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terça-feira, 18 de novembro de 2025

Jeniffer Nascimento como protagonista é a melhor surpresa de "Êta Mundo Melhor!"

 A continuação de "Êta Mundo Bom!" apresenta poucas novidades. Praticamente todas as histórias da trama, escrita inicialmente por Walcyr Carrasco e Mauro Wilson e agora somente por Mauro, dirigida por Amora Mautner, são reciclagens dos conflitos da obra original exibida em 2016. Muitos personagens que vieram do outro folhetim até regrediram para protagonizar os mesmos dramas que vivenciaram antes. Mas a exceção é Dita, interpretada pela ótima Jeniffer Nascimento. 


A personagem terciária era integrante do núcleo da fazenda de Cunegundes (Elizabeth Savalla) e Quinzinho (Ary Fontoura), sobrinha de Manuela (Dhu Moraes), a empregada da família. As duas eram exploradas e ouviam muitos desaforos da patroa. Dita acabou se casando com Quinzinho (Miguel Rômulo) e teve um filho com o caçula da família da Boca de Fogo. Jeniffer brilhou no papel, mas aparecia pouco, até porque o núcleo tinha muita gente. 

Ao colocá-la como protagonista de "Êta Mundo Melhor", Walcyr expôs a evolução da personagem, que começou a nova trama ambicionando ser uma famosa cantora de rádio e levou a tia junto para viver seu sonho.

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Brilhantemente defendida por Sophie Charlotte, Maíra é uma ótima mocinha de "Todas as Flores"

 Nada pior para uma novela do que uma mocinha idiota. O excesso de ingenuidade de uma protagonista funcionava há mais de 30 anos, mas tem muito tempo que a fórmula da burrice utilizada para o roteiro andar não é mais aceita pelo público. E João Emanuel Carneiro soube construir Maíra com várias nuances que deixam clara a esperteza da personagem brilhantemente vivida por Sophie Charlotte em "Todas as Flores". 

Vale lembrar que os dois maiores fracassos do autor se deram com folhetins onde as mocinhas eram exageradamente burras. Em "A Regra do Jogo" e "Segundo Sol" era impossível o telespectador sentir qualquer empatia por Toia (Vanessa Giácomo) e Luzia (Giovanna Antonelli), respectivamente. Claro que as tramas foram um fiasco pelo conjunto da obra e não por culpa exclusivamente das protagonistas, mas não deixa de ser uma observação relevante. Até porque João também criou protagonistas que eram inteligentes e davam a volta por cima, como Preta ("Da Cor do Pecado"), Donatela ("A Favorita") e Nina ("Avenida Brasil") ---- ok, a questão do pendrive foi um acidente de percurso. 

Maíra reúne as melhores características das mocinhas mais queridas do autor. A perfumista deficiente visual nunca foi boboca. E a esperteza da protagonista sempre foi mostrada de forma sutil. Mesmo sem declarar abertamente, ficava claro que a personagem nunca acreditava 100% em Zoé (Regia Casé) e principalmente Vanessa (Letícia Colin).

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Mocinha em "Sol Nascente" e "Segundo Sol", Giovanna Antonelli não merecia dois papéis tão ruins seguidos

O Sol do título não é a única similaridade entre "Sol Nascente" e "Segundo Sol" ---- a novela das seis encerrada em março de 2017 e o atual folhetim das nove em plena reta final. As duas tramas se mostraram enfadonhas, desinteressantes, repletas de personagens mal construídos e mocinhos sem química. Para o azar de Giovanna Antonelli, a atriz protagonizou as duas produções. Infelizmente, ganhou péssimas mocinhas em sequência.


A intérprete já é uma profissional consagrada e tem vários trabalhos elogiados em seu currículo. Não precisa mais provar nada a ninguém. Porém, é uma pena que tenha sido tão desvalorizada nas duas novelas citadas. E causa até estanhamento falar em subaproveitamento, afinal, são duas heroínas. O problema é que Alice e Luzia representaram absolutamente tudo o que não se espera de uma boa mocinha de novela: passividade, burrice, pouca importância para o andamento do roteiro e falta de química com seus pares.

Ironicamente, as duas ainda enfrentaram outro problema: a inverossimilhança a respeito de sua origem. A protagonista de "Sol Nascente" era filha adotiva de uma família japonesa, cujo patriarca era Kazuo, vivido por Luis Melo, que nunca foi japonês. Embora tenham reforçado várias vezes que a personagem era adotada, houve uma avalanche de críticas em torno da escalação dos atores. O mesmo ocorreu em "Segundo Sol", uma vez que uma inexistente Bahia majoritariamente branca acabou representada pela novela de João Emanuel Carneiro.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Nathalia Dill viveu sua melhor mocinha em "Orgulho e Paixão"

Interpretar uma heroína de folhetim não é uma tarefa simples. Embora vários autores estejam se esforçando para construir mocinhas ativas nos últimos anos, esse tipo de perfil exige um cuidado redobrado para não irritar ou cansar o público. E, claro, a interpretação da atriz é vital para o bom resultado final. Nathalia Dill, por exemplo, já pode ser considerada uma especialista no assunto. Está interpretando sua quinta mocinha em "Orgulho e Paixão". Além do risco de ficar estigmatizada, tinha chances de cair na repetição. Mas nada disso aconteceu.


