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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Reprise apenas comprovou que "Flor do Caribe" foi uma novela insossa e esquecível

A reprise de "Flor do Caribe" chegou ao fim nesta sexta-feira (26/02) e reforçou todas as impressões de oito anos atrás: a novela de Walther Negrão teve lindas imagens, mas pouco conteúdo. Não foi um sucesso de audiência, mas também não fracassou. A repercussão foi nula. Os personagens não marcaram, assim como os conflitos, e nenhuma cena ficou na memória do público. Passou despercebida. O mesmo ocorreu durante a reexibição. 


A história de Walther Negrão começou fraca e sem qualquer atrativo. A obsessão do vilão em roubar a mocinha do mocinho era óbvia e os demais núcleos não empolgaram. A boa primeira impressão ficou por conta das lindíssimas imagens, bem usadas pelo diretor Jayme Monjardim. Entretanto, com o passar das semanas, a novela foi ganhando bons elementos. A temática do nazismo começou a ser melhor aprofundada (de uma forma bem didática), a fuga de Cassiano (Henri Castelli) transmitiu a impressão de que uma grande vingança seria iniciada e a entrada de Daniela Escobar deixou claro que Natália e Juliano (Bruno Gissoni) ofuscariam os mocinhos insossos.

Parecia de fato que a trama engrenaria de vez. Porém, com o tempo, foi possível constatar que a obra seria recheada de altos e baixos, onde o ritmo arrastado seria um dos problemas. Poucas viradas ocorreram na trama e quase sempre o público se via diante de situações que se repetiam ou então não saíam do

terça-feira, 21 de março de 2017

Sem emoção e esquecível, "Sol Nascente" teve poucas qualidades

Foram praticamente sete meses no ar. "Sol Nascente" chega ao fim nesta terça, após longos meses apresentando um roteiro raso, repleto de equívocos e modorrento. A novela de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fisher, dirigida por Leonardo Nogueira, foi fraca do início ao fim e já não empolgava desde as primeiras chamadas. Portanto, o roteiro decepcionante não chegou a ser uma surpresa, principalmente ao analisar os últimos folhetins repetitivos de Negrão.


Embora não tenha participado ativamente da escrita dessa novela em virtude de problemas de saúde, a sinopse era do autor e ele supervisionou a obra durante todo o período de exibição. A maior prova disso era a quantidade de semelhanças com outros trabalhos do escritor, principalmente envolvendo o vilão e os mocinhos. A audiência da produção foi satisfatória (teve média de 21 pontos), embora tenha derrubado os índices do fenômeno "Êta Mundo Bom!". Entretanto, os números não refletiram a qualidade da trama e muito menos a repercussão, que foi nula.

A novela começou com belíssimas imagens, mas pouca história. E, lamentavelmente, a primeira impressão acabou se firmando ao longo dos meses. Recheada de personagens desinteressantes e conflitos bobos, a produção não se sustentou nem por dois meses. Antes mesmo de chegar na metade, já havia ficado claro que o enredo não teria estrutura para ficar no ar por sete meses.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Loucura de César em "Sol Nascente" expõe a falta de criatividade de Walther Negrão

É de conhecimento público que Walther Negrão deixou de ser o autor titular de "Sol Nascente" ainda no início da novela em virtude de problemas de saúde (foi internado algumas vezes). A trama das seis ficou sob o domínio de Suzana Pires e Júlio Fischer, dois escritores que nunca assinaram um folhetim (eram apenas colaboradores). Entretanto, claro que Walther segue supervisionando a sua obra. A prova é a presença de vários traços dele no enredo. E a loucura de César (Rafael Cardoso), faltando menos de dois meses para o fim da produção, expõe isso com mais nitidez, evidenciando ainda a falta de criatividade do escritor.


O vilão começou a história tramando para se vingar da família de Alice (Giovanna Antonelli), usando a mocinha através de um relacionamento sem amor, e tudo sob o comando da avó, a maquiavélica Dona Sinhá (grande Laura Cardoso). Com o tempo, no entanto, César se apaixonou de verdade pela mulher, iniciando um comportamento cada vez mais agressivo. Agora o personagem surtou de vez e virou um psicótico, assassinando até mesmo João Amaro (Rafael Zulu), seu comparsa, somente porque a avó demonstrava clara preferência por ele. Fica claro que o inicialmente calculista malvado se transformou em um maluco em potencial.

