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sábado, 20 de janeiro de 2024

Após início turbulento, "Terra e Paixão" chega ao fim como um grande sucesso

 O começo não foi fácil. A missão de Walcyr Carrasco era reerguer a audiência do horário nobre da Globo, após o completo fiasco de "Travessia", que afundou a ótima média conquistada pelo remake de "Pantanal". Conhecido como o 'coringa' da emissora, o autor costuma fazer o impossível e sempre consegue entregar um sucesso. Pois não foi diferente com "Terra e Paixão", que estreou em maio de 2023 e chegou ao fim nesta sexta-feira, dia 19, após 221 capítulos, um número impressionante para os dias de hoje. 

A história não teve um caminho tranquilo. Como a trama era longa, Walcyr optou por um início mais lento e longe dos atropelos que muitos folhetins recentes fazem para causar a sensação de agilidade. A estratégia foi inteligente e o começo se mostrou muito bem estruturado em cima da saga de Aline (Barbara Reis), que logo no primeiro capítulo viu seu marido ser assassinado a mando de Antônio La Selva (Tony Ramos), poderoso empresário do agronegócio que fez fortuna através do desmatamento de florestas e tomando terras de pequenos produtores. 

Porém, após uma estreia repleta de adrenalina, o folhetim 'amornou' diante da falta de embates diretos entre mocinha e vilão e também por conta de um dilema amoroso envolvendo a protagonista. Logo na primeira semana, Caio (Cauã Reymond) se declarou para a protagonista e não houve construção alguma do sentimento. Foi algo súbito.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Beijão 'Kelmiro' em "Terra e Paixão" é uma evolução em meio a tanto retrocesso

 O capítulo desta terça (12/12) foi histórico em "Terra e Paixão". Após sete meses no ar, a trama de Walcyr Carrasco, agora com Thelma Guedes de coautora, exibiu o beijo entre Kelvin (Diego Martins) e Ramiro (Amaury Lorenzo). Um dia após a produção ter marcado um recorde de audiência com 31 pontos de média e 32 de pico no capítulo exibido segunda-feira. Os índices seguiram altos chegando a 30 pontos de pico e muita comemoração nas redes sociais. 


Os personagens, que tinham poucas cenas nas primeiras semanas e funcionavam basicamente como elenco de apoio, foram crescendo cada vez mais na história graças ao carisma dos atores. Tudo começou assim que Kelvin se mostrou atraído por Ramiro quando o encontrou ameaçando Cândida (Susana Vieira) na primeira semana. A cantada do rapaz deixou o sujeito enfurecido e ali a química já surgiu. Foram mais alguns breves encontros onde a fórmula se repetiu até que o tempo de tela começou a aumentar. 

O sucesso do casal foi uma surpresa até para a equipe da novela. Afinal, Ramiro foi criado para ser um assassino frio e assustador. O capataz matou o marido da Aline (Barbara Reis) no primeiro capítulo e pouco tempo depois deu fim em uma conhecida da mocinha e também no irmão dela, além de ter ajudado Irene (Gloria Pires) a enterrar o corpo de Sidney e, como aparenta, a matar Agatha (Eliane Giardini) . No entanto, Amaury Lorenzo foi adotando um tom cômico e mais pueril de forma muito sagaz, o que humanizou o personagem.

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

"Terra e Paixão" apresenta capítulo de tirar o fôlego com show de veteranos

 Nesta terça, dia 7, "Terra e Paixão" apresentou mais um capítulo repleto de cenas eletrizantes, após o afronte de Aline (Barbara Reis) exibido semana passada. Porém, agora foi a vez do trio veterano da trama brilhar. Tony Ramos, Gloria Pires e Eliane Giardini foram irretocáveis em uma sucessão de cenas de forte carga dramática que marcou mais uma catarse preparada muito bem por Walcyr Carrasco e Thelma Guedes. 


A passagem de Claudia Raia pela novela das nove foi curta, apenas dez capítulos, afinal, precisava cuidar de seu filho, Luca, de oito meses. Mas Emengarda teve uma presença cênica e tanto, o que valorizou a atriz e enriqueceu o enredo. Tanto que a golpista foi a responsável pela nova virada da história quando descobriu o caso de Irene (Gloria Pires) com Vinícius (Paulo Rocha) e vendeu a informação para Agatha (Eliane Giardini), que não pensou duas vezes antes de destruir a rival. 

