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quinta-feira, 18 de julho de 2024

"Pedaço de Mim" é um sopro de criatividade em meio a um marasmo de ideias

 Em meio ao catastrófico cenário atual da teledramaturgia, onde as novelas inéditas pecam com enredos frágeis, repetitivos e monótonos, e até as plataformas de streaming nada apresentam como alternativa, é um suspiro de esperança assistir ao novo produto da Netflix: "Pedaço de Mim", escrito por Angela Chaves e dirigido por Maurício Farias. A série, de temporada única com 17 episódios já disponíveis, tem a alma de um bom folhetim e satisfaz quem está órfão do gênero em 2024. 


Produção de A Fábrica, "Pedaço de Mim" é uma história de sonhos impactados por reviravoltas, perdas e aprendizados. Liana (Juliana Paes), uma mulher que sonha em ser mãe, acaba tendo sua trajetória atravessada por eventos de alta força dramática, que afetam seu casamento com Tomás (Vladimir Brichta). Após descobrir a infidelidade do marido, a noite de Liana acaba em uma relação não-consensual e em uma raridade científica, a superfecundação heteroparental: uma gravidez de gêmeos de pais diferentes. Liana, disposta a lutar para manter a situação em segredo, se vê em meio a uma confusão de sentimentos, sem saber se conseguirá amar igualmente as duas crianças e manter suas relações familiares da mesma forma.

A autora criou uma história ousada, criativa e que instiga o público, prendendo até o final. Diante de um vazio de novidades que a atual fase da teledramaturgia enfrenta, é um alento acompanhar um enredo que envolve e provoca discussões internas em quem está assistindo. Porque nada naquela trama é preto no branco.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Com história criativa e protagonistas carismáticos, "Quanto Mais Vida, Melhor!" se mostrou uma deliciosa novela das sete

 A estreia de Mauro Wilson como autor de novelas corria sérios riscos em virtude da pandemia do novo coronavírus. Por causa dos protocolos sanitários, a trama foi ao ar já quase toda gravada. O mesmo aconteceu com "Nos Tempos do Imperador" e "Um Lugar ao Sol", duas produções que foram incontestavelmente prejudicadas. Porém, "Quanto Mais Vida, Melhor!" conseguiu driblar bem as dificuldades e a história, que chegou ao fim nesta sexta-feira (27/05), somou todos os bons ingredientes de um folhetim das sete com uma premissa que fugiu do mais do mesmo. 

A ideia de quatro protagonistas tendo um encontro com a Morte e recebendo a notícia de que um deles morreria em um ano foi genial para uma novela. Ainda mais levando em consideração que todos trocariam de corpos perto da metade da história. Vale lembrar que Mauro escreveu a série "Os Amadores" (2006/2007), protagonizada por um quarteto masculino que tinha a mesma essência. O autor chegou a dizer que pegou a inspiração dali. Só que o seriado teve dois episódios, um em cada ano. O desafio que desenvolver algo do tipo em mais de 150 capítulos era muito maior. E o risco de cair no ridículo era alto. Afinal, tudo beirava o absurdo até para a ficção. Mas tudo foi tão bem desenvolvido que foi fácil comprar a trama e embarcar na fantasia. 

Até porque a escalação do quarteto principal foi certeira. Mateus Solano, Valentina Herszage, Giovanna Antonelli e Vladimir Brichta tiveram sintonia logo na primeira cena e ganharam perfis cativantes que foram conquistando o telespectador aos poucos, à medida que a história avançava e os dramas de cada um eram apresentados. Guilherme, Flávia, Paula e Neném reuniam qualidades e defeitos que os tornavam críveis e de fácil identificação.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Quarteto central honra o protagonismo de "Quanto Mais Vida, Melhor!"

 A novela das sete escrita por Mauro Wilson e dirigida por Allan Fiterman é constantemente elogiada neste espaço. É difícil não parar de elogiar "Quanto Mais Vida, Melhor!". A trama vem se desenvolvendo tão bem e com tantos acertos que os poucos erros da obra acabam irrelevantes. É um folhetim que reúne todas as características que a faixa precisa. E um dos principais êxitos da produção foi a escalação dos quatro protagonistas. 


