Mostrando postagens com marcador triângulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador triângulo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de março de 2025

"Mania de Você" apresenta um dos piores triângulos já vistos na teledramaturgia

 A atual novela das nove da Globo está em sua penúltima semana e o clima é de alívio, tanto para o público quanto para a própria equipe de "Mania de Você". A novela se mostrou uma catástrofe e mesmo em plena reta final não apresenta qualquer sinal de mínima melhora. Entre tantos problemas na obra de João Emanuel Carneiro, fica até difícil citar apenas um, mas é necessário expor um núcleo terciário que irritou o telespectador desde o início e agora apresenta um dos piores triângulos amorosos da teledramaturgia, formado por Michele (Alanis Guillen), Cristiano (Bruno Montaleone) e Daniel (Samuel de Assis).


Primeiro, é preciso relembrar o equívoco que foi a saga de Michele e Cristiano. Os personagens começaram a segunda fase muito apagados e mal apareciam. No caso de Michele, o pouco destaque não era condizente, uma vez que a garota é irmã de Ísis (Mariana Ximenes), com quem nunca teve uma relação boa. Seria benéfico para ambas um foco no relacionamento, pois funcionaria para uma humanização de Ísis e mais cenas para a talentosa Alanis, que veio de um grande desempenho como Juma Marruá no remake de "Pantanal". Também serviria para explicar melhor as razões para o ódio que o pai, interpretado por José Augusto Branco, sentia pela filha mais velha. 

Michele e Cristiano trabalhavam como ajudantes de cozinha no restaurante de Viola (Gabz), o mais premiado do país, localizado em um resort de luxo. A morte do pai de Michele causou o desespero do casal por conta das dívidas que o falecido tinha deixado. Os dois ficaram sem teto rapidamente e pediram abrigo no resort de Mavi (Chay Suede).

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Daniel Ortiz destruiu o arco de Lupita em "Família é Tudo"

 A menos de duas semanas de seu fim, "Família é Tudo" ainda tem para concluir a vingança de Electra (Juliana Paiva) contra Jéssica (Rafa Kalimann), o mistério em torno da troca de identidade entre as gêmeas Frida e Catarina (Arlete Salles), a descoberta da vilanias de Hans (Raphael Logam) e a reconciliação de Tom (Renato Góes) e Vênus (Nathalia Dill). Uma boa quantidade de conflitos. Mas Daniel Ortiz acha que ainda tem tempo para estender o triângulo amoroso formado por Lupita (Daphne Bozaski), Júpiter (Thiago Martins) e Guto (Daniel Rangel). 


A obsessão do autor em triângulos é observada em todas as suas novelas, mas na atual houve o cúmulo do exagero. Praticamente todos os personagens viveram dilemas amorosos que nada acrescentaram ao roteiro e só serviram para demonstrar a fragilidade da história. Ao invés de focar na promissora trama envolvendo a missão dos netos em busca da herança da avó, que não morreu e estava apenas tentando unir a família, Ortiz preferiu focar em idas e vindas de casais. Tantas situações repetidas só resultaram no esgotamento da paciência do público, ao mesmo tempo que enfraqueceram qualquer construção minimamente bem-sucedida, como é o caso do arco dramático de Lupita. 

Em meio a tantos triângulos equivocados, o protagonizado pela personagem, muito bem interpretada por Daphne Bozaski, era o único realmente estruturado. Isso porque Lupita sempre demonstrou um amor platônico por Júpiter, que nunca a viu como mulher. Enquanto sofria pelo seu amado, a guatemalteca mal sabia que era fruto de uma paixão à primeira vista.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Obsessão de Daniel Ortiz por triângulos amorosos tira o rumo de "Família é Tudo"

 Não é mentira quando dizem que todo brasileiro é técnico de futebol e autor de novela. É normal bancar o especialista e fazer mil análises sobre as maiores paixões do país. Tanto que não precisa ser um crítico formado para observar os vícios (que também podem ser chamados de 'estilo') de todos os escritores de folhetim. Tem quem ame criar mil sequestros na história, quem goste de ressuscitar mortos, quem adore brigas entre mãe e filha, enfim. No caso de Daniel Ortiz, responsável por "Família é Tudo", é o triângulo amoroso a sua maior paixão. 