Só que a grande questão de todo esse encaminhamento do roteiro é a repetição do autor. Praticamente todas as suas novelas tem exatamente o mesmo desfecho envolvendo o vilão: todos enlouquecem no final. E isso já vem de muito tempo.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Insossa e com conflitos simplórios, "Sol Nascente" é uma novela sem atrativos

A atual novela das seis estreou no final de agosto (dia 29), ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. A trama começou com belíssimas imagens e pouca história. Poderia ter sido apenas uma impressão inicial, revertida ao longo dos capítulos. Entretanto, não foi. Pelo contrário. Tudo o que havia sido observado no início se confirmou com o tempo, lamentavelmente. O folhetim escrito por Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fisher ---- dirigido por Leo Nogueira ----, resumindo em apenas uma palavra, é entediante.


O enredo é fraquíssimo e não há atrativos que provoquem interesse em acompanhar a trama. O núcleo central é baseado no romance bobinho protagonizado por Mário (Bruno Gagliasso) e Alice (Giovanna Antonelli). A história do casal seria limitada até mesmo se fosse correspondente a um par coadjuvante, quanto mais protagonistas. Nunca houve empecilho para os dois ficarem juntos. Os dois são amigos desde a infância e só agora o rapaz se descobriu apaixonado. Ele se declarou, mas ela recuou, não querendo estragar a amizade. Passaram-se dois anos e a mocinha acabou se envolvendo com o vilão César (Rafael Cardoso), que deseja dar um golpe na família dela.

A situação já se esgotou com um mês de novela no ar. Não há elementos possíveis para se manter até março de 2017. Mário, nas primeiras semanas, se mostrou um sujeito quase obcecado e as cenas do personagem se lamuriando por amor foram constrangedoras. Nem mesmo os adolescentes da "Malhação" fariam algo parecido.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

"Sol Nascente" estreia com belas imagens e pouca história

A estreia de "Sol Nascente" --- o primeiro capítulo foi ao ar nesta segunda-feira (29/08), substituindo o fenômeno "Êta Mundo Bom!" --- apresentou um conjunto de imagens paradisíacas, tendo a beleza da fotografia como elemento principal. As gravações foram feitas em Búzios e Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, proporcionando um festival de momentos solares logo no início. No entanto, ao menos neste começo, ficou faltando história, reiterando a impressão causada pelas chamadas, onde havia uma clara ausência de conflitos convidativos.


A novela de Walther Negrão, escrita em parceria com Júlio Fisher e Suzana Pires, traz de volta ao horário das seis o clima praiano presente em vários folhetins do autor, vide "Tropicaliente" (1994), "Como uma Onda" (2004) e "Flor do Caribe" (no caso, a última produção escrita por ele, exibida em 2013). A trama é dirigida por Leonardo Nogueira, que sabe aproveitar bem as paisagens, embelezando os capítulos, e tem como foco central o amor de dois amigos de infância, interpretados por Bruno Gagliasso e Giovanna Antonelli.

O amor de Mário e Alice já pôde ser observado na estreia, mas só por parte dele. Ela deixa claro em todos os momentos (demasiadamente) que os dois são amigos, cuja cumplicidade é observada em todos os instantes deles juntos. Houve até uma cena bonitinha dos personagens crianças, quando Mário confortou Alice na época que a mãe da menina tinha falecido.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

"Sol Nascente": o que esperar da próxima novela das seis?

A missão da nova novela das seis será complicada: substituir o fenômeno "Êta Mundo Bom!", cuja audiência estrondosa não era obtida desde "O Profeta", remake exibido em 2006. Para culminar, a nova produção precisará manter a qualidade da faixa, que apresentou três excelentes novelas em sequência ---- além do êxito de Walcyr Carrasco, Lícia Manzo com "Sete Vidas" e Elizabeth Jhin com "Além do Tempo" presentearam o público com grandiosas tramas. Portanto, a responsabilidade de Walther Negrão (que escreve juntamente com Suzana Pires e Júlio Fisher) com "Sol Nascente" é alta.


