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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

"Quem Ama Cuida" reage após semanas mornas com retorno de Heitor e desmascaramento de Fábia

 Os capítulos de terça e quarta-feira de Quem Ama Cuida foram um prato cheio para quem aprecia novelas que sabem transformar segredos de família em bons momentos dramáticos. Com revelações aguardadas, confrontos bem construídos e atuações que valorizam a tensão das cenas, a trama entregou dois capítulos movimentados, capazes de recuperar parte do fôlego perdido nas últimas semanas e renovar o interesse pelos mistérios que cercam a morte de Arthur (Antônio Fagundes).


É verdade que a novela vinha atravessando um período mais morno, com poucos acontecimentos realmente impactantes e uma narrativa que parecia caminhar sem a mesma intensidade de antes. Pela primeira vez, surgiu aquela sensação de barriga, com a história demorando a avançar e a temperatura dramática diminuindo. O ritmo mais arrastado acabou enfraquecendo momentaneamente o envolvimento com alguns conflitos, que pareciam pedir desdobramentos mais contundentes. Felizmente, os capítulos de terça e quarta-feira representaram uma reação importante, mostrando que a trama ainda tem cartas fortes na manga e sabe como recuperar a atenção do público quando aposta em revelações capazes de mudar o jogo.

O grande destaque da terça-feira foi, sem dúvida, a apresentação do resultado da auditoria da A. Brandão Joias, realizada no apartamento de Pilar (Isabel Teixeira). A sequência, conduzida com habilidade, soube trabalhar a expectativa em torno da herança e das possíveis irregularidades nas contas da joalheria até culminar na entrada triunfal de Heitor (Renato Góes), dado como morto e apresentado por Adriana (Letícia Colin) como filho e herdeiro de Arthur Brandão.

sexta-feira, 1 de março de 2024

E não rolou o "Fuzuê"

 A missão de Gustavo Reiz não era das mais fáceis: manter a audiência em alta, após o fenômeno "Vai na Fé", de Rosane Svartman, e com uma proposta totalmente diferente da trama anterior. O início de "Fuzuê" até manteve o interesse do público e parecia uma produção promissora. Mas, ao longo dos meses, o interesse do telespectador foi diminuindo gradativamente diante do roteiro repetitivo e a queda nos números do Ibope se tornou uma constante. O folhetim chegou ao fim nesta sexta-feira (01/03), depois de muitas intervenções na narrativa, e com o título de maior fracasso do horário das sete. 


A estreia do autor na Globo, infelizmente, não foi bem-sucedida. Gustavo escreveu "Os Ricos Também Choram", no SBT em 2005; o remake de "Dona Xepa", na Record em 2013; além de "Escrava Mãe" (2016) e "Belaventura" (2017) na emissora do bispo Edir Macedo. A sua proposta em "Fuzuê", prevista inicialmente para 2019 e depois adiada por conta da pandemia, era devolver ao horário das sete a conhecida comédia pastelão repleta de cenas farsescas. No início, até funcionou, vide o enredo dinâmico e bem conduzido nas duas primeiras semanas, principalmente em torno do quarteto central formado por Luna (Giovana Cordeiro), Miguel (Nicolas Prattes), Preciosa (Marina Ruy Barbosa) e Heitor (Felipe Simas). A forma como o casal de mocinhos e o par de vilões se conheceram proporcionou momentos divertidos. 

No entanto, foi ficando claro que a proposta da história, dirigida por Fabrício Mamberti, era até interessante em uma série curta, mas não em uma novela com mais de 170 capítulos. Um filme de caça ao tesouro costuma ser repleto de ação e boas viradas, o que desperta atenção do público, mas o desafio de proporcionar isso em um folhetim é bem mais complicado. Até porque o recurso ficcional exige que pistas sejam colocadas com cautela, a ponto de manter o interesse de quem assiste sem entregar muito o conteúdo para não esvaziar o roteiro.

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Marina Ruy Barbosa e Felipe Simas formam uma ótima dupla em "Fuzuê"

 A atual novela das sete da Globo, escrita por Gustavo Reiz e dirigida por Fabricio Mamberti, ainda está em seu início e focada em cima da famigerada busca ao tesouro perdido. Não há muitos conflitos que não sejam sobre essa procura, com exceção da saga da mocinha Luna (Giovana Cordeiro) em busca de sua mãe, que agora voltou também em busca da tal fortuna. Mas a trama já apresenta alguns bons destaques e o principal tem sido o casal formado por Preciosa e Heitor. 


Interpretados por Marina Ruy Barbosa e Felipe Simas, os personagens são os típicos vilões atrapalhados que raramente conseguem sucesso em seus planos. É quase uma espécie de Pink e o Cérebro (clássico desenho da década de 1990) em forma de casal, onde ela é quem tem as ideias e ele o responsável em executá-las. Preciosa é uma influenciadora que dá dicas de sucesso, mas na realidade enfrenta um turbulento período de dívidas, incluindo da sua joalheria, que anda bem ruim de lucro. Heitor, por sua vez, é um deputado corrupto que conta com a ajuda de funcionários fantasmas para disparar fake news contra inimigos políticos. 

Preciosa e Heitor são perfis que transbordam caricatura. "Fuzuê" é uma novela das sete que volta às origens dos clássicos folhetins da faixa, onde o humor domina todas as narrativas e praticamente não há muito drama em nenhum núcleo ou personagem.

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

"Fuzuê" tem início vibrante e animador

 A missão de substituir um grande sucesso muitas vezes é mais complicada do que entrar no lugar de um fracasso. Porque quando uma novela é rejeitada, normalmente, há uma boa vontade, tanto no público quanto na crítica, de assistir ao produto novo com um olhar mais benevolente, ainda que seja algo até involuntário. Já a trama que ocupa o vazio deixado por uma história aclamada costuma enfrentar mais resistência. No entanto, Gustavo Reiz parece que não sofrerá deste mal com a sua "Fuzuê". 


A novela que marca a estreia do autor na Globo, após anos trabalhando na Record, estreou nesta segunda-feira, dia 14, no lugar do fenômeno "Vai na Fé", de Rosane Svartman. E a sua proposta é totalmente diferente da que foi apresentada por sua colega, que optou pelo realismo através de temas sérios sendo mesclados com toques de humor e bastante delicadeza. Gustavo aposta na comédia e no exagero em um enredo cujo foco principal é a caça ao tesouro, premissa típica de aventuras infanto-juvenis. Ou seja, um folhetim apenas para entreter sem maiores responsabilidades. 

E a primeira semana de "Fuzuê" mostra que o autor tem tudo para cumprir o seu objetivo. O tom acima de vários personagens não incomoda diante de tudo o que é visto na história, incluindo os cenários, todos muitos coloridos e exagerados, principalmente o da loja de Nero (Edson Celulari), que transborda cafonice em cada espaço.