Pelo contrário. A atriz teve a sorte de ganhar um perfil muito bem construído por Marcos Berstein, inspirado na personagem homônima do romance "Orgulho e Preconceito", da escritora inglesa Jane Austen. Elisabeta Benedito é uma protagonista ativa, à frente do seu tempo (licença poética bastante válida, levando em conta o ano que se passa o enredo: 1910), corajosa, leal aos seus amigos e enfrenta seus inimigos de igual para igual. Embora reúna características que até poderiam resultar em um ar de superioridade, a filha mais velha de Ofélia (Vera Holtz) esbanja simpatia.

Nathalia Dill sempre esteve muito à vontade no papel e desde a estreia da novela vem protagonizando várias cenas merecedoras de elogios, tanto dramáticas quanto cômicas. Sua química com Thiago Lacerda (Darcy Williamson) é perceptível e sua sintonia com Agatha Moreira (Ema), Pâmela Tomé (Jane), Anaju Dorigon (Cecília), Chandelly Braz (Mariana) e Bruna Griphao (Lídia) resulta em sequências sempre delicadas.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Mocinhos burros e passivos irritam em "Segundo Sol"

Não é fácil construir mocinhos de novela, ainda mais com um público cada vez mais exigente. "Orgulho e Paixão" e "O Tempo Não Para" conseguiram passar com louvor nessa dura missão e as duas deliciosas novelas de sucesso da Globo estão com protagonistas ativos, carismáticos e que enfrentam os vilões sem qualquer receio. Já "Segundo Sol" foi reprovada. A trama de João Emanuel Carneiro falhou totalmente na missão de criar um casal que desperte torcida ou empatia.


Beto Falcão (Emílio Dantas) e Luzia Batista (Giovanna Antonelli) até pareciam perfis promissores no início da novela, mas logo viraram duas pessoas passivas, burras e covardes. O autor, por sinal, vendeu um folhetim protagonizado por um cantor de axé fracassado que forja sua própria morte e acaba virando um sucesso. Mas esse enredo não se sustentou nem por duas semanas. Logo foi engolido pela trama do roubo do filho da mocinha, praticado por Karola (Deborah Secco) e Laureta (Adriana Esteves), que arruinaram a vida da marisqueira.

O irônico é que as duas histórias se mostram limitadas e andam em círculos. Isso porque os personagens simplesmente não movem o roteiro. Nem mesmo as ditas vilãs. Os núcleos paralelos se mostram bem mais convidativos. Beto é um sujeito omisso e às vezes passa a impressão de não saber nem "em que novela está". Enganado por todos, o cantor seguiu casado com Karola mesmo depois de tudo o que Luzia contou sobre seu passado.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

De volta às novelas, Alinne Moraes se sobressai na pele da mocinha Lívia em "Além do Tempo"

Ela estava afastada dos folhetins desde 2011, quando viveu a íntegra Lili, no remake de "O Astro". Em 2012, protagonizou a série "Como aproveitar o fim do mundo", de Alexandre Machado e Fernanda Youg, e em 2013 engravidou do seu primeiro filho, precisando sair do elenco de "Em Família", onde viveria a homossexual Marina. Agora, em 2015, Alinne Moraes volta às novelas na pele da mocinha Lívia, em "Além do Tempo", e mostra em cada capítulo como fazia falta na teledramaturgia.


A atriz vem honrando o posto de heroína da história de Elizabeth Jhin, que começa no século XIX e chega até os dias atuais. A personagem é a típica mocinha sofredora, que padece a história inteira enfrentando os mais diversos tipos de dificuldades, principalmente emocionais. Entretanto, apesar de carregar todos os clichês possíveis do gênero, Lívia não é um perfil que irrita e nem se mostra uma passiva idiotizada, ao contrário de Anita (Letícia Persiles), uma tonta que abusa da ingenuidade e cansa pelo excesso de bondade.