Vladimir Brichta, Valentina Herszage, Mateus Solano e Giovanna Antonelli estão geniais. Ter uma história protagonizada por quatro personagens exige o entrosamento dos atores. Não tem como. E a sintonia aconteceu logo no início da produção. Vale lembrar que a novela foi quase toda gravada em plena pandemia do novo coronavírus, antes mesmo de ir para o ar, e com muitas cenas fora de ordem, incluindo momentos com corpos trocados. A peculiar situação não deve ter sido nada fácil para os intérpretes. 

Porém, os quatro fazem parecer simples. Há uma química boa de ver em cena. Tanto que a novela cresce muito quando os personagens se juntam. Normalmente, Flávia e Guilherme contracenam mais, assim como Neném e Paula. Quando o quarteto se encontra é porque alguma coisa está prestes a dar errado, o que rende alguma virada na trama.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

"Quanto Mais Vida, Melhor!" ganha fôlego com a impagável troca de corpos dos protagonistas

 A ousada nova fase da novela das sete da Globo teve início com o gancho do capítulo de sábado, dia 26. Após o primeiro encontro com a Morte (A Maia), os protagonistas receberam o aviso de que todos teriam uma segunda chance na vida, mas um deles morreria em um ano. Nenhum pareceu ligar muito para o ultimato. Não demorou para cada um, ao invés de amadurecer e evoluir, enfiar os pés pelas mãos e piorar tudo o que já estava ruim. Agora, para se vingar e dar uma lição no quarteto, a 'toda poderosa' os trocou de corpos. 

Mauro Wilson sempre deixou claro que a história que ele queria contar é a que começa a ir ao ar a partir de agora. Tudo o que já foi apresentado de Flávia (Valentina Herszage), Neném (Vladimir Brichta), Paula (Giovanna Antonelli) e Guilherme (Mateus Solano) era, nas palavras do autor, uma preparação para a nova fase. Vale ressaltar que o recurso da inversão de papéis é algo corriqueiro no cinema, vide "Se Eu Fosse Você 1 e 2" (2006 e 2009), com Tony Ramos e Gloria Pires, e "Sexta-Feira Muito Louca", de 2003, citando apenas alguns. Mas é a primeira vez que ocorre em uma novela. 

E, com o perdão do trocadilho, "Quanto Mais Vida, Melhor!" ficou ainda melhor com a deliciosa novidade. Todo o processo para a mudança na vida de cada um dos protagonistas foi feita de forma habilidosa e caprichada.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Tudo sobre a coletiva online da nova fase de "Quanto Mais Vida, Melhor!"

A Globo promoveu nesta quarta-feira, dia 9, uma coletiva online sobre a maior virada de "Quanto Mais Vida, Melhor!": os quatro protagonistas trocarão de corpos. A aguardada cena está prevista para o final de fevereiro. Participaram Giovanna Antonelli, Vladimir Brichta, Valentina Herszage, Mateus Solano, o autor Mauro Wilson e o diretor Allan Fiterman. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo a respeito da nova fase da deliciosa novela das sete. 


Valentina Herszage comentou sobre a mudança de corpos dos personagens: "Eu estava animada pro momento. A gente vinha se divertindo muito com os personagens e essa troca de corpos nos desafiou ainda mais. O ator gosta de uma brincadeira, né. E foi um desafio porque cada personagem tem um universo muito específico. Uma mistura de medo e divertimento". Mateus Solano complementou: "Perfeito, Valentina. A novela vai para outro lugar agora que é fazer divertir. O mais importante é como esses personagens vão se virar. Como o Guilherme vai operar sendo a Flávia?" 

"Por mais que a gente tivesse preparado desde o início porque já sabíamos que ia acontecer, a cabeça fica virada. Eu não trocaria de corpo com ninguém. E as pessoas se divertem muito com a Paula e suas loucuras de amor. Acham que ela corre muito atrás do Neném e eu também acho. A gente interpretar um personagem criado pelo outro é de virar a cabeça. Foi demais.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

"Quanto Mais Vida, Melhor!" estreia com ótima apresentação dos protagonistas, boas referências e toque lúdico

 O que você faria se ganhasse uma segunda chance? Consertaria o erros do passado? Ou viveria como se não houvesse amanhã? A premissa de "Quanto Mais Vida, Melhor!", novela do estreante Mauro Wilson e dirigida por Allan Fiterman, tem um toque lúdico e ousado para um folhetim. A estreia, nesta segunda-feira (22/11), mostrou que a aposta do autor foi um acerto em um capítulo que apresentou os quatro protagonistas de forma competente e ainda expôs uma sincronicidade entre dramaturgia e trilha sonora pouco vista. 

