Mostrando postagens com marcador Além da Ilusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Além da Ilusão. Mostrar todas as postagens

sábado, 31 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: os destaques do ano

 Após cinco retrospectivas relembrando os artistas que deixaram saudades, os piores do ano, os melhores casais, as cenas mais marcantes e as melhores atrizes e atores de 2022, chegou a hora de listar os destaques do ano que passou. A última retrô do blog é sobre as produções que mais marcaram ao longo destes doze meses e foram vários trabalhos admiráveis que merecem menção. Vamos a eles.



"Pantanal":

O remake do fenômeno de Benedito Ruy Barbosa, exibido pela Rede Manchete em 1990, foi o grande acerto dramatúrgico da Globo em 2022. A emissora também se esforçou para dar certo. O clima de superprodução era evidente nas inúmeras chamadas e do intenso processo de divulgação feito com bastante antecedência. Adaptada pelo neto do autor, Bruno Luperi, a trama novamente caiu nas graças do público e fez sucesso nas redes sociais, além de ter caído na boca do povo através de algumas expressões dos personagens que viraram meme, como 'ara', 'querimbora', 'reiva', 'câmbio' e 'fivela de respeito'. Vários atores brilharam e viveram grandiosos momentos na história, como Alanis Guillen na pele de Juma Marruá, Juliana Paes em uma luxuosa participação, Isabel Teixeira como Maria Bruaca, Murilo Benício como Tenório, Osmar Prado como Velho do Rio, Marcos Palmeira como Zé Leôncio, entre tantos mais. Os equívocos da novela foram os mesmos que aconteceram em 1990 porque Luperi se mostrou incapaz de mudar conflitos e mexer em algumas situações que não funcionaram há 32 anos. Era para ter sido um remake perfeito porque havia a possibilidade de consertar os erros do passado, mas a chance foi jogada no lixo. Pena.



"Além da Ilusão": 

A novela das seis de Alessandra Poggi fez sucesso e reergueu a faixa das 18h da Globo. Muitas foram as razões para o êxito e uma delas foi o mergulho no melodrama rasgado em um enredo de época muito bem exposto por uma equipe competente de caracterização e figurino. A trama também era bem movimentada e com boas viradas, ao mesmo tempo que os núcleos secundários se destacaram pelo bom elenco escalado e ótimos casais. A autora só errou no desenvolvimento do conflito central envolvendo Davi (Raffae Vitti) e Isadora (Larissa Manoela). Os atores brilharam e tinham química, mas tudo o que cercava o par era problemático ao extremo e a romantização incomodou do início ao fim. Não deu para engolir a paixão arrebatadora que o mocinho sentiu, dez anos depois, pela irmã da sua falecida amada sem achar que era uma obsessão pela imagem da morta. E nenhum personagem se incomodar com o fato do rapaz estar com a irmã da antiga paixão que ocasionou uma desgraça na família (o pai assassinou a filha mais velha por engano, já que tentou matar o futuro genro) foi um completo absurdo. Mas os vilões eram excelentes, a trilha sonora deliciosa e vários romances caíram nas graças do público, como Violeta (Malu Galli) e Eugênio (Marcelo Novaes), Leônidas (Eriberto Leão) e Heloísa (Paloma Duarte); e Olívia (Debora Ozório) e Tenório (Jayme Matarazzo). 


quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: as melhores cenas do ano

 Com a voltas das gravações em virtude do avanço da vacinação contra a covid-19, as novelas retornaram ao ritmo normal. No entanto, no início do ano várias produções ainda enfrentavam as restrições por conta da variante ômicron e algumas já entraram no ar finalizadas, como "Nos Tempos do Imperador", "Quanto Mais Vida, Melhor!" e "Um Lugar ao Sol". Já ao longo de 2022 tudo foi voltando ao ritmo normal. E foram muitas cenas merecedoras de elogios. Vamos a mais uma retrospectiva: 




Paula desabafa com a filha em "Quanto Mais Vida, Melhor!":

Giovanna Antonelli e a grata revelação Nina Tomsic emocionaram no momento em que Paula contou para a Ingrid que antes dela teve uma filha que faleceu. Um raro momento de fragilidade da personagem egocêntrica da novela das sete que ainda culminou em uma nova briga no desfecho da sequência. As duas atrizes brilharam. 


