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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020: os destaques do ano

 Em um ano tão problemático como 2020, foi possível elaborar uma lista de destaques da televisão?  A resposta é sim. Várias reprises tomaram conta da grade de todas as emissoras, mas ainda no primeiro semestre produções iniciadas em 2019 foram concluídas brilhantemente. Séries até então exclusivas da Globoplay migraram para a tevê aberta para ocupar espaços vazios. E algumas reexibições foram muito bem escolhidas. Vamos a elas na última retrospectiva do ano. 




"Éramos Seis":  O quinto remake do romance de Maria José Dupré, baseado na novela exibida pelo SBT em 1994, manteve as qualidades vistas nas produções anteriores, além de algumas diferenças. Angela Chaves conduziu brilhantemente essa versão exibida pela Globo e o folhetim primou pelo capricho da direção de Carlos Araújo. O elenco também foi escalado com precisão e Glória Pires deu um show como Dona Lola, assim como vários outros intérpretes, vide Cássio Gabus Mendes, Nicolas Prattes, Kelzy Ecard, Carol Macedo, Simone Spoladore e Ricardo Pereira. Foram muitas cenas emocionantes e lindamente interpretadas. Pela primeira vez a protagonista teve um final feliz, mas o título continuou fazendo sentido. Antes representava a tristeza. A quinta adaptação expôs o crescimento de uma família, que de seis passou a ter quinze integrantes. A novela foi a última que conseguiu ser finalizada antes da pandemia do novo coronavírus. 



"Bom Sucesso":
A novela das sete de Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida com maestria por Luiz Henrique Rios, foi um fenômeno de audiência e mereceu todo o sucesso. A trama se encerrou em janeiro, época em que a pandemia ainda não existia no Brasil. Quase um outro mundo. Os autores, responsáveis pelas também ótimas "Malhação - Intensa" (2012), "Malhação Sonhos" (2014) e "Totalmente Demais" (2016), emplacaram outro produto de qualidade e conquistaram o público com uma história deliciosa que abordou a literatura com delicadeza, apresentou personagens bem construídos, formou casais apaixonantes e ainda explorou viradas que emocionaram e tiraram o fôlego com boas doses de tensão. Impossível não ter se envolvido com Paloma (Grazi Massafera), Marcos (Romulo Estrela), Alberto (Antônio Fagundes), Nana (Fabiula Nascimento), entre tantos outros bons e bem interpretados perfis. É o melhor folhetim das 19h desde "Totalmente Demais", ironicamente, também escrito por eles e reprisado em 2020.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 Todo ano, a retrospectiva de melhores intérpretes fica gigantesca neste blog. Normalmente, em torno de 160 nomes. Mas 2020 foi um ano atípico. A pandemia do novo coronavírus interrompeu as gravações de todas as novelas e séries. Nacionais e internacionais. As reprises viraram as protagonistas do entretenimento. Mas, ainda assim, alguns nomes merecem entrar na lista por produções encerradas no primeiro semestre ou então breves especiais gravados com todos os protocolos de segurança para presentear o telespectador com cultura de qualidade. Vamos a eles. 


Melhores Atrizes:



1- Marjorie Estiano.
Foram apenas dois episódios de "Sob Pressão - Plantão Covid". Mas o especial valeu por uma temporada inteira somente pela entrega do elenco. E a principal foi Marjorie. Magnífica como sempre, a atriz deu um show de emoção em todas as difíceis cenas de Carolina fazendo de tudo para salvar os vários pacientes da covid-19. A cena mais emblemática do especial foi o momento em que a médica precisou tirar a máscara e sorrir para a foto de seu crachá do hospital de campanha. Um rosto cheio de marcas, os olhos vermelhos de tanto chorar e um sorriso que pareceu um pedido de socorro. Marjorie não precisou nem falar. Que cena! 


2- Fernanda Montenegro.
Elogiar Fernandona é chover no molhado. E a veterana esteve em dois especiais gravados em plena pandemia (pela sua própria família). A ranzinza Gilda foi brilhantemente interpretada tanto em "Amor e Sorte" quanto em "Gilda, Lúcia e o Bode", exibido na noite de Natal. A atriz mesclou momentos cômicos e dramáticos com a maestria que só alguém de seu talento consegue. A personagem é tão boa que vale a dica para a Globo fixar a série em sua grade. 