A filha de Emília (Ana Beatriz Nogueira) foi superprotegida pela mãe, que temia qualquer tipo de contato com a poderosa família de seu marido (Bernardo), dado como morto na época. Passou um longo período no convento de Padre Luis (Carlos Vereza), mas de nada adiantou o isolamento, pois conheceu o Conde Felipe (Rafael Cardoso), e se apaixonou.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Isis Valverde convence na pele da mocinha Sandra em "Boogie Oogie"

A mocinha tradicional de novela virou um grande problema para a atriz que é escalada para interpretá-la. As chances do público se interessar muito mais pelos vilões do que por ela são grandes, assim como o grau de dificuldade da protagonista conseguir se sobressair na trama. Isso porque, embora seja o papel central, quase sempre é o passivo, ou seja, não movimenta o roteiro. Mas Isis Valverde aceitou o desafio de interpretar a sofrida Sandra, em "Boogie Oogie", e tem se destacado na história de Rui Vilhena.


Sandra foi trocada na maternidade e ainda perdeu o noivo em um trágico acidente no dia de seu casamento. Por ironia do destino, se envolveu com o rapaz (Rafael - Marco Pigossi) que foi salvo pelo seu quase-marido e ainda descobriu que estava grávida do falecido. Como se não bastasse todo este conjunto de acontecimentos, seus pais biológicos são uns canalhas (Fernando - Marco Ricca e Carlota - Giulia Gam) e os 'adotivos' se resumem em um homem intolerante e uma mulher submissa (Elísio - Daniel Dantas e Beatriz - Heloísa Périssé).

Em suma, Isis Valverde ganhou uma típica mocinha. Porém, a protagonista tem personalidade forte e não abaixa a cabeça para ninguém. Esta característica em especial proporciona para a atriz boas cenas de enfrentamento, além das já tradicionais sequências envolvendo sofrimento e muito choro.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Surra de Paloma em Aline proporciona uma ótima cena e comprova o crescimento de Paolla Oliveira em "Amor à Vida"

"Amor à Vida" sempre foi uma novela movimentada, mas as últimas semanas estão superando as expectativas. Os atores que têm sido mais exigidos são Mateus Solano e Paolla Oliveira. Os elogios ao Mateus são constantes e merecidos, entretanto, é necessário citar o crescimento de Paolla, que tem protagonizado fortes e difíceis cenas praticamente em todos os capítulos. E a sequência que novamente expôs sua completa entrega foi a surra que Paloma deu em Aline.


A situação que envolveu a mocinha é típica de um folhetim: caiu na armação de uma víbora que queria separar o casal protagonista. Aliás, casal esse que estava junto e feliz há meses, diferente do ocorrido na maioria das novelas que só juntam de fato o par central nos últimos capítulos. Aline tramou todo o flagrante, que teve inclusive a frase-clichê "Não é nada disso que você está pensando", dita por Bruno (Malvino Salvador).

Paolla Oliveira ---- que recentemente protagonizou uma cena antológica ao lado do ótimo Mateus, quando Paloma descobriu a verdade sobre Félix ---- mais uma vez mostrou o quão foi acertada sua escalação.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Paolla Oliveira convence na pele de Paloma, a sofrida mocinha de "Amor à Vida"

Mocinha: a heroína das novelas, dos filmes e das histórias. A mulher que preza a ética, a honestidade e a bondade. Em suma: personagem que tem inúmeras chances de ficar pedante, irritante e cansativa. Interpretar um papel desses não é fácil, ainda mais quando o autor opta por uma mocinha mais tradicional e menos 'maquiavélica' (ao contrário da Nina de "Avenida Brasil" e Amora de "Sangue Bom": exemplos de casos mais recentes que fogem dessa tradicionalidade). Portanto, Paolla Oliveira sabia do risco que corria quando aceitou viver a Paloma de "Amor à Vida".


A protagonista está longe de ser uma santa imaculada, verdade seja dita. Afinal, fugiu com Ninho (Juliano Cazarré), um rapaz que mal conhecia, engravidou dele e ainda se achou no direito de enfrentar a família quando voltou. É mimada e já cometeu várias injustiças com a mãe (Pilar - Susana Vieira) e com seu noivo (Bruno - Malvino Salvador). Porém, apesar de Walcyr Carrasco ter inserido essas características 'humanas', fica claro que Paloma é muito mais voltada para os dramas tracionais de uma mocinha. Teve seu filho roubado assim que nasceu, sofre em quase todos os capítulos, chora muito e ainda passará por muitos percalços.

Ou seja, é um desafio e tanto para qualquer profissional. E após seis novelas no currículo, pode-se dizer que Paolla Oliveira está enfrentando esse desafio da melhor forma possível. A atriz tem conseguido convencer em

quinta-feira, 21 de março de 2013

Fernanda: a mocinha ou a vilã do BBB13?