Passagem de tempo em "Um Lugar ao Sol":

Apenas três meses se passaram, mas Lícia Manzo conseguiu transformar a passagem em uma aula de sensibilidade com a exibição de vários momentos da novela das nove enquanto Ravi (Juan Paiva) narrava a metáfora das formigas. A autora é a que melhor consegue criar passagens de tempo. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: os melhores casais do ano

 As produções televisivas voltaram ao ritmo normal de gravações por conta do avanço da vacinação contra a covid-19. A temporada de reprises acabou. E com isso vários casais se destacaram nas novelas ao longo de 2022. Vamos a eles: 




Guilherme e Flávia ("Quanto Mais Vida, Melhor!"): 

 A deliciosa "Quanto Mais Vida, Melhor!" foi um grande acerto de Mauro Wilson e o autor foi muito feliz na construção do casal interpretado por Mateus Solano e Valentina Herszage na trama. Os atores viveram pai e filha em "Pega Pega" (2017), reprisada ano passado, e representaram um casal que conquistou o público. A dançarina de pole dance que vivia metida em confusões foi a maior responsável pelo início do processo de 'humanização' do cirurgião que era abusivo e controlador. A música "Together", cantada por Sia, tema de Flávia, deixavam as cenas do par ainda melhores. A ótima repercussão nas redes sociais foi fruto de uma soma muito feliz de atores, personagens e desenvolvimento. 



Violeta e Eugênio ("Além da Ilusão"): 

Malu Galli e Marcello Novaes transbordaram química desde a primeira cena, quando os personagens se conheceram e logo se implicaram. Uma fórmula que raramente falha na teledramaturgia. O jogo de gato e rato seguiu ao longo de "Além da Ilusão" e o casal virou o mais bem aceito nas redes sociais. Violeta era uma personagem muito sofrida e cheia de feridas não cicatrizadas. Seus momentos com Eugênio acabaram funcionando como uma válvula de escape para a mãe da protagonista da história de Alessandra Poggi. O casal ainda teve a melhor música da novela: "Easy on me", de Adele. 


sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Apesar dos problemas na trama central, "Além da Ilusão" foi uma deliciosa novela das seis

 Alessandra Poggi não se saiu mal em sua primeira novela como autora solo. "Além da Ilusão" foi uma agradável trama das seis e cumpriu a missão de entreter o público com um enredo que mesclou bem drama e humor. A direção de Luiz Henrique Rios é um bônus para qualquer folhetim e novamente fez a diferença. E os índices de audiência foram melhores em comparação com a fracassada novela anterior ("Nos Tempos do Imperador"). O saldo da produção, que chegou ao fim nesta sexta-feira, é positivo. No entanto, os problemas da narrativa ficaram claros em vários momentos, o que prejudicaram o desenvolvimento do roteiro.

O maior erro da autora foi a condução do plot central. Poggi achou que o público logo esqueceria da primeira fase da trama e ficaria apenas focado na volta por cima de Davi (Rafael Vitti) e em seu amor por Isadora (Larissa Manoela). Só que não tinha como deixar de lado um crime tão bárbaro, ainda mais diante da forma irresponsável que tudo foi se desenvolvendo. Davi se apaixonou perdidamente por Elisa (Larissa Manoela), mas a menina acabou assassinada pelo pai, Matias (Antônio Calloni), que cometeu o crime por acidente, já que sua intenção era matar o futuro genro. O juiz conseguiu incriminar o rapaz, que foi condenado a 20 anos de cadeia, mas escapou da prisão após dez anos para provar sua inocência. Só que sofreu um acidente de trem, roubou a identidade de um passageiro aparentemente morto e começou a trabalhar na tecelagem de sua ex-sogra. Até que viu Isadora crescida, de quem era amigo dez anos atrás, e se apaixonou perdidamente assim que olhou pra cara da garota. Um contexto que precisava de um mínimo de cuidado. 

