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terça-feira, 5 de agosto de 2025

Tony Ramos fará muita falta em "Dona de Mim"

 Nesta terça (05/08), após alguns adiamentos e reedições de capítulos por conta da programação da Globo, que mexeu na grade para a transmissão de alguns jogos de futebol, foi exibido o capítulo que marcou a morte de Abel em "Dona de Mim". Quando a notícia saiu em vários sites houve uma imediata surpresa do público. A equipe da novela conseguiu segurar bem o segredo. No entanto, desde então as reclamações nas redes sociais são muitas, o que é compreensível. Tony Ramos enriquece qualquer elenco. 


A atual novela das sete ainda não engrenou. A história de Rosane Svartman está longe de ser um fracasso e elevou os índices da produção anterior, mas ainda não é um sucesso. E dá para entender porque o enredo ainda não fisgou de jeito o telespectador. Há uma impressão de um prólogo que nunca acaba. A trama parece que ainda não começou de fato, o que é um problema. Até mesmo sobre o que se trata o roteiro da obra é uma dúvida que naturalmente surge. A saga da Leona (Clara Moneke) se resume a que exatamente? Ela quer ser mãe de novo, após a perda de sua filha? Quer ficar com a Sofia (Elis Cabral) trabalhando de babá até o fim da vida? Quer fazer faculdade e ter um bom emprego? Quer tudo isso ao mesmo tempo? Enfim, são questionamentos pertinentes e que acabam enfraquecendo a narrativa. 

A família Boaz sempre foi o maior chamariz do folhetim, até porque é lá que Leona trabalha e criou um lindo vínculo com Sofia e todas aquelas pessoas que moram na mansão. Mas muitas situações que aconteciam ali passaram a andar em círculos e nem mesmo a chegada de Vanderson (Armando Babaioff) proporcionou uma reviravolta.

sexta-feira, 11 de julho de 2025

"O Século do Globo" é um documentário chapa 'quase' branca, mas bem informativo

 Cem anos de história. Fatos que marcaram gerações e que determinaram a evolução da sociedade brasileira são retratados em "O Século do Globo", documentário criado por Pedro Bial e produzido pelos Estúdios Globo. Composto por quatro episódios, que foram ao ar na TV Globo nesta semana, o documentário apresenta eventos e personagens inesquecíveis, narrados através dos olhos de quem viveu e produziu notícia ao longo dos últimos 100 anos. O projeto, que combina ficção com elementos documentais e entrevistas inéditas, ilumina a trajetória do jornal fundado por Irineu Marinho e conduzido por décadas por seu filho Roberto Marinho, ilustrando seu papel na evolução do jornalismo brasileiro e do próprio país na política, na economia e na cultura. 

O jornal, que completa 100 anos no dia 29 deste mês, marcou o início do que se tornaria o maior grupo de mídia e comunicação da América Latina. “A história dos 100 anos do jornal O GLOBO não é só uma história sobre o jornal, trata da matéria prima do jornal: a realidade, os acontecimentos que formaram o Brasil no último século. A história com H maiúsculo”, declara Pedro Bial. “O jornalismo tem que ter a grandeza de se curvar à realidade. E, num arco longo de 100 anos, é possível acompanhar as transformações sociais e culturais e as mudanças na linguagem do jornalismo e da comunicação”, complementa. A ideia de narrar os maiores acontecimentos históricos do país, sob a perspectiva do maior jornal brasileiro, nasce ainda na redação de O GLOBO, e ganha vida no documentário. 

No elenco, Tony Ramos e Eduardo Sterblitch interpretam Roberto Marinho em diferentes fases da vida. “Você leva um susto quando te convidam para interpretar um personagem icônico, que faz parte da história recente do Brasil”, afirma Tony Ramos.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

"Dona de Mim" tem tudo para ser mais um sucesso de Rosane Svartman

 Não é segredo para ninguém que Rosane Svartman já ser firmou como uma grande autora de novelas. Até agora foram três folhetins de imenso sucesso ---- "Totalmente Demais" e "Bom Sucesso", ambas com a parceria do igualmente talentoso Paulo Halm (que merece novos trabalhos na Globo), e "Vai na Fé", sua primeira trama como escritora solo. Todas na faixa das sete. "Dona de Mim" é sua quarta obra e estreou no dia 28 de abril, também no horário das 19h. 


