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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: os melhores casais do ano

O ano de 2014 não foi muito feliz para as novelas. O número de fracassos foi maior que o número de êxitos ----- situação bem semelhante ocorreu em 2013, vale lembrar. Porém, os pares românticos, como não poderia deixar de ser, estiveram presentes em várias delas e muitos conquistaram o público. Alguns, inclusive, ainda estão no ar e repletos de cenas românticas para evidenciar bastante a boa química existente entre eles. Assim como ocorreu no ano passado, fiz uma seleção dos melhores casais da ficção.





Pedro e Karina ("Malhação Sonhos"):
A atual temporada está repleta de ótimos casais e este é um deles. Rafael Vitti e Isabella Santoni são gratas revelações e a química que têm em cena é nítida. O Exibido e a Esquentadinha formam um par apaixonante e a relação é claramente inspirada na ' A Megera Domada', que também serviu de inspiração para Petruchio (Eduardo Moscovis) e Catarina (Adrina Esteves) em "O Cravo e a Rosa". Karina sofre de problemas de autoestima e Pedro é um verdadeiro trapalhão. Os dois combinam muito e fazem um sucesso merecido.



Gina e Ferdinando ("Meu Pedacinho de Chão"):
O improvável casal foi ganhando destaque no remake de Benedito Ruy Barbosa, e o mundo encantado criado pelo diretor Luiz Fernando Carvalho fez este par parecer com os contos da Disney. Entretanto, Gina era uma mulher briguenta e nada parecida com as princesas clássicas. Mas no final da história, ela acabou sendo conquistada de vez pelo seu 'príncipe' Nando e se desarmou por completo. Johnny Massaro e Paula Barbosa formaram um lindo casal e os atores brilharam.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: os piores do ano

Mais um ano vai chegando ao fim e as tradicionais retrospectivas são praticamente uma obrigação. Assim como tem ocorrido todos os anos, este blog fará uma lista com os piores e melhores de 2014. Primeiramente, os piores produtos televisivos serão listados. Curiosamente, alguns dos selecionados em 2013 continuam na lista deste ano, o que apenas comprova que os problemas vistos anteriormente não foram resolvidos. Porém, algumas 'novidades' surgiram para incrementar esta triste seleção. Cabe ao leitor concordar, discordar ou acrescentar mais produções.




"Em Família": A última novela de Manoel Carlos foi uma grande decepção e um fracasso de audiência (pior ibope do horário nobre). Excesso de personagens sem função, atores que foram escalados e nem entraram, ritmo arrastado, ausência de bons conflitos, trama cansativa, clima tenso nos bastidores, enfim, não faltaram problemas na história. O folhetim ainda enfrentou duras críticas em virtude da discrepância na idade dos personagens, como por exemplo, Natália do Vale ser mãe de Júlia Lemmertz sem nem ao menos passar por um processo de envelhecimento. A novela ainda pecou pela falta de bons pares românticos e pela ausência de um bom vilão, uma vez que a ferina Shirley (Vivianne Pasmanter) ficou apenas na promessa. Infelizmente, Maneco (um novelista que já escreveu inúmeros sucessos) se despediu da pior forma possível.



"Geração Brasil": Após o sucesso de "Cheias de Charme", a expectativa era alta para a nova novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira. Mas após um começo promissor, a trama dos autores foi se perdendo gradativamente, até virar um completo equívoco. A história envolvendo tecnologia tinha uma boa premissa, porém, com o tempo, foi ficando nítido que não havia um fio condutor e nem conflitos atrativos. Os personagens ficaram sem rumo, vários casais foram mal desenvolvidos, atores foram subaproveitados e a novela que parecia ótima na verdade se revelou uma produção fraquíssima. A rejeição do público foi tão alta que a média geral conseguiu ficar um ponto abaixo de "Além do Horizonte", até então considerada o menor índice do horário. Um folhetim para ser esquecido.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Repleta de problemas, "Em Família" chega ao fim marcada como a pior novela de Manoel Carlos

Para o alívio da Globo e de muitos atores envolvidos, chegou ao fim, nesta sexta-feira (18/07), "Em Família". A última novela de Manoel Carlos, lamentavelmente, não fez jus ao seu respeitado currículo, foi repleta de problemas, não conquistou o público, não repercutiu, e terminou sendo o pior Ibope da história do horário nobre da emissora (tendo uma média ainda pior do que o fracasso "Salve Jorge"). Sem dúvida, um trabalho para ser esquecido, mas que acaba ficando marcado como o pior folhetim de Maneco.


