Mostrando postagens com marcador Sophie Charlotte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sophie Charlotte. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Gerluce: a mocinha que reinventou o protagonismo em "Três Graças" e consagrou Sophie Charlotte

 A construção de Gerluce em "Três Graças" é um daqueles raros acertos que lembram por que a teledramaturgia ainda pode surpreender mesmo dentro de formatos tão consolidados. Em vez de seguir o caminho previsível da mocinha irretocável, a novela apostou em uma protagonista complexa, movida por afetos profundos, mas também capaz de atravessar zonas moralmente ambíguas --- e é justamente aí que reside seu maior trunfo.

Gerluce foi apaixonante porque nunca foi idealizada. Sua trajetória não foi diminuída em nenhum momento, nem engolida por tramas paralelas, como tantas vezes acontece. Ao contrário: o enredo orbitou suas decisões, seus dilemas e suas consequências. Mesmo dividindo o protagonismo com Lígia (Dira Paes) e Joelly (Alana Cabral), sua mãe e sua filha, a narrativa soube equilibrar as três forças sem apagar o brilho central da personagem. O título da novela ganha sentido não apenas simbólico, mas dramático ---- são três mulheres conectadas por amor, resistência e sobrevivência.

A ousadia dos autores Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva ao colocar essa protagonista liderando uma quadrilha e arquitetando o roubo da estátua das Três Graças foi um sopro de frescor. Ainda que o pano de fundo remeta ao clássico arquétipo de Robin Hood, a história não suaviza as escolhas de Gerluce.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

"Três Graças" prova que o público está sempre pronto para uma boa cena de surra

 A novela "Três Graças" acerta em cheio ao resgatar um elemento clássico da teledramaturgia: o confronto físico como ápice catártico de uma rivalidade bem construída. A sequência em que Gerluce, vivida por Sophie Charlotte, finalmente estapeia a vilã Arminda, de Grazi Massafera, não é gratuita nem apelativa e, sim, consequência dramática de uma escalada de violências emocionais, morais e até criminais.


Há tempos parte da crítica torce o nariz para esse tipo de recurso, sob o argumento de que ele contraria uma desejável sororidade feminina. Mas "Três Graças" demonstra que uma coisa não anula a outra. Aqui, não se trata de mulheres disputando um homem ----- Arminda, aliás, jamais demonstrou interesse por Paulinho (Rômulo Estrela). O embate nasce de algo muito mais grave: as consequências do esquema de remédios falsos comandado por Ferette, papel de Murilo Benício, que quase custou a vida de Lígia (Dira Paes), mãe da protagonista.

Somam-se a isso as humilhações constantes sofridas por Gerluce dentro da casa da vilã, enquanto cuidava de Josefa (Arlete Salles), e, sobretudo, o ato imperdoável de Arminda ao tentar matar Joelly (Alana Cabral), empurrando-a da escada durante a gravidez.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Gerluce e Paulinho têm uma construção primorosa em "Três Graças"

 A trajetória de Gerluce (Sophie Charlotte) e Paulinho (Romulo Estrela) em "Três Graças" é um raro exemplo de construção cuidadosa e coerente dentro da teledramaturgia recente. Desde o início, a novela optou por um caminho menos apressado, permitindo que o envolvimento entre os dois florescesse de forma orgânica. O jogo de conquista conduzido por Paulinho deu à narrativa um charme especial, valorizando cada avanço emocional até que a mocinha, aos poucos, cedesse não apenas ao encanto do mocinho, mas também à possibilidade de se permitir amar.


Essa base sólida foi essencial para que o relacionamento alcançasse camadas mais profundas conforme a trama avançava. Quando o amor finalmente se estabeleceu, ele não surgiu como um ponto de chegada, mas como o início de um vínculo que seria testado por circunstâncias complexas e moralmente desafiadoras. E é justamente aí que a novela acerta com ainda mais precisão.

O ponto de virada, o envolvimento de Gerluce no roubo da estátua das Três Graças, não apenas movimenta a trama, mas ressignifica completamente a relação do casal.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Roubo das estátuas rende deliciosa catarse e ótima virada em "Três Graças"

 Foram muitos dias de incertezas e adiamentos até chegar o momento em que finalmente o grupo liderado por Gerluce (Sophie Charlotte) invadiu a mansão de Arminda (Grazi Massafera) com o objetivo de expropriar a estátua 'As Três Graças'. Aguinaldo Silva, Virgilio Silva e Zé Dassilva souberam trabalhar a expectativa do público através de uma habilidosa estruturação de roteiro para não deixar um momento tão importante da novela das nove ficar sem o impacto necessário para a narrativa. E funcionou. 


