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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A genialidade de Silvio de Abreu

Silvio de Abreu é um dos grandes autores do país. Nascido no dia 20 de dezembro de 1942, chegou a ser ator e roteirista antes de se dedicar à profissão que o consagrou. No último domingo, o autor deu uma excelente entrevista ao Jornal O Globo (na Revista da TV) e falou sobre sua carreira, além do próximo trabalho: supervisor de "Búu", novela da saudosa Andrea Maltarolli, escrita por Daniel Ortiz.


Essa deliciosa entrevista apenas confirmou a genialidade de Silvio, que fez questão de condenar o vazamento dos spoilers de novelas, fazendo uma comparação com os filmes e séries, onde ninguém gosta de saber o que irá acontecer. Ainda falou do prazer que sente em escrever e supervisionar, além de ter apontado os sucessos e os fracassos da carreira. Também criticou os baixos índices do remake de "Guerra dos Sexos", ressaltando todos os pontos positivos do folhetim, que de fato foi ótimo.

O autor tem um currículo admirável e sua última novela inédita foi a excelente "Passione", encerrada em 2011. A trama presenteou o público com a melhor atuação de Mariana Ximenes, que deu um show na pele da víbora Clara. E o elenco estelar deixou a atrativa história ainda mais interessante de se acompanhar. Fernanda Montenegro, Irene Ravache, Tony Ramos, Cleyde Yáconis, Elias Gleiser, Emiliano Queiroz,

domingo, 29 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013: os melhores casais do ano

Ao longo de 2013, a teledramaturgia presenteou o telespectador com ótimos casais. Claro que muitos pares não deram certo e esses nem merecem ser citados, entretanto, o público torceu e se apaixonou por muitos romances fictícios e que merecem ser lembrados.




Laura e Edgar ("Lado a Lado"): Marjorie Estiano e Thiago Fragoso esbanjaram química e formaram o melhor casal da ótima novela, escrita por João Ximenes Braga e Cláudia Lage, que merecidamente ganhou o Emmy Internacional no final desse ano. Ao som de Nando Reis, cantando "Sei", o telespectador se encantou com o par que lutou por justiça e protagonizou tórridas cenas de amor. Na internet, o nome "LaurEd" representava os fãs da dupla. Deixou saudade.



Nando e Juliana ("Guerra dos Sexos"): Reynaldo Gianecchini e Mariana Ximenes repetiram a boa parceria de "Passione", onde interpretavam vilões, nesse remake de Silvio de Abreu. Um motorista apaixonado por uma ricaça é um clichê, mas sempre agrada. O casal despertou torcidas apaixonadas nas redes sociais e o autor acabou mudando o final da trama original, optando por deixá-los juntos e felizes no último capítulo. Porém, vale citar também a boa química que Gianecchini teve com Glória Pires (Roberta Leone).


sábado, 27 de abril de 2013

Embora rejeitada pelo público e pela crítica, Guerra dos Sexos termina com mais acertos do que erros

Chegou ao fim, nessa sexta-feira (24/09), o remake de "Guerra dos Sexos". Escrita por Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando (os mesmos envolvidos na obra original), a novela estreou cercada de expectativas. Afinal, todos que acompanharam a primeira versão em 1983 gostariam de ver a nova roupagem da obra, assim como todos que não tiveram a oportunidade de assistir na época, queriam conhecer mais a história que revolucionou a teledramaturgia na década de 80. Entretanto, depois de alguns capítulos exibidos, a decepção foi grande. O público rejeitou, a crítica massacrou e o ibope foi muito baixo.


Pouco tempo depois de ter estreado, muitas críticas surgiram em cima da temática da novela. A guerra entre homens e mulheres foi considerada ultrapassada e muitos questionaram as poucas mudanças que o autor fez na trama. Vários atores também desagradaram pelo tom exagerado que colocaram nos personagens. Enfim, no início tudo parecia uma imensa catástrofe. Mas a verdade é que houve uma grande injustiça em cima desse remake. 

