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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Valeu rever a Proclamação da Independência do Brasil em "Novo Mundo"

A reprise ótima "Novo Mundo" está em plena reta final. E uma das muitas qualidades da trama de Alessandro Marson e Thereza Falcão foi a mescla de ficção com fatos históricos. Os autores foram muito habilidosos na construção de um folhetim clássico, tendo uma passagem importante da história do país como enredo central. E um dos momentos mais aguardados do enredo foi ao ar nesta segunda-feira (17/08) e na exibição original, em 2017, bem no dia 7 de setembro: a declaração da Independência do Brasil.


Primeiramente, é preciso aplaudir a precisão dos escritores, há três anos, em colocar a cena justamente no dia que realmente aconteceu o fato. Obviamente, a precisão não foi se repetiu na reprise. Mas é apenas um detalhe. O grito de Dom Pedro (Caio Castro) foi arrepiante e conseguiu cercar esse momento emblemático com todo o clima necessário. Era um clímax bastante esperado, não apenas em virtude do contexto tão presente nos livros de história, como também pela trajetória do príncipe e da princesa que o público tem acompanhado desde a reestreia da novela.

A emoção da sequência foi temperada já no capítulo anterior com a exibição da belíssima cena em que Leopoldina (Letícia Colin) ignorou as ameaças da Corte Portuguesa e assinou a separação do Brasil de Portugal. Nomeada princesa regente pelo marido, a respeitável mulher reuniu os ministros e, com o apoio deles e de José Bonifácio (Felipe Camargo), tomou a decisão mais importante da história do país.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Sucesso de público e crítica, "Novo Mundo" foi uma novela primorosa

A novela das seis que marcou a estreia de Alessandro Marson e Thereza Falcão como autores titulares, após um longo tempo trabalhando como colaboradores (como do sucesso "Avenida Brasil", por exemplo), estreou no dia 22 de março e chegaria ao fim no dia 22 de setembro, ficando exatos seis meses no ar. Mas, "Novo Mundo" acabou terminando nesta segunda, dia 25, por causa da bobagem da nova estratégia da Globo em busca de mais audiência. E nem precisava. A produção fez um imenso sucesso de público e crítica, engrandecendo a faixa das 18h, após a fraquíssima "Sol Nascente".


A trama, dirigida com competência por Vinícius Coimbra, primou pelo capricho do primeiro ao último capítulo, mesclando contextos históricos com o folhetim tradicional, havendo espaço ainda para momentos de pura fantasia, remetendo aos clássicos da Disney, como "Piratas do Caribe". Os autores conseguiram juntar perfis que realmente existiram a outros meramente ficcionais com maestria, presenteando o telespectador com personagens bem construídos e conflitos convidativos, sem poupar história.

Isso porque a novela não teve barriga (período de enrolação, onde nada de relevante acontece), expondo a criatividade dos autores na elaboração de ótimas viradas ao longo do enredo. Claro que deslizaram em alguns pontos, como o já cansativo recurso do sequestro da mocinha no penúltimo capítulo ---- é um clichê, mas absolutamente todos os folhetins recentes da Globo vêm apresentando essa situação.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Proclamação da Independência em "Novo Mundo" arrepiou e honrou o momento histórico

A ótima novela das seis da Globo está em plena reta final. E uma das muitas qualidades da trama de Alessandro Marson e Thereza Falcão foi a mescla de ficção com fatos históricos. Os autores foram muito habilidosos na construção de um folhetim clássico, tendo uma passagem importante da história do país como enredo central. E um dos momentos mais aguardados de "Novo Mundo" foi ao ar nesta quinta-feira, dia 7 de setembro: a declaração da Independência do Brasil.


Primeiramente, é preciso aplaudir a precisão dos escritores em colocar a cena justamente no dia que realmente aconteceu o fato, em pleno feriado. A coincidência calculada deixou o grito de Dom Pedro (Caio Castro) ainda mais arrepiante, conseguindo cercar esse momento emblemático com todo o clima necessário. Era um clímax bastante esperado, não apenas em virtude do contexto tão presente nos livros de história, como também pela trajetória do príncipe e da princesa que o público tem acompanhado desde a estreia da novela.

A emoção da sequência até pôde ser sentida no capítulo de quarta-feira (06/09), através da belíssima cena em que Leopoldina (Letícia Colin) ignorou as ameaças da Corte Portuguesa e assinou a separação do Brasil de Portugal. Nomeada princesa regente pelo marido, a respeitável mulher reuniu os ministros e, com o apoio deles e de José Bonifácio (Felipe Camargo), tomou a decisão mais importante da história do país.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Esdrúxula e com trama sem fôlego, "I love Paraisópolis" chega ao fim como uma grande decepção

Foram praticamente seis meses no ar. Iniciada em maio e encerrada em novembro, nesta sexta-feira (06/11), "I love Paraisópolis" foi uma produção que obteve um retorno interessante da audiência, mas se mostrou um folhetim limitado e decepcionante. Escrita por Alcides Nogueira e Mário Teixeira, a novela, dirigida por Wolf Maya, chegou ao fim completamente desgastada e sem nada de atrativo para apresentar ao telespectador, após longos meses de história estagnada. A reta final, inclusive, foi arrastada, repleta de situações esdrúxulas, e só evidenciou a fragilidade do enredo.


