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quinta-feira, 9 de maio de 2024

Trama de Milena em "Justiça 2" faz o público de idiota

 A nova série do Globoplay vem despertando atenção por ser uma espécie de continuação de "Justiça", exibida em 2016, embora as novas histórias não tenham qualquer relação com as exibidas anteriormente. A autora Manuela Dias criou novos enredos que se destacam graças ao desempenho brilhante do elenco. No entanto, uma trama destoa das demais e abusa da quantidade de inverossimilhanças: a da Milena (Nanda Costa). 


A saga da personagem já começa cercada de absurdos que vão piorando a cada episódio. É importante ressaltar que cobrar veracidade em obras de ficção é algo que precisa ser feito com certa moderação, afinal, furos de roteiro são comuns, tanto em séries quanto em novelas e como diz a autora Glória Perez: "É preciso voar". Porém, há voos que são impossibilitados de serem feitos diante das inúmeras incongruências no roteiro. E, no caso da quarta protagonista, são tantos que é difícil até listar. 

Logo no primeiro episódio envolvendo a personagem, o quarto da primeira semana, fica impossível comprar a motivação do crime que a leva para a cadeia. Milena é uma mulher que comete furtos para ganhar dinheiro e sonha em ser cantora profissional.

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Tudo sobre a coletiva online de "Justiça 2", a nova série do Globoplay

 O Globoplay promoveu na primeira quarta-feira de abril, dia 3, a coletiva virtual de "Justiça 2", a nova série da plataforma de streaming. Participaram a autora Manuela Dias, o diretor Gustavo Fernández e os atores Murilo Benício, Leandra Leal, Paolla Oliveira, Nanda Costa, Belize Pombal, Juan Paiva, Leandra Leal, Alice Wegmann, Marco Ricca, Maria Padilha, Julia Lemmertz, Rita Assemany, Giovanni Venturini, Danton Mello, Gi Fernandes, Marcello Novaes, Tereza Seiblitz e Danton Mello. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Manuela Dias analisou sua obra: "Não é uma série focada nas questões judiciais, é focada no que a gente acredita o que é a justiça. A gente acredita tanto na justiça que quando a justiça na terra falha a gente acaba acreditando que uma justiça divina vai acontecer. E há crimes que não há reparação. Se você tem um carro roubado, ele pode ser recuperado. Mas, se você foi abusada, qual a reparação? A maior parte da série se passa em Ceilândia e é uma forma da gente abordar questões sociais ali. Foi maravilhoso gravar lá. A série restitui a humanidade a pessoas que são apagadas pela sociedade. São 28 episódios e as quatro histórias se entrelaçam".

Gustavo Fernández acrescentou: "A primeira ideia era gravar em uma cidade da Bahia, localizada no oeste, próximo da divisa com Maranhão, Piauí e Tocantins.

sexta-feira, 29 de março de 2024

Tudo sobre a pré-estreia e a coletiva de "Dona Lurdes - o filme"

 O Globoplay promoveu nesta segunda-feira, dia 25, a pré-estreia de "Dona Lurdes - o filme" e a coletiva virtual do filme na terça, dia 26. Participaram do bate papo online a autora Manuela Dias, o diretor Cristiano Marques e os atores Juliano Cazarré, Nanda Costa, Jéssica Ellen, Arlete Salles, Evandro Mesquita, Maria Gal, Enrique Diaz e Regina Casé. Estive nos dois eventos e conto sobre a boa conversa sobre o longa produzido pelos Estúdios Globo. 


Manuela Dias contou como foi o processo de criação do filme: "Acabei escrevendo um livro chamado 'O Diário de Dona Lurdes' e um ano depois fiz o filme que até ultrapassou o livro. A gente tinha a responsabilidade que matar a saudade de quem viu 'Amor de Mãe' e fazer também o filme não ser dependente da novela. A maior expectativa que tenho com Dona Lurdes é essa questão afetiva e a ode à mãe brasileira. Quando o Cristiano me ligou e disse que Arlete Salles tinha topado fazer o filme eu pedi para reescrever a personagem dela. Aliás, é o maior luxo um elenco desse. A Regina é uma das maiores comunicadoras desse país. Ela tem a força de quebrar a quarta parede com humor e inteligência, o que traz uma comunicação com o público", concluiu a autora. 

