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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

"Totalmente Demais" superou seu próprio recorde e foi a reprise mais bem-sucedida da Globo durante a pandemia

"Bom Sucesso" mal fechou seu ciclo e a dupla talentosa formada por Rosane Svartman e Paulo Halm continuou no ar na Globo. Isso porque "Totalmente Demais", o primeiro folhetim dos autores, foi escolhido pela emissora para ser reprisado no lugar de "Salve-se Quem Puder", de Daniel Ortiz, por conta o recesso das gravações em virtude da pandemia do coronavírus. E a reexibição expôs mais uma vez todas as qualidades que transformaram a novela em um fenômeno de audiência, crítica e repercussão em 2015/2016. Mas não foi o bastante. O que parecia impossível aconteceu: a produção ficou com três pontos a mais na média geral. Um êxito ainda maior da exibição original. 


A saga de Eliza (Marina Ruy Barbosa) prende a atenção e não demora para o telespectador torcer para aquela menina arredia (em virtude dos assédios do padrasto pedófilo) conseguir se tornar a Garota Totalmente Demais para livrar a família da dominação de um monstro. Mas, no meio do caminho, a menina se depara com os outros três protagonistas da história, despertando o amor de um, o encantamento do segundo e a fúria da terceira. A mocinha conhece o amor com Jonatas (Felipe Simas) ---- 'empresário das ruas' que ajuda a sua ruivinha a atingir seus objetivos e foi o primeiro homem da sua vida ---- , aprende a ser uma mulher elegante com Arthur (Fábio Assunção) e sofre com as armações de Carolina (Juliana Paes).

Todo esse conjunto bem trabalhado norteou o enredo e o quarteto citado honrou o protagonismo. Marina soube transmitir todos os traumas de sua mocinha com precisão e teve uma química arrebatadora com Felipe Simas, que interpretou um carismático mocinho e fez jus à confiança dos autores que apostaram nele como protagonista, após seu ótimo trabalho como o Cobra em "Malhação Sonhos" (2014).

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Carolina Castilho foi a melhor personagem de "Totalmente Demais"

A reprise de "Totalmente Demais" vem superando o sucesso da exibição original, entre 2015 e 2016. O êxito é fruto do ótimo trabalho de Rosane Svartman e Paulo Halm, que estrearam como novelistas da melhor forma possível na faixa das sete da Globo. Mas a reexibição tem comprovado a riqueza de Carolina Castilho, personagem lindamente interpretada por Juliana Paes e que teve um grande destaque na história. Era uma das quatro protagonistas, mas a melhor personagem do enredo.


Carolina sempre foi o perfil mais dúbio da história, passeando pela vilania e fragilidade o tempo todo. A até então diretora da Revista Totalmente Demais fez muitas armações para prejudicar Eliza no concurso com o intuito de ganhar a aposta feita com Arthur, herdando assim a empresa do seu grande amor. Porém, como o agenciador de modelos se 'apaixonou' pela mocinha, a personagem não interrompeu suas 'maldades', mesmo com o fim do concurso. A sua atitude mais condenável foi o plano elaborado com Rafael (Daniel Rocha), onde os dois doparam a menina para simular que a garota havia dormido com o fotógrafo. Ainda fizeram Leila (Carla Salle) de bode expiatório.

E Carol tinha o costume de esbanjar arrogância diante de seus funcionários, com exceção de Pietro (Marat Descartes), seu grande amigo. Também utiliza de ironias e deboches para enfrentar seus inimigos, como a colunista Lorena (Adriana Birolli). Analisando superficialmente, a poderosa mulher seria uma vilã. Mas nunca foi. Esse era apenas um lado seu, o que sempre era exposto como forma de defesa, principalmente diante de Arthur para não mostrar a mulher amorosa e frágil que guardava dentro de si.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

"Totalmente Demais" mostra a evolução dos autores em "Bom Sucesso"

A reprise de "Totalmente Demais" superou o sucesso da primeira exibição. A média está 3 pontos acima. É uma espécie de fenômeno do fenômeno. A produção marcou a estreia de Rosane Svartman e Paulo Halm como novelistas, após duas bem-sucedidas temporadas de "Malhação" (Intensa, de 2012, e "Sonhos", de 2014), da melhor forma possível. E a reexibição tem reforçado todas as qualidades da novela, elogiada pela crítica e fenômeno de audiência e repercussão entre 2015 e 2016. Porém, rever a história também ajuda a observar melhor a evolução dos autores em relação ao mais recente produto da dupla: "Bom Sucesso", encerrada no primeiro semestre deste ano, antes da pandemia do novo coronavírus.