O início foi bastante promissor e parecia que as aventuras de Mari (Bruna Marquezine) e Danda (Tatá Werneck) despertariam interesse. A dupla mostrou um ótimo entrosamento e as duas primeiras semanas foram voltadas para a atrativa viagem que a dupla fez para Nova York, com direito a belas imagens e ótimas cenas. O romance da mocinha com Benjamin (Maurício Destri) se mostrou acertado e a vilania de Grego (Caio Castro) prometia movimentar o enredo, assim como a de Soraya (Letícia Spiller). Entretanto, essa impressão não ficou por muito tempo, infelizmente.

À medida que os núcleos paralelos foram sendo 'apresentados', a trama central ia se diluindo, até se perder por completo, se mostrando rasa e sem estruturação. A história ficou focada no quarteto composto por Mari, Benjamin, Grego e Margot (Maria Casadevall), andando em círculos e deixando, por exemplo, a Danda (teoricamente uma das protagonistas) de lado.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Excesso de esquetes e ausência de histórias expõem as limitações de "I love Paraisópolis"

Falta pouco menos de um mês para o fim de "I love Paraisópolis". E a novela de Alcides Nogueira e Mário Teixeira, dirigida por Wolf Maya, tem se mostrado completamente perdida em seus próprios equívocos. A trama foi muito atrativa nas duas primeiras semanas, mas, desde então, vem decaindo cada vez mais, expondo todas as suas limitações, tanto na ausência de histórias, quanto no excesso de personagens e esquetes.


As situações recentes têm apenas mostrado o que já tinha ficado claro há alguns meses: o folhetim é composto por várias cenas soltas e quase sempre repetitivas, enquanto o enredo central exibe claras limitações e não desperta interesse. Nem mesmo a volta de Dom Pepino (Lima Duarte) provocou algo atrativo na novela, até porque o mafioso tem o mesmo objetivo de Gabo (Henri Castelli) e Soraya (Letícia Spiller), dois vilões que pouco fizeram.

Aliás, a pouca relevância do casal de canalhas para o andamento da história implicou na súbita transformação de Alceste (Pathy Dejesus, acima do tom), braço direito do todo poderoso Dom Pepino. A personagem estava, entre tantos outros, solta na história e virou uma mulher desequilibrada emocionalmente, que acabou sequestrando o filho de Benjamin (Maurício Destri) e Margot (Maria Casadevall), provocando uma saga em busca do bebê.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Quadrilátero amoroso norteia início de "I love Paraisópolis" com Grego, Mari, Benjamin e Margot

A nova novela das sete da Globo está há pouco mais de um mês no ar e tem rendido bons índices de audiência para a emissora (em torno de 23/25 pontos). "I love Paraisópolis", até então, tem focado no quadrilátero amoroso protagonizado por Grego (Caio Castro), Mari (Bruna Marquezine), Benjamin (Maurício Destri) e Margot (Maria Casadevall). As idas e vindas destes casais (ou quase casais) estão norteando o enredo da história de Alcides Nogueira e Mário Teixeira neste início.


As duas primeiras semanas da novela foram voltadas para as aventuras de Mari e Danda (Tatá Werneck), que foram parar em Nova York em busca de uma melhor condição de vida. Todas as cenas envolvendo as personagens foram ótimas e a cumplicidade das atrizes fez toda a diferença para o positivo resultado da saga das duas amigas/irmãs. Ainda houve uma luxuosa participação de Lima Duarte vivendo uma espécie de poderoso chefão. Foi, sem dúvida, um começo promissor.

Mas desde que a dupla retornou de viagem, a novela passou a ficar centrada nos dilemas sentimentais de Grego, Mari, Benjamin e Margot. A química entre Bruna Marquezine e Maurício Destri ficou evidente logo na primeira cena deles juntos, no elevador, onde os mocinhos se beijaram pela primeira vez.

terça-feira, 12 de maio de 2015

"I love Paraisópolis" investe no exagero e na história clássica para atrair o público

Após a bem sucedida "Alto Astral", que conquistou o telespectador com uma trama despretensiosa (mesclando espiritismo com comédia romântica e utilizando vários clichês), o horário das sete da Globo agora passa a contar uma história cujo foco central é uma das maiores favelas de São Paulo. "I love Paraisópolis" estreou nesta segunda (11/05) com a missão de manter os bons índices conquistados pela novela anterior e, ao que tudo indica, também apostará no folhetim clássico para agradar o telespectador, investindo bastante nas tintas fortes.