Silvio de Abreu realmente errou ao não inserir nenhum novo personagem na novela. E nas semanas iniciais a trama andava em círculos, não saía do lugar e cansava o público. Se em 1983 havia um ritmo mais moderado na teledramaturgia, o mesmo não se pode dizer nos tempos atuais. Agilidade agora é tudo na ficção. Porém,

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Quarteto amoroso se transforma no grande trunfo da reta final de Guerra dos Sexos: Afinal, quem vai ficar com Nando?

Faltando poucos capítulos para seu fim, "Guerra dos Sexos" tem apresentado uma reta final bastante movimentada. O telespectador pôde presenciar uma verdadeira corrida maluca atrás dos diamantes da Roberta (Glória Pires); onde Vânia (Luana Piovani), Olívia (Marilu Bueno), Juliana (Mariana Ximenes), Ulisses (Eriberto Leão), Felipe (Edson Celulari), Kiko (Jonny Massaro), Analú (Raquel Bertani), Nando (Reynaldo Gianecchini), Charlô (Irene Ravache), Nenê (Daniel Boaventura), Veruska (Mayana Moura) e a própria Roberta, protagonizaram cenas bizarras e totalmente sem sentido, mas que, por sua vez, proporcionaram muita diversão. Além dos risos, ainda houve espaço para emoção ---- através das lindas cenas entre Otávio e Charlô, quando finalmente os rivais dão uma trégua e se declaram apaixonados ---- e tensão ---- com prisão da Carolina (Bianca Bin) e o surto psicótico de Manoela (Guilhermina Guinle). Porém, mesmo com todas essas ótimas sequências, o que tem despertado mais curiosidade e expectativa no público é o desfecho do quadrilátero amoroso composto por Roberta, Felipe, Juliana e Nando.


Já tinha ficado claro que esse clássico conflito romântico seria o maior acerto da novela desde que o triângulo protagonizado por Roberta, Nando e Juliana começou a se desenhar. Em meio a uma 'guerra' entre homens e mulheres, as relações amorosas do trio acabaram ganhando cada vez mais destaque, sendo muito bem recebidas pelo telespectador. O motorista fiel do Otávio sempre foi apaixonado por Juliana, mas acabou se envolvendo com Roberta. Após inúmeras situações, Nando acabou terminando tudo com a ricaça e finalmente começou um relacionamento com a mulher de seus sonhos. Novos conflitos surgiram e agora, na reta final, Felipe entrou no meio desse imbróglio amoroso, transformando o triângulo em um quadrilátero e disputando Roberta com Nando; enquanto que sua filha vive uma crise no relacionamento com o motorista.

Ou seja, no último capítulo, o grande trunfo guardado por Silvio de Abreu é justamente como toda essa situação será desenvolvida. Afinal, com quem Nando vai ficar? O autor vai manter o final da versão de 1983, o deixando com a

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Confiando no talento de Drica Moraes, Silvio de Abreu acerta ao homenagear Vale Tudo em Guerra dos Sexos

Os capítulos de "Guerra dos Sexos" exibidos na segunda (16/04) e na terça (17/04) foram recheados de acontecimentos. E tudo girou em torno da derrocada de Carolina (Bianca Bin). A vilã da história viu todas as suas armações serem descobertas e foi humilhada de todas as formas. O público finalmente pôde acompanhar a desgraça da víbora. Entretanto, o grande momento foi protagonizado por Drica Moraes, que foi a responsável por dizer um inspirado texto de Silvio de Abreu, onde o autor homenageou uma das mais marcantes cenas da teledramaturgia.


A cena em questão foi o épico embate entre Raquel (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires) em "Vale Tudo", sucesso de 1988, onde a mãe da vilã rasga o vestido de noiva da filha em meio a um ataque de fúria. Além dessa merecida homenagem em cima de uma trama que marcou época, o autor ainda conseguiu lembrar da sua colega Glória Perez na mesma sequência.

