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segunda-feira, 15 de maio de 2023

"A Infância de Romeu e Julieta" é um acerto da parceria entre SBT e Prime Video

 O SBT deixou claro com "Poliana Moça" que não sabe fazer novela para adolescentes. O intuito da trama, que se tratava da continuação de "As Aventuras de Poliana", era mostrar os dilemas da juventude através da protagonista crescida, mas apresentou um roteiro tão infantil quanto o anterior e ainda afugentou o público que já não estava mais interessado no produto baseado em uma produção que teve 564 capítulos. Agora a mesma Íris Abravanel, a única autora da emissora, resolveu voltar ao enredo para crianças, sem pretensões de atingir outra faixa etária, com "A Infância de Romeu e Julieta", que estreou semana passada. 


A história é baseada no clássico de William Shakespeare, mas sem a tragédia no final por razões óbvias. E foi uma boa ideia criar uma novela infantil tendo como premissa um casal tão conhecido mundialmente. Também merece elogios a escolha de um ator negro para interpretar Romeu, o que implicou na escalação de outros intérpretes negros para a composição da família do protagonista. O SBT está muito atrasado na questão da diversidade, já que nunca teve qualquer preocupação a respeito em suas novelas ou programas da emissora. Mas antes tarde do que nunca. Miguel Ângelo é carismático e não faz feio em cena. Já Julieta ficou a cargo de Vittória Seixas.

Castanheiras é um bairro dividido em dois lados, apelidados pelos próprios moradores, de Vila e Torre. No primeiro, encontram-se sobrados coloridos, estabelecimentos menores e familiares. No segundo, condomínios de prédios imponente e um boulevard luxuoso.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

"Haja Coração" tinha todos os ingredientes de uma ótima novela das sete, mas deixou a desejar

Foram apenas cinco meses no ar e 139 capítulos. "Haja Coração" estreou em 31 de maio, excepcionalmente uma terça-feira, e chegou ao fim (também excepcionalmente) nesta terça, dia 8 de novembro ---- o caso da estreia houve a justificativa plausível de adiar o fim de "Totalmente Demais" para não enfrentar um feriado prolongado, mas no caso da trama atual foi algo gratuito e desnecessário mesmo. A segunda novela de Daniel Ortiz foi um remake de "Sassaricando" (1987), grande sucesso de Silvio de Abreu, e cumpriu sua missão no quesito audiência: teve média de 27,5 pontos, empatada tecnicamente com o fenômeno anterior de Rosane Svartman e Paulo Halm (27,4). Excelentes números. Porém, a produção poderia ter sido muito melhor do que foi.


Após seu bom trabalho como estreante em "Alto Astral" (2014), o autor apresentou um início promissor de seu segundo folhetim. Havia ali todos os ingredientes de uma deliciosa novela das sete. E o primeiro mês foi animador, onde a dupla formada por Fedora (Tatá Werneck) e Teodora (Grace Gianoukas) logo se destacou, assim como o trio impagável de amigas interesseiras formado por Rebeca (Malu Mader), Penélope (Carolina Ferraz) e Leonora (Ellen Roche). A composição de Mariana Ximenes como Tancinha também agradou e parecia uma ótima protagonista, tendo ainda a rivalidade com Fedora como um dos atrativos. Os erros observados em alguns núcleos paralelos deslocados e na história cansativa do mocinho Apolo (Malvino Salvador) pareciam pequenos diante dos acertos.

Entretanto, ao longo dos meses, Ortiz começou a dar claros sinais de falta de domínio de seu enredo. Os problemas começaram a crescer e até mesmo os pontos positivos começaram a ficar negativos. A falsa morte de Teodora foi um dos mais graves equívocos do autor, que preferiu seguir o roteiro original de "Sassaricando", ignorando a diferença do contexto atual. O resultado foi catastrófico para o núcleo Abdala, que era o melhor da novela. Com a saída da melhor personagem da família, todos os perfis ficaram sem função e perdidos na história.