A trama protagonizada por Eliza (Marina Ruy Barbosa), Jonatas (Felipe Simas), Carolina (Juliana Paes) e Arthur (Fábio Assunção) logo conquista o telespectador pelo carisma dos personagens e um desenvolvimento muito bem trabalhado pelos escritores. Os núcleos paralelos também não deixam a desejar em nada e complementam o enredo central através de situações que mesclam, com habilidade, humor e drama. Há ainda um importante rodízio de vilões, evitando o desgaste do roteiro, que já virou uma marca de Rosane e Paulo. O grande sucesso não foi por acaso.

Entretanto, uns pequenos tropeços de "Totalmente Demais" merecem ser citados e comparados com "Bom Sucesso". A passividade de Jonatas, por exemplo, é algo que incomoda em vários momentos. O mocinho caiu nas graças do público e o casal "Joliza" foi um marco da trama.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

"Laços de Família", "Totalmente Demais" e "A Força do Querer" expõem o amadurecimento cênico de Juliana Paes

 Após o imenso sucesso na pele de Maria da Paz, protagonista de "A Dona do Pedaço", em 2019, Juliana Paes planejou descansar a imagem em 2020. Recebeu até o apoio da Globo. Afinal, a boleira criada por Walcyr Carrasco foi um perfil muito marcante.  Só que nem precisava o planejamento porque ninguém esperava a chegada de uma pandemia mundial. A atriz ficaria longe do trabalho querendo ou não. Mas a interrupção das gravações por conta do coronavírus implicou em várias reprises e, ironicamente, Juliana está no ar em três delas. 

"Laços de Família" (recém iniciada no "Vale a Pena Ver de Novo"), "Totalmente Demais" (em plena reta final) e "A Força do Querer" (estreia da semana passada) representam três fases distintas da carreira de Juliana. A trama de Manoel Carlos, exibida em 2000, contou com uma atriz insegura e crua: era o seu primeiro papel na televisão. No folhetim das 19h escrito por Rosane Svartman e Paulo Halm, exibido entre 2015 e 2016, a intérprete ganhou sua primeira vilã. E vilã com conflitos de mocinha, repleta de boas camadas. Já em "A Força do Querer", de 2017, viveu sua personagem mais emblemática. 

As reprises simultâneas têm exposto a versatilidade e o amadurecimento cênico de Juliana Paes. A coincidência vem servindo para o telespectador comprovar o talento de uma profissional que foi aprendendo na televisão, que completou 70 anos no dia 18 de setembro.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

No ar em três reprises, Lavínia Vlasak merece mais espaço na Globo

 A pandemia do novo coronavírus implicou em um festival de reprises na programação de todos os canais. E o amontoado de reexibições acabou "beneficiando" uma profissional pouco valorizada: Lavínia Vlasak. A atriz está no ar em "Totalmente Demais", "Laços de Família" (em uma participação nos primeiros capítulos) e "Mulheres Apaixonadas". Duas reprises na Globo e uma no canal a cabo Viva.  

Lavínia estreou na televisão em "O Rei do Gado" (1996), onde viveu Lia Mezenga. Ainda muito crua, não teve um grande desempenho, mas também não chegou a comprometer. Aos poucos, foi sendo escalada para outras produções e sempre se mostrou esforçada. Fez participações no remake de "Anjo Mau" (1997), "Malhação" (1998), "Chiquinha Gonzaga" (1999) e "Força de um Desejo" (1999). 

Já em "Laços de Família" (2000) fez uma breve participação como Luiza, uma patricinha fútil e arrogante, namorada de Edu (Reynaldo Gianecchini). Logo na estreia protagoniza um barraco no meio da festa de formatura do rapaz.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Volta de Sofia rendeu a melhor virada de "Totalmente Demais"

A volta de Sofia (Priscila Steinman) movimentou "Totalmente Demais" e promoveu uma atrativa virada na história de Rosane Svartman e Paulo Halm. A sociopata foi responsável por vários momentos tensos na novela das sete e o encerramento do ciclo dessa personagem proporcionou impactantes cenas, implicando em uma sucessão de ótimos acontecimentos que prenderam o público novamente com a reprise, que vem marcando mais audiência que os índices alcançados na época, em 2016. A morte da vilã e o sequestro de Eliza (Marina Ruy Barbosa) resultaram em sequências dignas de último capítulo.


