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segunda-feira, 5 de setembro de 2022

"O Cravo e a Rosa" afundou "A Hora da Venenosa" e resolveu o maior problema da Globo

 A Globo sempre foi a líder de audiência do país com larga vantagem. Só perde em situações esporádicas e pouco tempo depois volta ao seu posto de sempre. Porém, a emissora estava precisando se acostumar com o segundo lugar na faixa do extinto "Vídeo Show". Há muitos anos que o "Balanço Geral", na Record, vencia a rede dos Marinhos quando o quadro "A Hora da Venenosa", comandado por Fabíola Reipert, entrava no ar em SP. Tinha virado rotina e nada parecia mudar. Até vir a reprise de "O Cravo  a Rosa". 


Assim que a reexibição da primeira novela de Walcyr Carrasco na Globo, exibida em 2001, entrou no ar a resposta foi imediata: derrotou a concorrente. Com pouca diferença, mas venceu. Não demorou para que a distância numérica aumentasse cada vez mais. Agora a Record não chega nem perto da Globo na única faixa que triunfava com facilidade. O folhetim vem alcançando mais de 15 pontos diários, chegando a impressionantes picos de 18, enquanto "A Hora da Venenosa" dificilmente passa dois 6 pontos. Antes era comum o quadro de Fabíola Reipert alcançar cerca de 12 pontos contra 8 da Globo. 

Vale lembrar que o sucesso do programa da Record foi o responsável pelo cancelamento do "Vídeo Show", um dos formatos mais longevos da Globo. Estava há mais de 35 anos no ar. A emissora tentou de tudo para frear o crescimento da concorrente. O péssimo "Se Joga" foi a tentativa mais fracassada. A atração comandada por Fernanda Gentil, Érico Brás e Fabiana Karla era um show de vergonha alheia e nunca ameaçou o quadro de fofocas da jornalista.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Globo acerta ao apostar no sucesso "O Cravo e a Rosa" para alavancar sua audiência vespertina

 A Globo ainda não tem ideia do que fazer com sua grade vespertina após o injusto cancelamento de "Malhação". Nem mesmo sabem o que colocar no lugar. No entanto, a emissora resolveu voltar com o tempo normal do "Jornal Hoje" a partir do dia 6 de dezembro. O telejornal ganhou uma extensão durante o período da pandemia, iniciado em 2020. Com isso, o horário do extinto "Vídeo Show" e "Se Joga" fica novamente vago. E o canal usará a brecha para iniciar um teste: uma nova faixa de reprise para novelas. Não se preocuparam em criar um título, já que o "Vale a Pena ver de Novo" segue no ar. A trama escolhida foi "O Cravo e a Rosa". 


Novamente a Globo apela para Walcyr Carrasco para alavancar sua audiência, uma vez que a faixa enfrenta dificuldades há anos com o quadro "A Hora da Venenosa", comandado por Fabíola Reipert, no "Balanço Geral", da Record. E o folhetim é realmente irresistível. Não por acaso está na lista das melhores tramas do Walcyr. A história era baseada na peça "A Megera Domada", de William Shakespeare, e com algumas referências das novelas "A Indomável", de Ivani Ribeiro, e "O Machão", de Sérgio Jockman. Dirigida pelo saudoso Walter Avancini, a trama era uma comédia romântica da melhor qualidade e ambientada em São Paulo, no ano de 1920. Portanto, de época, que sempre foi uma especialidade do autor.

A novela exibiu o tumultuado romance entre Petruchio, um caipira rude e dono de uma fazenda produtora de queijo, e Catarina, filha de um poderoso banqueiro (Nicanor Batista - Luis Melo), que tinha ideias feministas e era extremamente geniosa ----- colocava todos seus pretendentes para correr.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Amado pelo público e odiado pela crítica, Walcyr Carrasco é um sucesso

Ele é praticamente uma fábrica de fazer novelas e um conquistador de sucessos. Mas nunca foi uma unanimidade. É amado e odiado na mesma proporção. É o escritor de maior produtividade da Globo e ainda consegue dividir sua rotina com textos para peças teatrais e lançamentos de livros. Fracassou apenas duas vezes em sua carreira televisiva, algo incomum quando comparado com a trajetória de seus colegas. A crítica nunca viu seus trabalhos com bons olhos. A antipatia é evidente e chegou até a ser confirmada pelo jornalista Flávio Ricco, recentemente em um podcast do Uol. Seu nome? Walcyr Carrasco, claro. O autor, incontestavelmente, é o mais versátil da emissora.


Walcyr já escreveu para todas as faixas da líder e conseguiu emplacar sucessos em todos os horários. Tanto que é um dos escritores mais requisitados da Globo. A emissora sempre encomenda várias novelas a ele, ao contrário do que costuma ocorrer com seus colegas, que têm um período de férias um pouco mais longo quando terminam seus folhetins. No caso do escritor é praticamente uma novela a cada dois anos (vale citar que de 2011 a 2013 foram três em três anos), um intervalo bem curto de uma produção para a outra, ainda mais em se tratando de teledramaturgia que fica no mínimo quatro meses no ar.

