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terça-feira, 19 de março de 2024

"Família é Tudo" tem potencial para conquistar o público

 A missão de Daniel Ortiz é ingrata: elevar a média da faixa das sete, após o fiasco de "Fuzuê", que saiu de cena com o título de pior audiência da história do horário. Porém, o objetivo de Gustavo Reiz também não era simples, pois tinha que manter os números em alta, após o fenômeno "Vai na Fé". Substituir um fracasso acaba sendo tão desafiador quanto entrar no lugar de um sucesso. E o autor já tem experiência na faixa, uma vez que já escreveu quatro folhetins que foram muito bem-sucedidos às 19h40. 


A estreia de Ortiz como autor solo foi com "Alto Astral", em 2014, deliciosa novela espírita que tinha como base a sinopse da saudosa autora Andrea Maltarolli, que faleceu em setembro de 2009. O escritor desenvolveu o enredo de forma criativa e divertida. Foi sua melhor trama na faixa até agora. Depois, em 2016, emplacou mais um sucesso com "Haja Coração", uma releitura de "Sassaricando", produção de Silvio de Abreu de 1987/88. Já em 2020 estreou sua primeira obra original, "Salve-se Quem Puder", protagonizada por três mocinhas, e mais uma vez atingiu excelentes índices de audiência, mesmo com uma pandemia no meio do caminho que interrompeu as gravações durante longos meses. 

Agora, com "Família é Tudo", Daniel mostra ter novamente uma boa história em mãos e o início vem apresentando todos os ingredientes de um bom folhetim das sete. Houve uma preocupação em não correr demais com a história para causar aquela famigerada sensação de agilidade, mas que na verdade é apenas uma correria desnecessária que só prejudica o início de qualquer novela.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Família é Tudo", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na quinta-feira passada, dia 8, a segunda coletiva online de "Família é Tudo", a próxima novela das sete, escrita por Daniel Ortiz e dirigida por Fred Mayrink. Participaram o autor, o diretor e os atores Jayme Matarazzo, Cris Vianna, Thiago Martins, Henrique Barreira, Rafa Kalimann, Daphne Bozaski, Daniel Rangel, Cláudio Torres Gonzaga, Gabriel Godoy, Ramille, Grace Gianoukas, Cristina Pereira, Ramille, Thaila Ayala, Rafael Logam, Mila Carmo, Guilherme Canellas, Caio Giovani, Juliana Paiva e Arlete Salles. Fui um dos convidados e conto neste texto sobre o bate-papo. 


Arlete Salles estava animada: "É a primeira vez que interpreto duas personagens e são perfis de personalidades totalmente diferentes. Uma é empresária vitoriosa e a outra tem um lado sombrio. É trabalhoso, mas muito prazeroso. Quero agradecer ao autor e ao diretor. Trabalhar com o Fred Mayrink é um sonho. Quero agradecer também a turminha que me abraçou, uma delas a Raquel, da equipe de caracterização e maquiagem. Me sinto muito acolhida, o elenco é muito bacana".

Fred Mayrink agradeceu o carinho de Arlete: "Ela é um resumo da harmonia do nosso trabalho. 'Família é Tudo' tem ingredientes de uma boa novela. Temos núcleos de comédia muito potentes e histórias emocionantes", finalizou o diretor. Já Daniel Ortiz rasgou elogios para a veterana e falou um pouco de sua história: "Arlete representa bem o que é a Frida, essa avó maternal que quer tanto fazer o bem para os netos. Alguns deles são muito mimados pelo dinheiro dela.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Apesar dos problemas, "Salve-se Quem Puder" foi a melhor novela de Daniel Ortiz

 Daniel Ortiz ainda pode ser considerado um autor 'novato'. Afinal, "Salve-se Quem Puder" foi sua primeira novela autoral, de fato. As duas anteriores foram criadas por outros escritores. A sua estreia como autor solo foi com a despretensiosa "Alto Astral", em 2014, baseada na sinopse da saudosa Andrea Maltarolli, falecida em 2009. Foi um começo bem-sucedido. Já a fraca "Haja Coração", de 2016, era um remake de "Sassaricando" (1988), de Silvio de Abreu, escritor veterano que o lançou. E a produção que chegou ao fim nesta sexta-feira, uma obra original, já pode ser considerada o melhor trabalho de Ortiz. 