O autor ama criar vários triângulos amorosos em suas histórias, a ponto de dominar quase todos os núcleos com eles. E sempre com o intuito de dividir torcida e gerar engajamento do público. O de maior repercussão, e que até hoje rende uma leva de comentários indignados nas redes sociais de parte do público, foi o formado por Kyra (Vitória Strada), Rafael (Bruno Ferrari) e Alan (Thiago Fragoso) em "Salve-se Quem Puder". A 'fórmula' deu certo nessa trama e em "Haja Coração", seus dois sucessos anteriores das sete. Mas não quer dizer que funcionará sempre e a prova é o que vem acontecendo com a sua atual novela.

Há uma clara perda de rumo em "Família é Tudo" justamente pela preocupação do autor em focar quase tudo em cima dos triângulos que vem formando. A história foi vendida como uma saga de cinco irmãos que precisam morar e trabalhar juntos para a garantia do recebimento da herança da avó que desapareceu em alto mar.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Único triângulo amoroso consistente de "Salve-se Quem Puder" é o formado por Rafael, Kyra e Alan

 A atual novela das sete vai caminhando para seu final e ficou claro que Daniel Ortiz usou e abusou dos triângulos amorosos. O autor já tinha usado bastante o recurso em "Haja Coração", sua novela anterior, e aproveitou bem mais o recurso em "Salve-se Quem Puder". As três protagonistas estão envolvidas em dilemas amorosos e vários outros personagens também não escapam da situação. Mas, analisando friamente o roteiro, o único triângulo que apresenta consistência é o formado por Kyra (Vitória Strada), Rafael (Bruno Ferrari) e Alan (Thiago Fragoso). 

Logo no início da trama, houve uma bonita construção do relacionamento de Kyra e Rafael. O pedido de casamento que o íntegro personagem fez para a atrapalhada companheira, durante um engarrafamento e em meio a um temporal, foi bonito e engraçado, além da química dos atores  ---- vista em "Tempo de Amar", de 2017 ---- ter sobressaído. Era aquele momento da apresentação dos perfis individuais, que acabou somado com a relação 'Kyrael'. Foram poucas cenas porque na mesma semana a protagonista acabou dada como morta, após ter presenciado um crime em Cancún, no México, no meio de um furacão. Ainda assim houve um envolvimento do público. 

Já quando Kyra precisou usar o nome falso de Cleide, diante das condições do serviço de Proteção à Testemunha, foi trabalhar como babá na casa de um advogado, viúvo, pai de duas crianças adotadas. No caso, primo de Alexia (Deborah Secco), sua então nova companheira de 'fuga'.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Triângulo central de "Novo Mundo" é praticamente igual ao de "Liberdade, Liberdade"

Que a atual novela das seis é um primor todo mundo já sabe. A trama escrita pelos talentosos Alessandro Marson e Thereza Falcão (a primeira deles como autores principais) tem esbanjado capricho e apresentado um delicioso contexto histórico servindo de pano de fundo para o clássico folhetim. A audiência, por sinal, vem correspondendo ao bom conjunto exibido. Entretanto, o triângulo amoroso principal de "Novo Mundo" vem causando um incômodo pela quantidade de semelhanças com "Liberdade, Liberdade", novela das onze exibida ano passado.


A destemida Anna Milman é professora de português da princesa Leopoldina (Letícia Colin) e se apaixonou perdidamente pelo aventureiro Joaquim (Chay Suede), sendo correspondida. Os dois têm o mesmo ideal de justiça e estão à frente do tempo. Mas a mocinha acabou despertando o interesse do ganancioso Thomas (Gabriel Braga Nunes), oficial da marinha inglesa que se transforma em homem de confiança da família Real portuguesa, escondendo seu verdadeiro intuito de impedir que o Brasil se torne independente, dando um golpe em todos.