A história teve uma estreia arrebatadora, recheada de emoções e conflitos que prenderam a atenção. No primeiro capítulo, Abel (Tony Ramos) e Filipa (Cláudia Abreu) estão prestes a se casar, em uma elegante celebração na mansão da família Boaz. Pegando todos de surpresa, a cerimônia é interrompida com a chegada de Ellen (Camila Pitanga), antiga funcionária da fábrica de lingeries da família, que enfrenta um câncer em fase terminal. A mulher surge em meio ao casamento para cobrar uma antiga dívida de vida com Abel: ela pede que ele assuma a paternidade de sua filha, uma linda criança que carrega nos braços.

Sem pensar duas vezes, o empresário se torna pai de Sofia (Elis Cabral),  isso abala sua relação com a esposa ao longo dos anos. Conforme vai crescendo, a menina fica cada vez mais sapeca, pregando peças em todas as babás que passam pela residência e não duram nem um mês no cargo. Até que Leona (Clara Moneke) entra na história.

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Dona de Mim", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na terça-feira de abril, dia 8, a primeira coletiva virtual de "Dona de Mim", próxima novela das sete escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman. Participaram a autora e os atores Tony Ramos, Marcello Novaes, Rafael Vitti, Aline Borges, Clara Moneke, Cláudia Abreu, Suely Franco, Bel Lima, Flora Camolese, Juan Paiva, Luana Tanaka, Pedro Alves, Cris Larin, Gabriel Sanches e Marcos Pasquim. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Rosane Svartman comentou sobre sua nova protagonista: "Esse momento é muito especial. Tem uma diferença nessa protagonista das outras que já fiz, mas assim como a Sol, de Vai na Fé, ela também tem um trauma que é uma perda gestacional avançada. Ela desistiu do casamento, da faculdade de marketing... Essa novela é diferente das outras porque a protagonista já começa no buraco. As mocinhas mudaram muito ao longo do caminho e não há mais como objetivo principal um par romântico. A Léo tem a questão da correria. Ela quer ajudar os outros, mas se enrola. Esse é o diferencial dela. E amo triângulo amoroso. Faço sempre para que todos os romances aconteçam. Gosto de pensar o que a Leo vê no Samuel, no Davi e no Marlon, que não é a mesma coisa. A nossa missão como roteirista é abrir a alma junto com os personagens e enxergar com os olhos deles o que veem. Faço isso para valer e é muito bom ser uma novela aberta porque abre a possibilidade de irmos para um lado ou pro outro. A Leo tem o romance do passado que vem com muita dor e os jovens que ela encontra na mansão, que é o Samuel e Davi".

Cláudia Abreu falou de seu retorno aos folhetins: "Sempre achei novela das sete uma diversão. Tem cenas não tão longas, mas tem que contar muita coisa em menos tempo. Você é atriz em qualquer horário, mas cada horário tem sua linguagem. Há um ritmo diferente e tem sido muito bom fazer essa novela com o Tony Ramos. E com a Rosane que tem uma antena muito forte pra conectar tudo o que acontece na sociedade.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

"Cabocla" foi um remake saboroso

 A edição especial de "Cabocla" chega ao fim nesta sexta-feira, dia 14. O remake exibido em 2004 foi a terceira adaptação da obra de Benedito Ruy Barbosa, após a versão de 1959 da TV Rio e a de 1979 da própria Globo. A reprise ocupou a faixa 'pós-Jornal Hoje', preenchida anteriormente pelo extinto "Vídeo Show", que até hoje a emissora não nomeou. Então segue mantendo a classificação de 'edição especial', sendo que de especial não tem nada, já que tem a mesma duração das reexibições do "Vale a Pena Ver de Novo". 


"Cabocla" é inspirada no romance homônimo de Ribeiro Couto – escritor da primeira fase do Modernismo - e se passa no fictício município rural de Vila da Mata, em 1918. De um lado da história, a disputa por terras entre os coronéis Boanerges (Tony Ramos) e Justino (Mauro Mendonça) e, do outro, a paixão de Zuca, personagem que revelou a atriz Vanessa Giácomo na TV, pelo "almofadinha" Luís Jerônimo, primo de Boanerges.