A premissa de "Salve-se Quem Puder" tinha tudo para cair no absurdo e no ridículo, mesmo na faixa leve das 19h. Mas funcionou. Os sonhos das protagonistas Luna (Juliana), Alexia (Deborah) e Kyra (Vitória) são interrompidos quando elas presenciam a execução de um juiz (vivido por Ailton Graça) e são obrigadas a viver sob custódia do Programa de Proteção à Testemunha. Para sobreviver, elas mudam o nome, a aparência, o estilo de vida e vão morar na fictícia Judas do Norte, no interior de São Paulo, depois que são dadas como mortas. Luna assumia o nome de Fiona, Alexia virava Josimara e Kyra era Cleyde, novas pessoas com um padrão de vida bem diferente. Mas tudo deu errado e o trio acaba voltando para São Paulo. 

O início da novela tem um clima de superprodução. Isso porque abusaram dos efeitos especiais para a reprodução de um furacão no México, bem no dia que as protagonistas testemunham o assassinato que transforma suas vidas. E valeu a pena o esforço da produção. Foram 17 dias de filmagem. Os efeitos convenceram e não ficaram devendo aos filmes que utilizam os recursos em enredos com catástrofes naturais.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Juliana Paiva e Flávia Alessandra emocionam na cena mais aguardada de "Salve-se Quem Puder"

 Demorou, mas veio. E valeu a longa espera. O aguardado momento em que a mocinha, Luna (Juliana Paiva), revela para a mãe, Helena (Flávia Alessandra), que é sua filha resultou na cena mais emocionante do folhetim das sete da Globo. "Salve-se Quem Puder" estreou em janeiro de 2020 e teve suas gravações interrompidas em março do mesmo ano por conta da pandemia do novo coronavírus. Só teve seus trabalhos retomados em agosto e a novela voltou ao ar apenas em maio de 2021, após uma reprise da parte exibida ano passado. Ou seja, demorou um ano e quatro meses para o público ver uma das maiores catarses do enredo.

A personagem interpretada pela sempre entregue Juliana Paiva sempre foi a protagonista com o melhor enredo. Luna presenciou um assassinato ao lado das amigas e precisou entrar para o Serviço de Proteção a Testemunhas. A mocinha, porém, antes de cair no meio da trama policial, já tinha um objetivo: procurar a mãe. Isso porque Luna e o pai, Mário (Murilo Rosa), juravam que tinham sido abandonados pela mulher sem qualquer explicação. Mas na verdade Helena foi vítima de uma armação de Hugo (Leopoldo Pacheco), que se aproveitou de um momento de desespero da uma pessoa que resolveu se arriscar como 'mula' de traficantes. Denunciada pelo vilão, acabou presa e ainda recebeu a falsa notícia de que filha e marido tinham morrido. Para culminar, Hugo é o chefe da organização que cometeu o  crime presenciado pelas três protagonistas. 

O dramalhão mexicano não é por acaso. Tanto que Luna tem nacionalidade metade brasileira e metade mexicana. Os três viviam no México anos atrás. A mocinha passou a novela inteira infiltrada na empresa da mãe para investigar o motivo do abandono, em vão. Durante o percurso, ainda se apaixonou pelo enteado de Helena, o sofrido Teo (Felipe Simas), e nunca desconfiou da periculosidade de Hugo.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Juliana Paiva, Deborah Secco e Vitória Strada honram o protagonismo de "Salve-se Quem Puder"

 A novela das sete de Daniel Ortiz vem apresentando uma 'segunda parte' muito melhor que a primeira, interrompida por conta da pandemia do novo coronavírus. "Salve-se Quem Puder" já era uma novela agradável e despretensiosa, mas agora, com o inevitável corte de capítulos, a trama ficou mais ágil e quase toda focada na saga do trio central. Além de se tornar mais atrativa, a trama também expôs o acerto na escolha de Juliana Paiva, Vitória Strada e Deborah Secco para os principais papeis. 