Na semana passada, o poderoso homem conseguiu separar o casal graças a Elvira (Ingrid Guimarães), 'esposa' trambiqueira de Joaquim que foi atrás do 'marido', provocando um choque em Anna, que terminou tudo com o amado após saber do passado do rapaz, acreditando que ele tem um filho com a mulher.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Machismo permeia irritante triângulo formado por Tiago, Marina e Letícia em "A Lei do Amor"

Que "A Lei do Amor" se perdeu depois das mutilações em virtude da baixa audiência todos já estão cansados de saber. Porém, uma situação que se mostrou equivocada desde o início da trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari foi o triângulo amoroso composto por Tiago (Humberto Carrão), Isabela (Alice Wegmann) --- agora Marina --- e Letícia (Isabella Santoni), a partir da segunda fase. O machismo sempre esteve presente nessa trama, provocando um sério incômodo que foi aumentando com o tempo.


A filha de Helô começou a história se recuperando de um câncer e os autores já colocaram o namorado Tiago cansado da relação, demonstrando claramente que não a amava mais. Pouco tempo depois, ele se apaixonou perdidamente por Isabela e ela, apesar de uma resistência inicial, retribuiu o sentimento. O rapaz ficou em cima da garçonete, sem demonstrar qualquer remorso em virtude do seu relacionamento com Letícia. Não demorou para os dois iniciarem um caso. E toda essa construção foi feita de forma equivocada por Maria Adelaide e Vincent.

A paixão de Tiago e Isabela ficou rasa e a relação aconteceu rápido demais. Já o fato do personagem ter traído a namorada e adiado ao máximo o término do noivado também prejudicou a empatia do par. A intenção era expor um Tiago humano, longe da perfeição dos certinhos (perfis muitas vezes cansativos). Mas não funcionou. Pelo contrário.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

"Joliza", "Arliza" e o triângulo de "Totalmente Demais" que despertou torcidas passionais

O triângulo amoroso é um clássico da teledramaturgia. Toda boa novela que se preze tem pelo menos um. Porém, durante um longo período, esse conflito romântico era quase sempre composto pelo casal de mocinhos (ou de bonzinhos) e um vilão ou vilã. Entretanto, já há algum tempo que os autores vêm compondo o trio com perfis repletos de defeitos e qualidades, ou seja, humanos ----- vide Manu, Rodrigo e Ana em "A Vida da Gente"; Amora, Bento e Malu em "Sangue Bom"; e Júlia, Pedro e Felipe em "Sete Vidas", citando exemplos mais recentes. E isso provoca uma clara divisão no público, afinal, todos os envolvidos têm pontos positivos e negativos, deixando de lado o maniqueísmo da vilania, o que costuma ajudar bastante a destinar a torcida toda para apenas um par. Foi exatamente essa situação que aconteceu em "Totalmente Demais", fenômeno das sete que se aproxima do seu desfecho.


Jonatas (Felipe Simas), Eliza (Marina Ruy Barbosa) e Arthur (Fábio Assunção) formaram um triângulo na trama das sete e Rosane Svartman e Paulo Halm conduziram os relacionamentos em fases, mas sempre deixando claro os reais sentimentos de cada um através de sutilezas nas cenas (como troca de olhares) e no texto. O romance "Joliza" ---- junção de nomes muito comum na internet que significa 'shippar' o casal (torcer pelo par) ---- sempre teve como fonte de inspiração o clássico filme "Luzes da Cidade", estrelado por Charlie Chaplin em 1931, cujo enredo era o amor que nascia entre um vagabundo e uma florista cega. Já "Arliza" é oriundo da peça "Pigmalião", de 1913, produzida por George Bernard Shaw (já inspirada no mito do "Pigmalião"), onde um culto professor transforma uma humilde florista em uma mulher refinada e se encanta com sua criação.