Cristiano Marques comentou sobre as diferenças entre o longa e 'Amor de Mãe': "Isso de ter um diferencial entre o filme e a novela eu acho que não é tão assim. A novela foi uma obra de 150 capítulos e o filme um projeto de duas horas. O ponto de partida mais importante foi saber que o filme seria mais leve e cômico do que a novela.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Tudo sobre a coletiva online da volta de "Amor de Mãe"

 A Globo realizou nesta segunda-feira (22/02) uma coletiva online sobre o retorno de "Amor de Mãe", novela de Manuela Dias, dirigida por José Luiz Villamarim, após um ano de paralização por conta da pandemia do novo coronavírus, que interrompeu as gravações em março de 2020. Participaram todos os atores da família de Lurdes: Regina Casé, Jéssica Ellen, Juliano Cazarré, Humberto Carrão, Thiago Martins e Nanda Costa, além da autora. Fui um dos convidados e conto um pouco como foi o bate-papo.

Perguntados sobre as cenas mais marcantes da primeira parte do folhetim, os intérpretes fizeram questão de relembrar algumas. "Uma das cenas mais bonitas que vi na novela é uma da Vitória (Taís Araújo) quando adota o filho. Me marcou muito. Lembro que estava vendo em casa e fiquei muito emocionado. Até liguei para Taís", disse Thiago Martins. "Tem muitas cenas lindas nessa novela. Uma das muitas cenas fortes é quando Lurdes, no presídio, descobre que não é mãe de Sandro. E a minha cena no hospital foi muito forte também", acrescentou Jéssica Ellen. "Eu gostaria de lembrar de duas cenas. A diplomação da Camila. Vejo ali um esforço familiar. Não é só o personagem da Regina que está sendo recompensado. Todo mundo ali está diplomando a irmã mais nova. A família precisou se estruturar. E a cena do primeiro capítulo quando um irmão corre atrás do outro e vê o irmão ser levado", contou Juliano Cazarré. "A cena que a Lurdes fala para o filho, ainda criança, 'Tua mãe está aqui' também foi incrível", declarou Nanda Costa. 

Humberto Carrão lembrou: "Minhas lembranças mais marcantes são as cenas da Jéssica na escola. A invasão da polícia, os tiros, a forma como se relaciona com seus alunos. E todas da Lurdes, um dos personagens mais lindos que já vi. Mas a melhor foi minha cena com ela na praia quando a personagem conta que não é mãe do Sandro".

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Esquecível e boba, "Pega Pega" não honrou sua ótima audiência

A estreia de Claudia Souto como autora solo, após anos trabalhando como colaboradora de vários escritores ---- entre eles Walcyr Carrasco ----, fez a alegria da Globo no horário das sete. "Pega Pega" teve uma audiência acima de qualquer expectativa e terminou com uma média geral de 29 pontos, maior índice desde o fenômeno "Cheias de Charme" (2012). Um feito e tanto. Ou seja, o objetivo da emissora foi cumprido: lançar um novo roteirista, recebendo um bom retorno em faturamento. Porém, o enredo não honrou essa média elevada e a repercussão da trama foi baixa, não acompanhando os impressionantes números.


A história já começou equivocada com o amor súbito e pouco convincente de Eric (Mateus Solano) e Luiza (Camila Queiroz). Os mocinhos se apaixonaram perdidamente no primeiro capítulo e ainda na estreia se declararam perdidamente loucos de amor, com direito a transa e passeio de helicóptero romântico. Impossível ter comprado o romance dessa forma tão rasa. O resultado dessa construção apressada foi o fracasso do par, que não teve química alguma e não demorou para perder importância no folhetim ao longo dos meses. Para culminar, os perfis também eram desinteressantes e insossos. 

Luiza, por exemplo, não teve um drama particular sequer. Seu único conflito foi a falência do avô, Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso), depois que o Carioca Palace foi roubado durante a venda. Ainda assim nem era um problema dela e, sim, do avô. Suas brigas bestas com Eric também não acrescentaram em nada, dando a clara impressão de preenchimento de tempo dos capítulos.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

"Entre Irmãs" sensibilizou e aproveitou o talento de Marjorie Estiano e Nanda Costa

Já virou uma espécie de ''tradição'' a Globo transformar longas da Globo Filmes em microsséries no início do ano. Nos últimos sete anos, cinco filmes foram adaptados. É um sinal claro de corte de custos e também compensação das bilheterias aquém do esperado. Ao invés de produzir uma minissérie, como fazia antigamente, transforma uma trama já pronta, dividindo em partes. Porém, quase todas essas adaptações se mostraram desnecessárias e em histórias que não despertavam muita atenção. O único acerto havia sido com "O Tempo e o Vento", em 2014. Agora, todavia, há outro êxito da adaptação da emissora: "Entre Irmãs".