Na última, a trama chegou ao seu ápice de tensão quando Sofia levou a irmã para jantar com o intuito de dopá-la, sequestrá-la e matá-la com a ajuda de Jacaré (Sérgio Malheiros). Enquanto o plano da sociopata seguia, Cassandra (Juliana Paiva) desmascarava a cunhada com a ajuda da irmã Débora (Olívia Torres), que confirmou todas as acusações da atrapalhada personagem através do resultado do teste feito na comida servida pela víbora no último jantar familiar ---- ela dopou a mãe, o pai, o irmão e os empregados da casa para roubar as joias guardadas no cofre da família.

Todos os acontecimentos estiveram voltados para Sofia, que encerrou o capítulo sequestrando a irmã com a ajuda do comparsa, enquanto todos já haviam constatado que a menina era uma mau-caráter. O capítulo, na época, quebrou o recorde de audiência da novela, atingindo 35 pontos em São Paulo e 39 pontos no Rio de Janeiro, índices impressionantes e que não eram obtidos desde 2012 ---- época de "Cheias de Charme", outro fenômeno das sete.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Jonatas, de "Totalmente Demais", foi um divisor de águas na carreira de Felipe Simas

O público acompanhava o bom desempenho de Felipe Simas na pele do mocinho Teo, em "Salve-se Quem Puder, até o novo coronavírus abalar o mundo e culminar na interrupção de várias atividades. O setor cultural foi o mais afetado. A Globo paralisou as gravações de todas as suas produções. Mas o ator não ficou fora do ar. Isso porque a substituta escolhida pela emissora para o lugar da obra de Daniel Ortiz foi "Totalmente Demais", sucesso de Rosane Svartman e Paulo Halm, que marcou a estreia de Felipe como protagonista.


E o ator se saiu muito bem na pele do mocinho Jonatas. Além da dificuldade natural de encarar o primeiro papel de grande destaque na carreira, Felipe se viu diante de um arquétipo perigoso para qualquer intérprete: a do herói sem defeitos. Pobre, o personagem sempre batalhou duro para sustentar a família e sua principal fonte de era seu trabalho nas ruas como vendedor de balas e flanelinha. Nunca reclamava da vida, sempre foi um poço de bondade e era a típica pessoa que oferecia a outra face ao invés de se vingar ou dar o troco, vide a sua passividade diante da armação suja de Fabinho (Daniel Blanco) para colocá-lo na cadeia.

Jonatas reúne todas as características que costumam irritar o público, mas Felipe conseguiu se desvencilhar de todas as "armadilhas" do perfil e fez um grande sucesso entre 2015 e 2016. Os telespectadores amaram o "empresário das ruas" e a torcida pelo casal "Joliza" era imensa. Vale ressaltar a importância de um casal principal cair nas graças da audiência.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Juliana Paiva fez de Cassandra um dos destaques de "Totalmente Demais"

Entre 27 de janeiro e 28 de março, o público acompanhava o ótimo desempenho de Juliana Paiva na pele da mocinha Luna em "Salve-se Quem Puder". Um perfil dramático. Era a protagonista com o conflito mais atrativo do enredo e a intérprete estava em ótimo momento. Mas veio a pandemia do novo coronavírus e o mundo parou. A Globo interrompeu as gravações e "Totalmente Demais", fenômeno de 2015/2016, foi a escolhida para ocupar a faixa das 19h. Ironicamente, foi na trama de Rosane Svartman e Paulo Halm que Juliana viveu seu segundo grande sucesso com a dupla de autores: a deslumbrada Cassandra.


O enredo de Rosane e Paulo tem uma estrutura dramática muito interessante e não há perfil sem densidade. Tanto que até os tipos cômicos apresentam peculiaridades que os enriquecem cenicamente. Entre os muitos personagens hilários da trama ---- como Dorinha (Samantha Schmutz), Maristela (Aline Fanju), Stelinha (Glória Menezes) e Max (Pablo Sanábio) ----, a Cassandra é uma das que mais se sobressaem, sendo a responsável por vários momentos engraçados da produção das sete. E todas as situações protagonizadas pela menina histriônica divertem, além de quase sempre serem diretamente ligadas ao núcleo principal.

