quarta-feira, 1 de julho de 2026
"Por Amor", "Laços de Família" e "Mulheres Apaixonadas" formaram uma trilogia memorável de Manoel Carlos
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
A grandiosidade do legado de Manoel Carlos
Manoel Carlos foi um dos mais importantes autores da televisão brasileira, reconhecido por sua escrita sensível, realista e profundamente humana. Ao longo de sua carreira, construiu uma obra marcada pela observação cuidadosa das relações familiares, dos conflitos amorosos e dos dilemas morais do cotidiano, tendo o Leblon, um dos bairros mais ricos do Rio de Janeiro, como pano de fundo. Suas novelas não apenas alcançaram grande sucesso de público, como também deixaram marcas duradouras na memória afetiva dos brasileiros e na própria sociedade.
O autor começou a carreira escrevendo "Helena", em 1951, adaptação do romance homônimo de Machado de Assis. O nome viraria a sua maior identidade na teledramaturgia. Depois, Maneco escreveu "Maria, Maria" e "A Sucessora" em 1978, dois folhetins elogiados e densos. Foi coautor de "Água Viva", graças ao convite de Gilberto Braga, que não se sentia bem escrevendo a trama sozinho. Já um de seus primeiros grandes sucessos foi "Baila Comigo", exibida em 1981. A novela abordava temas como ambição, ética, relações familiares e disputas emocionais, tendo como eixo central conflitos entre pais e filhos. A trama se destacou pela construção psicológica dos personagens e pelo retrato sofisticado das relações humanas, características que se tornariam marcas registradas do autor. A trama apresentou a sua primeira Helena, vivida por Lilian Lemmertz.
Em 1983, enfrentou seu primeiro grande trauma dramatúrgico: a morte de Jardel Filho, protagonista de sua novela, "Sol de Verão", perto do capítulo 120. O autor era amigo íntimo do ator e não conseguiu terminar de escrever a novela e deixou a Globo. Escreveu algumas novelas e minisséries na Manchete e retornou à Globo em 1991, onde escreveu "Felicidade", uma novela que se destacou pela delicadeza com que tratou o amor, a maternidade e os laços familiares.
terça-feira, 9 de setembro de 2025
"História de Amor" faz sucesso em todas as suas reprises
Exibida entre 3 de julho de 1995 e 2 de março de 1996, "História de Amor" foi uma novela das seis marcante e mais um grande trabalho do autor Manoel Carlos, dirigido pelo competente Ricardo Waddington. Reprisada com êxito no "Vale a Pena Ver de Novo" entre 10 de dezembro de 2001 e 28 de junho de 2002, a novela repetiu o sucesso na reprise do Canal Viva entre 10 de março e 8 de novembro de 2014. Foi reprisada com êxito novamente pelo Viva em 2023 e entrou na faixa especial da Globo em fevereiro deste ano, o que resultou em mais um ótimo retorno do público. A produção chega ao fim nesta semana.
sexta-feira, 1 de dezembro de 2023
"Mulheres Apaixonadas" completou 20 anos como uma das obras mais emblemáticas da TV
Exibida entre 17 de fevereiro e 10 de outubro de 2003, "Mulheres Apaixonadas" foi a última grande novela de Manoel Carlos. O autor, que se equivocou com "Páginas da Vida" (2006), "Viver a Vida" (2010), e "Em Família" (2014), escreveu uma trama que foi um enorme sucesso e entrou para a galeria de grandes folhetins da teledramaturgia. A reprise no "Vale a Pena Ver de Novo", que chegou ao fim nesta sexta-feira (01/12)), não alcançou índices tão elevados quanto a reexibição anterior de "O Rei do Gado", mas despertou uma grande repercussão nas redes sociais e comprovou novamente que foi uma das obras mais emblemáticas da TV.
Após novelas excelentes, como "História de Amor" (1995), "Por Amor" (1997) e "Laços de Família" (2000), Maneco conseguiu emplacar uma quarta trama de sucesso seguida e surpreender o telespectador através de uma obra tão boa quanto as anteriores. O folhetim apresentou uma gama de histórias repletas de dramas envolventes e ainda presenteou o público com personagens muito bem construídos. O elenco também era um dos pontos fortes. Difícil apontar algum ator que não tenha ido bem em meio a tantos grandes nomes.