A história, que teve três fases, começou num ritmo muito arrastado, desanimando quem assistia. O equívoco da parceria Maneco/Jayme Monjardim voltou a ficar evidente. Mas a segunda fase ---- com o surto de Laerte, que enterrou Virgílio vivo, provocando uma virada na trama ---- apresentou bons conflitos, fortes cenas e despertou interesse em relação aos futuros acontecimentos que a novela apresentaria na terceira fase. Entretanto, assim que a terceira parte foi iniciada, vários problemas foram ficando bem claros. 

Além do ritmo ter voltado a ficar muito arrastado, a questão das idades dos personagens ficou inverossímil. Vanessa Gerbelli (Juliana) foi escalada para viver a tia de Júlia Lemmertz (Helena), que por sua vez era filha de Natália do Vale. Já Thiago Mendonça foi escolhido para viver Felipe, o irmão de Clara, um rapaz mais velho que Giovanna Antonelli, e Ana Beatriz Nogueira foi colocada como mãe de Gabriel Braga Nunes.

terça-feira, 8 de julho de 2014

As Helenas de Manoel Carlos

Uma das marcas de Manoel Carlos é, sem dúvida, a presença de uma personagem chamada Helena em suas obras. A primeira novela do autor, curiosamente, se chamava "Helena" (1952 - TV Paulista) e era baseada no romance homônimo de Machado de Assis. Mas ainda não tinha relação alguma com as nove mulheres que viriam a marcar presença em seus futuros folhetins.


A primeira Helena foi em "Baila Comigo" (1981). Vivida brilhantemente pela grande Lilian Lemmertz, a personagem deu à luz gêmeos (vividos por Tony Ramos), mas não pôde criá-los ao lado do pai (Joaquim Gama - Raul Cortez). Para 'resolver' a dura questão, entregou um deles a Joaquim e o outro criou com seu marido, Plínio Miranda (Fernando Torres). O forte enredo dramático proporcionou grandes cenas para todos os atores envolvidos, incluindo, claro, a saudosa Lilian. Não por acaso, o forte papel presenteou a atriz com inúmeros elogios à sua atuação.

Após este seu bem-sucedido trabalho, Maneco escreveu duas novelas que não contaram com uma Helena: a conturbada "Sol de Verão" (1982) e "Novo Amor" (1986 - Rede Manchete). Mas foi a partir de "Felicidade" que o autor passou a inserir a sua controversa protagonista em todas as suas histórias. No folhetim exibido em 1991, Maitê Proença foi a atriz escolhida para interpretá-la e convenceu na pele de

terça-feira, 1 de julho de 2014

Beijo de Clara e Marina na novela "Em Família" comprova que o tabu foi quebrado em "Amor à Vida"

Nesta segunda-feira (30/06), foi exibido na novela "Em Família" um selinho entre Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Muller). A fotógrafa pediu a namorada em casamento, as duas se emocionaram e trocaram um beijo que deixou muito a desejar. Pareciam duas amigas e não um casal. A cena foi fraca e sem emoção. Porém, as atrizes não tiveram culpa e se saíram muito bem no que foi proposto, pois o problema do par se deve exclusivamente ao autor, que não soube desenvolver a história adequadamente. Impossível se envolver com este romance. Clara se comporta feito uma adolescente boba e Marina se mostrar romântica depois de ter ficado evidente que ela era uma mulher prática, e até excessivamente sexual, não deu para engolir.


E em relação ao beijo, segundo Manoel Carlos, este foi o mais 'leve'. O de maior intensidade será exibido ao longo dos próximos capítulos da trama. Mas deixando a questão do casal 'Clarina' de lado, é preciso constatar que um dos maiores tabus que cercavam as novelas da Globo foi quebrado definitivamente por "Amor à Vida", através do sucesso do par Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso), que arrebatou o público. O beijo exibido no último dia da história de Walcyr Carrasco foi antológico, emocionante, e ainda serviu para acabar de uma vez (pelo menos é o que se espera) com a inútil polêmica que assombrava todo romance homossexual na ficção.