No começo da trama, a jovem está noiva do peão Tobias - vivido por Malvino Salvador, também em sua estreia na TV - mas acaba se encantando pelo bon-vivant depois de o rapaz passar uma noite no hotel de seus pais, Zé da Estação (Otávio Augusto) e Sinhá Bina (Jussara Freire). Luís, filho do exportador de açúcar Joaquim (Reginaldo Faria) e um assíduo frequentador de festas no Rio de Janeiro, é aconselhado pelo doutor Edmundo (Othon Bastos) a se mudar para o Interior ao ser diagnosticado com tuberculose.

sábado, 20 de janeiro de 2024

Após início turbulento, "Terra e Paixão" chega ao fim como um grande sucesso

 O começo não foi fácil. A missão de Walcyr Carrasco era reerguer a audiência do horário nobre da Globo, após o completo fiasco de "Travessia", que afundou a ótima média conquistada pelo remake de "Pantanal". Conhecido como o 'coringa' da emissora, o autor costuma fazer o impossível e sempre consegue entregar um sucesso. Pois não foi diferente com "Terra e Paixão", que estreou em maio de 2023 e chegou ao fim nesta sexta-feira, dia 19, após 221 capítulos, um número impressionante para os dias de hoje. 

A história não teve um caminho tranquilo. Como a trama era longa, Walcyr optou por um início mais lento e longe dos atropelos que muitos folhetins recentes fazem para causar a sensação de agilidade. A estratégia foi inteligente e o começo se mostrou muito bem estruturado em cima da saga de Aline (Barbara Reis), que logo no primeiro capítulo viu seu marido ser assassinado a mando de Antônio La Selva (Tony Ramos), poderoso empresário do agronegócio que fez fortuna através do desmatamento de florestas e tomando terras de pequenos produtores. 

Porém, após uma estreia repleta de adrenalina, o folhetim 'amornou' diante da falta de embates diretos entre mocinha e vilão e também por conta de um dilema amoroso envolvendo a protagonista. Logo na primeira semana, Caio (Cauã Reymond) se declarou para a protagonista e não houve construção alguma do sentimento. Foi algo súbito.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Tony Ramos e Gloria Pires comprovam em "Terra e Paixão" que uma parceria bem-sucedida nunca se desgasta

 A valorização dos veteranos, infelizmente, sempre foi uma raridade entre os autores. São poucos os que escalam atores experientes para papeis de destaque e depois da pandemia a situação ficou pior do que já estava. Há um nítido privilégio da juventude nos elencos dos últimos anos, onde há cada vez menos espaço para intérpretes de mais idade. Dá para contar nos dedos de uma mão a quantidade de atores acima dos 60 anos nos folhetins recentes. No entanto, há um escritor que sempre valorizou esse time: Walcyr Carrasco. A maior prova é o destaque de Tony Ramos e Gloria Pires em "Terra e Paixão".

Os atores ganharam dois vilões que têm um grande destaque, pois fazem parte do núcleo central do enredo, e vêm recebendo cada vez mais cenas desde o início do folhetim. O casal sem escrúpulos já praticou inúmeras maldades na história, que agora conta com a colaboração de Thelma Guedes, e o principal objetivo é a manutenção do poder. Antônio e Irene La Selva são os clássicos representantes da família que enriqueceu com o agronegócio devastando terras protegidas, praticando crimes ambientais e matando supostos inimigos. Os típicos 'cidadão de bem'. 

Os personagens têm uma defesa visceral pela 'família', mesmo com o ambiente familiar sendo catastrófico, onde os três herdeiros cresceram repletos de problemas psicológicos graças aos constantes embates e a sucessivas cobranças a respeito de quem iria conseguir a sucessão nas empresas do pai. Ainda houve a trágica morte de Daniel (Johnny Massaro), vítima de um acidente na estrada, pouco tempo depois de um caos familiar ter sido instaurado por Caio (Cauã Reymond), que expôs a traição de Irene diante de todos.

sábado, 30 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 A teledramaturgia de 2023 presenteou o público com grandes atuações. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas e séries. Vamos a eles.