Não houve preocupação da autora para desenvolver o amor de uma forma sutil. Por mais que tenha repetido no texto que Davi se apaixonou pelo jeito de Isadora, não foi isso que aconteceu. Não é possível colocar em diálogos situações que não ocorreram e querer que o público compre. Daria tempo de sobra para o mocinho ir se apaixonando pela convivência com Dorinha e ainda se questionando a respeito de um sentimento que não deveria se repetir. Afinal, além de ter tirado a virgindade das duas irmãs, uma delas foi assassinada e ele foi incriminado injustamente.

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Bárbara Paz e Danilo Mesquita formaram uma ótima dupla de vilões em "Além da Ilusão"

 A dois dias de seu desfecho, "Além da Ilusão" vem apresentando uma última semana movimentada por ótimos acontecimentos e viradas aguardadas. Mas não do núcleo central. São os núcleos paralelos que estão dominando a narrativa final da história de Alessandra Poggi. O fato comprova que foram mesmo o maior êxito da novela das seis. E as cenas recentes mostraram o quanto Bárbara Paz e Danilo Mesquita honraram o posto de vilões do folhetim. 


A dupla formada por mãe e filho movimentou a história ao longo dos meses, mas não apenas em cima da equivocada saga de Davi (Rafael Vitti), que tem sido a parte menos interessante da reta final da trama. A vilã tinha em Violeta (Malu Galli) a principal rival por conta de um interesse em comum: o amor de Eugênio (Marcello Novaes). Um triângulo amoroso secundário que rendeu bem mais atrativos que as repetições em torno da cansativa santificação do mocinho.

 Úrsula nunca mediu esforços para atingir seus objetivos e tinha no filho uma arma contra seus opositores. O rapaz era um parceiro e cúmplice perfeito. Enquanto Joaquim transbordava passionalidade, a mãe expunha uma frieza em todos os planos. E os personagens foram bem construídos pela autora.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Caroline Dallarosa divertiu e se destacou como Arminda em "Além da Ilusão"

 A novela das seis, escrita por Alessandra Poggi e dirigida por Luiz Henrique Rios, está em seus momentos finais. E foram vários destaques em "Além da Ilusão", principalmente em seus ótimos núcleos paralelos. Um deles foi a carismática Arminda, vivida por Caroline Dallarosa. A personagem, melhor amiga da mocinha, Isadora (Larissa Manoela), não ficou restrita a uma mera ouvinte dos problemas da protagonista. Tinha uma divertida história para chamar de sua. 


Atrapalhada, atrevida e excessivamente otimista, Arminda é um tipo que raramente não funciona em um folhetim. Responsável pela maioria dos alívios cômicos da trama das seis, a personagem reúne características que conquistam o público com facilidade. E ganhou uma intérprete que tem um timing perfeito para a comicidade, já visto em sua estreia na televisão, em 2019, quando viveu a marrenta Anjinha, em "Malhação - Toda Forma de Amar", a última temporada do longevo seriado adolescente da Globo. 

A atriz usou a caricatura a seu favor. Afinal, era impossível fugir dos exageros com um perfil que tem um tom hiperbólico. Então, Caroline vestiu a camisa da personagem e não teve medo do ridículo. Funcionou. Deixou a menina crível. Embora seja uma típica patricinha de época, Arminda tem momentos de sensatez e até de sensibilidade.

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Ótima em "Além da Ilusão", Mariah da Penha merece personagens mais diversificados

 A atual novela das seis está a poucos capítulos do seu fim e um dos acertos foi a presença de Mariah da Penha. A atriz virou um dos destaques de "Além da Ilusão", mesmo na pele de uma personagem de pouco destaque. Manuela virou um dos melhores elementos cômicos da trama de Alessandra Poggi, dirigida por Luiz Henrique Rios. 


A empregada fofoqueira é dona das melhores tiradas da novela e diverte em todas as suas aparições, por mais curtas que sejam. Manuela é a única personagem que tem um bordão: "Comigo não tem lorota". O carisma da atriz ajuda bastante e os muitos anos que tem de teatro e televisão deram uma bagagem necessária para aproveitar o pouco tempo que tem de tela. Isso porque já foram muitas participações em novelas e séries da Globo, mas sempre com perfis terciários. E, infelizmente, quase todos sendo papeis de empregadas domésticas ou funcionária de algum lugar. 