Nieta, depois de se desesperar ao constatar por meio de Felipe (Edson Celulari) que Carolina tinha inventado uma gravidez, chega até o ateliê onde a menina experimentava o vestido de noiva e dá um escândalo. Após dizer para a filha que já sabia de tudo, a esposa de Dino (Fernando Eiras) pergunta: "E depois? Como cê ia fazer? Cê ia me comprar uma criança feito na novela?" (nesse momento Silvio faz uma

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Química entre Reynaldo Gianecchini e Mariana Ximenes faz de Nando e Juliana o casal mais bonito de Guerra dos Sexos

Há um bom tempo que a batalha entre homens e mulheres ficou de lado em "Guerra dos Sexos", abrindo espaço para a formação de casais. O amor e a atração se fizeram presentes nos últimos meses, ocasionando a união e, consequentemente, a separação de muitos pares. Vânia (Luana Piovani) e Ulisses (Eriberto Leão), por exemplo, não resistiram um ao outro, deixando Lucilene (Thalita Lippi) a ver navios. Casos semelhantes ocorreram com Frô (Marianna Armellini) e Kiko (Johnny Massaro) e Charlô (Irene Ravache) e Dominguinhos/Otávio (Tony Ramos). Até Dinorah (Fernando Eiras) e Semíramis (Debora Olivieri) trocaram beijos graças ao plano de Nieta (Drica Moraes), que depois se arrependeu da burrada que fez. Entretanto, todos esses casais não se comparam a Nando (Reynaldo Gianecchini) e Juliana (Mariana Ximenes), o par que tem dominado todas as cenas da novela.


Na última semana, graças a um plano de Analú (Raquel Bertani) que deu errado, Nando e Juliana foram parar numa ilha deserta; mesmo local que o motorista ficou com a filha mais nova de Felipe (Edson Celulari) nos primeiros capítulos da trama. O resultado dessa situação inesperada foi uma sucessão de brigas, desentendimentos, declarações, beijos e muito divertimento para o telespectador.

Nando sempre foi apaixonado por Juliana, mas a empresária só veio a descobrir o interesse do rapaz tempos depois. Porém, assim que percebeu, ficou balançada e não teve mais como evitar o surgimento de uma intensa

quinta-feira, 28 de março de 2013

Tony Ramos: um talento de múltiplas nacionalidades

A competência do grande Tony Ramos já é conhecida há um bom tempo. Tendo milhares de novelas, filmes e peças no currículo, o ator sempre brilha na pele de qualquer personagem. Nunca decepciona e sua entrega é sempre aplaudida. Mas além de ter uma carreira consolidada, Tony tem algo bem peculiar em sua vida artística: a imensa quantidade de personagens com os mais variados idiomas.


Após viver um cubano em "As Filhas da Mãe", um americano em "Mad Maria", um grego em "Belíssima", um indiano em "Caminho das Índias e um italiano em "Passione", agora Tony encarna um português em "Guerra dos Sexos". Dominguinhos marcou a volta do ator à novela após o período em que Otávio precisava ficar afastado da história, uma vez que o autor optou por manter o que aconteceu na obra original em 83.

O 'portuga' tem protagonizado cenas engraçadas e emocionantes desde que chegou. O mistério envolvendo sua real identidade (será Otávio ou realmente um primo?) é o responsável pelas cenas cômicas enquanto que os momentos de romantismo entre o 'turista' e Charlô (Irene Ravache) servem para demonstrar

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Marilu Bueno em Guerra dos Sexos: mesma personagem e mesmo talento

O ano era 1983 e Silvio de Abreu escrevia uma novela de imenso sucesso: "Guerra dos Sexos". Após o término, a trama ficou na história da teledramaturgia e jamais foi esquecida. Devido a essa ótima repercussão alcançada, o autor teve a ideia de fazer um remake de sua obra, que começou a ser exibida no final de 2012. Só que ninguém imaginaria que uma atriz viveria exatamente a mesma personagem que interpretou na primeira versão. E a pessoa em questão é Marilu Bueno, que voltou a viver a impagável Olívia.