Porém, o autor é experiente no horário, pois quase todas as suas novelas na Globo foram exibidas na faixa das 18h. Vide "Direito de Amar", "Despedida de Solteiro", "Tropicaliente", a lembrada "Fera Radical", "Era uma vez...", "Como uma onda", "Araguaia" e "Flor do Caribe" (sua última trama). O escritor já deixou evidente em folhetins anteriores que gosta de um clima praiano e repetirá a dose em "Sol Nascente", como é possível observar nas chamadas da nova produção, dirigida por Leonardo Nogueira.

Ambientada na fictícia Arraial do Sol Nascente, a história terá imagens paradisíacas como pano de fundo, lembrando muito "Flor do Caribe" e "Como uma onda". O enredo será sobre o amor improvável dos grandes amigos Alice e Mário, interpretados por Giovanna Antonelli e Bruno Gagliasso.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O que a televisão reserva para o telespectador em 2016?

O ano será complicado para as emissoras em 2016. Além do período de recessão do país, forçando uma redução de custos, haverá ainda um sério problema com as grades, principalmente da Globo. Afinal, é ano de eleições (prefeito e vereador) e Olimpíadas. Ou seja, constantes interrupções da programação serão rotineiras. Entretanto, apesar de tudo isso, muitas produções parecem bastante promissoras. Já outras nem tanto. Vamos a elas:





"Ligações Perigosas".
Tem tudo para ser a produção mais caprichada de 2016. As atrativas chamadas mostraram que uma grandiosa minissérie estaria a caminho e o primeiro capítulo ---- que estreou nesta segunda (04/01) ---- confirmou a expectativa. A trama é baseada no clássico da literatura francesa, de Choderlos de Laclos, de 1782, que já foi adaptado 11 vezes para o cinema, incluindo o filme de sucesso protagonizado por Glenn Close, Michelle Pfeiffer e John Malkovich. A minissérie de Manuela Dias, dirigida por Denise Saraceni e Vinícius Coimbra, estreou com uma fotografia primorosa, um figurino de encher os olhos e um elenco de primeira. As cenas da estreia chamaram a atenção.




"The Voice Kids".
Após quatro temporadas bem-sucedidas do "The Voice Brasil" (sendo que a terceira e a quarta apresentaram uma clara queda de nível, incluindo o desgaste por causa da permanência dos mesmos jurados), o reality musical estreou a sua versão 'júnior' neste domingo (03/01), às 14h. A temporada infantil conta com Ivete Sangalo, Vitor e Léo, e mantém o Carlinhos Brown no time de jurados, assim como Tiago Leifert na apresentação. O programa teve um bom início ---- repleto e crianças carismáticas e talentosas, além de ótimas escolhas de repertório ---- e, pelo que foi visto, tem tudo para superar a versão adulta.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

"Fera Radical": um grande sucesso de Walther Negrão

Exibida entre 28 de março e 18 de novembro de 1988, "Fera Radical" foi um grande sucesso de Walter Negrão. A novela das seis caiu no gosto popular com uma clássica história de vingança, tema muito usado em folhetins, filmes e livros. A trama foi reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" entre 16 de dezembro de 1991 e 8 de maio de 1992, além de ter ido ao ar duas vezes no quadro "Novelão da Semana", do "Vídeo Show".


Protagonizada por Malu Mader, a novela conta a história de Cláudia, uma mulher que jura vingar o massacre sofrido por sua família. Uma casa incendiada, gritos, pavor e correria: esta mescla de momentos aterrorizantes vivem atormentando a mocinha (belíssima jovem moradora de Ipanema, Rio de Janeiro), que volta à pequena Rio Novo, fictícia cidade onde sua família foi dizimada, para descobrir os culpados e destruir a vida dos responsáveis pelo trauma que sofreu há 15 anos.

Uma trama clássica que prendeu a atenção do telespectador; afinal, é sempre atrativo acompanhar a saga de uma pessoa em busca de justiça. Quase todas as produções que se utilizam deste recurso são bem-sucedidas, caso desenvolvam o enredo com competência, obviamente. E foi o caso de "Fera Radical".

sábado, 14 de setembro de 2013

"Flor do Caribe" fica marcada pelo ritmo arrastado e chega ao fim sem empolgar

Após apresentar uma reta final entediante e completamente arrastada, chegou ao fim, nessa sexta-feira (13/09), "Flor do Caribe". A trama estreou tendo como missão reerguer o ibope do horário, cujos índices anteriores deixaram a desejar, vide "A Vida da Gente", "Amor Eterno Amor" e "Lado a Lado". Não conseguiu. A média geral em São Paulo fechou com 21 pontos, um ponto a menos que a impecável trama de Lícia Manzo, considerada um fracasso nos números.