Cassandra é uma garota que faz de tudo pela fama e não se importa em passar por cima dos outros para alcançar seu maior objetivo. Guardadas as devidas proporções, tem uma certa semelhança nesse quesito com a ambiciosa Carolina (Juliana Paes). Entretanto, a personagem é burra, cafona e não tem um pingo de autocrítica.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Sucesso da reprise de "Totalmente Demais" reacende guerra entre "Arlizas e Jolizas"

O triângulo amoroso é um clássico da teledramaturgia. Toda novela que se preze tem pelo menos um. Porém, durante um longo período, esse conflito romântico era quase sempre composto pelo casal de mocinhos (ou de bonzinhos) e um vilão ou vilã. Entretanto, já há algum tempo que os autores vêm compondo o trio com perfis repletos de defeitos e qualidades, ou seja, humanos. E isso provoca uma clara divisão no público, afinal, todos os envolvidos têm pontos positivos e negativos, deixando de lado o maniqueísmo da vilania, o que costuma ajudar bastante a destinar a torcida toda para apenas um par. Foi exatamente essa situação que aconteceu em "Totalmente Demais", fenômeno das sete que vem sendo reprisado atualmente na Globo e reacendeu a guerra dos fãs.


Jonatas (Felipe Simas), Eliza (Marina Ruy Barbosa) e Arthur (Fábio Assunção) formaram um triângulo na trama das sete e Rosane Svartman e Paulo Halm conduziram os relacionamentos em fases, mas sempre deixando claro os reais sentimentos de cada um através de sutilezas nas cenas (como troca de olhares) e no texto. O romance "Joliza" ---- junção de nomes muito comum na internet que significa 'shippar' o casal (torcer pelo par) ---- sempre teve como fonte de inspiração o clássico filme "Luzes da Cidade", estrelado por Charlie Chaplin em 1931, cujo enredo era o amor que nascia entre um vagabundo e uma florista cega. Já "Arliza" é oriundo da peça "Pigmalião", de 1913, produzida por George Bernard Shaw (já inspirada no mito do "Pigmalião"), onde um culto professor transforma uma humilde florista em uma mulher refinada e se encanta com sua criação.

As duas relações foram bem conduzidas em "Totalmente Demais" e ajudaram a inserir inúmeros bons conflitos na trama. Os mocinhos do enredo sempre foram Jonatas e Eliza, tanto que os primeiros meses de novela foram todos voltados para a linda relação dos dois, que crescia pouco a pouco. Arredia e agressiva por conta dos abusos sofridos com o padrasto, a menina chegou ao Rio de Janeiro sozinha, foi roubada por duas picaretas e se viu abandonada nas ruas.

terça-feira, 16 de junho de 2020

"Êta Mundo Bom!" e "Totalmente Demais" repetem o estrondoso sucesso de 2016 em 2020

Os dois maiores sucessos da Globo em 2016, em audiência e repercussão, foram "Êta Mundo Bom!" e "Totalmente Demais". A novela das seis e a trama das sete se mostraram verdadeiros fenômenos de popularidade e, na época, a emissora não obtinha tanto retorno nos respectivos horários há um bom tempo. Conquistaram realmente o telespectador. As duas serem reprisadas atualmente, em meio ao caos provocado pela pandemia do novo coronavírus (que resultou na interrupção das gravações de todas as produções inéditas) não é uma mera coincidência. Eram apostas certeiras da Globo para manter os bons índices. E os folhetins novamente fazem jus ao resultado obtido perante o público.


É sempre importante ressaltar que audiência e qualidade nem sempre andam juntas. Uma trama fracassada pode ser primorosa, ao mesmo tempo que um folhetim péssimo pode ser um sucesso. Entretanto, o caso das duas produções citadas reflete um conjunto de acertos, implicando ainda em ótimos resultados nos números do Ibope. São duas novelas escapistas, que priorizam situações tipicamente folhetinescas e muitas vezes tendo a leveza como ponto principal. Também se caracterizam pela despretensiosidade, onde não há a preocupação de inovar nada. São novelas que honram a condição de novelas. Não por acaso são as reexibições de maior sucesso atualmente, ainda que "Fina Estampa" também tenha êxito nos números, mas falhe na repercussão nas redes sociais.

Após 11 anos afastado do horário das seis, Walcyr Carrasco voltou em 2016 para a faixa que o consagrou na Globo com os fenômenos "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea". Depois de ter emplacado o maior sucesso da emissora em 2015, a novela das 23h "Verdades Secretas", o autor pediu para retornar às 18h e teve seu pedido atendido. O escritor conseguiu emplacar mais um estrondoso sucesso para chamar de seu.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

"Novo Mundo" e "Totalmente Demais" mostram as várias facetas de Vivianne Pasmanter

O sonho de todo ator ou atriz é mostrar versatilidade. Nada pior do que ficar preso a um determinado tipo de personagem. Tanto que as dúvidas a respeito do talento do intérprete até acabam levantadas. E, por ironia do destino, duas reprises escolhidas pela Globo para preencher a grade durante a pandemia do coronavírus (que resultou na interrupção das gravações de todas as novelas inéditas) ajudam a comprovar algo que todos já sabem há um bom tempo: Vivianne Pasmanter é uma atriz completa.