Em "Além da Ilusão" não foi diferente, uma pena. A repetição de tipos é tão grande que a atriz pode ser vista na reprise de "A Favorita", exibida em 2008, no "Vale a Pena Ver de Novo" como faxineira de Zé Bob (Carmo Dalla Vechia). A intérprete também pode ser prestigiada no Canal Viva com a reexibição de "Alma Gêmea".

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Malu Galli e Marcello Novaes transbordam química em "Além da Ilusão"

A atual novela das seis, em plena reta final, acertou em cheio com os casais secundários. São vários pares atrativos, bem desenvolvidos e com ótima química. Ironicamente, o par principal tem um sério problema em virtude do contexto da história de amor que já foi detalhado em outra postagem. Mas entre os casais coadjuvantes, há um que conquistou logo no início de "Além da Ilusão": Violeta (Malu Galli) e Eugênio (Marcello Novaes). 

O casal tem a fórmula que raramente falha na teledramaturgia: o jogo de gato e rato. Nada mais infalível para um par do que a provocação mútua. E foi o que aconteceu logo que se conheceram, na primeira fase, com Eugênio querendo comprar o terreno do pai de Violeta. Com o tempo, a venda foi feita e a Tecelagem Tropical surgiu tendo os dois como principais sócios. Desde então, a amizade foi solidificada ainda que em meio a várias discussões por conta do machismo dele e do progressismo dela. Mas a tensão sexual nunca deixou de existir. 

Com o passar dos anos, os personagens foram ficando cada vez mais íntimos. As constantes crises de Matias (Antônio Calloni), marido de Violeta, ainda resultavam em uma aproximação maior por conta do suporte emocional de Eugênio. Até que não conseguiram mais resistir e se entregaram ao que sentiam uma pelo outro.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Jayme Matarazzo e Debora Ozório encantam com o romance de Tenório e Olívia em "Além da Ilusão"

 A atual novela das seis está em plena reta final e uma das qualidades da história de Alessandra Poggi é a boa seleção de pares românticos. "Além da Ilusão" reúne todos os clichês de um folhetim de época, incluindo romances açucarados, típicos da faixa das 18h. A autora tem apostado em bons casais para despertar a torcida dos telespectadores. Um dos mais atrativos tem sido o par formado por Olívia (Debora Ozorio) e Tenório (Jayme Matarazzo). 


O mote do casal é um dos maiores clichês da teledramaturgia: a moça que se apaixona por um padre. A trama mais emblemática até hoje foi a protagonizada por padre Pedro (Nicola Siri) e Estela (Lavínia Vlasak) em "Mulheres Apaixonadas", exibida em 2003. O sucesso de Manoel Carlos caiu na boca do povo e um dos maiores êxitos era o amor que a 'senhorita Estela' sentia pelo padre. A música tema até hoje é lembrada (a canção italiana "Imbranato", cantada por Tiziano Ferro). O final feliz só aconteceu na última semana da produção, após muita insistência da ricaça e várias tentações passadas por Pedro. 

A história atual não teve tanta enrolação. A autora se preocupou em desenvolver o vínculo criado entre os personagens através de pensamentos em comum e atitudes solidárias que os uniam. Olívia logo se apaixonou pelo padre, mas Tenório demorou para perceber as reais intenções da então amiga. Até que levou um choque com a confissão da personagem em uma cena emocionante.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Romance dos mocinhos de "Além da Ilusão" é repleto de situações problemáticas

 "Além da Ilusão" vem se mostrando uma novela das seis com boas qualidades e Alessandra Poggi acertou na condução de vários personagens. Sua primeira novela como autora solo é gostosa de assistir. No entanto, há um fato que desperta questionamentos à medida que a história avança: a relação dos mocinhos. O desenvolvimento em torno do amor que une Davi (Rafael Vitti) e Isadora (Larissa Manoela) teve falhas perceptíveis desde o início e agora, com a produção se encaminhando para a reta final, tudo ficou mais incômodo. 