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020: as melhores cenas do ano

Mais um ano está chegando ao fim e mais uma vez o telespectador foi presenteado com várias cenas grandiosas da nossa teledramaturgia. Momentos marcantes de novelas, séries e minisséries emocionaram, impactaram ou divertiram ao longo de 2020. Porém, a pandemia do novo coronavírus interrompeu as gravações de todas elas. Algumas ainda conseguiram ser encerradas antes do caos mundial. Outras não. A programação de todos os canais foi preenchida com reprises. Ao menos muitas sequências de produções inéditas merecem menção para relembrar o show dos atores, a competência da direção e o talento dos escritores. Vamos a elas.






Adelaide surpreende Justina em "Éramos Seis":
Após um reencontro conturbado, que resultou em um surto da filha autista de Emília (Susana Vieira), a irmã mais velha resolveu surpreender a irmã com um voo de avião. Encantada, Justina lembrou das duas na infância e a cena transbordou sensibilidade. Júlia Stockler e Joana de Verona deram um show.




Vitória conta que é a mãe de Sandro em "Amor de Mãe":
A advogada toma coragem e revela para a babá de seu filho que houve uma grande confusão envolvendo a vida de ambas. Lurdes tenta negar a realidade, mas chora quando vê o resultado do exame de DNA que prova que Vitória é a mãe biológica de Sandro. Lurdes se demite e sai desnorteada. Taís Araújo e Regina Casé perfeitas.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020: os melhores casais do ano

 A pandemia do novo coronavírus, como já mencionado nas postagens anteriores, implicou na interrupção de todas as gravações da teledramaturgia. A programação das emissoras ficou repleta de reprises. E as reexibições ainda dominam as grades. Por conta deste fato, a lista de melhores casais da ficção de 2020 é composta, em grande parte, por pares de tramas que chegaram ao fim ou foram interrompidas no primeiro semestre. Vamos a eles. 



Marcos e Paloma ("Bom Sucesso"):
Rosane Svartman e Paulo Halm foram muito inteligentes. Nada de declarações apaixonadas no primeiro capítulo ou casamento na segunda semana. Marcos e Paloma tiveram um amor construído aos poucos. Ele era um galinha convicto, enquanto ela tentava retomar um relacionamento do passado. Os dois foram se encantando um pelo outro até o amor se instaurar de vez. A química entre Rômulo Estrela e Grazi Massafera se mostrou avassaladora e os atores foram ótimos na deliciosa novela das sete de sucesso. 


Lola e Afonso ("Éramos Seis"):
O quinto remake do romance de Maria José Dupré foi o único que teve um final feliz para a protagonista. A novela, adaptada por Angela Chaves, chegou ao fim em 27 de março, dias antes da pandemia se instaurar no país. As gravações finais tiveram adaptações pela ausência de beijos, mas Dona Lola terminou ao lado de Seu Afonso e a química entre Glória Pires e Cássio Gabus Mendes, parceiros de vários trabalhos, foi um dos trunfos da produção. O casal caiu no gosto do público e foi um alento vê-los juntos no fim. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

"Totalmente Demais" mostra a evolução dos autores em "Bom Sucesso"

A reprise de "Totalmente Demais" superou o sucesso da primeira exibição. A média está 3 pontos acima. É uma espécie de fenômeno do fenômeno. A produção marcou a estreia de Rosane Svartman e Paulo Halm como novelistas, após duas bem-sucedidas temporadas de "Malhação" (Intensa, de 2012, e "Sonhos", de 2014), da melhor forma possível. E a reexibição tem reforçado todas as qualidades da novela, elogiada pela crítica e fenômeno de audiência e repercussão entre 2015 e 2016. Porém, rever a história também ajuda a observar melhor a evolução dos autores em relação ao mais recente produto da dupla: "Bom Sucesso", encerrada no primeiro semestre deste ano, antes da pandemia do novo coronavírus.