Melhores Atrizes: 


1- Sheron Menezzes.

Sol foi a melhor mocinha de 2023 e o sucesso de "Vai na Fé" foi mais do que merecido. A atriz viveu sua primeira protagonista em mais de 22 anos de carreira. Estava merecendo há tempos a oportunidade e soube aproveitar. A personagem teve cenas de forte intensidade dramática ao mesmo tempo que protagonizou momentos leves fazendo shows e realizando sonhos. Fora a química com Samuel de Assis, o que fez toda diferença para o casal de mocinhos ter tido tanto torcida na história de Rosane Svartman.



2- Gloria Pires. 

Nada melhor do que ver uma atriz veterana valorizada como merece e em pleno horário nobre. Gloria está brilhante na pele de Irene La Selva em "Terra e Paixão" e vem se destacando desde o início da trama de Walcyr Carrasco e Thelma Guedes. A personagem é uma vilã fria e calculista, mas tem pontos fracos, como o amor que sempre sentiu por um dos filhos e a culpa que carrega pela morte de Daniel (Johnny Massaro). Não é um tipo fácil, mas nas mãos de Gloria até parece. E que parceria boa com Tony Ramos. A quarta na ficção. 

sábado, 23 de dezembro de 2023

Com o drama de Petra, "Terra e Paixão" apresenta mais um capítulo de tirar o fôlego

 A atual novela das nove da Globo é a única produção que vem fazendo sucesso na grade. Walcyr Carrasco, agora com Thelma Guedes, novamente demonstra que sabe a fórmula para prender o público diante da televisão e o capítulo desta sexta-feira, dia 22, foi mais uma comprovação. A conclusão do drama de Petra (Debora Ozório) ocasionou uma sucessão de cenas impactantes e emocionantes. 


O risco de "Terra e Paixão" perder o ritmo com a morte da Agatha (Eliane Giardini) era alto, afinal, a vilã arrebatou o púbico e provocou um verdadeiro caos na trama. O mistério do 'quem matou?' segue no enredo em segundo plano e foi aí que o bom planejamento dos autores ficou mais claro. Enquanto o maior enigma não é solucionado, o que só ocorrerá no último capítulo, outros conflitos ganharam continuação, como o abuso sofrido por Petra, que sempre voltava nas memórias da personagem através da terapia com Marta (Kika Kalache). 

A entrada de Dirceu, interpretado por Eriberto Leão, movimentou a história e inseriu uma tensão constante em virtude do comportamento abusivo e até aterrorizante daquele sujeito que sentia prazer em encurralar mulheres.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Walcyr Carrasco comprova em "Terra e Paixão" que é o autor que mais valoriza atores veteranos

 O atual momento da teledramaturgia não anda nada bom no quesito valorização de atores mais experientes. Aliás, não anda bom em vários outros quesitos, mas isso é assunto para outro texto. O fato é que intérpretes mais velhos estão desaparecendo das histórias e a juventude vem dominando os elencos. No entanto, ironicamente, na única trama inédita que vem fazendo sucesso e alcançando boa audiência esse absurdo não acontece. Em "Terra e Paixão", um trio de peso dominou a narrativa e virou o maior trunfo do enredo. 

Gloria Pires, Tony Ramos e Eliane Giardini formam uma tríade de ouro na trama de Walcyr Carrasco que agora conta com o apoio de Thelma Guedes. E o merecido destaque que os três recebem honra o que o autor sempre fez em todas as suas novelas: a valorização do elenco veterano. Não teve um folhetim sequer em que os intérpretes mais experientes não tenham recebido grandes papeis pelas mãos do escritor, que costuma encher suas obras de profissionais experientes, como Ana Lucia Torre, Elizabeth Savalla, Ary Fontoura, Marco Nanini, Walderez de Barros, Suely Franco, Fernanda Montenegro, Laura Cardoso, entre tantos que já foram frequentemente escalados por ele. 

Agora não é diferente em "Terra e Paixão". A ideia de colocar Gloria e Tony vivendo um casal de vilões funcionou logo no início e a dupla que transborda crueldade e frieza enriquece a trama, além de proporcionar sempre ótimas cenas para os atores que já fizeram muito sucesso juntos no cinema e vivendo pares românticos em outros folhetins.