É preciso ressaltar que o romance do casal necessitaria de um cuidado maior na construção em virtude do drama pesado do enredo. Nada mais chato do que problematizar ficção, mas é um contexto impossível de ignorar. Davi se apaixona perdidamente por Elisa (Larissa Manoela), mas a menina acaba assassinada pelo pai, Matias (Antônio Calloni), que comete o crime por acidente, já que sua intenção era matar o futuro genro, após flagrá-lo tentando fugir com a mocinha. Para culminar, o juiz consegue incriminar o rapaz, que é condenado a 20 anos de cadeia, mas escapa da prisão após dez anos. O mocinho foge com o objetivo de provar sua inocência. Só que, por conta das coincidências novelescas, acaba sofrendo um acidente de trem, rouba a identidade de um passageiro aparentemente morto e começa a trabalhar na tecelagem de sua ex-sogra. 

Com o nome falso de Rafael Antunes, o personagem logo criou vínculos com todos e conheceu Isadora (Larissa Manoela), a irmã de Elisa, de quem era amigo dez anos atrás. Sim, Davi, já adulto, conhecia Dorinha ainda criança. A situação já despertava incômodo. Mas piorou quando o mocinho se apaixonou subitamente assim que a viu.

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Trama central de "Além da Ilusão" se perde em meio a repetições sem lógica

 É importante começar o texto enfatizando que "Além da Ilusão" segue com boas qualidades e recentemente apresentou uma sucessão de cenas lindas referentes ao arco dramático de Heloísa (Paloma Duarte). Era a catarse mais esperada pelo público e honrou a expectativa. O conjunto da obra continua com saldo positivo. Todavia, a trama central se perdeu há meses e só vem piorando a cada capítulo. 

Alessandra Poggi começou sua história de forma criativa. Era muito divertido acompanhar a estupidez dos vilões e a esperteza dos mocinhos. Todos os planos de Joaquim (Danilo Mesquita) e Úrsula (Bárbara Paz) davam errado, enquanto Davi/Rafael (Rafael Vitti) e Dorinha (Larissa Manoela) sempre conseguiam se desvencilhar das maldades. Era uma 'novidade' muito bem-vinda até porque na maioria das novelas os malvados costumam esbanjar inteligência e os 'heróis' se mostram uns idiotas. 

Mas, para manter uma aparente agilidade na narrativa, a autora começou a se perder quando alterou a personalidade de Dorinha. Antes feminista e à frente do seu tempo, a mocinha virou uma chorona que tem medo do julgamento da sociedade de 1945.

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Brilhante como Heloísa, Paloma Duarte rouba a cena em "Além da Ilusão"

 A novela das seis da Globo apresenta um elenco de peso. São vários nomes talentosos que compõem o time escalado pela autora Alessandra Poggi e pelo diretor Luiz Henrique Rios. Entre tantos bons destaques, há uma personagem que engrandeceu "Além da Ilusão" logo que surgiu em cena e segue até agora despertando uma boa atenção de quem assiste graças ao atrativo arco dramático e ao desempenho de sua intérprete: Paloma Duarte. 


Heloísa se mostrou um perfil interessante logo na primeira semana da novela. Isso porque Afonso (Lima Duarte em uma luxuosa participação especial) deu a neta, Clara, para adoção e nunca contou sobre o paradeiro da criança para a filha. Em seu leito de morte resolveu expor tudo o que sabia, mas faleceu pouco antes de falar. A cena foi forte e Paloma deu um show ao lado de seu avô da vida real. Helô sempre carregou essa dor, jamais perdoou o pai e até hoje nutre a esperança de encontrar a herdeira. 

Recentemente, o público ficou sabendo de outro ótimo 'plot' do roteiro: a filha de Heloísa é fruto de um abuso sofrido ainda em sua adolescência, quando Matias (Antônio Calloni), então casado com Violeta (Malu Galli), a seduziu.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Patricia Pinho mostra em "Além da Ilusão" que merece mais oportunidades na TV

 A atual novela das seis tem um elenco muito bem escalado e há vários nomes que não costumam participar de muitas novelas. Certamente por falta de oportunidades. É comum ver quase sempre os mesmos intérpretes participando e emendando vários folhetins. "Além da Ilusão" tem um time de rostos bastante conhecidos do grande público, mas há também profissionais não tão 'famosos' vivendo ótimos personagens. É o caso de Patricia Pinho. 


