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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Reprise apenas comprovou que "Flor do Caribe" foi uma novela insossa e esquecível

A reprise de "Flor do Caribe" chegou ao fim nesta sexta-feira (26/02) e reforçou todas as impressões de oito anos atrás: a novela de Walther Negrão teve lindas imagens, mas pouco conteúdo. Não foi um sucesso de audiência, mas também não fracassou. A repercussão foi nula. Os personagens não marcaram, assim como os conflitos, e nenhuma cena ficou na memória do público. Passou despercebida. O mesmo ocorreu durante a reexibição. 


A história de Walther Negrão começou fraca e sem qualquer atrativo. A obsessão do vilão em roubar a mocinha do mocinho era óbvia e os demais núcleos não empolgaram. A boa primeira impressão ficou por conta das lindíssimas imagens, bem usadas pelo diretor Jayme Monjardim. Entretanto, com o passar das semanas, a novela foi ganhando bons elementos. A temática do nazismo começou a ser melhor aprofundada (de uma forma bem didática), a fuga de Cassiano (Henri Castelli) transmitiu a impressão de que uma grande vingança seria iniciada e a entrada de Daniela Escobar deixou claro que Natália e Juliano (Bruno Gissoni) ofuscariam os mocinhos insossos.

Parecia de fato que a trama engrenaria de vez. Porém, com o tempo, foi possível constatar que a obra seria recheada de altos e baixos, onde o ritmo arrastado seria um dos problemas. Poucas viradas ocorreram na trama e quase sempre o público se via diante de situações que se repetiam ou então não saíam do

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Sérgio Mamberti e Juca de Oliveira foram os destaques de "Flor do Caribe"

Normalmente é uma estratégia infalível: escalar um bom ator para interpretar um interessante personagem e viver uma boa história é garantia de êxito. Portanto, Walther Negrão mostrou que sabia exatamente o que estava fazendo quando escalou Sérgio Mamberti para dar vida ao Dionísio Albuquerque e Juca de Oliveira para viver o Samuel em "Flor do Caribe", atualmente reprisada pela Globo e em reta final.


Desde o primeiro capítulo, ficou evidente que esses dois grandes atores haviam recebido ótimos papéis. Em uma novela onde o 'mais do mesmo' se fez presente em quase todos os núcleos, foi um grande acerto do autor abordar a questão do nazismo, ainda que tenha precisado usar da licença-poética para justificar a diferença de idade entre os personagens.

Dionísio participou ativamente do nazismo delatando as famílias dos judeus, as enviando diretamente para o campo de concentração. Entre os traídos pelo vilão, estava Samuel, na época uma criança, e seus pais. O pai de Ester (Grazi Massafera) acabou ficando sozinho no mundo, enquanto que o avô de Alberto

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Bruno Gissoni e Daniela Escobar ofuscaram os mocinhos de "Flor do Caribe"

Em toda novela é a mesma coisa: vários pares românticos são formados e as brigas e reconciliações fazem parte do enredo até o final da história, onde todos vivem felizes para sempre. Porém, não há dúvidas que em toda novela há também ao menos um par que sobressai, podendo ser ou não o casal protagonista. "Flor do Caribe", reprisada atualmente pela Globo, não foge à regra e a 'dupla amorosa' que roubou a cena foi formada por Juliano (Bruno Gissoni) e Natália (Daniela Escobar).


Na fase inicial da novela, Bruno Gissoni estava sem função. Porém, foi perceptível o aumento da participação do ator desde que o núcleo formado por Daniela Escobar, Tainá Muller (Ludmila) e Maria Joana (Carol) entrou na trama. Juliano logo se interessou pela matriarca da família e o envolvimento entre os dois não demorou muito para acontecer. O pescador se apaixonou pela bióloga e foi correspondido. De início havia um divertido jogo de 'gato e rato', onde Natália evitava o rapaz por se considerar muito velha e temer a reação das filhas. Após alguns conflitos, beijos, brigas, o casal acabou 'oficializando' o namoro. Mas graças ao retorno de Reinaldo, o ex-marido da bióloga, a relação ficou estremecida.