Voltando no tempo, por exemplo, pode-se afirmar com toda convicção que Clara e Marina morreriam na inesquecível explosão do Shopping em "Torre de Babel" (1998). Na época, o casal lésbico formado pelas atrizes Silvia Pfeifer e Christiane Torloni, que interpretavam Leila e Rafaela, foi rejeitado pelo público, 'obrigando' Silvio de Abreu a matá-las no atentado, junto com alguns outros perfis que não foram bem aceitos.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cadu e Verônica: um bonito par de "Em Família"

"Em Família", além dos problemas já amplamente abordados, não tem muitos casais interessantes. Poucos são os pares que despertam algum tipo de interesse. Ao longo dos meses, foi difícil torcer por algum. Mas atualmente, há três bons pares: Helena (Júlia Lemmertz) e Virgílio (Humberto Martins), que sempre formaram um par, mas só recentemente começaram a demonstrar boa sintonia; Bárbara (Polliana Aleixo) e André (Bruno Gissoni), que fazem um bonito casal, embora o interesse do rapaz por Luiza (Bruna Marquezine) arraste demais a relação; e Verônica (Helena Ranaldi) e Cadu (Reynaldo Gianecchini), que começaram a se envolver. E dos três casais, o último é que o tem sido mais interessante de se acompanhar.


Após muita enrolação em cima da eterna dúvida de Clara (Giovanna Antonelli) ---- sobre com quem deveria ficar, com o marido ou Marina (Tainá Muller) ----, Cadu resolveu dar um basta naquela situação e pediu o divórcio. Manoel Carlos demorou muito para desenvolver este equivocado triângulo, o que acabou prejudicando todos os personagens envolvidos. Mas apesar de mais este erro do autor ---- que inclui ainda a cura súbita de Cadu após um transplante ----, o personagem de Gianecchini, antes tarde do que nunca, passou a ter uma vida própria, podendo se desvencilhar do casal lésbico, e começando a ser alvo da disputa de várias mulheres, sendo Silvia (Bianca Rinaldi) e Verônica as 'principais' interessadas.

Embora haja química entre o ex de Clara e sua médica, é com Verônica que as cenas ficam bonitas e com uma boa dose de romantismo. Os personagens estão cada vez mais próximos e desde que Cadu foi morar com sua amiga, há um clima no ar. O par é tratado como se ambos fossem adolescentes tímidos e inexperientes,

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Helena X Luiza: um dos poucos conflitos que tiram "Em Família" do marasmo

Manoel Carlos sempre gostou de retratar conflitos entre mães e filhas em suas novelas. E este tipo de drama sempre rende boas cenas para as atrizes e também para o público que acompanha os embates. Atualmente, em "Em Família", um dos poucos acontecimentos relevantes da trama é justamente o conflito envolvendo Helena (Júlia Lemmertz) e Luiza (Bruna Marquezine) por causa de Laerte (Gabriel Braga Nunes).


Luiza acabou se apaixonando por Laerte, o homem que era antigo amor de infância de sua mãe e que desgraçou a vida da família há 20 anos. Em um surto de ciúmes, o rapaz na época acabou tendo uma briga feia com Virgílio (Humberto Martins) e, após o embate violento, enterrou seu rival vivo, que só se salvou graças ao cachorro Federal, que o encontrou horas depois. A situação trágica foi o único grande acontecimento da novela e marcou a segunda fase.

Obviamente, a gravidade deste crime (que acabou ocasionando a prisão de Laerte e um infarto fulminante do pai de Helena) impede que haja qualquer tipo de aceitação do público para com a relação amorosa de Luiza e Laerte. Portanto, a imensa rejeição que este casal sofre não chega a ser nada surpreendente.

terça-feira, 10 de junho de 2014

O amadurecimento profissional de Reynaldo Gianecchini

Sua estreia na teledramaturgia foi bastante turbulenta. Sem experiência alguma na televisão, Reynaldo Gianecchini começou simplesmente em uma novela de Manoel Carlos, no horário nobre da Rede Globo. "Laços de Família" (2000) foi o primeiro trabalho do ator, que já havia feito uma peça teatral ("Cacilda", dirigida por José Celso Martinez). E o seu começo na tevê foi repleto de críticas da imprensa especializada.