A atriz está incrível na pele da sofrida Fátima. A personagem, inicialmente, parecia irrelevante para a história. Mas, aos poucos, a trama da mãe que faz de tudo por sua filha foi sendo exposta e desenvolvida. Até ficar claro que está presente no maior 'plot' da trama das 18h. Isso porque Olívia (Debora Ozório) é a filha perdida que Heloísa (Paloma Duarte) procura desesperadamente desde o primeiro capítulo da novela. 

Fátima sempre sonhou em ter um filho, mas não conseguiu ter biologicamente. Até que seu marido, um dia, chegou trazendo uma menininha. Os dois adotaram a criança, mas a personagem nunca soube que Benê (Claudio Jaborandy) fez um acordo com Afonso (Lima Duarte). O coronel tirou a bebê dos braços de Heloísa e deu para seu empregado de confiança, exigindo o segredo.

sexta-feira, 17 de junho de 2022

Censura ao beijo gay em "Além da Ilusão" é um retrocesso

 No capítulo desta terça-feira, dia 14, a novela das seis escrita por Alessandra Poggi e dirigida por Luiz Henrique Rios censurou uma situação que parecia já superada no setor de teledramaturgia da Globo: um beijo entre dois homens. Para piorar, a explicação para o corte em "Além da Ilusão" foi usada em tom cômico. Aliás, é até importante expor que o termo 'beijo gay' já soa algo ultrapassado, mas, infelizmente, se tornou inevitável para o título desta crítica. 

Leopoldo (Michel Blois) foi um personagem que entrou meses depois da novela já no ar, mas logo conquistou seu espaço. O ator está ótimo e ajudou a deixar seu núcleo cativante. Sempre ficava claro que o gerente da rádio 'Alô Alô Campos' era gay através de cenas divertidas em que Leopoldo admirava Inácio (Ricki Tavares) sem camisa. Sua rivalidade com Arminda (Caroline Dallarosa) também era um dos trunfos da trama, que ficou ainda melhor quando os dois viraram amigos e cúmplices. 

A entrada de Plínio (Nikolas Antunes) em "Além da Ilusão", um novo ator para fazer parte do elenco da radionovela, tinha como principal objetivo presentear Leopoldo com um grande amor. Todavia, o resultado ficou muito aquém do esperado. O personagem, que escondia sua homossexualidade, entrou na história há poucas semanas e se descobriu subitamente apaixonado pelo gerente da rádio assim que soube que ele também era gay.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Antônio Calloni se destaca como Matias em "Além da Ilusão"

 A novela das seis da Globo carrega todos os bons clichês de um folhetim. Não por acaso tem sido tão gostoso acompanhar "Além da Ilusão". E os personagens, em sua maioria, são bem construídos. Há um em especial que desperta uma avalanche de sentimentos em quem assiste: Matias. É um tipo de papel que fracassaria nas mãos de um ator medíocre. Mas não é o caso. Antônio Calloni está irretocável. 


No início da história, Matias era um juiz que tinha adoração por Elisa (Larissa Manoela), sua filha mais velha. Até então, era apenas um pai enérgico que não aceitava ver a herdeira namorando um mágico sem futuro. No entanto, aquele sujeito foi ficando cada vez mais obsessivo até chegar ao ponto de assassinar a própria filha acidentalmente. Isso porque queria matar Davi (Rafael Vitti), seu futuro genro. Minutos depois do crime, já planejou e botou em prática uma estratégia para incriminar o mocinho. Conseguiu. Para culminar, ainda culpou a filha caçula, Dorinha (Sofia Budke), uma criança, pela morte da irmã. 

Pelo conjunto de atrocidades relatadas ficaria impossível sentir qualquer compaixão por Matias. Porém, o peso na consciência pelo crime cometido foi tão avassalador que o personagem desenvolveu esquizofrenia, doença que até hoje não tem cura, mas que na época, entre 1934 e 1944, tinha ainda menos recursos disponíveis para um tratamento digno.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

"Além da Ilusão", "Quanto Mais Vida, Melhor!" e "Pantanal" formam uma trinca de qualidade na grade da Globo

 A Globo está com uma boa trinca de novelas inéditas no ar. É raro quando acontece algo do tipo, ainda mais no atual momento, onde a pandemia ainda não acabou e o setor da teledramaturgia inicia de fato sua retomada com gravações já em processo praticamente normal, sem maiores dificuldades. "Além da Ilusão" e "Pantanal" são estreias recentes, enquanto "Quanto Mais Vida, Melhor!" se encaminha para sua reta final. 