Luna, Alexia e Kyra formam um trio que se aventura em várias confusões e não por acaso parece oriundo de qualquer filme transmitido pela Globo na "Sessão da Tarde". As três são claramente inspiradas em "As Panteras" ---- série de sucesso da década de 70 que resultou no conhecido filme de 2003 ----, mas com um tom mais farsesco. E a proposta da produção do autor, dirigida por Fred Mayrink, seria um fiasco se as atrizes selecionadas não tivessem talento ou falhassem na sintonia em cena, o que felizmente não aconteceu.

Juliana Paiva, Deborah Secco e Vitória Strada tiveram química logo no início, quando as personagens se  conheceram e pouco tempo depois testemunharam um assassinato, virando alvos de um grupo criminoso e entrando para o Serviço de Proteção a Testemunhas. Ao longo dos capítulos, a sintonia foi aumentando e as cenas do trio ficam cada vez melhores.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

"Salve-se Quem Puder" volta com bom ritmo e virada promissora

 A novela de Daniel Ortiz estreou no dia 27 de janeiro de 2020 e acabou interrompida em 28 de março por conta da pandemia no novo coronavírus. Foram 54 capítulos exibidos. "Salve-se Quem Puder" vinha se mostrando uma produção leve e despretensiosa. A ótima audiência de "Bom Sucesso", folhetim anterior, estava sendo mantida, ainda que um pouco menor. A parte inédita da história só retornou nesta segunda-feira, dia 17 de maio, mais de um ano depois. 

O autor tinha conseguido encerrar a chamada "primeira parte" com um gancho de tirar o fôlego: Luna (Juliana Paiva) sendo descoberta por Dominique (Guilhermina Guinle). O público demorou longos meses para ver a continuação da cena, mas a espera valeu a pena. A novela teve um retorno com o pé direito e o lado positivo de tanto contratempo foi a aceleração do enredo central. Isso porque Daniel contou que esse flagra da vilã só aconteceria depois do capítulo 90 e acabou obrigado a antecipar para deixar os telespectadores ansiosos pela "segunda parte". 

Pois a estratégia funcionou. A sequência em que Luna sofreu um sequestro e depois conseguiu escapar da vilã, roubando até a arma de Dominique, se mostrou muito bem realizada pela equipe de Fred Mayrink e o diretor disfarçou muito bem todas as limitações impostas pelos novos protocolos sanitários nas gravações.

quarta-feira, 10 de março de 2021

Juliana Paiva mostrou competência mesmo em um papel secundário em "A Força do Querer"

'Orelha' é um termo usado na teledramaturgia para definir um personagem criado exclusivamente para outro, sempre com maior destaque ou até protagonista, desabafar. O perfil não tem trama própria e vive a vida dos outros. Quase sempre resulta em um subaproveitamento de atores, sejam menos conhecidos ou consagrados. Por isso, muitas vezes os autores optam pela escalação de nomes pouco relevantes. Mas, no caso de Simone, em "A Força do Querer", em sua última semana de reprise, toda essa 'regra' foi deixada de lado.


A filha de Silvana foi escolhida pela própria Lília Cabral, que adorou o trabalho da colega em "Totalmente Demais" (onde viveu a hilária Cassandra, em 2016), e já vinha acompanhando a trajetória de Juliana. A veterana sugeriu o nome para o diretor Rogério Gomes, que prontamente atendeu, recebendo o aval de Glória Perez. E a escalação não poderia ter sido mais certeira. A atriz se sobressaiu logo no começo, mesmo tendo ainda cenas pequenas. Pouco tempo depois da estreia, ficou perceptível que era um tipo promissor no enredo. Uma expectativa acabou gerada.

Todavia, a ausência de uma trama própria frustrou parte do público e da própria crítica, em virtude do conhecido talento da atriz. Não há um conflito para chamar de seu. Realmente, vive o dos outros, principalmente o da mãe e o da prima(o) Ivana/Ivan (Carol Duarte). E nunca foi prometido algo diferente, até porque era uma personagem inicialmente nem pensada para ela --- e, sim, provavelmente, para uma intérprete menos conhecida.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Juliana Paiva fez de Cassandra um dos destaques de "Totalmente Demais"

Entre 27 de janeiro e 28 de março, o público acompanhava o ótimo desempenho de Juliana Paiva na pele da mocinha Luna em "Salve-se Quem Puder". Um perfil dramático. Era a protagonista com o conflito mais atrativo do enredo e a intérprete estava em ótimo momento. Mas veio a pandemia do novo coronavírus e o mundo parou. A Globo interrompeu as gravações e "Totalmente Demais", fenômeno de 2015/2016, foi a escolhida para ocupar a faixa das 19h. Ironicamente, foi na trama de Rosane Svartman e Paulo Halm que Juliana viveu seu segundo grande sucesso com a dupla de autores: a deslumbrada Cassandra.