O longa é baseado no livro "A Costureira e o Cangaceiro", de Frances de Pontes Peebles. Produzido pela Globo Filmes e Conspiração Filmes, o filme foi escrito por Patrícia Andrade, com colaboração de Nina Crintzs, e dirigido por Breno Silveira. Infelizmente, a bilheteria não fez jus ao primor da trama. Nas três primeiras semanas, por exemplo, foram apenas 39 mil pagantes. Um injusto fracasso. A historia tem um forte potencial dramático e explora o brilhantismo do elenco escalado. Entretanto, é preciso reconhecer que a duração de cerca de 2h40 se mostra bastante excessiva, cansando quem assiste na telona em virtude da narrativa mais lenta. Por isso mesmo a adaptação para microssérie foi um acerto. O enredo fluiu bem melhor e ainda com cenas inéditas inseridas.

A história de Emília (Marjorie Estiano) e Luzia (Nanda Costa) não demora para envolver o público, expondo as diferenças e a cumplicidade entre as irmãs que cresceram juntas, sob os cuidados da tia, a trabalhadora Sofia (Cyria Coentro), uma costureira talentosa que ensina o ofício para as meninas. Luzia sofreu um grave acidente na infância, atrofiando o braço ---- ganhando o cruel apelido de 'vitrola'.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Ótima como Sandra Helena, Nanda Costa rouba a cena em "Pega Pega"

A atual novela das sete da Globo é um sucesso. Porém, não tem feito por merecer os elevados números de audiência. A trama da estreante Cláudia Souto, dirigida por Luiz Henrique Rios, vem se mostrando boba, sem conflitos interessantes e com um enredo raso demais, recheado de perfis insossos. É um conjunto desanimador. Entretanto, uma personagem vem crescendo cada vez mais na novela e roubando todas as cenas: Sandra Helena (Nanda Costa).


O aumento da importância da periguete não é por acaso. Desde o início, Nanda Costa tem se destacado na trama, dando vida a um dos poucos perfis carismáticos do enredo. O crescimento de sua participação era uma questão de tempo. E agora a intérprete está no auge em virtude da herança que a camareira do Carioca Palace ganhou de uma hóspede, após um longo tempo de forte ligação afetiva que ambas tiveram. Com a morte de Dona Marieta (Camila Amado), a personagem ficou ainda mais milionária.

Afinal, Sandra Helena roubou 40 milhões de dólares da venda do hotel, juntamente com os parceiros Malagueta (Marcelo Serrado), Júlio (Thiago Martins) e Agnaldo (João Baldasserini). Esse, inclusive, deveria ser o mote do enredo, mas acabou se diluindo rapidamente, deixando evidente a limitação da premissa elaborada pela autora.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Com trama fraca e conflitos bobos, "Pega Pega" ainda não disse a que veio

A atual novela das sete da Globo estreou no dia 6 de junho, ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. E a emissora só tem motivos para comemorar. Isso porque a audiência está nas alturas, obtendo índices surpreendentes até para os mais otimistas, já marcando mais que a anterior, a ótima e elogiada "Rock Story". O telespectador parece que foi mesmo conquistado por "Pega Pega". Porém, a trama da estreante Claudia Souto, dirigida por Luiz Henrique Rios, não tem feito jus aos números expressivos.


A história até então não disse a que veio. Aliás, a estreia da produção já tinha se mostrado pouco convidativa e com dramas bastante rasos. O mote central é o roubo milionário do Hotel Carioca Palace, principal cenário da novela, praticado pelos funcionários do lugar --- todos ladrões de primeira viagem. Malagueta (Marcelo Serrado), Júlio (Thiago Martins), Sandra Helena (Nanda Costa) e Agnaldo (João Baldasserini) toparam o plano mirabolante do primeiro e acabaram levando os 40 milhões de dólares oriundos da venda do hotel. Apesar do contexto nada crível, a licença poética é aceitável.

No entanto, essa foi a única situação atrativa do enredo até agora. E desde então nada mais tem despertado interesse, nem mesmo o quarteto de ladrões. Afinal, eles roubaram, mas e daí? Todos ficam apenas circulando entre os núcleos sem protagonizar nenhum conflito realmente bom.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

"O Caçador": mais uma grande série brasileira que chegou ao fim

Com texto de Fernando Bonassi, Sérgio Goldenberg e Marçal Aquino, "O Caçador" ficou três meses no ar e chegou ao fim na última sexta-feira (11/07). Dirigida por José Alvarenga Jr. e Heitor Dhalia, a série, que contou a história de um policial que passou a viver clandestinamente, após sofrer uma grande injustiça e ter sua vida arruinada, começou já expondo toda a trama do protagonista, deixando os episódios seguintes focados quase que exclusivamente nas investigações que André (Cauã Reymond) fazia com seu trabalho de caçador de recompensas.