A cena em que Agatha levou Antônio até o motel em que sua esposa estava com o amante foi o gancho de sábado, que rendeu uma continuação repleta de ação e embates ao longo de quase uma hora do capítulo desta segunda, que rendeu 30 pontos de pico de audiência.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Decepcionante, "Órfãos da Terra" só tinha história para um mês

A missão de "Órfãos da Terra", que chegou ao fim nesta sexta-feira, era aumentar a audiência da faixa das seis, após os índices insatisfatórios da maravilhosa "Espelho da Vida", de Elizabeth Jhin. Duca Rachid e Thelma Guedes cumpriram o objetivo da emissora: a trama elevou a média em quatro pontos. Um sucesso. Todavia, a repercussão não chegou nem perto da produção anterior e é preciso mencionar o ótimo momento que a Globo atravessa nos números. Todas as produções estão dando um Ibope altíssimo. E infelizmente o retorno da audiência não fez jus ao que foi apresentado pelas autoras.


A história começou arrebatadora. A temática sobre refugiados atraiu pela importância de uma abordagem tão atual na teledramaturgia e o contexto envolvendo os personagens se mostrou muito bem introduzido. O romance impossível da corajosa Laila (Julia Dalavia) e do destemido Jamil (Renato Góes) despertou atenção, assim como as maldades do implacável vilão Aziz Abdallah (Herson Capri) e a sofrida vida da justa Soraia (Letícia Sabatella). A guerra na Síria proporcionou cenas impactantes e a fuga dos sobreviventes emocionou. A complexidade da filha do sheik, Dalila (Alice Wegmann), também provocou interesse e todo o conjunto parecia promissor.

Até mesmo o núcleo cômico, alvo costumaz de críticas ferrenhas de parte da imprensa em qualquer folhetim, proporcionou uma ótima impressão através da divertida guerra entre uma família árabe e outra judia.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

"Órfãos da Terra" e a obsessão das autoras por sequestros

A atual novela das seis da Globo, lamentavelmente, se perdeu por completo. Não há mais salvação ou esperança. Ainda mais faltando apenas dois capítulos para o final. A possibilidade de um novo fôlego com o desmascaramento de Dalila (Alice Wegmann) logo acabou desfeita em virtude do encaminhamento frágil de uma vingança já sem lógica. E "Órfãos da Terra" ainda expôs a limitação criativa de Duca Rachid e Thelma Guedes através de vários sequestros utilizados com o intuito de "movimentar" o roteiro. Na verdade se trata apenas de uma tentativa de disfarçar a falta de história.


A primeira sequestrada foi Laila (Julia Dalavia). Aziz Abdallah (Herson Capri) mandou um capanga raptar a sua "esposa" no Brasil e Jamil (Renato Góes) conseguiu salvar a amada, ainda que tenha ficado preso no cativeiro por algumas horas com a mocinha. Era o início da trama e até o momento a produção era repleta de qualidades. Até assim o recurso foi utilizado. Mas o enredo começou a se perder com a morte gratuita do sheik e tudo foi piorando ao longo dos meses. Foi uma questão de tempo observar a muleta das autoras sendo utilizada outras vezes e agora com um pano de fundo repleto de equívocos.

Dalila, se vendendo como uma pessoa boa e bem intencionada, já no Brasil, levou o filho de Jamil e Laila para passear e o largou sozinho na rua para se atropelado. Não deixou de ser um outro sequestro. Afinal, levar uma criança para longe dos pais já configura o crime.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Passagem de tempo deixou história de "Órfãos da Terra" bem menos crível

A atual novela das seis da Globo colhe merecidos elogios desde que estreou. "Órfãos da Terra" tem apresentado uma produção muito caprichada. Duca Rachid e Thelma Guedes logo arrebataram o público com grandes cenas e ótimas viradas em um atrativo enredo sobre refugiados. Todavia, as autoras aceleraram demais o ritmo nas primeiras semanas e agora o folhetim decaiu bastante , principalmente após uma questionável passagem de tempo que até agora não se mostrou apropriada.