O enredo de Rosane e Paulo tem uma estrutura dramática muito interessante e não há perfil sem densidade. Tanto que até os tipos cômicos apresentam peculiaridades que os enriquecem cenicamente. Entre os muitos personagens hilários da trama ---- como Dorinha (Samantha Schmutz), Maristela (Aline Fanju), Stelinha (Glória Menezes) e Max (Pablo Sanábio) ----, a Cassandra é uma das que mais se sobressaem, sendo a responsável por vários momentos engraçados da produção das sete. E todas as situações protagonizadas pela menina histriônica divertem, além de quase sempre serem diretamente ligadas ao núcleo principal.

Cassandra é uma garota que faz de tudo pela fama e não se importa em passar por cima dos outros para alcançar seu maior objetivo. Guardadas as devidas proporções, tem uma certa semelhança nesse quesito com a ambiciosa Carolina (Juliana Paes). Entretanto, a personagem é burra, cafona e não tem um pingo de autocrítica.

segunda-feira, 30 de março de 2020

"Salve-se Quem Puder" apresenta ótimo gancho para a segunda parte da trama

A pandemia do corona vírus provocou um caos mundial. A melhor recomendação a ser seguida por toda a população é ficar em casa para evitar a multiplicação do vírus. A Globo, maior emissora do país e segunda do mundo, foi a primeira a tomar uma atitude drástica: interromper as gravações de todas as suas novelas visando a segurança de seus funcionários. Como consequência, dois folhetins foram afetados: "Salve-se Quem Puder" e "Amor de Mãe". "Malhação" teve seu final antecipado e "Éramos Seis" foi finalizada lindamente, sem maiores problemas. E a produção das 19h apresentou um gancho de tirar o fôlego.


Daniel Ortiz foi pego de surpresa com o encerramento brusco de sua história, assim como o próprio público, e precisou pensar em um final de capítulo impactante para prender o telespectador até o retorno da normalidade ---- que ninguém sabe ainda quando será. E conseguiu ousar com um desdobramento digno de final de temporada de ótimas séries internacionais. O autor deixou o besteirol, que norteia o enredo, um pouco de lado e destacou mais todo o contexto envolvendo a até então grande vilã Dominique (Guilhermina Guinle). Para isso, desvendou um dos maiores mistérios do roteiro e ainda proporcionou uma boa virada.

A bandida que assassinou um juiz que investigava corruptos na primeira semana de novela não teve um grande destaque até o momento. Houve uma preocupação em desenvolver mais o lado leve de "Salve-se Quem Puder".

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Trama de Luna é a melhor estruturada de "Salve-se Quem Puder"

A nova novela das sete da Globo está há pouco mais de um mês no ar e já ficou claro que se trata de um besteirol. É uma história bobinha, onde o humor farsesco se faz presente em vários momentos. O objetivo é conquistar o público infantil e há uma parcela da audiência que não tem paciência para esse tipo de linguagem. No entanto, "Salve-se Quem Puder", até o momento, vem se mostrando agradável e despretensiosa. É gostoso assistir. E a trama melhor estruturada é a de Luna (Juliana Paiva), uma das três protagonistas.


A menina é fisioterapeuta recém-formada. Mexicana, é filha de brasileiros e voltou ao Brasil após ter testemunhado um assassinato com outras duas mulheres até então desconhecidas. Luna, Alexia (Deborah Secco) e Kyra (Vitória Strada) viram um juiz ser morto no México e o trio entrou para o serviço de proteção à testemunha. Enquanto o enredo das outras duas ainda caminha com algumas deficiências, o da personagem vivida por Juliana Paiva já desperta atenção, tanto pelo mistério envolvendo seu passado quanto pelo futuro possível romance que viverá.