Todos os núcleos tiveram destaque, onde temas fortes e muitas vezes emocionantes permeavam os conflitos e os dramas dos personagens. Difícil esquecer o ciúme doentio de Heloísa (Giulia Gam em seu melhor papel na carreira); a bonita relação de Téo (Tony Ramos) com a menina Salete (Bruna Marquezine); o alcoolismo de Santana (Vera Holtz); o romance de Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) ---- com uma abordagem bem mais corajosa em comparação a hoje em dia diante do retrocesso que a teledramaturgia da Globo vive ----; o preconceito de Paulinha (Roberta Gualda); o agressivo psicopata
sexta-feira, 6 de outubro de 2023
"História de Amor" foi um dos trabalhos mais marcantes de Manoel Carlos
Exibida entre 3 de julho de 1995 e 2 de março de 1996, "História de Amor" foi uma novela das seis marcante e mais um grande trabalho do autor Manoel Carlos, dirigido com maestria pelo competente Ricardo Waddington. Reprisada com êxito no "Vale a Pena Ver de Novo" entre 10 de dezembro de 2001 e 28 de junho de 2002, a novela repetiu o sucesso na reprise do Canal Viva entre 10 de março e 8 de novembro de 2014. Em junho deste ano foi disponibilizada na íntegra no Globoplay e passou a ser reprisada novamente pelo Viva desde o dia 21 de agosto.
Em meio a todos os problemas familiares, a protagonista muito bem escrita por Maneco acaba se apaixonando e sendo correspondida pelo endocrinologista Carlos Alberto (José Mayer), homem que está prestes a se casar com Paula (Carolina Feraz),
sexta-feira, 15 de julho de 2022
"Páginas da Vida" marcou o início do declínio de Manoel Carlos
A reprise de "Página da Vida" chegou ao fim nesta sexta-feira, dia 15, no Viva. A reexibição foi um sucesso, o que reforçou a potência das histórias de Manoel Carlos. Na época, entre 2006 e 2007, a trama também teve um ótimo retorno da audiência, após um início conturbado. No entanto, a história marcou o início do declínio do autor, que já não estava mais tão inspirado quanto antes.
Maneco vinha de três trabalhos que foram, em sequência, um fenômeno de audiência no horário nobre da Globo: "Por Amor", em 1997, "Laços de Família", em 2000, e "Mulheres Apaixonadas", em 2003. A trinca de ouro foi sucesso de público e crítica. Mas "Páginas da Vida" acabou marcada por vários problemas observados pela crítica especializada e uma rejeição inicial do público, o que obrigou o autor a mexer na trama. As alterações surtiram o efeito na audiência. Alguns conflitos receberam mais destaque em detrimento de outros.
A maior qualidade da novela foi seu núcleo central. A potência do drama protagonizado por Helena (Regina Duarte), Marta (Lilia Cabral), Alex (Marcos Caruso) e Nanda (Fernanda Vasconcellos) arrebatou o público com um clichê irresistível e bem explorado: a gravidez na adolescência que resultou em uma rejeição antológica e um processo de adoção que esbanjou delicadeza. Nanda engravidou fora do país e sua volta ocasionou um embate com sua mãe que nunca foi esquecido pelos telespectadores.
sexta-feira, 16 de abril de 2021
"Mulheres Apaixonadas no Viva" matou as saudades do público de um dos maiores sucessos de Manoel Carlos
Todos os núcleos tiveram destaque, onde temas fortes e muitas vezes emocionantes permeavam os conflitos e os dramas dos personagens. Difícil esquecer o ciúme doentio de Heloísa (Giulia Gam em seu melhor papel na carreira); a bonita relação que Téo (Tony Ramos) tinha com a menina Salete (Bruna Marquezine); o alcoolismo de Santana (Vera Holtz); o romance de Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli); o preconceito de Paulinha (Ana Roberta Gualda); o agressivo psicopata
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021
Sempre vale a pena rever a cena mais emblemática de "Laços de Família"
A Globo reprisou a cena mais emblemática de "Laços de Família" nesta segunda-feira (08/02), no "Vale a Pena Ver de Novo": a raspagem dos cabelos de Camila (Carolina Dieckmann). Um dos maiores sucessos de Manoel Carlos que vem repetindo o êxito nas tardes da emissora. A média fica em torno de 18/19 pontos, índices excelentes para a faixa. É a prova do carinho do público pelo novelão que marcou tantas gerações.
sexta-feira, 5 de junho de 2020
Os 20 anos de "Laços de Família"
Dirigida por Ricardo Waddington, a novela conta a história do amor incondicional que uma mãe tem por sua filha. A mãe foi mais uma Helena do autor e interpretada muito bem por Vera Fisher. Já a filha, a mimada Camila, foi vivida por Carolina Dieckmann. A trama, ambientada no bairro do Leblon, começa às vésperas do Réveillon de 2000, com um pequeno acidente de trânsito envolvendo a protagonista e Edu (Reynaldo Gianecchini estreando na televisão), um médico recém-formado. Os dois têm uma discussão, mas depois vivem um intenso romance, que sofreu forte rejeição da tia do rapaz (Alma - Marieta Severo) por causa da diferença de idade ---- ele era vinte anos mais novo que ela.