A história de Walther Negrão começou fraca e sem qualquer atrativo. A obsessão do vilão em roubar a mocinha do mocinho era óbvia e os demais núcleos não empolgaram. A boa primeira impressão ficou por conta das lindíssimas imagens, bem usadas pelo diretor Jayme Monjardim. Entretanto, com o passar das semanas, a novela foi ganhando bons elementos. A temática do nazismo começou a ser melhor aprofundada (de uma forma bem didática, é bom dizer), a fuga de Cassiano (Henri Castelli) transmitiu a impressão de que uma grande vingança seria iniciada e a entrada de Daniela Escobar deixou claro que Natália e Juliano (Bruno Gissoni) formariam um lindo casal.

Parecia de fato que a trama engrenaria de vez. Porém, com o tempo, foi possível constatar que a obra seria recheada de altos e baixos, onde o ritmo arrastado seria um dos problemas. Poucas viradas ocorreram na trama e quase sempre o público se via diante de situações que se repetiam ou então não saíam do

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Marasmo marca reta final de "Flor do Caribe"

É praticamente uma regra na teledramaturgia: a reta final das novelas costuma ser repleta de acontecimentos e muitas vezes os principais conflitos centrais só são completamente desdobrados de fato nessa fase. Entretanto, "Flor do Caribe" não segue essa cartilha. Se a Globo não estivesse exibindo os trailers de "Joia Rara" e avisando nas chamadas que a história de Walther Negrão estava em seus momentos finais, ninguém saberia.


Só mesmo quem vê a trama diariamente sabe que a obra está chegando ao fim. Mas não por causa do excesso de acontecimentos, afinal, há falta deles. Desde o início de "Flor do Caribe" ficou claro para o telespectador que as tramas paralelas não tinham muitos conflitos para serem desenvolvidos e que o núcleo central ficaria baseado exclusivamente na obsessão do vilão em 'roubar' a mocinha do mocinho. A única situação que despertou curiosidade foi a história do nazismo envolvendo os atores veteranos, ainda que a licença poética em cima da idade deles tenha causado estranheza.

E é justamente o fim de Dionísio (Sérgio Mamberti), fiel discípulo de Hitler, o único responsável pela pouca movimentação da novela nessa reta final. Ainda assim, não há muito o que mostrar, afinal, o vilão já está sendo acusado de ser o mandante da tentativa de assassinato de Samuel (Juca de Oliveira). Só falta mesmo

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Elias Gleizer volta em "Flor do Caribe" e mata as saudades do público com seu talento

"Flor do Caribe" está em suas semanas finais e os teasers de "Joia Rara", a nova novela das seis, já começam a surgir nos intervalos da Globo. E embora a trama continue com um ritmo mais vagaroso, sem despertar maiores empolgações, Walther Negrão acertou ao presentear o público com a volta de um grande ator que entrou para participar dos capítulos finais: Elias Gleizer.


Afastado das novelas desde "Passione" (2010), onde viveu um hilário triângulo amoroso com Cleyde Yáconis e Leonardo Villar ---- como esquecer das brigas entre Diógenes, Brígida e Lutero? -----, o ator de 79 anos estava fazendo muita falta na televisão. E após ter se recuperado de um problema de saúde, ele próprio chegou a dizer que já estava entrando em depressão após ficar tanto tempo na ociosidade e que ter voltado à tv era como ter voltado à vida. .

Elias ganhou do autor da novela das seis o Manolo, um cigano espirituoso e melhor amigo de Samuel (Juca de Oliveira). O alegre senhor também é um sobrevivente que presenciou as crueldades do nazismo e a frieza de Dionísio na época da guerra. Sua vinda está diretamente ligada à queda do vilão, que será

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Sérgio Mamberti e Juca de Oliveira: os grandes destaques de "Flor do Caribe"

Normalmente é uma estratégia infalível: escalar um bom ator para interpretar um interessante personagem para viver uma boa história é garantia de êxito. Portanto, Walther Negrão mostrou que sabia exatamente o que estava fazendo quando escalou Sérgio Mamberti para dar vida ao Dionísio Albuquerque e Juca de Oliveira para viver o Samuel em "Flor do Caribe".