O enigma envolvendo o abandono da mãe de Luna é bem interessante e desperta teorias. Helena (Flávia Alessandra) nunca superou o trauma da "perda da filha" e não esconde o pavor que sente quando escuta qualquer assunto referente ao México.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

"Salve-se Quem Puder" estreia com humor farsesco e trama despretensiosa

O termo "Um furacão passou pela minha vida" costuma ser muito usado pelas pessoas na hora do perrengue. É aquele momento em que sua rotina vira de cabeça para baixo e fica até difícil pensar no futuro. O autor Daniel Ortiz resolveu colocar a famosa expressão de forma literal em "Salve-se Quem Puder", nova novela das sete da Globo, dirigida por Fred Mayrink, que estreou nesta segunda-feira (27/01) com a difícil missão de manter os altíssimos índices da primorosa "Bom Sucesso".


A trama central tem uma virada marcada por um assassinato, mas a essência será de uma comédia farsesca e até infantil. A estreia provou. É a primeira vez que Daniel escreve uma produção de sua autoria ---- "Alto Astral" era baseada na sinopse da saudosa autora Andrea Maltarolli e "Haja Coração" um remake de "Sassaricando", de 1987. Juliana Paiva, Deborah Secco e Vitória Strada são as protagonistas da nova novela e o trio promete protagonizar muitas cenas engraçadas ao longo dos meses, embora virem fugitivas de uma assassina chefe de quadrilha. Há um quê de "Três Patetas", onde uma é a mais burra, a outra a mal-humorada e a última a inteligente.

Os sonhos de Luna (Juliana), Alexia (Deborah) e Kyra (Vitória) são interrompidos quando elas presenciam a execução de um juiz (vivido por Ailton Graça) e são obrigadas a viver sob custódia do Programa de Proteção à Testemunha. Para sobreviver, elas mudam o nome, a aparência, o estilo de vida e vão morar na fictícia Judas do Norte, no interior de São Paulo, depois que são dadas como mortas. Luna assume o nome de Fiona, Alexia vira Josimara e Kyra é Cleyde, novas pessoas com um padrão de vida bem diferente.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

"Salve-se Quem Puder": o que esperar da próxima novela das sete?

A missão de Daniel Ortiz, autor da próxima novela das sete da Globo, não será fácil: substituir o fenômeno "Bom Sucesso", de Rosane Svartman e Paulo Halm, que teve um sucesso de público, crítica e repercussão. Porém, o escritor já teve uma experiência bem-sucedida com o mesmo desafio. Afinal, também substituiu o estrondoso êxito de audiência "Totalmente Demais", dos mesmos colegas, em 2016, e conseguiu manter os números em alta com "Haja Coração", ainda que o folhetim tenha se mostrado bem fraco. Agora sua nova história tem o título de "Salve-se Quem Puder".


A trama central tem uma virada marcada por um assassinato, mas a essência será de uma comédia farsesca e até infantil. É a primeira vez que Daniel escreve uma produção de sua autoria ---- "Alto Astral" era baseada na sinopse da saudosa autora Andrea Maltarolli e "Haja Coração" um remake de "Sassaricando", de 1987. Juliana Paiva, Deborah Secco e Vitória Strada são as protagonistas da nova novela e o trio promete protagonizar muitas cenas engraçadas ao longo dos meses, embora virem fugitivas de uma assassina chefe de quadrilha. Há um quê de "Três Patetas", onde uma é a mais burra, a outra a mal-humorada e a última a inteligente.

Os sonhos de Luna (Juliana), Alexia (Deborah) e Kyra (Vitória) são interrompidos quando elas presenciam a execução de um juiz (vivido por Ailton Graça) e são obrigadas a viver sob custódia do Programa de Proteção à Testemunha. Para sobreviver, elas mudam o nome, a aparência, o estilo de vida e vão morar na fictícia Judas do Norte, no interior de São Paulo, depois que são dadas como mortas.Luna assume o nome de Fiona, Alexia vira Josimara e Kyra é Cleyde, novas pessoas com um padrão de vida bem diferente.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Tudo sobre a festa de "Salve-se Quem Puder", próxima novela das sete

A sensação de atravessar uma ventania que atingiu a marca de 60 quilômetros por hora em plena cidade cenográfica de "Salve-se Quem Puder", nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, foi vivenciada por jornalistas, blogueiros e influenciadores assim que chegamos ao local para a coletiva de imprensa da próxima novela das sete da Globo, realizada na noite da última terça-feira (14/01). Foi um susto muito divertido que marcou o início do evento que a emissora promoveu.


