Mostrando postagens com marcador Ney Latorraca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ney Latorraca. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Retrospectiva 2024: os artistas que deixaram saudade

 Na última semana do ano, é hora de fazer um balanço de tudo o que passou ao longo de doze meses. O ano de 2024 foi marcado pelas muitas perdas que aconteceram entre cantores, atores e jornalistas. Vários nomes de peso deixaram o cenário cultural mais vazio e triste. Hoje se inicia a retrospectiva tradicional do blog e começando com saudade. 




Quinho do Salgueiro (1957 - 2024):

Melquisedeque Marins Marques faleceu no dia 3 de janeiro, aos 66 anos, e estava afastado do Carnaval para tratar um tumor na uretra. Uma das maiores vozes da folia carioca, Quinho deu vida a vários sambas-enredo do Salgueiro e fez dos gritos "arrepia, Salgueiro, pimba pimba", "ai, que lindo, que lindo", e "que bonitinho" em suas marcas. Em 1993, viveu seu auge quando comandou um coro de mais de 60 mil pessoas na Sapucaí com o samba "Peguei um Ita no Norte" (Explode coração, na maior felicidade"), que virou um hino da escola. 



João Carreiro (1982 - 2024):

O cantor sertanejo morreu no dia 3 de janeiro, aos 41 anos, após uma cirurgia cardíaca. Ele tinha uma condição cardíaca chamada de prolapso da válvula mitral. João conheceu o sucesso a partir de 2009, com o lançamento do álbum "Os Brutos do Sertanejo" (Som Livre), que gravou em dupla com Hilton Cesar Serafim, o Capataz. A dupla se desfez em 2013 quando João precisou tratar de problemas de saúde. O retorno aconteceu três anos depois.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

"O Beijo do Vampiro": a última boa novela de Antônio Calmon

A ousadia de Antônio Calmon lhe rendeu um estrondoso sucesso, em 1991, com a novela "Vamp". A trama que falava de vampiros marcou a teledramaturgia e até hoje é lembrada. Em 2002, o autor resolveu reviver esta temática e escreveu "O Beijo do Vampiro", que fez uma legião de fãs, conquistados com a 'nova geração' vampiresca, integrante da última boa novela de Calmon.


A trama, dirigida pelo saudoso Marcos Paulo, virou uma febre e teve até álbum de figurinhas. As crianças e os adolescentes foram os principais fãs do folhetim, que teve um grandioso elenco, personagens cativantes e uma história bem construída, repleta de ótimos efeitos especiais. Um enredo de amor, entremeado por elementos sobrenaturais, drama, humor e a clássica luta do bem contra o mal foram as principais marcas deste folhetim tão bem feito.

A trama começa no século XII, com o vampiro Bóris Vladesco (Tarcísio Meira) se apaixonando perdidamente pela princesa Cecília (Flávia Alessandra), que vive um romance com o conde Rogério (Thiago Lacerda). No dia do casamento da princesa com o conde, o vampiro mata o noivo de seu grande amor em um duelo, assim como toda sua família.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

"Alexandre e outros heróis" prima pela qualidade estética e reforça os vícios de Luiz Fernando Carvalho

A Globo não tem investido muito nos especiais de fim de ano. A emissora, já há algum tempo, prefere apostar exclusivamente nas microsséries do início de janeiro, como aconteceu em 2013 com a série "O Canto da Sereia" e como acontecerá em 2014 com "Amores Roubados". Assim sendo, "Alexandre e outros heróis" foi o único especial produzido para entrar na grade de dezembro. E a série foi ao ar na última quarta-feira (18/12), logo após "Amor à Vida".


Com texto de Luís Alberto de Abreu e do diretor Luiz Fernando Carvalho, a produção é adaptada de contos do escritor alagoano Graciliano Ramos. O especial é protagonizado pelo velho Alexandre (Ney Latorraca), um típico contador de histórias do sertão, que abusa das mentiras para se vangloriar diante dos amigos. Em uma casinha simples, ele vive com sua mulher (Cesária - Luci Pereira) e costuma contar para o cego Firmino (Flávio Bauraqui), o cigano Gaudêncio (Flávio Rocha), a beata Das Dores (Marcélia Cartaxo) e o medroso mestre Libório (Marcelo Serrado) seus feitos na época da juventude ---- entre eles, o de ter perdido um olho e 'devolvido' o dito cujo no lugar logo depois, o que teria deixado seu olho torto.

Como toda produção de Luiz Fernando Carvalho, o capricho da fotografia esteve presente do início ao fim e o resultado ficou visualmente impecável. Porém, suas produções costumam ter um ar 'cult' e pretensioso, o que acabou se repetindo em "Alexandre e outro heróis". Os diálogos eram voltados para uma