Aliás, a entrada de Marcos Winter foi enriquecedora para a trama do casal. E também foi inteligente colocá-lo como empresário de Cristal (Moro Anghileri), pois evitou deixar o personagem com a única função de atrapalhar o romance da ex. Romance que se mostrou o mais atraente da novela desde que foi

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

"Flor do Caribe" foi o penúltimo trabalho do grande Elias Gleizer na televisão

A reprise de "Flor do Caribe" vem repetindo o que ocorreu em 2013, ano de sua exibição original: a novela não tem repercussão e nem empolga, mas mantém uma média aceitável de audiência. A produção deixou a desejar, mas Walther Negrão acertou ao presentear o público com a volta de um grande ator que entrou para participar dos capítulos finais: Elias Gleizer.


Afastado das novelas desde "Passione" (2010), onde viveu um hilário triângulo amoroso com Cleyde Yáconis e Leonardo Villar ---- como esquecer das brigas entre Diógenes, Brígida e Lutero? -----, o ator de 79 anos estava fazendo muita falta na televisão. E após ter se recuperado de um problema de saúde, ele próprio chegou a dizer que já estava entrando em depressão após ficar tanto tempo na ociosidade e que ter voltado à tevê era como ter voltado à vida. Foi seu penúltimo trabalho.

Elias ganhou do autor da novela das seis o Manolo, um cigano espirituoso e melhor amigo de Samuel (Juca de Oliveira). O alegre senhor também é um sobrevivente que presenciou as crueldades do nazismo e a frieza de Dionísio (Sérgio Mamberti) na época da guerra. Sua vinda está diretamente ligada à queda do vilão, que será

domingo, 27 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020: os piores do ano

 A pandemia do novo coronavírus impediu a produção de muitas atrações. As emissoras precisaram apelar para muitas reprises para preencher suas grades. Ainda assim, alguns formatos permaneceram inéditos e vários deles merecem entrar na lista de piores de 2020. E todos os canais sofreram deste mal, assim como costuma ocorrer nos anos sem pandemia. Vamos a eles. 



"Triturando":
O programa de fofocas do SBT sempre foi uma bagunça generalizada, mas em 2020 se superou nos próprios erros. Chamado inicialmente de "Fococando", depois mudou para "Fofocalizando", até virar, do nada, "Triturando". Isso porque Silvio Santos adorava o quadro que triturava a foto de figuras criticadas pelos apresentadores. Porém, a mudança de nome gerou uma rejeição maior do público e a audiência, que já era baixa, despencou. Cris Flores foi contratada para o lugar de Leão Lobo, dispensado por conta da pandemia, e a jornalista é ótima. Ana Paula Renault também foi uma boa aquisição, mas elas não fazem milagre diante dos temas debatidos. Já fizeram até uma enquete perguntando  como o telespectador preferia morrer (esfaqueado, com um tiro ou envenenado). Vergonha. 


"Se Joga":
O programa criado para ficar no lugar do "Vídeo Show" nunca deu certo. Nem um dia sequer. A Globo criou um formato vazio, cansativo e que misturava tudo e não apresentava nada. Érico Brás, Fabiana Karla e Fernanda Gentil nunca conseguiram um bom entrosamento e a artificialidade na apresentação predominava. A pandemia do novo coronavírus fez a emissora priorizar o jornalismo em sua programação e vários programas saíram do ar momentaneamente. O "Se Joga" entrou na lista. Porém, a emissora aproveitou a "oportunidade" para esquecer do programa. Mesmo com a volta da programação normal, aos poucos, o formato do trio de apresentadores não retornou. E ainda bem. Todavia, segundo vários sites, em 2021 a atração retornará aos sábados e somente com Fernanda no comando. Resta saber como será...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Cláudia Netto foi uma boa surpresa de "Flor do Caribe"

"Flor do Caribe", reprisada atualmente pela Globo, não tem muitos personagens. É uma novela com poucos atores e isso ficou claro após a apresentação de todos os núcleos. Por causa do elenco enxuto, quase todos conseguem se destacar. Entretanto, em qualquer trama, independente do time ser grande ou pequeno, há alguns papéis que acabam brilhando mais do que outros. E entre os destaques da atual obra de Walther Negrão está a Guiomar, vivida pela ótima Cláudia Netto.


A personagem só entrou na história após algumas semanas da novela já iniciada, porém, assim que chegou, já mostrou que seria uma das figuras mais divertidas e interessantes de "Flor do Caribe". Sempre dotada de um humor fino e ácido, Guiomar tem Dionísio (Sérgio Mamberti) e Alberto (Igor Rickli) como principais alvos de sua artilharia de frases inspiradas. O sogro e o filho foram obrigados a aceitá-la na mansão e, desde então, 'sofrem' (merecidamente) com sua língua ferina. 