No ar nas reprises de "Novo Mundo", onde viveu com maestria a assustadora Germana, e de "Totalmente Demais", onde interpretou a elegante Lili, a intérprete dominou dois perfis completamente distintos com uma facilidade impressionante. E para sua sorte foram dois trabalhos em sequência. O fenômeno das 19h, escrito por Rosane Svartman e Paulo Halm, foi ao ar entre 2015 e 2016, enquanto o grande sucesso das 18h, de Alessandro Marson e Thereza Falcão, encantou o público em 2017. E a atriz raramente emendou trabalhos na televisão, mas a diferença gritante de estilos pesou para aceitar o convite para o folhetim das seis, pouco tempo depois do encerramento das gravações da trama das sete.

A exibição atual das produções ajuda a ressaltar ainda mais as várias facetas de Vivianne. A atriz não estava com sorte em seus últimos papéis antes da Lili. Sempre perfis que prometiam muito e cumpriam pouco. A última personagem realmente relevante era a Maria João, de "Uga Uga", há 16 anos. A amargurada e sofrida empresária de "Totalmente Demais" chegou em ótima hora.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Reprises reforçam o talento de Malu Galli

A pandemia do coronavírus vem provocando um caos mundial e o isolamento social virou regra imprescindível em tempos de tanto contágio. O primeiro choque no Brasil foi através da paralisação das gravações das novelas da Globo, principal emissora do país. Medida necessária. E assim que passou a exibir reprises de folhetins que fizeram sucesso houve uma previsível coincidência em torno da presença de vários atores. Muitos estão em mais de uma trama no ar. Malu Galli é um dos casos e merece uma menção especial.


O caso da atriz é até diferente. Afinal, estava no ar em "Amor de Mãe" e agora está em "Malhação - Viva a Diferença" e "Totalmente Demais". E nunca foi uma profissional valorizada como merece. Tanto pelo público quanto por vários veículos que cobrem televisão. Com várias peças e filmes no currículo, sua carreira televisiva começou através de pequenas participações em novelas e minisséries na Globo. Seu primeiro papel de certo destaque foi na primorosa série "Queridos Amigos", em 2008. Na trama de Maria Adelaide Amaral foi possível observar que Malu podia muito mais.

E, graças aos papéis densos nos dois folhetins brilhantes de Lícia Manzo, a atriz conseguiu mostrar seu talento dramático. A emocionalmente frágil Dora, de "A Vida da Gente" (2011), e a bem-sucedida Irene, de "Sete Vidas" (2015), foram defendidas com muita entrega.

terça-feira, 17 de março de 2020

Mudança na grade da Globo expõe responsabilidade e boa estratégia

A Globo foi a primeira emissora do país a tomar medidas radicais por conta da pandemia do COVID-19 no mundo. Após muitas reuniões, a cúpula da emissora decidiu manter onze horas de programação ao vivo com jornalismo informativo sobre os cuidados necessários para evitar o contágio do corona vírus, cancelando programas como "Mais Você", "Se Joga" e "Altas Horas". Mas a decisão que mais surpreendeu o público foi a interrupção das gravações de todas as produções inéditas, implicando na substituição de todos os folhetins atuais por reprises.


A maior emissora do país e a segunda maior do mundo simplesmente resolveu parar com a produção da teledramaturgia até o surto melhorar ou o mundo entrar em normalidade. A indústria da Globo sempre foi a mais respeitada em virtude da extrema qualidade e organização de produção. Ao interromper os trabalhos, a empresa demonstra total preocupação com seus funcionários e respeito pelo público. Afinal, não adianta orientar a população para ficar em casa e não agir conforme o aconselhado. Mas a difícil e importante medida também expõe a estratégia sempre precisa do canal.

"Malhação - Toda Forma de Amar", escrita por Emanuel Jacobina, já se perdeu há muito tempo e chegaria ao fim com 278 capítulos. Houve um encurtamento grave e as gravações foram encerradas nesta terça.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Não foi uma boa noite para o Brasil no Emmy Internacional de 2017

O 45º Emmy Internacional foi promovido nesta segunda-feira (20/11), no hotel Hilton, em Nova York, Estados Unidos. A importante e prestigiada premiação teve nove indicações nacionais em oito categorias, sendo elas: melhor série dramática, com "Justiça"; melhor novela, com "Velho Chico" e "Totalmente Demais"; melhor comédia, com "Tá no Ar: a TV na TV"; melhor filme/minissérie, com "Alemão" ---- série derivada do filme homônimo ----; Júlio Andrade como melhor ator pelo desempenho na série da FOX "1 Contra Todos"; melhor programa artístico, com "Portátil" ---- criado pelo Porta dos Fundos e exibido no Comedy Central ----; melhor série de formato curto, com "Crime Time" --- produzida pelo Stúdio+ ---- e Adriana Esteves como melhor atriz pela sua interpretação na pele da Fátima em "Justiça". Infelizmente, ninguém ganhou.