Joaquim (Marcos Palmeira), Misael (Belo), Júnior (Guthierry Sotero) e Viviane (Gabriela Loran) aguardaram Gerluce no ferro velho para acertarem os últimos detalhes do plano. Todos estavam nervosos, mas certos de que era o melhor a se fazer para salvar os doentes da Chacrinha. No dia seguinte, o grupo saiu no caminhão batizado de Nazaré (referência ao sucesso de Renata Sorrah na pele da vilã em "Senhora do Destino") rumo ao bairro da Aclimação. Claudia (Lorrana Moussinho) observou toda a movimentação e contou para Rogério (Eduardo Moscovis), o que foi um plot twist para o público que não tinha ideia que os personagens sabiam do plano. 

Muito tensa, Gerluce aguardou seus aliados dentro do casarão, mas a primeira pessoa que avistou o bando entrando, usando máscaras, foi Arminda (Grazi Massafera). A mocinha tentou proteger dona Josefa (Arlete Salles) para fingir que era uma vítima , mas levou um tapa de Joaquim, o que assustou a vilã.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

"Três Graças": o que esperar da nova novela das nove?

 Quanto vale uma vida? Até onde ir para reparar uma injustiça que atinge milhares de pessoas doentes? Em ‘Três Graças’, a nova novela das nove da TV Globo, o público começou a acompanhar, a partir do dia 20 de outubro, os desafios que movem Gerluce (Sophie Charlotte) e o dia a dia intenso dessa mulher forte, esperançosa e de pensamento positivo, numa São Paulo que abriga milhões de brasileiras como ela.


Moradora da Chacrinha, comunidade fictícia na capital paulista, Gerluce integra uma família de mães solo, as três Graças: é filha de Lígia Maria das Graças (Dira Paes) e mãe de Joélly Maria das Graças (Alana Cabral). Gerluce abdicou dos seus sonhos, entre eles o de cursar uma faculdade, para se dedicar à criação de Joélly, na tentativa de garanti-la um futuro promissor, diferente do seu e de sua mãe. Mas, quando a gravidez da adolescente se confirma, ela fará de tudo para impedir que a filha desista dos seus projetos e ambições.
 

A obra, criada e escrita por Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva, com direção artística de Luiz Henrique Rios, apresenta uma trama repleta de humanidade e esperança, que mistura drama, tragédia, romance, mistério e toques de humor.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Três Graças", a próxima novela das nove

 A Globo promoveu na quarta-feira retrasada, dia 24, a primeira coletiva virtual de "Três Graças", a próxima novela das nove, escrita por Aguinaldo Silva, Zé Dassilva e Virgilio Silva, e dirigida por Luiz Henrique Rios. Participaram os autores, o diretor e os atores Marcos Palmeira, Xamã, Enrique Diaz, Juliano Cazarré, Guthierry Sotero, Gabriela Medvedovsky, Romulo Estrela, André Mattos, Vinicius Teixeira, Lucas Righi, Luiza Rosa, Amaury Lorenzo, Lorrana Mousinho, Paulo Mendes, Gabriela Lohan, Dira Paes, Alana Cabral e Sophie Charlotte. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Aguinaldo Silva comentou sobre a sua escrita e sua nova história: "Busco homenagear mulheres anônimas que saem muito cedo de ônibus para trabalhar, que são criaturas humanas e batalhadoras. Quis fazer o retrato dessas mulheres urbanas. Minhas novelas sempre são sobre mulheres. Sempre tive protagonistas mulheres e vilãs mulheres. Como escritor eu transito bem nisso. Sempre observei essas pessoas na minha casa, na rua, e essas pessoas merecem que eu conte a história delas. As protagonistas, apesar das dificuldades, são personagens solares. As três Graças e as mulheres que as rodeiam. Não há espaço para tristeza. E quando escrevo não penso em repercussão na internet. Quando fiz a Nazaré não imaginei que viraria a rainha dos memes. Mas tenho certeza que falas da Arminda, que é a grande vilã, vão viralizar. 

