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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Lá na Minha Terra", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu no dia 22 de outubro a segunda coletiva virtual de 'Lá na Minha Terra', a próxima novela das seis, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fiterman. Participaram os atores Dira Paes, Mateus Solano, Danilo Mesquita, Lucy Alves, Thardell Lima, Rhaisa Batista, Cris Larin, Mariana Lima, Arianne Botelho, Vicenthe Delgado, Miguel Rômulo, Jéssica Marques, Luis Miranda, Clarissa Pinheiro, Welder Rodrigues e Max Petterson. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Dira Paes comentou sobre sua protagonista: "As mulheres são o alicerce da família e o arquétipo da mãe coragem a gente vê na literatura. A Rosenda fica esquecida e todo mundo conhece uma Rosenda. Entendo a Rosenda como uma mãe que sacrificou suas próprias individualidades em nome da família. A ausência do marido se torna presente. O Severino provoca uma certa instabilidade nela porque ela sabe que tem algo de errado. O nordeste é muito rico, não é um drama corriqueiro. A gente consegue projetar essa riqueza dessas histórias que projetaram tantas riquezas literárias no Brasil. São os nossos sertões. Não é só o sertão do nordeste, é o sertão do Brasil".

Mateus Solano falou sobre seu personagem: "Almerindo é um personagem muito diferente de todos esses que eu já fiz. Estou muito orgulhoso dele, eu trago uma barba agora, tem o sotaque, o lugar épico do sertão, esse arquétipo. Nunca pretendo surpreender, mas o Almerindo tem me surpreendido.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Com cinco episódios primorosos, "Amorteamo" enredou amor e morte através da fantasia

Foram apenas cinco episódios. "Amorteamo" ---- que chegou ao fim nesta sexta- feira (05/06) ----teve uma duração tão curta quanto a antecessora "Os Experientes" (de quatro capítulos) e apresentou o mesmo capricho da série anterior, ainda que tenha sido voltada para um universo totalmente distinto. A produção criada por Cláudio Paiva, Newton Moreno e Guel Arraes, dirigida impecavelmente por Flávia Lacerda,  foi primorosa e marcou pela ousadia da proposta e pela abordagem lúdica da morte.


A série não foi propriamente de terror, mas apresentou vários momentos aterrorizantes em meio aos dois triângulos amorosos da história. Ambientada no Recife Antigo (no início do século XX), a trama usou vários clichês folhetinescos, priorizando o universo sombrio como pano de fundo e utilizando muitas doses da fantasia para retratar o infinito mistério da morte. O conjunto deu muito certo e esta mescla serviu para o público ser presenteado com um produto de extremo capricho. Aliás, vale ressaltar que esta produção contou com algumas propostas parecidas com de "Incidente em Antares" (minissérie baseada na obra homônima de Érico Veríssimo, exibida em 1994), como os mortos voltando de suas tumbas, por exemplo.

Os triângulos amorosos sustentaram bem a série, proporcionando sequências que misturavam romance, suspense e terror. O conflito mais maduro envolvendo o cruel Aragão (Jackson Antunes) e a sofrida Arlinda (Letícia Sabatella), que se envolvia com o cafajeste Chico (Daniel de Oliveira) ---- morto logo no primeiro capítulo ----, fez um bom contraponto com o romance adolescente de Gabriel (Johnny Massaro) e Lena (Arianne Botelho), que contava com a tenebrosa Malvina (Marina Ruy Barbosa), uma típica noiva-cadáver, para atrapalhar o par.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Elenco se destaca em "Amorteamo"

O capricho de "Amorteamo" impressiona. A série tem um figurino impecável, cenários repletos de detalhes que destacam bem o Recife do início do século XX, e a trilha sonora é um presente para os ouvidos. Mas além de todas estas incontestáveis qualidades, o elenco merece uma menção especial pelo belo trabalho apresentado nesta produção de apenas cinco capítulos, escrita por Cláudio Paiva, Newton Moreno e Guel Arraes.


A série tem um tom mais teatral e até bem voltado para o expressionismo. Os atores conseguiram mergulhar na proposta da fantasia macabra, abordada de várias formas, e vêm se destacando à medida que a história sombria vai avançando. Logo na estreia, já foi possível ver que todo aquele universo fazia uma espécie de mescla entre o lúdico e o terror. Os intérpretes foram bastante exigidos e o trabalho de composição de todos merece muitos elogios.

Um dos principais destaques é Letícia Sabatella, que está perfeita vivendo sua sofrida Arlinda. A mulher que passou a viver nas sombras de um profundo sofrimento, depois que seu amante foi assassinado por seu marido, é um perfil muito intenso.