Inexperiente, Gianecchini ganhou o médico Edu, um dos personagens centrais da excelente novela de Maneco, que era alvo da disputa entre mãe (Helena - Vera Fisher) e filha (Camila - Carolina Dieckmann). Apesar de ter sido muito criticado na época, o ator não foi tão mal como muitos disseram. Sua parceria com Marieta Severo (Tia Alma) era boa e as cenas fortes que protagonizou da metade para o final da novela, ao lado de Carolina (cuja personagem enfrentava um grave câncer), eram bem defendidas. Mas obviamente que a falta de maturidade profissional fazia diferença e era nítida.

Em 2001, logo no ano seguinte, o ator entrou em "As Filhas da Mãe", novela das sete fracassada de Silvio de Abreu. E nesta produção, o ator não sei saiu nada bem. Seu papel era de um homem que se descobria apaixonado pelo seu colega de trabalho, que na verdade era uma mulher disfarçada (Cláudia Jimenez).

terça-feira, 27 de maio de 2014

O talento de Vanessa Gerbelli

Ela tem 40 anos, mas aparenta ter 30. É discreta na sua vida pessoal e bastante tímida. Uma atriz que se dedica aos seus personagens, mas que também sabe pintar belos quadros e ainda canta. Esta é Vanessa Gerbelli, que se destacou logo na sua primeira cena de "Em Família e vem brilhando na pele da obcecada Juliana, personagem criada especialmente para ela por Manoel Carlos.


Sua estreia na teledramaturgia foi na Globo, no ano de 2000, quando ganhou a caipira Lindinha, do sucesso "O Cravo e a Rosa", de Walcyr Carrasco. A invejosa personagem começou sem muita importância e foi crescendo a cada capítulo, mostrando que sua intérprete tinha vindo para ficar. Apesar de ter sido uma vilã, ganhou a simpatia do público e terminou a trama regenerada, ao lado de Januário (Taumaturgo Ferreira).

Após esta sua bem-sucedida estreia, participou de "Desejos de Mulher" em 2002 e em 2003 ganhou de Manoel Carlos a sua melhor personagem da carreira até agora: a Fernanda, de "Mulheres Apaixonadas". Até hoje os telespectadores se lembram da trágica morte da mãe de Salete (Bruna Marquezine),

sexta-feira, 23 de maio de 2014

"Em Família": uma novela sem rumo

Assim como é aceitável que uma obra não mude sua essência e prejudique seu enredo para satisfazer o telespectador, também é perfeitamente compreensível que uma novela sofra modificações em prol da aceitação do público, e consequentemente do aumento dos índices de audiência. Várias tramas já sofreram deste problema e algumas conseguiram acertar com as mudanças, enquanto que outras só se prejudicaram ainda mais. O segundo caso, por exemplo, pode ser aplicado ao atual folhetim das nove da Globo: "Em Família" está sem rumo.


A última novela de Manoel Carlos vem sofrendo constantes modificações desde a sua estreia, incluindo a intervenção da Globo na aceleração da história, que implicou no encurtamento da segunda fase da trama. Tudo para tentar salvar o folhetim dos péssimos índices de audiência e da baixa repercussão. Entretanto, nada tem surtido efeito e as alterações acabaram deixando a história aparentemente sem direção e muitos personagens perdidos.

O foco principal de "Em Família" passou a ser o romance entre Luiza (Bruna Marquezine, ótima) e Laerte (Gabriel Braga Nunes, apático e inexpressivo), já previsto na sinopse. Entretanto, Maneco parece não saber o que Laerte é. Ele não é mocinho, nem vilão e nem um tipo dúbio, é apenas um sujeito obsessivo e egoísta. Parece psicótico.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Clara, Cadu e Marina de "Em Família": um triângulo amoroso bastante equivocado

Manoel Carlos vem enfrentando uma sucessão de problemas com sua última novela. Audiência baixa, repercussão nula, atraso na entrega dos capítulos e nas gravações, história que não consegue prender o telespectador, enfim, são muitos os percalços. E além de todas estas questões nada simples de serem resolvidas, o autor ainda se equivocou no desenvolvimento de um dos núcleos que mais prometiam: o triângulo amoroso abordando heterossexualidade e homossexualidade.


A história protagonizada por Clara (Giovanna Antonelli), Cadu (Reynaldo Gianecchini) e Marina (Tainá Muller) despertou interesse antes mesmo da novela estrear. Tanto que a própria escalação foi motivo para comentários e expectativas. O papel da Marina foi escrito para Alinne Moraes, mas a linda e talentosa atriz engravidou e precisou recusar o convite. A ótima Andreia Horta chegou a ser cogitada como substituta, mas a personagem acabou nas mãos de Tainá, que também foi uma escolha acertada.