O "Big Brother Brasil 13" está próximo do seu fim. Na próxima terça-feira haverá a grande final e só há duas pessoas com reais chances ganhar o prêmio: Nasser e Fernanda. O rapaz nunca teve muita torcida, mas foi ganhando popularidade na reta final e herdando torcedores de participantes já eliminados. Fernanda sempre teve um imenso fã-clube, junto de André, o casal denominado pelos fãs de "castelo" ou "Casal Real". No entanto, à medida que o jogo foi se desenhando, começaram a surgir muitas teorias a respeito da conduta da advogada.


Uma parte dos telespectadores acha Fernanda dissimulada, ardilosa e falsa. Outra parte elogia suas atitudes, sua paciência, sua grandeza e sua amizade. O único momento em que há concordância entre as partes é a respeito da inteligência da advogada. Todos concordam que ela tem um poder de argumentação gigantesco e sabe se colocar muito bem para defender seus pontos de vista. Porém, a discordância volta em relação à utilização dessa inteligência. Enquanto uns afirmam que ela se utiliza de sua astúcia para prejudicar aliados e inimigos, outros garantem que a sagacidade da participante é usada para se defender e se impor no programa.

O que enriquece essa grande dúvida e esse embate entre torcedores é o fato de todos terem bons argumentos. Tanto para atacarem quanto para defenderem Fernanda. Os que torcem contra enumeram várias atitudes que, segundo eles, foram ardilosas e premeditadas. Como por exemplo as brigas entre Nanda e Kamilla, onde a advogada

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Surra de Morena em Wanda finalmente deslancha o núcleo central, mas não apaga os conhecidos equívocos de Salve Jorge

Na última terça-feira (4/12), o telespectador pôde ver uma das cenas mais clássicas da teledramaturgia em "Salve Jorge": a mocinha dando uma surra na vilã. Morena, ao chegar à Turquia, percebeu que foi enganada por Wanda e que é vítima de um esquema de tráfico humano. A mocinha se desespera ao constatar que está em um bordel e espanca a vilã. Foi a primeira cena que despertou interesse no público e acabou funcionando como o verdadeiro estopim para que o núcleo de maior utilidade da novela realmente começasse a se desenvolver pra valer.


A sequência --- embora muito mal dirigida, com direito a marcações de cena que ficaram explícitos até para um leigo e erroneamente editada, com cortes totalmente equivocados ---, foi muito bem defendida pelas atrizes. Nanda Costa expressou toda a fúria de Morena enquanto que Totia Meirelles deixou transparecer o desespero da vilã ao ser surpreendida pela sua própria vítima.

Na continuação da cena, Wanda demonstrou o quanto pode ser fria ao apontar uma arma para a mocinha e quase apertar o gatilho, alegando que poderia conseguir outra menina com o mesmo biotipo rapidamente. Aliás, a comparsa de Lívia (Cláudia Raia) é a verdadeira vilã da trama e a atriz está se destacando cada vez mais. Já Nanda também não

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Nina: uma mocinha jamais vista na história da teledramaturgia

Uma estreia de novela é sempre cercada de muita curiosidade. O público se encontra entusiasmado por uma nova história ao mesmo tempo que se encontra de luto pela trama que se encerrou (claro, se esta tiver sido bem aceita). A imprensa se cerca de expectativa e já começa a analisar personagens, núcleos, texto, enfim... Mas, nos últimos anos, o principal motivo de preocupação dos autores é a fatídica mocinha, alvo de um festival de críticas tanto do público quanto da mídia especializada. Em "Avenida Brasil, João Emanuel Carneiro soube criar uma protagonista que todos estavam esperando há tempos: Nina.


Se anteriormente o telespectador se via diante de mocinhas choronas, passivas, irritantes e sem uma história realmente atraente, na atual trama do horário nobre , o público se deparou com uma mulher determinada, vingativa, politicamente incorreta e que enfrenta a vilã de igual para igual, sem esperar a 'justiça divina' ou as 'leis do homem'. Para não chocar o público, o autor soube perfeitamente o que fazer: na primeira fase da novela, fez questão de mostrar o quanto que Rita (Mel Maia) sofria nas mãos de Carminha (Adriana Esteves) e o inferno que virou sua vida quando perdeu o pai e foi parar no lixão. Os anos se passaram, mas o desejo de vingança da personagem só cresceu. Rita virou Nina e Mel Maia virou Débora Falabella; e esta mocinha (muito bem interpretada pelas duas atrizes, diga-se de passagem), que cresceu diante dos olhos do telespectador, foi traçando milimetricamente seu plano para destruir Carminha e Max (Marcello Novaes). 

Apesar de ter se apaixonado por Batata (Bernardo Simões), hoje Jorginho (Cauã Reymond), Nina deixou o amor de lado para seguir com seu objetivo de vingança. Uma mocinha que não teve tempo a perder com romances. É uma personagem capaz de tudo, não há limites éticos para