Apesar das derrotas, todas as indicações foram merecidas, com destaque especial para o desempenho irretocável de Adriana Esteves em "Justiça", que também se mostrou uma grandiosa produção de Manuela Dias. A atriz viveu seu auge com a vilã Carminha, no fenômeno "Avenida Brasil", e não teve sorte na fracassada "Babilônia", interpretando um papel que se perdeu totalmente no enredo. Com a sofrida Fátima, a intérprete apagou qualquer vestígio da inesquecível vilã de João Emanuel Carneiro e emocionou o público dando vida a uma mulher que primava pela ética e transbordava integridade, mesmo diante das inúmeras desgraças que ocorriam em sua vida. Foi uma atuação realmente digna de Emmy.

Vale lembrar, inclusive, que é a segunda indicação de Adriana ao prestigiado prêmio. Ela também foi indicada pelo seu grande trabalho na minissérie "Dalva e Herivelto - uma canção de Amor", escrita por Maria Adelaide Amaral e exibida em 2010, onde deu um show na pele da passional Dalva de Oliveira. É uma atriz cada vez mais respeitada no mercado merecidamente. E em "Justiça" ganhou uma das melhores personagens da série, aproveitando a chance para novamente expor seu imenso talento.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Os vencedores da 59ª edição do ultrapassado "Troféu Imprensa"

Foi ao ar na noite deste domingo (09/04), a quinquagésima nona edição do "Troféu Imprensa". Comandada por Silvio Santos, a premiação contou com Márcia Piovesan (Revista "Tititi"), Sônia Abrão ("A Tarde é Sua" - Rede TV!), Nelson Rubens ("TV Fama" - Rede TV!), Flávio Ricco (Portal Uol e Diário de São Paulo), Ricardo Feltrin (Portal Uol), Ligia Mesquita (Folha de São Paulo), Marcelo Bartolomei (Revista Caras e Contigo) e duas novidades: o blogueiro Hugo Gloss e Jorge Luiz Brasil, da Revista Minha Novela. Como ocorre em todos os anos, várias injustiças foram cometidas na seleção dos finalistas de cada categoria, resultando em algumas vitórias questionáveis, embora alguns vencedores tenham sido merecedores.


O maior absurdo segue sendo a escolha dos três finalistas para o juri selecionar o vencedor. Todos são definidos por votação popular (170 mil pessoas votaram pelo site do SBT e pelo Portal MSN) e isso resulta em situações inacreditáveis, como Bruno Gagliasso e Malvino Salvador concorrerem como Melhor Ator, por exemplo, ao lado do ótimo Sérgio Guizé, que deu show como Candinho em "Êta Mundo Bom!". Bruno é talentoso, mas seu mocinho em "Sol Nascente" foi totalmente insosso. Já Malvino Salvador nem deveria estar ali. Ao menos venceu merecidamente o Sérgio, incluindo o Troféu Internet. O esquecimento de nomes como Marco Nanini ("Êta Mundo Bom!"), Mateus Solano, Marco Ricca (ambos por "Liberdade, Liberdade") e o saudoso Domingos Montagner ("Velho Chico") foi surreal.

O próprio sistema de votação do juri também continua injusto, pois só cinco são escolhidos aleatoriamente em cada categoria. Ou seja, não são todos que votam em cada rodada. Se a questão é o tempo, bastaria selecionar os votos com comentários e os sem. Simples assim. Mas, infelizmente, esse tipo de reclamação é algo recorrente e nunca mudarão.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: os destaques do ano

A última retrospectiva do blog, como já virou costume, é sobre tudo o que se destacou ao longo de 2016. Tivemos duas novelas (uma das seis e outra das sete) que foram fenômenos de audiência e repercussão, duas minisséries primorosas, uma participante que virou a protagonista do "BBB", uma boa surpresa da teledramaturgia da Record, mais um acerto infantil do SBT, a transmissão impecável das Olimpíadas, enfim... Vários acertos que merecem ser listados e relembrados. Vamos a eles.