Para entrar no clima da novela, que terá um furacão logo nos primeiros capítulos, e participar dessa inusitada experiência, a ação contou com um imenso ventilador, com potência de um motor V8, e a fumaça cenográfica, que remetem ao tornado que atinge Cancún na história de Daniel Ortiz e que marca o início da trama, ajudando a provocar uma reviravolta na trajetória das protagonistas interpretadas por Juliana Paiva, Vitória Strada e Deborah Secco.

Depois de resistirmos à ventania, fomos para o Empório Delícia, o complexo gastronômico administrado por Helena, personagem de Flávia Alessandra. Com aproximadamente mil metros quadrados, o espaço possui um amplo mezanino e é claramente inspirado nos grandes centros gastronômicos do Brasil e do exterior.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Tudo sobre a primeira apresentação de "Salve-se Quem Puder", próxima novela das sete

A Globo promoveu, nesta segunda-feira (02/12), uma primeira reunião para uma conversa sobre os preparativos para "Salve-se Quem Puder", nova novela das sete, escrita por Daniel Ortiz e dirigida por Fred Mayrink, cuja estreia está prevista para final de janeiro de 2020. Além do autor e do diretor, participaram também as três protagonistas: Juliana Paiva, Vitória Strada e Deborah Secco.


O bate-papo foi descontraído e o entrosamento das atrizes era visível a todo instante. O trio realmente criou um vínculo forte nas gravações, o que só beneficia a história da nova novela. Afinal, Luna (Juliana Paiva) --- estudante de fisioterapia ---, Kyra (Vitória Strada) --- jovem que se prepara para o casamento dos sonhos --- e Alexia (Deborah Secco) --- atriz em ascensão prestes a viver a melhor fase da vida --- terão suas vidas entrelaçadas para sempre em Cancún, no México.

As protagonistas presenciam a chegada de um furacão e os efeitos especiais da complicada sequência prometem surpreender. Como o fenômeno climático não existe no Brasil e o autor não abriu mão de usá-lo, houve a necessidade de iniciar o enredo em um lugar propício. Mas a devastação que os fortes ventos causam no lugar não é nada perto da ameaça de morte que o trio enfrentará.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Após início promissor, "O Tempo Não Para" parou e chegou ao fim sem atrativos

A novela das sete de Mário Teixeira começou com o pé direito. Apesar das desconfianças iniciais, a trama deu certo. O enredo era estapafúrdio ---- uma família de 1886 naufragava e congelava em alto mar, até descongelar 132 anos depois, precisando se adaptar aos novos tempos em pleno 2018 ----, mas caiu nas graças do público. A ousada proposta do autor funcionou e "O Tempo Não Para" iniciou sua saga fazendo um imenso sucesso ---- os índices das primeiras semanas não eram vistos desde "Cheias de Charme", exibida em 2012. Todavia, infelizmente, o autor não conseguiu desenvolver bem o seu folhetim e "O Tempo Não Para" se perdeu da metade para o final.


Os índices do Ibope nas alturas no início da trajetória da família Sabino Machado faziam jus ao que era apresentado para o telespectador. Simplesmente genial todo o período de adaptação dos congelados, incluindo o show do elenco e o texto sagaz do escritor. As expressões de choque e horror aos novos tempos eram hilárias, destacando principalmente Edson Celulari (irretocável como Dom Sabino), Juliana Paiva (perfeita como Marocas), Rosi Campos (engraçadíssima na pele de Agustina) e Cesária (Olívia Araújo valorizada como merece). Mário ainda foi inteligente e descongelou os personagens de 1886 aos poucos, aproveitando bem as adaptações de cada um.