Os três atores estão ótimos, mas o enredo envolvendo os personagens deixa muito a desejar, assim como seu desdobramento. Primeiramente se equivocaram com Clara. A personagem começou a terceira fase infantilizada demais e parecia uma boboca. Giovanna não estava à vontade no papel e isso transparecia para o público.

terça-feira, 15 de abril de 2014

"Em Família" se arrasta com capítulos tediosos e cenas irrelevantes

Logo na primeira semana de exibição, "Em Família" enfrentou dificuldades. A audiência não correspondeu e os índices preocupantes fizeram a Globo editar os capítulos com o objetivo de agilizar um pouco a história. A segunda fase da trama teria uma duração um pouco maior, mas acabou sendo encurtada; ou seja, Manoel Carlos perdeu a frente de capítulos que tinha e a terceira fase entrou no ar antes do tempo. Entretanto, ao longo das semanas ficou perceptível que o esforço da emissora havia sido em vão.


A terceira fase da novela não conseguiu empolgar e o ritmo arrastado da produção começou a incomodar. Os novos personagens chegaram a despertar interesse, mas a falta de acontecimentos foi um empecilho para atrair o telespectador. Esta soma de combinações negativas afetou consideravelmente "Em Família", que não tem apresentado sinal de melhora, apesar de já ter passado do capítulo 60.

A história não sai do lugar e a quantidade de cenas irrelevantes impressiona. Maneco é um autor que valoriza o cotidiano e todas as suas obras sempre têm essa característica. Os personagens falam sobre amenidades, o preço dos alimentos, comentam notícias da atualidade, batem papo em elevadores, vão à feira,

sexta-feira, 28 de março de 2014

"Malhação", "Joia Rara", "Além do Horizonte", "Em Família" e a fraca atual fase da Globo

A atual fase da Globo não anda nada boa. Seus quatro principais produtos de teledramaturgia estão com os números de audiência abaixo do esperado e as produções têm deixado muito a desejar. Nem sempre Ibope alto significa qualidade, tanto que "Lado a Lado", "Guerra dos Sexos" e "Sangue Bom" ---- três fracassos que não mereceram os índices baixos --- são exemplos relativamente recentes que comprovam esse fato. Porém, a novelinha adolescente e as três novelas atuais têm pecado em vários pontos, diminuindo qualquer chance da situação ser revertida e fazendo por merecer os números indesejados.


"Malhação" já começou equivocada ao priorizar uma história infantilizada, onde o colégio ficava em segundo plano. Os adolescentes não apresentaram conflitos atraentes e o foco era somente os dilemas amorosos dos personagens. Após uma temporada muito bem escrita, onde vários tipos emplacaram, como a periguete Fatinha (Juliana Paiva), foi impossível não fazer uma comparação e perceber que o nível caiu muito. Embora a audiência da atual fase tenha melhorado em virtude do término do horário de verão, a trama em si continua fraca e desinteressante.

"Joia Rara" está em plena reta final, mas lamentavelmente a história não foi bem conduzida e Duca Rachid e Thelma Guedes acabaram deixando vários personagens sem função e a trama ficou voltada para as fugas de Manfred (Carmo Dalla Vechia) e os constantes sequestros praticados pelo vilão. O resultado

sexta-feira, 21 de março de 2014

Na pele do sofrido Virgílio, Humberto Martins convence em "Em Família"

"Em Família" continua com um ritmo lento e com poucos acontecimentos relevantes. Entretanto, a novela de Manoel Carlos tem conseguido destacar alguns atores. E um deles é Humberto Martins, que ganhou um personagem muito difícil e está lidando muito bem com as dificuldades do papel, aproveitando a oportunidade dada pelo autor para se sobressair.


Virgílio sempre foi apaixonado por Helena (Júlia Lemmertz) e aguentava o namoro dela com seu amigo Laerte (Gabriel Braga Nunes) calado, já que a submissão sempre foi uma de suas características. Esse triângulo foi mantido por anos, até que uma briga feia entre os dois provoca uma tragédia: Laerte quase mata Virgílio e ainda o enterra vivo. Depois desse crime, ele vai preso e o ex-amigo --- que fica com uma cicatriz no rosto devido ao ferimento causado por uma espora --- se casa com Helena. Anos se passam e a volta do ex-amigo causa uma crise na família.