Ironicamente, as três novelas são de autores 'novatos'. Ainda que o termo 'novato' não seja o mais apropriado. Afinal, o trio já tem uma longa experiência em equipes de colaboradores. Alessandra Poggi, autora de "Além da Ilusão", estreia sua primeira produção como titular, após a parceria com Ângela Chaves em "Os Dias Eram Assim", trama das 23h, exibida em 2017. Mauro Wilson, autor de "Quanto Mais Vida, Melhor!", escreveu séries como "Os Amadores", "A Fórmula" e "Ilha de Ferro", mas agora encara sua primeira missão como escritor principal em um folhetim. 

Já Bruno Luperi, neto de Benedito Ruy Barbosa, escreveu a problemática "Velho Chico", em 2016, com o avô e a mãe, Edmara Barbosa. Ganhou da Globo o desafio de adaptar "Pantanal" 32 anos depois da exibição da versão original em 1990 na Rede Manchete. Aceitou a missão e até agora vem honrando a confiança depositada.

terça-feira, 3 de maio de 2022

Larissa Manoela estreia na Globo com o pé direito em "Além da Ilusão"

 A estreia de Larissa Manoela na Globo gerou uma boa expectativa. Após oito anos no SBT, onde ganhou um novo olhar da mídia quando viveu a vilã Maria Joaquina, do remake de "Carrossel" (2012/2013), e depois protagonizou "Cúmplices de um Resgate" (2015/2016) e marcou presença em "As Aventuras de Poliana" (2018/2020), a atriz ganhou a chance de protagonizar uma novela das seis na emissora mais assistida do país. Sua contratação ocorreu em janeiro de 2020. Mas "Além da Ilusão" só foi iniciada agora, em fevereiro de 2022, por conta do caos da pandemia do novo coronavírus. 


E a estreia de Larissa na Globo tem sido a melhor possível. A atriz emocionou na primeira fase a trama, ambientada em 1934, na pele de Elisa, uma jovem doce, romântica e que tinha um ar de princesa da Disney. Com um figurino de cores mais suaves e em alguns tons de azul, a personagem fez jus ao posto da mocinha que o folhetim de Alessandra Poggi precisava naquele momento. Acostumada a adotar um tom mais exagerado por conta das várias tramas infantis e adolescentes que protagoniza, a intérprete não teve dificuldade de se encaixar em um enredo adulto. Sua atuação é sóbria e precisa. 

As cenas finais de Elisa destacaram o talento de Larissa, que protagonizou cenas muito fortes com Antônio Calloni, intérprete do juiz Matias, pai da mocinha e assassino da própria filha. Aliás, a sequência da morte da personagem é uma das melhores da trama até o momento.

quinta-feira, 7 de abril de 2022

"Além da Ilusão" sai da mesmice com mocinhos espertos e vilões burros

 A atual novela das seis, dirigida por Luiz Henrique Rios, tem reunido todos os ingredientes que um bom folhetim da faixa precisa ter. Após um início bastante pesado, onde um pai assassinou a própria filha e incriminou um inocente, a trama vem sendo contada de maneira leve. A trilha sonora é um primor e os figurinos coloridos, o que remete a uma novela mais lúdica. Alessandra Poggi conseguiu reunir vários bons clichês com sua trama. Ao mesmo tempo, a autora merece uma menção especial por uma ousadia peculiar que vem praticando em "Além da Ilusão".

A maioria dos folhetins, para não dizer todos, costumam apresentar vilões inteligentes e mocinhos burros. Afinal, os planos dos malvados precisam dar certo ao longo da história para o roteiro andar. Caso contrário, fica quase impossível exibir um enredo clássico com viradas e movimentações. Tanto que o público já aprendeu a engolir certas situações forçadas porque sabe que é necessário para a teledramaturgia. Ainda que certos questionamentos sejam feitos, como achar um absurdo determinado personagem não ter percebido tal armação, por exemplo. 

