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segunda-feira, 13 de março de 2023

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu na sexta-feira passada, dia 10, a segunda coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis, escrita por Duca Rachid, Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr, dirigida por André Câmara. Participaram os três autores e os atores: Paulo Gorgulho, Mariana Ximenes, Carol Castro, Zezé Polessa, Thiago Lacerda, Maria Gal, Isabel Fillardis, Juliana Alves, Allan Souza Lima e Mestre Ivamar. Fui um dos convidados e conto como foi o bate-papo. 

Duca Rachid esclareceu sobre a premissa de sua nova história ser repleta de clichês: "Todas as histórias são antigas, todas são velhas. Depende da maneira como você aborda. É uma história que parte da estrutura do melodrama, do conto de fadas até. Mas é um pretexto para falarmos de coisas muito atuais. O machismo está presente na nossa história em muitos núcleos. A homofobia também está presente, além da relação entre pais e filhos e como se confira na sociedade. Fala ainda de diversidade, principalmente. Nosso elenco é 50% negro. Vamos mostrar uma elite negra que sempre existiu no Brasil.", reforçou a autora.

Júlio Fisher complementou a colega: "A gente abraça o melodrama, mas tenta fazer esse melodrama com camadas. Nossos herois têm suas falhas, nossa vilã é pérfida, mas tem um motivo.", observou o autor. Elisio Lopes Jr. também acrescentou: "A gente está contando essa história sem medo de se emocionar. Algumas novelas têm medo de fazer emocionar.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Zezé Polessa cresceu merecidamente em "A Força do Querer"

"A Força do Querer" foi uma novela de sucesso e de perfis marcantes também. Glória Perez se mostrou bastante feliz na criação de muitos tipos variados, uns dramáticos e outros cômicos. Apesar de alguns atores terem sido subaproveitados (infelizmente), mesmo com o elenco bastante enxuto, vários ganharam um bom espaço no enredo. E um deles foi a hilária Edinalva, vivida por uma inspirada Zezé Polessa.


A personagem teve destaque logo no começo da novela, pois o enredo de Ritinha (Isis Valverde) era o foco inicial, desencadeando os primeiros conflitos da obra. A mãe da irresponsável e egoísta sereia se destacou nos momentos em que tentava dar um corretivo na filha, que sempre conseguia escapar pelas áreas da fictícia Parazinho. Também crescia quando rivalizava com o ranzinza Seu Abel (Tonico Pereira), protagonizando situações engraçadíssimas. Portanto, era um perfil que parecia promissor.

E realmente foi. O receio de que o papel ficasse perdido na história, deixando Zezé como figurante de luxo, logo foi deixado de lado. À medida que os meses passavam, Edinalva ganhava mais cenas e contextos hilários, destacando a conhecida veia cômica da intérprete.

segunda-feira, 9 de março de 2015

"Império": uma novela onde os núcleos paralelos não funcionaram

A trama central de "Império" sempre foi o ponto alto da novela. Porém, há alguns meses, a estagnação, com o perdão do trocadilho, 'imperava' na obra de Aguinaldo Silva. A situação envolvendo a falsa morte de José Alfredo (Alexandre Nero) foi prolongada demais e cansou. Mas com o retorno do comendador ao 'mundo dos vivos', o núcleo principal voltou a despertar interesse e apresentar qualidades. Entretanto, em plena reta final (esta é a última semana), pode-se constatar que os núcleos paralelos não funcionaram.


Desde que a trama entrou em sua segunda fase, a família do protagonista se mostrou como o grande trunfo do autor. Os conflitos envolvendo o dono do império, Maria Marta (Lília Cabral), Maria Clara (Andreia Horta), João Lucas (Daniel Rocha), Du (Josie Pessoa), Zé Pedro (Caio Blat), Cristina (Leandra Leal) e Cora (Drica Moraes/Marjorie Estiano) são atrativos e promovem uma boa movimentação na história. Mas os enredos paralelos são desinteressantes e muitos se perderam ao longo da história.

Inicialmente, o núcleo envolvendo a bissexualidade de Cláudio Bolgari (José Mayer), a incrível benevolência de Beatriz (Suzy Rêgo) e a homofobia de Enrico (Joaquim Lopes), era responsável por boas cenas e dramas convincentes. No entanto, o romance do ricaço com Leo (Klebber Toledo) não caiu nas graças do público e, aos poucos, toda a trama daquela família foi se diluindo depois que o filho homofóbico abandonou Maria Clara no altar e viajou.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Zezé Polessa e Tato Gabus Mendes: uma dupla que deu certo em "Império"

O núcleo começou com pouca importância na novela "Império", mas aos poucos cresceu e foi ganhando cada vez mais espaço, muito em virtude do romance de Maria Isis (Marina Ruy Barbosa) e José Alfredo (impecável Alexandre Nero). Porém, ao longo dos capítulos, a trama de Severo (Tato Gabus Mendes) e Magnólia (Zezé Polessa) teve sua importância aumentada, honrando o talento dos atores, com direito a situações vividas exclusivamente por eles, sem a necessidade da dupla ser escada.


Os pais de Maria Isis e de Robertão (Rômulo Arantes Neto) são dois interesseiros natos e não se envergonhavam de explorar os filhos, pelo contrário, se orgulhavam deste feito. Enquanto arrancavam dinheiro que a ninfeta ganhava do seu comendador, os dois também tentavam pegar o dinheiro conseguido pelo filho, através de golpes dados em Téo Pereira (Paulo Betti), e ainda se envolveram em alguns trambiques, como a falsificação de um exame de DNA, após o pagamento de Cora (Drica Moraes).

Os personagens são picaretas e deploráveis, mas tudo que gira ao redor de ambos tem humor. A virada da trama ocorreu quando ficaram milionários graças a uma aposta que Severo fez com o dinheiro conseguido através de uma chantagem ----- que a esposa fez com o comendador. O casal passou a ostentar e transbordar cafonice nesta fase rica.