Primeiramente, é preciso citar o alto risco que as escritoras correram quando resolveram matar Soraia e Aziz Abdallah logo no início. A saída de Letícia Sabatella e Herson Capri da trama foi uma grande perda, pois, além de atores excepcionais, ambos viviam os personagens mais interessantes da história. A sofrida mãe de Dalila (Alice Wegmann) ainda tinha muito a ser explorada e o grande vilão da novela era o sheik violento e assustador. É um fato que o roteiro foi ''abalado'' com essa dupla ausência e o telespectador percebeu.

Todavia, o objetivo sempre foi a 'promoção' de Dalila como a grande vilã. Então, era preciso apenas aguardar essa nova situação para uma melhor análise sobre a nova fase. O problema é que o contexto de "Órfãos da Terra" acabou perdendo bastante veracidade com a passagem de três anos.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

"Órfãos da Terra estreia com cenas fortes e muito capricho

"Em qualquer idioma, cidade, país, o que a gente sente não muda. Somos todos filhos da mesma terra". Baseada na premissa da igualdade e da humanidade acima de tudo, "Órfãos da Terra" estreou nesta terça-feira (02/04) com uma difícil missão: ocupar a faixa das 18h que exibiu duas novelas primorosas em sequência ("Orgulho & Paixão" e "Espelho da Vida"). O público teve a sorte de acompanhar duas tramas totalmente distintas e igualmente preciosas. O 'luto'' pelo término de uma foi bem preenchido pelo início da outra. Agora resta torcer para que ocorra uma trinca de boas produções.


Escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, a trama tem como tema a questão dos refugiados e o "amor impossível" da cristã Laila (Julia Dalavia) e do muçulmano Jamil (Renato Góes) serve como fio condutor para as abordagens em cima dos imigrantes que tentam fugir da guerra para recomeçar a vida em outros países. O enredo é bastante pesado e provoca até um certo estranhamento estar no horário das seis. O primeiro capítulo, inclusive, reforçou essa impressão em virtude das fortes sequências exibidas logo no início.

A trama começa com a família de Laila comemorando o aniversário do caçula, o pequeno Khaled (Rodrigo Vidal), na fictícia Fardús, cidade do interior da Síria. Em poucos minutos a alegria se transforma em desgraça quando guerrilheiros invadem o local e mandam todos fugirem. Os personagens olham para o céu e veem vários aviões sobrevoando o local.

sábado, 30 de março de 2019

"Órfãos da Terra": o que esperar da próxima novela das seis?

A corajosa e emocionante novela de Elizabeth Jhin sobre vidas passadas e uma viagem temporal sairá de cena e terá como substituta uma trama sobre refugiados na Globo. Duas temáticas totalmente distintas. "Espelho da Vida" cederá o lugar para "Órfãos da Terra", folhetim que marca a volta de Duca Rachid e Thelma Guedes ao horário das seis, faixa que as consagrou com o fenômeno "Cordel Encantado"(2011), atualmente reprisado no "Vale a Pena Ver de Novo".


As autoras, vale lembrar, tiveram alguns percalços antes do retorno à tevê. Prevista inicialmente para ser uma novela das nove, a sinopse da dupla ---- com título de "O Homem Errado" ---- acabou reprovada por Silvio de Abreu (atual responsável pelo setor de teledramaturgia da emissora) para a faixa. Pouco tempo depois, as autoras escreveram a sinopse de "Filhos da Terra" e a trama acabou remanejada para o horário das 23h, que antes era destinada aos folhetins das onze que agora chamam de "supersérie". Todavia, também acabou cancelada. Quando o projeto parecia descartado de vez, Silvio o transferiu para as seis e trocou "Filhos" por "Órfãos".

E a história parece interessante. Duca e Thelma vão abordar a importante questão dos refugiados ---- vide a atual situação catastrófica da Venezuela, com vários imigrantes chegando ao Brasil por Rondônia, por exemplo ---- e a cultura árabe será explorada através do amor de Laila (Julia Dalavia) e Jamil (Renato Góes). O mocinho trabalha para o sheik Aziz Abdallah (Herson Capri) e acaba enviado para a América atrás de Laila, uma das esposas de seu patrão que fugiu.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Tudo sobre a festa de "Órfãos da Terra", próxima novela das seis

A Globo promoveu ontem, dia 14, no clube Monte Líbano, na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, a festa de lançamento de "Órfãos da Terra", nova novela das seis de Duca Rachid e Thelma Guedes, dirigida por Gustavo Fernandez, que estreia no dia 2 de abril, substituindo a ótima "Espelho da Vida". Fui um dos convidados e todo o elenco estava presente conversando com jornalistas e blogueiros. O clima era de otimismo pelo potencial da trama que falará sobre refugiados sírios.