Desde o primeiro capítulo, ficou evidente que esses dois grandes atores haviam recebido ótimos papéis. Em uma novela onde o 'mais do mesmo' se fez presente em quase todos os núcleos, foi um grande acerto do autor abordar a questão do nazismo, ainda que tenha precisado usar da licença-poética para justificar a diferença de idade entre os personagens.

Dionísio participou ativamente do nazismo delatando as famílias dos judeus, as enviando diretamente para o campo de concentração. Entre os traídos pelo vilão, estava Samuel, na época uma criança, e seus pais. O pai de Ester (Grazi Massafera) acabou ficando sozinho no mundo, enquanto que o avô de Alberto

terça-feira, 2 de julho de 2013

"Flor do Caribe" apresenta claros sinais de esgotamento e não consegue sair do lugar

Não é nada fácil um autor conseguir manter o interesse do telespectador em cima de uma história que precisa ficar no ar por, pelo menos, seis meses. A grande maioria dos autores não consegue evitar a famosa 'barriga' (momento em que nada de útil ocorre na trama), enquanto que outros lidam melhor com essa dificuldade mesclando os desenvolvimentos dos núcleos e 'disfarçando' as enrolações com situações atraentes. Infelizmente, Walther Negrão faz parte do time dos que não evitam e nem disfarçam o período de estagnação em suas obras.


"Flor do Caribe" vive um momento de pura enrolação, que só vem aumentando com o passar dos capítulos. A sensação é de que a história se esgotou muito antes do tempo estipulado e que tudo anda em círculos. Normalmente, para evitar a impressão de marasmo no núcleo principal, o autor opta pelo desenvolvimento dos núcleos paralelos. Porém, no caso da atual novela das seis, os núcleos paralelos não têm muita história pra contar, o que apenas ressalta as fragilidades da trama.

Ester (Grazi Massafera) está brigada com Cassiano (Henri Castelli) por causa de um motivo totalmente bobo (ciúme de Cristal - Moro Anghileri) e, mesmo após ter denunciado o esconderijo onde Dionísio (Sérgio Mamberti) guardava as relíquias roubadas na época do Nazismo, continuou morando na mansão alegando para Guiomar (Cláudia Netto) que não tinha para onde ir (?). Resultado, a mocinha foi presa por

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Cláudia Netto se destaca na pele da espirituosa Guiomar em "Flor do Caribe"

"Flor do Caribe" não tem muitos personagens. É uma novela com poucos atores e isso ficou claro após a apresentação de todos os núcleos. Por causa do elenco enxuto, quase todos conseguem se destacar. Entretanto, em qualquer trama, independente do time ser grande ou pequeno, há alguns papéis que acabam brilhando mais do que outros. Isso muitas vezes se dá por causa da riqueza do papel, do bom texto, do talento do ator ou então de todo esse conjunto. E, sem fugir dessa regra, entre os destaques da atual obra de Walther Negrão está a Guiomar, vivida pela ótima Cláudia Netto.


A personagem só entrou na história após algumas semanas da novela já iniciada, porém, assim que chegou, já mostrou que seria uma das figuras mais divertidas e interessantes de "Flor do Caribe". Sempre dotada de um humor fino e extremamente ácido, Guiomar tem Dionísio (Sérgio Mamberti) e Alberto (Igor Rickli) como principais alvos de sua artilharia de frases inspiradas. O sogro e o filho foram obrigados a aceitá-la na mansão e, desde então, 'sofrem' (merecidamente) com sua língua ferina. 

Entretanto, essa mulher não se resume somente ao deboche. A perua também faz questão de demonstrar o amor que sente por Alberto, mesmo sabendo que o filho é um poço de maldade e ressentimento. A atriz já protagonizou cenas emocionantes e quase todas envolvendo o grande vilão da trama. A sequência mais

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Capítulos movimentados e ótimas cenas marcam a semana de Flor do Caribe

Os capítulos mais recentes de "Flor do Caribe" foram muito movimentados. O novo sequestro de Cassiano (Henri Castelli) deu início a uma nova reviravolta na trama e acabou presenteando o telespectador com excelentes cenas e ótimas atuações. A sensação é de estar assistindo ao final de uma novela, afinal, tantos conflitos têm sido apresentados e segredos revelados que é até estranho constatar que a história está apenas no começo.