O autor conseguiu apresentar os quatro protagonistas de forma dinâmica, onde ficou perceptível a característica mais marcante de cada um. O que um jogador de futebol desacreditado, uma empresária fashionista, um médico cirurgião bem-sucedido e uma dançarina de pole dance encrenqueira podem ter em comum? A estreia mostrou: a oportunidade de recomeçar. É em uma encruzilhada que acontece o encontro de Neném (Vladimir Brichta), Paula (Giovanna Antonelli), Guilherme (Mateus Solano) e Flávia (Valentina Herszage). Os quatro passam por uma sucessão de aborrecimentos antes de se encontrarem em um aeroporto. 

O cirurgião Guilherme tem uma briga feia com a esposa Rosa (Bárbara Colen) e o filho Antônio (Matheus Abreu); a empresária Paula se vê cada vez mais encurralada pela rival, a ambiciosa Carmem (Júlia Lemmertz); o jogador Neném encara um momento difícil em sua carreira e precisa ajudar sua família financeiramente; já a dançarina Flávia escapa da prisão após uma tentativa frustrada de furto.

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

"Quanto Mais Vida, Melhor!": o que esperar da nova novela das sete?"

 A próxima novela das sete será totalmente inédita. A trama marca a estreia de Mauro Wilson como autor solo e teria o título de "A Morte Pode Esperar". Porém, como veio a pandemia do novo coronavírus, a direção da Globo achou o nome equivocado para o terrível momento que o mundo vive. Então mudaram para "Quanto Mais Vida, Melhor!". A história estrearia após a segunda parte de "Salve-se Quem Puder", mas optaram pela segurança de adiantar as gravações. Ou seja, assim como "Um Lugar ao Sol", nova das nove, entrará no ar quase finalizada. 

Dirigido por Allan Fiterman, o folhetim tem uma premissa criativa e ousada. O que um jogador de futebol desacreditado, uma empresária fashionista, um médico cirurgião bem-sucedido e uma dançarina de pole dance encrenqueira podem ter em comum? Independentemente da classe social, da faixa etária, do gênero e da crença, ninguém passa batido pela ideia de que pode ter apenas mais um ano de vida. O abalo, em maior ou menor grau, coloca os quatro no mesmo barco e impõe a eles os mesmos sentimentos: o medo de se afastar de quem se ama e de partir sem ter vivido ou reencontrado seu grande amor. 

É em uma encruzilhada que acontece o encontro de Neném (Vladimir Brichta), Paula (Giovanna Antonelli), Guilherme (Mateus Solano) e Flávia (Valentina Herszage), em "Quanto Mais Vida, Melhor!". Após um acidente aéreo, os quatro personagens veem a Morte (A Maia) de perto, e ela, em pessoa, lhes faz uma ressalva: um deles vai fazer sua passagem de forma definitiva em um ano.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Tudo sobre a coletiva online de "Quanto Mais Vida, Melhor!", a nova novela das sete

 A Globo promoveu duas coletivas online de "Quanto Mais Vida, Melhor!", a nova novela das sete que estreia no dia 22 de novembro. Uma na quarta-feira (10/11) com o autor Mauro Wilson, o diretor artístico Allan Fiterman, e os atores Marcos Caruso, Elizabeth Savalla, Mariana Nunes, Evelyn de Castro, Alessandro Brandão, Pedroca Monteiro e Bárbara Colen. No dia seguinte, na quinta-feira (11/11), a coletiva contou com a presença dos protagonistas: Mateus Solano, Valentina Herszage, Vladimir Brichta e Giovanna Antonelli, além do autor e o diretor novamente. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo. 