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

"Terra e Paixão" apresenta capítulo de tirar o fôlego com show de veteranos

 Nesta terça, dia 7, "Terra e Paixão" apresentou mais um capítulo repleto de cenas eletrizantes, após o afronte de Aline (Barbara Reis) exibido semana passada. Porém, agora foi a vez do trio veterano da trama brilhar. Tony Ramos, Gloria Pires e Eliane Giardini foram irretocáveis em uma sucessão de cenas de forte carga dramática que marcou mais uma catarse preparada muito bem por Walcyr Carrasco e Thelma Guedes. 


A passagem de Claudia Raia pela novela das nove foi curta, apenas dez capítulos, afinal, precisava cuidar de seu filho, Luca, de oito meses. Mas Emengarda teve uma presença cênica e tanto, o que valorizou a atriz e enriqueceu o enredo. Tanto que a golpista foi a responsável pela nova virada da história quando descobriu o caso de Irene (Gloria Pires) com Vinícius (Paulo Rocha) e vendeu a informação para Agatha (Eliane Giardini), que não pensou duas vezes antes de destruir a rival. 

A cena em que Agatha levou Antônio até o motel em que sua esposa estava com o amante foi o gancho de sábado, que rendeu uma continuação repleta de ação e embates ao longo de quase uma hora do capítulo desta segunda, que rendeu 30 pontos de pico de audiência.

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Walcyr Carrasco promove primeira virada de "Terra e Paixão" repleta de catarses e boas atuações

 Nesta quinta-feira, dia 6, foi ao ar a grande virada da atual novela das nove da Globo. "Terra e Paixão" marca a volta de Walcyr Carrasco ao horário, após o fenômeno "A Dona do Pedaço", de 2019, e o autor sempre foi considerado o coringa da emissora. Responsável por uma legião de sucessos em todas as faixas, o escritor mostrou mais uma vez que não entra em batalhas para perder. Foram dois meses de preparação para que uma avalanche de catarses acontecesse com a temperatura necessária para a empolgação do público. 


A novela estreou no dia 8 de maio e só acaba em janeiro de 2024. Um enredo que precisa ser desmembrado por cerca de 220 capítulos. Um desafio para qualquer autor, ainda que Walcyr tenha experiência em folhetins longos (vários tiveram 'esticamentos' por conta do sucesso). Não por acaso, fica perceptível que houve uma preocupação na elaboração de vários 'plots' que ainda virão pela frente, como a volta de Agatha, mãe de Caio (Cauã Reymond) e grande paixão de Antônio (Tony Ramos). A personagem estava morta até semana passada, mas o caixão estava vazio e quando isso acontece na teledramaturgia a resposta é imediata: a defunta vai voltar triunfante. 

Porém, agora o enredo está voltado para a morte de Daniel (Jhonny Massaro), que provoca uma virada de chave na personalidade de Irene (Gloria Pires). A vilã contida e fria passa a ser agressiva destemperada diante da perda da única pessoa que realmente amava e depositava seu futuro de riqueza eterna. O termo 'coringar', algo comum nas redes sociais, cabe perfeitamente no caso. E tudo foi acontecendo com a explosão simultânea de várias bombas que Walcyr foi preparando ao longo dos dois primeiros meses de novela.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

"Terra e Paixão" tem início promissor e sem correria

 Na terra, quando plantada, a semente se desenvolve, germina e cresce. É nessa força da vida, transformada em esperança, e no desejo de justiça, que move "Terra e Paixão", a nova trama de Walcyr Carrasco, com direção artística de Luiz Henrique Rios, que estreou nesta segunda-feira, dia 8. A produção traz um folhetim clássico, com histórias de amor, de superação, dramas familiares, disputas e segredos inconfessáveis. De acordo com a sinopse, uma jornada de esperança e luta, com personagens e histórias profundas, tão enraizados quanto as belas e grandiosas plantações do Mato Grosso do Sul. O início da história deixa claro que se trata de um dramalhão promissor. 


