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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: os piores do ano

Como já virou tradição no blog, a última semana do ano será voltada exclusivamente para as retrospectivas. A primeira foi sobre os artistas que nos deixaram e essa é sobre tudo de ruim que a televisão nos apresentou em 2016. Infelizmente, todas as emissoras estão inseridas na lista e tivemos novelas, séries e programas que pecaram em vários aspectos. É melhor citar os piores primeiro para depois priorizar apenas os produtos de qualidade que foram apresentados ao longo do ano. Vamos a eles.





Segunda temporada de "Os Dez Mandamentos":
Provando que não sabe lidar com o sucesso, a Record resolveu esticar tanto o fenômeno de audiência "Os Dez Mandamentos" que criou uma nova fase de 66 capítulos. Isso após já ter estendido a novela original, passando de 150 capítulos para 176. O resultado foi catastrófico. Além de ter prejudicado o final da trama (que ficou incompleto), a emissora exibiu uma segunda fase com bem menos recursos financeiros que a primeira. Ou seja, os efeitos toscos se fizeram presentes e a enrolação da história foi inevitável. Não havia mais nada de relevante para contar. E o mais constrangedor foi a caracterização do elenco idoso. Como os atores não foram substituídos, tiveram que envelhecer todos e ficou ridículo. Ver nomes como Guilherme Winter, Gisele Itiê e Marcela Barrozo (que nem 30 anos tem) com rugas artificiais e fazendo voz de velhinhos foi triste. É preciso citar ainda o talco branco jogado nas perucas, deixando o conjunto ainda mais vergonhoso. A emissora poderia ter terminado no auge e colhendo elogios, mas preferiu prejudicar a qualidade em virtude de uns números a mais na audiência.




"Sol Nascente":
Após uma trinca de ouro no horário das seis da Globo ("Sete Vidas", "Além do Tempo" e "Êta Mundo Bom!"), a emissora viu a qualidade da sua faixa cair bruscamente. A novela escrita por um acomodado Walther Negrão, além de Suzana Pires e Júlio Fisher, é uma das piores que a faixa já apresentou e apresenta um conjunto de equívocos. A trama é simplória, os personagens cansativos, o elenco equivocado em grande parte, os conflitos insossos e o ritmo arrastado. Apesar da audiência não ser considerada ruim para os parâmetros (embora tenha derrubado os índices expressivos da anterior), é um folhetim de repercussão nula e assim que acabar será completamente esquecido. Sem dúvida, é a pior novela de 2016 (e provavelmente será a de 2017, pois só acaba em abril).


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Por que "Supermax" foi uma das séries mais fracassadas da Globo?

Criada por Fernando Bonassi, José Alvarenga Jr. e Marçal Aquino, "Supermax" é um dos projetos mais ousados da Globo por várias razões: primeira produção nacional voltada para o terror, sobrepondo o suspense e abusando de sequências sanguinolentas; elenco quase todo formado por atores pouco conhecidos do público; e estilo muito semelhante aos seriados americanos do gênero. Outro traço de ousadia foi a forma de divulgá-la: a emissora lançou 11 episódios na internet (através do aplicativo Globo Play), deixando somente o último (décimo segundo) inédito para ir ao ar na televisão. A questão é que todos esses pontos podem explicar o fracasso do produto, que configura a menor audiência de uma série da líder na faixa das 23h, superando até mesmo a problemática "O Dentista Mascarado".


A série estreou com 15 pontos e foi perdendo audiência a cada semana. Até chegar aos 9 pontos, perdendo algumas vezes a liderança para o sucesso "MasterChef Profissionais" ---- na penúltima terça de novembro (dia 22), a Band chegou a ficar mais de uma hora em primeiro lugar (74 minutos) -----, e até mesmo ficando atrás do SBT. É um resultado péssimo, onde sua média geral é de apenas 12 pontos. Entretanto, o capricho da produção é evidente. O presídio construído é grandioso e os efeitos especiais dos elementos sobrenaturais passam longe de qualquer tipo de 'tosquice', por exemplo. Então qual a razão do público não corresponder? É difícil fazer qualquer tipo de análise de um fracasso, pois não existe ciência exata em se tratando de televisão. Mas, como citado no primeiro parágrafo, há algumas explicações plausíveis.