A fórmula era parecida com a usada em "Força-Tarefa", excelente série protagonizada por Murilo Benício, que tinha no comando praticamente a mesma equipe de roteiristas e o mesmo diretor (José Alvarenga Jr.). Porém, nesta produção, os dramas do protagonista eram bem mais pesados, assim como as cenas, repletas de terror psicológico e violência. E enquanto as investigações de André, para conseguir provar sua inocência, ficavam em segundo plano, as tramas policiais paralelas engrandeciam o seriado, prendendo  a atenção do público. 

Foram várias situações interessantes e bem desenvolvidas, onde André se colocava em sério risco para cumprir suas missões, em parceria com o também ex-policial Lopes (Aílton Graça), que trabalhava mais na procura de 'clientes' interessados em capturar ou achar alguém.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Salve Jorge subestima a inteligência do público

A morte de Jéssica era a notícia mais divulgada sobre "Salve Jorge". E isso antes mesmo da novela ter estreado. Mas o ótimo desempenho de Carolina Dieckmann fez Glória Perez adiar o quanto pôde. Entretanto, a tão comentada morte da personagem finalmente aconteceu e a cena foi ao ar nessa segunda-feira (21/01). Porém, antes da derradeira sequência, todos os acontecimentos do capítulo subestimaram a inteligência do telespectador. 


Morena (Nanda Costa) e Jéssica não conseguiram contar a verdade a ninguém desde que chegaram ao Brasil. E a desculpa é o medo de represálias dos traficantes, principalmente de Russo (Adriano Garib) e Wanda (Totia Meirelles). Elas até tentaram falar com Helô (Giovanna Antonelli), que tem investigado esse tipo de crime, mas sempre recuavam. O curioso é que ambas sofreram várias dificuldades até conseguir falar com a delegada. Telefone, e-mail e denúncia anônima nunca foram cogitadas pelas mocinhas. Sempre precisaram falar pessoalmente, necessitando fugir da vigilância dos traficantes. Porém, por mais incrível que pareça, Morena simplesmente tomou coragem e decidiu falar com Lívia (Cláudia Raia) a respeito de todo o esquema criminoso. E no meio de um desfile, organizado pela própria vilã. Ou seja, nunca falou nada com a própria mãe e nem com a polícia, mas quis contar tudo para uma mera desconhecida. 

Claro, a bandida logo se organizou para evitar que a denúncia da traficada viesse à tona. Pediu para que as duas ficassem no quarto e não saíssem. Mas elas acabaram saindo porque a vilã tinha esquecido a chave. Pois bem, enquanto não a encontravam, Morena foi ver a mãe e Jéssica se dirigiu ao banheiro. Surpreendentemente, a menina resolveu retocar a maquiagem. Afinal, segundo a lógica, tem que se preocupar com a beleza, mesmo sendo

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Carolina Dieckmann e Nanda Costa convencem e formam uma boa dupla em Salve Jorge

Infelizmente, quase nada mudou em "Salve Jorge". A trama de Glória Perez continua sem ritmo e com uma quantidade absurda de atores subaproveitados. Praticamente impossível se empolgar diante do que está sendo apresentado até agora. Entretanto, duas personagens têm tido um bom destaque. Jéssica e Morena. A primeira sempre despertou a simpatia do telespectador, já a segunda, protagonista,  enfrentou uma forte rejeição inicial, mas conseguiu reverter a situação assim que foi traficada. É fato que as duas 'mocinhas' representam o que há de menos pior na novela das nove.


Jéssica era a única mulher do prostíbulo de Lívia (Cláudia Raia) que realmente se mostrava indignada e tentava a todo custo fugir do lugar. Com a chegada de Morena, a coitada ganhou uma aliada. E se a protagonista enfrentava uma grande rejeição ao protagonizar inúmeros barracos desnecessários no Complexo do Alemão e vivendo cenas românticas ao lado de Théo (Rodrigo Lombardi), ao ser traficada passou a despertar simpatia e torcida pela Morena. Glória Perez acertou ao unir as duas em um mesmo núcleo.