"Ligações Perigosas":
A minissérie da até então estreante Manuela Dias primou pelo capricho, tanto da produção de arte, quanto da direção de Vinícius Coimbra. A interpretação precisa do elenco brilhantemente escalado foi outro acerto, sendo necessário citar Selton Mello, Patrícia Pillar, Marjorie Estiano, Alice Wegmann, entre outros. A trama, baseada no clássico da literatura francesa "As Ligações Perigosas", de Chordelos de Laclos", foi a primeira grande produção da Globo em 2016. Foram 10 capítulos primorosos, repletos de cenas instigantes.






"Totalmente Demais":
A novela de Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios, foi um fenômeno de audiência e repercussão. Chegando a marcar 33 pontos de audiência na reta final, a novela atingiu índices que o horário não alcançava desde "Cheias de Charme". Os autores emplacaram o terceiro sucesso seguido, após o êxito das temporadas "Intensa" (2012) e "Sonhos" (2014) de "Malhação". A trama da florista Eliza, do humilde Jonatas, da arrogante Carolina, do ambicioso Arthur e da atrapalhada Cassandra conquistou o público, destacando nomes como Marina Ruy Barbosa, Felipe Simas, Juliana Paes, Fábio Assunção, Juliana Paiva, entre tantos outros.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: as melhores cenas do ano

Mais um ano se passou e foram muitas cenas merecedoras de elogios exibidas ao longo de 12 meses. Vários atores se destacaram, protagonizando sequências repletas de drama, tensão e comicidade. Teve momento para todos os gostos e uma retrospectiva dessas grandiosas interpretações (incluindo, claro, direção e texto) merece ser feita. Vamos, então, relembrar tudo o que aconteceu de mais marcante na teledramaturgia em 2016.





Cena final do penhasco em "Além do Tempo":
Elizabeth Jhin foi muito feliz nessa sua novela e o último capítulo foi em grande estilo, reproduzindo a sequência mais marcante do final da primeira fase, mas com um desfecho diferente. Pedro (Emílio Dantas) matou Melissa (Paolla Oliveira) e os mocinhos Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso) na vida passada, só que mais de cem anos depois foi ele quem pagou por tudo o que fez. Melissa matou o vilão com um tiro e se regenerou, salvando a vida dos até então inimigos, os retirando do precipício com a ajuda do anjo Ariel (Michel Melamed). A sequência ficou tão boa quanto a da primeira fase e os atores deram um show.




Mariana morre de tristeza em "Ligações Perigosas":
Após descobrir que Augusto (Selton Mello) era um galanteador e estava apenas a usando, Mariana começa a definhar. A religiosa que adorava a vida perdeu a alegria que tinha e mergulhou em uma profunda depressão, vivendo praticamente estática em uma cama. Apesar dos cuidados das freiras e de pessoas próximas, não conseguia mais comer e mal andava. Só tinha força para chorar. No final, se entregou para a morte. A interpretação visceral de Marjorie Estiano impressionou e a atriz mais uma vez mostrou a grande atriz que é. Foi impossível não ter se emocionado vendo a personagem naquele estado deplorável.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: os melhores casais do ano

Os romances foram e sempre serão fundamentais em qualquer obra ficcional. Ter um ou mais casais para torcer é vital para o desenvolvimento de uma novela ou série. E em 2016 tivemos vários pares ótimos, implicando em muitos nomes de "shippers" (combinações de nomes de casal). Aliás, o termo "shippar" já entrou no vocabulário do brasileiro, o que só comprova a importância dos romances na ficção. Vamos, então, aos melhores pares do ano.





Romero e Atena ("A Regra do Jogo"):
O único casal atrativo da novela de João Emanuel Carneiro. Os bandidos que tinham um lado humano protagonizaram as melhores cenas da novela ao lado do divertido Ascânio (Tonico Pereira). Alexandre Nero e Giovanna Antonelli transbordaram química em "Salve Jorge", quando viveram Stênio e Helô, e repetiram a boa sintonia com Romero Rômulo e Francineide. O nome "Romena" se proliferou nas redes sociais e os personagens caíram no gosto do público, apesar dos vários problemas que a trama apresentou ao longo de sua exibição.