E um enredo sobre sírios que fogem da guerra e vão para o Brasil tinha que ter o ex-BBB Kaysar Dadour no elenco. O mais empolgado da festa, o agora ator não escondeu a alegria de estar em sua primeira novela, cujo enredo é tão significativo para sua família. Afinal, impossível esquecer os relatos do rapaz quando estava na décima oitava edição do "Big Brother Brasil", ano passado, falando da sua luta para trazer seus pais e sua irmã da Síria. Porém, no folhetim Kaysar será Fauze, o capanga do grande vilão Aziz Abdallah, sheik vivido por Herson Capri.

A história da novela terá como premissa o amor do muçulmano Jamil (Renato Góes) e da cristã Laila (Julia Dalavia). Para salvar a vida do irmão pequeno, vítima de um bombardeio na Síria, a menina aceita se casar com o poderoso sheik para conseguir recursos financeiros para o tratamento da criança. Mas o menino não resiste e ela acaba fugindo.

sábado, 5 de abril de 2014

Após um início promissor, "Joia Rara" decepciona e termina sem grandes atrativos

A quarta novela de Duca Rachid e Thelma Guedes chegou ao fim nessa sexta-feira. "Joia Rara" Foi uma obra cercada de expectativas e sua estreia era muito aguardada, afinal, era o novo trabalho das autoras do sucesso "Cordel Encantado". E o início foi promissor. A história ---- passada entre 1930 e 1940 ---- colocava o budismo como pano de fundo e apresentou um cabaré para a realização de grandiosos shows, um lindo casal protagonista, vilões interessantes, grande elenco, figurinos caprichados, bons núcleos, belos cenários, enfim, um conjunto bastante atraente.


E os primeiros meses foram ótimos. A trama estava sendo muito bem desenvolvida e praticamente todas as histórias agradavam. Entretanto, alguns problemas começaram a aparecer, como a perda da importância do Cabaré Pacheco Leão. O núcleo, que era um dos melhores da novela, ficou muito tempo sem função e atores como Marcos Caruso, Rosi Campos e Nicette Bruno acabaram deslocados. Uma situação semelhante aconteceu com a Silvia. A personagem de Nathalia Dill era ótima e a atriz estava muito bem, porém, o papel foi sumindo aos poucos.

A vingança era o mote principal de Silvia e a ambiguidade a marca da mulher que queria destruir a vida de Ernest Hauser (José de Abreu). Porém, as autoras resolveram regenerá-la rápido demais e com isso prejudicaram o desenvolvimento da personagem, que ainda fazia um lindo casal com Viktor (Rafael Cardoso).

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

"Joia Rara" se perde em seus próprios desdobramentos

A atual novela das seis começou empolgando o telespectador. O capricho da produção, os lindos cenários, o grande elenco, o figurino, a história voltada para o budismo, enfim, tudo chamava atenção. Entretanto, a audiência da trama nunca decolou e após o início do horário de verão os números afundaram de vez. E para tentar melhorar os índices, Duca Rachid e Thelma Guedes mexeram na trama e ainda chegaram a agilizar algumas situações. Mas o resultado dessas mudanças não refletiu no Ibope e acabou prejudicando "Joia Rara".


As histórias foram se perdendo, passaram a andar em círculos e vários personagens ficaram sem função. A novela começou a mostrar suas deficiências quando Manfred (Carmo Dalla Vechia) se transformou em um psicótico obcecado por Amélia (Bianca Bin). O vilão, que antes tinha características próprias, passou a lembrar imediatamente o Timóteo (Bruno Gagliasso), de "Cordel Encantado". A tentativa de sequestrar Franz (Bruno Gagliasso) e Amélia, ainda aumentou mais essa sensação de semelhança com a trama passada; afinal, não há como esquecer os constantes sequestros que Açucena sofria ---- até a atriz é a mesma.