Helena é uma empresária bem-sucedida, de 45 anos --- que tem outro filho além de Camila (um rapaz íntegro chamado Fred - Luigi Barricelli) ---, sócia de uma clínica de estética, e tem a fiel escudeira Yvete (Soraya Ravenle) como melhor amiga e confidente.
terça-feira, 10 de setembro de 2019
As Helenas de Manoel Carlos
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
Reprise de "Por Amor" expõe a mudança de comportamento da sociedade
A novela é um dos melhores trabalhos de Manoel Carlos e tudo o que o autor melhor desenvolve está ali: o cotidiano da classe média alta do Leblon, os tradicionais barracos familiares, uma Helena que faz tudo pela filha, uma vilã elegante e debochada, enfim. Não por acaso tem feito um grande sucesso no "Vale a Pena Ver de Novo", desde que começou a ser reprisada no dia 29 de abril, substituindo "Cordel Encantado". Também teve uma ótima audiência nas duas vezes que foi reprisada no Canal Viva, em 2010 e 2017. O bom retorno do público é muito merecido. É um novelão da melhor qualidade.
Mas é preciso ressaltar os vários conflitos da história que eram normais na época e atualmente não são mais tolerados. O próprio texto, sempre elogiado pelo refinamento de Maneco, contém declarações que hoje soam absurdas. Um bom exemplo foi até cortado na reprise da Globo provavelmente porque a cúpula da emissora achou não apropriado para os dias atuais. Mas deveriam ter exibido justamente para comprovar como a sociedade evoluiu com o tempo.
sexta-feira, 12 de julho de 2019
Por que o público odiava tanto a Eduarda em "Por Amor"?
As "Helenas" do Maneco até hoje são lembradas por noveleiros apaixonados e o escritor carrega essa peculiaridade em suas obras. Mas não é a única. Outra que virou uma espécie de DNA de seus folhetins foi a insuportabilidade das filhas dessas "Helenas". Porém, ao contrário das heroínas de mesmo nome, não virou uma regra. Só que as herdeiras mais marcantes são justamente as mais mimadas e sonsas, vide Joyce (Carla Marins), em ""História de Amor", e Camila, em "Laços de Família". Embora a novela tenha sido o maior fracasso do autor, Luiza (Bruna Marquezine), de "Em Família", também entrou no time. O questionável é justamente Eduarda estar na lista.
É verdade que no início de "Por Amor" a personagem faz jus ao título e se encaixa nos demais perfis citados. A filha de Helena (Regina Duarte) é uma mimada que não tolera ser contrariada e tem um ciúme doentio de Marcelo. Grita com qualquer um que a enfrente e ainda maltrata o pai alcoólatra, Orestes (Paulo José).
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Reprise de "Por Amor" no Viva relembra a essência de Manoel Carlos
Inicialmente, essa re-reprise foi bastante questionada pelos telespectadores do canal, que acharam um absurdo passar mais uma vez uma obra que já tinha ido ao ar anos antes, tendo tantos outros folhetins antigos disponíveis. De fato, a decisão do Viva surpreendeu. Porém, embora realmente reprisar uma trama já reexibida seja discutível, "Por Amor" é um produto que nunca se esgota. Maneco esteve inspiradíssimo e esse foi um de seus melhores e mais aclamados trabalhos. Tanto que a qualidade do conjunto pode ser mais uma vez observada com clareza.
A Helena vivida por Regina Duarte foi uma das melhores do escritor, levando em consideração que a grande atriz já havia interpretado outra Helena em "História de Amor", do mesmo Maneco, tão bem construída quanto ---- e outra em "Páginas da Vida". O título da obra, inclusive, foi claramente referente ao ato assustador da protagonista, que não titubeou em trocar o neto morto pelo seu filho vivo em uma das cenas mais marcantes e densas da teledramaturgia.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Reprise de "Laços de Família" foi uma escolha muito feliz do Canal Viva
Exibida originalmente entre junho de 2000 e fevereiro de 2001, o folhetim honrou todas as características das histórias de Maneco, com direito a muitos dramas familiares, passeios no Leblon e embates com intensa carga emocional. A produção chegou a ser reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 2005, obtendo uma ótima repercussão, comprovando que novela boa é atemporal. E agora, sendo transmitido pelo Viva, o enredo envolvendo um triângulo amoroso protagonizado por mãe e filha, cercado de situações paralelas tão atraentes quanto, vem provocando mais uma vez um bom retorno do público.