Allan falou sobre a temática da novela, que muitos consideram pesada. "O primeiro nome da trama era "A Morte pode Esperar". Tinha até uma dose de ironia. Mas com a pandemia vimos que esse título não tinha mais sentido. Então optamos por esse da vida. E será tudo tratado de forma leve. O elenco também tem muita gente nova que trará um frescor para o horário. É uma novela muito musical. Uma vez por semana vocês vão ver uma música com a performance de um dos protagonistas cantando. E tem músicas inéditas compostas para a novela. Olha o spoiler", deixou escapar o diretor. Pedroca Monteiro contou sobre a identificação com seu personagem: "Não me identifico muito com o Prado. Ele é um brother hétero com uma autoestima inabalável e uma ética duvidosa. É um mulherengo que se acha muito inteligente, mas é completamente equivocado. Só que no meio do caminho ele encontra a Jandira (Micheli Machado) e cria uma paixão. Isso muda ele. Talvez neste momento eu me identifique mais com ele. Mas no todo sou bem menos hétero que ele e tenho uma autoestima bem menos elevada", debochou o ator provocando risos nos colegas. 

Bárbara Colen falou de sua personagem: "A Rose é uma mulher que tem muito tempo que abandonou a profissão. Ex-modelo profissional. Interrompe a carreira a pedido do marido, Guilherme (Mateus Solano), um respeitado médico. E resolve se dedicar a alguma coisa, ser útil. E quando ela entra em contato com o projeto da Joana fica muito encantada".

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Duramente criticada e com audiência abaixo das expectativas, "Segundo Sol" foi uma grande decepção

O fenômeno "Avenida Brasil", exibido em 2012, colocou João Emanuel Carneiro em um outro patamar. Após três novelas de grande sucesso ---- "Da Cor do Pecado", "Cobras & Lagartos" e "A Favorita" ----, o autor conseguiu emplacar uma produção que parou o Brasil e virou um dos folhetins mais exportados da Globo. Parecia a consagração da sua carreira. Porém, a trama que marcou o duelo inesquecível de Carminha e Rita virou uma espécie de "maldição" para o escritor. Desde então, João não consegue mais desenvolver uma boa história que prenda o público. Fracassou com "A Regra do Jogo", em 2015, e agora produziu o seu pior enredo com "Segundo Sol", que chegou ao fim nesta sexta-feira (09/11).


A novela, dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médici, parecia promissora no início, mesmo diante da avalanche de críticas (merecidas) em torno da ausência de atores negros em um enredo ambientado na Bahia. Afinal, a premissa em torno de um fracassado cantor de axé, que se transformava em ídolo nacional quando sua falsa morte era divulgada na imprensa, despertava interesse. Emílio Dantas logo se destacou na pele do carismático Beto Falcão. Porém, logo no segundo capítulo ficou claro que a história verdadeira da novela não era essa e ,sim, sobre Luzia (Giovanna Antonelli), marisqueira que se apaixonava à primeira vista pelo cantor e tinha sua vida arruinada pelas vilãs Karola (Deborah Secco) e Laureta (Adriana Esteves).

Isso não seria um problema se a trama da personagem fosse atrativa e bem conduzida. Mas não foi. A mocinha sofreu o tempo todo e passou a novela inteira fugindo da polícia e das mulheres que a destruíram, enquanto Beto se anulou e teve sua importância bastante diminuída na história. Os ditos protagonistas eram tão burros e passivos que não havia como torcer por eles.

terça-feira, 15 de maio de 2018

"Segundo Sol" tem estreia movimentada e embalada por nostálgica trilha sonora

"Tudo pode ser transformado. Tudo que se perdeu pode existir de novo. De outro jeito. Reinventado. Reconstruído de outra forma. Só depende de você. Só você pode dar uma nova chance para a sua vida". A premissa de "Segundo Sol", nova novela das nove, que estreou nesta segunda-feira (14/05), é bastante interessante. Mas não apenas porque pode render uma boa história e, sim, porque acaba servindo para o próprio autor. João Emanuel Carneiro foi o responsável pelo fenômeno "Avenida Brasil" (2012) e fracassou com "A Regra do Jogo" (2015), seu último trabalho na Globo. Ou seja, essa nova empreitada não deixa de ser uma nova chance para ele mostrar o quão é talentoso.