A trama protagonizada por Eliza (Marina Ruy Barbosa), Jonatas (Felipe Simas), Carolina (Juliana Paes) e Arthur (Fábio Assunção) logo conquista o telespectador pelo carisma dos personagens e um desenvolvimento muito bem trabalhado pelos escritores. Os núcleos paralelos também não deixam a desejar em nada e complementam o enredo central através de situações que mesclam, com habilidade, humor e drama. Há ainda um importante rodízio de vilões, evitando o desgaste do roteiro, que já virou uma marca de Rosane e Paulo. O grande sucesso não foi por acaso.

Entretanto, uns pequenos tropeços de "Totalmente Demais" merecem ser citados e comparados com "Bom Sucesso". A passividade de Jonatas, por exemplo, é algo que incomoda em vários momentos. O mocinho caiu nas graças do público e o casal "Joliza" foi um marco da trama.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Repleta de qualidades, "Bom Sucesso" foi uma das melhores novelas da história do horário das sete

Rosane Svartman e Paulo Halm formam um trio perfeito com Luiz Henrique Rios. Os autores e o diretor colecionam muitos sucessos juntos. Após as bem-sucedidas "Malhação Intensa" (2012) ---- escrita por Rosane e Gloria Barreto, tendo Paulo como um dos colaboradores ----, "Malhação Sonhos" (2014) e "Totalmente Demais" (2016) ---- que marcou a estreia dos escritores na produção de um folhetim ----, esse vitorioso time emplacou "Bom Sucesso", um fenômeno de audiência e sucesso de repercussão e crítica, que chegou ao fim nesta sexta-feira (24/01) com um capítulo repleto de emoção e sensibilidade, honrando o conjunto apresentado desde o início.


Se na novela anterior os autores exploraram o mundo do cinema através de deliciosas referências em meio ao desenvolvimento de "Totalmente Demais", em "Bom Sucesso" a dupla optou pela abordagem da literatura. O mundo mágico dos livros era retratado pela linda amizade de Alberto (Antônio Fagundes) e Paloma (Grazi Massafera), onde um era dono de uma editora e a outra uma apaixonada por livros. A união se deu por conta de uma troca de exames, logo desfeita no final da primeira semana de novela, sem enrolação. E dali em diante o público foi presenteado com uma sucessão de cenas bem escritas, personagens densos, casais apaixonantes, conflitos bem construídos e referências literárias que cabiam perfeitamente em cada drama do roteiro.

Impressionante como tudo foi se encaixando com precisão ao longo dos meses, destacando quase todo o bem escalado elenco em virtude do bom planejamento dos autores, que tiveram o apoio dos colaboradores Claudia Sardinha, Felipe Cabral, Fabrício Santiago, Charles Peixoto e Isabela Aquino.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Antônio Fagundes e Grazi Massafera esbanjaram cumplicidade em "Bom Sucesso"

"Bom Sucesso" está apenas a dois capítulos do seu fim. A novela de imenso sucesso de Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios, já recebeu uma avalanche de elogios neste blog. Mas ainda dá tempo para mais um. A linda parceria entre Antônio Fagundes e Grazi Massafera, que conquistou o público logo no início da cativante trama das sete da Globo.


Ao contrário de quase todos os folhetins, a trama teve como mote central a amizade improvável entre um homem milionário da zona sul do Rio  de Janeiro e uma humilde costureira da zona norte, do bairro de Bonsucesso, conhecida área do subúrbio. Não era um par romântico. Mas continuava sendo uma história de amor. Ainda que o personagem tenha alimentado uma paixão platônica por um tempo, nunca houve um foco nisso e ela nunca ficou sabendo justamente para a relação não sofrer rachaduras.

Alberto Prado Monteiro, dono de uma famosa editora de livros, nunca foi um pai amoroso ou um exemplo de homem afável. E seu péssimo humor se acentuou quando descobriu um câncer terminal. Já sem vontade alguma de viver, contava apenas seus dias. Mas o encontro com Paloma da Silva mudou tudo.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Valentina Vieira e João Bravo formaram uma dupla encantadora em "Bom Sucesso"

Nunca é fácil escalar o elenco de uma novela. É preciso pensar se o ator ou a atriz se encaixa bem no papel, descobrir se algum colega já não reservou o profissional em questão antes e, claro, selecionar pessoas talentosas. A dificuldade triplica quando se trata de crianças. Afinal, muitas estão começando na carreira ou nunca estiveram em uma produção antes. Mas Rosane Svartman e Paulo Halm foram certeiros em "Bom Sucesso". Escolheram dois talentos: uma revelação e outro já conhecido do público.


