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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Andreia Horta impressiona com sua entrega em "Elis - Viver é melhor que sonhar"

O filme sobre Elis Regina, exibido em 2016, foi bastante elogiado pela crítica e o desempenho de Andreia Horta na pele da cantora impressionou. Tanto que a atriz ganhou o Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado. O longa, no entanto, teve cerca de 538 mil pagantes, um número mediano. Mas o roteiro, é preciso dizer, ficou aquém. As polêmicas com as drogas e várias partes controversas da vida da protagonista são quase ignoradas. Mas, não deixa de ser um bom produto para os admiradores da saudosa artista. Agora, pelo menos, o grande público tem a oportunidade de ver o show da atriz e ainda conhecer ou relembrar uma parte da trajetória de uma das maiores cantoras do Brasil.


A transformação de um filme da Globo Filmes em série virou um costume da Globo no início do ano para cortar custos. É mais mais econômico do que produzir algo inédito em cinco ou dez capítulos. Algumas vezes não funciona e até o longa escolhido deixa a desejar. Mas no caso de Elis valeu a pena. Gravaram cerca de 15 minutos de cenas inéditas para a produção televisiva e a principal sequência é a entrevista ficcional que Elis concede, enquanto são exibidas cenas do filme mescladas com depoimentos de colegas em uma espécie de documentário. Ficou até melhor porque os depoimentos da personagem principal norteiam a história.

Não é preciso ser um 'expert' em Elis Regina para se impressionar com a atuação de Andreia. As breves imagens de arquivo da cantora que estão na produção servem para tecer um comparativo. A atriz até comentou na coletiva de imprensa que chegou a pensar se conseguiria reviver Elis nessas cenas especiais para a série, dois anos depois da gravação do filme.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Ótimas atuações, texto preciso e trama instigante foram as principais qualidades de "Felizes para sempre?"

As chamadas prometiam uma produção de grande qualidade e os dez capítulos exibidos entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro cumpriram a promessa com louvor. Escrita por Euclydes Marinho e dirigida pelo cineasta Fernando Meirelles, "Felizes para sempre?" chegou ao fim nesta sexta-feira com um excelente e dramático capítulo, fechando o curto ciclo da microssérie, que mesclou política e relacionamentos com competência, em grande estilo.


A obra foi baseada em "Quem ama não mata" (1982), escrita pelo mesmo autor, mas apenas a essência da trama se manteve: os conflitos familiares e um crime passional. A nova história tinha a prostituta Danny Bond (Paolla Oliveira) como responsável pelas principais reviravoltas e todos os conflitos foram alterados. Já a inserção de Brasília como ambiente foi uma grande sacada para abordar as falcatruas de Cláudio (talentoso Enrique Diaz, escolha acertada de protagonista), poderoso dono de empreiteira que se envolvia em esquemas de corrupção.

E alguns personagens foram batizados com os nomes dos atores que participaram da produção da década de 80, em uma bela homenagem feita pelo autor. Os primeiros capítulos foram praticamente voltados para o casal principal, que teve seus problemas agravados depois da entrada da garota de programa.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ao fragmentar "Gonzaga - de pai pra filho", Globo repete o erro cometido em "Xingu"

Estreou nessa terça-feira (15/01), a versão televisiva do filme "Gonzaga - de pai pra filho". Com roteiro de Patrícia Andrade, colaboração de George Moura e dirigida por Breno Silveira, a produção fala da história do Rei do Baião, que por sua vez é contada através de gravações feitas por Gonzaguinha. O filme fez sucesso e alcançou mais de 2,5 milhões de telespectadores. Entretanto, ao optar novamente pela transformação de um filme em microssérie, a Globo acaba cometendo os mesmos erros de "Xingu".


Apesar de ter feito bem mais sucesso no cinema do que o filme dirigido por Cao Hamburguer, "Gonzaga - de pai pra filho" não é superior na qualidade. Afinal, há tanto capricho quanto na produção exibida e adaptada pela Globo no fim do ano passado. Elenco composto por grandes atores, direção e fotografia impecáveis, enfim, não há nada que mereça críticas. Mas da mesma forma que apresenta os mesmos acertos, a trama do Rei do Baião, assim como a história dos irmãos Villas Bôas, não é apropriada para ser dividida em quatro capítulos.

A produção, apesar de grandiosa, não prima pela agilidade e nem há grandes reviravoltas ou cenas impactantes, o que acaba dispersando o público. Até porque é exibida depois das 23h. Além desse fato, o filme foi exibido nos cinemas há pouquíssimo tempo. Como será que se sentiram as pessoas que pagaram ingresso para

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ataques, preconceito e falta de ética. Até quando, Record?

O ano de 2013 mal começou e janeiro ainda nem chegou na metade. Mas a Rede Record já mostrou que continua a mesma e parece não ter aprendido nada com os equívocos cometidos em 2012. Nesse domingo (13/01), a emissora apresentou uma matéria vergonhosa no seu principal jornalístico: o "Domingo Espetacular" --- que perdeu esse posto há tempos, virando apenas um objeto de ataque à concorrência. A reportagem citava a campanha de um pastor evangélico contra a microssérie "O Canto da Sereia" e para culminar ainda falaram mal do "Festival Promessas" e novamente de "Salve Jorge".