O 'thriller' é um gênero de nicho, ou seja, só agrada um determinado tipo de público. Uma pessoa que não gosta de comédia romântica, hipoteticamente, pode vir a gostar de um seriado ou filme com essas características caso o enredo lhe agrade. Mas um telespectador que não gosta de terror por causa das cenas fortes e momentos de 'susto'' jamais se interessará por alguma produção do tipo, por mais que a história seja interessante.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"Supermax" inova ao apostar no terror e reúne elementos para agradar fãs do gênero

A Globo preparou várias estreias para o período pós-olímpico e a primeira delas foi a elogiada e excelente minissérie "Justiça". As chamadas já prometiam um grande produto e a trama honrou as expectativas. Mas outras produções despertaram tanto interesse quanto a citada, prometendo também instigantes roteiros. E "Supermax" está entre elas. A nova série, que estreou nesta terça (20/09) e teve uma ampla divulgação, é uma ousadia grande da emissora em muitos aspectos.


Primeiramente porque tem o terror como foco, gênero nunca explorado pela teledramaturgia televisiva nacional ---- deixando de lado o trash, obviamente. A história tem o thriller como principal DNA, mesclando ainda drama, suspense e ação. O enredo foi criado por José Alvarenga Jr. (que também dirige), Marçal Aquino e Fernando Bonassi, que trouxeram inovação através de uma trama cujo ambiente principal é um presídio desativado no coração da Floresta Amazônica. Os roteiristas inteligentemente ainda souberam unir reality e ficção, trazendo até mesmo o icônico Pedro Bial para o mundo da fantasia.

O apresentador do "Big Brother Brasil" terá o "Supermax" como seu último reality show na tv, afinal, ele largou o "BBB" para começar sua atração que estreia ano que vem no lugar do "Programa do Jô". Na série, sete homens e cinco mulheres são selecionados para viver a experiência um tanto quanto estranha: três meses de confinamento em um presídio isolado de tudo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O que a televisão reserva para o telespectador em 2016?

O ano será complicado para as emissoras em 2016. Além do período de recessão do país, forçando uma redução de custos, haverá ainda um sério problema com as grades, principalmente da Globo. Afinal, é ano de eleições (prefeito e vereador) e Olimpíadas. Ou seja, constantes interrupções da programação serão rotineiras. Entretanto, apesar de tudo isso, muitas produções parecem bastante promissoras. Já outras nem tanto. Vamos a elas:





"Ligações Perigosas".
Tem tudo para ser a produção mais caprichada de 2016. As atrativas chamadas mostraram que uma grandiosa minissérie estaria a caminho e o primeiro capítulo ---- que estreou nesta segunda (04/01) ---- confirmou a expectativa. A trama é baseada no clássico da literatura francesa, de Choderlos de Laclos, de 1782, que já foi adaptado 11 vezes para o cinema, incluindo o filme de sucesso protagonizado por Glenn Close, Michelle Pfeiffer e John Malkovich. A minissérie de Manuela Dias, dirigida por Denise Saraceni e Vinícius Coimbra, estreou com uma fotografia primorosa, um figurino de encher os olhos e um elenco de primeira. As cenas da estreia chamaram a atenção.




"The Voice Kids".
Após quatro temporadas bem-sucedidas do "The Voice Brasil" (sendo que a terceira e a quarta apresentaram uma clara queda de nível, incluindo o desgaste por causa da permanência dos mesmos jurados), o reality musical estreou a sua versão 'júnior' neste domingo (03/01), às 14h. A temporada infantil conta com Ivete Sangalo, Vitor e Léo, e mantém o Carlinhos Brown no time de jurados, assim como Tiago Leifert na apresentação. O programa teve um bom início ---- repleto e crianças carismáticas e talentosas, além de ótimas escolhas de repertório ---- e, pelo que foi visto, tem tudo para superar a versão adulta.