Valentina Vieira e João Bravo roubaram a cena na novela das sete e seus personagens viraram grandes destaques da deliciosa história dirigida por Luiz Henrique Rios. Sofia e Peter não representam aquelas crianças que ficam em cena apenas como "adorno". Elas têm seus conflitos, contribuem para o desenvolvimento do enredo e ainda contracenam constantemente com os perfis principais. A menina faz parte do núcleo do mocinho ---- é sobrinha de Marcos (Rômulo Estrela) ---- e o menino no da mocinha ---- é o filho caçula de Paloma (Grazi Massafera).

Peter logo ganhou destaque com sua obsessão de ser um ''youtuber" famoso e as constantes gravações inconvenientes que faz da família divertem. As irmãs Alice (Bruna Inocêncio) e Gabriela (Giovanna Coimbra) são alvos constantes das implicâncias do garoto,

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Regeneração de Waguinho foi lindamente construída em "Bom Sucesso"

Rosane Svartman e Paulo Halm são autores que apostam em novos atores. Estão sempre lançando talentos, desde a bem-sucedida "Malhação Intensa", em 2012 --- quando Rosane escreveu ao lado de Glória Barreto e teve Paulo como um dos colaboradores ---, e "Malhação Sonhos", em 2014. Agora, com "Bom Sucesso", atual novela das sete, escalaram vários novos nomes que vêm brilhando na história. E um desses intérpretes é o talentoso Lucas Leto, que ganhou um dos melhores personagens da produção: Waguinho.


O ator não poderia ter estreado com um papel melhor. O personagem tem um desenvolvimento impecável na novela de sucesso e todo o processo de regeneração do menino, que teve um início bastante problemático, vem sendo conduzido de forma brilhante. O público tem acompanhado a evolução de um garoto que caiu no mundo do crime graças ao vício em drogas. Uma trajetória que tinha tudo para terminar de forma trágica. Mas a famigerada segunda chance foi a opção dos escritores, que conseguiram deixar todo o processo crível.

Waguinho era um aluno revoltado e não gostava de estudar. Seu lado mais humano era visto através da amizade com Luan (Igor Fernandez). Porém, o início do namoro de seu melhor amigo com Alice (Bruna Inocência) o abalou emocionalmente e seu vício em drogas foi agravado. Quando se endividou com traficantes, acabou obrigado a virar cúmplice dos criminosos.

sábado, 18 de janeiro de 2020

"Bom Sucesso" ousa com capítulo tenso e emocionante em pleno sábado

Todo novelista costuma poupar maiores acontecimentos nos capítulos exibidos aos sábados. Afinal, é um dia que a audiência cai consideravelmente por conta dos passeios familiares e folgas de muitos trabalhadores. Normalmente, o gancho tem mais relevância porque a continuação vai ao ar na segunda-feira. Porém, há exceções, claro. Alguns folhetins já exibiram boas viradas em finais de semana. E os autores de "Bom Sucesso" fizeram exatamente isso neste sábado (18/01).


O capítulo foi irretocável. Parecia até o último. Rosane Svartman e Paulo Halm, juntamente com seus fiéis colaboradores, provocaram uma avalanche de emoções do primeiro ao último minuto. Teve tensão em nível máximo, uma catarse cinematográfica, além de momentos de ação, tristeza e sensibilidade, incluindo até especulações sobre o real destino de personagens. Os intervalos comerciais serviram para o telespectador recuperar o fôlego ou enxugar as lágrimas dependendo do bloco.