Luiz Henrique Rios analisou a essência da nova obra: "É uma história passada no Brasil que conta a trama de três mulheres potentes que moram em uma favela. Um lugar de força em que as pessoas realizam sua vida com fé e vontade de ser feliz. Lá falta o estado, o bem público e atenção, mas tem muita potência.

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Fracasso de remake expôs que "Renascer" nunca foi uma obra prima

 A Globo anunciou com pompa e circunstância o remake de "Renascer". Em todas as chamadas, a novela era classificada como 'a obra prima de Benedito Ruy Barbosa'. Tamanha pretensão tinha um objetivo: chamar atenção para repetir o sucesso do remake de "Pantanal", copiado a colado por Bruno Luperi em 2022 e que caiu na boca do povo. Mas a adaptação da trama de 1993 diminuiu em um ponto a média geral de "Terra e Paixão", que tinha elevado em três pontos a média do fiasco "Travessia". Só se falou em outra coisa enquanto a trama estava no ar. Ou seja, a emissora queria um novo êxito e conseguiu um novo fracasso. 


As razões são muitas para explicar a baixa audiência da produção e a repercussão praticamente nula. "Renascer" apresentou diversos problemas quando foi exibida e nenhum deles foi corrigido pelo neto do autor na nova leitura. A ausência de carisma de vários personagens, a falta de enredo para 213 capítulos, o ritmo modorrento, a total falta de acontecimentos relevantes ao longo dos meses e os raros e pouco atrativos conflitos já eram percebidos em 1993. Mas, como o folhetim foi um fenômeno há 31 anos, apenas os acertos foram aclamados, enquanto os erros acabaram convenientemente ignorados.

A história original está longe de ser muito significativa na teledramaturgia em comparação a outros sucessos de Benedito, como a já citada "Pantanal", além de "O Rei do Gado" e "Terra Nostra". A própria concepção dela se mostra controversa porque a criação se deu a um pedido da Globo, após o fenômeno de "Pantanal" na extinta Rede Manchete. A emissora queria uma "Pantanal" para chamar de sua e pediu ao autor para criá-la. A trama marcou o retorno de Benedito à líder, após o êxito na concorrência.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Sophie Charlotte enche a tela como Eliana em "Renascer"

 Não é uma tarefa fácil elogiar uma atriz que sempre se destaca em seus trabalhos. Como escrever mais um texto apontando suas qualidades sem cair na repetição? Tem como fugir da armadilha de cair no lugar comum? Difícil. Afinal, é esperado que um dos destaques de toda novela, filme ou série que tem Sophie Charlotte no elenco será a intérprete. E não é diferente em "Renascer". 


A atriz ganhou o papel que foi de Patrícia Pillar na versão original escrita por Benedito Ruy Barbosa, exibida em 1993. Eliana tem um perfil de vilã, mas na verdade é uma patricinha que abdicou de seu trabalho como modelo para se dedicar ao marido, que passa a condenar a esposa quando descobre que ela não tem interesse em ter filhos. A relação fica cada vez mais conturbada até a mulher ser traída. Toda a crise no casamento é exposta de uma forma bem superficial e apressada, tanto que logo no primeiro capítulo da segunda fase há uma cena em que Venâncio (Rodrigo Simas) se encontra com a amante, Buba (Gabriela Medeiros), e trata mal sua esposa quando chega em casa. 

Benedito sempre foi um autor que depositou todo o seu foco nos personagens masculinos. Os perfis femininos costumam ser retratados com uma percepção enviesada do autor, que muitas vezes os desenvolve de uma forma machista.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Tudo sobre a coletiva online da segunda fase de "Renascer", a próxima novela das nove

 A Globo promoveu nesta terça-feira, dia 9, a coletiva virtual da segunda fase do remake de "Renascer". Participaram o autor Bruno Luperi e os atores Marcos Palmeira, Matheus Nachtergaele, Camila Morgado, Juan Paiva, Vladimir Brichta, Pedro Neschling, Alice Carvalho, Marcello Melo Jr, Rodrigo Simas, Sophie Charlotte, Ana Cecília Costa, Chico Diaz, Renan Monteiro, Juliane Araújo, Theresa Fonseca, Samantha Jones, Gabriela Medeiros, Jackson Antunes, Mell Muzillo, Livia Silva e Juan Queiroz. Fui um dos convidados e conto sobre o que rolou no bate-papo.