Humberto ganhou o personagem mais complicado: um sujeito naturalmente apático, passivo e bonzinho até demais. A chance de ser visto como um completo idiota pelo público era alta e o ator não tinha uma missão fácil.

terça-feira, 11 de março de 2014

Vivianne Pasmanter rouba a cena interpretando a vilã Shirley de "Em Família"

A novela de Manoel Carlos está com pouco mais de um mês de exibição. O ciclo foi apenas iniciado e tem muita história pela frente. Entretanto, desde os primeiros capítulos foi possível perceber que Shirley seria o ponto alto de "Em Família". Interpretada pela promissora Giovana Rispoli na primeira fase e pela talentosa Alice Wegmann na segunda, a vilã passou a ser vivida pela ótima Vivianne Pasmanter na terceira. E a história ganhou um importante atrativo com a chegada da vilã, que retornou de viagem após anos longe.


A trama, até então, tem sido marcada pelo ritmo vagaroso, com poucos acontecimentos. Mas a entrada da vilã deu um novo fôlego à novela, que ficou bem mais interessante com a entrada da sarcástica personagem. Shirley enriqueceu de forma fácil e ostenta todos os seus luxos sem pensar duas vezes. Usa o dinheiro para humilhar os outros, debocha da própria filha (Bárbara - Polliana Aleixo) porque ela está acima do peso, ridiculariza o pai alcoólatra (Viriato - Antônio Petrin), não liga para o filho (Leto - Ronny Kriwat) e ainda tem uma obsessão doentia por Laerte (Gabriel Braga Nunes).

A personagem é dessas que cativam o telespectador através das maldades recheadas de ironia. Manoel Carlos resolveu apostar em uma vilã clássica, ainda que suas novelas anteriores não tenham sido marcadas por esse tipo de perfil, tão tradicional em folhetins.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Idade dos personagens prejudica "Em Família" e subestima telespectador

A nova e teoricamente última novela de Manoel Carlos ainda está dando seus primeiros passos. A história entrou em sua terceira fase, após a Globo interferir e acelerar os capítulos por causa da baixa audiência, e tem conseguido apresentar uma boa história. Claro que é cedo para saber se a trama se sustentará pelos próximos meses, mas o conjunto parece promissor. No entanto, a história apresenta um grave problema que afeta a verossimilhança da trama: a idade dos personagens principais.


A segunda fase de "Em Família" foi responsável pela apresentação do núcleo principal e pelo desenrolar do conflito que move o triângulo amoroso. Através desse conjunto, o telespectador pôde conhecer as características dos personagens e se familiarizar com os dilemas. Porém, apesar de ter proporcionado as melhores cenas da novela até então, essa fase acabou comprometendo ainda mais a realidade da terceira.

Maneco foi muito feliz na escalação de Júlia Lemmertz para viver sua última Helena, que começou com Lilian Lemmertz, mãe da atriz. Ela está ótima e nem chega a ser surpresa, já que seu talento é conhecido. Entretanto, subestimou o telespectador quando escalou Natália do Vale para interpretar a mãe

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Após brilhar na pele de Shirley, Alice Wegmann comprova seu talento e deixa saudades em "Em Família"

O principal destaque da segunda fase de "Em Família" foi a debochada Shirley. Ela é dessas quase-vilãs que Manoel Carlos gosta de ter em suas novelas e que o público adora. Mas, além do papel ser muito bom, o autor e a direção acertaram na escalação das atrizes. Vivida por Giovana Rispoli na primeira fase (uma grata revelação-mirim), a personagem passou a ser interpretada muito bem por Alice Wegmann.


A atriz estreou no horário nobre, após ter feito uma pequena participação na décima-oitava temporada de "Malhação" (Andreia - 2010); ter se destacado em "A Vida da Gente" (Sofia - 2011) e protagonizado a vigésima temporada da novelinha adolescente (2012/2013), vivendo a carismática Lia. Todos esses ótimos trabalhos foram boas referências para Alice ganhar um papel tão importante na trama de Manoel Carlos e que é interpretado pela talentosa Viviane Pasmanter na terceira fase.