Entretanto, essa mulher não se resume somente ao deboche. A perua também faz questão de demonstrar o amor que sente por Alberto, mesmo sabendo que o filho é um poço de maldade e ressentimento. A atriz protagonizou cenas emocionantes e quase todas envolvendo o grande vilão da trama. A sequência mais

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

"Amor à Vida" e os inadequados títulos de novelas

Quando o telespectador assiste "Amor à Vida", surge um questionamento em sua cabeça: "O que tem a ver o título da trama com a história apresentada?" Afinal, a novela expõe preconceito, vingança, dramas pesados, além de apresentar muitos personagens com desvio de caráter. E o conjunto em questão não combina com o nome do folhetim. São peças que não se encaixam. Entretanto, esse tipo de problema é mais comum do que se imagina na teledramaturgia.


No caso da trama de Walcyr Carrasco, o nome mais apropriado seria "Em nome do pai", que chegou a ser cogitado inicialmente, mas preterido pouco depois. O título tinha consistência, afinal, Félix (Mateus Solano) foi capaz de praticar inúmeras monstruosidades por causa da rejeição de sofria de César (Antônio Fagundes). Porém, optaram por "Amor à Vida", que faz sentido apenas em relação ao momento em que Bruno (Malvino Salvador) acha Paulinha (Klara Castanho) na caçamba e salva sua vida.

E várias novelas têm optado por essa estratégia, onde o título da obra só serve para explicar uma rápida situação, ignorando todo o contexto da história. Entre alguns exemplos mais recentes, há o fenômeno "Avenida Brasil", de João Emanuel Carneiro. O título nada tinha a ver com a história de vingança de Nina (Débora Falabella)

domingo, 29 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013: os melhores casais do ano

Ao longo de 2013, a teledramaturgia presenteou o telespectador com ótimos casais. Claro que muitos pares não deram certo e esses nem merecem ser citados, entretanto, o público torceu e se apaixonou por muitos romances fictícios e que merecem ser lembrados.




Laura e Edgar ("Lado a Lado"): Marjorie Estiano e Thiago Fragoso esbanjaram química e formaram o melhor casal da ótima novela, escrita por João Ximenes Braga e Cláudia Lage, que merecidamente ganhou o Emmy Internacional no final desse ano. Ao som de Nando Reis, cantando "Sei", o telespectador se encantou com o par que lutou por justiça e protagonizou tórridas cenas de amor. Na internet, o nome "LaurEd" representava os fãs da dupla. Deixou saudade.



Nando e Juliana ("Guerra dos Sexos"): Reynaldo Gianecchini e Mariana Ximenes repetiram a boa parceria de "Passione", onde interpretavam vilões, nesse remake de Silvio de Abreu. Um motorista apaixonado por uma ricaça é um clichê, mas sempre agrada. O casal despertou torcidas apaixonadas nas redes sociais e o autor acabou mudando o final da trama original, optando por deixá-los juntos e felizes no último capítulo. Porém, vale citar também a boa química que Gianecchini teve com Glória Pires (Roberta Leone).


sábado, 14 de setembro de 2013

"Flor do Caribe" fica marcada pelo ritmo arrastado e chega ao fim sem empolgar

Após apresentar uma reta final entediante e completamente arrastada, chegou ao fim, nessa sexta-feira (13/09), "Flor do Caribe". A trama estreou tendo como missão reerguer o ibope do horário, cujos índices anteriores deixaram a desejar, vide "A Vida da Gente", "Amor Eterno Amor" e "Lado a Lado". Não conseguiu. A média geral em São Paulo fechou com 21 pontos, um ponto a menos que a impecável trama de Lícia Manzo, considerada um fracasso nos números.


A história de Walther Negrão começou fraca e sem qualquer atrativo. A obsessão do vilão em roubar a mocinha do mocinho era óbvia e os demais núcleos não empolgaram. A boa primeira impressão ficou por conta das lindíssimas imagens, bem usadas pelo diretor Jayme Monjardim. Entretanto, com o passar das semanas, a novela foi ganhando bons elementos. A temática do nazismo começou a ser melhor aprofundada (de uma forma bem didática, é bom dizer), a fuga de Cassiano (Henri Castelli) transmitiu a impressão de que uma grande vingança seria iniciada e a entrada de Daniela Escobar deixou claro que Natália e Juliano (Bruno Gissoni) formariam um lindo casal.