A atriz, que já havia brilhado na primeira versão, voltou a se destacar e rouba a cena quando aparece no castelo de Charlô e Otávio. Marilu Bueno faz uma ótima dobradinha com Irene Ravache e diverte quando está contracenando com Tony Ramos, cujo personagem sempre grita com a coitada. Embora seja uma mera coadjuvante, ela consegue mostrar a que veio nas poucas vezes em que aparece. A empregada sempre tem boas tiradas e sua cara de assustada é hilária. E ainda que seja o mesmo papel, é possível enxergar pequenas diferenças na composição. Marilu fez questão de dizer que não está imitando o que fez anos atrás, o que é uma atitude louvável, afinal, não é bom para a atriz se limitar exclusivamente ao que já foi feito em 83.

Silvio de Abreu já reviveu muitos personagens que fizeram sucesso em suas novelas. Dona Armênia (Aracy Balabanian) e suas 'filhinhas' (Marcello Novaes, Gerson Brener e Jandir Ferrari) caíram na boca do povo na época de "Rainha da Sucata" e acabaram voltando em "Deus nos Acuda". Já o inesquecível Jamanta (Cacá Carvalho) ganhou

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Com uma história leve e divertida, Guerra dos Sexos acerta e supera seus problemas iniciais

O remake de Silvio de Abreu já passou dos cem capítulos e, após um início turbulento, ficou evidente o quanto que a novela melhorou ao longo de sua exibição. Se no início muitos núcleos eram pouco aproveitados, atores exageravam e a história não saía do lugar, o mesmo não tem sido mais visto nos últimos meses. Embora pouca coisa tenha sido alterada da versão original, o que foi um equívoco é bom ressaltar, o telespectador não tem motivos para reclamar de "Guerra dos Sexos" ---- que tem se mostrado uma novela leve e divertida, como toda trama das 19h tem que ser.


E um dos acertos do autor foi a primorosa escalação do elenco. Se na primeira versão o público via Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Glória Menezes, Ary Fontoura, entre tantos outros; no remake está sendo possível ver Irene Ravache, Tony Ramos, Mariana Ximenes, Reynaldo Gianecchini, Glória Pires, Drica Moraes e Luana Piovani se destacarem. Claro que também há atores fracos como Eriberto Leão, Thiago Rodrigues e Jesus Luz no time, mas infelizmente ter um elenco impecável é raro na teledramaturgia.

Além de contar com uma turma de atores digna de horário nobre, Silvio de Abreu também foi feliz ao reduzir a 'guerra' e priorizar os relacionamentos amorosos. A rivalidade entre homens e mulheres ficou restrita ao casal protagonista, enquanto que os demais núcleos passaram a destacar as paixões entre casais e a vilania de

sábado, 19 de janeiro de 2013

Triângulo amoroso se transforma em um dos principais atrativos de Guerra dos Sexos

Quem acompanha "Guerra dos Sexos" desde a estreia percebe claramente uma melhora gradativa da novela. Nunca concordei com as críticas pesadas que a trama sempre recebia, mas é inegável que a história inicialmente apresentava alguns equívocos. Núcleos sem muita função e um ritmo nada atraente. Porém, não demorou muito para que o remake de Silvio de Abreu se encontrasse. E após uma nítida progressão geral, pode-se dizer que um dos atuais  e principais pontos positivos é o triângulo amoroso envolvendo Roberta Leone (Glória Pires), Nando (Reynaldo Gianecchini) e Juliana (Mariana Ximenes).


O casal formado por Reynaldo Gianecchini e Glória Pires funcionou perfeitamente e a diferença entre os personagens apenas ajuda a deixar o romance ainda mais atraente. Roberta se apaixonou pelo jeito inocente e puro do motorista de Otávio (Tony Ramos) e a atriz demonstra toda a ternura da empresária pelo olhar doce. Já Reynaldo deixou a conturbada fase inicial --- onde acabava incorporando o Pascoal de "Belíssima" em vários momentos --- há tempos e vem se mostrando um dos melhores atores do time masculino da novela. Só perde para o Tony.