E Manfred passou a exercer a função que seria de Silvia (Nathalia Dill). Isso porque o vilão começou a chantagear Ernest Hauser (José de Abreu), o submetendo a todo tipo de humilhação, depois que descobriu que seu 'pai' (ele é na verdade filho de Venceslau - Reginaldo Faria) matou a esposa, Catarina,

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Triângulo central de "Joia Rara" lembra trama de "Cordel Encantado" e causa sensação de déjà vu

"Joia Rara" é uma novela que prima pela qualidade. Tanto no elenco escalado, quanto no figurino e na cidade cenográfica rica em detalhes. Entretanto, amarga uma baixa audiência, que ficou ainda pior depois do horário de verão. E a história de Duca Rachid e Thelma Guedes é repleta de clichês, que costumam agradar o público do horário. Ou seja, teoricamente, apesar do ibope muito aquém do desejado, a trama não apresenta grandes defeitos. Porém, o núcleo principal começou a apresentar situações que incomodam devido à semelhança com "Cordel Encantado", obra de sucesso escrita pelas mesmas autoras.


Manfred (Carmo Dalla Vechia), filho bastardo de Ernest Hauser (José de Abreu), sempre invejou Franz (Bruno Gagliasso) e fez de tudo para prejudicar o irmão, inclusive atrapalhar sua relação com Amélia (Bianca Bin). O rapaz também não se conforma com a rejeição do pai, que o humilha constantemente e o trata como um mero empregado. A história do vilão sempre foi voltada para esse universo desde o início da novela. No entanto, recentemente, houve uma virada na trama e o antagonista foi o principal alvo da nova fase.

O filho de Gertrude (Ana Lucia Torre) começou a nutrir uma obsessão por Amélia. Após se declarar para a mulher de Franz, tentou beijá-la a força e surtou depois de ser rejeitado por ela. O personagem ---- após ser desmascarado pelo mocinho, que finalmente descobriu a falsidade do vilão ----- se transformou

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Chegada de Aurora Lincoln e novos desdobramentos movimentam "Joia Rara"

A novela das seis estreou com lindas imagens e um grande elenco. O telespectador, com razão, ficou encantado com o que viu. Porém, ao longo dos capítulos, o ritmo da novela não empolgou muito. Não que estivesse lenta, longe disso, mas a sensação era de que a história estava em processo de 'aquecimento', esperando alguma situação que provocasse a início dos desdobramentos do enredo. E pode-se dizer que esse pontapé que faltava de fato ocorreu no capítulo do último sábado (19/10), com continuação na segunda-feira (21/10).


A festa de aniversário de 60 anos de Ernest (José de Abreu) iniciou vários conflitos no núcleo familiar. Hilda (Luiza Valdetaro) e Viktor (Rafael Cardoso) desafiaram o pai e finalmente mostraram no meio da comemoração o que queriam de suas vidas: ela ser uma cantora e ele um pintor, profissões vistas com preconceito na época. Para revidar, o vilão acaba noivando a filha com o desprezível Décio |(Miguel Rômulo) e finge perante os convidados que admira a vocação do filho. A festa também serviu para a 'oficialização' da guerra entre Gertrude (Ana Lucia Torre) e Iolanda (Carolina Dieckmann), já que a governanta se revoltou porque a patroa conseguiu evitar mais uma armação sua ---- dessa vez recuperando o colar que havia vendido horas antes para ajudar seu pai, Venceslau (Reginaldo Faria).

Já a explosão na Fundição Hauser, provocada graças a uma armação de Manfred (Carmo Dalla Vechia), causou uma reviravolta na vida de Franz (Bruno Gagliasso). Se achando responsável pelo acidente, porque trocou os fornecedores, o mocinho acaba sendo expulso da fábrica pelo pai (Ernest - José de Abreu).

terça-feira, 15 de outubro de 2013

"Joia Rara", "Sangue Bom" e "Amor à Vida": três novelas, três histórias e muitas qualidades

Nos últimos anos, não tem sido fácil a Globo ficar com três ótimas novelas no ar. Quando normalmente a novela das seis é impecável, a das nove é mediana e a das sete péssima, ou assim por diante. Por isso mesmo pode-se dizer que a emissora está vivendo um bom período com suas três tramas: "Joia Rara", "Sangue Bom" e "Amor à Vida".