Bruno Luperi falou sobre as críticas que recebeu sobre não fazer alterações em 'Pantanal' e se faria a mesma coisa em 'Renascer': "Mexer em um clássico da teledramaturgia brasileira é como escalar um time para a seleção brasileira e todos reclamam do técnico da seleção. Se isso acontece, é porque o trabalho está bem feito. Pantanal e Renascer foram as duas obras primas do meu avô e me resumo ao meu lugar. Minha proposta não é recriar. Sou um cara que respeita o trabalho que me precede. Não estou aqui para reinventar a roda. Minha função em 'Pantanal' foi muito bem aceita. Fui xingado no Twitter por ter matado a Madeleine e considero isso um elogio porque as pessoas queriam ver mais a personagem. Renascer foi transformado em 30 anos, mas minha função é parecer que nada foi feito. Então se parecer isso é porque foi algo bem feito. E trazer a Buba como uma mulher trans e não como uma intersexo, como na original, traz agora uma matriz de discussões que era impossíveis lá atrás. E espero que a nova versão instigue as pessoas a verem a original no Globoplay. E se quiserem me xingar no Twitter, me xinguem", declarou. 

Sophie Charlotte comentou sobre a nova composição de seu papel: "Não falei com a Patrícia Pillar ainda, mas assisti trechos no Globoplay da primeira versão e a expectativa é muito diferente das outras que eu tive com remake porque eu já fiz o remake de 'O Rebu' e 'Ti Ti Ti'. Fiquei emocionada e surpresa com esse projeto e a homenagem ao Benedito Ruy Barbosa.

quarta-feira, 31 de maio de 2023

Decepcionante, segunda parte de "Todas as Flores" foi repleta de absurdos

 A segunda parte de "Todas as Flores" estreou no início de abril e teve como maior missão manter o interesse do público pela história, que fez um grande sucesso ano passado. Novela exclusiva do Globoplay, a trama de João Emanuel Carneiro teve sua exibição interrompida para não concorrer com o "BBB 23". E o autor se saiu bem diante do hiato. Afinal, a continuação manteve a história em primeiro lugar de produtos mais consumidos do streaming da Globo. Todo mundo queria saber o que aconteceria com os personagens principais. Porém, os 40 capítulos restantes, de um total de 85, ficaram muito aquém dos 45 anteriores. 


É preciso ressaltar que o enredo já tinha sido prejudicado com a passagem de tempo na reta final da primeira parte. O avanço dos meses destruiu a lógica da narrativa, principalmente em torno da gravidez de Maíra (Sophie Charlotte) e Jéssica (Duda Batsow). As duas engravidaram praticamente no mesmo momento, mas a protagonista pariu assim que o tempo passou, enquanto a irmã de Diego (Nicolas Prattes) só teve seu filho na parte de 2023. E o concurso do Garoto Rhodes ficou ainda mais interminável do que já era diante da cronologia apresentada. A própria fuga de Diego, que quase foi preso por Luis Felipe (Cássio Gabus Mendes), se mostrou ridícula porque o rapaz entrou em um VLT (Veículo Leve sob Trilhos), que não passa dos vinte quilômetros por hora, no Centro do Rio de Janeiro. Mas eram situações que dariam para relevar diante do conjunto da obra. 

O problema é que os defeitos foram agravados na segunda parte. Os maiores equívocos, que se resumiam a núcleos secundários repetitivos e sem a menor graça (o ponto fraco do autor em toda novela sua), tomaram conta da trama central.

terça-feira, 4 de abril de 2023

Tudo sobre a festa da segunda parte de "Todas as Flores"

 A exibição de um capítulo com edição exclusiva de ‘Todas As Flores’ movimentou o Kinoplex Leblon Globoplay, no Rio de Janeiro, na noite desta segunda-feira, dia 03. Elenco, equipe e convidados se reuniram para assistir ao capítulo que dá continuidade à história de Maíra (Sophie Charlotte), além de outras cenas inéditas da obra criada e escrita por João Emanuel Carneiro com direção artística de Carlos Araujo. A segunda fase da novela estreia nesta quarta-feira, dia 05, com live do primeiro capítulo, também para não assinantes, às 20h. A cada quarta-feira, cinco episódios chegam à plataforma, sempre às 18h. 