"A Dona do Pedaço" é o oitavo sucesso seguido do autor. Uma marca de respeito. A história da boleira Maria da Paz (Juliana Paes) caiu no gosto popular e reergueu o horário nobre, após o fiasco de "O Sétimo Guardião". Elevou a média geral em sete pontos. A produção, dirigida por Amora Mautner, vem alcançando elevados índices de audiência e está na boca do povo.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

"O Cravo e a Rosa" repetiu o sucesso no Canal Viva

O Canal Viva começou a reprisar "O Cravo e a Rosa" no dia 25 de março. Desde então, a novela, que marcou a estreia de Walcyr Carrasco na Globo, em 26 de junho de 2000, vem fazendo um imenso sucesso. Registra, inclusive, segundo dados oficiais, a maior audiência da história do canal a cabo, que surgiu em 2010. Nem mesmo as reexibições de "Vale Tudo" e Tieta", até então recordistas na média geral da emissora, conseguiram um feito igual. Isso apenas comprova a força que o autor tem com o público.


E o folhetim é realmente irresistível. Não por acaso está na lista das melhores tramas do Walcyr. A história era baseada na peça "A Megera Domada", de William Shakespeare, e com algumas referências das novelas "A Indomável", de Ivani Ribeiro, e "O Machão", de Sérgio Jockman. Dirigida pelo saudoso Walter Avancini, a trama era uma comédia romântica da melhor qualidade e ambientada em São Paulo, no ano de 1920. Portanto, de época, que sempre foi uma especialidade do autor.

A novela exibiu o tumultuado romance entre Petruchio, um caipira rude e dono de uma fazenda produtora de queijo, e Catarina, filha de um poderoso banqueiro (Nicanor Batista - Luis Melo), que tinha ideias feministas e era extremamente geniosa ----- colocava todos seus pretendentes para correr.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Eva Todor era uma atriz querida e amada por todos

Faleceu em casa, por volta das 8h50 deste domingo (10/12), Eva Todor, aos 98 anos. A atriz não resistiu a uma pneumonia e enfrentava o Mal de Parkinson há alguns anos. Ela estava afastada das novelas desde "Salve Jorge", em 2012, quando fez uma pequena participação na trama de Glória Perez. Sua última aparição pública foi em novembro de 2014, quando recebeu uma merecida homenagem de colegas no Teatro Leblon. Era uma figura amada por todos. Com mais de 80 anos de carreira, a veterana será sempre lembrada como a avó que todos queriam ter.


Filha de uma estilista e de um comerciante de tecidos, Eva era húngara e iniciou a carreira artística ainda menina, chegando a dançar na Ópera Real de Budapeste. Estreou como atriz na peça "Quanto Vale Uma Mulher", em 1934, e deslanchou de vez através do teatro de revista. Em 1940, já tinha sua própria Companhia de Teatro chamada "Eva e Seus Artistas" e ganhou até Getúlio Vargas como admirador, facilitando o processo para conseguir a identidade nacional. Em 1950, ganhou um programa na TV Tupi, cujo título era "As Aventuras de Eva". Sua veia cômica ganhou mais força na atração e viria a ser uma de suas maiores características ao longo da trajetória televisiva.

A primeira novela que contou com a intérprete foi "E Nós Aonde Vamos?", da Tupi, em 1970. Depois, em 1975, chegou a participar da versão censurada de "Roque Santeiro", vivendo Ambrosina Abelha, mas a personagem não voltou na trama clássica que teve Regina Duarte como Porcina. Sua grande estreia na teledramaturgia foi em "Locomotivas", história de Cassiano Gabus Mendes, onde viveu a inesquecível Kiki Blanche, fazendo um imenso sucesso em 1977.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Responsável por vários sucessos em todas as faixas, Walcyr Carrasco é o autor mais versátil da Globo

Ele é praticamente uma fábrica de fazer novelas e um conquistador de sucessos. Walcyr Carrasco foi o responsável pelo maior êxito da Globo em 2015, uma vez que "Verdades Secretas", recém-terminada --- primeira trama inédita da faixa das 23h e com média geral de 20 pontos ---, foi o produto de maior audiência e repercussão da emissora no ano. E essa primorosa novela apenas evidenciou o que já estava claro há alguns anos: o autor é o mais versátil da emissora.


Walcyr já escreveu para todas as faixas da líder e conseguiu emplacar sucessos em todos os horários. Tanto que é um dos escritores mais requisitados da Globo, que sempre encomenda várias novelas a ele, ao contrário do que costuma ocorrer com seus colegas, que têm um período de férias um pouco mais longo quando terminam seus folhetins. No caso do escritor, é praticamente uma novela a cada dois anos (vale citar que de 2011 a 2013 foram três em três anos), um intervalo bem curto de uma produção para a outra, ainda mais em se tratando de teledramaturgia que fica no mínimo quatro meses no ar.