Parecia de fato que a trama engrenaria de vez. Porém, com o tempo, foi possível constatar que a obra seria recheada de altos e baixos, onde o ritmo arrastado seria um dos problemas. Poucas viradas ocorreram na trama e quase sempre o público se via diante de situações que se repetiam ou então não saíam do

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Marasmo marca reta final de "Flor do Caribe"

É praticamente uma regra na teledramaturgia: a reta final das novelas costuma ser repleta de acontecimentos e muitas vezes os principais conflitos centrais só são completamente desdobrados de fato nessa fase. Entretanto, "Flor do Caribe" não segue essa cartilha. Se a Globo não estivesse exibindo os trailers de "Joia Rara" e avisando nas chamadas que a história de Walther Negrão estava em seus momentos finais, ninguém saberia.


Só mesmo quem vê a trama diariamente sabe que a obra está chegando ao fim. Mas não por causa do excesso de acontecimentos, afinal, há falta deles. Desde o início de "Flor do Caribe" ficou claro para o telespectador que as tramas paralelas não tinham muitos conflitos para serem desenvolvidos e que o núcleo central ficaria baseado exclusivamente na obsessão do vilão em 'roubar' a mocinha do mocinho. A única situação que despertou curiosidade foi a história do nazismo envolvendo os atores veteranos, ainda que a licença poética em cima da idade deles tenha causado estranheza.

E é justamente o fim de Dionísio (Sérgio Mamberti), fiel discípulo de Hitler, o único responsável pela pouca movimentação da novela nessa reta final. Ainda assim, não há muito o que mostrar, afinal, o vilão já está sendo acusado de ser o mandante da tentativa de assassinato de Samuel (Juca de Oliveira). Só falta mesmo

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Elias Gleizer volta em "Flor do Caribe" e mata as saudades do público com seu talento

"Flor do Caribe" está em suas semanas finais e os teasers de "Joia Rara", a nova novela das seis, já começam a surgir nos intervalos da Globo. E embora a trama continue com um ritmo mais vagaroso, sem despertar maiores empolgações, Walther Negrão acertou ao presentear o público com a volta de um grande ator que entrou para participar dos capítulos finais: Elias Gleizer.


Afastado das novelas desde "Passione" (2010), onde viveu um hilário triângulo amoroso com Cleyde Yáconis e Leonardo Villar ---- como esquecer das brigas entre Diógenes, Brígida e Lutero? -----, o ator de 79 anos estava fazendo muita falta na televisão. E após ter se recuperado de um problema de saúde, ele próprio chegou a dizer que já estava entrando em depressão após ficar tanto tempo na ociosidade e que ter voltado à tv era como ter voltado à vida. .

Elias ganhou do autor da novela das seis o Manolo, um cigano espirituoso e melhor amigo de Samuel (Juca de Oliveira). O alegre senhor também é um sobrevivente que presenciou as crueldades do nazismo e a frieza de Dionísio na época da guerra. Sua vinda está diretamente ligada à queda do vilão, que será

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A evolução de Igor Rickli em "Flor do Caribe"

Ele começou muito fraco em "Flor do Caribe". Ficou claro para todos (público e crítica) que era sua primeira novela. Apresentando uma total inexpressividade, chegou a ser chamado de 'Novo Cigano Igor' (Ricardo Macchi em "Explode Coração", marcado pela péssima atuação na época). O peso do seu vilão era neutralizado por causa do fraco desempenho do intérprete. Entretanto, com o passar dos meses, o ator foi evoluindo até encontrar o tom do personagem. Agora, faltando pouco tempo para o folhetim terminar, pode-se dizer que Igor Rickli está ótimo na obra de Walther Negrão.


Alberto é um tipo de vilão extremamente tradicional na teledramaturgia. Quase um clichê. O homem obcecado por uma mulher, que faz de tudo para tê-la ao seu lado, inclusive trair e tentar matar seu suposto melhor amigo. Em suma: o malvado invejoso que quer tirar a mocinha do mocinho. Sem dúvida, apesar de comum, é um personagem que exige um profissional de mais experiência. Portanto, foi até previsível o início turbulento de Igor na trama, afinal, "Flor do Caribe" era a sua estreia em novelas. 