As duas relações foram bem conduzidas em "Totalmente Demais" e ajudaram a inserir inúmeros bons conflitos na trama. Os mocinhos do enredo sempre foram Jonatas e Eliza, tanto que os primeiros meses de novela foram todos voltados para a linda relação dos dois, que crescia pouco a pouco. Arredia e agressiva por conta dos abusos sofridos com o padrasto, a menina chegou ao Rio de Janeiro sozinha, foi roubada por duas picaretas e se viu abandonada nas ruas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Clima de medo destaca atores e norteia o triângulo amoroso central na última semana de "Verdades Secretas"

A última semana de "Verdades Secretas" tem honrado todas as qualidades que a novela apresentou ao longo destes quatro meses de exibição. E a reta final tem sido engrandecida por um instigante clima de medo que cerca o triângulo central, protagonizado por Carolina (Drica Moraes), Alex (Rodrigo Lombardi) e Angel (Camila Queiroz). A panela de pressão, que vem sendo aquecida desde a estreia, está prestes a explodir, destacando a excelência do enredo e o talento dos atores.


Após um longo período sendo cruelmente enganada pela filha e pelo marido, Carolina já mostra que sabe o que está acontecendo diante de seus olhos. As cenas da personagem estão marcadas pela ironia e por uma certeza disfarçada de desconfiança. O momento de constatação da verdade se deu, justamente, depois que Carolina quase flagrou Angel e Alex juntos, após Giovanna (Agatha Moreira) ter armado um flagrante. Ter visto a gravata do esposo no quarto de Arlete foi o bastante, ainda que a filha de Hilda (Ana Lucia Torre) tenha 'acreditado' na desculpa esfarrapada da filha.

O choro solitário de Carolina expôs a confirmação da dúvida que vinha martelando em sua cabeça. Porém, a podridão de toda esta traição é tão chocante que ela vem guardando para si a certeza, preferindo manter a 'cegueira'. Só que, ao contrário do que acontecia desde que Alex se casou com a mãe de Arlete, agora, é a esposa do canalha que está sob o comando da situação.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Triângulo amoroso protagonizado por Pedro, Júlia e Felipe é um dos trunfos da reta final de "Sete Vidas"

Lícia Manzo tem uma capacidade rara de emocionar o telespectador, evitando qualquer tipo de pieguice. A autora também sabe como envolver o público com seus personagens reais, cujas relações são sempre cheias de dificuldades impostas por decisões ou pela própria vida. E uma das muitas questões que tem norteado esta reta final de "Sete Vidas" é o dilema amoroso de Júlia (Isabelle Drummond), personagem que se vê dividida entre a razão e a emoção, encabeçando um triângulo amoroso bastante complexo.


A menina é o grande elo de ligação dos irmãos (todos filhos de Miguel - Domingos Montagner) e foi a responsável, direta ou indiretamente, pela aproximação de todos. E, ironicamente, ela é a única que não é filha do doador 251, uma vez que a mãe Marta (Gisele Fróes) mentiu a respeito de sua origem, provocando uma verdadeira avalanche sentimental em sua vida. O triângulo amoroso que a tem como protagonista, inclusive, é consequência de toda esta rede de mentiras.

Júlia e Pedro (Jayme Matarazzo) se apaixonaram perdidamente assim que se conheceram e logo tiveram que 'interromper' este forte sentimento em virtude da descoberta do laço sanguíneo ---- que nunca existiu, mas, na época, eles sequer imaginavam que não eram irmãos. Os dois tentaram seguir suas respectivas vidas até que ela descobriu toda a verdade e foi correndo contar a ele.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Megan, Davi e Manu de "Geração Brasil": um triângulo amoroso bastante equivocado

Triângulos amorosos fazem parte da teledramaturgia e são situações frequentes em todo folhetim. É praticamente impossível alguma novela não ter ao menos um. E as chances destes imbróglios amorosos ajudarem na movimentação história são grandes, tanto que os autores costumam recorrer a rompimentos, idas, vindas e troca de casais ao longo do desenvolvimento da trama. Mas é primordial que todo o conjunto esteja em harmonia para a estratégia dar certo, o que não tem acontecido em "Geração Brasil".