Autor conhecido por construir personagens dúbios, João Emanuel Carneiro fala sobre como traz essas características para a trama: “Em ‘Todas As Flores’ temos personagens contraditórios e interessantes. O público está gostando disso, dessa provocação. Para a segunda fase, vocês podem esperar uma virada de jogo. Quem estará no purgatório ou no paraíso? Vocês que terão que decidir”, declarou o autor, que também adiantou sobre o desfecho: "É um final diferente do que o público está acostumado a ver nas telenovelas".

 Sophie Charlotte comentou sobre a expectativa do público para essa segunda fase. “É muito lindo reencontrar hoje minhas parceiras de cena. Não posso dar spoiler, mas eu fico na expectativa para o público acompanhar e curtir esse final eletrizante”, disse a atriz.

terça-feira, 28 de março de 2023

Tudo sobre a coletiva online da segunda parte de "Todas as Flores"

 A Globo promoveu na quarta-feira passada (22/03) a coletiva online da segunda parte de "Todas as Flores", novela de João Emanuel Carneiro, cuja primeira parte, exibida ano passado, está toda disponível exclusivamente no Globoplay. Participaram o autor e os atores Fábio Assunção, Regina Casé, Mariana Nunes, Letícia Colin, Humberto Carrão, Camila Alves, Nicolas Prattes e Sophie Charlotte. Fui um dos convidados e conte sobre o bate-papo. 

João Emanuel Carneiro falou brevemente sobre o seu processo de trabalho na produção e se haverá um 'quem matou?' na reta final: "A novela já estava toda gravada, então não mudei nada por conta do sucesso da trama. Eu mudei bastante quando a história saiu da tevê aberta e foi para a fechada. Aí mexi em muita coisa. Não terá um 'quem matou?' nessa segunda parte. Usei um recurso na última semana que não vou falar qual é!", encerrou o autor deixando a curiosidade no ar. 

Mariana Nunes se divertiu quando falou sobre Judite: "Tenho o dom de esquecer as coisas que eu gravei, então para mim vai ser muito revelador ver essa segunda parte. E sou muito noveleira. Estou junto com as pessoas esperando ansiosamente a continuação e ver o rumo dos personagens. Todo mundo fica me falando que tem o dedo da Zoé nisso.

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Apesar dos furos, primeira parte de "Todas as Flores" se mostrou um novelão

 A primeira parte da nova novela do Globoplay chegou ao fim na quarta-feira passada (14) com a disponibilização do último bloco de cinco capítulos. Escrita por João Emanuel Carneiro e dirigida por Carlos Araújo, "Todas as Flores" é uma novela que não se envergonha de ser novela. Nada de sequências que parecem série ou enredos mirabolantes, a trama é um folhetim que reúne todos os elementos que costumam fazer sucesso no gênero. A produção será dividida em duas partes por causa da estreia do "BBB 23" em janeiro. A primeira tem 45 capítulos, enquanto a segunda tem 40 e começa a ser disponibilizada em abril do ano que vem (o texto tem spoiler).


"Todas as Flores" é um conto de fadas moderno, um thriller contemporâneo regado por histórias de amor, vingança e redenção. Maíra (Sophie Charlotte), uma jovem perfumista com deficiência visual, foi criada pelo pai em Pirenópolis, em Goiás, acreditando que a mãe tivesse morrido. Uma mentira que seu pai contou para proteger a filha do desprezo da mãe, que a rejeitou quando nasceu. Muitos anos depois, Maíra se depara com uma desconhecida a sua porta. É Zoé (Regina Casé), sua mãe. Sem revelar sua verdadeira intenção, Zoé reaparece pedindo perdão à filha por tê-la abandonado. Como em um sonho que se transforma em pesadelo, Maíra vivencia as mais fortes emoções de sua vida. No mesmo dia em que descobre que sua mãe está viva, seu pai morre, assassinado por Zoé. Sem desconfiar de nada, Maíra embarca para o Rio de Janeiro, onde será usada pela mãe para garantir a sobrevivência de sua irmã caçula, Vanessa (Letícia Colin). E o que seria um recomeço feliz ao lado da sua família se transforma em uma longa e perigosa jornada para Maíra. 