Alice Wegmann conseguiu se destacar em todas as cenas de Shirley e soube imprimir um tom irônico e sarcástico na personagem com precisão. A personagem é invejosa, egoísta e voluntariosa; características que não estiveram presentes em nenhum papel vivido pela atriz anteriormente. Ou seja, com

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Reviravolta na segunda fase inicia história e movimenta "Em Família"

Após um começo lento e com baixa audiência, "Em Família" sofreu algumas intervenções da Globo. A emissora editou os capítulos e acelerou a história. Portanto, a grande virada da segunda fase da trama de Manoel Carlos, que só iria ao ar no fim dessa semana, começou a ser exibida na sexta-feira passada (07/02). E as cenas que representaram essa reviravolta no núcleo central foram muito bem realizadas.


A sequência em que Laerte (Guilherme Leicam) tem uma briga feia com Virgílio (Nando Rodrigues) foi primorosa e muito realista. O filho de Selma (Camila Raffanti) sempre teve um ciúme doentio de Helena e acabou expondo toda a sua agressividade depois que o 'amigo' o criticou após sua despedida de solteiro. Eles se enfrentaram e o rapaz enfiou uma espora no rosto do filho de Maria (Cyria Coentro), que acabou caindo e batendo com a cabeça.

Pensando que tinha matado Virgílio, Laerte carregou o corpo até um matagal e enterrou. As cenas transbordaram tensão e o capítulo prendeu a atenção de quem assistia. Maneco surpreendeu e mostrou que também sabe escrever sequências de pura adrenalina. Porém, os momentos posteriores  a essa tentativa de assassinato conseguiram ser ainda melhores. Linda a sequência do cachorro (Federal)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Dividida em três fases, "Em Família" estreia com ritmo morno e focada no triângulo central

Nessa segunda-feira (03/02), estreou a última novela de Manoel Carlos. Dirigida por Jayme Monjardim, "Em Família" terá a missão de manter os índices de "Amor à Vida" ou aumentá-los ---- tarefa nada fácil, afinal, o atual momento da Globo não é muito favorável, uma vez que "Malhação", "Joia Rara" e "Além do Horizonte" amargam uma péssima audiência. Mas deixando os números do Ibope de lado e focando na história, já foi possível observar a principal característica do autor logo no começo da obra: os dramas familiares.


Dividida em três fases, a trama é iniciada na década de 80, com o nascimento de Helena ---- a primeira cena foi, inclusive, o batizado. O capítulo foi apresentando os conflitos e as rusgas entre as famílias do núcleo central, cujos atores eram, em sua maioria, desconhecidos do grande público. Porém, o time não comprometeu. Mas a primeira fase pecou no ritmo, que foi arrastado e sonolento. A protagonista foi vivida pela promissora Julia Dalavia, enquanto que Laerte e Virgílio foram interpretados por Eike Duarte e Arthur Aguiar.

A melhor cena desse início foi o afogamento de Helena, graças ao talento de Giovana Rispoli, intérprete da quase-vilã Shirley. O olhar frio e o riso debochado da menina, enquanto via a amiga se afogar sem fazer nada para ajudar, foram assustadores. Entretanto, as demais cenas cansaram e foram entediantes.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

"Em Família": o que esperar da próxima novela das nove?

A última novela de Manoel Carlos estreia na próxima segunda-feira, dia 3 de fevereiro. Embora o autor tenha falado em outras ocasiões que se dedicaria exclusivamente às minisséries, agora realmente parece que "Em Família" será seu último trabalho de longa duração. E pelo o que tem sido visto nas chamadas e no clipe de 18 minutos divulgado na internet (clique aqui para assistir), Maneco escreveu uma promissora história.


Sua trama terá três fases e o triângulo amoroso central tem tudo para despertar torcidas fervorosas e envolver o telespectador. Helena, Laerte e Virgílio ---- Bruna Marquezine, Guilherme Leicam e Fernando Rodrigues interpretam os personagens na segunda fase ---- vivem um amor de infância, mas a protagonista gosta de manipular os dois, que a amam e disputam sua atenção. Porém, Laerte vai se mostrando um sujeito cada vez mais perturbado e ciumento, o que acaba provocando uma tragédia: ele briga feio com Virgílio e quase o mata. O escândalo provoca uma reviravolta no núcleo central e marca a vida das famílias.

Essa forte história promete bons momentos e intensas interpretações. Manoel Carlos sabe como ninguém tratar dessas brigas familiares de forma competente e, ao que tudo indica, soube criar um contexto que provoca muitos conflitos. Além da trama principal, o que tem chamado atenção é o núcleo