Os autores Alcides Nogueira e Mário Teixeira abordam neste novo trabalho o tradicional embate dos ricos contra os pobres e vice-versa. A comunidade de Paraisópolis ---- que fica perto do bairro de classe média alta do Morumbi ---- será o principal ponto de conflito e é lá que moram as protagonistas: Marizete (Bruna Marquezine) e Danda (Tatá Werneck). Mari foi criada pela família da amiga-irmã depois que sua mãe morreu no parto, uma vez que Eva (Soraya Ravenle) nutria uma grande amizade pela falecida. Ela e Jurandir (Alexandre Borges) são pais de Pandora (apelidada de Danda) e sempre trataram as duas com o mesmo carinho.

Já o mocinho é Benjamin (Maurício Destri), um rapaz rico e premiado arquiteto, morador do Morumbi, que volta de Nova York com o objetivo de realizar o seu projeto de reurbanizar Paraisópolis. Porém, sua ambiciosa mãe ---- Soraya (Letícia Spiller), casada com o inescrupuloso Gabo (Henri Castelli), irmão do seu falecido marido ---- não aceita a ideia do filho e tem um verdadeiro horror ao lugar.

terça-feira, 5 de maio de 2015

"I love Paraisópolis": o que esperar da próxima novela das sete?

A missão de "Alto Astral" era elevar os índices preocupantes do horário das sete, após o retumbante fracasso de "Geração Brasil", que obteve a pior média da faixa. E, contrariando todas as expectativas, o estreante autor Daniel Ortiz conseguiu cumprir o objetivo. Agora, a próxima novela das sete precisará manter os bons índices ou aumentá-los. Esta é a responsabilidade de "I Love Paraisópolis" ---- cujo clipe você pode ver aqui.


Escrita por Alcides Nogueira (responsável pelos ótimos remakes "Ciranda de Pedra" e "O Astro, citando apenas alguns de seus trabalhos) e Mário Teixeira, a novela terá a favela de Paraisópolis ---- que fica a poucos metros do luxuoso bairro do Morumbi, em São Paulo ---- como cenário principal. A mocinha Mari, vivida por Bruna Marquezine, mora na comunidade e é irmã de criação de Danda (Tatá Werneck).

As duas vivem juntas porque os pais de Danda ---- Eva (Soraya Ravenle) e Jurandir (Alexandre Borges) ---- criaram Mari, depois que a mãe da menina (grande amiga de Eva)  morreu no parto. As duas têm uma relação de amizade muito forte e sonham com uma vida melhor.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Caio Castro, teatro, polêmica e uma declaração infeliz

A reprise da entrevista que Caio Castro concedeu a Marília Gabriela causou um reboliço no meio artístico. O programa já tinha sido exibido ano passado, mas a declaração infeliz do ator passou despercebida. Quando a atração foi reprisada recentemente, Ingrid Guimarães mostrou indignação com a declaração do rapaz ----- ele disse não gostar de ir ao teatro e que só lê por obrigação para ficar 'antenado', caso alguém lhe faça alguma pergunta. A partir de então, a polêmica foi iniciada.


Ingrid fez questão de dizer: "Me espanta ver como alguns jovens atores se distanciam cada vez mais da essência da profissão e fazem dela um grande negócio. São eles que vão provar que nesta profissão é melhor abrir casas noturnas e restaurantes do que perder um fim de semana de sol no teatro." Miguel Falabella apoiou a indignação da atriz e não poupou palavras ao falar de Caio: "Não interessa saber quem é. Esse tipo de gente não interessa e ponto. Você só erra quando o chama de ator, querida. Não é ator, é desinibido."

E outros grandes nomes também fizeram questão de repudiar a declaração do rapaz, como Pedro Paulo Rangel: "Chocante, triste, um absurdo, mas absolutamente natural com estes tempos que nos deram pra viver. Por que o espanto? Não sei quem é a anta, e nem me interesso em saber, mas me regozijo em não tê-la

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Patrícia e Michel: o casal repetitivo de "Amor à Vida"

Nada pior em uma novela do que repetição. Personagens ou núcleos que não saem do lugar e repetem exaustivamente a mesma situação cansam o telespectador e acabam irritando todas vezes em que aparecem. É exatamente isso que está acontecendo com Patrícia (Maria Casadevall) e Michel (Caio Castro) em "Amor à Vida".


No início da novela, a história de Patrícia parecia atraente. Logo após ter se casado com Guto (Márcio Garcia), a mulher flagra o marido a traindo em plena lua de mel. Traumatizada com a situação, a secretária pede divórcio e passa a dar em cima todos os homens para se vingar da 'classe masculina'. Mas o encontro com Michel acabou sendo um empecilho para essa sua retomada. A atração falou mais alto e o casal passou a transar inúmeras vezes e, involuntariamente, a relação acabou virando uma espécie de namoro, por mais que ambos negassem essa condição.

Entretanto, o que era até interessante no início, acabou ficando extremamente cansativo. O casal perdeu a função na história e o jogo de gato e rato já esgotou todos os recursos. E, para piorar, a trama que os envolve atualmente é simplesmente transar em vários locais diferentes porque o ex-marido de Patrícia voltou a