A história foi muito corrida no primeiro capítulo. Houve um atropelo de acontecimentos desnecessário, até para uma novela mais curta. Tudo o que foi exibido poderia ser desmembrado em até três capítulos sem provocar um clima arrastado.

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Brilhantemente defendida por Sophie Charlotte, Maíra é uma ótima mocinha de "Todas as Flores"

 Nada pior para uma novela do que uma mocinha idiota. O excesso de ingenuidade de uma protagonista funcionava há mais de 30 anos, mas tem muito tempo que a fórmula da burrice utilizada para o roteiro andar não é mais aceita pelo público. E João Emanuel Carneiro soube construir Maíra com várias nuances que deixam clara a esperteza da personagem brilhantemente vivida por Sophie Charlotte em "Todas as Flores". 

Vale lembrar que os dois maiores fracassos do autor se deram com folhetins onde as mocinhas eram exageradamente burras. Em "A Regra do Jogo" e "Segundo Sol" era impossível o telespectador sentir qualquer empatia por Toia (Vanessa Giácomo) e Luzia (Giovanna Antonelli), respectivamente. Claro que as tramas foram um fiasco pelo conjunto da obra e não por culpa exclusivamente das protagonistas, mas não deixa de ser uma observação relevante. Até porque João também criou protagonistas que eram inteligentes e davam a volta por cima, como Preta ("Da Cor do Pecado"), Donatela ("A Favorita") e Nina ("Avenida Brasil") ---- ok, a questão do pendrive foi um acidente de percurso. 

Maíra reúne as melhores características das mocinhas mais queridas do autor. A perfumista deficiente visual nunca foi boboca. E a esperteza da protagonista sempre foi mostrada de forma sutil. Mesmo sem declarar abertamente, ficava claro que a personagem nunca acreditava 100% em Zoé (Regia Casé) e principalmente Vanessa (Letícia Colin).

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Tudo sobre a coletiva presencial de "Todas as Flores", a nova novela do Globoplay

 A Globo promoveu uma coletiva presencial da nova novela do Globoplay nesta segunda-feira, dia 24. O evento reuniu elenco, criadores, convidados e imprensa para celebrar a estreia de "Todas as Flores", nova novela Original Globoplay, criada e escrita por João Emanuel Carneiro com direção artística de Carlos Araújo. Realizado no Xian - Rooftop do Bossa Nova Mall, no Centro do Rio de Janeiro, o encontro marcou a chegada dos cinco primeiros episódios da trama na plataforma, liberados na última quarta-feira (19). A cada semana, cinco novos capítulos serão disponibilizados, sempre às quartas-feiras, até o dia 14 de dezembro, quando se encerra a primeira fase da novela. A segunda fase está prevista para chegar ao Globoplay no primeiro semestre de 2023. Toda obra entrará no catálogo com e sem audiodescrição. 

"O orgulho que nós temos com esse trabalho é gigante. 'Todas as Flores' fala de coisas que são importantes para a sociedade brasileira, e tudo isso com uma das melhores dramaturgias que a gente colocou nas nossas telas nos últimos anos, algo que só seria possível com a maestria de João Emanuel Carneiro, com a direção do Carlos Araújo e com esse elenco incrível, maravilhoso. Essa é uma noite de festa, de celebração. Estamos em festa pela repercussão avassaladora da novela", afirmou Erick Brêtas, diretor de Produtos Digitais e Canais Pagos da Globo. 

 O autor João Emanuel Carneiro ressaltou sobre a experiência pioneira de fazer uma novela para o streaming: "Ter 'Todas as Flores' no streaming é uma aventura diferente. Os episódios são mais concentrados, e eu sou um autor de ganchos e viradas, gosto de brincar com a história. Acho que me adaptei muito bem.

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Tudo sobre a terceira coletiva online de "Todas as Flores", a nova novela do Globoplay

 A Globo promoveu na última sexta-feira, dia 14, a terceira coletiva online de "Todas as Flores", nova novela do Globoplay, escrita por João Emanuel Carneiro e dirigida por Carlos Araújo. Participaram do encontro virtual o autor, a assistente de direção Nathalia Santos e os atrizes Regina Casé, Letícia Colin, Mariana Nunes e Sophie Charlotte. Fui um dos convidados e conto sobre tudo o que rolou no bate-papo. 