A nova trama das nove se inicia com Aline (Barbara Reis) precisando fugir imediatamente de suas terras com o filho no colo após o marido Samuel (Ítalo Martins) perceber uma ameaça de invasão na propriedade. No meio das grandiosas plantações do Mato Grosso do Sul, ela corre com o pequeno João (Matheus Assis) nos braços e recebe a ajuda de Caio (Cauã Reymond), justamente o filho do homem que ordenou o atentado, o poderoso fazendeiro Antônio La Selva (Tony Ramos).

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

"Encantado`s" é um encanto de série

 O Globoplay estreou nesta sexta, dia 18, mais uma série exclusiva: "Encantado`s". Uma coletiva presencial com o elenco, as autoras e a equipe foi realizada na última quarta-feira, dia 16, no Kinoplex Globoplay no Leblon, Rio de Janeiro, e fui um dos convidados. O clima era de alegria diante da realização de uma produção escrita por duas mulheres pretas com um elenco majoritariamente preto, sem o estereótipo da violência como sustentação do roteiro. As gravações ainda foram feitas na época da pandemia do novo coronavírus e todos conseguiram produzir sem problemas a primeira temporada de onze episódios, sendo que o primeiro e o segundo foram exibidos no evento. O público presente se divertiu genuinamente.


A série conta a história de dois irmãos, Olímpia (Vilma Melo) e Eraldo (Luis Miranda), que aos 50 anos precisam lidar com a morte do pai e assumir a gerência de um local que funciona como supermercado durante o dia e, à noite, vira a escola de samba Joia do Encantado. Cabe a Olímpia, proprietária e gerente-geral do "Encantado`s", a gestão sustentável do comércio. E a Eraldo, presidente da Joia do Encantado, a missão de realizar o próximo desfile do grêmio recreativo. Conectados pelos laços sanguíneos e pelo amor que os une, os dois vivem encontros e desencontros na tentativa de conciliar suas distintas maneiras de seguir os sonhos. 

Criada pelas roteiristas Renata Andrade e Thais Pontes, que assinam a obra em parceria com Chico Mattoso e Antônio Prata, responsáveis pela redação final, a série é fruto da oficina de humor para roteiristas negros realizada pela Globo em 2018. Renata classifica a trama como uma comédia de sonhos e a descrição se mostra perfeita.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Os 20 anos de "Laços de Família"

Após o sucesso de "Por Amor" (1997), Manoel Carlos precisava encarar dois difíceis desafios: emplacar uma outra grande novela no horário nobre e ainda substituir o fenômeno "Terra Nostra" (1999), de Benedito Ruy Barbosa, que estava no ar até o final de maio. Apesar da nada simples nova empreitada, a missão foi cumprida com louvor através da envolvente e bem escrita "Laços de Família", folhetim que completa 20 anos hoje ----- estreou no dia 5 de junho de 2000 e ficou no ar até dia 2 de fevereiro de 2001. Foram 209 capítulos de um dramalhão de qualidade.


Dirigida por Ricardo Waddington, a novela conta a história do amor incondicional que uma mãe tem por sua filha. A mãe foi mais uma Helena do autor e interpretada muito bem por Vera Fisher. Já a filha, a mimada Camila, foi vivida por Carolina Dieckmann. A trama, ambientada no bairro do Leblon, começa às vésperas do Réveillon de 2000, com um pequeno acidente de trânsito envolvendo a protagonista e Edu (Reynaldo Gianecchini estreando na televisão), um médico recém-formado. Os dois têm uma discussão, mas depois vivem um intenso romance, que sofreu forte rejeição da tia do rapaz (Alma - Marieta Severo) por causa da diferença de idade ---- ele era vinte anos mais novo que ela.

Helena é uma empresária bem-sucedida, de 45 anos --- que tem outro filho além de Camila (um rapaz íntegro chamado Fred - Luigi Barricelli) ---, sócia de uma clínica de estética, e tem a fiel escudeira Yvete (Soraya Ravenle) como melhor amiga e confidente.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

"Vade Retro" teve um bom começo, mas se perdeu no caminho

Coprodução da Globo com a O2 Filmes, "Vade Retro" marcou a volta de Alexandre Machado e Fernanda Young à Globo, após o fracasso de "O Dentista Mascarado" (2013). Os talentosos autores estrearam esse novo trabalho em abril e a série chegou ao fim na última semana de junho (quinta-feira, 29/06), tendo apresentado o último episódio com alguns dias de antecedência no aplicativo Globo Play ---- assim como foi feito durante toda sua exibição. A trama teve uma boa proposta, mas acabou se perdendo.