A última novela do escritor foi um tropeço em sua brilhante carreira e seu novo enredo tem tudo para conquistar o telespectador. João aposta agora no folhetim mais rasgado, deixando maiores complexidades de lado, com o claro objetivo de reconquistar o público. E sua estratégia se mostra bem correta, ainda mais substituindo o fenômeno "O Outro Lado do Paraíso", de Walcyr Carrasco, que arrebatou a audiência com um melodrama rasgado, repleto de clichês. Sai de cena o Jalapão e o lindo cenário de Tocantins, cedendo lugar para as belezas da Bahia. Ambientada em Salvador e na fictícia Boiporã, a trama traz duas fases separadas por 18 anos. A primeira se passa entre 1999, 2000 e 2001.

A vingança de Clara Tavares (Bianca Bin) é substituída pela saga de Beto Falcão (Emílio Dantas), cantor que estourou com o sucesso "Axé Pelô", em 1994, mas enfrenta a decadência no final dos anos 90, se dando conta da diminuição de seu cachê e precisando lidar com dívidas, contraídas pelo seu irmão, o 171 Remy (Vladimir Brichta).

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

"Cidade Proibida" é bem produzida, mas não empolga

Produção de Mauro Wilson e Maurício Farias, dirigida por Maurício, "Cidade Proibida" estreou nesta terça (26/09), ocupando a faixa da extraordinária "Sob Pressão", na Globo. Substituir um seriado de tanto sucesso (de público e crítica), como foi o recém-terminado drama médico, não é simples. E a estreia decepcionou nos números, pois obteve 21 pontos, derrubando em mais da metade os 44 pontos de "A Força do Querer". Mas, a emissora confia no potencial desse novo produto, uma vez que preferiu colocá-la como substituta, ao invés da também recém-iniciada "Filhos da Pátria".


Ambientada no Rio de Janeiro, na década de 50, a trama é permeada por traições, crimes, paixões e tem um toque de suspense. Com mulheres fatais e homens violentos vivendo em uma cidade rica e perigosa, o enredo é focado nas investigações do detetive Zózimo Barbosa (Vladimir Brichta), um sujeito galanteador e malandro. O protagonista é um ex-policial que decide trabalhar sozinho e acaba se especializando em casos extraconjugais, muitas vezes se envolvendo com suas clientes. Entretanto, ele não age tão sozinho quanto aparenta.

Além do personagem principal, há mais três que compõem uma espécie de quarteto inseparável. Zózimo conta com a ajuda da garota de programa Marli (Regiane Alves) ---- com quem tem um caso ----, do delegado corrupto Paranhos (Aílton Graça) e do metido a sedutor Bonitão (José Loreto). Os quatro sempre se encontram no Bar Sereia, onde discutem alguns casos, se divertem e ouvem os desabafos de cada um.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Mesclando música e romance, "Rock Story" cumpriu sua missão com louvor

A estreia de Maria Helena Nascimento como autora solo na Globo foi a melhor possível. A sua primeira novela --- após 20 anos de casa e de ter trabalhado como colaboradora de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva, entre outros --- ousou ao quebrar a sequência de comédias românticas que a faixa das sete vinha exibindo com êxito e conseguiu conquistar o público com uma história simples, mas repleta de histórias convidativas e bons personagens. O resultado foi um folhetim gostoso de ser acompanhado, cujos deslizes (observados principalmente nos dois últimos meses) ficaram menores que os acertos.


A trama, que teve uma ótima direção de Dennis Carvalho e Maria de Médicis, apresentou a música como protagonista e usou o rock como elemento diferenciador. Afinal, o gênero tem cada vez menos espaço nas rádios e na televisão em virtude da dominação quase total do sertanejo, funk e afins. Portanto, tê-o como foco em um enredo foi muito benéfico e a ideia de contar a trajetória de um roqueiro decadente não poderia ter sido melhor. Gui Santiago foi um protagonista apaixonante e a escolha de Vladimir Brichta --- marcando seu retorno às novelas após 12 anos ---- se mostrou de uma precisão cirúrgica.