O incêndio que Diogo (Armando Babioff) causou na Prado Monteiro elevou a adrenalina da reta final e implicou em uma sucessão de cenas impactantes. Enlouquecido e já sem nada a perder, o vilão encurralou todos os funcionários da editora com uma arma apontada, enquanto o fogo devorava todo o acervo do lugar.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Assim como "Espelho da Vida", "Bom Sucesso" acertou com a construção do amor dos mocinhos

Não há novela que consiga escapar dos clichês tão comuns ao gênero. Mesmo o folhetim mais ousado ou "inovador" acaba apresentando várias situações já vistas pelos telespectadores. Inevitável. E um dos contextos mais presentes nas histórias é o amor à primeira vista, quase sempre perto do final do primeiro capítulo. O problema é o alto risco do público rejeitar o par em virtude da pressa do escritor. Só mesmo quando a química dos atores é arrebatadora para evitar uma não identificação de quem assiste. O recurso era bem mais comum em produções antigas, mas ainda resiste. Por isso é tão bom quando autores fogem desse padrão. "Espelho da Vida" e "Bom Sucesso" foram ótimos exemplos.


Elizabeth Jhin construiu o amor dos mocinhos de forma corajosa na maravilhosa novela das seis da Globo encerrada no primeiro semestre de 2019. A autora apresentou a mocinha Cris Valência (Vitória Strada) em um relacionamento estável com Alain Dutra (João Vicente de Castro) e só depois foi expondo o nascimento do amor infinito de Júlia Castelo e Danilo Breton (Rafael Cardoso), em 1930, através das viagens no tempo promovidas pelo espelho da falecida. A protagonista descobriu que era a reencarnação da enigmática mulher e viajou até o passado para descobrir o verdadeiro responsável pelo assassinato de sua vida passada. Acabou revivendo o amor que sempre terminou com um final trágico em todas as encarnações.

A autora, no entanto, só inseriu o mocinho no presente na reta final de "Espelho da Vida". A expectativa do público ficou tão alta que a trama, com uma audiência inicialmente problemática, teve uma elevação e tanto nos números do Ibope.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Atentado contra Paloma resulta em arrepiante sequência de "Bom Sucesso"

A atual novela das sete está em sua penúltima semana e Rosane Svartman e Paulo Halm guardaram importantes reviravoltas. Quem acompanha o ótimo trabalho da dupla ao longo da carreira já sabe que os autores sempre promovem uma reta final tensa e até sombria em suas histórias. Há quem goste e quem reclame, mas o fato é que as tramas ganham muito com isso. Vide o atentado contra Paloma (Grazi Massafera), exibido nesta segunda-feira (13/01) em "Bom Sucesso".


Diogo (Armando Babaioff) teve um retorno aterrorizante, após quase duas semanas sumido por conta da boa virada envolvendo o canalha Elias (Marcelo Faria). O grande vilão da novela de sucesso da Globo voltou para se vingar de todos que atrapalharam seu planos, como Marcos (Rômulo Estrela), Nana (Fabiula Nascimento), Alberto (Antônio Fagundes), Gisele (Sheron Menezzes) e Paloma. E todos os clichês de um clássico folhetim foram usados contra o mocinho, por exemplo, que foi flagrado na cama com uma falsa amante e ainda acabou preso porque plantaram drogas em seu bar. Já a irmã do rapaz perdeu o filho em uma triste cena e chegou a vez da mocinha.

O advogado mandou Peçanha (Walter Breda) assassinar Paloma e o policial corrupto tentou fazer o serviço em plena quadra da "Unidos de Bonsucesso", bem no instante em que a costureira sambava com os colegas de agremiação em um lindo ensaio.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Fabíula Nascimento se destaca na pele de Nana, a personagem mais complexa de "Bom Sucesso"

Nada contra o maniqueísmo na ficção. O vilão muito malvado ou a mocinha muito boazinha faz parte de qualquer trama. É um clichê típico. E, se bem conduzido, conquista facilmente os telespectadores. Todavia, os personagens mais complexos, que costumam apresentar várias facetas ao longo de uma história, também são tão atrativos quanto, embora nem todos os autores tenham facilidade de explorá-los. Em "Bom Sucesso", por exemplo, há um perfil que transborda densidade e vem se destacando desde o início da ótima novela das sete da Globo: Nana (Fabíula Nascimento).