Mariana e Augusto ("Ligações Perigosas"):
A minissérie exibida em janeiro, escrita por Manuela Dias e baseada no romance de Choderlos de Laclos, foi primorosa e um dos acertos foi a relação intensa desse casal. O frio Augusto seduziu a religiosa Mariana com o intuito de vencer uma aposta, mas acabou se apaixonando perdidamente por ela, caindo na própria armadilha. Marjorie Estiano e Selton Mello protagonizaram grandes cenas, onde o drama e a química se fizeram presentes até o fim. A morte trágica dos personagens também merece menção, fechando o ciclo desse romance de uma forma sombria e muito triste.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Após o fim de "Totalmente Demais", público é presenteado com a ótima websérie "Totalmente Sem Noção Demais"

"Totalmente Demais" chegou ao fim no dia 30 de maio, excepcionalmente uma segunda-feira. O fenômeno das sete saiu de cena com um saldo muito positivo e deixando saudades, tanto no público quanto na própria Globo, que era beneficiada com uma audiência que não era vista desde 2012 -- época de "Cheias de Charme". Porém, a novela não acabou de vez. Isso porque, em uma ação nova na teledramaturgia, a trama vem apresentando episódios inéditos somente na internet, através da GloboPlay, em um formato de websérie. E são tão bons quanto os que foram exibidos na televisão, ainda que bem mais curtos, obviamente.


Chamada de "Totalmente Sem Noção Demais", a nova história é na verdade um spin-off (muito comum em seriados, quando personagens secundários de uma determinada série ganham outra série onde eles são os protagonistas). No caso, o núcleo do Bairro de Fátima da novela passou a ser o foco central, onde Cassandra (Juliana Paiva), Hugo (Orã Figueiredo) e Débora (Olívia Torres) são os perfis principais. São três capítulos por semana ---- toda terça, quinta e sábado ---- e a história vem tendo a redação final de Cláudia Sardinha, que foi uma das colaboradoras do folhetim e agora está sob a supervisão de Rosane Svartman e Paulo Halm. Os novos roteiros estão sob domínio da equipe que colaborou com os autores.

O enredo é todo voltado para o período que antecedeu a novela, ou seja, mostra a rotina da família de Cassandra antes do surgimento do concurso da Garota Totalmente Demais e de todos os desdobramentos que originaram o folhetim de sucesso. Além dos três personagens citados, a trama ainda conta com a presença de Dorinha (Samantha Schmutz), Zé Pedro (Helio de la Peña) e os filhos deles: João (Leonardo Lima Carvalho) e Maria (Juliana Louise), além de Lurdinha (Carolyna Aguiar) e Kátia (Aline Borges), periguetes que vivem atrás de Hugo.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Fenômeno de audiência e cativante do início ao fim, "Totalmente Demais" fez jus ao seu título

Foram 175 capítulos. Sete meses de muito romance, conflitos, humor e tensão inseridos em um conto de fadas moderno. "Totalmente Demais" chegou ao fim nesta segunda-feira (30/05), se consagrando como um dos maiores fenômenos da faixa das sete e o único grande sucesso do horário depois do término de "Cheias de Charme", em 2012 ---- média geral de 27 pontos, quatro a mais que a antecessora. O folhetim de Rosane Svartman e Paulo Halm deu tão certo que a Globo decidiu esticar a produção em duas semanas ---- o objetivo, na verdade, era esticar em um mês ---- e ainda adiou seu final em dois dias, transferindo o último capítulo para a segunda com o intuito de escapar da emenda do feriado. Ou seja, um feito quase inédito ("Estúpido Cupido", em 1977, também teve seu desfecho indo ao ar em uma segunda, excepcionalmente, assim como "Duas Caras", em 2008, apresentou seu último capítulo em um sábado, sem exibir a tradicional reexibição).


E a reprise do último capítulo acabou migrando para a faixa do "Vale a Pena Ver de Novo", na terça-feira. Essa sim uma situação nunca antes vista. Mas a novela de sucesso não inovou somente no encerramento ---- no caso, uma ousadia da Globo. A produção também ousou na estreia, ao preparar para o telespectador um "capítulo zero", exibido primeiramente na internet. Foram apenas seis minutos de trama, portanto foi apenas um teaser. Porém, a novidade se deu pela exibição das cenas do quarteto protagonista (Jonatas trabalhando nas ruas, Carolina e Arthur jantando juntos e Eliza vislumbrando uma fuga), que justamente antecediam o começo do primeiro capítulo. A novidade funcionou, despertando ainda mais o interesse pela história.

Tanto que o enredo conquistou o público logo no início. Rosane Svartman e Paulo Halm já haviam experimentado o sucesso com duas temporadas bem-sucedidas de "Malhação" ---- a "Intensa", escrita em parceria com Glória Barreto em 2012, e a "Sonhos", exibida entre 2014 e 2015 ---- e conseguiram emplacar o terceiro êxito seguido na carreira. Eles apostaram no clássico e acertaram em cheio.