Os principais casais funcionaram. A relação de Samuca (Nicolas Prattes muito bem) e Marocas foi desenvolvida com muito humor, sempre explorando o desconforto da menina com as modernidades do rapaz que "exibia as pernas usando bermudas, sem um pingo de vergonha''. A química entre os atores (namorados na vida real) foi nítida. Coincidentemente, a comicidade também foi o ingrediente dos outros dois pares principais.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Subaproveitados em "A Força do Querer", Juliana Paiva e Edson Celulari brilham em "O Tempo Não Para"

"A Força do Querer" foi a melhor novela de Glória Perez. E fez um merecido sucesso. A autora criou uma trama bem construída e repleta de bons personagens, além de atrativas viradas. No entanto, o folhetim também teve defeitos. E um deles foi o subaproveitamento de alguns atores, entre eles Juliana Paiva e Edson Celulari. Ela até protagonizou algumas boas cenas com a grande Lilia Cabral, mas nunca teve um conflito para chamar de seu. Já ele esteve avulso a trama toda e sua presença no enredo não fez diferença. Agora, todavia, os dois protagonizam "O Tempo Não Para".


Mário Teixeira foi muito feliz na escolha de Juliana para viver a mocinha Marocas e Edson para interpretar o patriarca da família Sabino Machado, congelada por 132 anos em um iceberg que foi parar no litoral de São Paulo. A ideia criativa do autor vem sendo, pelo menos até o momento, muito bem desdobrada e todos os personagens que viviam em 1886 vêm se destacando em cenas que mesclam humor e drama com habilidade em pleno 2018. Os atores são alguns dos principais trunfos da produção.

Juliana empresta seu evidente carisma ao papel e a protagonista conquista o telespectador com grande facilidade. Aliás, já caiu nas graças do público logo na estreia da novela. Ativa, com um vocabulário riquíssimo e um quê de ingenuidade, a mocinha é defendida por uma atriz que domina a cena e profere longos textos sem parecer decoradinho, o que era um risco em virtude da quantidade de palavras pouco usuais que Maria Marcolina usa no mundo contemporâneo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Texto repleto de boas tiradas e trama divertida marcam início de "O Tempo Não Para"

A novela das sete ainda não tem nem um mês no ar, mas já é possível afirmar com certa tranquilidade que a história de Mário Teixeira reúne as maiores qualidades de uma ótima novela das sete. Há carisma de sobra em vários personagens e a ideia de inserir uma família de 1886 em 2018 tem sido desenvolvida de maneira genial, resultando em cenas impagáveis. O contexto absurdo não implicou em algo ridículo, o que era um risco bem viável.


Muito pelo contrário, a trama tem um charme que faz o telespectador mergulhar naquela história com facilidade. E Mário foi feliz em descongelar os personagens aos poucos, aproveitando bem o choque cultural de cada um. A primeira foi Marocas (Juliana Paiva), que logo encantou o íntegro Samucas (Nicolas Prattes) e vem protagonizando momentos hilários ao lado do rapaz. A mocinha é uma das melhores personagens da novela e Juliana está irretocável, ainda mais com a quantidade de texto que precisa decorar. Impossível não se apaixonar por Maria Marcolina.

Já o segundo a despertar 132 anos depois foi Dom Sabino (Edson Celulari em grande momento, após ter sido desvalorizado em "A Força do Querer"). O patriarca da família Sabino Machado fez uma bonita amizade com Eliseu (Milton Gonçalves), um humilde catador de rua, e a dupla ainda tem muito para render, principalmente em cima da abolição da escravidão e dos resquícios de um passado não tão distante.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

"O Tempo Não Para" tem estreia movimentada e divertida

O que você faria se acordasse no futuro, mais especificamente 132 anos depois? Como lidaria com os novos costumes, as modernidades e a rotina de um período totalmente desconhecido? Essa é a premissa de "O Tempo Não Para", nova novela das sete da Globo, que estreou nesta terça-feira (31/07), substituindo "Deus Salve o Rei". Sai de cena um folhetim medieval e entra uma novela que mistura 1886 com 2018, sem explorar reencarnações, por exemplo. Ou seja, a fantasia cedeu lugar ao surreal. Não há dúvidas a respeito da ousadia da proposta da obra de Mário Teixeira, dirigida por Leonardo Nogueira.


O núcleo central é da tradicional família Sabino Machado, congelada em 1886 e descongelada em  2018. Uma ideia que pode resultar em uma trama genial ou em um enredo bizarro. A coragem  do autor, no entanto, é válida. Dom Sabino (Edson Celulari), Dona Agustina (Rosi Campos) e a filha Marocas (Juliana Paiva) são donos de extensas terras para a exploração de ouro, minérios e investimento em telefonia. A história começa justamente há 132 anos, mostrando a rotina desses personagens. O primeiro capítulo é voltado exclusivamente para isso. A saga se inicia como um folhetim de época e depois vira uma novela contemporânea.