O enredo em torno do misterioso Abel Zebul (Tony Ramos), poderoso empresário que faturava milhões em palestras proferindo comentários sarcásticos sobre Deus e criticando sentimentos bons, despertou atenção. O seu interesse em seduzir a ingênua advogada Celeste (Monica Iozzi), a transformando em laranja para seus planos de lavagem de dinheiro, se mostrou uma boa premissa, principalmente à medida que mesclava realidade com o sobrenatural através de situações enigmáticas a respeito dele ser mesmo um diabo ou não.

Entretanto, ao longo das semanas, a história perdeu o fôlego. Depois que Abel colocou no corpo de Celeste a Lágrima de Mefisto, um rubi diabólico que vale mais de 60 milhões de dólares, escondendo a joia sob a pele da vítima, as situações começaram a cansar. Até mesmo os ótimos perfis secundários foram ficando sem função, aparecendo cada vez menos.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Valeu muito a pena rever "Torre de Babel" no Viva

O Viva vem reprisando "Torre de Babel" desde 10 de outubro de 2016 e a trama está em plena reta final. A problemática novela de Silvio de Abreu obteve ótimos índices de audiência no canal a cabo, comprovando que a produção deixou uma boa memória no público. E esse resultado acaba refletindo a qualidade da bem estruturada história do autor, que conseguiu reverter a rejeição inicial dos telespectadores em 1998, transformando a obra em um grande sucesso, com direito a várias cenas marcantes.


A reprise expõe bem todas as modificações que o enredo sofreu ao longo dos meses, mas também mostra a habilidade que Silvio teve para mexer em tudo sem descaracterizar os personagens e a sua história. Inicialmente, a produção foi voltada exclusivamente para a vingança de Clementino, o papel mais complexo e desafiador da carreira de Tony Ramos. O protagonista assassinou a esposa com golpes de pá, foi preso por 20 anos, e saiu da cadeia disposto e destruir a vida do poderoso César (Tarcísio Meira), que testemunhou o assassinato, sendo o maior 'responsável' pela sua condenação.

A explosão do Tropical Tower Shopping foi a sequência mais marcante da novela e entrou para a história da teledramaturgia, até porque os efeitos especiais ficaram primorosos, principalmente considerando toda a infraestrutura de um produto da década de 90.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

"Vade Retro" tem ótimo elenco, texto afiado e boa proposta

Estreou nesta quinta (20/04), na faixa antes ocupada pela fraca "Chapa Quente", na Globo, a nova série de Alexandre Machado e Fernanda Young. "Vade Retro" é a nova aposta da dupla de roteiristas, conhecidos pelas ótimas "Os Normais" (2001/2003), "Os Aspones" (2004), "Minha Nada Mole Vida"(2006), "Separação?!" (2010), "Macho Man" (2011) e "Como Aproveitar o Fim do Mundo"(2012). Vale lembrar, entretanto, que a última experiência do casal na emissora foi traumática, pois "O Dentista Mascarado"(2013) foi um imenso fracasso e massacrada pela crítica. A missão agora é justamente esquecer esse fiasco e voltar aos bons tempos.


E vale lembrar ainda que os autores tiveram duas experiências muito bem-sucedidas no canal a cabo GNT. Eles emplacaram duas temporadas da divertida "Surtadas na Yoga" (2013/2014) e uma da irônica "Odeio Segundas" (2015) ----- cuja segunda temporada já foi encomendada para ano que vem. De volta à televisão aberta, após quatro anos afastados, a nova produção deles na Globo é dirigida pelo competente Mauro Mendonça Filho e conta com um elenco repleto de talentos. Foi por causa dessa série, aliás, que Monica Iozzi saiu da bancada do "Vídeo Show" (onde fazia um imenso sucesso como apresentadora) para se firmar de vez na sua carreira de atriz. Ela protagoniza a trama ao lado do grande Tony Ramos.

