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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Segunda temporada de "Os Dez Mandamentos" foi um erro e provou que a Record não sabe lidar com o sucesso

A segunda temporada de "Os Dez Mandamentos" estreou no início de abril, após um intervalo de quatro meses ---- a 'primeira fase' chegou ao fim em 23 de novembro de 2015. A autora Vivian de Oliveira tinha o desafio de contar a continuação da saga dos hebreus, mas sem o atrativo das dez pragas do Egito e dos embates entre os egípcios e o povo liderado por Moisés (Guilherme Winter). Para culminar, ainda tinha que inserir novos conflitos para os personagens que seguiram na história e interligá-los aos novos perfis que entraram. Não era uma tarefa fácil e a dificuldade pôde ser sentida ao longo dos três meses de exibição.


A Record, ao criar a continuação da trama, prejudicou todo o conjunto da obra. Primeiramente porque retalhou o último capítulo da novela, deixando em aberto todo o aguardado acontecimento envolvendo a entrega da tábua dos dez mandamentos para Moisés e tudo que isso implicaria posteriormente. O mínimo que o público merecia era a conclusão daquele instante tão esperado, o que não aconteceu, decepcionando e muito. O desfecho da 'primeira temporada' foi frustrante e não deixou de ser uma propaganda enganosa, pois só viu o final quem pagou (ou ganhou dos pastores) o ingresso do filme de mesmo título que a emissora lançou em todo país ---- na verdade um compacto dos capítulos do folhetim.

E, além de ter perdido a oportunidade de encerrar o vitorioso ciclo da novela em grande estilo ---- até porque a mesma foi o maior sucesso da história do canal ----, a Record ainda deixou a autora limitada na 'segunda temporada', que não conseguiu fazer milagres no roteiro. Afinal, não tinha muito o que ser contado ao longo dos três meses de exibição.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Os vencedores da 58ª edição de um obsoleto "Troféu Imprensa"

A 58ª edição do "Troféu Imprensa" foi ao ar neste domingo (22/05), tendo Silvio Santos como o grande protagonista, fazendo jus aos anos anteriores da premiação, que contou com praticamente o mesmo time de jurados já conhecidos das outras edições: Sônia Abrão, Leão Lobo, Décio Piccinini, Flávio Ricco, Ricardo Feltrin, José Armando Vanucci, Cristina Padiglioni, Nelson Rubens, entre outros. O esquema de votação seguiu da mesma forma equivocada (selecionando apenas cinco jurados por categoria) e a escolha dos finalistas se mostra a cada ano mais absurda por conta do método utilizado (votos pela internet).


Portanto, fica claro o quanto que a premiação perdeu a sua relevância ao longo do tempo, não conseguindo evoluir e ficando estagnada. Até porque uma das poucas mudanças feitas durante os últimos dez anos, por exemplo, foi justamente a seleção dos finalistas por escolha popular, conseguindo deixar o conjunto ainda pior e mais injusto. Afinal, é natural que o produto ou o artista que tenha fãs mais dedicados seja beneficiado com larga vantagem. E é exatamente isso que acontece. Vide, por exemplo, Alexandre Nero ter como concorrentes na categoria de Melhor Ator Caio Castro e Guilherme Winter (cujos desempenhos foram apenas medianos).

Ou seja, embora costume ser considerado mais justo por abranger todas as emissoras, o "Troféu Imprensa" insiste em manter falhas nas votações que já deveriam ter sido corrigidas há tempos. E outro fato que comprova a obsolescência da premiação é a categoria Melhor Programa Infantil. Todas as emissoras abertas já extinguiram seus eventos infantis e a única emissora que ainda mantém é justamente o SBT. Não por acaso o "Bom Dia e Cia" ganhou a estatueta mais uma vez, pois seus concorrentes eram de bem menos relevância ---- "Mundo Disney" (formato comprado de fora pelo mesmo SBT) e o ótimo "Cocoricó" (que deixou de ser produzido há um bom tempo) .