Mas se por um lado Nando combina com Roberta, o mesmo pode-se dizer do par formado com Juliana. A química intensa entre Gianecchini e Mariana Ximenes já havia sido mostrada em "Passione", onde ambos viveram a dupla de vilões Fred e Clara. Agora, interpretando personagens bonzinhos, a dupla comprova que a sintonia em cena continua firme

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Tony Ramos e Irene Ravache mostram em Guerra dos Sexos que atores veteranos também merecem ser protagonistas

Na primeira versão de "Guerra dos Sexos", o casal protagonista era representado por Paulo Autran e Fernanda Montenegro. A novela fez um imenso sucesso e até hoje todos se lembram da clássica cena em que um joga comida no outro, em pleno café da manhã, numa sequência de mais puro pastelão. Os atores ficaram marcados e deram um show na pele de Otávio e Charlô. Ao escrever o remake de sua própria obra, Silvio de Abreu não pensou duas vezes e escalou dois atores de peso para viver a dupla que tanto teve repercussão no passado: Tony Ramos e Irene Ravache.


O autor acertou em cheio ao escolher esses dois veteranos de tanto talento para protagonizar a novela das sete. Os dois atores já participaram de várias produções do próprio Silvio e sempre costumam ser lembrados por ele. Aliás, a última novela em que os dois marcaram presença foi a ótima "Passione", onde Tony viveu o enganado Totó e Irene deu vida a uma perua hilária, a inesquecível Clô. Agora, em "Guerra dos Sexos", ambos têm brilhado na pele dos sobrinhos do casal de 1983 e a parceria está sendo muito bem-sucedida.

Tony Ramos está impagável e totalmente à vontade no papel. Otávio é um quase-vilão e suas leves maldades costumam descambar para o riso, principalmente através dos trejeitos e na forma de falar do personagem. O ator deu um tom farsesco ao tipo e acertou em cheio. Já Irene Ravache não fica atrás na pele da Combuqueta, ou melhor, Charlô. A empresária é

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Malhação, Lado a Lado, Guerra dos Sexos e Salve Jorge: o que há de errado com as atuais produções da Globo?

O setor de teledramaturgia da Globo não anda enfrentando um bom momento. Mesmo que ainda esteja na liderança isolada, o ibope das novelas está muito abaixo do esperado. Embora os índices de "Balacobaco", na Record ,também estejam pífios e "Rebelde" tenha sido antecipada por causa do fracasso, os números alcançados pela emissora carioca não deixam de assustar. Aliás, a única produção alheia a toda essa suposta crise é "Carrossel", a novelinha infantil exibida pelo SBT, que tem conseguido a vice-liderança com folga. Mas afinal, ignorando a concorrência, o que há de errado com as quatro tramas globais? 


"Malhação" tem obtido em torno dos 15 pontos, índice considerado muito baixo e até inferior ao número da média geral da temporada passada, considerada um fracasso: 16 pontos. Já "Lado a Lado", tem alcançado 17,97 pontos de média geral, até então, sendo que a meta esperada é de 25. "Guerra dos Sexos" obtém 22,26 pontos até o momento e a Globo espera, no mínimo, 30 para o horário das sete. E "Salve Jorge"? A trama de Glória Perez patina no ibope e, levando em conta as últimas semanas desde a estreia, conseguiu uma média de 30,63 pontos, sendo que o padrão do horário é 40 pontos.

Não é possível fazer qualquer tipo de afirmação sobre os atuais desempenhos, uma vez que é difícil saber o que realmente esperar do público, entretanto, algumas suposições acabam surgindo e muitas delas acabam tendo uma certa coerência. O Horário de Verão, por exemplo, ainda é um grande vilão e prejudica muito o desempenho da

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Totalmente recuperados, Drica Moraes e Reynaldo Gianecchini são gratas presenças em Guerra dos Sexos

Ambos enfrentaram uma grave doença e que sempre deixa a pessoa enferma extremamente debilitada, tanto pelos sintomas quanto pelo difícil tratamento: o câncer. O público sofreu com eles e fez questão de demonstrar apoio naquele momento tão difícil. A ansiedade pela cura e retorno dos atores era grande. Após muita luta e um longo período afastados, Drica Moraes e Reynaldo Gianecchini conseguiram se recuperar, se livraram da doença e voltaram à ativa em "Guerra dos Sexos".