A empresária bem-sucedida parecia uma típica mulher arrogante e preconceituosa em virtude da grosseria cometida com Paloma (Grazi Massafera) logo na primeira semana de trama. A costureira tinha acabado de descobrir um câncer terminal ---- exame de Alberto (Antônio Fagundes), na verdade --- e não conseguiu atender a cliente. Nana se indignou e a tratou feito um lixo. A mocinha, claro, não deixou barato, rasgou o vestido da mulher e desde então viraram ''inimigas". Mas essa inimizade partiu bem mais da filha de Alberto, que nunca engoliu o que aconteceu e muito menos aceitou ver a moça que a enfrentou trabalhando como acompanhante do pai.

No entanto, Nana não foi nem de longe uma vilã. É uma pessoa amargurada pela vida e que jamais compreendeu a relação distante que sempre teve com Alberto. Sua ligação com Cecília, a mãe falecida, era muito forte, mas com o pai era diferente. Viciado em trabalho, o dono da Editora Prado Monteiro nunca teve tempo para a filha e sua predileção pelo filho Marcos (Rômulo Estrela) se evidenciava a todo instante. É bom ressaltar que nada disso foi mostrado, apenas contado pelos personagens.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019: os destaques do ano

Após cinco retrospectivas relembrando os artistas que deixaram saudades, os piores do ano, os melhores casais, as cenas mais marcantes e as melhores atrizes e atores de 2019, chegou a hora de listar os destaques do ano que passou. A última retrô do blog é sobre as produções que mais marcaram ao longo destes doze meses e foram vários trabalhos admiráveis que merecem menção. Vamos a eles.





"Espelho da Vida":
A novela de Elizabeth Jhin enfrentou dificuldades de audiência na faixa das 18h da Globo. E o início da trama se mostrou bastante arrastado. Porém, o enredo da autora sempre teve potencial e ganhou ritmo quando chegou quase na metade. O mistério que envolvia o assassinato de Júlia Castelo despertava interesse e as viagens no tempo da mocinha foram uma ousadia da escritora que funcionou. As relações entre os personagens estavam muito bem entrelaçadas e todos tinham alguma ligação com o passado. As várias teorias sobre os rumos do folhetim dominaram as redes sociais e a repercussão foi imensa. A trama foi a mais assistida da Globo Play enquanto esteve no ar e a terceira produção mais buscada pelo Google em 2019. Um feito e tanto. O final, então, foi repleto de adrenalina e cenas emocionantes. A produção foi um acerto. Vale destacar Vitória Strada, Alinne Moraes, Irene Ravache, Felipe Camargo, Rafael Cardoso, Clara Galinari, entre tantos outros bons nomes que deram um show.


"Bom Sucesso":
A atual novela das sete de Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida com maestria por Luiz Henrique Rios, é um fenômeno de audiência e todo o sucesso é merecido. Os autores, responsáveis pelas também ótimas "Malhação - Intensa" (2012), "Malhação Sonhos" (2014) e "Totalmente Demais" (2016), emplacaram outro produto de qualidade e conquistaram o público com uma história deliciosa que aborda a literatura com delicadeza, apresenta personagens bem construídos, forma casais apaixonantes e ainda explora viradas que emocionam e tiram o fôlego com boas doses de tensão. Impossível não se envolver com Paloma (Grazi Massafera), Marcos (Romulo Estrela), Alberto (Antônio Fagundes), Nana (Fabiula Nascimento), entre tantos outros bons e bem interpretados perfis. É o melhor folhetim das 19h desde "Totalmente Demais", ironicamente, também escrito por eles.

domingo, 29 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019: as melhores cenas do ano

Mais um ano está chegando ao fim e mais uma vez o telespectador foi presenteado com várias cenas grandiosas da nossa teledramaturgia. Momentos marcantes de novelas, séries e minisséries emocionaram, impactaram ou divertiram ao longo de 2019. E muitas sequências merecem menção para relembrar o show dos atores, a competência da direção e o talento dos escritores. Vamos a elas.





Margot descobre que seu filho está morto em "Espelho da Vida":
O desespero e a dor de uma mãe pôde ser sentido através da entrega de Irene Ravache. O momento em que Margot ouviu Hugo (Cadu Libonati) dizer que o filho desaparecido estava morto dilacerou o coração de quem assistiu. Que cena espetacular.