A inexperiência falou mais alto e a insegurança do ator ficou visível. Ele estava apático e o máximo que conseguia fazer era uma cara de malvado. Aliás, cara que permanecia 'congelada' em todas as cenas. Mas nada como o tempo para amadurecer um profissional que tem competência para as artes dramáticas.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Sérgio Mamberti e Juca de Oliveira: os grandes destaques de "Flor do Caribe"

Normalmente é uma estratégia infalível: escalar um bom ator para interpretar um interessante personagem para viver uma boa história é garantia de êxito. Portanto, Walther Negrão mostrou que sabia exatamente o que estava fazendo quando escalou Sérgio Mamberti para dar vida ao Dionísio Albuquerque e Juca de Oliveira para viver o Samuel em "Flor do Caribe".


Desde o primeiro capítulo, ficou evidente que esses dois grandes atores haviam recebido ótimos papéis. Em uma novela onde o 'mais do mesmo' se fez presente em quase todos os núcleos, foi um grande acerto do autor abordar a questão do nazismo, ainda que tenha precisado usar da licença-poética para justificar a diferença de idade entre os personagens.

Dionísio participou ativamente do nazismo delatando as famílias dos judeus, as enviando diretamente para o campo de concentração. Entre os traídos pelo vilão, estava Samuel, na época uma criança, e seus pais. O pai de Ester (Grazi Massafera) acabou ficando sozinho no mundo, enquanto que o avô de Alberto

terça-feira, 2 de julho de 2013

"Flor do Caribe" apresenta claros sinais de esgotamento e não consegue sair do lugar

Não é nada fácil um autor conseguir manter o interesse do telespectador em cima de uma história que precisa ficar no ar por, pelo menos, seis meses. A grande maioria dos autores não consegue evitar a famosa 'barriga' (momento em que nada de útil ocorre na trama), enquanto que outros lidam melhor com essa dificuldade mesclando os desenvolvimentos dos núcleos e 'disfarçando' as enrolações com situações atraentes. Infelizmente, Walther Negrão faz parte do time dos que não evitam e nem disfarçam o período de estagnação em suas obras.


"Flor do Caribe" vive um momento de pura enrolação, que só vem aumentando com o passar dos capítulos. A sensação é de que a história se esgotou muito antes do tempo estipulado e que tudo anda em círculos. Normalmente, para evitar a impressão de marasmo no núcleo principal, o autor opta pelo desenvolvimento dos núcleos paralelos. Porém, no caso da atual novela das seis, os núcleos paralelos não têm muita história pra contar, o que apenas ressalta as fragilidades da trama.

Ester (Grazi Massafera) está brigada com Cassiano (Henri Castelli) por causa de um motivo totalmente bobo (ciúme de Cristal - Moro Anghileri) e, mesmo após ter denunciado o esconderijo onde Dionísio (Sérgio Mamberti) guardava as relíquias roubadas na época do Nazismo, continuou morando na mansão alegando para Guiomar (Cláudia Netto) que não tinha para onde ir (?). Resultado, a mocinha foi presa por

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A hora e a vez dos vilões

A novela é a paixão do brasileiro. Por mais que as tramas não estejam com a mesma audiência de 20 anos atrás, é fato que a teledramaturgia ainda tem sua força. E as tramas brasileiras são conhecidas no mundo todo graças ao mercado, onde a Globo figura como a principal 'exportadora' do país. No mundo da ficção, pode-se dizer com certa tranquilidade que, entre as muitas paixões do telespectador, a vilã está no topo da lista. Afinal, é ela quem movimenta a história e faz as situações acontecerem. E por muitos anos foram as víboras as grandes 'protagonistas' das novelas. Odete Roitman ("Vale Tudo"), Branca Letícia de Barros Motta ("Por Amor"), Cristina ("Alma Gêmea"), Laura ("Celebridade"), Nazaré Tedesco ("Senhora do Destino"), Bia Falcão ("Belíssima"), Flora ("A Favorita") e, claro, Carminha ("Avenida Brasil") são apenas alguns exemplos dessa soberania. Porém, atualmente, por incrível que pareça, a Globo está sem nenhuma grande vilã no ar. Agora, a maldade está sendo exercida por um time masculino.