Sophie Charlotte contou um pouco sobre a sua protagonista: "Minha personagem vive em harmonia com o pai. Tem deficiência visual, estudou e é formada em farmácia. Sonha em ser perfumista, profissão do pai (vivido por Chico Diaz). A vida dela é transformada com a chegada da mãe. A Maíra achou que ela tinha falecido quando era bebê. No mesmo dia que aparece o pai da Maíra falece. Ela então resolve ir pro Rio de Janeiro conhecer a irmã, Vanessa, e inicia sua jornada. A Letícia ser minha irmã foi um presentaço. A gente precisa de muita confiança e parceria para enfrentar situações de risco como é o caso das personagens. Tenho pela Letícia um afeto. Maíra chega nessa relação de coração aberto e aos poucos vai vendo que não é aquilo que ela esperava. É uma relação muito complexa. Há uma atração que as une e vivências de vida que as repelem. Maíra ainda acaba se apaixonando pelo noivo da irmã, o que gera um combustível para a Vanessa. A Maíra tem sido de uma transformação imensa na minha vida. Ter entrado em contato com pessoas com deficiência visual tem sido uma transformação para sempre. É um divisor na minha vida. Consegui entender a importância da luta contra o capacitismo. A Maíra convive com uma deficiência, mas isso não a define", observou a atriz.

Letícia Colin comentou sobre a parceria com a colega que interpreta sua irmã e a conduta de sua vilã: "A Sophie é um luxo. Uma colega dessas. Fico emocionada em ouvir a Sophie falando. Isso me faz lembrar o dia que vi a Maíra dela nascendo. Tive a honra de ver uma das primeiras vezes que a Maíra surgiu. O trabalho da Sophie é um primor. É incrível ver o comprometimento dela com essa obra. O trabalho dela é arrebatador.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

"Passaporte Para Liberdade": uma minissérie que esbanja capricho

 No dia 20 de dezembro, a Globo estreou, pouco depois da meia noite, uma de suas produções de mais alto padrão: "Passaporte para Liberdade". Chamada anteriormente de "O Anjo de Hamburgo", a minissérie de oito capítulos precisou interromper suas gravações por conta da pandemia do novo coronavírus e retomar quase um ano depois para a finalização. A trama marca a primeira parceria entre a emissora e a Sony Pictures, que produziram tudo em conjunto e o canal internacional é o responsável pela venda para o mercado exterior. 

A minissérie mergulha na história de Aracy de Carvalho (Sophie Charlotte), uma mulher forte, determinada e, acima de tudo, justa. À primeira vista, ela passaria despercebida à maioria dos olhos. Simples e sem holofotes, Aracy nunca buscou por títulos ou reconhecimentos. Em 1935, a brasileira, divorciada de seu primeiro marido e com um filho pequeno, Eduardo Carvalho, vai para a Alemanha em busca de trabalho e não tarda em conseguir um cargo no consulado brasileiro em Hamburgo, no setor de passaportes. Foi ali que ela conseguiu salvar muitos judeus da prisão e do Holocausto ao facilitar a emissão de vistos para o Brasil ---- ignorando restrições e driblando empecilhos. 

A trama se desenvolve a partir da convocação de João Guimarães Rosa (Rodrigo Lombardi) para ocupar o cargo de cônsul-adjunto do Brasil em Hamburgo. Logo em seu primeiro dia de trabalho na nova cidade, o brasileiro recém-chegado conhece Aracy e se encanta por ela na mesma hora.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Tudo sobre a coletiva online de "Passaporte Para Liberdade", nova minissérie da Globo e Sony

 A Globo promoveu na última sexta-feira, dia 10, a coletiva online sobre a nova minissérie da Globo, em parceria com a Sony Pictures, "Passaporte Para Liberdade". Estiveram presentes o autor Mário Teixeira, o diretor Jayme Monjardim e os atores Sophie Charlotte, Rodrigo Lombardi, Gabi Petry e Peter Ketnath. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo sobre a produção que promete impactar o telespectador através da história de Aracy de Carvalho, esposa de Guimarães Rosa, que ajudou milhares de judeus a fugir da perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial.  