O ator deu um show vivendo um perfil nada politicamente correto e cheio de defeitos. Não foi difícil torcer por ele de imediato. Nathalia Dill, por sua vez, novamente se destacou e convenceu na pele da destemida Júlia, tendo uma clara sintonia com Vladimir. Ela ainda brilhou vivendo a gêmea Lorena e é uma pena que a irmã malvada da mocinha não tenha sido bem aproveitada pela autora.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Ótimo como Gui Santiago em "Rock Story", Vladimir Brichta fazia falta nas novelas

Ele estava afastado das novelas há 12 anos. Seu último trabalho em folhetins havia sido em "Belíssima", trama de Silvio de Abreu exibida em 2005. Depois de dois anos longe da televisão, o ator voltou no dominical "Sob Nova Direção" em uma breve participação e em 2008 protagonizou a série "Faça sua história", vivendo o taxista Valdir. Fez rir ao lado de Débora Bloch no seriado "Separação?!" (2010); esbanjou química com Alinne Moraes na microssérie "Amor em 4 Atos" (2011); divertiu na pele do safado Armane em "Tapas & Beijos" (onde ficou por 4 anos) e em 2016 deu show vivendo o traficante gente boa Celso na primorosa minissérie "Justiça". Agora, finalmente, Vladimir Brichta está de volta ao gênero mais amado pelos brasileiros e brilha em "Rock Story".


O ator é um dos mais talentosos da sua geração, levando ainda em consideração a dificuldade que a Globo (e todas as emissoras têm) em encontrar bons intérpretes considerados 'galãs' na faixa entre 30 e 50 anos, pois há vários canastras que acabam servindo de opção na falta de alguém melhor. Portanto, não é surpresa Vladimir ter sido escalado para protagonizar uma história nesse seu retorno aos folhetins. E é impressionante como Gui combinou bem com ele. Embora seja clichê fazer esse tipo de comentário quando se elogia um bom profissional da área, é nítido que o papel parece escrito sob medida. Difícil imaginar outro no lugar vivendo esse perfil sem soar caricato ou fora do tom.

Gui Santiago é um roqueiro que viveu o auge do sucesso na época em que o rock nacional tinha um alcance gigantesco e depois foi caindo no ostracismo. O cantor foi se envolvendo cada vez mais em brigas e escândalos, incluindo ainda um filho fora do casamento que ele teve com uma fã, ignorando todo o crescimento da criança e pagando apenas pensão.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

"Rock Story" vem se mostrando uma agradável surpresa

A atual novela das sete estreou no dia 9 de novembro, ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. E a trama da estreante Maria Helena Nascimento vem agradando bastante. "Rock Story" reúne elementos de um delicioso folhetim, ao mesmo tempo que foge das características das últimas produções da faixa. Afinal, a história não tem muito humor, não há excesso de cores ou casais adolescentes em posições de destaque e seu protagonista é um roqueiro falido quarentão. Para culminar, como o próprio título comprova, a trilha é composta por rock e pop.


A ousadia da autora é muito válida, mas vale ressaltar que não há nada de errado em ter personagens jovens protagonistas ou apresentar a comédia contrabalançando o drama. Afinal, o fenômeno "Totalmente Demais" foi um dos maiores acertos de 2016, reunindo um conjunto impecável que arrebatou o público. Já "I Love Paraisópolis" foi péssima e "Haja Coração" começou promissora, mas se perdeu por completo. Portanto, repetir fórmulas nem sempre dá certo, assim como fugir do comum pode ser um grave erro.

No caso da atual trama, houve uma nova proposta, cujo maior objetivo é mesclar a música com a dramaturgia, tendo uma premissa semelhante ao sucesso "Cheias de Charme", mas deixando de lado o tom caricato e carnavalesco da obra atualmente reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo". Em "Rock Story há um tom mais 'sombrio', principalmente em torno do protagonista, que representa a figura de um ídolo que viu tudo o que conquistou escorrer pelos seus dedos.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

"Rock Story" tem estreia movimentada e com elementos promissores

"Uma história de amor movida a música e uma história de música movida a amor". Esse slogan anunciado nas chamas iniciais resume o enredo de "Rock Story", nova novela das sete, que estreou nesta quarta (09/11) ---- em virtude do término atípico da produção anterior ----, substituindo "Haja Coração". A trama marca a estreia de Maria Helena Nascimento como autora solo, após vários trabalhos como colaboradora. O desafio maior será manter a média alta da obra de Daniel Ortiz, que por sua vez manteve os ótimos índices de "Totalmente Demais". E o primeiro capítulo conseguiu mostrar tudo o que está por vir, priorizando os conflitos que envolvem o núcleo central, não poupando acontecimentos.


Dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médicis, a novela tem a música como pano de fundo e o imenso sucesso de "Cheias de Charme" (reprisada atualmente no "Vale a Pena Ver de Novo") é um bom indicativo para a atual produção. Claro que repetir o fenômeno é quase impossível, mas há bons elementos para atrair o público. Afinal, não é nem um pouco anormal observar a rivalidade entre dois cantores famosos, disputando espaço entre os fãs lançando hits que estouram no mercado musical. E o folhetim retrata justamente isso, expondo ainda todos os meandros que costumam ficar nos bastidores. O intuito não é ser um retrato da realidade, mas as situações são de fácil comparação com alguns casos da vida real, embora a ficção seja bem mais exagerada, obviamente.

A estreia foi promissora. A autora não poupou conflitos e nem apresentou os personagens, como se costuma fazer no início de qualquer história. A sensação de correria se fez presente por alguns momentos, mas, ainda assim, o capítulo (que chegou a parecer o 25 e não o 1) prendeu atenção e nem deu para piscar em virtude das constantes reviravoltas que ocorreram logo no começo.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

"Rock Story": o que esperar da próxima novela das sete?

A próxima novela das sete chegou a se chamar "Sonha Comigo" por um bom tempo, até mudar definitivamente para "Rock Story". E a trama marca a estreia de Maria Helena Nascimento como autora solo, após ter sido colaboradora de vários autores, como Antônio Calmon ("Caras & Coroa", "Um Anjo Caiu do Céu", "O Beijo do Vampiro" e "Começar de Novo"), Aguinaldo Silva ("Suave Veneno") e Gilberto Braga ("Pátria Minha", "Celebridade", "Paraíso Tropical" e "Insensato Coração"), entre outros. Agora o seu desafio é manter os bons índices de audiência de "Haja Coração" e conquistar o público de uma das faixas mais complexas da Globo.


A trama será bem musical, tendo um quê de "Cheias de Charme" (fenômeno das sete que vem sendo reprisado no "Vale a Pena Ver de Novo"). O mocinho é interpretado por Vladimir Brichta, que retorna aos folhetins após 11 anos (sua última novela foi "Belíssima", em 2005). Ele viverá o Gui, um roqueiro que fez muito sucesso nos anos 90, mas enfrenta um período de esquecimento, principalmente pela perda de espaço do rock no mercado da música. Seu objetivo é tentar se reerguer nos dias atuais. E seu maior inimigo será Léo Régis (Rafael Vitti), cantor romântico que faz imenso sucesso entre as adolescentes.

A rivalidade se dará por conta da canção "Sonha Comigo", que Gui garante ser sua e acusa o concorrente de roubá-la. A situação lembra um pouco, guardada as devidas proporções, a vivida por Maria Clara Diniz (Malu Mader) e Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu) em "Celebridade. Na trama, a empresária ganha fortunas após ser intitulada a "Musa do Verão", em virtude da música de mesmo título escrita para ela.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Elenco bem escalado é um dos muitos êxitos de "Justiça"

"Justiça" tem se mostrado uma produção de altíssima qualidade, fazendo jus ao conjunto que vinha sendo apresentado nas caprichadas chamadas. A minissérie de Manuela Dias, dirigida com extremo brilhantismo por José Luiz Villamarim, é uma das melhores produções de 2016, honrando cada elogio recebido ao longo das quatro semanas de exibição. E o elenco estelar é uma das razões para o êxito dessa trama tão real e arrebatadora.


O cuidado na escalação ficou perceptível e não há equívocos, pois os atores foram muito bem selecionados e a distribuição dos papéis se mostrou acertada. Todos têm oportunidade de destaque e até mesmo os perfis 'menos importantes' são densos, valorizando o conjunto. Os protagonistas têm uma carga dramática intensa, expondo o talento dos intérpretes, que dominaram a cena logo no início. Até mesmo as curtas participações especiais deixaram uma marca forte na minissérie.

Débora Bloch (Elisa), Jesuíta Barbosa (Vicente), Adriana Esteves (Fátima), Leandra Leal (Kellen), Vladimir Brichta (Celso), Enrique Diaz (Douglas), Jéssica Ellen (Rose), Luisa Arraes (Débora) e Cauã Reymond (Maurício) são os principais da trama, honrando a posição que se encontram.