Antes da microssérie da Globo ir ao ar, manifestações lideradas por um pastor chamado Divino Aleixo Marinho começaram a se espalhar na internet contra a trama. E tudo porque a história mostrava bissexualismo e Iemanjá. Além de demonstrar um gritante e deprimente preconceito, o tal pastor ainda dizia que as mídias estavam tentando acabar com o cristianismo por causa de escândalos de falsos pastores. A verdade é que um sujeito como esse não deveria ter espaço na televisão para vomitar suas intolerâncias, mas a Record fez questão de exibir uma entrevista com ele e ainda aproveitou para atacar a concorrente.

Na matéria, além das barbaridades já mencionadas, o pastor diz que as atitudes da microssérie iriam contra à bíblia. E a emissora ainda aproveitou a situação para criticar, de novo, "Salve Jorge". Uma antropóloga, enquanto era entrevistada, disse que o título da novela faz menção a Ogum, símbolo do Candomblé, ficando claro a intenção

sábado, 12 de janeiro de 2013

Com capricho e atuações marcantes, O Canto da Sereia surpreende e se despede do público em grande estilo

Nada mais apropriado do que um grandioso capítulo para encerrar uma microssérie de qualidade ímpar com chave de ouro. E foi exatamente isso o que aconteceu. "O Canto da Sereia" --- trama baseada na obra homônima de Nelson Motta e exibida pela Globo em quatro capítulos --- se despediu dos telespectadores nessa sexta-feira (11/01), apresentando cenas extraordinárias e atuações marcantes.


Sempre foi dito que o final não seria o mesmo do livro, afinal, os que já tinham lido saberiam e todo o mistério se perderia. Mas como seria possível alterar o desfecho sem fazer a história perder o sentido? Como manter a identidade do produto ao alterar justamente o enigma principal? Pois os autores tiveram uma sacada genial e cumpriram a promessa com louvor. Conseguiram manter todo o contexto da trama e ainda mudar a identidade do assassino, fato que muitos consideravam quase impossível. E a execução da sequência não poderia ter sido melhor.

Na obra literária, Sereia contrata um atirador para matá-la porque se desespera ao descobrir um tumor. Na microssérie, o contexto foi mantido, ou seja, a protagonista encomenda a sua morte. Mas ao contrário do livro, o assassino tem

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Canto da Sereia confirma a boa impressão inicial e estreia com qualidade de sobra

Finalmente estreou a produção mais aguardada pela crítica e pelos telespectadores. Baseada na obra homônima de Nelson Motta, "O Canto da Sereia" foi ao ar nessa terça-feira (08/01) e apresentou uma história recheada de suspense e drama, onde uma cantora de axé é assassinada na frente de seus fãs em cima de um trio elétrico. Ao exibir uma produção caprichada e uma trama instigante, não demorou muito para que as boas impressões causadas nas chamadas se confirmassem.


A microssérie representou muito bem a rede de interesses que rodeia uma cantora famosa. Era fã de um lado, assessor de outro, seguranças em volta, governador tentando se dar bem, enfim, a vida de Sereia se resumia a uma verdadeira aglomeração de pessoas. E curiosamente, a protagonista demonstrava uma tristeza profunda nos momentos em que conseguia ficar só.

Dirigida por José Luiz Villamarim e com texto de Sérgio Gondenberg, Patrícia Andrade e George Moura --- tendo a supervisão de Glória Perez e direção de núcleo de Ricardo Waddington ---, a obra de Nelson Motta foi muito bem adaptada para a televisão. Além do bom texto, ficou perceptível que a direção afiada, atores bem escalados e uma fotografia impecável completaram o conjunto de acertos. Isis Valverde conseguiu deixar Suelen, a periguete marcante de "Avenida Brasil", totalmente de lado e incorporou uma cantora baiana com

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Globo erra ao transformar "Xingu" em microssérie

A Globo transformou "Chico Xavier" e "O Bem Amado", filmes que foram um sucesso de bilheteria, em microsséries de quatro episódios. Os exibiu em 2011 e o público percebeu que foi apenas uma divisão do filme em capítulos. As cenas foram quase as mesmas, com alterações praticamente imperceptíveis. A emissora resolveu fazer a mesma coisa com "Xingu", um longa-metragem que não fez o mesmo sucesso que as duas produções anteriores --- apesar de ter alcançado 500 mil telespectadores, esperava-se muito mais ---, e estreou a série em plena terça-feira natalina, após o especial do Roberto Carlos.


Em 1944, os irmãos Orlando (Felipe Camargo), Cláudio (João Miguel) e Leonardo (Caio Blat) Villas Bôas se alistaram na expedição Roncador-Xingu para facilitar o processo de interiorização do Brasil. Embora a intenção inicial fosse viver apenas uma aventura, acabaram se envolvendo em várias experiências marcantes e viraram os maiores defensores dos costumes indígenas do país. A história desses lutadores, e que posteriormente foram os criadores do Parque Nacional do Xingu, foi contada nos cinemas pelo diretor Cao Hamburguer. Agora, ao estrear o formato de microssérie na televisão, contou com a ajuda do experiente Guel Arraes, diretor de núcleo da Globo.

Quem ainda não viu o filme, pôde acompanhar as belas imagens e as grandes atuações do trio protagonista no primeiro capítulo. Felipe Camargo, João Miguel e Caio Blat são ótimos atores e a escalação não poderia ter sido melhor. Porém, é bom o telespectador não esperar