Em menos de duas semanas, o telespectador presenciou Hélio (Raphael Vianna) ser desmascarado por sua mãe (Cyria Coentro), que descobriu que o filho foi o verdadeiro responsável pelo atropelamento que acabou levando Donato (Luiz Carlos Vasconcelos) para a cadeia. Aliás, a cena foi lindíssima e os dois veteranos deram uma aula de atuação. Raphael também convenceu e merece elogios. Mas, pouco tempo depois dessa importante revelação, Ester (Grazi Massafera) descobriu que Alberto (Igor Ricki) foi o verdadeiro culpado pelo sumiço de Cassiano anos atrás graças ao golpe dos falsos diamantes. A mocinha imediatamente fez questão de confrontar o vilão e mostrou que já sabia de tudo.

Após tantos segredos sendo revelados, ainda houve tempo para, no capítulo seguinte, Alberto mandar sequestrar o mocinho novamente, para o desespero da esposa. Uma cena muito bem produzida de perseguição foi exibida, onde os sequestradores levaram Cassiano preso em um avião, enquanto os amigos

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Walther Negrão mostra em Flor do Caribe que conseguiu aprender com seus erros

É normal dizer que os erros ensinam mais que os acertos. Afinal, quando uma pessoa enxerga seus equívocos, procura não cometê-los no futuro, mudando seu jeito de agir e se aperfeiçoando. No ramo da teledramaturgia, atores, atrizes, diretores e autores também erram profissionalmente como qualquer ser humano que se preza. Porém, não são todos que conseguem admitir seus tropeços e, infelizmente, muitos preferem insistir errando. Só que, por outro lado, é muito bom ver quando um profissional resolve acordar, conseguindo renovar seu trabalho. Toda essa introdução tem o objetivo de citar o caso de Walther Negrão em "Flor do Caribe".


Após se equivocar completamente com "Araguaia", em 2011, o autor parece ter corrigido quase todos seus erros na atual novela das seis. Na sua trama anterior, Walther optou por uma história pouco atraente, cujo tema principal era baseado em feitiços indígenas, que evoluía lentamente. Além de não se sentir atraído pela trama, o telespectador ainda via diversos personagens desnecessários e que pouco acrescentavam. E para piorar, os papéis centrais também sofriam pela falta de uma bom enredo. O resultado foi um vilão (Max - Lima Duarte) que não funcionou e um casal protagonista (Manuela/Milena Toscano e Solano/Murilo Rosa) que deu errado. A novela terminou sem empolgar e com um clima de monotonia que reinou do início ao fim. Porém, agora, com seu novo trabalho, Walther Negrão mostra que aprendeu com seus deslizes.

"Flor do Caribe" estreou transmitindo a falsa impressão de que nada havia mudado na cabeça do criador da fraca "Araguaia". Capítulo lento, história batida, vilão caricato e casal protagonista meloso. É bem verdade que todo esse conjunto se manteve até a fuga de Cassiano (Henri Castelli), porém, depois do

terça-feira, 9 de abril de 2013

Volta de Cassiano movimenta Flor do Caribe e proporciona grandes cenas ao público

Após ter apresentado uma estreia decepcionante e monótona, "Flor do Caribe" vem encontrando seu caminho ao longo dos capítulos. Pode-se dizer que depois da fuga do mocinho, a novela engrenou e começou a exibir cenas mais interessantes. Não por acaso a audiência da trama vem aumentando significativamente. E sem dúvida seu melhor capítulo até então foi ao ar nessa terça-feira (09/04), mostrando o retorno de Cassiano (Henri Castelli) e seu acerto de contas com o rival, rendendo o recorde de 25 pontos de ibope.


Antes de enfrentar Alberto (Igor Rickli), Cassiano reencontrou seu pai Chico, que sempre acreditou na volta do filho. O encontro foi emocionante e os atores fizeram uma cena linda. Henri Castelli e Cacá Amaral transmitiram o sentimento dos personagens através da ternura na troca de olhares e de um forte abraço. Nem precisava de texto.

