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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Ótimo como vilão, Ricardo Pereira convence na pele de Virgílio em "Deus Salve o Rei"

É sempre bom tirar um ator da sua zona de conforto. Após muitos anos vivendo vários personagens íntegros e justos, Ricardo Pereira ganhou a oportunidade de interpretar um ótimo vilão em "Deus Salve o Rei", atual novela das sete da Globo. E o ator vem defendendo bem um tipo com boas doses de maldade, que se revelou assim que foi traído por Amália (Marina Ruy Bardosa) na trama de Daniel Adjafre, dirigida por Fabrício Mamberti.


Virgílio era noivo da mocinha da história e parecia ser um sujeito honesto. Porém, a chegada de Afonso (Rômulo Estrela) mexeu com Amália e desde então o personagem se transformou em uma pessoa amarga e odiosa. Essa mudança foi bastante crível e até justificada, pois a mulher que ele amava o trocou por outro, que simplesmente "arruinou" todos os seus planos de uma família feliz com a plebeia. Um clichê que deixou o perfil mais denso.

O comerciante, então, assumiu o posto de vilão da novela, usando até os poderes de uma bruxa (Brice - Bia Arantes) para reconquistar a ex e enfrentando Afonso. Ricardo Pereira vem se destacando, transmitindo todo o ressentimento do personagem (impulsionado pelo ódio) sempre que surge em cena.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Delicada e ousada na medida certa, cena de sexo gay fez jus ao título de "Liberdade Liberdade"

Uma das cenas mais aguardadas de "Liberdade, Liberdade" foi exibida nesta terça (12/07). O autor Mário Teixeira já havia dito que escreveria a cena em que Tolentino (Ricardo Pereira) e André (Caio Blat) transam, após um longo período tentando resistir ao desejo que os unia. Obviamente, a declaração gerou curiosidade e especulação na imprensa especializada, sendo até benéfico para a repercussão da novela, que é bastante baixa. O objetivo, inclusive, foi mesmo atrair atenção. E o momento esperado fez valer a espera, quebrando mais um tabu na teledramaturgia brasileira.


A cena teve quase seis minutos e a direção competente de Vinicius Coimbra se evidenciou, havendo uma preocupação em explorar o ambiente e os corpos daqueles homens assustados com a situação que se encontravam. Inicialmente, a aproximação se deu como nas outras vezes, com André apoiando Tolentino, após o coronel ter sido mais uma vez humilhado por Rubião (Mateus Solano). No entanto, o instante de afeto resultou em um intenso beijo, representando claramente a explosão daquela gama de sentimentos reprimidos por tanto tempo.

Depois do beijo, André se afastou e se despiu, enquanto Tolentino tomava coragem e fazia o mesmo. Os dois ficaram nus e se aproximaram, cedendo ao desejo e ao amor que sempre nutriram um pelo outro. A sequência foi muito delicada e nada ficou explícito. O texto que antecedeu esse momento merece menção, pois fez uma complementação perfeita.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Aquele Beijo não aconteceu

A missão de Miguel Falabella não era a das mais fáceis: manter os excelentes índices de audiência das duas novelas anteriores ("Ti-ti-ti" e "Morde & Assopra"). Não conseguiu. "Aquele Beijo", que se encerra nessa sexta-feira (13/04/2012), teve uma repercussão quase nula e obteve 25 pontos de média, cinco abaixo das duas antecessoras.


Uma trama que parecia promissora e agradou nas primeiras semanas acabou se perdendo ao longo do tempo. Miguel Falabella criou ótimos personagens, mas não deu a eles a quantidade de conflitos necessários para movimentar uma novela. Podemos selecionar nos dedos de uma só mão os acontecimentos realmente interessantes que ocorreram. A trama acabou andando em círculos e se o telespectador passasse umas quatro semanas sem assisti-la, não perderia nada de relevante. Todos os núcleos, sem exceção, sofriam com o marasmo.

Os vilões, que normalmente são os responsáveis pela movimentação de

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Portugal é aqui

Que o Brasil é o país das novelas, todos sabemos. É referência em todo o mundo e merecidamente, diga-se. Um dos países que mais admiram e consomem a nossa teledramaturgia é Portugal. Os portugueses as acompanham graças a um acordo da Rede Globo (principal produtora do gênero) com a SIC --- emissora portuguesa que também tem um núcleo de dramaturgia. E por isso mesmo não é por acaso que temos visto vários atores portugueses marcando presença em nossas produções.

É bem verdade que essas participações acontecem há muito tempo. Em 1970 --- época em que a SIC nem sonhava em existir (foi criada em 1994) --- , os atores portugueses Laura Soveral e Tony Correira participaram da novela "O Casarão" (Globo). O ator ainda marcou presença em outras novelas como "Locomotivas" na Globo e "Aritana" na Tv Tupi, até voltar para Portugal e só retornar ao Brasil anos depois em pequenas participações.

sábado, 22 de outubro de 2011

Miguel Falabella manda Aquele Beijo e é correspondido

Estreou nessa semana a nova novela das sete escrita pelo talentoso Miguel Falabella: "Aquele Beijo". A missão do autor não é fácil. Substituir um sucesso como foi "Morde & Assopra" é de uma grande responsabilidade. Mas pelo que vimos até agora, o público correspondeu e se interessou pela nova história que foi apresentada.

Após a fracassada e má compreendida "Negócio da China", o autor resolveu não se arriscar em absolutamente nada. Provavelmente, a dificuldade inicial da trama do Walcyr Carrasco, com os dinossauros e robôs, também acabou assustando Miguel Falabella. Optou-se pelo 'mais do mesmo' em todos os núcleos e situações. O que não é necessariamente ruim. A única ousadia é a narração, com a voz do autor, em alguns momentos. E ainda assim não é uma inovação porque já vimos um recurso semelhante em "As Filhas da Mãe", novela mal-sucedida de Silvio de Abreu.