Em "Malhação", por exemplo, é Sal o responsável pelas vilanias da novelinha. O rapaz atormentou a vida de Lia (Alice Wegmann), uma das mocinhas da atual temporada, até ser finalmente preso pela polícia. Pedro Cassiano tem se mostrado uma boa surpresa e convence na pele do irresponsável sujeito que acabou se perdendo ao se meter com traficantes.

Já em "Flor do Caribe", o vilão da vez é Alberto. O homem é um psicopata obcecado por Ester (Grazi Massafera) e está ficando cada vez mais surtado. Não tem medido esforços para destruir a vida de sua ex e acabar com Cassiano (Henri Castelli). Igor Rickli é um ator muito inexperiente e infelizmente começou muito mal na pele do antagonista, transbordando inexpressividade; no entanto, tem sido visível a sua

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Cláudia Netto se destaca na pele da espirituosa Guiomar em "Flor do Caribe"

"Flor do Caribe" não tem muitos personagens. É uma novela com poucos atores e isso ficou claro após a apresentação de todos os núcleos. Por causa do elenco enxuto, quase todos conseguem se destacar. Entretanto, em qualquer trama, independente do time ser grande ou pequeno, há alguns papéis que acabam brilhando mais do que outros. Isso muitas vezes se dá por causa da riqueza do papel, do bom texto, do talento do ator ou então de todo esse conjunto. E, sem fugir dessa regra, entre os destaques da atual obra de Walther Negrão está a Guiomar, vivida pela ótima Cláudia Netto.


A personagem só entrou na história após algumas semanas da novela já iniciada, porém, assim que chegou, já mostrou que seria uma das figuras mais divertidas e interessantes de "Flor do Caribe". Sempre dotada de um humor fino e extremamente ácido, Guiomar tem Dionísio (Sérgio Mamberti) e Alberto (Igor Rickli) como principais alvos de sua artilharia de frases inspiradas. O sogro e o filho foram obrigados a aceitá-la na mansão e, desde então, 'sofrem' (merecidamente) com sua língua ferina. 

Entretanto, essa mulher não se resume somente ao deboche. A perua também faz questão de demonstrar o amor que sente por Alberto, mesmo sabendo que o filho é um poço de maldade e ressentimento. A atriz já protagonizou cenas emocionantes e quase todas envolvendo o grande vilão da trama. A sequência mais

terça-feira, 28 de maio de 2013

Juliano e Natália formam o melhor casal de "Flor do Caribe"

Em toda novela é a mesma coisa: vários pares românticos são formados e as brigas e reconciliações acabam fazendo parte do enredo até o final da história, onde todos vivem felizes para sempre. Porém, não há dúvidas que em toda novela há também ao menos um par que se sobressai, podendo ser ou não o casal protagonista. "Flor do Caribe" não foge à regra e a 'dupla amorosa' que mais tem se destacado é formada por Juliano (Bruno Gissoni) e Natália (Daniela Escobar).


Na fase inicial da novela, Bruno Gissoni estava sem função, porém, foi perceptível o aumento da participação do ator desde que o núcleo formado por Daniela Escobar, Tainá Muller (Ludmila) e Maria Joana (Carol) entrou na trama. Juliano logo se interessou pela matriarca da família e o envolvimento entre os dois não demorou muito para acontecer. O pescador se apaixonou pela bióloga e foi correspondido. De início havia um divertido jogo de 'gato e rato', onde Natália evitava o rapaz por se considerar muito velha e temer a reação das filhas. Após alguns conflitos, beijos, brigas, o casal acabou 'oficializando' o namoro. Mas graças ao retorno de Reinaldo, o ex-marido da bióloga, a relação ficou estremecida.

Aliás, a entrada de Marcos Winter foi enriquecedora para a trama do casal. E também foi inteligente colocá-lo como empresário de Cristal (Moro Anghileri), pois evitou deixar o personagem com a única função de atrapalhar o romance da ex. Romance esse que se mostrou o mais atraente da novela desde que foi

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Capítulos movimentados e ótimas cenas marcam a semana de Flor do Caribe

Os capítulos mais recentes de "Flor do Caribe" foram muito movimentados. O novo sequestro de Cassiano (Henri Castelli) deu início a uma nova reviravolta na trama e acabou presenteando o telespectador com excelentes cenas e ótimas atuações. A sensação é de estar assistindo ao final de uma novela, afinal, tantos conflitos têm sido apresentados e segredos revelados que é até estranho constatar que a história está apenas no começo.