Cris confunde passado e presente em "Espelho da Vida":
Após ter sido dopada, a mocinha surtou e acabou misturando os personagens do passado de 1930 com os do presente de 2019. Vitória Strada brilhou em uma das suas cenas mais difíceis da novela de Elizabeth Jhin e a cena ainda merece elogios pela direção de Pedro Vasconcellos.



sábado, 28 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019: os melhores casais do ano

Ao contrário de todos os sites e blogs, que optam em apenas selecionar os destaques e os piores do ano, o De Olho Nos Detalhes também engloba outra categorias nas listas de retrospectivas. E um dos diferenciais do meu modesto espaço é listar os melhores pares românticos das tramas. Em 2019, "Espelho da Vida," "Bom Sucesso", "A Dona do Pedaço" foram algumas produções que presentearam o público com alguns ótimos pares românticos. Vamos ao casais.





Júlia e Danilo/Cris e Daniel ("Espelho da Vida"):
O amor de outras vidas raramente falha na dramaturgia. E Elizabeth Jhin apostou na química entre Vitória Strada e Rafael Cardoso nas cenas repletas de delicadeza protagonizada por eles em 1930, quando a mocinha viajava no tempo em busca da verdadeira história sobre a sua vida passada. O casal teve uma forte torcida e os mistérios em torno da trama despertaram cada vez mais interesse, incluindo o aparecimento do rapaz em 2019. A cena do mocinho salvando a mocinha do espelho, no penúltimo capítulo, então, foi de arrepiar e emocionar. Um amor infinito que deu gosto de ver.



Marcos e Paloma ("Bom Sucesso"):
Rosane Svartman e Paulo Halm tiveram a mesma inteligência de Elizabeth Jhin, mesmo com uma trama completamente diferente. A autora apresentou o amor dos protagonistas aos poucos através de idas ao passado. Nada de declarações apaixonadas no primeiro capítulo ou casamento na segunda semana. Marcos e Paloma também  tiveram um amor construído aos poucos. Ele era um galinha convicto, enquanto ela tentava retomar um relacionamento do passado. Os dois foram se encantando um pelo outro até o amor se instaurar de vez. A química entre Rômulo Estrela e Grazi Massafera é avassaladora e os atores estão ótimos na deliciosa novela das sete de sucesso.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Morte de Elias destaca a boa direção de "Bom Sucesso"

A atual novela das sete da Globo é um sucesso e colhe muitos elogios merecidamente. Rosane Svartman e Paulo Halm estão inspirados e criaram uma ótima história. Mas "Bom Sucesso" tem outra qualidade que merece ser citada: a direção de Luiz Henrique Rios e sua equipe. Esse trabalho, embora seja observado desde a estreia, ficou ainda mais evidente com todas as sequências envolvendo a fuga de Elias (Marcelo Faria).


A entrada do vilão movimentou a novela e promoveu uma tensa virada na vida de Paloma (Grazi Massafera), afetando todo o núcleo central. O acidente sofrido por Gabriela (Giovanna Coimbra), enquanto salvava a vida de Alberto (Antônio Fagundes), implicou em uma transfusão de sangue, mas o tipo sanguíneo da menina era muito raro e somente o pai (dado como morto) era compatível. Graças ao fato todos descobriram, através de padre Paulo (Guti Fraga), que Elias estava vivo.

A cena do acidente mencionado já expôs com mais nitidez o preciso trabalho da direção, principalmente durante a queda do refletor que quase atingiu o dono da Prado Monteiro. Pareceu mesmo que o objeto estava quase caindo na cabeça do personagem.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Volta de Elias movimenta "Bom Sucesso"

Paloma (Grazi Massafera) é uma ótima protagonista e os conflitos que permeiam a personagem sustentam bem "Bom Sucesso", atual novela das sete da Globo. Mas o passado da mocinha com seu segundo marido nunca foi muito explicado. Após o fim de seu romance com Ramon (David Junior), que a abandonou com a filha recém-nascida (Alice - Bruna Inocêncio), a batalhadora costureira se casou com Elias e teve mais dois filhos: Gabriela (Giovanna Coimbra) e Peter (João Bravo). A única informação era a respeito de sua morte.