A história retrata a clássica luta do bem contra o mal, explorando essa dualidade através da insegura advogada Celeste (Monica Iozzi) e do poderoso empresário Abel Zebu (Tony Ramos). Ela é uma profissional fracassada, que mora com a mãe (Leda - Cecília Homem de Mello) e sofre com a ausência de clientes. Seu grande 'feito' na vida foi ter sido beijada pelo Papa João Paulo II quando o pontífice veio ao Brasil.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Reprise de "Torre de Babel" no Viva comprova a coragem e a ousadia de Silvio de Abreu

O Viva começou a reprisar a polêmica "Torre de Babel" no dia 10 de outubro e desde então tem sido possível observar com mais clareza o quanto a novela de Silvio de Abreu, dirigida por Denise Saraceni, era ousada e corajosa para época. Aliás, seria ousada até nos tempos atuais, levando em consideração o politicamente correto e a rejeição do público por questões mais complexas. A novela, exibida originalmente em 1998, teve um início muito conturbado e problemas de audiência. No entanto, o autor conseguiu reverter a situação, a transformando em um imenso sucesso. E são várias as razões que explicam o porquê da resistência inicial do telespectador 'médio', assim como expõem a riqueza do enredo e a coragem do autor.


As primeiras semanas da história foram muito pesadas e não havia um casal protagonista parta torcer. O enredo se baseava primeiramente em três pontos: a vingança do agressivo Clementino (Tony Ramos), o romance de Rafaela (Christiane Torloni) e Leila (Silvia Pfeifer) e as implicações provocadas pelo vício em drogas de Guilherme (Marcelo Antony). Três situações consideradas polêmicas. Para culminar, as cenas do primeiro capítulo foram muito fortes e hoje em dia só poderiam ir ao ar em uma novela das 23h. O personagem vivido magistralmente por Tony flagrou a sua mulher com dois homens e a matou com golpes de pá. Ele também chegou a matar um dos amantes. Uma sequência chocante e grandiosa, toda ambientada em 1978. Já no final da estreia da novela, após uma passagem de vinte anos, houve uma invasão de traficantes na mansão dos pais do rapaz viciado, iniciando um tiroteio no meio de uma luxuosa festa.

Ou seja, foi um início nem um pouco 'suave'. E isso não foi um demérito, pelo contrário. Mostrou a coragem do autor em sair do mais do mesmo, apostando em um enredo denso e repleto de situações extremamente dramáticas. Porém, quem arrisca muitas vezes paga um preço e Silvio pagou com a rejeição do público, que considerou tudo pesado demais.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Os vencedores da nona edição do "Prêmio Quem" de TV

Aconteceu na noite da última terça-feira (22/03), a nona edição do "Prêmio Quem". O evento da conhecida revista ocorreu no Grand Mercure Riocentro, no Rio de Janeiro. A cerimônia premiou nomes que se destacaram em 2015 em diferentes áreas --- televisão, gastronomia, literatura, música, cinema, moda, beleza e teatro ---- e a premiação contou com a presença de vários artistas, como já era de se esperar. No seguimento da TV, foram seis categorias e uma honrosa homenagem a Tony Ramos, em virtude da sua respeitável trajetória e admirável carreira (além, claro, do seu irretocável desempenho em "A Regra do Jogo").


O vencedor da Categoria Melhor Ator foi Alexandre Nero, que foi homenageado pela colega Cássia Kiss durante a entrega do troféu. Ele realmente foi merecedor, uma vez que seu desempenho em "A Regra do Jogo", na pele do controverso e covarde Romero Rômulo, foi merecedor de todos os elogios. Apesar do curto intervalo de tempo entre uma novela e outra, o ator conseguiu apagar completamente a figura do comendador José Alfredo, de "Império", incorporando totalmente aquele homem que não conseguia ser mocinho e nem bandido.

Porém, muitos concorrentes de Alexandre também mereciam a honraria. Vide Domingos Montagner, que brilhou absoluto em "Sete Vidas", e Tonico Pereira, que deu um show na pele do trambiqueiro Ascânio, em "A Regra do Jogo". Tony Ramos era outro indicado merecedor, afinal, o ambíguo Zé Maria era um dos melhores personagens da novela de João Emanuel Carneiro e foi o grande destaque da reta final da novela.