Desde que (re)estreou, a novela vem obtendo uma excelente audiência e o seu primeiro capítulo levou o Viva a liderar o ranking dos canais por assinatura entre o público feminino adulto, segundo a jornalista Patrícia Kogut. A trama ---- que já tem 16 anos, embora não pareça ---- teve o melhor Ibope dos folhetins exibidos na faixa do canal pago e faz por merecer todo esse feito.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
"Laços de Família": a envolvente e dramática novela de Manoel Carlos
Dirigida por Ricardo Waddington, a novela conta a história do amor incondicional que uma mãe tem por sua filha. Esta mãe é, claro, mais uma Helena do autor e foi interpretada muito bem por Vera Fisher. Já a filha, a mimada Camila, foi vivida por Carolina Dieckmann. A trama, ambientada no bairro do Leblon, começa às vésperas do Réveillon de 2000, com um pequeno acidente de trânsito envolvendo a protagonista e Edu (Reynaldo Gianecchini estreando na televisão), um médico recém-formado. Os dois têm uma discussão, mas depois acabam vivendo um intenso romance, que sofreu forte rejeição da tia do rapaz (Alma - Marieta Severo) por causa da diferença de idade ---- ele era vinte anos mais novo que ela.
Helena é uma empresária bem-sucedida, de 45 anos --- que tem outro filho além de Camila (um rapaz íntegro chamado Fred - Luigi Barricelli) ---, sócia de uma clínica de estética, e tem a fiel escudeira Yvete (Soraya Ravenle) como melhor amiga e confidente.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
"Por Amor": um grande sucesso de Manoel Carlos no horário nobre
Helena (Regina Duarte) é mãe de Maria Eduarda (Gabriela Duarte) e as duas têm uma relação de muita amizade. Mimada e arrogante, a garota é perdidamente apaixonada pelo mauricinho Marcelo (Fábio Assunção), o filho predileto da esnobe Branca Letícia de Barros Motta (Susana Vieira), que trocou a mau-caráter Laura (Vivianne Pasmanter) pela filha da protagonista da história de Maneco.
Por ironia do destino, Helena se apaixona por Atílio (Antônio Fagundes), homem íntegro, que tem um caso com Isabel (Cássia Kiss), melhor amiga de Branca, que por sua vez sente uma paixão platônica por ele há anos.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
"História de Amor": uma das marcantes novelas de Manoel Carlos
A trama, como não poderia deixar de ser, gira em torno de Helena (Regina Duarte), uma mulher batalhadora que enfrenta a gravidez prematura de sua filha Joyce (Carla Marins), uma garota mimada, prepotente e voluntariosa, que engravida de um playboy de caráter duvidoso (Caio - Angelo Paes Leme), que a abandona sem sentir remorso. Helena é separada do pai da garota, o machista Assunção (Nuno Leal Maia), que não consegue aceitar a situação da filha.
Em meio a todos estes problemas familiares, a protagonista muito bem escrita por Maneco acaba se apaixonando e sendo correspondida pelo endocrinologista Carlos Alberto (José Mayer), homem que está prestes a se casar com Paula (Carolina Feraz),
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Repleta de problemas, "Em Família" chega ao fim marcada como a pior novela de Manoel Carlos
terça-feira, 8 de julho de 2014
As Helenas de Manoel Carlos
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Helena X Luiza: um dos poucos conflitos que tiram "Em Família" do marasmo
Luiza acabou se apaixonando por Laerte, o homem que era antigo amor de infância de sua mãe e que desgraçou a vida da família há 20 anos. Em um surto de ciúmes, o rapaz na época acabou tendo uma briga feia com Virgílio (Humberto Martins) e, após o embate violento, enterrou seu rival vivo, que só se salvou graças ao cachorro Federal, que o encontrou horas depois. A situação trágica foi o único grande acontecimento da novela e marcou a segunda fase.
Obviamente, a gravidade deste crime (que acabou ocasionando a prisão de Laerte e um infarto fulminante do pai de Helena) impede que haja qualquer tipo de aceitação do público para com a relação amorosa de Luiza e Laerte. Portanto, a imensa rejeição que este casal sofre não chega a ser nada surpreendente.












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