"São três anos que estamos envolvidos nesse trabalho. Foi muita dedicação. Um trabalho em plena pandemia. Tanto na versão brasileira quanto na versão estrangeira está um espetáculo. Tenham certeza que são muitas horas de dedicação. Começamos na Argentina, depois Brasil. E cenas que voltamos um ano depois por causa da interrupção (em virtude da pandemia). Estamos muito felizes com o resultado. Costumo dizer que as histórias procuram seus contadores. Claro que a gente procura, mas alguma coisa tem de destino. Encontrei o filho da Aracy que já estava com uns 78 anos, uma neta e uma bisneta. Quando ouvi a história fiquei tão emocionado que procurei o Silvio de Abreu e falei sobre isso. O Mário (Teixeira, autor) estava começando a fazer uma novela. Aí fizemos algumas reuniões. Cuidado com o que você pede para o destino que pode acontecer. Mais uma mulher na minha vida. Chiquinha, Olga, Maysa, as sete mulheres... Agora Aracy. Me sinto muito feliz, é uma honra. Um momento muito importante para a minha carreira. Dei um outro passo como profissional", disse Jayme Monjardim. 

"Não li toda obra de Guimarães Rosa. E todas que eu li já tinha lido. Não li por causa da série. Ele era apaixonado pela palavra. Aprendeu sozinho 23 idiomas. E temos pouco registros dele em vídeo. Seria para mim impossível construir a partir dos poucos vídeos que a gente tem. Construí por fatos. O Guimarães Rosa pelo que ele fez.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Sophie Charlotte foi o destaque de "Ilha de Ferro"

 A série até então exclusiva da Globoplay foi lançada em novembro de 2018. A trama, criada por Max Mallmann (falecido em 2016) e Adriana Lunardi, dirigida por Afonso Poyart, Guga Sander e Roberta Richard, apresentou uma primeira temporada competente e com clima de superprodução. A Globo decidiu exibi-la em sua grade durante o mês de agosto, três anos depois, e quem viu a história (ou reviu), que chega ao fim nesta sexta-feira (20/08), pode constatar que Sophie Charlotte foi o destaque. 

O enredo tem como foco central o desequilíbrio emocional dos personagens e explora todas as camadas de forma até angustiante. Vários episódios causam uma sensação de incômodo e até sufocamento em virtude das explosões emocionais, muitas vezes expostas com tomadas de câmera propositalmente agitadas ou com imagens distorcidas. Os protagonistas Dante (Cauã Reymond) e Júlia (Maria Casadevall) têm sérios problemas pessoais e dramas emocionais. Já Leona, vivida por Sophie, representa uma espécie de agente do caos. 

A personagem é esposa do Dante e nunca aceitou as temporadas que o marido passa na plataforma de petróleo. Seu emocional sempre foi uma de suas fraquezas e tudo piora quando está sozinha. Em uma de muitas brigas com o marido, mentiu sobre um caso que teve com o cunhado, Bruno (Klebber Toledo), piloto de helicóptero que até então trabalhava com o irmão.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

"Todas as Mulheres do Mundo" enaltece o feminino e a simplicidade da vida

A Globo segue firme no enriquecimento de seu serviço de streaming e várias produções estão previstas para a Globoplay. Por conta da pandemia do coronavírus, um pouco do planejamento acabou alterado em virtude da extinção das festas de lançamento das séries. E algumas estreias foram adiadas, como a aguardada "Desalma", que iria ao ar no primeiro semestre, mas ficou para o segundo. Por conta desse adiamento, a estreia de outro seriado foi adiantada justamente para "substituí-la". É o caso de "Todas as Mulheres do Mundo".


A série, escrita por Jorge Furtado e Janaína Fisher, é uma adaptação da obra de Domingos Oliveira (dramaturgo, autor e diretor falecido em março de 2019, aos 82 anos). Repleta de reflexões filosóficas sobre a vida, amor e morte, a produção também utiliza o humor mais sutil e refinado tão característico do universo do saudoso escritor. Em doze episódios, o público pode acompanhar uma trama leve e com um toque melancólico onde as mulheres são enaltecidas através da figura de um eterno apaixonado.

Com direção de Patrícia Pedrosa, a trama é fruto da adaptação de oito textos de Domingos: "Todas as mulheres do mundo", "Edu coração de ouro", "Separações", "Amores", "Os inseparáveis", "A primeira valsa", "BR 716" e "Largando o escritório". O protagonista da série é Paulo (Emílio Dantas), um homem apaixonado pela liberdade, pela poesia e pelas mulheres. Por todas as mulheres. Do mundo.