Em menos de duas semanas, o telespectador presenciou Hélio (Raphael Vianna) ser desmascarado por sua mãe (Cyria Coentro), que descobriu que o filho foi o verdadeiro responsável pelo atropelamento que acabou levando Donato (Luiz Carlos Vasconcelos) para a cadeia. Aliás, a cena foi lindíssima e os dois veteranos deram uma aula de atuação. Raphael também convenceu e merece elogios. Mas, pouco tempo depois dessa importante revelação, Ester (Grazi Massafera) descobriu que Alberto (Igor Ricki) foi o verdadeiro culpado pelo sumiço de Cassiano anos atrás graças ao golpe dos falsos diamantes. A mocinha imediatamente fez questão de confrontar o vilão e mostrou que já sabia de tudo.

Após tantos segredos sendo revelados, ainda houve tempo para, no capítulo seguinte, Alberto mandar sequestrar o mocinho novamente, para o desespero da esposa. Uma cena muito bem produzida de perseguição foi exibida, onde os sequestradores levaram Cassiano preso em um avião, enquanto os amigos

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Walther Negrão mostra em Flor do Caribe que conseguiu aprender com seus erros

É normal dizer que os erros ensinam mais que os acertos. Afinal, quando uma pessoa enxerga seus equívocos, procura não cometê-los no futuro, mudando seu jeito de agir e se aperfeiçoando. No ramo da teledramaturgia, atores, atrizes, diretores e autores também erram profissionalmente como qualquer ser humano que se preza. Porém, não são todos que conseguem admitir seus tropeços e, infelizmente, muitos preferem insistir errando. Só que, por outro lado, é muito bom ver quando um profissional resolve acordar, conseguindo renovar seu trabalho. Toda essa introdução tem o objetivo de citar o caso de Walther Negrão em "Flor do Caribe".


Após se equivocar completamente com "Araguaia", em 2011, o autor parece ter corrigido quase todos seus erros na atual novela das seis. Na sua trama anterior, Walther optou por uma história pouco atraente, cujo tema principal era baseado em feitiços indígenas, que evoluía lentamente. Além de não se sentir atraído pela trama, o telespectador ainda via diversos personagens desnecessários e que pouco acrescentavam. E para piorar, os papéis centrais também sofriam pela falta de uma bom enredo. O resultado foi um vilão (Max - Lima Duarte) que não funcionou e um casal protagonista (Manuela/Milena Toscano e Solano/Murilo Rosa) que deu errado. A novela terminou sem empolgar e com um clima de monotonia que reinou do início ao fim. Porém, agora, com seu novo trabalho, Walther Negrão mostra que aprendeu com seus deslizes.

"Flor do Caribe" estreou transmitindo a falsa impressão de que nada havia mudado na cabeça do criador da fraca "Araguaia". Capítulo lento, história batida, vilão caricato e casal protagonista meloso. É bem verdade que todo esse conjunto se manteve até a fuga de Cassiano (Henri Castelli), porém, depois do

terça-feira, 9 de abril de 2013

Volta de Cassiano movimenta Flor do Caribe e proporciona grandes cenas ao público

Após ter apresentado uma estreia decepcionante e monótona, "Flor do Caribe" vem encontrando seu caminho ao longo dos capítulos. Pode-se dizer que depois da fuga do mocinho, a novela engrenou e começou a exibir cenas mais interessantes. Não por acaso a audiência da trama vem aumentando significativamente. E sem dúvida seu melhor capítulo até então foi ao ar nessa terça-feira (09/04), mostrando o retorno de Cassiano (Henri Castelli) e seu acerto de contas com o rival, rendendo o recorde de 25 pontos de ibope.


Antes de enfrentar Alberto (Igor Rickli), Cassiano reencontrou seu pai Chico, que sempre acreditou na volta do filho. O encontro foi emocionante e os atores fizeram uma cena linda. Henri Castelli e Cacá Amaral transmitiram o sentimento dos personagens através da ternura na troca de olhares e de um forte abraço. Nem precisava de texto.

Depois de presentear o telespectador com essa bela sequência, Walther Negrão logo emendou para o aguardado momento do embate do mocinho com o vilão. A sequência foi muito bem dirigida e Henri Castelli novamente se destacou. Conseguiu transmitir a fúria de Cassiano ao se deparar com seu ex-melhor