Portanto, era óbvio que esse personagem enigmático apareceria vivinho da silva em algum momento. E apareceu graças a um trágico acidente sofrido por Gabriela, que se feriu gravemente com o estilhaço de um refletor, que caiu durante o primeiro desfile oficial da grife de Paloma. A menina salvou a vida de Alberto (Antônio Fagundes) e ficou em estado crítico no hospital. Seu sangue é raro (falso O) e somente o pai é compatível. Padre Paulo (Guti Fraga) era o único que sabia o segredo sobre Elias por causa da confissão do então marido de Paloma na época.

Elias assaltou um banco com um comparsa, mas sofreu um acidente e precisou fugir para não ser preso junto com o outro bandido. Conseguiu se passar por morto e foi viver longe. Mas, em virtude da gravidade da situação, o padre foi atrás do homem para pedir ajuda. Só não imaginava que o 171 exigiria dinheiro para salvar a vida da filha.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

"APCA" consagra "Bom Sucesso", "Segunda Chamada" e outros merecidos vitoriosos

Nesta segunda-feira (10/12), a "Associação Paulista de Críticos de Arte" (APCA) escolheu os vencedores do Troféu APCA  - Os Melhores da Televisão de 2019. Todos já haviam escolhido os finalistas de cada categoria e os premiados levarão seus troféus em uma cerimônia a ser realizada no dia 17 de fevereiro de 2020 no Teatro Sérgio Cardoso em São Paulo. Como de costume, houve justiça em todas as sete categorias, ainda que algumas indicações tenham sido questionáveis.


"Bom Sucesso" foi eleita a Melhor Novela do ano com todo mérito. A trama de Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios, é repleta de qualidades e o sucesso que vem fazendo desde a estreia honra a história apresentada, o elenco diverso escalado, os personagens bem construídos, os casais apaixonantes e o incentivo ao mundo dos livros através da paixão de Alberto (Antônio Fagundes). É a melhor novela das sete da Globo desde "Totalmente Demais", dos mesmos autores.

Porém, "Espelho da Vida" também concorria e seria outra merecedora. O enredo ousado e emocionante de Elizabeth Jhin, que abordou com maestria uma viagem interdimensional e a temática do espiritismo, sofreu uma rejeição inicial, mas arrebatou parte do público, o que refletiu no crescimento da audiência na reta final. A história de amor de várias vidas de Julia Castelo (Vitória Strada) e Danilo Breton (Rafael Cardoso) foi desenvolvida com grande sensibilidade da autora.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Entrada de Ângela Vieira e Marisa Orth enriquece "Bom Sucesso"

O elenco de "Bom Sucesso" é muito bem escalado. Rosane Svartman e Paulo Halm, juntamente com o diretor Luiz Henrique Rios, fizeram uma seleção diversa e repleta de talentos. Não é por acaso que tantos nomes se destacam na atual novela das sete da Globo. E todo folhetim que se preza também conta com participações ao longo dos meses. Algumas funcionam tão bem que acabam permanecendo na história até o final. No caso da atual produção, a entrada de Ângela Vieira e Marisa Orth se mostrou uma grata surpresa.


O público matou um pouco da saudade de Ângela na recém-terminada reprise de "Por Amor", no "Vale a Pena Ver de Novo", onde viveu com brilhantismo a íntegra Virgínia, irmã de Helena (Regina Duarte). E a última novela da atriz foi "Pega Pega", em 2017, na pele de Lígia, um papel que não honrou seu talento. Aliás, há anos a intérprete não ganhava uma personagem realmente relevante na televisão. A cruel Janete, em "Terra Nostra", de 1999, foi a última que valorizou, de fato, Ângela. É por isso que tem valido tão a pena vê-la no atual sucesso das 19h.

Vera parece escrita especialmente para a atriz. A personagem chegou com o claro objetivo de mexer com a vida amorosa de Alberto (Antônio Fagundes), que vem passando seus últimos meses de vida alimentando uma paixão platônica por Paloma (Grazi Massafera). Mas o papel não foi criado apenas com essa função.