A estreia foi movimentada, sem ser corrida. Após se chocar ao ver a filha beijando o provocador Bento (Bruno Montaleone), Dom Sabino tenta matar o rapaz, que acaba fingindo sua própria morte. O "velório" do malandro vira uma grande pastelão e todos descobrem que ele não morreu.

terça-feira, 24 de julho de 2018

"O Tempo Não Para": o que esperar da próxima novela das sete?

"Deus Salve o Rei" está em sua reta final e a novela do estreante Daniel Adjafre foi uma ousadia da Globo. Isso porque a emissora resolveu apostar em uma trama medieval em pleno horário das sete, após anos apresentando enredos contemporâneos na faixa. A novela passou longe do fracasso, mas teve seus problemas de percurso. Agora, então, a ideia é mesclar o passado com o presente através de um enredo que pode resultar em algo bizarro ou genial. "O Tempo Não Para" trará de volta o humor ao horário utilizando uma licença poética e tanto: uma família de 1886 é descongelada em 2018, precisando lidar com os novos costumes da sociedade. Pareceu absurdo? Realmente é.


O intuito de Mário Teixeira, autor da obra ---- cujo clipe pode ser conferido aqui ----, consiste em aproveitar uma das situações mais conhecidas do filme "Capitão América" em um folhetim leve e cômico. Afinal, o herói Steve Rogers foi congelado em 1941 e descongelado em 2012, precisando encarar a dor da perda de todos os seus conhecidos e do maior amor de sua vida. É, sem dúvida, a referência mais conhecida que o público terá a respeito do enredo da novela. Agora, no entanto, a situação não será tão traumática para os envolvidos, pois a família inteira acabará congelada, incluindo os escravos e até o cachorro. O contexto é bastante ousado para a teledramaturgia e o escritor merece elogios ao menos pela coragem em desenvolver algo assim.

O primeiro capítulo será exclusivamente para apresentar o núcleo principal em 1886. A família Sabino Machado ---- moradora de São Paulo e detentora de extensas terras para exploração de ouro, minérios e investimentos em telefonia ---- embarca em um dos navios mais seguros da época, o Albatroz, a caminho da Europa. Dom Sabino (Edson Celulari) , um fiel súdito da monarquia que sonha com o título da nobreza, planeja a viagem para conhecer o estaleiro que comprou na Inglaterra.

domingo, 1 de outubro de 2017

Mesmo em um papel secundário, Juliana Paiva se destaca em "A Força do Querer"

'Orelha' é um termo usado na teledramaturgia para definir um personagem criado exclusivamente para outro, sempre com maior destaque ou até protagonista, desabafar. O perfil não tem trama própria e acaba vivendo a vida dos outros. Quase sempre resulta em um subaproveitamento de atores, caso os mesmos sejam conhecidos ou consagrados. Por isso, muitas vezes os autores optam pela escalação de nomes menos conhecidos ou relevantes. Mas, no caso de Simone, em "A Força do Querer", toda essa 'regra' foi deixada de lado.


A filha de Silvana foi escolhida pela própria Lília Cabral, que adorou o trabalho da colega em "Totalmente Demais" (onde viveu a hilária Cassandra), e já vinha acompanhando a trajetória de Juliana. A veterana sugeriu o nome para o diretor Rogério Gomes, que prontamente atendeu, recebendo o aval de Glória Perez. E a escalação não poderia ter sido mais certeira. A atriz se sobressaiu logo no começo, mesmo tendo ainda cenas pequenas. Pouco tempo depois da estreia, ficou perceptível que era um tipo promissor no enredo. Ou seja, uma expectativa acabou gerada.

Todavia, a ausência de uma trama própria frustrou parte do público e da própria crítica, em virtude do conhecido talento da atriz. Ela não tem um conflito para chamar de seu. Realmente, vive o dos outros, principalmente o da mãe e o da prima(o) Ivana/Ivan (Carol Duarte). E nunca foi prometido algo diferente, até porque era uma personagem inicialmente nem pensada para ela --- e, sim, provavelmente, para uma intérprete menos conhecida.