A novela das seis, escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, estreou recentemente. E a trama tem apresentado uma fotografia maravilhosa e um elenco praticamente impecável, apesar de abusar dos clichês em todos os núcleos. A história, cujo contexto político engrandece os conflitos, tem sido bem desenvolvida ---- ainda que não tenha apresentado muitos acontecimentos até então ----  e acabou de entrar em uma nova fase. Fase essa que contou com a entrada de novos atores, incluindo a carismática Mel Maia que entrou para interpretar Pérola mais crescida. Além de Mel, entraram também Suely Franco (Rosarinho), Tiago Abravanel (Odilon), Fabíula Nascimento (Matilde), Simone Gutierrez (Serena), João Fernandes (Peteleco), Miguel Rômulo (Décio), Marcelo Médici (Joel) e Mariana Ximenes (Aurora Lincoln). Nomes que, sem dúvida, engrandeceram o já bem escalado elenco. 

Mas enquanto "Joia Rara" começa a dar seus primeiros passos e ainda não apresenta nem metade dos seus dramas, "Sangue Bom" já vai se encaminhando para seu final. A trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari demorou um pouco para começar de fato --- seu prólogo foi muito longo ----, mas quando

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Lindas imagens, elenco bem escalado e produção caprichada marcam estreia de "Joia Rara"

Uma viagem no tempo para resgatar valores que se perderam. Uma maneira diferente de pensar sobre o mundo. Lapidar a joia rara que existe dentro de cada um para tornar bom o que é ruim, tornar etéreo o que é mundano. Dos templos budistas aos cabarés da Lapa, das lutas comunistas às adversidades de um amor proibido. Com base nessas premissas, estreou --- nessa segunda-feira (16/09) --- "Joia Rara", a nova novela das seis.


Escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, e dirigida por Ricardo Waddington (núcleo) e Amora Mautner (geral), a trama apresenta como tema central a reencarnação mesclada com a filosofia budista, tendo a complicada relação amorosa entre um bem-sucedido rapaz (Franz - Bruno Gagliasso) e uma humilde moça (Amélia - Bianca Bin) como pano de fundo. A filha do casal (Pérola - Mel Maia) será a possível reencarnação do líder espiritual Ananda (Nelson Xavier), budista que fez um grande laço de amizade com Franz.

O primeiro capítulo conseguiu mostrar com perfeição todo o contexto da história em meio a lindíssimas e cinematográficas imagens. A saga começou em 1934, com Franz, Manfred (Carmo Dalla Vechia) e Eurico (Sacha Bali) escalando os Himalaias. A aventura do trio acaba virando uma tragédia porque Manfred sabota o equipamento do meio-irmão, que sofre uma grave queda e desmaia. Para culminar,

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Joia Rara: o que esperar da próxima novela das seis?

Estreia na próxima segunda-feira (16/09), um novo projeto da elogiada dupla Duca Rachid e Thelma Guedes. As autoras, que foram colaboradoras de Walcyr Carrasco e que fizeram sucesso com todas as novelas que escreveram até então ---- "O Profeta", "Cama de Gato" e "Cordel Encantado" ----, encaram um novo desafio no horário das seis: fisgar o público e reerguer o ibope do horário que há tempos não alcança índices satisfatórios ---- curiosamente, a última trama que conseguiu bons índices foi "Cordel Encantado".


Dirigida por Ricardo Waddington e Amora Mautner, a bem-sucedida dupla que dirigiu o fenômeno "Avenida Brasil", a trama central conta a história de Pérola (Mel Maia), filha do milionário Franz (Bruno Gagliasso) e da operária Amélia (Bianca Bin), uma menina que é a possível reencarnação do líder espiritual budista Anada (Nelson Xavier). O sonho da garota será unir seus pais, separados em virtude das inúmeras armações dos vilões (Silvia - Nathalia Dill e Manfred - Carmo Dalla Vechia).