Depois de presentear o telespectador com essa bela sequência, Walther Negrão logo emendou para o aguardado momento do embate do mocinho com o vilão. A sequência foi muito bem dirigida e Henri Castelli novamente se destacou. Conseguiu transmitir a fúria de Cassiano ao se deparar com seu ex-melhor

segunda-feira, 11 de março de 2013

Flor do Caribe estreia com lindas imagens mas peca ao optar por uma história óbvia e pouco atraente

A nova trama das seis estreou com clima de verão. Walther Negrão resolveu repetir a fórmula usada em "Tropicaliente" e "Como uma Onda", além de ter utilizado também algumas características de "Araguaia; todas novelas escritas pelo autor. "Flor do Caribe" apresentou ao telespectador imagens lindíssimas e uma fotografia impecável. Isso, claro, somado a homens sem camisa e mulheres de biquíni em meio a um elenco dominado por atores jovens. Entretanto, em se tratando de história, a obra deixou muito a desejar e decepcionou pela obviedade.


Ao apresentar um enredo onde o vilão tem como objetivo roubar a mocinha de seu melhor amigo, o autor mostra que não está nem um pouco interessado em apresentar algo novo ao público, muito pelo contrário, prefere seguir o caminho já amplamente utilizado nas novelas da década de 80 e 90. Infelizmente esse equívoco no roteiro foi apenas piorado com a atuação do triângulo amoroso. Grazi Massafera está longe de ser a péssima atriz que muitos acham mas não foi feliz (por enquanto) na composição de Ester, que se apresentou melosa demais. Henri Castelli não comprometeu na pele do mocinho Cassiano mas também não se destacou. Já Igor Rickli precisa melhorar muito como o mimado Alberto. O principal vilão da história, além de inexpressivo, está caricato e parece vindo de uma trama mexicana.

Se a obviedade do núcleo principal desanimou, o mesmo não se pode dizer dos personagens de Sérgio Mamberti e Juca de Oliveira. Dionísio e Samuel são rivais mesmo sem saber. O primeiro é um rico empresário e foi um dos ajudantes dos nazistas na época da Segunda Guerra Mundial. O outro é um judeu traumatizado pelas

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A monotonia de Araguaia

A novela das 18 horas da Rede Globo tem um grande elenco e lindas imagens, porém falta uma boa história para se tornar atraente para o telespectador. O tema central trata de feitiços praticados por índios que dura séculos e vai matando todos os homens da familia do protagonista (Solano-Murilo Rosa). Com isso,já morreram todos, inclusive seu pai, portanto só restando o mesmo como a próxima vítima da terrível maldição. Ficou atraído para assistir? Difícil...


As subtramas também não são nada incríveis. Há um viúva (Suzana Pires) que idolatra o marido e com isso reluta em assumir seu amor por um bonitão (Fred-Raphael Vianna) filho do vilão da historia (Max-Lima Duarte), e ainda tem que disputá-lo com sua irmã invejosa (Nancy-Marianna Rios). Temos um núcleo circense chatíssimo formado pelos ótimos Emilio Orciollo Neto, Nando Cunha e Thaís Garayp, além de mais algumas tramas que nada acrescentam.

Os bons momentos da novela se devem às atuações de Laura Cardoso, Eva Wilma, Yunes Chami (o hilario Mamede Mascate), Julia Lemmerts e Lima Duarte. Milena Toscano segura bem o posto de protagonista e não faz feio. O mesmo nao se pode dizer de Cléo Pires, que está muito ruim e não tem expressão alguma.
 
Há mais uma falha grave na novela: a falta de agilidade. Hoje em dia o público não tolera mais histórias lentas e que se arrastam ao longo dos capítulos. Em Araguaia nada acontece com rapidez e verdade seja dita,nem tem histórias o suficiente para movimentar a trama. Com isso, o telespectador pode ficar duas semanas sem ver a novela que não perderá grandes acontecimentos.

A novela vem obtendo baixos índices de audiência (em torno dos 20/23 pontos) devido ao horário de verão, que sempre prejudica qualquer produto exibido no final de tarde. Mas não podemos negar que isso  também se deve à falta de criatividade e desenvolvimento da história.

Após o sucesso de 'Cama de Gato' e 'Escrito nas Estrelas', 'Araguaia' tinha a missão de manter os elevados índices no horário, mas  fatalmente não conseguirá. Walther Negrão já escreveu grandes novelas, como as mais "recentes" 'Desejo Proibido' e 'Como uma Onda'(essa apesar de ter sido boa não teve grande repercussão). Mas definitivamente o autor não foi feliz em 'Araguaia'.