O triângulo Megan (Isabelle Drummond) - Davi (Humberto Carrão) - Manu (Chandelly Braz) começou de forma promissora, assim como toda a novela, vale ressaltar. Mas, à medida que os capítulos da novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira foram passando, ficou claro que os desdobramentos em cima desta história não foram acertados. O que poderia render ótimos conflitos, bons dramas e interessantes questionamentos, acabou virando uma mera superficialidade.

Davi é um típico nerd e iniciou a história tentando lançar seu projeto, um computador próprio chamado Júnior, que tem o objetivo de incluir digitalmente crianças carentes. Manu é uma nerd apaixonada por tecnologia que sabe tudo de computação, enquanto Megan é uma patricinha fútil e mimada.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Clara, Cadu e Marina de "Em Família": um triângulo amoroso bastante equivocado

Manoel Carlos vem enfrentando uma sucessão de problemas com sua última novela. Audiência baixa, repercussão nula, atraso na entrega dos capítulos e nas gravações, história que não consegue prender o telespectador, enfim, são muitos os percalços. E além de todas estas questões nada simples de serem resolvidas, o autor ainda se equivocou no desenvolvimento de um dos núcleos que mais prometiam: o triângulo amoroso abordando heterossexualidade e homossexualidade.


A história protagonizada por Clara (Giovanna Antonelli), Cadu (Reynaldo Gianecchini) e Marina (Tainá Muller) despertou interesse antes mesmo da novela estrear. Tanto que a própria escalação foi motivo para comentários e expectativas. O papel da Marina foi escrito para Alinne Moraes, mas a linda e talentosa atriz engravidou e precisou recusar o convite. A ótima Andreia Horta chegou a ser cogitada como substituta, mas a personagem acabou nas mãos de Tainá, que também foi uma escolha acertada.

Os três atores estão ótimos, mas o enredo envolvendo os personagens deixa muito a desejar, assim como seu desdobramento. Primeiramente se equivocaram com Clara. A personagem começou a terceira fase infantilizada demais e parecia uma boboca. Giovanna não estava à vontade no papel e isso transparecia para o público.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Triângulo amoroso se transforma em um dos principais atrativos de Guerra dos Sexos

Quem acompanha "Guerra dos Sexos" desde a estreia percebe claramente uma melhora gradativa da novela. Nunca concordei com as críticas pesadas que a trama sempre recebia, mas é inegável que a história inicialmente apresentava alguns equívocos. Núcleos sem muita função e um ritmo nada atraente. Porém, não demorou muito para que o remake de Silvio de Abreu se encontrasse. E após uma nítida progressão geral, pode-se dizer que um dos atuais  e principais pontos positivos é o triângulo amoroso envolvendo Roberta Leone (Glória Pires), Nando (Reynaldo Gianecchini) e Juliana (Mariana Ximenes).


O casal formado por Reynaldo Gianecchini e Glória Pires funcionou perfeitamente e a diferença entre os personagens apenas ajuda a deixar o romance ainda mais atraente. Roberta se apaixonou pelo jeito inocente e puro do motorista de Otávio (Tony Ramos) e a atriz demonstra toda a ternura da empresária pelo olhar doce. Já Reynaldo deixou a conturbada fase inicial --- onde acabava incorporando o Pascoal de "Belíssima" em vários momentos --- há tempos e vem se mostrando um dos melhores atores do time masculino da novela. Só perde para o Tony.

Mas se por um lado Nando combina com Roberta, o mesmo pode-se dizer do par formado com Juliana. A química intensa entre Gianecchini e Mariana Ximenes já havia sido mostrada em "Passione", onde ambos viveram a dupla de vilões Fred e Clara. Agora, interpretando personagens bonzinhos, a dupla comprova que a sintonia em cena continua firme