Pelo o que foi visto no clipe de nove minutos da novela e nas chamadas exibidas pela Globo, a trama tem tudo para ser mais um sucesso das autoras. Tendo sua história contada entre os anos 30 e 40, o folhetim apresenta um ótimo elenco e um figurino caprichado. Também ficou perceptível a preocupação

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cordel Encantado: um sucesso merecido

Hoje à noite "Cordel Encantado" fecha seu ciclo. Após a enfadonha "Araguaia", vimos uma novela ousada e que não teve medo de inovar em nenhum momento. O risco de tudo dar errado era imenso, uma vez que o público costuma ser muito reticente em relação à qualquer tipo de inovação na teledramaturgia. Mas a coragem das autoras valeu a pena e a novela foi um sucesso de público e crítica.

Thelma Guedes e Duca Rachid (na foto acima) conseguiram emplacar o terceiro sucesso em suas respectivas carreiras, levando-se em consideração de que ambas só escreveram três novelas até então. O remake de "O Profeta", sob a supervisão de Walcyr Carrasco, e "Cama de Gato" que também fizeram bonito no horário das 18 horas. Em termos de futebol diríamos que elas têm 100 % de aproveitamento no campeonato.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cordel Encantado peca pela repetição

Que "Cordel Encantado" é uma novela de sucesso e de qualidade ímpar,todos já sabemos. Mas nas últimas semanas, temos visto que a trama das grandes autoras Duca Rachid e Thelma Guedes tem andado em círculos e nos apresentado situações extremamente repetitivas.

Desde que o vilão Timóteo(Bruno Gagliasso, numa interpretação forçada) se tornou 'rei' de Brogodó, temos observado que a novela apresentou uma grande estagnada. Se antes tínhamos uma sucessão de acontecimentos e muita agilidade, agora vemos uma situação completamente oposta.

domingo, 17 de abril de 2011

Cordel Encantado hipnotiza o telespectador

Estávamos entediados com o horário das 18h.Pelo menos eu sim. Após a cansativa e enfadonha "Araguaia" , que substituiu a excelente "Escrito nas Estrelas", tínhamos uma substituta que já estava conquistando todo mundo pelas suas chamadas. Era "Cordel Encantado" e seu mundo recheado de reis, princesas, cangaceiros e todo tipo de combinação improvável.

Em seu primeiro capítulo, foi possível avaliar que a excelência das vinhetas da trama não estava errada. Era realmente uma superprodução que se iniciava. Lindas imagens com alta definição, qualidade cinematográfica, dinamismo, um ótimo elenco e uma criativa história a ser contada.

Duca Rachid e Thelma Guedes eram colaboradoras do Walcyr Carrasco, autor que tem vários sucessos em suas costas. Ambas mostraram que o período em que passaram com ele,as ajudaram muito. As autoras escreveram o remake de "O Profeta" e "Cama de Gato". As duas tramas foram sucessos de público e crítica. Isso também contribuiu para que todos estivessem com uma boa espectativa em relação à estréia dessa nova novela.

Até agora tudo se manteve impecável. A história é extremamente agradável de se assistir e que nos remete aos contos infantis ou as chamadas fábulas. Em um período onde a maioria das tramas fogem de qualquer tipo de fantasia ou ficção, é muito louvável a idéia das autoras. Há como não se envolver com a saga do rei que busca sua filha perdida e carrega com ele toda a sua realeza para o nordeste onde se inicia uma mistura de costumes?

O elenco também é um dos pontos altos. Carmo Dalla Vechia,Debora Bloch (ótima como a perfeita "bruxa" má que quer tranformar sua filha na princesa do reino), Luis Fernando Guimarães (que mesmo fazendo ele próprio agrada), Marcos Caruso, Zezé Polessa, Nathalia Dill, Reginaldo Faria, Osmar Prado, Isabelle Drumond, Ana Cecilia Costa, Debora Duarte, Tony Tornado, Ilva Niño, Berta Loran, dentre tantos outros, além da participação marcante de Alinne Moraes no primeiro capítulo.

Cordel Encantado estreou encantando a crítica e a todos. Após uma novela tão fraca, precisávamos de uma trama de qualidade e que empolgasse o grande público. A audiência ainda não agrada aos índices estipulados pela emissora, mas acredito que seja só uma questão de tempo. Não é possível que uma obra tão interessante seja desprezada. Duca, Thelma e a direção merecem todos os elogios possíveis. E viva o sertão! Viva o rei!