Na pele de Nieta e Nando, os atores começaram enfrentando a rejeição do público. Primeiro porque o sotaque da irmã de Roberta Leone (Glória Pires) lembra muito o 'caipirês' da Márcia, papel vivido pela atriz em "Chocolate com Pimenta". E segundo porque Reynaldo estava copiando todos os trejeitos do Pascoal, mecânico atrapalhado, interpretado pelo ator em "Belíssima". Em suma: parecia que os personagens iriam 'naufragar' no gosto popular.

Mas os capítulos foram passando e os atores, assim como quase todo o elenco, estão bem mais à vontade em seus respectivos papéis. A atriz, verdade seja dita, sempre esteve bem e o sotaque característico da personagem, apesar de realmente ser parecido com o da Márcia, não atrapalha em nada seu desempenho. A mãe de Carolina (Bianca Bin) não poderia estar sendo vivida por outra pessoa e Drica Moraes está mais uma vez mostrando o quanto

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Silvio de Abreu erra ao não inserir novas histórias em Guerra dos Sexos

Com pouco mais de 30 capítulos no ar, o remake escrito por Silvio de Abreu não está agradando. As críticas são constantes e a audiência não tem correspondido --- embora todas as novelas estejam enfrentando dificuldades no ibope. Muitos responsabilizam a temática ultrapassada da trama para justificar a rejeição, mas a verdade é que esse nunca foi o problema.


O eterno embate entre homens e mulheres não ficará cansativo tão cedo, uma vez que ainda está presente em nossa sociedade. Basta perguntar aos homens o que eles acham das mulheres ao volante, ou o que as mulheres acham dos homens tentando fazer várias coisas ao mesmo tempo, por exemplo. O assunto ainda rende muito. Os erros do remake são outros e passam longe do tema central --- que aliás, é o único que mostra essa guerra entre homens e mulheres, tendo Otávio e Charlô como protagonistas.

Todos os telespectadores que viram a primeira versão de "Guerra dos Sexos" constatam que Silvio de Abreu está praticamente escrevendo os mesmos diálogos e as mesmas cenas, sem mudar nada. São poucas as alterações. E é justamente aí que está o erro. Histórias que fizeram sucesso anos atrás, muitas vezes não apresentam o mesmo fôlego para os dias de hoje e precisam ser

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Guerra dos Sexos: a guerra vai começar e a diversão está garantida

Em 1983, a primeira versão de "Guerra dos Sexos" estreava enfrentando os resquícios da ditadura e o início da democracia, um período de transição, e o conflito entre os sexos era algo bem mais natural do que nos dias atuais. Afinal, era uma outra época, a mulher ainda não havia conquistado a independência e muito menos havia uma presidente no país. No entanto, neste segunda -feira (1/10/2012), estreou o remake deste grande sucesso, repetindo a parceria entre Silvio de Abreu (autor) e Jorge Fernando (diretor). Pelo que foi visto no primeiro capítulo, a diversão do telespectador novamente está garantida.


Foi inevitável o clima de saudosismo em todos que viram a primeira versão, uma vez que o autor fez questão de praticamente escrever as mesmas cenas de 29 anos atrás. Porém, Silvio deixa claro que esta sua história não é um remake, portanto, provavelmente irá modificar todas as situações nos próximos capítulos. E a ideia  de colocar como protagonistas os sobrinhos de Charlô (Fernanda Montenegro) e Otávio (Paulo Autran) foi excelente. Assim, há liberdade para Irene Ravache e Tony Ramos diversificarem nas composições e tirar a pressão do elenco de ' tentar imitar' os personagens de 1983.

O primeiro capítulo mostrou que a classe A estava fazendo falta nas novelas. Após várias tramas mirarem exclusivamente na classe C e fazerem muito sucesso, o autor ousou ao optar em escrever um remake que tem como base os ricos de São Paulo. Outro ponto positivo foi a trilha sonora, com hits tocados na obra original e, portanto, sendo um oposto ao