Porém, a autora tem conseguido inovar em sua novela. Ao menos até agora, os mocinhos estão sempre um passo a frente dos vilões, que enfiam os pés pelas mãos a todo instante. Joaquim (Danilo Mesquita) é um completo imbecil e a cada plano que coloca em prática para afastar Isadora (Larissa Manoela), sua noiva, de Rafael (Rafael Vitti) consegue piorar sua relação com a herdeira da Tecelagem Tropical.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Com uma primeira fase arrebatadora, "Além da Ilusão" apresenta promissor começo

 A nova novela das seis da Globo estreou semana passada e vem se mostrando bem diferente da soturna produção anterior, "Nos Tempos do Imperador". Colorida, bem iluminada e repleta de clichês irresistíveis de um clássico folhetim, a história de Alessandra Poggi, que estreia como autora solo ---- após uma parceria com Angela Chaves em "Os Dias Eram Assim", de 2017 ----, apresentou uma primeira fase com convidativos conflitos, onde o conto de fadas foi mesclado com a tragédia. 

O enredo central foi exposto com uma certa pressa, pois o 'plot' envolvendo os protagonistas apresentou sua maior catarse já no sexto capítulo, exibido no último sábado (12/02). O público acompanhou o amor à primeira vista do simpático Davi (Rafael Vitti), artista de rua que ganha a vida como mágico, e da linda Elisa (Larissa Manoela), filha de um poderoso juiz, Matias (Antônio Calloni), que odiou a possibilidade de romance logo de cara. A construção do amor dos mocinhos foi feita em apenas dois capítulos. Isso porque a felicidade do casal não dura e acabam separados para sempre. 

Poucos personagens foram focados, de fato, fora do núcleo principal. Algo comum no início de toda novela e que ajuda a prender mais a atenção de quem assiste, pois não há maiores dispersões com dramas de perfis secundários. Ainda assim já foi possível perceber a força da trama protagonizada por Heloísa (Paloma Duarte), que nunca perdoou o pai, Afonso (Lima Duarte), por ter dado sua filha para adoção.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

"Além da Ilusão": o que esperar da nova novela das seis?

A nova novela das seis promete ser bem diferente da recém-terminada "Nos Tempos do Imperador". Alessandra Poggi estreia como novelista solo, após uma parceria com Angela Chaves em "Os Dias Eram Assim", novela das 23h, exibida em 2017. A autora promete uma história com uma roupagem mais leve, com um toque de conto de fadas, ainda que haja elementos densos para o roteiro se movimentar. O diretor Luiz Henrique Rios também endossa a intenção do novo folhetim e ainda o classifica como uma 'fábula temporal'. 

Em ‘Além da Ilusão’, o público vai acompanhar a história de Davi (Rafael Vitti) e Isadora (Sofia Budke/ Larissa Manoela), em uma viagem ao Brasil das décadas de 1930 e 1940, marcado por tempos de profundas mudanças. Ambientada em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, e dividida em duas fases, entre 1934 e 1944, a produção é marcada por histórias de amor, traição, esperança, justiça e muito humor. A trama começa em Poços de Caldas, Minas Gerais, com o fascínio de Isadora (Sofia Budke), ainda criança, pelas mágicas do jovem Davi (Rafael Vitti). De férias na cidade, a pequena Dora, filha do influente Juiz Matias (Antonio Calloni) e de Violeta (Malu Galli), vive a expectativa da festa de aniversário de 18 anos de sua irmã, a sonhadora Elisa (Larissa Manoela). 

Davi é órfão de pai e mãe e foi com o avô que aprendeu seus primeiros truques de mágica. Apesar da vida difícil que leva, o jovem chegou a concluir seus estudos antes da família perder tudo, mas seu maior desejo é se tornar um ilusionista. Em sua passagem pela cidade, o jovem conhece, casualmente, Elisa no dia do baile de aniversário e eles se apaixonam. Matias não aceita a situação entre os dois e arma para separar o mágico de sua filha, por quem nutre verdadeira devoção.