Após apresentar um péssimo desempenho em "Passione" e ter exagerado em "Fina Estampa", Carolina Dieckmann acertou na composição de sua personagem desde que apareceu na trama. Percebe-se que a atriz está totalmente entregue e faz de Jéssica uma espécie de mocinha sofredora, mas sem par romântico. Já Nanda Costa,

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Surra de Morena em Wanda finalmente deslancha o núcleo central, mas não apaga os conhecidos equívocos de Salve Jorge

Na última terça-feira (4/12), o telespectador pôde ver uma das cenas mais clássicas da teledramaturgia em "Salve Jorge": a mocinha dando uma surra na vilã. Morena, ao chegar à Turquia, percebeu que foi enganada por Wanda e que é vítima de um esquema de tráfico humano. A mocinha se desespera ao constatar que está em um bordel e espanca a vilã. Foi a primeira cena que despertou interesse no público e acabou funcionando como o verdadeiro estopim para que o núcleo de maior utilidade da novela realmente começasse a se desenvolver pra valer.


A sequência --- embora muito mal dirigida, com direito a marcações de cena que ficaram explícitos até para um leigo e erroneamente editada, com cortes totalmente equivocados ---, foi muito bem defendida pelas atrizes. Nanda Costa expressou toda a fúria de Morena enquanto que Totia Meirelles deixou transparecer o desespero da vilã ao ser surpreendida pela sua própria vítima.

Na continuação da cena, Wanda demonstrou o quanto pode ser fria ao apontar uma arma para a mocinha e quase apertar o gatilho, alegando que poderia conseguir outra menina com o mesmo biotipo rapidamente. Aliás, a comparsa de Lívia (Cláudia Raia) é a verdadeira vilã da trama e a atriz está se destacando cada vez mais. Já Nanda também não

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Salve Jorge desanima o telespectador ao apresentar um ritmo lento, muitos personagens e poucas histórias

Com pouco mais de duas semanas no ar, "Salve Jorge" ainda não disse a que veio. A trama --- que enfrenta o imenso desafio de substituir o fenômeno "Avenida Brasil" --- é lenta demais e Glória Perez tem demonstrado muita falta de imaginação nessa sua nova empreitada. O telespectador tem a clara sensação de déjà vu e a quantidade imensa de personagens assusta. Já a falta de acontecimentos relevantes apenas ajuda a afugentar o público, que está esperando a novela começar até agora, sem sucesso.


A autora tem apresentado um amontoado de personagens que ainda não demonstraram qualquer função e nem há ligação entre os núcleos. Claro que ainda é cedo para observar isso, mas a demora em criar tramas contundentes para cada um dos atores escalados causa estranhamento e deixa o telespectador perdido, com a sensação de estar vendo somente embromação. O elenco é recheado de grandes atores, mas do que adianta quantidade se não há qualidade?

O núcleo da Turquia é totalmente dispensável e parece criado única e exclusivamente para exibir bordões, dancinhas e outros costumes. Para agravar o problema, é impossível não associar as tradições com as exibidas em "O Clone" e "Caminho das Índias". São locais com muitas similaridades, principalmente nas vestimentas da

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Salve Jorge estreia com clima de "vale a pena ver de novo"

Estreou nessa segunda-feira (22/10), escrita por Glória Perez e dirigida por Marcos Schechtman, a nova novela do horário nobre: "Salve Jorge". Embora digam exatamente o contrário, é muito pior para os autores estrearem um trabalho após um estrondoso sucesso; uma vez que após um fracasso, pode até ser difícil recuperar a audiência, mas a aceitação acaba sendo bem mais rápida. E substituir o fenômeno "Avenida Brasil" será complicado, embora Glória já esteja acostumada a esses desafios --- "Caminho das Índias" foi ao ar logo após "A Favorita", sucesso de público e crítica, também escrita por João Emanuel Carneiro.


A nova trama começou apresentando belas imagens, através de um voo panorâmico sobre a Turquia. Logo após, o telespectador  já pôde conhecer Morena, a protagonista. A personagem estava sendo leiloada e vários homens endinheirados disputavam seu passe. Um  interessado ofereceu 3.500 euros pela moça.  Após sair do foco das atenções e ser substituída por outra garota, esta muito à vontade, Morena foge e sai correndo pelas ruas gritando por socorro. Cortam a cena e exibem o aviso: 'Oito meses antes'. A partir daí  o público começa a acompanhar a retomada do Complexo do Alemão pelas Forças de Pacificação do Rio de Janeiro, fato que realmente aconteceu pouco tempo atrás.

Ao apresentar logo no início da novela uma história que ainda irá acontecer, além de ter sido uma medida louvável e criativa, acabou instigando o telespectador a querer saber como a mocinha foi parar naquela situação no mínimo estranha. Enquanto ocorre o processo de pacificação, alguns personagens começam a ser