindo Miá Mello, também foi algo novo na terceira edição. A atriz, inclusive, se saiu bem e não fez feio ----- ela também apresenta um conteúdo on-line exclusivo, o "The Voice Web". Já o restante não foi alterado, até porque não se deve mexer em um formato que deu tão certo.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Com a previsível vitória de Sam Alves, "The Voice Brasil" se despede tendo o novo horário como principal acerto

A segunda temporada do "The Voice Brasil", dirigida por Boninho, chegou ao fim com a previsível vitória de Sam Alves (43% dos 29 milhões de votos) e tendo como principal acerto o seu novo horário. Deixar o domingo à tarde e se fixar nas noites de quinta-feira foi uma jogada de mestre da programação da Globo. O reality aumentou sua audiência  e ainda fez uma boa dobradinha com o "Amor & Sexo", que entrava no ar em seguida. Entretanto, nem tudo foi perfeito: o nível da atração foi inferior ao de 2012.


Apesar dos ótimos cantores que se apresentaram, muitos deles acabaram sendo aprovados por falta de uma opção melhor e isso ficou evidente durante algumas audições. O repertório escolhido também não ajudou em vários momentos e apenas corroborou para o equívoco de algumas apresentações. Além desses fatores, o esquema de votação ---- alvo de críticas na primeira temporada ---- continuou errôneo. Os números eram divulgados para o público antes do candidatos se apresentarem. Ou seja, a performance de cada um pouco importava, afinal, o público começava a votar antes mesmo de ver o cantor no palco.

E outro ponto que pesou contra a temporada de 2013 foi a injustiça de algumas eliminações. Foi inadmissível que Dom Paulinho Lima, um dos francos favoritos, não tenha garantido sua vaga na final. Um dos melhores cantores da competição acabou sendo eliminado por Lulu Santos, que não perdoou ver

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

"The Voice Brasil" e "Amor & Sexo": a combinação que engrandeceu as noites de quinta-feira da Globo

Quando a Globo anunciou que o "The Voice Brasil" deixaria as tardes de domingo e passaria a fazer parte da programação noturna das quintas-feiras, uma constatação ficou óbvia: a emissora percebeu o potencial que o reality tinha para engrandecer a faixa 'pós-novela das nove', após o sucesso da primeira temporada. E de fato engrandeceu. Os índices de audiência só crescem e comprovam que a mudança na grade foi muito bem-sucedida. No entanto, houve um bônus que deixou o que já era bom ainda melhor: a dobradinha feita com "Amor & Sexo".


O programa apresentado por Fernanda Lima sempre agradou mas está em sua melhor fase. Os quadros fixos, que muitas vezes faziam a atração perder o ritmo, ficaram de lado e a atração agora é exclusivamente baseada em divertidos e interessantes debates entre os presentes. O papo é tão descontraído que o telespectador tem a sensação de estar acompanhando a um intervalo das gravações, onde todos conversam despretensiosamente para passar o tempo. Quase uma espécie de 'bastidores'.

E o 'casamento' do "Amor & Sexo" com o "The Voice Brasil" foi muito bem-sucedido. O reality musical se adequou perfeitamente ao novo horário ---- aliás, nunca deveria ter sido exibido à tarde, uma vez que as roupas dos participantes e jurados, o palco e inclusive a iluminação, sempre foram apropriados

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Após uma estreia de sucesso, "The Voice Brasil" volta com a mesma qualidade e acerta ao mudar de dia e horário

A busca pela voz continua. Depois de ter feito um grande sucesso nas tardes de domingo em 2012, o "The Voice Brasil" iniciou sua segunda temporada em novo dia e horário em 2013. Agora, a atração dirigida por Boninho, vai ao ar todas as quintas-feiras, logo após "Amor à Vida". Apesar dessa mudança, o reality musical voltou mantendo todo o bem-sucedido conjunto que conquistou os telespectadores e estreou tão bem quanto no ano passado.


Lulu Santos, Carlinhos Brown, Cláudia Leitte e Daniel continuam fazendo parte do time de jurados/técnicos e Thiago Leifert mantém seu posto de apresentador. Já Daniele Suzuki não é mais repórter e foi devidamente substituída por Miá Mello, que ainda não havia feito nada na Globo depois que acabou o "Casseta e Planeta". As regras, embora não tenham mudado, apresentaram pequenas alterações. A primeira fase ---- quando os jurados ficam de costas apenas ouvindo os candidatos ----, por exemplo, agora terá cinco audições, ao invés de quatro, como em 2012. A fase das batalhas terá novos cenários ---- o ringue virou um octógono, semelhante aos do UFC ----, mas não sofrerá alterações. Porém, a produção prometeu uma 'fase extra e surpresa' mais para frente. 

A estreia da segunda temporada mostrou que o formato tem todas as chances para ser tão longevo quanto o amado e odiado "Big Brother Brasil". Mais uma vez o telespectador foi presenteado com candidatos de algo nível, direção acertada do Boninho e uma edição rápida, que deixou o programa dinâmico e