"Verdades Secretas" é o quinto sucesso seguido do autor, o que explica o interesse da Globo em sempre selecioná-lo para a criação de novas obras. O folhetim que abordou com maestria o submundo da moda, a prostituição, o alcoolismo, a bissexualidade, as drogas, o assédio moral e sexual, os jogos de interesse e o suspense em torno de um triângulo amoroso macabro, foi um dos melhores trabalhos do Walcyr.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

"Verdades Secretas" expõe o sucesso da longeva parceria entre Drica Moraes e Walcyr Carrasco

Todo autor tem seus atores preferidos. O mesmo vale para diretores. É a popular 'panelinha', presente há tempos no mundo da televisão (do teatro e do cinema também, diga-se). E essas preferências, quando não ficam exageradas (como por exemplo, repetir praticamente todo o elenco de uma novela na outra), são válidas, além de beneficiarem sempre alguns intérpretes. Há profissionais, inclusive, que nem apareceriam na tevê se não estivesse presente neste 'grupo de favoritos'. E um caso que merece menção é a parceria estabelecida entre Walcyr Carrasco e Drica Moraes.


O primeiro trabalho deles juntos foi em 1996, na extinta Rede Manchete. Sob o pseudônimo de Adamo Rangel, Walcyr escreveu o estrondoso sucesso "Xica da Silva", protagonizada por Taís Araújo e dirigida pelo saudoso Walter Avancini. A novela virou um marco da teledramaturgia e uma das muitas qualidades foi a interpretação grandiosa de Drica. Na pele da diabólica Violante, a atriz brilhou absoluta e se destacou vivendo uma mulher amarga e cruel, que maltratava de todas as formas a escrava protagonista da história. Ela, inclusive, ganhou o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de Melhor Atriz na época por esta primorosa atuação.

Após o êxito desse começo de parceria, alguns anos de passaram. Até Walcyr ser contratado pela Globo em 2000, escrevendo a sua primeira novela para a emissora. A trama em questão era "O Cravo e a Rosa", folhetim que se tornou um dos maiores sucessos das 18h, iniciando uma trilogia de ouro do autor na faixa. E ele fez questão de escalar Drica para outro grande papel. A personagem só entrou na história algum tempo depois da mesma já ter sido iniciada, mas foi a responsável por uma das viradas da novela.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

"O Cravo e a Rosa": um inesquecível sucesso das seis

A estreia de Walcyr Carrasco na Globo foi com o pé direito. Sua primeira novela na emissora foi "O Cravo e a Rosa", um sucesso estrondoso que marcou o horário das seis e foi reprisado duas vezes no "Vale a Pena Ver de Novo" ----- entre 13  de janeiro e 1 de agosto de 2003 e entre 5 de agosto de 2013 e 17 de janeiro de 2014 -----, repetindo o êxito da primeira exibição.


A história era baseada na peça "A Megera Domada", de William Shakespeare, e com algumas referências das novelas "A Indomável", de Ivani Ribeiro, e "O Machão", de Sérgio Jockman. Dirigida pelo saudoso Walter Avancini, a trama era uma comédia romântica da melhor qualidade e ambientada em São Paulo, no ano de 1920; portanto, de época, que sempre foi uma especialidade do autor.

A novela exibiu o tumultuado romance entre Petruchio, um caipira rude e dono de uma fazenda produtora de queijo, e Catarina, filha de um poderoso banqueiro (Nicanor Batista - Luis Melo), que tinha ideias feministas e era extremamente geniosa ----- colocava todos seus pretendentes para correr.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Globo acerta ao emendar duas novelas no "Vale a Pena Ver de Novo"

Após anunciar com muitos dias de antecedência, a Globo colocou em prática uma inusitada estratégia nessa segunda-feira (13/01): na última semana de "O Cravo e a Rosa", no "Vale a Pena Ver de Novo", começou a exibir "Caras & Bocas", trama substituta, no horário da "Sessão da Tarde". Ou seja, duas novelas em sequência.


A situação surpreendeu alguns telespectadores e alguns até a compararam com o SBT, já que a emissora de Silvio Santos costuma começar uma novela nova antes de encerrar a outra para migrar a audiência. Entretanto, a estratégia da Globo passa longe de ser parecida com a da rival e é muito óbvia: testar o novo horário do "Vale a Pena Ver de Novo", com o objetivo de 'entregar' bons números para a "Malhação" e assim levantar os índices da grade noturna, que anda deixando muito a desejar, com exceção de "Amor à Vida".

A intenção de inverter o "Vale a Pena Ver de Novo" com a "Sessão da Tarde" é uma ideia antiga e a emissora já testou essa medida em alguns estados em 2013. Agora, o intuito é trocar os horários em toda a rede. A decisão é muito válida, uma vez que a sessão de filmes costuma ter menos audiência que as reprises das novelas. E a época